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Pirâmide não é magia. É Tecnologia!

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A Pirâmide

Publicado por: luxcuritiba em novembro 14, 2010

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A Pirâmide

A pirâmide adotada como instrumento de desenvolvimento do poder psíquico é geralmente uma miniatura da Grande Pirâmide erigida pelo rei Khufu perto do Cairo, no Egito, no ano 2600a.C. Como já observado, ao que tudo indica suas propriedades não variam em função do tamanho, da solidez e do material empregado na construção. Na nossa pesquisa, usamos pirâmides de papel, de vidro, cristal, madeira, metal, âmbar, mármore, alabastro e plástico, todas aparentemente com a mesma eficácia. Embora, para fins experimentais, alinhássemos um lado da pirâmide em conformidade com a bússola, os sujeitos da experiência acabavam por descobrir que essa providência não era essencial para sua utilização como instrumento.

A eficácia da pirâmide permanece um mistério. Há os que acreditam que seu poder dependa apenas da expectativa de efeito. Por esse prisma, as energias que investimos no instrumento e os resultados que esperamos dele lhe determinam a eficácia. Essa visão enfatiza a importância dos procedimentos que realçam os resultados esperados. Nesse contexto, a pirâmide é valiosa porque constitui um ponto concreto de convergência das nossas expectativas, o que lhes conferiria a faculdade de energizar.

De acordo com outra perspectiva, a pirâmide é um instrumento dotado de poder próprio, e não um objeto inerte, um simples meio para se atingir um fim. Essa forma de ver a pirâmide, que se costuma chamar de poder da pirâmide, tem por base a idéia de que sua mera presença, mesmo sem que tenhamos consciência dela, é capaz de energizar. Nesse caso, acredita-se que a pirâmide gera energia ou canaliza a energia de uma outra fonte. De um modo ou de outro, atribui-se à pirâmide a propriedade de energizar por si mesma, independente de interferência externa. Admite-se, contudo, que a nossa participação ativa pode ampliar significativamente sua eficácia.

Existem provas consideráveis que fundamentam essa visão do poder da pirâmide. Nos nossos estudos, verificamos que as vendas de uma loja de artigos esportivos aumentaram de modo substancial quando esconderam uma pequena pirâmide numa caixa discretamente colocada sobre a porta de entrada. Resultados idênticos foram obtidos numa loja de artigos para presente e numa videolocadora. Em outro exemplo, o fundador de uma empresa de engenharia, cujo crescimento espantoso lhe valera grande fama, revelou que, durante a construção de sua sede, havia colocado estrategicamente uma pirâmide de metal no concreto dos alicerces. E comentou: “Eu não era exatamente um crente, mas pensei: ‘O que tenho a perder?'” Hoje, ele credita em grande parte o sucesso de sua multimilionária empresa à pirâmide. Num campo diferente, um psicólogo percebeu que, quando ocultava uma pequena pirâmide de cristal sob a mesa de centro da sala de terapia em grupo, a participação e a interação positiva dos pacientes invariavelmente aumentavam.

Muito da nossa pesquisa com pirâmides focalizou seus efeitos sobre várias funções mentais, principalmente o aprendizado e a memória. Nossos estudos com universitários demonstraram que o índice de aprendizado por livre associação de sílabas eleva-se rapidamente quando colocávamos uma pequena pirâmide de vidro na sala de aula. Além disso, tanto a lembrança de fatos recentes quanto a de fatos remotos melhoravam quando a pirâmide estava presente. Mesmo quando os alunos não tinham conhecimento da sua presença, observava-se uma significativa melhora tanto do aprendizado quanto da capacidade de memorização. Contudo, progressos ainda mais notáveis ocorriam quando se contava aos sujeitos que havia uma pirâmide ali. Os resultados mais favoráveis eram obtidos quando eles eram informados não só da presença da pirâmide como também dos efeitos de energização esperados.

Muitos dos nossos sujeitos, tendo participado das pesquisas sobre pirâmides, começaram a usá-la no cotidiano. Vários deles empregaram-na como apoio para o estudo nos cursos de graduação e pós-graduação. Um aluno de química descobriu que, quando segurava uma pequena pirâmide de vidro ou a pousava sobre a escrivaninha na época das provas, guardava melhor na memória o conteúdo estudado. Outra participante voluntária das nossas experiências, hoje psicoterapeuta, adotou uma pequena pirâmide de quartzo como a sua “parceira sábia”: “A pirâmide me acompanhou ao longo de todo o curso na faculdade e agora é minha ‘co-terapeuta’.” Regularmente ela se vale da pirâmide como suporte para a indução hipnótica e para meditação. Outro sujeito, hoje advogado, relata que uma miniatura em cristal da pirâmide, que ele continua a carregar no bolso, ajudou-o a escapar da recuperação no curso de ciências políticas e a iniciar uma espiral de realizações desde a faculdade de direito até sua bem-sucedida carreira jurídica.

Além disso, há fortes evidências de que a pirâmide pode servir de instrumento para estimular a criatividade, uma função que, embora não tenha limites, está sujeita a bloqueios. A pirâmide pode desbloquear o nosso potencial e inspirar a expressão criativa. Esse fato foi ilustrado por um aluno do curso de artes que, acreditando ter esgotado sua capacidade de imaginação, usou a pirâmide de cristal para conceber idéia para novos quadros. Ele a usava para induzir um estado meditativo, durante o qual visualizava as imagens que pintaria sobre uma grande pirâmide.

Pesquisas recentes apontam numerosas aplicações da pirâmide, inclusive como instrumento para manutenção da saúde e da boa forma física. Nossos estudos mostraram que a simples visualização da pirâmide, independente de sua presença física, pode promover tranquilidade e higidez mental. Além disso, há fortes indícios de que a mera presença da pirâmide pode acelerar o processo de cura. Quando se adotam procedimentos sistemáticos, as propriedades terapêuticas da pirâmide parecem quase ilimitadas. Dentre os exemplos destacam-se o controle do peso, o abandono do hábito de fumar, a resistência a doenças e a superação dos transtornos derivados do stress.

O Poder da Pirâmide

Por vários motivos, a pirâmide é particularmente importante para o estudo da aura humana. Nas primeiras investigações acerca desse instrumento, descobrimos que basta tocarmos na pirâmide para energizarmos e expandirmos a aura. Com o acréscimo de imagens apropriadas, notamos um aumento significativo da energização. Com base nessas observações, desenvolvemos a Técnica da Energia da Pirâmide, estratégia criada com a finalidade específica de energizar, expandir e fortalecer todo o sistema áurico. Pode-se utilizar uma pirâmide de qualquer tamanho ou material.

1a Etapa. Preparação e Orientação. Coloque a pirâmide com uma das faces virada para você, numa altura que lhe permita observá-la confortavelmente. Depois de centralizar toda a atenção na pirâmide, esvazie a mente e deixe o corpo relaxar. Dê a si mesmo permissão para se energizar pelo uso da pirâmide como instrumento.

2a Etapa. Ligação Cósmica. Visualize uma poderosa haste de energia ligando o vértice da pirâmide à fonte máxima de energia – o núcleo do cosmo. Visualize a pirâmide carregada de uma brilhante energia cósmica que se irradia em todas as direções.

3a. Etapa. Transferência de Energia. Para entrar em contato com a fonte cósmica de energia, erga as mãos sobre dois lados opostos da pirâmide, com as palmas voltadas para ela. Sem tocá-las, sinta sua energia cálida e vibrante ressonando em suas palmas e espalhando uma energia nova e brilhante por todo o corpo físico.

4a. Etapa. Energização do Núcleo. Concentre-se no pleno solar, onde se encontra o seu núcleo energético. Visualize o núcleo do seu ser à medida que a energia da pirâmide o preenche.

5a. Etapa. Energização da Aura. Sinta a vibrante energia que emana do seu núcleo e se irradia por toda a aura, energizando todo o seu ser. Visualize a aura expandindo e refulgindo de energia.

6a. Etapa. Revisão Por Meio de Imagens. Enquanto a poderosa infusão de energia prossegue, reveja a sequência de energização do procedimento:

(A) Visualize novamente a energia cósmica entrando pelo vértice da pirâmide.

(B) Visualize a pirâmide repleta de energia cósmica e irradiando-a em todas as direções.

(C) Sinta a energia da pirâmide entrando na palma das suas mãos e em seguida sendo transmitida ao núcleo do seu sistema energético.

(D) Sinta o seu núcleo irradiando uma poderosa energia para todo o sistema áurico.

7a. Etapa. Afirmação. Junte as mãos em posição de prece e, de olhos fechados, afirme: “Mental, física e espiritualmente estou em equilíbrio e em sintonia com o universo. Estou repleto de energia brilhante e positiva. Estou energizado!”

Esse exercício pode ser facilmente adaptado para grupos, bastando que seus integrantes fiquem em círculo ao redor da pirâmide. O procedimento também pode ser modificado para acrescentar cor à aura ou para sanar deficiências específicas. Para acrescentar uma cor em particular, visualize a energia na cor desejada saindo da pirâmide, entrando pela palma das mãos e distribuindo-se pelo sistema áurico ou concentrado-se na região escolhida. Para energizar uma área deficiente da aura, envie-lhe mentalmente a energia brilhante do seu núcleo energético.

Para manter a saúde e a forma física, o procedimento pode dirigir para regiões ou órgãos específicos do corpo a energia cósmica de cura transmitida pela pirâmide. É possível acelerar a cura e controlar a dor associando afirmações positivas e imagens da energia salutar provinda da pirâmide sob a forma de raios de luz e concentrando-se na área afetada. Para conferir luminosidade à aura, o que é essencial sempre que a meta está ligada à saúde e à boa forma física, as frequencias de energia emitidas pela pirâmide  e concentradas no núcleo da aura devem distribuir-se generosamente pelo corpo, envolvendo os órgãos e sistemas com nova vitalidade e energia.

A Técnica da Energia da Pirâmide pode proporcionar benefícios terapêuticos importantes, como bem ilustra um gerente de vendas que a utilizou para superar o medo de avião. Depois de algumas sessões, ele guardou uma pequena pirâmide de cristal no bolso e cruzou o país de uma ponta à outra de avião sem nenhum medo. “Pela primeira vez na minha vida”, recordou, “eu realmente gostei de voar.” Agora livre da fobia, viaja regularmente de avião, mas sempre levando a pequena pirâmide que ele chama de seu “sistema de apoio à vida”.

Nas nossas pesquisas, crianças com dificuldade de concentração ou hiperativas mostraram um progresso substancial em sua capacidade de manter a atenção e seguir instruções ao adotarmos uma versão desse procedimento adaptada para a sua faixa etária. Também foram observadas melhorias em adultos com síndrome do pânico, que haviam restringido drasticamente suas atividades diárias. De imediato, as crises diminuíram de intensidade e, com a repetição contínua da técnica, acabaram por cessar.

“A energia da aura”, Joe H. Slate, Editora Pensamento, São Paulo-SP, 1998, pp. 150-155.

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GoogleEarth ajuda a encontrar cidade perdida na Amazônia

Publicado por: luxcuritiba em outubro 18, 2010

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Google Earth ajuda a encontrar El Dorado

Durante quase 500 anos, os exploradores têm procurado em vão por uma cidade perdida, que agora, com o Google Earth, pode ter sido encontrada.

Ed Caesar

Desde a época dos conquistadores, a lenda de uma antiga civilização perdida no meio da floresta amazônica tem encantado centenas de exploradores e levou muitos à morte. Alguns chamavam o seu sonho de El Dorado. Outros, mais notavelmente o coronel Percy Fawcett, glorioso explorador britânico bigodudo (e modelo da vida real para Indiana Jones) nomeou-a de Cidade Z. Mas ninguém jamais voltou da Amazônia com provas concludentes de que tal lugar existiu.

Agora três cientistas chegaram perto de fazer isso. O jornal Antiquity publicou um relatório mostrando mais de 200 obras de terraplanagem maciça na bacia do Amazonas, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia. Do céu, parece que uma série de figuras geométricas foram escavadas na terra, mas os arqueólogos e historiadores, que publicaram o relatório acreditam que essas formas são os restos de estradas, pontes, fossos, avenidas e praças que formaram a base para uma sofisticada civilização que abrange 155 milhas, o que poderia ter apoiado uma população de 60.000 pessoas. Os vestígios datam do 200 a 1283 D.C.

É uma surpreendente descoberta – que se baseia no trabalho arqueológico recente no Brasil e norte da Bolívia e na disponibilidade de imagens do Google Earth de seções desmatadas da Amazônia. Desde os anos 1980 antropólogos começaram a revelar indícios de civilizações avançadas que viveram na bacia Amazônica: o último desenvolvimento supera todos eles.

David Grann, autor de The Lost City of Z, acredita que a importância desta descoberta não pode ser exagerada. “Ela quebra as noções prevalecentes do que a Amazônia parecia antes da chegada de Cristóvão Colombo“, diz ele.

“Durante séculos, os cientistas assumiram que a selva era simplesmente uma armadilha mortal, um ‘paraíso contrafeito’, onde apenas pequenos, primitivos, tribos nômades existiram. Estas descobertas mostram que a Amazônia era, na verdade, o lar de uma grande civilização que antecedeu os incas e construiu uma sociedade extraordinariamente sofisticada com terraplenagem monumental.”

Coronel Percy Harrison Fawcett

O sonho de encontrar civilizações perdidas da América do Sul tem persistido durante séculos, principalmente por causa dos dois primeiros sucessos que fizeram a terra tremer. Como John Hemming, ex-diretor da Royal Geographical Society, narra em seu livro de 1978, The Search For El Dorado, foram os conquistadores que começaram a mania. Em 1519 Hernán Cortés e seus soldados descobriram a cidade asteca de Tenochtitlán, no México. No início de 1530, Francisco Pizarro conquistou o império Inca, no que é agora o Peru. A idéia de uma “Cidade Dourada” em algum lugar mais profundo na floresta inexplorada foi apresentado no imaginário europeu e nunca mais foi esquecido.

Grann cita que em 1753 um bandeirante Português – um soldado da fortuna – emergiu da selva amazônica e descreveu como “depois de uma longa e perturbadora peregrinação, incitado pela ganância insaciável de ouro”, ele tinha visto as ruínas de uma antiga cidade no topo de uma montanha. O homem entrou na cidade, descobrindo “arcos de pedra, uma estátua, avenidas largas e um templo com hieróglifos“. O bandeirante escreveu: “As ruínas mostraram bem o tamanho e grandeza que deve ter havido lá e como populosa e opulenta deveia ter sido na época em que floresceu”.

Pouco antes da eclosão da primeira guerra mundial, Fawcett, que havia sido enviado em anteriores missões exploratórias à América do Sul pela Royal Geographical Society, leu o relatório do Bandeirante. Ele foi fisgado. Mas, quando ele estava preparando mapas para uma expedição para encontrar o que chamou de City of Z, a guerra interveio. Após o armistício, em 1918, ele tentou levantar fundos para uma expedição a Z e foi demitido como um maluco.

Fawcett – cujo lema de família era “Dificuldades que se dane” – não se intimidou. Em 1920, ele liderou uma missão caótica para encontrar a cidade perdida, que terminou quando ele teve que matar seu cavalo (em um local conhecido posteriormente como Dead Horse Camp). As expedições de Fawcett tinham muitas vezes esse teor amadorista. Ele era conhecido por deixar [tudo] para a selva carregando apenas uma mochila de 60lb e uma cópia do poema de Rudyard Kipling’s, The Explorer. Quando seu pequeno grupo foi emboscado pelos nativos, Fawcett disse ter ordenado aos seus homens para tocar instrumentos musicais e cantar “Soldados da Rainha”, enquanto as setas caiam em torno deles.

John Hemming

A excentricidade do explorador mascarava uma convicção cada vez mais fervorosa na existência de uma cidade perdida. Ele insistia, em suas súplicas por fundos à Royal Geographical Society, que eram “as mais notáveis relíquias de uma antiga civilização” na Amazônia. Depois de voltar de sua missão abortada em 1920, ele praguejou mais uma vez contra seus opositores. “It will of course come out”, escreveu ele, “que um Colombo moderno foi rejeitado na Inglaterra.”

Em 1925 Fawcett, próximo de ser destituído na época, partiu em sua segunda e última expedição para encontrar a cidade de Z. Ele escreveu à esposa: “Você não precisa ter medo de qualquer falha.” Mas ele nunca mais foi visto. Em 1927 ele foi declarado desaparecido pela Royal Geographical Society. Duas missões subsequentes tentaram encontrá-lo, mas sem sucesso.

Quase um século depois do desaparecimento de Fawcett, seus instintos parecem ter-se provado como corretos. “Embora ele esperace a cidade Z como construída de pedra, e apesar de até o final de sua vida, ele tenha tido uma noção mais fantástica do que seria adequado, estas descobertas mostram que ele foi, de muitas maneiras, extraordinariamente presciente”, diz Grann.

“De fato, durante seus anos de investigação, ele relatou uma descoberta muito semelhante: grandes montes de terra cheia de cerâmica antiga e frágil e de uma rede de interconexão de calçadas e estradas. Ele estava convencido de que havia ruínas que antecederam os incas e que a Amazônia tem sido o lar de assentamentos maciços, com sociedades sofisticadas e obras monumentais.”

Outros não estão convencidos. Hemming diz que, embora o papel na Antiguidade é “importante trabalho de gente séria… nada disso tem qualquer coisa a ver com o El Dorado ou com a racista e incompetente cabeça de Percy Fawcett. É como se alguém tentase ligar uma descoberta em Stonehenge, digamos, com viagens de Edward Lear nos Balcãs”.

Ambos os homens podem concordar que a recente descoberta é um grande avanço em nosso conhecimento da região. The breakthrough has been eight years in the making. Em 2002, Martti Parssinen, um historiador finlandês e arqueólogo, e um dos co-autores do relatório, foi chamado por um companheiro especialista, Alceu Ranzi, que tinha notado formas geométricas escavadas na terra durante o vôo sobre a Amazônia e que esperava que Parssinen fosse investigar essas formas com ele.

“Ele entendeu que não eram estruturas naturais”, lembra Parssinen. “Ele percebeu que elas devem ter sido feitas pelos povos indígenas.”

De acordo com Parssinen, Ranzi já tinha tentado recorrer a ajuda de cientistas nos Estados Unidos, mas a proposta foi recusada. “Eles simplesmente não acreditaram nele”, lembra Parssinen. “Mas eu percebi, por causa do trabalho que eu tinha feito na área, que esta poderia ser uma coisa muito importante. Foi muito emocionante receber esse telefonema. ”

Foi ainda mais emocionante, diz Parssinen, para sobrevoar as áreas que Ranzi tinha notado. “Quando eu vi as formas, então, foi uma sensação incrível”, diz ele. “Todas as velhas teorias dizem que esta área da Amazônia só poderia ter suportado caçadores e coletores. Ninguém acreditava que uma grande civilização poderia ter existido lá. Percebemos que esta descoberta poderia mudar a história. ”

Os autores publicaram um relatório em 2003 e então esperaram durante três anos a permissão para começar a escavar a área. A utilização de imagens de satélite Google Earth para localizar os locais exatos fez seu trabalho mais fácil do que o trabalho arqueológico anterior na região. Mas sua descoberta é, por qualquer medida, impressionante.

As implicações da descoberta são de grande alcance. “Esse é realmente o início de uma reavaliação da história. Estamos apenas começando a entender a Amazônia”, diz Parssinen.

Grann acredita que esta descoberta levará não apenas a uma reavaliação do potencial dos povos da Amazônia pré-Colombiana, mas também a um crescente interesse arqueológico na região. “Esta é apenas a ponta do iceberg”, diz ele. “Os autores do mais recente estudo estimam que os cientistas descobriram, nesta área específica, apenas 10% dos trabalhos de terraplenagem geométrica e ruínas que estão lá. Vai demorar décadas para os cientistas descobrir a extensão desta e de outras antigas civilizações da Amazônia.”

Igualmente, tem levado décadas para que o conceito de Fawcett seja revivido. Durante anos, seus únicos adeptos verdadeiros eram sua família, aqueles que o viam como o último dos grandes exploradores e ocultistas que acreditavam que Fawcett tinha desaparecido porque descobriu uma porta de entrada para uma nova dimensão. De fato, ainda existem aqueles que adoram Fawcett e acreditam que a City of Z foi realmente uma porta para um universo alternativo – um site anuncia expedições “ao mesmo portal ou porta de entrada para um reino que foi encontrado pelo Coronel Fawcett em 1925”.

Os mundos da arqueologia e da ciência podem levar mais tempo para reconhecer o explorador excêntrico. Mas, quaisquer que sejam as manias de Fawcett, ele parece ter sido amplamente correto. Além disso, sua memória será prolongada por uma adaptação cinematográfica de The Lost City of Z, em que ele será interpretado por Brad Pitt. Falar sobre um retorno.

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/science/earth-environment/article6982391.ece?print=yes&randnum=1268931201575
Tradução por Zhannko Ihao Tssw.

      

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Pirâmides Brasileiras

Publicado por: luxcuritiba em dezembro 7, 2009

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Montanhas feitas de conchas, os sambaquis espalhados pelo litoral ajudam a desvendar a pré-história brasileira

Henrique Fruet

Aos poucos, o Brasil se dá conta de que sua história começou muito antes de 1500. Um povo pouco conhecido dos arqueólogos descobriu o litoral pelo menos cinco mil anos antes de Pedro Álvares Cabral. Seu maior legado são os sambaquis, monumentos feitos de conchas cuja grandeza e finalidade — enterrar os mortos — lembram as pirâmides egípcias. Os enormes amontoados de cascas de moluscos e ossos de animais marinhos desafiam a imaginação dos cientistas há mais de 100 anos, mas só na última década começaram a fornecer indícios de como viviam os primeiros habitantes do litoral brasileiro.

Há atualmente mais de 900 sambaquis na faixa que vai do Amapá até o Rio Grande do Sul, com exceção dos Estados do Nordeste. Os mais antigos têm cerca de cinco mil anos, mas a prática de amontoar restos de moluscos pode ter começado há nove mil anos. “Os sambaquis mais antigos foram destruídos pela alteração no nível do mar”, afirma Paulo De Blasis, arqueólogo da Universidade de São Paulo e uma das autoridades no assunto. O recuo do mar explica por que alguns exemplares são encontrados até 90 quilômetros distante da costa.

A exposição Brasil 50 mil anos, que vai de abril a julho no prédio do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, e depois segue para Porto Alegre e São Paulo, exibirá uma réplica cenográfica do sambaqui, que significa amontoado de conchas em tupi-guarani. Organizada pelo Museu de Arqueologia da USP, a mostra cobre um período de 12 mil anos da história pré-colonial brasileira (os 50 mil anos do título são uma paródia dos 500 anos do Descobrimento).

A réplica de cinco metros será apenas um tira-gosto do que foram esses monumentos. Há exemplares em Santa Catarina com 22 metros de altura e 600 metros de comprimento – alguns chegam a 80 metros de altura. A destruição da maioria dos sambaquis visa ao aproveitamento das conchas na construção civil. Elas ajudam a conservar material orgânico enterrado, o que explica o achado de milhares de restos mortais. Em apenas um sambaqui, na cidade de Jaguaruna, em Santa Catarina, foram identificadas 43 mil ossadas humanas.

As escavações demonstraram que os nativos viviam basicamente da pesca e moravam em cabanas circulares feitas de madeira e palha erguidas sobre os montes de conchas. Estudiosos dos hábitos de vida desse povo supõem que os nativos dominavam a navegação, uma vez que usavam ossos de tubarão e baleia nas construções. Os utensílios esculpidos em osso e pedra sugerem que os construtores dos sambaquis usavam fibras naturais para tecer, manuseavam artefatos de madeira, produziam redes de pesca e anzóis. Os mortos eram enterrados em posição fetal junto de seus adornos – colares, lâminas de machado e zoolitos, esculturas de pedra polida em forma de animais como peixes e golfinhos.

O fim desse povo é cercado de mistérios. Mil anos antes da nau de Cabral aportar na Bahia, já não se construíam mais sambaquis por aqui. Pesquisadores acreditam que os sambaquieiros foram exterminados por tupis e outros povos indígenas – ou dominados e aculturados por eles. No velho estilo de ocupação das terras brasileiras.

http://www.terra.com.br/istoe/1641/ciencia/1641_piramides_brasileiras.htm

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Descobertas as mais antigas pirâmides do mundo

Publicado por: luxcuritiba em dezembro 2, 2009

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David Keys

Os arqueólogos descobriram as mais antigas pirâmides do mundo – na costa atlântica do sul do Brasil. Como as pirâmides do Egito e do México, as sul-americanas parecem ter sido construídas para fins religiosos. Algumas contêm centenas de sepulturas humanas, completas com espetaculares gravuras – incluindo placas de pedra, discos de conchas para os seios e aves, peixes, baleias e outros animais, lindamente feitos de pedras.

Mas, embora as funções das pirâmides egípcias e das brasileiras fossem, em certa medida, as mesmas, não havia certamente nenhum contato entre o Egito antigo e o Brasil, e o conceito de construção de pirâmides foi inventado independentemente em ambos os lugares.

Datada de 3000 aC, a mais antiga das pirâmides brasileiras é anterior ao primeiro exemplo egípcio por várias centenas de anos. As técnicas de construção também foram significativamente diferentes, cada pirâmide egípcia sendo construída em uma operação apenas, enquanto as brasileiras eram todas construídas em várias fases, possivelmente ao longo de muitas décadas ou mesmo séculos. E, ao contrário das pirâmides egípcias de pedra, as brasileiras foram construídas exclusivamente de conchas do mar.

É por isso que os arqueólogos, no passado, nunca tinham percebido o que eram. Durante anos, estudiosos da pré-história brasileira tinham pensado que os locais eram simplesmente imensas pilhas de lixo doméstico de assentamentos.

Mas as pesquisas realizadas ao longo dos últimos quatro anos, revelou que as pilhas “de lixo antigo” eram, de fato, deliberadamente construídas em formatos quadrados de design aproximadamente piramidal.

Investigação inicial sugere que algumas das estruturas originalmente tinham acima de 160ft (160 pés = 48,768 metros) de altura com bases cobrindo até 37 acres (149.733 metros quadrados). E em termos de volume, elas eram muito maiores do que os primeiros exemplos no Egito, e quase tão altas.

Os arqueólogos estimam que, originalmente, havia cerca de mil pirâmides brasileiras – algumas aparentemente com 5.000 anos de idade, outras menos antigos – das quais menos de 10% sobrevivem em vários estados de conservação.

Até este século a maioria tinha sobrevivido, mas entre os anos vinte e sessenta foram utilizadas como fonte de matéria-prima para construção de estradas. Um dos maiores exemplos de sobrevivência – perto da cidade de Jaguaruna, no estado brasileiro de Santa Catatina – ainda cobre 25 acres (101.171 metros quadrados) e está com 100ft de altura (100 pés = 30,48 metros) – talvez até 65ft (65 pés = 19,81 metros) inferior à sua altura original.

A pesquisa arqueológica está agora mostrando que algumas das pirâmides do Brasil – como as suas contrapartes no México – tinham estruturas em seu topo, embora os exemplos brasileiros sejam até 3.000 anos mais antigos do que os da América Central.

“Nossa nova pesquisa mostra que os índios pré-históricos do Brasil há 5.000 anos eram mais sofisticados do que pensávamos e eram capazes de produzir estruturas verdadeiramente monumentais”, disse a professora Edna Morley, diretora do Instituto Nacional do Patriniônio Histórico e Artístico em Santa Catarina, onde a maioria das pirâmides do Brasil foram descobertas.

“Estas estruturas maciças ajudarão a revolucionar a forma como pensamos sobre as antigas culturas indígenas”, disse ela.

Texto original:

World’s oldest pyramids are discovered
David Keys Archaeology Correspondent
Tuesday, 19 November 1996

Archaeologists have discovered the world’s oldest pyramids – on the Atlantic coast of southern Brazil. Like the pyramids of Egypt and Mexico, the South American ones seem to have been built for religious purposes. Some contain hundreds of human burials, complete with spectacular grave goods – including stone plaques, shell breast plates and beautifully made stone birds, fish, whales and other animals.

But although the functions of the Brazilian and Egyptian pyramids were to some extent the same, there was certainly no contact between ancient Egypt and Brazil, and the concept of building pyramids was invented quite independently in both places.

Dating from 3000BC, the oldest of the Brazilian pyramids predate the earliest Egyptian example by several hundred years. The construction techniques were also markedly different, each Egyptian pyramid being built in one operation, while the Brazilian ones were each built in several phases, possibly over many decades or even centuries. And, unlike the Egyptian stone pyramids, the Brazilian ones were built exclusively of sea shells.

That is why archaeologists in the past had never realised what they were. For years Brazilian prehistorians had thought that the sites were simply immense piles of domestic rubbish from settlements.

But research carried out over the past four years has revealed that the “piles of ancient rubbish” were in fact deliberately built square structures of roughly pyramidic design.

Initial research suggests that some of the structures were originally move 160ft high with bases covering up to 37 acres. And in terms of volume, they were much bigger than the earliest examples in Egypt, and almost as high.

The archaeologists estimate that originally there were around a thousand Brazilian pyramids – some apparently 5,000 years old, others less ancient – of which fewer than 10 per cent survive in various states of preservation.

Up to this century most had survived, but between the Twenties and the Sixties they were used as a source of raw material for road construction. One of the largest surviving examples – near the town of Jaguaruna in the Brazilian state of Santa Catatina – still covers 25 acres and stands 100ft high – perhaps up to 65ft less than its original height.

Archaeological research is now even showing that some of the Brazilian pyramids – like their Mexican counterparts – had structures on top of them, although the Brazilian examples are up to 3,000 years older than the ones in Central America.

“Our new research shows that Brazil’s prehistoric Indians 5,000 years ago were more sophisticated than we had thought and were capable of producing truly monumental structures,” said Professor Edna Morley, the director of the Instituto do Patrinionio Historico e Artistico National (National Heritage Institute) in Santa Catarina where most of the Brazilian pyramids have been discovered.

“These massive structures will help revolutionise the way we think about ancient Indian cultures,” she said.

http://www.independent.co.uk/news/worlds-oldest-pyramids-are-discovered-1353095.html

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Pirâmide no litotal paranaense?

Publicado por: luxcuritiba em setembro 16, 2009

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Em 2005, eu e um amigo fomos fazer um passeio a Salto dos Macacos, no litoral do Paraná. Nosso objetivo principal era localizar uma suposta pirâmide que existia ali. Veja abaixo a foto que tiramos. Esta foto foi tirada na beira da estrada, próximo à entrada que leva à trilha de Salto dos Macacos. Esse foi o melhor ângulo que conseguimos.

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Teoricamente a pirâmide, já com alguns milhares de anos, estaria encoberta pela vegetação.

No Google Earth tentei localizar o local onde deveria estar a pirâmide, a partir do panorama da foto. Veja as imagens que consegui elaborar utilizando os recursos 3D do Google Earth.

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Observe que na base da suposta pirâmide corre um riacho, curiosamente contornando o quadrado da base. Veja a seguir uma vista mais aproximada.

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A seguir uma panorâmica, dando uma idéia de distância entre a entrada para a tilha, Salto dos macacos, e a pirâmide.

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A seguir uma vista da lateral direita. Note que atrás da pirâmide há outro morro, natural, que parece emendar no morro que se supõe ser a pirâmide. Porém, em outra vista mais adiante é possível perceber que a separação entre os dois montes é mais clara e definida. Observação: as manchas escuras, arroxeadas, são sinais de queimadas no meio da mata.

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Uma vista da leteral esquerda.

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Aqui (abaixo) uma vista do topo do monte, que aparece curiosamente em formato quadrado, quase perfeito. Seria isso apenas característica da renderização de imagens 3D do Google Earth, ou de fato o monte apresenta esse formato tão simetrico?

pir_06

Abaixo, uma vista panorâmica, direto do topo do monte, em direção à rodovia e à “Ponte Velha”.

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A seguir, uma vista do monte que fica atrás da pirâmide, visto do topo da suposta pirâmide.

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Outra vista do alto da pirâmide, em direção a Salto dos Macacos.

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Vista do alto da pirâmide, em direção à entrada da trilha.

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A pirâmide vista do morro vizinho, que fica atrás.

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Será que este morro é realmente uma pirâmide milenar soterrada embaixo de pesada vegetação? Se é, quem construiu esta obra? E para que fim?

Pelo que consgui verificar no controle de nível do Google Earth o topo da pirâmide fica a 1.256 pés acima do nível do mar. Isso equivale a 383m aproximadamente. O nível do terreno, na altura da curva do riacho, bem na quinha da pirâmide, está a aprox. 630 pés, ou 192m. Ou seja, a pirâmide, se realmente for uma pirâmide, deve ter uma altura aproximada de 191m.

Então, alguém se habilita a fazer uma expedição para tentar descobrir a verdade?

UpDATE En 17-08-2012:

Novas informações a respeito da pirâmide no litoral paranaense. Seguindo a dica de um visitante do blog, fui pesquisar no Google Earth algumas imagens a cerca da Usina Gov. Parigot de Souza, construída nas proximidades da suposta pirâmide. A central da Usina encontra-se a aproximadamente 24 km da pirâmide, juntamente com uma subestação e uma antena de rádio.

A usina é acompanhada por uma subestação e uma antena de rádio.

O Yeho, que fez o comentário citando a tal usina, estava desconfiado pela semelhança do projeto da usina GPS (Parigot de Souza) com o projeto Dharma, do seriado Lost. De fato, a disposição da usina é algo intrigante. Veja por exemplo a imagem abaixo que mostra a entrada do túnel que liga a subestação à usina:

Imagem da subestação:

Curiosamente a usina é subterrânea, conforme informações do próprio site da Copel, responsável pela construção e administração do complexo.

A Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza possui a potência de 260 MW, e está situada no município de Antonina. Seu reservatório está localizado na Rodovia BR-116 (trecho Curitiba – São Paulo), no município de Campina Grande do Sul, a 50 km de Curitiba.

A Usina Parigot de Souza entrou em operação em outubro de 1970, tendo sido inaugurada oficialmente em 26 de Janeiro de 1971, quando entrou em operação comercial. Ela é a maior central subterrânea do sul do país.

A usina, inicialmente conhecida como Capivari-Cachoeira, recebeu seu nome em homenagem ao Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, que liderou o Paraná entre 1971 e 1973, e foi, também, presidente da Copel.

Para a construção da Usina Gov. Parigot de Souza foram represadas as águas do rio Capivari, localizado no primeiro planalto, a 830 metros acima do nível do mar. Este represamento foi possível pela construção de uma barragem de terra de 58 m de altura e 370 m de comprimento. Da barragem, as águas são desviadas para o rio Cachoeira, no litoral, obtendo-se um desnível de aproximadamente 740 metros, sendo as águas conduzidas por um túnel subterrâneo de 15,4 km que atravessa a Serra do Mar.

Durante sua construção, com o aproveitamento dos rios Capivari e Cachoeira, o Paraná projetou-se no panorama da engenharia brasileira, conquistando dois recordes: maior avanço médio mensal em escavação subterrânea em obras do gênero e maior volume de concretagem mensal no interior de túneis.

No sopé da montanha, três grandes cavernas foram escavadas, compondo a Central Subterrânea: Sala de Válvulas, Sala de Máquinas e Sala dos Transformadores. Na Sala de Máquinas, quatro geradores de 62.500 kW de potência cada garantem ao Paraná uma produção anual de 900 milhões de kWh.

Estranho? Sinistro? Ou simples coincidência? Por que construir uma usina subterrânea no meio do nada? É verdade que a área é reserva de preservação ambiental, mas, o maior dano ambiental que se gera ao construir uma usina hidrelétrica é o reservatório de água, e este já está lá. Portanto, para que construir todo o resto das instalações em túneis subterrâneos? Recentemente assisti um vídeo falando sobre a construção de abrigos subterrâneos para os políticos de Brasília. Não digo que uma coisa tenha algo a ver com a outra, mas com certeza ficam perguntas no ar.

Mudando um pouco de assunto, montei um vídeo através do Google Earth para mostrar de forma mais clara os detalhes da suposta pirâmide de Salto do Macacos. Veja abaixo:

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Desmistificando as pirâmides – parte 3

Publicado por: luxcuritiba em agosto 31, 2009

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A pirâmide realizará meus desejos?

Apesar de muitas pesquisas, estudos e experimentações, a pirâmide e seus efeitos ainda são vistos, muitas vezes, como algo mágico. Em livros, revistas e na internet encontram-se textos e fórmulas as mais diversas, que mostram como usar a pirâmide para obter os mais diversos resultados, desde curas milagrosas até o ganho de prêmios em jogos de loteria.

Já tratei da questão das curas no tópico anterior (Desmistificando as pirâmides, parte 2 – A pirâmide cura doenças?). Neste tópico tentarei por um pouco de luz sobre a idéia de que a energia da pirâmide pode efetivamente realizar sonhos e desejos daquele que a utiliza.

De todas as práticas utilizadas com pirâmides para a realização de vontades específicas, talvez a mais comum seja aquela em que se coloca um papel dentro da pirâmide, a priori no local a câmara do rei. No papel se escreve o desenho que se quer realizado. Espera-se que, dentro de certo período, o que estiver escrito no papel se manifeste.

Já vi relatos de pessoas que fizeram esse simples exercício e conseguiram resultados positivos. Também já vi relatos de pessoas que o fizeram sem obter resultado. Então, o que há de verdade nisso? Até que ponta essa fórmula realmente funciona? E se funciona, por quê? Para tentar responder estas perguntas, não vou adentrar no mundo dos magistas, pois minha metodologia é a da experimentação e comprovação de resultados, independentes de forças supostamente mágicas.

Talvez o livro mais famoso que trate de tipo de utilização das pirâmides seja “Os segredos de trás das pirâmides”, do autor Geof Gray-Cobb. Neste livro, o autor relata uma série de fórmulas, utilizando pirâmides, sólidas ou imaginárias, para se alcançar os mais diversos fins. De forma geral a pessoa se posiciona em frente à pirâmide, concentra-se, e mentaliza, juntamente com a forma piramidal, o desejo que pretende realizar.

O exercício é bastante simples, mas, por incrível que pareça, dá resultados. Resultados, aliás, que são expostos exaustivamente pelo próprio autor no decorrer do livro? Confesso que eu mesmo já experimentei os exercícios do livro e consegui bons resultados. O que me deixou deveras curioso, pois para mim não basta saber que funciona, mas também, saber como e por que funciona.

Segundo o autor, o exercício funciona porque são postas em ação algumas forças mágicas, que conhecimento dos antigos, e que foram esquecidas no tempo. De alguma forma ele, Gray-Cobb, conseguiu resgatar esses conhecimentos, passando-os adiante através de seu livro. Como não sou muito dado a me satisfazer com soluções mágicas sem maiores explicações, tentei formular uma teoria que explicasse o fenômeno, sem a necessidade de recorrer a soluções mágicas.

Neste caso especificamente, a explicação me parece bastante óbvia. O exercício, que consiste em mentalizar a vontade desejada, dia após dia, e preferencialmente várias vezes ao dia, nada mais seria do que uma concentração de energia mental num objetivo. Hoje em dia, depois de “O segredo”, esse tipo de concentração de energia mental não deve ser novidade para muita gente.

Hoje é sabido que tudo aquilo que pensamos, torna-se tanto mais forte e evidente, e passível de realização, quanto mais concentramos nossa atenção naquilo. Isso não é mágica, é PNL (Programação Neurolinguística), para não dizer psicologia aplicada. A pirâmide, neste caso, não passaria de um artifício utilizado para concentrar a vontade num ponto específico, tal como um pêndulo é usado para hipnotizar uma pessoa. Obviamente o pêndulo, por si só, não tem poder algum, mas pode ajudar no processo.

Seguindo a metodologia de experimentação, é preciso provar que a teoria esteja certa. Assim, de acordo com esta explicação, se você apenas mentalizar a sua vontade, concentrar sua intenção, num ponto específico, dia após dia, se possível, várias vezes ao dia (qualquer semelhança com “O segredo” seria mera coincidência) fatalmente aquela vontade se manifestaria. Desde que, é claro, seja um pensamento realizável. Se você mentalizar uma montanha sendo levantada no ar como se fosse um balão, creio que dificilmente isso ocorrerá, por mais que você concentre sua vontade. No mundo da magia o pensamento pode ter poderes infinitos, mas no mundo dos fatos, há limites que devem ser observados.

Então, mentalizar e realizar, sem auxílio das pirâmides é possível? O que posso afirmar quanto a isso é que, eu já experimentei fazer esse exercício, diversas vezes, com resultados positivos. Isso não quer dizer que a fórmula passada por Cobb não funciona, pois é fato que funciona. Porém, deixa claro que o exercício passado pelo autor não é absolutamente necessário, já que é possível conseguir os mesmos resultados por outros meios.

Mas afinal, a energia da pirâmide pode ou não pode realizar desejos?

Pelos meus estudos e experimentações posso afirmar que sim, a pirâmide por ser uma ferramenta útil para a realização dos sonhos de qualquer possível. Porém, não exatamente da forma mágica e aparentemente inexplicável apregoada pelos esotéricos.

A energia da pirâmide fortalece o sistema bioenergético do seu usuário, favorecendo o bem estar físico e, dependendo do caso, auxiliando na cura de enfermidades diversas, como já mencionei no tema anterior. Uma vez que o corpo físico esteja fortalecido e equilibrado bioenergéticamente, todos os sistemas corporais tendem a funcionar de forma mais perfeita e potencializada, inclusive o componente psíquico.

Segundo os princípios da PNL, a repetição e a concentração da vontade são fatores chave para a realização da meta em vista. Praticantes de meditação sabem o quanto é difícil desenvolver o hábito da concentração. Conseguir focar o pensamento num ponto específico, sem distrações ou divagações, normalmente só se consegue com muita prática. Mas não só a prática deve ser observada. A própria alimentação pode interferir na capacidade de concentração da pessoa, bem como o estresse, nervosismo, ansiedade, etc.

Com um sistema psíquico desequilibrado e bombardeado por preocupações, é difícil concentrar-se num objetivo específico. Mas uma vez que se consiga um perfeito equilíbrio mental (que passa, invariavelmente pelo equilíbrio corporal), todo processo e mentalização tornam-se mais fácil.

Conclusão:
Como no caso anterior, a pirâmide não realiza as vontades de ninguém, por si só. Porém, pode favorecer o poder de concentração e estabilidade mental, através de um equilíbrio geral do corpo e da mente. E, através desse equilíbrio, físico e psíquico, o usuário da pirâmide terá mais condições de alcançar seus objetivos.

Zhannko Idhao Tsw

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A civilização egípcia

Publicado por: luxcuritiba em julho 28, 2009

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OS EGÍPCIOS

Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade.

Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas. Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas Pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

A CIÊNCIA SECRETA

Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução da época não comportava.

Aqueles grandes mestres da antigüidade foram, então, compelidos a recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram circunscritos ao circulo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.

A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e de beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de experiências terríveis para o candidato à ciência da vida e da morte – fatos esses que, entre os gregos, eram motivo de festas inesquecíveis.

Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar. Aí residem os mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída no ambiente dos sábios daquele tempo.

O POLITEÍSMO SIMBÓLICO

Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência planetária, em virtude das suas experiências pregressas.

Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do Homem e da Natureza.

As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades exteriores da religião.

Já os sacerdotes da época conheciam essa fraqueza das almas jovens, de todos os tempos, satisfazendo-as com as expressões esotéricas de suas lições sublimadas.

Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contacto permanente com a Natureza.

O CULTO DA MORTE E A METEMPSICOSE

Um dos traços essenciais desse grande povo foi a preocupação insistente e constante da Morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer. Seus papiros e afrescos estão cheios dos consoladores mistérios do além-túmulo.

Era natural. O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. A metempsicose era o fruto da sua amarga impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre.

Inventou-se, desse modo, uma série de rituais e cerimônias para solenizar o regresso dos seus irmãos à pátria espiritual.

Os mistérios de Ísis e Osíris mais não eram que símbolos das forças espirituais que presidem aos fenômenos da morte.

OS EGÍPCIOS E AS CIÊNCIAS PSÍQUICAS

As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos sacerdotes dos templos.

O destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram para eles, problemas solucionados e conhecidos. O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas afirmações. Num grande número de frescos, apresenta-se o homem terrestre acompanhado do seu duplo espiritual. Os papiros nos falam de suas avançadas ciências nesse sentido, e, através deles, podem os egiptólogos modernos reconhecer que os iniciados sabiam da existência do corpo espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas. Seus conhecimentos, a respeito das energias solares com relação ao magnetismo humano, eram muito superiores aos da atualidade. Desses conhecimentos nasceram os processos de mumificação dos corpos, cujas fórmulas se perderam na indiferença e na inquietação dos outros povos.

Seus reis estavam tocados do mais alto grau de iniciação, enfeixando nas mãos todos os poderes espirituais e todos os conhecimentos sagrados. É por isso que a sua desencarnação provocava a concentração mágica de todas as vontades, no sentido de cercar-lhes o túmulo de veneração e de supremo respeito. Esse amor não se traduzia, apenas, nos atos solenes da mumificação. Também o ambiente dos túmulos era santificado por um estranho magnetismo. Os grandes diretores da raça, que faziam jus a semelhantes consagrações, eram considerados dignos de toda a paz no silêncio da morte.

Nessas saturações magnéticas, que ainda aí estão a desafiar milênios, residem as razões da tragédia amarga de Lord Carnarvon e de alguns dos seus companheiros que penetraram em primeiro lugar na câmara mortuária de Tut Ankh Amon, e ainda por isso é que, muitas vezes, nos tempos que correm, os aviadores ingleses observam o não funcionamento dos aparelhos radiofônicos, quando as suas máquinas de vôo atravessam a limitada atmosfera do vale sagrado.

AS PIRÂMIDES

A assistência carinhosa do Cristo não desamparou a marcha desse povo cheio de nobreza moral. Enviou-lhe auxiliares e mensageiros, inspirando-o nas suas realizações, que atravessaram todos os tempos provocando a admiração e o respeito da posteridade de todos os séculos.

Aquelas almas exiladas, que as mais interessantes características espirituais singularizam, conheceram, em tempo, que o seu degredo na Terra atingia o fim. Impulsionados pelas forças do Alto, os círculos iniciáticos sugerem a construção das grandes pirâmides, que ficariam como a sua mensagem eterna para as futuras civilizações do orbe. Esses grandiosos monumentos teriam duas finalidades simultâneas: representariam os mais sagrados templos de estudo e iniciação, ao mesmo tempo que constituiriam, para os pósteros, um livro do passado, com as mais singulares profecias em face das obscuridades do porvir.

Levantaram-se, dessarte, as grandes construções que assombram a engenharia de todos os tempos. Todavia, não é o colosso de seus milhões de toneladas de pedra nem o esforço hercúleo do trabalho de sua justaposição o que mais empolga e impressiona a quantos contemplam esses monumentos. As pirâmides revelam os mais extraordinários conhecimentos daquele conjunto de Espíritos estudiosos das verdades da vida. A par desses conhecimentos, encontram-se ali os roteiros futuros da Humanidade terrestre. Cada medida tem a sua expressão simbólica, relativamente ao sistema cosmogônico do planeta e à sua posição no sistema solar. Ali está o meridiano ideal, que atravessa mais continentes e menos oceanos, e através do qual se pode calcular a extensão das terras habitáveis pelo homem, a distância aproximada entre o Sol e a Terra, a longitude percorrida pelo globo terrestre sobre a sua órbita no espaço de um dia, a precessão dos equinócios, bem como muitas outras conquistas científicas que somente agora vêm sendo consolidadas pela moderna astronomia.

REDENÇÃO

Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito voltam ao plano espiritual, no curso incessante dos séculos.

Com o seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os conhecimentos sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os receberam dos grandes sacerdotes de Mênfis.

Francisco cândido Xavier, A Caminho da Luz, p. 41-47.

A civilização egípciaOS EGÍPCIOS

Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a

civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e

no culto da Verdade.

Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam

perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados

patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das

experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era

trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates

resplandecentes Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as

suas organizações religiosas. Em nenhuma civilização da Terra o culto da

morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a

ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos

mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais

belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do

antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta.

Depois de perpetuarem nas Pirâmides os seus avançados conhecimentos,

todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

A CIÊNCIA SECRETA

Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo

uma ciência que a evolução da época não comportava.

Aqueles grandes mestres da antigüidade foram, então, compelidos a

recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente

reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos

iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram

circunscritos ao circulo dos mais graduados sacerdotes da época,

observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.

A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de

poesia e de beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais

eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências

misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de

experiências terríveis para o candidato à ciência da vida e da morte –

fatos esses que, entre os gregos, eram motivo de festas inesquecíveis.

Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes

revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de

um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado

as mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o

roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar. Aí residem os

mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída

no ambiente dos sábios daquele tempo.

O POLITEÍSMO SIMBÓLICO

Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos

grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e

Absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres, mas

os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos Espíritos prepostos de

Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência

planetária, em virtude das suas experiências pregressas.

Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia

politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do

Céu, do Homem e da Natureza.

As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades

exteriores da religião.

Já os sacerdotes da época conheciam essa fraqueza das almas jovens, de

todos os tempos, satisfazendo-as com as expressões esotéricas de suas

lições sublimadas.

Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os

fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na

categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das

árvores e ao som das flautas dos pastores, em contacto permanente com a

Natureza.

O CULTO DA MORTE E A METEMPSICOSE

Um dos traços essenciais desse grande povo foi a preocupação insistente

e constante da Morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer.

Seus papiros e afrescos estão cheios dos consoladores mistérios do

além-túmulo.

Era natural. O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu

doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía

semelhante humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da

metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao

corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. A

metempsicose era o fruto da sua amarga impressão, a respeito do exílio

penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre.

Inventou-se, desse modo, uma série de rituais e cerimônias para

solenizar o regresso dos seus irmãos à pátria espiritual.

Os mistérios de Ísis e Osíris mais não eram que símbolos das forças

espirituais que presidem aos fenômenos da morte.

OS EGÍPCIOS E AS CIÊNCIAS PSÍQUICAS

As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos

sacerdotes dos templos.

O destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das existências e

dos mundos eram para eles, problemas solucionados e conhecidos. O estudo

de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas

afirmações. Num grande número de frescos, apresenta-se o homem terrestre

acompanhado do seu duplo espiritual. Os papiros nos falam de suas

avançadas ciências nesse sentido, e, através deles, podem os egiptólogos

modernos reconhecer que os iniciados sabiam da existência do corpo

espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas.

Seus conhecimentos, a respeito das energias solares com relação ao

magnetismo humano, eram muito superiores aos da atualidade. Desses

conhecimentos nasceram os processos de mumificação dos corpos, cujas

fórmulas se perderam na indiferença e na inquietação dos outros povos.

Seus reis estavam tocados do mais alto grau de iniciação, enfeixando nas

mãos todos os poderes espirituais e todos os conhecimentos sagrados. É

por isso que a sua desencarnação provocava a concentração mágica de

todas as vontades, no sentido de cercar-lhes o túmulo de veneração e de

supremo respeito. Esse amor não se traduzia, apenas, nos atos solenes da

mumificação. Também o ambiente dos túmulos era santificado por um

estranho magnetismo. Os grandes diretores da raça, que faziam jus a

semelhantes consagrações, eram considerados dignos de toda a paz no

silêncio da morte.

Nessas saturações magnéticas, que ainda aí estão a desafiar milênios,

residem as razões da tragédia amarga de Lord Carnarvon e de alguns dos

seus companheiros que penetraram em primeiro lugar na câmara mortuária

de Tut Ankh Amon, e ainda por isso é que, muitas vezes, nos tempos que

correm, os aviadores ingleses observam o não funcionamento dos aparelhos

radiofônicos, quando as suas máquinas de vôo atravessam a limitada

atmosfera do vale sagrado.

AS PIRÂMIDES

A assistência carinhosa do Cristo não desamparou a marcha desse povo

cheio de nobreza moral. Enviou-lhe auxiliares e mensageiros,

inspirando-o nas suas realizações, que atravessaram todos os tempos

provocando a admiração e o respeito da posteridade de todos os séculos.

Aquelas almas exiladas, que as mais interessantes características

espirituais singularizam, conheceram, em tempo, que o seu degredo na

Terra atingia o fim. Impulsionados pelas forças do Alto, os círculos

iniciáticos sugerem a construção das grandes pirâmides, que ficariam

como a sua mensagem eterna para as futuras civilizações do orbe. Esses

grandiosos monumentos teriam duas finalidades simultâneas:

representariam os mais sagrados templos de estudo e iniciação, ao mesmo

tempo que constituiriam, para os pósteros, um livro do passado, com as

mais singulares profecias em face das obscuridades do porvir.

Levantaram-se, dessarte, as grandes construções que assombram a

engenharia de todos os tempos. Todavia, não é o colosso de seus milhões

de toneladas de pedra nem o esforço hercúleo do trabalho de sua

justaposição o que mais empolga e impressiona a quantos contemplam esses

monumentos. As pirâmides revelam os mais extraordinários conhecimentos

daquele conjunto de Espíritos estudiosos das verdades da vida. A par

desses conhecimentos, encontram-se ali os roteiros futuros da Humanidade

terrestre. Cada medida tem a sua expressão simbólica, relativamente ao

sistema cosmogônico do planeta e à sua posição no sistema solar. Ali

está o meridiano ideal, que atravessa mais continentes e menos oceanos,

e através do qual se pode calcular a extensão das terras habitáveis pelo

homem, a distância aproximada entre o Sol e a Terra, a longitude

percorrida pelo globo terrestre sobre a sua órbita no espaço de um dia,

a precessão dos equinócios, bem como muitas outras conquistas

científicas que somente agora vêm sendo consolidadas pela moderna

astronomia.

REDENÇÃO

Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito

voltam ao plano espiritual, no curso incessante dos séculos.

Com o seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os

conhecimentos sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os

receberam dos grandes sacerdotes de Mênfis.

Francisco cândido Xavier, A Caminho da Luz, p. 41-47.

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Rejuvenescimento

Publicado por: luxcuritiba em junho 12, 2009

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Hoje é a vitamina E, os comprimidos de zinco, os brotos de rosa que são criticados como bálsamos para manter a juventude. O tônico de hoje pode ser o conto da carochinha de amanhã. Contudo, a busca prossegue com as fórmulas mais recentes de óleo de pepinos e caldo de pêssegos, ou através da Fórmula X, operações faciais, banhos e geléia de abelhas, exercícios respiratórios de ioga, e assim por diante.

Nem todos os critérios são iguais, naturalmente, e alguns dos acima mencionados têm, sem dúvida, seus méritos. É certo que muitos exemplos podem ser dados sobre a propriedade rejuvenescedora das vitaminas e são poucos os que contestam o valor dos exercícios respiratórios corretos e adequados. Contudo, o homem não está inteiramente satisfeito com estes resultados; acha que pode conseguir coisa melhor.

Alguns acham que existem precedentes para que se prolongue a nossa média de sessenta anos de vida nesta terra. Apelam para as personagens do Velho Testamento que, segundo se diz, viviam várias centenas de anos, e para lendas que cercam a Atlântida, cujos habitantes viviam outro tanto. Para os que buscam material mais recente há as referências feitas a certos homens santos da Índia e do Tibete de quem se afirma viverem duzentos anos ou mais.

Há vários anos, nosso professor, Swami H. H. Rama, um cientista hindu altamente treinado, contou-nos que seu guru tinha quase 150 anos e que isto podia ser provado. Quando lhe perguntamos como o guru conseguia viver tanto tempo ele respondeu: “Porque ele aprendeu a usar certos campos de energia com este objetivo.” Não temos motivos para duvidar de sua palavra, principalmente porque estas histórias não são tão raras. Um amigo nosso passou algum tempo no Himalaia e diz ter estado em contato com vários homens santos, que viviam isolados, e cujas lembranças recuavam até o século dezenove.

Jack Parr, um inglês, viveu até os 175 anos. Tornou-se uma celebridade e morreu, aparentemente, devido a excessos feitos durante uma festa que lhe foi oferecida na corte real. A autópsia revelou que ele nada tinha de particularmente anormal além de um excesso de vinho, comida, e canções.

E recentes revistas e jornais têm publicado vários artigos sobre russos centenários, alguns dos quais ainda trabalham aos 130 e 140 anos de idade. Assim… os sonhos de nossos antepassados não são necessariamente tão impossíveis. Talvez haja segredos ocultos nalgum lugar. Mas onde? Aí está a questão. Cientistas sérios e bem intencionados, porém, estão tentando isolar os importantes componentes da perpetuação da juventude. Acredita-se que os fatores mais visíveis – dieta, ambiente, estilo de vida – desempenham papéis relevantes. Penetrando mais profundamente, contudo, parece haver um consenso geral de que a manutenção da saúde e da juventude deve ser examinada ao nível celular, onde se passa a ação. Dentro deste enfoque pergunta-se por que as células se gastam e morrem, e o porquê da diferença entre a taxa de nascimento e da morte das células.

Não são poucos os cientistas famosos que concordam que o mais novo e promissor campo da medicina é a bioelétrica, o estudo da natureza eletromagnética do corpo. Os estudos bioelétricos não negam a importância dos fatores mecânicos e químicos na manutenção do corpo material. No entanto, sustentam que ignorar o papel desempenhado pelo eletromagnetismo ou outros campos de energia é encarar o fato de modo parcial e distorcido.

Parece que o campo de energia do corpo não se limita à sua estrutura física, mas que se irradia através dela e até mesmo para um pouco além de seus limites. Esse campo de energia parece ser o mesmo a que os místicos e clarividentes se referem como aura e, de acordo com eles, a deterioração das células, dos tecidos, órgãos etc. ocorre primeiramente dentro da aura. Pode então se manifestar dentro do corpo físico, ou talvez ser controlada ou curada ao nível bioelétrico.

Uma teoria sobre o campo da energia sustenta que todas as células capazes de se reproduzirem contêm em seus núcleos filamentos de material altamente condutor cercado de um meio isolante. Este filamento, que alguns acreditam ser o complexo ADN-ARN, aparece sempre na forma de uma espiral ou hélice; noutras palavras, uma bobina, portanto, cada célula e seu filamento pode reagir como um circuito sintonizado se sua frequência de ressonância puder ser aproximada de uma fonte osciladora externa. Lakhovsky, criador do oscilador de ondas múltiplas, e outros sugerem que excitando-se os núcleos com energia eletromagnética é possível provocar uma alteração segundo o princípio, há muito estabelecido, da indução eletromagnética. Segundo se diz, isto aumentaria o nível de energia e, talvez, simultaneamente, a vitalidade de cada célula.

O ponto interessante é que, de acordo com as pesquisas feitas até agora com as pirâmides, há indícios de que estes campos eletromagnéticos e campos de energia inominados, descritos como sendo usados em vários tipos de eletroterapia, parecem se produzir dentro das estruturas piramidais. Pode ser que as forças eletromotoras produzidas ou aumentadas pela forma piramidal sejam capazes de elevar a taxa do metabolismo celular pela eletrólise, e talvez excitar a memória do complexo ADN-ARN e as propriedades reprodutoras aos seus níveis anteriores, de uma idade mais jovem, promovendo assim o rejuvenescimento.

Um dos fatores desconhecidos que aparentemente contribuem para a longevidade dos centenários da Rússia é o uso da terapêutica eletromagnética. Pouco ouvimos falar deste componente naquele país, pois ele é olhado com suspeição pela maior parte dos círculos médicos. Mas em certas regiões da Europa e da Ásia, onde estão sendo revistos os trabalhos de Mesmer, Reich, Reichenbach e outros, a medicina bioelétrica está se destacando na estrutura das novas tecnologias. Cientistas que têm investigado estes campos regressaram dizendo-nos que devemos acordar com vistas a um novo campo de exploração muito excitante e de resultados comprovados.

Aaron H. Steinberg, PhD., realizou uma dessas missões e escreveu um provocante artigo, “Ativação da Atividade Celular pelo Eletromagnetismo”, para o Journal of Boderland Research.

“Faz muitos anos que o conhecimento do eletromagnetismo e seus efeitos positivos sobre a vida da célula se cobre de pó e de teias de aranha nas prateleiras da ignorância, imposta por interesses especiais que temem a Verdade. Estamos agora assistindo a um renascimento, se assim se pode dizer, realizado pelos cientistas profissionais e amadores que estão revendo o trabalho de seus predecessores e efetuando importantes progressos na aplicação mecânica dos campos magnéticos” escreve Steinberg.

Em 1969, ele foi à Rússia para ver, por si próprio, o trabalho que ali está sendo realizado com o eletromagnetismo. “Em várias casas de campo para aposentados,” disse ele, “fiquei agradavelmente surpreso ao ver o eletromagnetismo usado diariamente pela maioria dos velhos. Eu diria jovens, já que muitos que afirmavam ter mais de 100 anos, pareciam ter e agiam como a maioria das pessoas aos 50! O principal objetivo do E-M (Eletromagnetismo) era inverter o processo de envelhecimento por meio de uma alteração da estrutura celular. Fiquei ansioso para comprar um dos dispositivos usados, mas, infelizmente nenhum estava à venda.”

“Procurem e verão que esta tem sido uma das minhas características dominantes. Assim, quando soube que o Japão estava realmente adiantado neste campo, e que vinha usando este equipamento desde 1936, resolvi ir até lá em 1970. Procurei a companhia mais empreendedora neste terreno. Eles foram muito bondosos e cooperativos. Fui apresentado a vários cientistas que haviam realizado pesquisas muito úteis. Suas declarações apoiavam-se em fatos científicos e fiquei convicto de que eles haviam construído um excelente instrumento, bastante simples, para ser usado por quem o desejasse. Deram-lhe o nome de O Magnetizador.”

Steinberg comprou um magnetizador e trouxe-o para os Estados Unidos onde começou imediatamente a fazer pesquisas com o aparelho. “Posso informar”, diz ele, “que depois de nove meses de experiências com o aparelho, os resultados foram os mais favoráveis. O fluxo magnético gerado pelas bobinas pode ser medido com precisão sobre qualquer parte do corpo, determinando assim as áreas onde está penetrando, bem como onde a penetração é fraca.

“As substâncias químicas e a poluição estão certamente contribuindo para uma alteração mórbida de nossa atividade celular e do campo magnético humano. Decorrerão muitos anos antes que toda esta confusão possa ser reparada e controlada. Mas, enquanto isso, aqueles que conhecem e enxergam as sinais de perigo não irão sentar-se de braços cruzados esperando que tudo se restabeleça, o que talvez jamais aconteça. Em vez disso, procurarão aumentar sua atividade celular de modo a que a resistência natural do corpo possa atingir o máximo em ohms. Há indícios de que os centros da força da aura, conhecidos como châkras ou vórtices, são estimulados pelo eletromagnetismo.”

Segundo Steinberg, ele passou algum tempo discutindo esta teoria com os cientistas japoneses e aprendeu que o fluxo magnético é deferente da corrente elétrica comum, que flui apenas ao longo da superfície do corpo material. É diferente também dos raios-X, que não atravessam os ossos. Por outro lado, o fluxo magnético das ondas ultra-longas geradas pelo magnetizador penetra profundamente nos músculos, no tecido gorduroso e nos ossos, tendo um efeito intenso sobre os nervos.

“O fluxo magnético jamais provoca sensações desagradáveis no corpo, como dor ou choque, produzindo ao contrário sensações agradáveis de calor”, afirma Steinberg. “Estas sensações são conhecidas como Calor de Joule, que fortalece a função da célula, corrige os espasmos e as inflamações. Quando o fluxo magnético atravessa os tecidos, cria-se em torno das linhas de força magnética nas células do tecido uma corrente secundária chamada corrente parasita, a qual ioniza o protoplasma e rejuvenesce o tecido em consequência da ativação do metabolismo. Além disso, no processo de penetração dos tecidos, o fluxo magnético atua aumentando as secreções hormonais. Estas mantêm a juventude fornecendo energia como resultado da normalização da função dos órgãos internos… O fluxo estimula fortemente as substâncias magnéticas do sangue como o ferro. Consequentemente a hemoglobina se desloca mais ativamente nos vasos sanguíneos acompanhando a circulação linfática quando se liga o Magnetizador. O efeito terapêutico não é limitado mas coletivo, eliminando assim a fraqueza constitucional.”

Os pesquisadores neste campo sustentam que as forças eletromagnéticas devem influenciar a taxa de vibração do tecido. Os Drs. Abrams e Drown insistiam em que os tecidos estão sadios quando sua frequência vibratória atingir o ponto ótimo. Quando a frequência decai ocorre a doença. Abrams e Drown achavam que se se pudesse transmitir com a frequência correta de vibrações eletromagnéticas os tecidos ou órgãos doentes usariam a força para aumentar sua frequência vibratória e que então se processaria a regeneração. No entanto, hoje, alguns cientistas acreditam que o conceito e o esquema de Abrams e Drown era muito limitado pois, segundo eles, era necessário saber qual a frequência de vibração do indivíduo, ou de um órgão, antes de instituir o tratamento. Por outro lado, se se empregar um amplo espectro de vibrações, como o obtido com o oscilador de ondas múltiplas, uma das ondas produzidas corresponderá à do tecido ou do órgão e o tratamento pode ser feito. De qualquer modo, isto é uma teoria, e o crescente número de casos estudados confirmaria ou não a sua validade.

É necessário um grande trabalho de pesquisa antes de se chegar a uma conclusão quanto ao valor das pirâmide  no campo da bioelétrica. Nem desejaríamos indicar o contrário. Não obstante, a exploração superficial e informal das forças da pirâmide feita até hoje nos dá motivo para crermos que estamos tratando com uma estrutura capaz de produzir campos de energia semelhantes ou idênticos aos gerados por outros instrumentos eletromagnéticos; a conservação das substâncias orgânicas, impedindo sua deterioração; a aparência jovem da pele tratada com água da pirâmide; a propriedades curativas; os estranhos estados de consciência subjetiva, etc. Nossa hipótese é que quanto mais aprendemos sobre os campos de energia, quanto mais compreendemos as pirâmides, e quanto maior for o nosso conhecimento das forças que atuam dentro delas, mais poderemos contribuir para as teorias sobre os campos de energia.

Há mais de 50 anos um cientista inglês, A. E. Baines, declarava num artigo intitulado “A Origem e o Problema da Vida” que pelo menos três coisas lutam contra o prolongamento da vida num estado de vigor. Uma é a degeneração física; outra a gradual falência da força nervosa; e a terceira a queda da produção de certas glândulas que vitalizam o corpo e o cérebro.

“Temos, então, de tratar com deficiências, força nervosa deficiente e, talvez, isolamento deficiente, este último implicando em particular o funcionamento efetivo de certas glândulas que podem receber um suprimento normal de energia mas que, por motivo de um isolamento deficiente, deixam de retê-la, ou não a utilizam completamente,” dizia Baines. E continuava: “Isto não é tudo. Os impulsos que estimulam e ativam nossas glândulas passam do cérebro através do sistema secretório e se não forem utilizados ou retidos exigem novas quantidades do cérebro para substituir a que foi desperdiçada.

“Antes de mais nada, exigimos um meio de gerar a força nervosa a fim de podermos supri-la. Durante anos ouvimos falar de uma nova força chamada ódica ou psíquica por Sergeant Fox e Sir William Crooks, respectivamente. Ela tem sido associada na mente da maioria das pessoas com as forças ocultas, provavelmente porque ninguém jamais conseguiu demonstrar satisfatoriamente sua natureza, seu valor para a humanidade, ou mesmo desenvolve-la. Há razões para crer que os antigos egípcios sabiam fazê-lo, e não fosse o incêndio da biblioteca de Alexandria, talvez este segredo  houvesse sido revelado antes da era cristã. Adquiri o conhecimento da nova força, que chamei vítica, de um modo muito curioso. Anos de permanência no Egito despertaram em mim um interesse pela egiptologia, interesse que, quando retornei à Inglaterra, me levava frequentemente às galerias do Museu Britânico.

“Nos tempos antigos da grandeza do Egito, o conhecimento científico estava confinado às comunidades sacerdotais, e elas mantinham isolado do mundo exterior e do povo iletrado por um véu de elaborado simbolismo. Parece mesmo que já havia sido iniciada a busca do Elixir da Longa Vida. Assim, quando reparei que a estátua de um dos sacerdotes segurava um cilindro numa das mãos, fiquei curioso e resolvi investigar. Que o faraó reinante estivesse igualmente equipado sugeria apenas uma razoável concessão por parte da classe sacerdotal, e de modo algum negava a suposição de que os cilindros ou varas curtas tinham algum objetivo ou função de importante natureza do qual eram um símbolo.

“A estátua mais notável, uma figura de calcário pintado, data de cerca de 3.700 A.C., e é uma personagem real chamada An-Kheft-Ka, que é vista segurando uma vara em cada mão, muito semelhantemente ao modo pelo qual um corredor segura um bastão. Na minha opinião, conforme já disse, estas varas simbolizam algo; mas o quê? Certamente não o poder; pois isto, da parte das comunidades sacerdotais acarretaria um desastre nas mãos de um faraó ciumento ou insensato. Qual era a tônica do caráter do antigo egípcio? Talvez a sensualidade; mais provavelmente a virilidade; pois a sensualidade não se anunciaria tão abertamente. Esta foi a conclusão a que finalmente cheguei. Uma cuidadosa pesquisa junto às autoridades do museu revelou o fato espantoso de que nada se sabia sobre o objetivo ou significado das varas. Elas não tinham informação a respeito.

“Seguiram-se anos de experiência no esforço de descobrir algo que atuasse beneficamente sobre o sistema nervoso quando seguro na mão. Finalmente isto foi descoberto no carbono. O carbono duro, como o que é empregado nas lâmpadas de arco voltaico, libera uma certa quantidade de força que, segundo nos ensinou a experiência, não se distingue da força nervosa. Mas se o carbono for tratado de um modo que provoque uma violenta perturbação em suas moléculas e depois endurecido especialmente, a força emanada é grandemente aumentada, e a vara se transforma numa verdadeira fonte de energia, energia capaz de ser tão rapidamente absorvida e armazenada pelas células ganglionares unipolares que uma carga de cinco minutos continua efetiva por, pelo menos, doze horas.”

Escrevendo sobre a hipótese de Baines de que uma onda elétrica não é simples mas sim composta, o Dr. White Robertson afirmou em seu livro, Eletropatologia, publicado em 1918: “Que uma segunda alternativa não está muito longe é sugerido pela recente descoberta de Baines de que, aplicando-se um processo especial de endurecimento ao carbono usado no arco voltaico, descobriu-se uma nova força existente no carbono alterado e que pode ser dirigida para o corpo e nele ser armazenada por um período de várias horas, bastando para isso segurar o pedaço de carbono na mão, daí resultando que os desvios galvanométricos subnormais são enormemente aumentados; e já tivemos oportunidade de observar satisfatoriamente alterações nos casos de esgotamento nervoso aparentemente aumentando a carga nervosa através desses pedaços de carbono. O que é esta força não o sabemos, tampouco os eminentes cientistas e fisiologistas a quem a demonstramos. Não é magnética. E difere de uma carga elétrica pelo fato de não ser prontamente difundida mas, conforme registrada pelo galvanômetro num período de mais de doze horas, provavelmente armazenada nos gânglios unipolares dos sistema nervoso.”

Num artigo publicado no The Practioner (O Clínico), de junho de 1914, o Dr. J. Horne Wilson escreveu sobre a descoberta de Baines: “Neste caso (surdez nervosa), posso dizer que uma vara de carbono, que tem sua estrutura molecular alterada do mesmo modo que a do ferro quando é convertido à condição de ímã, possui um efeito notável sobre o desvio elétrico do corpo. Se mantido na mão direita, produz um desvio para o lado positivo da escala (no galvanômetro), e para o negativo se conservado na mão esquerda. Se posto em contato com o lado direito do corpo por cinco ou dez minutos, produz desvios fortemente positivos, de corpo para corpo, e exatamente  o efeito contrário se mantido do lado esquerdo do corpo. Não pretendo, no momento, dizer que força é esta, porém ela tem influência marcante nas condições elétricas do copo, se bem que nenhuma influência direta sobre os terminais do galvanômetro. É evidente que carrega o corpo com uma força semelhante à energia nervosa, já que é retida por um período muito mais longo que o da eletricidade.”

E no número de 25 de julho de 1914 do Medical Times, Wilson escrevia: “Esta forma de energia normaliza as correntes nervosas. Mantido na mão direita, o bastão atua como um estimulante sem nenhum efeito depressivo posterior, e na mão esquerda como sedativo. Em geral o sistema nervoso se beneficia sob seu efeito estimulante; a fadiga mental rapidamente desaparece, insônia e fraqueza cardíaca rapidamente cedem a ela.

“O segundo cilindro visto na mão esquerda da An-Kheft-Ka tinha provavelmente menor importância e não era da natureza do carbono, já que isto teria neutralizado a carga. Era, tendo poucas dúvidas, feito de um pedaço de ferro magnético. O magnetismo aplicado ao lado esquerdo do corpo estimula a ação do coração, mas somente enquanto o corpo permanece dentro do campo magnético. As propriedades do minério de ferro magnético – e talvez estas propriedades – eram conhecidas dos antigos chineses, e também dos primitivos gregos que, é mais do que provável, adquiriram seu conhecimento dos egípcios.

“Se se mantiverem dois bastões, o de carbono na mão direita e o do ímã permanente na mão esquerda, o efeito se acentua; mas enquanto a carga conferida pelo carbono dura cerca de doze horas, a exercida pelo ímã desaparece assim que ele é afastado.”

O relato de A. E. Baines deixa muito a desejar. Ele ajudaria se soubéssemos a que seus “anos de experiência” mais especificamente se devotaram e por que acidente a força foi descoberta no carbono, e como foi que ele determinou que o carbono do arco voltaico emite “uma certa quantidade de força que não se diferencia da força nervosa.” Ajudaria também saber qual seria o tratamento preliminar do carbono, e o que ele quis dizer com processo de “endurecimento especial”. Não recebemos nenhuma informação sobre como ele sabe que esta força é então aumentada e armazenada pelas células ganglionares unipolares. Parece que o Dr. Robertson aceitou as declarações como efetivas, embora sem fornecer qualquer outra informação. No entanto ele ofereceu várias conclusões tiradas de suas próprias pesquisas. A informação proporcionada pelo Dr. Wilson em seus dois artigos provém aparentemente de seus próprios estudos e pesquisas.

A evidência objetiva parece limitar-se às leituras do galvanômetro. Através dos anos, a Fundação para Pesquisas das Ciências Fronteiriças reuniu relatórios sobre os resultados benéficos da utilização dos bastões. Contudo, não podemos ignorar que talvez a sugestão tenha sido capaz de desempenhar um papel importante. Todos os esforços têm sido empregados na maioria das experiências para reduzir ou mesmo eliminar a influência da sugestão, mas o bom senso nos diz que não se podem tirar conclusões definitivas. Seria necessário verificar mais profundamente se os desvios galvanométricos, tanto normais quanto subnormais, são intensificados pelo uso dos bastões de carbono. É necessário também determinar se os efeitos se limitam apenas ao carbono ou se podem ser obtidos resultados semelhantes com o emprego de varas ou bastões feitos de outros metais, e com e sem os ímãs. Além disso, é preciso verificar a afirmação de que a força ou energia pode ser armazenada no corpo por várias horas depois de usadas as varas.

Mesmo que estas experiências sejam verificadas e se determine que um certo campo de energia,com o uso dos bastões, penetra no corpo e nele fica armazenado, ainda precisamos demonstrar o fato, baseados principalmente na semelhança entre os resultados obtidos em ambas as áreas de investigação. Um desses paralelos interessantes reside na variação dos resultados obtidos por diferentes indivíduos. Quer usando os bastões de carbono ou a pirâmide, a maioria das pessoas têm apresentado resultados benéficos. Alguns têm se queixado de que os bastões de carbono os excitam tanto que eles não conseguem dormir. E um pequeno número tem declarado que só pode permanecer dentro das pirâmide por um tempo muito curto sem sentirem dor de cabeça ou qualquer anormalidade. Em ambos os casos, aparentemente, a carga é demais para eles.

Por outro lado, um grande número de pessoas têm-nos dito que se sente vitalizada, “com mais vida” depois de passar algum tempo dentro de uma pirâmide. Não somente seus sentidos se aguçam como suas sensações parecem mais vivas.

A esposa de um homem nos contou uma história muito interessante. Ao entrar nos seus cinquenta anos, ele construiu uma pirâmide depois de ouvir uma de nossas conferências e começou a tratar a água dentro dela. Usava esta água em suas plantas, mas começou também a bebê-la regularmente. Poucas semanas depois, sua esposa nos disse: “Acho que vou proibir Henry de beber aquela água, ou vou bebê-la juntamente com ele.” Quando lhe perguntamos por que, ela confessou: “Bem, acho que ele está retornando aos vinte ou trinta anos. Há anos que ele não tinha tanta potência sexual!”

Al Manning, diretor do Laboratório de PES, sem Los Angeles, relata que o autor David Sinclair passou vários minutos dentro de uma pirâmide e teve que sair porque se sentiu tonto. A estranha sensação persistiu depois que ele voltou para casa. Ele deixou de comparecer a uma festa e em vez disso resolveu dar um cochilo. Contudo, quando acordou três horas depois, segundo Manning, Sinclair se sentia como se houvesse dormido durante dias.

Deve ser lembrado que, de acordo com nossas experiências com a germinação e o crescimento das plantas dentro das pirâmides, o campo de energia nem sempre era o mesmo. Nas experiências com o bastão de carbono, o ímã supostamente é a força que atua sobre as células do corpo e atrai o carbono. Deve ser lembrado que os ímãs colocados perto das plantas ativam o seu crescimento, enquanto que aqueles que foram colocados dentro das pirâmide parecem retardá-lo – novamente uma aparente questão de excesso de carga ou, talvez, da anulação de um campo de energia por outro.

Outra fonte que atribui aos antigos egípcios o conhecimento dos campos de energia e seus efeitos sobre o rejuvenescimento do corpo humano é o estranho diário do Conde Stefan Colonna Walewski, A System of Caucasian Yoga (Sistema de Ioga Caucasiano). Foi a primeira e talvez a única edição do diário do Conde, publicado  pela Falcon’s Wing Press, em 1955.

No prefácio do diário o editor diz: “Em sua vida comum, o Conde Stefan Colonna Walewski era muito conhecido como colecionador e negociante de antiguidades e peças de arte oriental e antropológicas. Sua loja, Esotérica, era são só famosa no meio dos entendidos como o portão para um outro mundo, no qual a magia, os demônios e os talismãs era tão reais quanto o metrô e os anúncios luminosos. O Conde acreditava piamente que atraía esses objetos por uma espécie de magnetismo superior, que ele sabia como funcionava; e sua incomparável coleção parecia confirmar esse ponto de vista.

“No entanto, poucos sabiam que por trás de seus conhecimentos de perito e sua constante bondade para com seus amigos – as duas características de sua vida exterior – internamente ele se dedicava com intensidade à busca dos segredos ocultos da vida. Poucos sabiam que antes da década de 1920, nas montanhas do Cáucaso (entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, na fronteira da Turquia com a Rússia), ele havia sido introduzido em certos segredos por dois iniciados de uma sociedade secreta muito rara, que combinava doutrinas nativas com as de ioga e ensinamentos provindos de uma tradição mística do antigo zoroastrismo. Walewski nunca mais tornou a ver seus mestres, e ele próprio admitia não dar nenhum crédito pessoal aos ensinamentos deles, que lhe foram passados sob juramente de não revelar sua origem. Os ensinamentos deles, recebidos em persa e russo, foram transcritos pelo conde de um manuscrito para o seu caderninho de notas, com o qual chegou aos Estados Unidos na primeira vez que veio a este país integrando uma missão diplomática polonesa. O inglês da transcrição  é claudicante e a ortografia, não raro, incorreta, já que, naquele tempo, o Conde Walewski não conhecia muito bem o inglês.”

Neste diário acha-se o seguinte: “IX L Arcano. Recarregando a energia nervosa. Método usado no antigo Egito para fortalecer as correntes de energia dentro do corpo. Era visto nas figuras, fazendo o segundo exercício do Mestre Arcano. Dois bastões seguros nas mãos de figuras que estavam de pé eram repositórios de tremenda força, semelhante à eletricidade (eletricidade secundária), os quais quando seguros nas mãos liberavam essa energia para dentro do corpo, para ser armazenada nos gânglios unipolares e no fluido espinhal, elevando em 100% o potencial de energia, e durante um dia e uma noite, 24 horas.”

Novamente, a importância desta informação parece residir, para os pesquisadores das pirâmides, em saber até que ponto os antigos egípcios conheciam e entendiam a natureza dos campos de energia. Se sabiam como produzir e utilizar estas forças, então não é irrazoável admitir que na maior de suas realizações – a Grande Pirâmide – eles tenham feito uso desse conhecimento.

O poder secreto das pirâmides, Bill Schul e Ed Pettit, Ed. Record, Rio de Janeiro-RJ, 5a. Edição, pp. 125-137.

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Uma Pirâmide Especial na França

Publicado por: luxcuritiba em maio 26, 2009

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Neste ano passamos as nossas férias novamente em Menton. Entre outras coisas queríamos procurar Antoine Bovis ou um dos seus descendentes.

Menton é um lugar ideal, localizado perto de Monte Carlo, junto à fronteira italiana, rodeado por montanhas. Os amigos da praia e do sol encontram tudo que desejam, e os amigos das montanhas podem chegar, em apenas meia hora, à altitude de seiscentos metros e fazer maravilhosos e tranqüilos passeios, longe do barulho e da agitação. Há poucas pessoas. Com mais uma hora de viagem chega-se à Vallée des Merveilles, já a 1.400 metros de altitude, de onde uma caminhada de três horas permite chegar a um dos mais bonitos lagos da região. Várias vezes levantamo-nos às seis horas da manhã para empreender esses passeios. Aqui também mostra-se a característica do geminiano, que quer ter dois tipos de férias ao mesmo tempo. Ficar se espreguiçando na movimentada praia e tomar banhos de mar, mas também ir para as montanhas, para a abençoada tranqüilidade, as flores, a natureza.

Também a família que todos os anos passa as férias no apartamento ao lado do nosso tem esta dualidade de inclinações.

O pai gosta das montanhas, a mãe e as duas filhas preferem a praia.

Por isso aconteceu várias vezes que o pai nos acompanhou para as montanhas, ou nós a ele, e chegamos a um conhecimento mútuo íntimo. Jacques Corman, cujo signo é o Sol em Capricórnio, é um guia confiável, um alpinista incansável e solitário; só que tem freqüentes problemas com o joelho. Um capricorniano típico. No último dia da nossa permanência ele me mostrou um livro que encontrara na biblioteca local. Le livre des maîtres du monde, de Robert Charroux. Parecia impossível, mas neste livro encontramos a descrição de uma estranha pirâmide, localizada a três quilômetros de Nizza em Falicon, quer dizer, a trinta minutos de viagem de Menton. Mais uma daquelas coincidências, que já mencionei antes. Havia cerca de dez mil volumes naquela biblioteca, e ele pega justamente este livro, naturalmente por outros motivos que para ler sobre pirâmides. Ou de outra maneira: das cem mil pessoas em Menton foi justamente este homem que pegou este livro entre dez mil outros. A chance é de um para um bilhão.

Já comentei, em outra ocasião, este tipo de acontecimento relacionado com pirâmides, por isso não vou mais entrar no assunto.

Comecei a leitura do livro com grande curiosidade, e a descrição me pareceu tão extraordinária que resolvemos ir procurar a pirâmide. Ela devia estar localizada num barranco qualquer. E para visitá-la a gente precisaria de uma autorização especial, pois o caminho passava por um propriedade particular. Uma propriedade particular num país do tamanho da França também significa alguma coisa. Estando no fim de semana, poderíamos encontrar algumas dificuldades, mas teria que ser “agora”, pois era o nosso último dia.

Achei melhor procurar logo o prefeito, já que o autor do livro examinara a pirâmide junto com o prefeito de então. Para minha surpresa, o prefeito ainda era o mesmo, Nicolas Andrea. Desta vez ele não me podia acompanhar, mas assegurou-me de que providenciaria a autorização para a travessia da propriedade particular. Aconselhou-me a calçar sapatos reforçados, pois o acesso não seria fácil.

Parti, acompanhado por minha mulher Lotje, meu filho caçula Jan e por Jacques Corman.

Chegando em Falicon, achamos aconselhável procurar mais informações sobre a localização da pirâmide. A primeira pessoa que perguntamos parecia ser neto do prefeito e estava muito bem informado. Ele dirigia obras de colocação de cabos no pé da montanha onde se encontrava a pirâmide.

Assim, ele nos explicou detalhadamente como achar a pirâmide, e nos autorizou a entrar no terreno e na pirâmide. Com o binóculo que eu carregava, podíamos ver a pirâmide entre o verde e as rochas. Depois de uma boa caminhada sobre as pedras encontramo-nos diante das ruínas de uma estranha construção com mais ou menos dez metros de altura. A ponta tinha desaparecido e a pirâmide ostentava um buraco no seu lado que mais parecia uma varanda. A pirâmide tinha sido erguida com pedras da região, as superfícies bastante lisas. Parecia maciça, mas havia uma grande entrada num dos lados. Era o acesso a um amplo recinto embaixo da pirâmide. Esta sala subterrânea tinha sido descoberta por Rosetti em 1803. Ela tem um diâmetro da aproximadamente vinte metros. Na parte leste tem um altar com sete degraus. No fundo da sala há dois buracos no chão. Um é raso; o outro uma passagem comprida e vertical, que leva até uma outra sala mais embaixo, com altura de vinte metros; nesta sala encontra-se uma pirâmide com dez metros de altura. Essas salas subterrâneas só podiam ser alcançadas com equipamentos especiais, e resolvemos, como Rosetti em 1803, voltar no ano seguinte para explorar o sítio demoradamente junto com alguns especialistas. O que me interessava particularmente era a distância do altar entre a ponta da pirâmide subterrânea e a base da pirâmide de cima.

Tudo indicava que aquela sala servia de tempo de iniciação, quando as pirâmides constituíam as fontes de energia astral para ajudar os iniciados, da mesma maneira como no antigo Egito.

De acordo com o livro, até 1921 teria havido uma suástica pendurada sobre a entrada, um símbolo sagrado dos jainistas. Diz o autor que os hindus jainistas construíram pirâmides no mundo inteiro. O curioso é que a aldeia mais antiga da vizinhança chama-se atualmente Gaina. Antes o nome escrevia-se Jaina e mais antigamente ainda Jain.

Em 1922 um tipo de profeta ou patriarca, chamado Gothland, instalou-se perto da pirâmide. Este avaliou, baseado em cálculos sobre o deslocamento do Pólo Norte, a idade da pirâmide em 4.333 anos, e partindo de idéia do templo iniciático, ele também utilizou-o para o mesmo fim. Também os cruzados teriam conhecido a entrada da sala no século XII. Eu mesmo já conseguira várias vezes determinar a idade de vasos antigos com grande precisão com o uso de pêndulo, portanto resolvi tentar a minha arte também aqui. Estava encostado numa das paredes laterais, quando me veio à mente o ano de 1660 a.C.

O curioso é que, pouco antes de redigir este capítulo, eu fizera uma tentativa cega com o pêndulo que confirmara aquela idade. Para isso escrevi uma série de anos numa folha de papel que coloquei na minha frente com a escrita para baixo. E novamente o pêndulo me mostrou exatamente o ano de 1660. Não pretendia confiar demais na minha habilidade com o pêndulo, mas em todo o caso uma idade de alguns milênios desta obra não era improvável. Subi mais uma vez na pirâmide, de onde se tinha uma maravilhosa vista sobre Nice e o Mediterrâneo. Na ponta, ou melhor, dentro da ponta constatei um violento balançar do pêndulo. A corrente de ouro com as pedras de Ankh, turmalina e água-marinha chegou quase à horizontal. Sempre que não tiver um pêndulo disponível, utilizo esta correntinha, as pedras servindo de peso. Já foi uma ocorrência curiosa quando há alguns anos atrás alguém me trouxe este Ankh de outro, alguém cujo interesse pelas pirâmides eu ignorava. O Ankh, símbolo da sagração no antigo Egito, a vara que transmitia o divino poder de cura através dos sacerdotes aos doentes, o Ankh como curador. Para mim, entretanto, o mais interessante continua sendo o poder de cura das pirâmides. O Ankh no meu pescoço é o símbolo daquilo que existe na minha alma. O Ankh já existia antes que eu tomasse conhecimento do poder das pirâmides. Foi o poder da minha alma que atraiu o Ankh ou foi o Ankh que libertou a força adormecida da minha alma? No fundo o ambiente de cada pessoa é o espelho do seu íntimo. Ou eu sou parte do Ankh ou o Ankh é a materialização de uma parte do meu íntimo.

Enquanto ainda estávamos apreciando a vista lá de cima, chegou uma criança, seguida logo depois por uma mulher e por dois homens. Um dos homens e a criança já tinham estado aqui, a mulher veio pela primeira vez. Eles viviam em Nice e tinham um amigo que se interessava muito pela pirâmide e por outros monumentos incomuns. O outro homem tinha cabelos loiros e era muito magro. Parecia ser inglês e contou que certa vez dormiu no templo de pedras em Stonehenge. Lá as vibrações eram tão fortes que quase não conseguia suportá-la. Devia ser uma pessoa muito sensível. Seu conhecimento das pirâmides era limitado, e estava apenas fazendo companhia ao amigo francês neste passeio. Pedi que ele subisse comigo na ponta da pirâmide e que lá ficasse bem quieto para poder absorver as irradiações da pirâmide e dos seus arredores.

No começo ele olhava em volta, mas de repente notei que ficou um pouco rígido. Fechou os olhos e ficou perfeitamente imóvel. Isso durou alguns minutos. Quando abriu de novo os olhos, declarou-se surpreso porque naquele lugar podia sentir enormes energias e vibrações, comparáveis com aquelas de Stonehenge. Queria saber como isso era possível. Para ele era um mistério total.

Após ouvir a minha explicação sobre campos energéticos, ele disse, admirado: “Estranho, se eu tivesse chegado dez minutos mais tarde ou num outro dia, não nos teríamos encontrado; e agora nós dois aprendemos algo e tivemos experiências para meditarmos sobre elas.”

Um home estranho; ele provavelmente estaria pensando o mesmo de mim.

Paul Liekens, Os segredos da energia das pirâmides, editora Record, Rio de Janeiro-RJ, pp. 183-188.

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Algumas Observações sobre a Energia da Pirâmide

Publicado por: luxcuritiba em maio 19, 2009

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Até agora tratamos do aspecto material, quer dizer, das pedras, das formas e do aspecto mental; omitimos porém a alma, o aspecto etérico-astral.

Mas, tal como o homem, também a pirâmide consiste de matéria, alma e mente. Isto é lógico, pois a pirâmide é, em todos os seus aspectos, um reflexo da humanidade e do homem.

Essas três dimensões podem ser encontradas em todas as coisas da natureza ou nas formas perceptíveis do homem.

Tomemos como exemplo o movimento de um braço; ambos os braços sobem da altura dos quadris para a altura dos ombros.

Primeira dimensão: o movimento material, expresso em centímetros e em velocidade.

Segunda dimensão: a energia, os impulsos nervosos e energia das miofibrinas, para contrair o músculo. Essa energia é mensurável, mas não dá para vê-la, apenas suas consequências e o movimento.

Terceira dimensão: o objetivo, o espírito e sentido do movimento, a mensagem, é querer bater ou, talvez, acariciar alguém.

Todos os três aspectos formam um todo, nenhum existe sem os outros. Para mim a terceira dimensão é a mais importante, pois afinal foi ela que motivou o movimento.

O mesmo aplica-se ao homem, também a sua origem é espiritual.

Isso também vale para a pirâmide; o espírito, a mensagem, é o mais importante, as outras dimensões são meios para expressar o espiritual.

O que é o aspecto etérico, ou astral, da pirâmide, senão uma energia?

Pelo que sei, essa estranha forma de energia foi percebida pela primeira fez durante a guerra. Durante um vôo rasante de aviões Messerschmidt sobre as pirâmide, os seus instrumentos ficaram desregulados.

Hoje os aviões regulares não podem mais sobrevoar as pirâmides por motivos culturais e por medo de danos (!). Mas não tenho conhecimento de qualquer tentativa de uma investigação sobre aquele fenômeno. Parece que todos estavam ocupados demais com a guerra.

Foi preciso esperar pelo francês Antoine Bovis. É ele o homem que se deteve com o fenômeno pelo qual dezenas de milhares de pessoas simplesmente passaram.

Ele encontrou na câmara mortuária real ratos, camundongos e outros bichos mortos, mas não apodrecidos. E isso apesar da umidade e escuridão na câmara real, onde a temperatura de aproximadamente 20ºC proporciona uma base ideal para a decomposição. Antoine Bovis, na realidade um radiestesista, começou a meditar sobre isso. Ele sentiu intuitivamente que este fenômeno devia ter alguma ralação com a própria forma da pirâmide. Voltando das férias para casa, ele construiu um modelo exatamente nas proporções da pirâmide de Quéops. Alinhou a pirâmide, num dos lados da sua base, precisamente na direção norte-sul e colocou um gato morto dentro dela na posição de um terço da altura total.

Seu esforço foi premiado. O gato não demonstrou qualquer indício de decomposição, não exalou mau cheiro e manteve-se perfeitamente íntegro como se tivesse sido mumificado. Podemos imaginar o entusiasmo do homem.

Este mesmo entusiasmo pode ser alcançado por qualquer pessoa que fizer uma primeira e bem-sucedida tentativa com a energia das pirâmides.

Motivados pelo entusiasmo de Antoine, muitos outros começaram a experimentar, com o mesmo resultado. Antoine Bovis publicou os seus resultados numa revista para operadores de pêndulos e radiestesistas, e isso deu o impulso que faltava. Karl Derbal, engenheiro radiotécnico, pioneiro no campo do rádio e da televisão, que se especializara em ondas de rádio, recebeu por acaso uma destas publicações, que o levou a iniciar uma pesquisa sobre as características da pirâmide.

Ele desenvolveu uma teoria, segundo a qual deve ocorrer na pirâmide uma concentração de energias cósmicas, e partiu do pressuposto de que isso deveria afetar até o fio de uma gilete.

Tentemos imaginar o seu raciocínio: inicialmente ele pensou – e queria provar – que uma gilete perderia o corte sob a influência desses raios.

Uma teoria precisa ser confirmada na prática. Para isso ele construiu um modelo reduzido nas proporções exatas. Colocou uma lâmina nova de barbear nela, na altura que corresponde a um terço da distância entre a base e a ponta, onde foi constatado o campo de força mais intensivo.

Vinde e quatro horas depois, ele retirou a lâmina e tentou fazer a barba. Para sua total decepção a lâmina continuou cortante. Mas ele não desanimou e recolocou a lâmina na pirâmide. E ela continuou cortante. Dia após dia sua surpresa aumentou, porque ele continuou podendo fazer a barba com ela.

Depois de sessenta dias fazendo a barba com esta lâmina diariamente, finalmente ela ficou cega.

Então ele fez outra tentativa, e conseguiu cem a duzentas barbas. Naquele tempo, em 1948, as giletes estavam em falta no seu país, e os amigos insistiam em que ele registrasse este inusitado modelo e fenômeno como patente.

Quase por brincadeira ela requereu a patente, mas demorou até 1959 para ela ser registrada com o número 91.304.

Mas por que demorou tanto tempo?

De acordo com a legislação vigente na Tchecoslováquia, não basta que uma coisa funcione, é indispensável apresentar também uma explicação técnica de como funciona.

Não houve dificuldade em provar ao serviço de patentes que a idéia funcionava. Inclusive pelo fato de que vários membros da comissão deliberativa, entre eles o próprio presidente, conseguiram passar um ano com apenas duas ou três lâminas. Finalmente Karl Derbal conseguiu apresentar uma hipótese aceitável.

Pelo seu trabalho no Instituto para Técnicas de Alta Frequência ele tinha acesso a toda a literatura científica sobre microondas, raios cósmicos e raios terrestres.

Um aço de boa qualidade tem certa elasticidade que serve para neutralizar deformações passageiras e restabelecer o estado original. Por exemplo: deixando uma lâmina depois de uma única utilização de um a dois meses sem uso, ela recupera o fio inicial. O vão da pirâmide, cavidade de ressonância para as mais variadas irradiações, acelera o processo para 24 horas.

A energia presente na pirâmide tem também a capacidade de retirar as moléculas de água presentes no metal, aumentando a sua rotação própria. Neste processo a água é eliminada mesmo nos menores vãos. A energia necessária para isso é pequena, apenas 1,6 x 10-19 watts por segundo. O espaço de uma pirâmide pode gerar muito mais energia. Por outro lado, a energia das pirâmides está sujeita a interferências de um campo magnético, gerado por equipamentos elétricos, como por exemplo uma TV. Também grandes massas de ferro podem causar interferência.

Podemos observar, entre outras mais, duas forças:

1. que acelera a desidratação,
2. que age sobre a microestrutura dos organismos.

A esterilização ou exterminação de microorganismo e a regeneração do aço são dois exemplos.

Pirâmides com outros ângulos ou outra estrutura também geram energia. Acontece que o modelo da pirâmide de Quéops parece ter o maior efeito. Através da rápida desidratação seria possível até matar pequenos animais.

Esse efeito só se consegue com a concentração de energias cósmicas, atraídas pelo magnetismo da Terra. A pirâmide tem que estar alinhada exatamente no eixo norte-sul, pois os campos magnéticos têm o mesmo alinhamento.

Derbal coloca as suas lâminas com o corte na direção norte-sul. Eu mesmo as coloquei na direção leste-oeste, mas da próxima vez pretendo colocá-las também na direção norte-sul, a fim de observar a diferença. No momento da redação deste capítulo eu já tinha feito a barba 210 vezes com a mesma lâmina, submetida ao tratamento na pirâmide. Utilizo aqui uma pirâmide em forma de cone, que tem a vantagem de não precisar ser alinhada, pois tem um número infinito de faces laterais.

Experiências na Própria Pirâmide

O homem, como sempre, é um caçador materialista de tesouros e sempre acreditará que aqui ou acolá deve existir escondido um enorme tesouro. Numa época em que o conforto tem importância excepcional, a caça ao tesouro foi simplificada e pode ser comparada a uma loteria. E ainda tem gente que acredita que nas pirâmides do Egito devam existir cômodos secretos e ainda desconhecidos. Para esclarecer definitivamente esse aspecto, em 1968 o dr. Louis Alvarez iniciou um grande projeto.

Ele criou um medidor capaz de captar raios cósmicos. Sua teoria baseou-se na premissa de que os raios cósmicos, ao passar por um material, seja qual for a espessura deste, perdem energia. Pretendia colocar o medidor dentro da pirâmide e medir a potência desses raios. Casos existisse um cômodo escondido em algum lugar, ele poderia determinar a sua localização através da intensidade medida da irradiação.

Sempre que se tratar de tesouros escondidos, parece que o dinheiro aparece, pois em meados de 1968 esse caríssimo projeto pôde ser iniciado.

Uma equipe de cientistas, membros de doze diferentes instituições nos Estados Unidos e nos Emirados Árabes, começou a trabalhar. Milhões de feixes de raios cósmicos foram medidos, indicando nitidamente todas as formas e pontos da pirâmide. A pirâmide de Quéfren tinha sido escolhida como primeiro objeto das pesquisas.

Sob a direção do dr. Amr. Goneid, do Cairo, foram analisadas as fitas num computador IBM 1130. Não foi descoberta uma única câmara secreta, mas surgiu um outro fenômeno: cada vez que as fitas eram analisadas na Universidade Ein-Sham do Cairo, apresentou-se um padrão de dados diferente, cuja variação já deveria ter sido constatada por ocasião de análises anteriores.

Para ter certeza absoluta, mandaram as fitas para Berkeley, na Califórnia, onde as colocaram num computador ainda mais altamente especializado. O dr. Goneid observou que o processo não tinha explicação científica e parecia absolutamente impossível. Constatou que na pirâmide deviam existir forças que estariam se divertindo com aquilo que até então vinha sendo considerado conhecimento científico seguro.

Mas a equipe não continuou os trabalhos na pirâmide de Quéops, abandonando o projeto de vez. Temos aqui mais uma prova indiscutível de que a sociedade contemporânea ainda não se conscientizou de que o maior tesouro da pirâmide, ou de qualquer outro lugar, deve ser de natureza espiritual. Esta sabedoria já nos foi ensinada nos velhos contos de fadas, como por exemplo neste que vou contar rapidamente:

“A pobre e trabalhadora filha adotiva cai num poço e chega num prado. Lá ela se emprega com a Frau Holle e executa com altruísmo e amor muitos trabalhos. Passados sete anos, ela deseja voltar e recebe, como agradecimento, uma chuva de ouro. Evidentemente, a madrasta ávida pelo ouro a recebe muito bem. Acha que agora pode mandar a própria filha em busca de mais ouro. Esta cai no poço, mas é preguiçosa demais para mexer um dedo, e na hora da volta é coberta com piche, para desgosto da sua mãe.”

Neste conto de fadas o amor é premiado com ouro mental. A avareza do ouro material é punida com um fracasso.

Também na história da pirâmide encontramos este tema.

Além do dr. Louis Alvarez, mais um outro pesquisador foi até a pirâmide. Mas não com o intuito de localizar a misteriosa câmara do tesouro, e sim para explorar o sentido espiritual, a mensagem da pirâmide.

Por acaso recebi em casa a visita de alguém que tinha passado um dia com Paul Brunton. Sr. Francis Younghusband descreve Paul Brunton como uma pessoa espiritualmente muito evoluída, com profundo conhecimento da sabedoria oriental e da evolução cósmica. Considera-o um  dos líderes da filosofia de ioga no Ocidente, que se dedicara durante anos ao estudo dos antigos exercícios místicos e do conhecimento filosófico, a fim de poder transmiti-los a nós numa forma moderada e compreensível.

Paul Brunton partiu em busca do “porquê” da pirâmide, e o resultado é aquilo que ele descreve num dos seus livros com o título Egito secreto.

A fim de poder realmente saber o que a pirâmide escondia nas suas entranhas, ele deixou-se encerrar durante uma noite na câmara real, assumindo todos os riscos.

Conta ele que precisou deixar sua mente totalmente vazia, para conseguir absorver todas as impressões com a máxima precisão. Nisso, o treinamento da ioga lhe foi muito útil. No começo, o silêncio foi muito deprimente, enquanto ele ficou sentado junto do sarcófago aberto, aguardando os acontecimentos daquela noite.

Concentrou-se totalmente no próprio interior e sentiu aos poucos uma espécie de felicidade aproximando-se. Naquela câmara escura, sem o mínimo traço de luz, sombras começaram a mexer-se violentamente. Imagens de rostos mal-intencionados debruçaram-se sobre ele. Sentiu-se cercado por figuras hostis, que com certeza queriam expulsá-lo da câmara mortuária real. E ele chegou bem perto do momento da fuga, tão grande tornou-se a revolta contra aquilo que o rodeava. Mas de repente ocorreu uma mudança no ambiente e a hostilidade cessou como viera.

Passado algum tempo, começou a sentir uma nova presença, desta vez com uma irradiação benéfica. Uma segunda figura aproximou-se. Reconheceu-as como sacerdotes com roupas brancas, cuja irradiação de luz iluminava a câmara real. Umas das figuras dirigiu-se a ele e perguntou por que queria invocar as forças espirituais.

Tudo isso ele sentiu como algo indescritível; apesar de não perceber as vozes acusticamente, escutou e compreendeu tudo no seu íntimo.

A voz aconselhou-o a ir embora. Já na antiguidade outros teriam voltado enlouquecidos da câmara mortuária real. Brunton respondeu que pretendia continuar lá.

Explicaram-lhe então que seria conduzido para o lugar onde o Saber era anunciado. Que fizesse o favor de deitar-se sobre a pedra. Ele descreve a sensação que sentiu, de morrer lentamente, e de repente estava livre do corpo.

Supondo que se trate daquilo que chamam a saída da matéria.

Um médico escreveu um livro sobre este assunto, depois de conversar com centenas de pacientes que tinham sofrido a morte clínica e em seguida tinha ressuscitado.

Brunton continua contando que viu a si mesmo deitado e em seguida sentiu-se flutuar dali. Tinha consciência de que o corpo estava sem alma e a alma livre. Em seguida recebeu mensagens de um dos sacerdotes.

“O homem que possui um corpo mortal e uma alma imortal, nunca será esquecido.”

Quando Brunton perguntou sobre o segredo da pirâmide, recebeu a seguinte resposta: “Não importa se você descobre o segredo da pirâmide ou não. Procure o caminho secreto na sua mente, que o levará ao segredo na sua alma e lá encontrará o maior segredo. O segredo da pirâmide é o segredo do seu próprio ser. A mensagem da pirâmide é que os homens devem descobrir nas suas almas o maior poder da mente.

A verdade oferecida a Paul Brunton lembra-me do livro já mencionado de Baird Spalding. Die Meister des Fernen Ostens, um livro que vale a pena ler. Um grupo de arqueólogos assiste a uma demonstração de como todo homem tem em si o poder para dominar a matéria. Em cada home está presente o poder do Cristo, e podemos utilizá-lo da mesma maneira como Cristo o utilizou. Mas será preciso que nos abramos ao espiritual. Também nesse caso é válida a analogia com a pirâmide.

Esta precisa ter a forma exata, as proporções certas e o alinhamento para o norte para que a energia possa ser eficaz.

O mesmo aplica-se ao homem. O homem precisa limpar o seu corpo, alimentar-se com alimentos saudáveis, respirar corretamente e concentrar-se no espiritual, na mensagem de Cristo. Se fizer isso, a energia mental lhe chegará sozinha e ele, por sua vez, poderá irradiá-la também.

Já depois da entrega do manuscrito deste livro ao editor, este me presenteou com um livro de Benjamin Creme: Die Wiederkehr Christi und die Meister der Weisheit. Neste livro consta algo muito estranho sobre a grande pirâmide, e apressei-me a incluí-lo. Creme fora incumbido da construção de um instrumento que pudesse irradiar formas de energia estereométrica. Esse instrumento serviria, entre outras coisas, também para curar pessoas.

Falando da forma estereométrica da Grande Pirâmide de Quéops, ressalta ele que a mesma deriva sua potência da sua forma e que ela é capaz de atrair energias das regiões etéricas e astrais. Essas energias deveriam ser transmitidas aos habitantes de uma grande cidade, que hoje estaria escondida debaixo da área junto da pirâmide e da Esfinge.

No livro ele fala ainda dos grandes mestres, com cuja orientação aquela cidade terá que ser reencontrada. Isso seria mais uma prova dos conhecimentos extraordinários de que os mestres dispunham.

Em seguida ele estabelece um paralelo interessante entre o homem e a Terra, da mesma forma como fiz num capítulo precedente deste livro. Creme conta que o homem que segura excessivas energias em determinados pontos do corpo, e não as deixa circular no resto do corpo, faz-se adoecer ele próprio.

Na acupuntura identificam-se esses bloqueios, tratando de restabelecer o fluxo normal.

O mesmo fenômeno pode ser observado atualmente, em escala muito maior, na organização do nosso mundo. O Ocidente está bloqueando tanta energia e alimentos que muitos países em desenvolvimento estão enfrentando grave escassez. Por causa disso o mundo inteiro está cheio de tensões, morte e doenças. A única solução seria uma distribuição mais equitativa da energia e dos alimentos no mundo inteiro. Essa redistribuição estaria sendo preparada, na opinião dele, pelos grandes mestres em escala universal.

Paul Liekens, Os segredos da energia das pirâmides, editora Record, Rio de Janeiro-RJ, pp. 79-88.

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