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Archive for dezembro \31\+00:00 2011

Seu pior inimigo levanta, come e dorme com você

Posted by luxcuritiba em dezembro 31, 2011

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reflexo (7)

Mas ele também pode ser seu maior aliado!

Ele lê todos os seus pensamentos e conhece seus mais íntimos desejos, mesmo os mais proibidos e que você insiste em fazer de conta que não tem.

Ele sabe mais sobre você do que você mesmo e está acordado enquanto você dorme, observando seus sonhos sem censura.

Ele não acredita em suas palavras, somente em seus pensamentos.

Ele não se importa com seu cargo, com os amigos que você tem ou com seu currículo.

Ele sabe quando você está dizendo algo porque realmente acredita nisso ou quando está usando de cinismo, mentira ou manipulação. Seus medos estão catalogados por ele e, como um guerrilheiro, ele só ataca você em seus pontos fracos, nunca nos fortes. Ele está à espreita para derrubar você, sempre usando a arma mais mortal que existe: o conhecimento completo do território de batalha e as racionalizações que você cria — nome dado aos motivos aparentemente lógicos, para coisas ilógicas. O único objetivo deste inimigo é derrubar você e fazer com que seu nome seja esquecido logo após sua morte.

Ele não quer que você tenha herdeiros de nenhum tipo e fará o impossível para que você não deixe nenhum legado sobre a Terra.

Ele quer anular você. Primeiro, tentando fazer com que você acredite na falsa idéia de não ter valor, que é desnecessário no mundo e, depois, por meio dos seus atos, convencer as outras pessoas disso.

Ele está lendo isso agora e procurando razões para que você não acredite em sua existência. Seu pior inimigo é uma parte obscura de você. Ele nasceu com você e permanece dentro da sua mente, na escuridão dos seus medos, na claridade de sua bondade e no cinza de seu dia-a-dia.

Se você gosta de ser preguiçoso, mas sabe que isso não é bem visto, seu inimigo procurará diversas razões absolutamente lógicas e publicamente aceitáveis para que você não faça algo de que deve ser feito.

Aos poucos, você não fará nada que seja importante. Assim você será um fracasso profissional, um peão esquecido no jogo de xadrez da vida. Mas, se você gosta de ter uma imagem de qualidade, seu inimigo fará o inverso, tornando você um perfeccionista crônico, do tipo que troca as relações mais importantes da sua vida pelo duvidoso prazer de trabalhar dia e noite. Uma pessoa-máquina que só encontrará gratificação no trabalho, que não pensa em ter filhos ou quer distância dos que já tem, que se viciou em adrenalina causada por stress e para quem amor e compromissos de verdade só atrapalham a agenda. Assim, você se sentirá um fracasso em família e, com o tempo, não terá nenhuma raiz ou fundação que o mantenha feliz.

Se você gosta de comer, seu pior inimigo colocará os mais deliciosos pratos na sua frente, o dia todo, e atrapalhará seus pensamentos lógicos sempre que tiver fome, empanturrando você de todo tipo de alimento engordativo para tirar seu corpo do nível ótimo de funcionamento e acabar com sua auto-estima. Ele também tentará convencer você de que frutas, água, sucos e outros alimentos saudáveis têm gosto ruim, quando uma breve análise da culinária mundial mostrará que nosso cérebro se adapta rapidamente a quase qualquer sabor.

Se você gosta de fumar, se gosta de álcool ou de qualquer tipo de “reforço químico” para se afirmar, ele criará todo tipo de situação para que você associe isso a momentos agradáveis, até que seja essencial para você sentir-se completo somente quando fuma, quando bebe ou usa outros tipos de drogas, ainda mais letais. A única meta de seu inimigo, neste caso, é aniquilar e matar você pela destruição de seu corpo, sua mente, seu território, o mais rápido possível.

Conquistar uma pessoa, um grupo, um país ou o mundo é muito mais fácil do que conquistar sua própria mente. Mas esta deve ser sua meta de vida.

Pergunte sempre se não está exagerando naquilo que você faz, ou não faz. Se sua vida estiver em desequilíbrio, pode ser que você esteja perdendo a batalha para seu pior inimigo pensando que está tendo cada vez mais sucesso. Sua vida pode estar dando todos os sinais de que o desastre se aproxima, mas você racionaliza e acredita que está tudo bem.

Você está em batalha, meu amigo. Todos nós estamos. Uma batalha que terá que ser travada todos os dias de nossa vida. Mas que você só tem que vencer por hoje. Só por hoje. Como diz Sally Kempton, é duro lutar contra um inimigo quando ele tem uma base militar de ataque instalada na sua cabeça. Vencer essa guerra não é possível nem necessário porque, como toda batalha acontece somente durante 1 dia – o hoje – é possível vencer todas as batalhas, uma-a-uma, mesmo que essa guerra jamais termine.

Veja este seu inimigo como aqueles lutadores de boxe contratados para lutar contra grandes campeões durante os treinamentos. Eles batem forte, eles fazem os campeões caírem, eles estão sempre sendo trocados por outros, descansados, mas sem eles os campeões jamais estariam preparados para as lutas verdadeiras, fora do treinamento. Seu inimigo é somente um treinador contratado por você para desafia-lo, ou desafia-la, o dia todo.

Visto assim, ele pode se transformar no seu maior amigo.
Basta que você não seja derrubado HOJE por ele. Somente por HOJE.

Aldo Novak

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Considerações sobre a chamada “Pirâmide” de Natividade da Serra

Posted by luxcuritiba em dezembro 31, 2011

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A chamada “Pirâmide” de Natividade da Serra

Como não estive no local só posso fazer observações pelo que vi em nas descrições feitas pelo geólogo Paulo Roberto Martini e o jornalista Julio Ottoboni. Utilizei as fotos feitas por eles e colocadas nos seus artigos e relatórios. Não conheço pessoalmente nenhum dos dois.

Com esta análise tento dar algum vislumbre para as pessoas interessadas no caso. Porque, tanto o silêncio científico, assim como o alarde sem base que notei em volta do assunto, me pareceram descabidos. Fica claro que não foi desmontado um edifício, foi feita uma terraplenagem e apareceram ruínas em parte atingidas pelo trabalho do trator.

Está muito claro que organismos oficiais não estão interessados no sitio, principalmente porque é um sitio com características muito diferentes do usual.

Porque disseram que havia uma pirâmide? O proprietário do Hotel queria fazer uma pirâmide. E fez. É aquela estrutura de ferro ou madeira que aparece nas fotos e dizem que foi usada para desmontar o edifício. Provavelmente não havia um edifício, e sim ruínas. Se alguém tentar guindar um bloco daqueles com aquela estrutura, ela arriaria.

Repare que o bloco foi colocado bem no centro, e em cima dele há um pendulo. Aquele bloco é para deitar e meditar ou outras atividades místicas ou holísticas. Aquele bloco provavelmente era parte de uma construção, mas foi escolhido pelo proprietário para ficar bem no centro da estrutura e está sobre um monte de terra. Não foi colocado ali para mostrar seu tipo, está lá por outros motivos. O proprietário da terra foi acusado injustamente de ter desmontado um edifício e ter sumido com as pedras. As ruínas estão lá, fora algumas partes danificadas pela terraplenagem. Mas ainda há muita coisa enterrada, para pesquisar.

Clique na imagem para ampliar.

Quando os primeiros curiosos chegaram ao local, algum peão comentou que aquilo era uma pirâmide, e para quem não pode construir uma igual à de Quéops, a solução é esquematizar a pirâmide. Quando o peão falou isso, os primeiros que chegaram devem ter pensado que tinha sido desmontado algum edifício piramidal. É evidente que o peão se referia àquela estrutura simples, tetraédrica, com o pêndulo (tem um fio de prumo ou um pêndulo pendurado para centrar exatamente a estrutura). Mas não devemos esquecer que o local é um lugar de relax, e podem ter feito aquilo para uso dos hospedes, pois está no caminho da cachoeira da Porciana. É quase certo que alguma parede achada foi demolida, durante a terraplenagem e as pedras que vemos nas fotos fariam parte delas. Daí a confusão da historia da pirâmide, e da câmara. Na foto de baixo, a famosa pirâmide e o bloco centrado.

Mapas

Mapa da área. Ampliando localizam-se os locais do sítio e da provável estrutura.

Local do sítio escavado.

Estrutura enterrada? Perto do sitio, no sopé do morro.

Nitidamente são ruínas de uma, ou várias construções. Mereceriam uma análise profunda. Uma pergunta importante seria: De onde saiu aquele bloco que está embaixo da estrutura? A que ele estava associado?

A primeira hipótese em que se poderia pensar é que alguém andou cortando pedras para uso em construções a meados do século XIX. A referencia à ocupação da área, diz que começou em 1853. Não exatamente ali, mas mais ao norte na própria Natividade da Serra. A ocupação do local, do sitio propriamente dito, deve ter sido posterior, depois de 1853. Poderia também ter acontecido que em época anterior, mas já no período histórico, alguém tenha construído algum estabelecimento que depois foi abandonado.

É preciso admitir a hipótese de que tenha havido uma ocupação muito antiga, parcialmente enterrada, más que posteriormente alguém tenha cortado pedras no topo do morro uma vez que havia muitos blocos expostos. O que cria um quadro sujeito a muitas interpretações. Para esclarecer tudo será preciso fazer um levantamento total da área, estando no local e mapeando os restos visíveis. Poderia haver um afloramento rochoso e terem sido cortadas pedras que ficaram largadas por ali, algumas poderiam se assemelhar, ao menos de longe, a lajes para pavimentar pisos. No entanto outras evidências contrariam esta hipótese.

Foto 1. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 1] Repare nas lajes que eles estão pisando, na foto 1. Com um pouco mais de análise diria que são muito grossas para servir apenas de pavimentação. Mais parecem blocos para uma alvenaria de pedra aparente, sofisticada. Pela foto, a pedra que esta embaixo do pé de um deles tem 0.60m, de largura por 0.25m, de altura. Já o comprimento não se pode dizer exatamente, mas estimemos em, no mínimo, 1.25m. Esta pedra sendo de granito pesa no mínimo 487 quilos (peso do granito, 2600 quilos por m3). E se o comprimento for 1.80m seriam 700 quilos por bloco. Isto não é o tipo de padrão normal que foi usado corriqueiramente nas edificações nos últimos 500 anos. Se bem que se usavam peças de granito enormes em portadas e elementos de fachada em igrejas importantes, palácios, edifícios públicos ou residências abastadas. Mas pelo que sabemos, na região não há edifícios desse tipo.

As lajes do local são regulares pelos 6 lados, e lajes para pisos antigos coloniais não precisavam ter a parte de baixo regularizada, e seriam menos grossas. Esses blocos possivelmente seriam de paredes de uma construção prestigiada, de importância religiosa ou cerimonial, com certeza não eram de uma simples moradia. Ou então teríamos que admitir que alguém tentou fazer uma igreja ou algo parecido no meio do nada. Haveria ainda que deixar como possibilidade, que tenha havido uma inundação catastrófica no passado e tenha misturado mais o terreno ate certa cota. Não esqueçamos que essa região é propicia a inundações, como aconteceu em São Luiz do Paraitinga, ali perto. Esses vales entre colinas estão sujeitos a este tipo de problema. Se haviam edificações nessa colina e sofreram uma inundação, com certeza suas fundações cederam, e quase tudo desmoronou. E isto pode ter acontecido séculos atrás e nesse caso ninguém teria registro do ocorrido.

Para arquitetos com experiência em monumentos históricos não há grandes dúvidas, é uma ruína e não parece colonial. Mas a superficialidade em que estes blocos se encontram, poderia atestar contra sua extrema antiguidade. Ou alguém andou desenterrando–os.

Mas é preciso diferenciar estas lajes à flor da terra com a possível rampa e escada bem enterradas das fotos 4, 5, e 6. Poderia se pensar que houve deslizamentos que aumentaram a camada de terra mais em baixo.

Nesta primeira foto notamos também que a ruína ocupa o topo de um morro e ao fundo vemos a estrutura que usaram para desmontar parte da ruína. Portanto esta construção se estende numa área bem grande, evidentemente não é uma única construção, mas várias. No sopé desse mesmo morro parece haver outra estrutura enterrada perto do açude. Também parece que no topo desse morro foram usados os materiais mais nobres, como é o caso de alvenaria de pedra com junta seca e bem aparelhada. Más de longe não se pode precisar se aquilo são alvenarias de junta seca desmoronadas ou lajes abandonadas porque não se nota restos de argamassa nas lajes.

Foto 2. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 2] Aqui vemos as lajes padronizadas, mas onde se percebe que não há cantos tão vivos, mas são bem arredondados. Nesta foto fica difícil avaliar as dimensões, mas pelo tamanho das folhas das plantas parece que estas lajes não são muito grossas, talvez uns 15cm de espessura. Poderíamos continuar, por enquanto, a desconfiar que fosse material para uso no século XIX. Também haveria que admitir que fosse uma construção anterior a ocupação oficial da área no século XIX, mas já no período histórico. No entanto esses cantos arredondados me fazem pensar que não foram obtidos a base de cinzel, mas por percussão de pedra com pedra. E em conseqüência sua superfície ficou com aparência de apicoado. Porém isso só poderá ser confirmado com exame no local. Mas vamos continuar admitindo que possam ser restos de alguma pedreira do século XIX. Um morro com afloramento rochoso pode ter no seu topo blocos soltos que eventualmente seriam mais fáceis de trabalhar do que uma pedreira do tipo paredão em morro, principalmente se o granito era de boa qualidade.

Foto 3. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 3] No topo do morro muita pedra, parecendo haver um bloco bem grande de aresta reta, mas é impossível dimensionar. Este panorama poderia confirmar que o local teria sido interessante para preparar blocos para uso na época colonial. Mas também teria sido muito oportuno para quem houvesse estado ali centenas de anos atrás e também posteriormente. Poderia haver uma superposição de usos em mais de uma época.

Foto 4. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 4]Na foto 4, pelos restos escavados de maneira desordenada, nota-se que escavaram ate o recheio entre os blocos dificultando sua interpretação. Podemos ver o que na foto parece ter sido uma escada rústica, o tipo de escada de caminho empedrado onde se misturam às vezes com partes em rampa. Neste caso o trabalho já é menos sofisticado que em relação aos blocos das fotos 1 e 2. Aqui os blocos não foram padronizados. Pode fazer parte de uma rampa mista com escada que era muito comum na América do Sul tanto na pré-historia quanto já no período histórico. Diria que é uma escada, com certeza.

Foto 5. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 5] Na foto 5 parece o que teria sido uma rampa, mas escavaram demais. Nota-se claramente que ela sobe suavemente em direção ao topo do morro. Quem olha o que sobrou terá alguma dificuldade para interpretar. E é uma rampa larga, não parece um simples caminho pavimentado com pedras como se fazia na época colonial. A colocação das pedras alinhadas é muito sugestiva. Houve uma preocupação de alinhar as pedras, até quando isso não seria necessário. A não ser que se intercalassem degraus e rampa, e nesse caso haveria que fazer alinhamentos, é o que está parecendo. Outra observação importante é o espaçamento entre as pedras, parece haver uma preocupação rígida de manter um determinado espaço e que poderia ser o de encher com argamassa de barro de maneira a que as pedras não ficassem bambas. Todo pedreiro quando assenta lajes ou pedras em um piso deixa espaço para a junta, que será preenchida com argamassa. Evidentemente que argamassas fracas, como deve ter sido o caso, vão se desfazer e com o tempo e viram barro. Aqui parece que existiu uma norma de trabalho padronizada.

Olhando a fileira de pedras que sobraram e algumas outras isoladas, nota-se que parecem estar afundadas do lado direito, partindo do principio de que tenham sido colocadas mais ou menos niveladas. Este desnivelamento costuma acontecer em pavimentações de paralelepípedos ou outros materiais de pequenas dimensões, quando colocados em ladeiras sobre camada de material não rígido e sofrem a tração de cima para baixo. Acabam ficando inclinados em relação à superfície original do pavimento. Principalmente quando o transito é mais pesado. Mas sem examinar a colocação das pedras no local é difícil garantir que isto possa ter acontecido. Poderia significar que por ali passaram mulas ou carros de bois. O transito de pessoas apenas não causaria esta deformação. Haveria uma ultima explicação para o desnível das pedras. Pelo que sabemos foi usado um trator para fazer parte da escavação. As esteiras do trator fariam esta deformação. Só pelas fotos é difícil dizer.

Por outras informações que me chegaram foi dito que havia uma parede muito bem feita, e foi demolida porque acharam que “havia uma câmara dentro da pirâmide” (?!). Também foi achado um vaso, segundo disseram. Essa parede inteira e esse vaso teriam falado muito. Por essas mesmas informações, deduzo que nessa área da foto 5 havia uma pequena edificação. Não é tão difícil ir cavando, mesmo que não seja com métodos tradicionais de arqueologia, e perceber o que é um piso, uma parede, uma rampa. Mas como o terreno e a topografia foram alterados é mais difícil fazer a interpretação.

Foto 6. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 6] A foto 6 é a mesma foto que a de número 4, só que tirada desde o lado direito. Notam-se blocos bem grandes, que evidentemente não faziam parte de uma parede. Com certeza era um piso. Na outra foto parece uma escada, ou mesmo uma mistura de rampa e escada. Repare na preocupação de alinhar os blocos. Existiu uma diretriz rígida de método de trabalho. Mas para que blocos tão grandes? Parece um desproposito usar blocos tão grandes para uma pavimentação. Só se justificariam se fossem para uma fundação, onde subiria uma parede.

Pelo cabo da enxada que vejo ao fundo poderia dizer que o bloco maior, o que se encontra com a enxada, deve ter 1.80m de comprimento, 0.40m de largura e 0.65m de altura. Isso dá um peso de 1200 quilos. Vale a pena fazer outra observação. Normalmente quando se trabalha com elementos de alvenaria se intercala a junta entre um elemento e outro. Ao menos fazemos isto em paredes, para amarração, mas aqui se nota que os blocos estão alinhados, e em sua maioria, nas duas direções. Bem ou mal as juntas deixam uma passagem livre, entre os blocos. Perguntaria, o que havia entre eles? Material que permitisse drenagem ou argamassa? Se alguém teve o trabalho de pensar nisso, conhecia a importância da drenagem para a estabilidade de uma construção. E mesmo que fosse argamassa permitiria alguma facilidade a mais do que a superfície da pedra. Está parecido com técnicas andinas. Nas culturas andinas e principalmente os incas, usaram a alvenaria de pedras irregulares ou sem acabamento com argamassa de barro. A este tipo de alvenaria se chamava de PIRKA. A medida que as edificações eram de uma importância religiosa ou política maior, se usava alvenaria de pedra seca muito bem feita e polida. As alvenarias de acabamento polido e perfeito tem o nome de ”INCA IMPERIAL”. Era comum em qualquer sitio ter todos os tipos de alvenarias. Quando a alvenaria de pedra seca não é tão sofisticada como a chamada INCA IMPERIAL é chamada de ENCHASED. E o exemplo típico de alvenaria ENCHASED é o templo das três janelas em Machu Pichu. As lajes e os blocos que aparecem na ruína de Natividade da Serra são similares ao tipo ENCHASED. Não podemos afirmar que aqui tenha sido o caso, mas a titulo de comparação, serve.

Foto 7. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 7] Mais pedras emparelhadas. Não dá para dizer a que elemento pertenciam. Escavando de maneira caótica se perde a interpretação do que vai aparecendo. Notam-se manchas na pedra. É possível que algum objeto possa ter se desintegrado, deixando esta mancha ou pode ser apenas uma alteração causada por algum mineral. Ou mesmo derramaram algum liquido durante a escavação.

Foto 8. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 8] Na foto 8 vemos o local onde havia parte da construção. Mas pela foto podemos dizer varias coisas. À direita o morro sobe e vai ate aquele ponto da foto 1. A rampa que vimos estaria na posição de quem tirou a foto subindo para a direita. Ao fundo se vêm os prédios do Hotel Fazenda Palmeiras. Antes deles o açude, encoberto pelo mato. O que deve ter acontecido neste local é que sendo um conjunto de construções em um morro, com o tempo e as árvores nascendo e morrendo, foi sendo descalçado superficialmente e com a erosão foi desmoronando e ficando com a forma bruta de algo piramidal. Tenho certeza que muita gente achou que o assunto não era sério exatamente porque o descreveram como uma pirâmide. As pessoas imaginam logo a pirâmide de Quéops.

Também não entendo porque a comparação com coisas longe da América do Sul. Foi comparada a monumentos de sinalização no México. Não é preciso ir muito longe para ter coisas similares. Dá para perceber que estamos aparentemente diante de ruínas claras de um complexo construtivo distribuído, principalmente ocupando um morro, que não parece muito alto. Diria que a metodologia usada é muito similar a construções de culturas andinas. Aquelas lajes das fotos 1 e 2 são parecidas a blocos de alvenarias de pedra seca incaicas. E tenho informações de que há mais fotos com blocos de outras dimensões, mas não as vi ainda.

Quem defendeu a teoria de possíveis incursões de culturas andinas ate São Paulo, mais especificamente dos incas, foi o arqueólogo Luiz Galdino, associando o assunto às trilhas indígenas chamadas de Peabiru. Ele desenvolveu o tema no livro “Os Incas no Brasil”, infelizmente esgotado.

O tipo de lajes seguindo um padrão de paralelogramo como vemos nas fotos, se não tem nada a ver com trabalhos de nossa época ou com culturas andinas só encontraríamos um paralelo nas culturas do Mediterrâneo, inclusive pelo tamanho e peso das pedras.

Deveria ser começada uma pesquisa com escavações pelo topo do morro, onde com certeza vai aparecer mais rapidamente a parte menos afetada das construções. Ou pelo menos tirar a limpo se se trata de lajes abandonadas ou se pertenceram a uma construção.

Foto 9. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 9] Este bloco da foto 9, segundo referido no inicio, tem 1.75m de comprimento por 0.35m de altura por 0.75m de largura, e podemos calcular seu peso em 1200 quilos. Com certeza não era um pilar. Poderia fazer parte de uma parede. Mas o que me parece mais provável é que tenha sido uma arquitrave (verga) de janela ou de porta. Seria interessante saber onde exatamente foi achada essa peça. Nesse caso a parede teria 0.75m de largura e provavelmente seria de alvenaria de pedra seca (sem argamassa) ou se fosse de uma construção mais rústica teria argamassa de barro.

Curiosamente, se substituíssemos uma das três que estão no templo das três janelas em Machu Pichu, pela peça da foto, provavelmente passaria desapercebida. Assim como as lajes mais finas que vemos no topo do morro são quase idênticas às lajes que funcionam como arquitraves nas chamadas hornacinas (janelas falsas na parte superior das paredes, ou nichos) nesse mesmo edifício. E estou considerando largura, altura e espessura.

Foto 10. Clique na imagem para ampliar.

[Foto 10] Templo das três janelas vista externa, notem-se as arquitraves.

[Foto 11] Peça encontrada em Natividade da Serra comparada com a arquitrave do Templo das Três Janelas. Pusemos as peças ao contrario para ficarem em melhor posição de comparação.

São muito diferentes? Não parece. E tem praticamente as mesmas medidas e proporções. A de baixo é ligeiramente mais grossa. Pode ser coincidência, apenas. Ou não.

Foto 11. Clique na imagem para ampliar.

No Templo das três janelas em Machu Pichu, as janelas medem 1.32m de altura, do parapeito atá a arquitrave. Sua largura media é de 0.90m (essas duas medidas são exatas). Portanto a peça da arquitrave mede algo assim como 1.80m de comprimento. Sua altura, pelas proporções, anda pelos 0.40m, e dá para estimar a largura da parede em torno de 0.70m. Portanto a arquitrave da janela do templo avaliando pela foto e considerando que a janela tem 1.32m de altura, tem aproximadamente:

1.80m de comprimento por 0.70m de largura por 0.40m de altura.

A peça achada no local tem:

1.75m de comprimento por 0.75m de largura por 0.35m de altura.

Confirmadamente, segundo o relatório do geólogo Paulo Roberto Martini. E é preciso levar em conta que devo ter errado a exatidão das medidas porque as estou avaliando pela foto. É uma coincidência muito grande.

Em todo o mundo, em todas as épocas sempre foi comum usar as medidas do corpo para padronizar construções. Côvado (antebraço), palmo, pé, etc. Fiz uma comparação com as medidas brasileiras antigas, mas não correspondem exatamente. Vejamos: um pé, era um palmo e meio, que são 33cm, o bloco tem 35cm de altura. Um côvado tinha 66 cm, o bloco tem 65cm. Quer dizer que as medidas de largura e altura andam bem perto de padrões antigos brasileiros. Mas no comprimento teríamos para comparação, a braça com 2.20m e a vara com 1.10m. O bloco tem 1.75m. Nesse caso não haveria muita relação. Faço a seguir um comentário sobre medidas incaicas, porque é evidente que numa possível construção fosse sempre necessário ter alguns parâmetros básicos para, ao menos, portas e janelas. E se a construção fosse de natureza militar, religiosa e administrativa esses padrões obedeceriam a regulamentos rígidos.

Os incas tinham uma medida chamada RIKRA, que era a distância entre os dois polegares com os braços estendidos horizontalmente (no meu caso daria 1,79m, minha altura é de 1.82 m). Um homem mais baixo estaria pouco abaixo disso, porém trabalhadores ou soldados criados no esforço desde jovens teriam braços desenvolvidos, e poderíamos ficar com os 1.75m, ainda que tivessem menor altura.

O chamado CUCHUCH TUPU era correspondente ao côvado português, ou seja o antebraço com a mão estendida medido da ponta do dedo maior até o cotovelo (os egípcios também usavam esta medida). Os incas também usaram o palmo, e o YUKU, que era a distância entre o polegar e o índice (no meu caso o YUKU daria 17cm, mas um homem com a mão menor daria 15 ou 16 cm).

É evidente que com as diferenças antropométricas das diferentes raças é preciso adaptar as medidas. Como uma coincidência temos essas medidas nos blocos de Natividade da Serra. Os blocos da foto 2 mediriam um YUKU de espessura e o bloco da foto 9 mediria um RIKRA de comprimento, aparentemente exatos.

Foto 12. Clique na imagem para ampliar.

[Foto12] Lajes que compõem as arquitraves dos nichos (Hornacinas) no templo das Três Janelas. Compare com as lajes da foto 2. Coincidência ou não?

Se fosse possível fazer uma analise das pedras que existem no local teríamos muitas outras conclusões, em função de cortes e formas. Seria um estudo interessante, que nos poderia indicar um caminho a aprofundar.

Quando se está tentando responder a uma incógnita onde não temos dado algum, qualquer pista tem que ser analisada como viável. Ate que alguns dados comecem a se relacionar entre si. Se não se pode afirmar nada, tampouco se pode descartar nada, em princípio.

Existe mais um fato a esclarecer e ser levado em conta. Em 1890 tentou-se fazer uma ferrovia de Ubatuba a Taubaté, que chegou a ter 84 km quase prontos. Teria muitos túneis e pontes. Evidentemente iria precisar de muita pedra, que com certeza era conseguida nas imediações e em vários pontos próximo do traçado da via. Ficaram muitas obras de arte prontas pelo caminho quando a estrada de ferro foi parada em sua construção em 1894. Poderia ter havido alguma atividade de extração e preparo de pedras na área do sitio. É uma possibilidade grande, mas não certa. De qualquer maneira há que ser feita uma analise no local, sem duvida. Devo lembrar que quando comentei a foto 5 falando de uma possível rampa, observei que parecia ter havido transito mais pesado sobre ela. Nessa hipótese seriam carros de bois transportando pedras provavelmente desde o alto do morro E nesse caso a construção que teria havido, seria dos operários. Mas há relatos de que a via só chegou de Ubatuba até o Bairro Alto, antes do Bairro Palmeiras.

Foto 13. Resto de uma das pontes da ferrovia.

[Foto13] Mas tudo isto tem que ser comprovado em campo. E mesmo que seja uma construção do período histórico brasileiro merece alguma pesquisa. Porque não parece haver notícia de ocupação da área no período colonial. Uma avaliação definitiva do sitio e da área só poderá ser feita no local, e com uma equipe multidisciplinar. Também há informações de que existem mais ruínas em propriedades vizinhas.

Espero que estas observações ajudem a ter uma idéia mais clara e realista do sítio e de suas possibilidades.

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Visões de anjos na Bíblia eram um tipo de “sonho lúcido”

Posted by luxcuritiba em dezembro 29, 2011

Encontro com anjos e outras experiências religiosas podem ter sido apenas “sonhos lúcidos”, sugere um novo estudo que analisa “experiências fora do corpo”.

Um grupo de cientistas americanos fez um teste com 30 voluntários para tentar recriar o relato bíblico em que um profeta foi ajudado por um anjo.

Os pesquisadores da University of California, em Los Angeles, dizem ter uma explicação científica para o relato bíblico.

O Centro de Pesquisas de Experiências Fora do Corpo, com sede em Los Angeles, afirma em seu site que pode ensinar as pessoas a entrar e controlar uma ‘fase’ de separação corporal. Durante quatro finais de semana, 24 dos 30 voluntários afirmaram ter vivido pelo menos um “sonho lúcido” ou “semiacordado”.

Durante esses sonhos, entre 11 de novembro e 11 de dezembro, eles foram instruídos a tentar separar-se do seu corpo físico, e em seguida, procurar conscientemente por anjos em sua casa.

“Se um voluntário tinha êxito em experimentar a projeção para fora do corpo, eles deviam tentar encontrar um anjo em seu quarto, e depois comer alguma coisa, para reproduzir exatamente o relato da Bíblia em 1 Reis 19:4-6?, explicou o coordenador do estudo.

Segundo a Bíblia, o profeta Elias adormeceu sob uma árvore depois de fugir para uma floresta e pediu para morrer, de tão exausto que estava.

Mas foi auxiliado por um anjo que o acordou e ofereceu-lhe pão e água. De acordo com as Escrituras, Elias se alimentou e depois voltou a dormir.

Os voluntários que não conseguiram repetir este fenômeno foram convidados para tentar novamente. Segundo o estudo, 15 dos 24 entrevistados alegam que tiveram êxito. Nove desses 15 sonharam com um anjo e com alimentos. Os outros seis disseram que viram apenas um anjo.

“Pode-se afirmar com muita confiança que a maioria dos acontecimentos bíblicos que ocorrem no ‘limiar do sono’ foi resultado de sonhos lúcidos (falso despertar) espontâneos”, concluiu o estudo a partir dos resultados obtidos.

Uma voluntária identificada como Debbie H. que fez de 15 a 20 tentativas, relata:

“Quando acordei pela segunda vez e estava fazendo aquilo, definitivamente parecia que alguma coisa diferente aconteceu comigo. As vibrações eram muito fortes e eu sei que minha respiração ficou mais pesada e mais profunda. Tentei levitar e consegui me ver fora do meu corpo. Eu pensei: ‘É isso’, e imediatamente foi procurar o anjo… No canto do meu quarto, definitivamente senti que ele estava lá … Eu perguntei ao anjo quem era e ele respondeu que era Gabriel! Era a imagem bastante tradicional um anjo, com grandes asas. Então fui procurar comida, encontrei uma maçã na cozinha e dei uma mordida”.

Originalmente, 100 voluntários se voluntariaram para o estudo, de acordo com seu website. Contudo, a maioria recusou um maior envolvimento ao saber do que se tratava alegando “medo, objeções religiosas ou outras preocupações.” Seis dos 30 voluntários selecionados afirmavam já ter experiência com “projeção astral”.

Um desses voluntários é identificado como Michael R. Ele descreveu assim sua experiência: “Eu acordei tentando retirar os fones de ouvido, mas rapidamente percebi que eu não estava mais ali. Eu me concentrei passei a procurar um anjo atrás da porta. Quando eu abri, não era um anjo, era a minha avó, dormindo em uma cadeira. Virei as costas e tentei imaginar que podia ser um anjo no lugar da vovó. Quando fiquei de frente para a sala de novo, ainda via minha avó dormindo, mas ela tinha grandes asas cinzas. Rapidamente fui para a cozinha e peguei a primeira coisa que apareceu sobre a mesa: um ovo e um pouco de carne. Imediatamente coloquei tudo em minha boca. O ovo estava cozido mas com gosto de podre. Eu quase não consegui engolir “.

Durante a experiência, Michael alega ter ficado um pouco assustado com a transformação de sua avó em um anjo e precisou relaxar para completar sua tarefa antes de voltar para o seu corpo.

Michael Raduga é o idealizador do centro de pesquisa e escreveu um livro sobre experiências fora do corpo.

Ele explica que seu objetivo principal, depois de vários anos pesquisando sobre o domínio dessa técnica, é “acabar com o estereótipo de que viagens fora do corpo são algo fictício ou extremamente difícil”.

Com esse novo estudo, ele tentou “justificar a menção de sonhos lúcidos na Bíblia”, provando que qualquer um pode passar por isso.

O centro de pesquisa afirma que pode ensinar qualquer pessoa a sair do corpo, através de aulas, livros e vídeos. A maioria de seus alunos afirma ter conseguido.

De acordo com um comunicado à imprensa, eles tiveram êxito em 50% das tentativas feitas ao longo de 1 a 3 dias. A taxa de sucesso sobe para 90% quando foram mais de 20 tentativas.

O estudo conclui que a experiência dos voluntários ao ver anjos e alimentos foram causados ??por “interesses ou pensamentos antes de adormecer”. Não eram estímulos externos como uma visita celestial. “Quase todos os indícios e relatos apoiam esta conclusão”.

http://arquivosdoinsolito.blogspot.com/2011/12/visoes-de-anjos-na-biblia-eram-um-tipo.html

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Pirâmide e bolas de pedra na Itália

Posted by luxcuritiba em dezembro 28, 2011

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santa agataA história foi relatada pela primeira vez por Leonardo B. Romano de Santa Agata dei Goti. Uma revista italiana publicou seu texto e fotos em Setembro de 2008. Gabriela Lukács entrou em contato com Romano e visitou o local duas vezes (Novembro de 2008 e Octubro de 2009) e verificou a existência da alegada pirâmide e das bolas de pedra.

Localização da pirâmide:

Santa Agata de Goti: 40 km NE de Nápoles/Itália
Coordenadas: 41°05’51N/14°31’22E
INSTRUÇÕES: 1 hora de carro de Nápoles para Benevento

Uma colina em forma de pirâmide com bordas distintas e cujo ponto mais elevado pode ser visto da cidade de S. Agata. A melhor vista é do terraço do restaurante “Finestra Catalana”.

Colina piramidal: elevação da colina 348m, altura aproximada da estrutura de cerca de 80 a 100m, orientação para os pontos cardeais, 1,5km de distância de S. Agata na direção NE.

Vegetação: As oliveiras crescem em terraços construídos a partir de paredes de pedra seca (sem massa de rejunte). Os terraços se estendem até o topo da colina no lado que dá para a cidade.

Os mais antigos vestígios do homem, com 350.000 anos e pertencente ao Homo erectus, foram encontrados impressos em cinzas vulcânicas, nas proximidades de Caserta (10 km a noroeste de St. Agatha)

Acesso: Não há uma rua que leve até o topo da colina pirâmide. Há uma trilha que segue o aqueduto do século 17 que traz água do Monte Taburno ao castelo real Caserta. A torre de água marca a borda da colina piramidal.

Escavações: Nada se sabe até agora, nenhuma escavação foi feita ainda no morro. A área é habitada desde tempos pré-históricos. Uma cidade antiga, Saticula, é citada por Homero, e fala-se que existia na área de S. Agata já em 343 aC. Obras de construção para uma auto-estrada para Benevento trouxeram à luz tumbas pré-históricas e peças de cerâmica.

Pegadas do diabo: Uma descoberta sensacional foi feita em 2007, perto de S. Agata: as pegadas mais antigas do homem (homo erectus) gravadas em cinzas vulcânicas.

Túneis: Um complexo extenso de túneis subterrâneos é relatado pela população local, que se estende desde a cidade de S. Agata até a montanha pirâmide. Foi detectado durante a construção da tubulação de gás feita há 15 anos atrás.

stone ball3Esferas de pedra: Misteriosas bolas de pedra são encontrados na área de S. Agata há gerações. Elas podem ser admiradas em casas e jardins particulares. As esferas são tão conhecidas que há até uma lenda sobre elas, chamada “A lenda das 3 esferas de pedra”. Segundo a lenda, se você encontrar uma esfera de pedra no chão, deve procurar por outras 2 bolas de pedra que devem estar escondidas próximas umas das outras. No meio dessas três esferas você vai encontrar um tesouro.”  Esta é uma velha lenda contada em S. Agata.

Bolas de pedra podem ser encontradas em todo o mundo. Elas vêm em todas as formas e todos os tamanhos, desde a forma de esfera perfeita até formatos de ovo, pesando até 16 toneladas em alguns casos. Sua idade e origem ainda é enigmática, apesar de os geólogos poderem explicar a composição de algumas delas.

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Esfera de pedra na Casa Mauriello.

Nas proximidades de S. Agata o sr. Romano encontrou cerca de 10 locais onde os proprietários tinham colocado esferas de pedra em seus jardins privados. A maior esfera que ele encontrou foi em Razzano, com diâmetro de 120cm. Romano tem documentado todas as esferas com o tamanho, localização e composição. Em novembro de 2008 ele lançou uma chamada pública para bolas de pedra, esperando que mais alguns donos de esferas de pedra revelassem o seu segredo tão bem guardado.

Durante uma visita a pirâmide de S. Agata, G.Lukacs, teve o prazer de ser recebida nos domicílios dos moradores. Na Casa Mauriello, um romântico café e parada para lanches, foi-lhe mostrada mais uma esfera de pedra de tamanho extraordinário. Também no distrito de Bosco Cupo há esferas de pedra (com 70 cm de diâmetro) em jardins privados.

A grande surpresa veio do Royal Nápoles ‘Castle: pelo menos 100 esferas de pedra com formas perfeitas são armazenadas lá, no pátio ao lado das muralhas da fortificação. Amontoadas em uma pilha de três, as esferas são cinzas ou brancas, com 40-60 cm de diâmetro, algumas muito gastas pelo tempo, com incisões e cortes, algumas polidas como bolas de gude.

Elas têm sido usadas ​​como munição para catapulta? pesando 100-200 kg? Onde está a catapulta? Nenhuma à vista!

Colina cônica: Há um monte perfeitamente cônico, na vila de Moiano, próxima a S. Agata, visível a partir da colina pirâmide. Parece ser um túmulo ou uma lápide.

Imagens do Google Earth (clique nas imagens para ampliar):

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O senhor italiano, Leonardo B. Romano, morador de S. Agata de Goti, uma cidade perto de Nápoles, assistiu um documentário sobre as pirâmides bósnias. Então bateu-lhe como um relâmpago que ele tinha uma visão idêntica a partir da varanda de sua casa, como um morro piramidal coberto por grama com bordas pontudas e uma base quadrada.

Ele sempre quiz saber o que este monte de formas estranhas era exatamente, mas nunca pensou em fazer pesquisa. “O que está na frente dos seus olhos todos os dias, não é de interesse especial depois de algum tempo”, diz ele. Mas depois de ter visto o documentário sobre a pirâmide bósnia estava convencido de que sua cidade de Santa Agata dei Goti tinha uma estrutura piramidal como uma de suas colinas.

O que o convenceu ainda mais foram as imagens das bolas de pedra em Zavidovići na Bósnia. Como agrimensor aposentado já tinha visto muitos terrenos e conhecia a paisagem local muito bem. Ele se lembrava de ter visto as bolas de pedra nos jardins das pessoas e começou a pesquisar melhor o assunto.

Ele já coletou dados para sua hipótese de que existe uma estrutura piramidal colossal escondida debaixo da colina de S. Agata. A rede de túneis parece ligar a cidade e o morro, e numerosas bolas de pedra, que vão de 40 a 100 cm de diâmetro, tem alguma ligação ainda desconhecida com ambos.

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Pirâmides na Itália?

Posted by luxcuritiba em dezembro 27, 2011

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Três pirâmides alinhadas entre si, com idade estimada em 3 mil anos, foram descobertas nas proximidades da cidade de Montevecchia, a 40 Km de Milão, no norte da Itália. São as primeiras construções do tipo achadas naquele país e desafiam os arqueólogos. Antes de serem identificadas em fotos de satélite no ano 2001, eram vistas como simples colinas pelos moradores da região.

As pirâmides italianas não são construções feitas de blocos de pedra, como as do Egito. Foram cavadas na terra. Apesar da área de Montevecchia ser habitada desde a pré-história, até agora não foi achado qualquer tipo de pintura ou objeto que ajude na datação desses monumentos, que se erguem junto ao Vale Curone. O povo que os construiu era formado por caçadores da era Pré-Histórica. Hoje, é como se Montevecchia fosse um país à parte na Itália, com apenas 2 mil habitantes. A região é conhecida por seus bons vinhos.

A distância entre cada pirâmide é exatamente a mesma que há entre as pirâmides da planície de Gizé, no Egito.

Distâncias: P1 a P2 = 515m, P2 a P3 = 565m.

As pirâmides foram investigadas pela primeira vez pelo arquiteto Vincenzo DeGregorio, em 2003, através de fotos aéreas. Se a descoberta de Vincenzo estiver correta, e as colinas apontadas forem de fato pirâmides, então a estrutura maior teria em torno de 150m de altura, mais alta portanto do que a pirâmide de Quéops no Egito, com 146m de altura. A revista checa WM 2003 publicou um relatório sobre sua pesquisa em 2003.

Vista aérea das pirâmides de Montevecchia.

As pirâmides estão completamente cobertas por terra e vegetação e parecem ser colinas naturais. Em maio de 2003, o editor chefe da revista WM, Georg Wojnar, junto com sua equipe, visitou a área para fazer um levantamento inicial. A conclusão da equipe apareceu na edição de junho de 2003 da revista WM.

Montagem sobre a visão panorâmica das tres pirâmides, delineando seus contornos.

A primeira pirâmide teve uma medida de base estimada em 100 metros, com uma altura de 50 metros. No total, três pirâmides em potencial foram pesquisadas, com uma pirâmide mostrando sinais claros de pedras trabalhadas em sua estrutura, próximo a superfície. Foi descoberta também uma plataforma com uma superestrutura oblonga, com um tamanho de 18 por 9 metros.

Todas as três estruturas tinham uma inclinação de 42/43 graus. Os lados de todas as pirâmides estavam alinhados e eram defasados ​​a partir dos pontos cardeais em aproximadamente 7 a 12 graus nordeste. A equipe ficou em dúvida se isso era um erro no projeto ou um sinal de algo mais intrigante.

Topo da pirâmide P1.

Das pesquisas aéreas iniciais houve especulações quanto a sua disposição em comparação com as pirâmides do planalto de Gizé – e, assim, com o Cinturão de Orion. A equipe da revista afirmou que suas pesquisas no local haviam mostrado que as pirâmides estavam alinhadas com a passagem de Orion ao nascer do sol no solstício de verão. Os pesquisadores resolveram chamar o local de “o Gizeh italiano”.

Em Outubro de 2007, Gabriela Lukács e seu colega pesquisador Nenad Djurdjevic de Bergamo, fez uma viagem de investigação a Montevecchia. Eles apresentaram os resultados de suas investigações na Conferência ICBP em Sarajevo, em Agosto de 2008.

Os três montes piramidais são os maiores vistos a partir da pequena cidade de Montevecchia. A parte antiga da cidade está localizada em uma colina com o mosteiro carmelita situado no topo do monte mais alto. “E esta foi uma grande surpresa para nós: esta área é uma bacia enorme com 7 a 9 montes piramidais que a rodeiam”, disseram os pesquisadores. “As três colinas identificadas e determinadas como pirâmides por V. DeGregorio podem facilmente ser vistas e não são as únicas na área!”

Pedras trabalhadas e encaixadas. Não são formações naturais.

A pesquisa de Gabriela e Nenad trouxe um adicional de 13 surpresas e uma nova abordagem para as “colinas de Montevecchia”, a saber:

1- De 7 a 9 colinas e terraços em forma de pirâmide podem ser vistas na área de Montevecchia.

2- Não são apenas as suas formas piramidais que são claramente visíveis, mas também seus níveis (degraus), bordas e topos achatados.

3- Dois morros são paralelos e seus lados estão alinhados com um ligeiro desvio de 12/07 ° com relação aos pontos cardeais. Uma das colinas está ligeiramente diferente na posição e alinhamento.

4- Os caminhos de ascensão que levam ao topo seguem as bordas nas laterais SE + SW.

5- Todos os três morros estão conectados uns com os outros por um caminho NS, respectivamente SN.

6- P1 + P2 (vide foto acima) tem terraços escalonados cobertos com grama, P3 é completamente escondida sob árvores e arbustos.

7- P1 tem um topo plano, com 11 ciprestes, mais 1 pedra altar (no lugar de uma árvore cortada).

8- P2 tem um planalto elíptico com 9x18m, construído a partir de enormes blocos de pedra, moldados e cortados para encaixar no lugar. Ambos os centros da elipse ainda podem ser vistos no planalto.

9- Do alto das tres colinas-pirâmides é possível observar o nascer do sol, no oriente, por detrás das montanhas alpinas, tornando-as uma excelente plataforma de observação. Há um menir caído na plataforma P2.

10- Todos os terraços são construídos a partir de paredes de pedra (seca), com altura aproximada de 50 cm. As paredes de pedra (seca) são feitas de pedras retangulares moldadas com faces planas e ângulos retos, não são pedras comuns.

11- Os terraços de vinhedos nas encostas menores do vale seguem a topografia, os degraus nas colinas piramidais são completamente alinhados e nivelados.

12- A inclinação da colina é de 42-43 ° e a altura de 50m, sendo possível que a estrutura completa chegase a 150m de altura.

13- A vista em torno do vale Curone é deslumbrante. Em um dia claro é possível ver Milão.

Abaixo algumas imagens do Google Earth (clique nas imagens para amplia-las):

Mais algumas fotos da pirâmide P1:

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Etibar Elchiyev magnetiza no corpo 50 colheres

Posted by luxcuritiba em dezembro 16, 2011

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Mais um caso de magnetismo humano.

Etibar Elchiyev é fotografado ao magnetizar no corpo 50 colheres metálicas durante demonstração para entrar no Guinnes Book, o Livro dos Recordes, na cidade de Tbilisi, na Geórgia.

http://noticias.br.msn.com/fotos/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=20833184&page=2

Veja também:

‘Menino ímã’ é capaz de transportar até 25 kg de metais presos ao corpo
‘Menino Magneto’ perde poderes de imã quando está dormindo

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