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Posts Tagged ‘Pirâmide’

A Pirâmide na Beleza da Mulher

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

É muito fácil a mulher tornar-se mais bela, sem muito dispêndio monetário usando para isso os recursos tão eficientes e já bastante conhecidos pela humanidade.

Com explicações simples eu demonstrarei como é fácil tornar-se mais bela.

Adquira uma pirâmide de cristal, de 25 milímetros em diante, certifique-se, porém de que a mesma realmente é cristal e não cristal sintético.

Coloque-a em uma vasilha de vidro ou louça, derrame à sua volta água à vontade, até cobrir o seu ápice; uma vez completada essa operação, deixe-a permanecer ali por um hora, e sua água de beleza estará pronta para ser usada.

No dia seguinte, quando você se levantar, faça a sua higiene matinal, sem se alimentar, sem cafezinho e nem cigarro.

Em seguida, coloque ao lado de sua cama uma vasilha de vidro ou louça com água energizada suficiente para cobrir duas folhas de lenço de papel. Enquanto elas se umedecem, lave o seu rosto com sabão neutro, e enxugue-o com uma toalha não usada e de preferência fina; em seguida deite-se na cama apanhe lentamente um dos lenços de papel, coloque-o sobre o rosto fazendo uma leve pressão, para que o mesmo fique colado ao rosto, tampando também os olhos; a seguir, apanhe o segundo lenço e proceda da mesma forma, de modo que fique sobre o nariz uma sobre para retirá-lo.

Fique deitada até o papel seca, quando você perceber que o papel está secando, apanhe com a mão esquerda o lenço superposto e lentamente retire-o do rosto. Ao final das duas retiradas você verá a olho nu, ou através de uma lupa, o que estava escondido dentro de seus poros.

Após umas duas ou três operações desta, você começará a notar a sua pele mais lisa, linda como se fosse um cetim e as rugas formadas nos cantos dos olhos ou no rosto, jamais a perturbarão.

Fonte: A pirâmide e o mundo novo, Abeilard Gonçalves Dias, Livraria Ciência e Tecnologia Editora, São Paulo-SP, pp. 91-92.

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A Pirâmide e o Estado Alfa

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

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Existem muitos meios para se conseguir entrar no elevado estado de alfa. Porém, através de uma pirâmide pode-se conseguir um meio mais prático.

A meditação através de uma pirâmide nos areja a mente, equilibrando as nossas energias, para que possamos obter um estado de profundo relaxamento.

A prática não requer experiências anteriores, nem mesmo se prende ao misticismo, ou qualquer religião, é apenas um estado de elevação energética, capaz de dar à mente, tranquilidade e muita paz.

Coloque uma pirâmide de um metro e vinte centímetros de altura aproximadamente, em posição norte-sul magnético, em lugar ermo e sossegado, evitando, o quanto possível, ruído, capaz de perturbação.

Vinte minutos após seu posicionamento, ela já estará carregada, capaz de dar energias suficientes para o que nos propomos fazer (estado alfa).

Deite-se dentro dela, em posição horizontal, não precisando obedecer à posição norte-sul.

Em seguida, feche o olhos, sem esforço, respire fundo, lentamente, por três vezes, e mentalmente, comece a pensar.

Não devo cruzar as mãos e nem os pés, agora na minha posição confortável, eu vou sentir as minhas mãos leves, bem leves, meu corpo irá flutuar lentamente, subindo, até alcançar o estado de alfa, por mim desejado, no espaço de dez minutos, quando deverei voltar.

Em seguida, comece a contagem regressiva:

10 – 9 – 8 – 7 – 6 – 5 – 4 – 3 – 2 – 1, lentamente.

Após a contagem dos primeiros cinco algarismos interrompa a mesma e mentalmente diga:

Vou deixar aqui todas as minhas preocupações materiais e espirituais e todos os tipos de problemas relacionados a mim neste momento.

Agora, já estou com a mente limpa e lentamente irei subir, minhas mãos estão formigando, meu corpo crescendo, (e continue) 5 – 4 – 3 – 2 – 1.

Em seguida, mantenha-se em silêncio e aguarde os resultados que deverão ser magníficos.

Fonte: A pirâmide e o mundo novo, Abeilard Gonçalves Dias, Livraria Ciência e Tecnologia Editora, São Paulo-SP, pp. 44-45.

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A Pirâmide e a sua Utilidade

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

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Tudo nesta vida é constituído de energia e matéria, se bem que matéria também é energia, segundo as leis da física oficial. Se assim encararmos, logicamente, a energia das formas jamais poderá ser desconsiderada, pois estaríamos desmerecendo as próprias teorias da física oficial. Citaremos aqui, outros exemplos, apenas com informação.

Se uma réplica de pirâmide, seja qual for seu material, posicionada Norte-Sul magnético, é capaz de: centralizar uma energia física; mumificar um ovo; desidratar uma carne; concentrar perfumes; concentrar remédios; conservar alimentos; vitalizar sementes; equilibrar um neurótico; acalmar nervos abalados; tirar tensões emocionais; energizar águas; amenizar dores e estimular tratamentos; por que não ser considerada ciência oficial, uma vez que essa mesma energia está enquadrada na medicina e nas Faculdades de Parapsicologia como currículo de outras alternativas?

Agora, eu perguntaria, qual a razão para que essa energia não seja aceita pela ciência oficial?

Ainda mais, na revista “Fatos e Fotos – Gente”, de 19 de novembro de 1979, uma reportagem nos mostrava testes de vários médicos de renome na cidade do México, em aproximadamente 3.000 clientes, com água Cósmica, citando excelentes resultados, até mesmo em crianças prematuras com tumores cerebrais; isto vem provar que os nossos testes e lutas em benefício da ciência médica não são infundados.

A nossa luta nada mais é que descobrir processos úteis, para que a medicina possa usá-los com certeza de um resultado positivo.

Além de todas essas informações por nós aqui demonstras, omitimos uma inúmera quantidade de pesquisadores brasileiros que constataram maravilhosas pesquisas com réplicas de pirâmides, e que por receio ou preconceito, deixaram de divulgá-las, embora tenham nos revelado, isto não aconteceu com pessoas de outros países, como: membros da University of London, Universidade da Califórnia, e até mesmo na Polônia, que nos solicitaram livros, a fim de tomarem conhecimento dessa nova ciência revolucionária, que está comprovada por cartas em nosso poder. A energia das réplicas das pirâmides é um realidade, quem duvidar, é somente perder alguns minutos e testar.

Fizemos inúmeros testes com a água energizada em uma quantidade relativamente grande de hortaliças, como: couve, alface, repolho, rabanete, beterraba, cenoura, ervilha, tomate e outras tantas, com resultados efetivamente satisfatórios, apenas como testes energéticos, para comprovar a eficiência da água e seus efeitos nos campos desejados.

A energia das pirâmides não nos deixa mais dúvidas quanto à sua eficiência, pois de todos os testes a que foi submetida, obtivemos excelentes resultados. Até mesmo nas cicatrizações mais rápidas das incisões feitas em nossa epiderme.

É fácil analisar, ela recompõe o campo energético, dando maior consistência ao tecido, a ponto de apressar o seu restabelecimento.

A água energizada será o anestésico do mundo novo.

Fonte: A pirâmide e o mundo novo, Abeilard Gonçalves Dias, Livraria Ciência e Tecnologia Editora, São Paulo-SP, pp. 31-32

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A Pirâmide e a Energia Humana

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

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Há várias centenas de anos, a energia humana vem sendo pesquisada por inúmeros pesquisadores do mundo todo. Porém, os povos que mais persistiram em suas pesquisas foram os maometanos, tibetanos, hindus e caldeus; e por fim, todos queriam saber exatamente em que consistia o corpo humano.

Mas, devido, naquela época, leis proibitivas que não admitiam que se falasse em energia humana… reis e sábios acreditavam existir no corpo humano, além de carne e ossos, nervos e músculos, apenas um espírito dominante, a matéria e nada mais.

Acreditavam ainda que, quando se falava em energia humana, estava-se atribuindo a crendices… feitiçarias e, por essa razão, foram criadas leis proibitivas, castigando, condenando, e até mesmo sacrificando aquele que ousasse falar em energia humana.

De todos os povos, o que mais sofreu, na pesquisa da aura humana, foi o hindu, pelo seu arrojado valor científico e persistente, enfrentando a tudo e a todos, a fim de levar a cabo todas as experiências que porventura tivessem como saliência o ser humano.

Na teoria do maometanos e tibetanos o homem receberia energia diretamente da luz solar que deveria penetrar no cérebro, dando às células forças para sobrevivência.

O Hindus, muito mais aguerridos à pesquisa humana (admitiam a possibilidade da existência de cinco cavidades microscópicas no cérebro, que receberiam, talvez, uma energia até então desconhecida, capaz de fazer funcionar as células cerebrais.

As pesquisas se intensificaram e correram o mundo.

Todos pesquisavam secretamente, quando em 1935 aproximadamente, vinha a público o casal Kirlian, conseguindo provar, através de uma kirliangrafia, a existência de uma energia na periferia do corpo humano.

Mais e mais se interessaram os pesquisadores pela energia humana, por mais esse fio de esperança que se abria em suas frentes, quando, por volta de 1938, nos Estados Unidos, um pesquisador inglês admitia a possibilidade de penetração de uma energia no cérebro humano, vindo confirmar a teoria dos Hindus.

Depois de intensas pesquisas e de longo tempo, chegou-se à conclusão de que, realmente, cinco cavidades microscópicas existentes no cérebro humano eram receptoras e emissoras da energia humana.

Mas, que energia seria essa?

Cósmica, telúrica, radiônica, orgônica, clutônica?

Não se tinha certeza, pois ainda não se havia pesquisado a espécie da energia penetrante no cérebro.

Seis meses após, o Rádio Biômetro em testes de um pesquisador norte-americano acusava a penetração de uma energia no cérebro humano, talvez telúrica, radiônica, ou mesmo cósmica, contornando-o com uma defasagem na altura do ombro esquerdo.

Meses após, nos vinha outra informação de que a energia em pauta era telúrica e se alojava justaposta ao nosso corpo, seguida de uma onda de vinte e um centímetros de comprimento sobrepondo-se à primeira, e que as mesmas penetrariam em nosso corpo através de nossos pés.

Em Setembro de 1940, descobríamos que uma outra energia realmente penetrava em nosso cérebro, e após orvalhá-lo iria unir-se às demais, já alojadas na periferia do nosso corpo.

Depois de longas pesquisas, conseguimos discernir as energias assim distribuídas:

Telúrica, Radiônica e Cósmica.

Energias essas, penetrantes no corpo humano, que dariam consistência ao nosso emaranhado celular.

Mas, como uma energia nunca poderá sofrer impacto com a mesma energia, em nossa opinião, as três energias deveriam trabalhar pela lógica, da seguinte forma:

Uma seria positiva, outra, a negativa e uma restante, a que iria servir de resistor, resistência, no fechamento do circuito.

Exemplificando:

Um ferro elétrico, tendo apenas uma energia, jamais aquecerá sua resistência, pois lhe faltaria uma resistência de impacto.

É necessário que haja um pólo positivo e um pólo negativo, onde ligaríamos um resistor, ou um fio níquel cromo para o encandecimento, parte elementar da eletricidade.

No corpo humano, sucede a mesma coisa; após sabermos que as energias telúrica e radiônica tinham seus princípios na terra, restaria saber se a energia penetrante em nosso cérebro, a energia detectada, logo em seguida, como sendo uma energia cósmica, viria do espaço.

Nessa distribuição seria muito difícil um curto-circuito no corpo humano, porém não impossível.

Uma vez que já eram do nosso conhecimento as principais energias constantes do corpo humano, restava-nos agora, saber seus efeitos e ações sobre o mesmo, e também as suas reações, época em que começamos a testar os seres humanos.

Depois de milhares de testes realizados, notamos que 87% tinham suas energias fora do comportamento normal e o nosso trabalho agora seria descobrir como centralizá-los.

Prosseguimos em nossas pesquisas para descobrir algo que fosse capaz de centralizá-las e somente conseguimos em 1963, através de réplicas de pirâmide de cartolina.

Partimos depois para outros materiais, chegando, finalmente, no mais arrojado e eficiente que é o cristal.

Uma vez conscientes de que a energia cósmica penetrava pelo chacra central, coronário ou mesmo centro do cérebro, sua evasão, após o aproveitamento energético, deveria se processar pelos chacras auxiliares que simbolizam as laterais direita e esquerda, ou temporal direito e temporal esquerdo, frontal e glândula hipófise e cerebelo.

Começamos a testar os comportamentos humanos com as energias fora de posição e após corrigidas.

Notamos que todas as pessoas, com as energias penetrando pelo frontal ou glândula hipófise, sofriam um esquecimento alarmante, e após sua correção, tudo voltava ao normal.

Quando as penetrações se davam pelo temporal direito, as pessoas apresentavam sintomatologia de angústias, melancolias etc. Quando se davam pelo temporal esquerdo, as mesmas tinham propensão mórbida pelo sexo oposto, taras sexuais etc., e pelo cerebelo, apresentavam sintomas de insônia, ódio, vingança, repulsa, inveja e sempre estavam com os pensamentos voltados à delinquência.

Tínhamos uma boa parte do conhecimento nas mãos para ajudar a humanidade que sempre foi o nosso mais sincero objetivo, uma vida de paz e de tranquilidade.

Restava-nos saber até onde iria essa recomposição de energia, e qual a segurança de sua centralização. E, por mero acaso, a fatalidade, que também nos traz momentos de grandes realces, mostrou-nos uma jovem, cujas energias acabávamos de centralizar, que ao atravessar a rua quase foi atropelada, bem de frente de nossa casa.

Pedimos para que ela voltasse para examinarmos de novo a sua energia e, para nosso espanto, estava fora do lugar.

Tínhamos um boa parte do conhecimento nas mãos provocar impactos em uma grande quantidade de pessoas para testar o comportamento áurico, e para nossa satisfação, com excelentes resultados.

Já podíamos afirmar que apenas um impacto emocional seria o bastante para desequilibrar a aura humana.

Muitas e muitas pesquisas foram feitas, a fim de poder selecionar todos os comportamentos áuricos, inerentes a essa energia.

Somente assim pudemos testar que muitas e muitas pessoas estavam com as suas energias penetrando por todos os pontos energéticos, tanto de recepção como de emissão.

Isto aconteceu inúmeras vezes e com relativa frequência, o que nos permitiu delinear o caminho correto, para as nossas pesquisas científicas áuricas.

A nossa equipe do Centro Nacional de Pesquisas Científicas e Psicotrônicas, cuidadosamente, começou a selecionar os casos. E assim, iniciava-se uma nova tarefa, selecionar os vários pontos de penetração de energia em nosso cérebro e seus efeitos no corpo humano.

Com essas pesquisas, conseguimos saber que a energia penetrando pelo chacra central e passando através da glândula Pineal, traz ao corpo exatamente o suprimento de suas necessidades energéticas, dando-nos consistência à vida e, consequentemente, equilíbrio ao sistema nervoso.

Sabemos que a formação de todos os cérebros é composta de dois hemisférios, sendo que o hemisfério direito comando o lado esquerdo do corpo humano e o esquerdo comanda o lado direito.

Hemisférios esses, compostos cada um, de aproximadamente 30.000 células em formatos de piramidais.

Quando à penetração se faz correta, a energia passa por esses dois globos, descendo pela glândula Pineal, fazendo com que esse mecanismo funcione religiosamente perfeito.

Quando a penetração energética se dá pelas perfurações auxiliares, o centro do cérebro ou chacra central fica desprovida de energia, pois, a mesma passará por debaixo do cérebro, razão do estado nervoso imediato.

As sintomatologias das penetrações por cavidades indevidas, causam aos seres humanos os seguintes distúrbios: confirmando dados anteriores.

Quando a penetração se dá pelo temporal direito, os sintomas são os seguintes: abstenção pela vida, melancolia, tristezas etc., quando se der pelo cerebelo, os sintomas são os seguintes: raiva, ódio, vingança, maldades, tendências à criminalidade, insônia e estado de nervos excessivo.

Quando a penetração se der pelo chacra frontal ou glândula Hipófise, a propensão é para o esquecimento, a divagação.

Quando a penetração se der pelo temporal esquerdo, a sintomatologia é: estado nervoso e propensão mórbida pelo sexo oposto, e taras sexuais.

Quando a penetração se der pela glândula hipófise, o sintoma é o esquecimento e a mente aérea.

A energia cósmica deverá penetrar pela chacra central e se esvair pelos chacras auxiliares, que é o correto.

As pesquisas se intensificaram e continuamos na esperança de encontrar uma solução para esses casos.

Em equilíbrio energético, chegamos a testar as energias das pirâmides e concluímos, que na realidade eram idênticas às energias humanas, e após muito testá-las começamos a usá-las com eficientes resultados.

Em 1952, um pesquisador, nos Estados Unidos, propagava aos quatro ventos que a energia perfeita do ser humano era a energia Cósmica.

Ora, compreendemos, então, que estávamos no caminho certo, pois, a nossa teoria era a mesma do aludido cidadão.

Foi quando começamos a construir uma grande quantidade de réplicas de pirâmides, para conseguir captar essa energia e usá-la em benefício do homem.

Começamos a testá-las na centralização energética de milhares e milhares de pessoas, com excelentes resultados, data em que começamos a centralizar as auras humanas, sem o menor risco ou prejuízo aos seres humanos.

E assim, estávamos certos de termos em nossas mãos o domínio da energia humana. Sabíamos, também, que o homem era possuidor da mesma energia contida na pirâmide de Quéops.

Nossas pesquisas não pararam aí, pois tínhamos que pensar em aproveitar essa mesma energia nas enfermidades corriqueiras, como: dores de cabeça, inflamações, enfim, saber sua total utilidade a todos nós.

Começamos a testar essa energia para saber, depois de aproveitada em nosso corpo, por onde se esvaía, foi quando pudemos ampliar os nossos conhecimentos de aura que contorna o nosso corpo, conhecida hoje entre nós por aura humana.

A rigor, o comportamento energético assim se posta: energia telúrica: cor rosada junto do corpo; a energia radiônica é de cor azulada, sobrepondo-se a rosada; e a cósmica que é de cor branca, sobrepondo-se às demais, formando assim a aura humana, sem suas três cores.

Continuando os nossos testes, passamos a detectar os corpos, principalmente quando enfermos, e para nossa surpresa, passamos a constatar que: cada lugar dolorido ou ferido, era carente de energia, e tomado de calor, intenso (febre) pois, o comando passaria a ser da energia telúrica, desprovida das demais energias. Razão pela qual hoje afirmamos que todos os lugares sem energia contêm calor e, contendo calor, logicamente, estão doentes.

Um corpo humano perfeito te, em seu contorno, três energias, formando a aura, numa espessura de aproximadamente sete a oito centímetros, obedecendo à mesma largura.

Da nossa frontal, ou testa, um jato energético d aproximadamente um metro, esvai-se do nosso cérebro, ou terceira visão.

Da nossa coluna inteira se esvai uma larga energia, formando a nossa reserva vital, que deverá ser, sempre que possível, de um metro e cinquenta centímetros,para as pessoas normais, pois para os paranormais, não há medida certa, às vezes chegam a dezenas de metros.

Qualquer deficiência energética em seu corpo físico poderá ser recomposta com a energia das pirâmides, que lhe dará pronto restabelecimento.

Portanto, chegamos à conclusão que a energia humana deverá ser cuidada carinhosamente, para que possamos sentir perfeita saúde e desfrutarmos as belezas da vida.

Fonte: A pirâmide e o mundo novo, Abeilard Gonçalves Dias, Livraria Ciência e Tecnologia Editora, São Paulo-SP, pp. 47-55.

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Terapia das pirâmides

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

Energia das pirâmides: aceitação surpreendente entre médicos de Cuba.

A imprensa de Cuba noticiou, recentemente, que médicos daquele país vêm utilizando com sucesso a terapia das pirâmides, bastante familiar aos adeptos das técnicas alternativas de saúde. A prática tem sido adotada, sobretudo, para o tratamento de pessoas que sofrem de hipertensão, asma, dores e inflamações nos tecidos ósseos e nos músculos.

Apesar de simples (a pessoa é colocada no centro de uma pirâmide tubular de alumínio para que absorva a energia ali concentrada), o método tem se mostrado tão eficiente que já começa a minar a costumeira incredulidade corrente no meio científico em relação a esse tipo de terapia. Sinal disso é a adoção da técnica pelo famoso traumatólogo de Havana Rodrigo Alvarez Coimbra, médico dos atletas olímpicos Iván Pedroso, ganhador da medalha de ouro no salto em distância na Olimpíada de Sydney, e Javier Sotomayor, que conseguiu a prata no salto em altura.

Fonte: www.terra.com.br.

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A pirâmide submersa no Triângulo das Bermudas

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

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“Voltando áquela região, saímos pelas ilhas Bari. Houve uma tempestade violenta e tivemos de parar em uma das ilhas mais próximas até que passasse. Perdemos grande parte de nosso equipamento durante a tempestade, mas assim que passou, resolvemos entrar na água.

Na água, estava tudo muito turvo. Assim que chegamos sobre a nossa zona das ‘ruínas’, verificamos que a água, embora turva, revelava as formas das construções – por toda parte aonde nos dirigíamos, de barco, de um lado para outro, víamos a forma das estruturas debaixo de nós! Escolhemos um ponto, lançamos a âncora e os nossos mergulhadores – como que em pânico – estavam na água.

Éramos cinco. Fui o último a mergulhar. É boa idéia fazer par com outro mergulhador quando se está num local deserto, e de vez em quando eu via um par de pés de pato à minha frente, no meio da água turva, e procurei acompanhá-los. Nisso fiquei exausto e tive de parar. Descansei num pedaço de coral, tentando me orientar.

Eu via o sol dourado filtrando-se pela água turva, rebrilhando, e via toda essa luz saindo por trás da forma de uma pirâmide. Fiquei ali sentado olhando para ela – porque não podia estar ali – e não queria que desaparecesse. O sol estava por trás da pirâmide, a luz brilhando em todas as direções com esse efeito eluzente. Era como se alguém tivesse pintado aquele quadro fantástico. Fiquei pensando, se ao menos eu tivesse uma câmera! Se eu pudesse capturar aquele momento, seria o espetáculo mais lindo que o homem jamais viu. Era positivamente espetacular! Tinha colorido, tinha uma sensação belíssima.

De repente voltei a ‘mim” e percebi que aquilo – fosse o que fosse – era real. Tinha de ser. Portanto, em vez de ficar ali sentado olhando para aquilo, resolvi ir até lá.

Não era toda a pirâmide que estava exposta acima do solo submarino, mas apenas parte dela. Vi cerca de 27m de estrutura, e pela forma parecia ser iguais às pirâmides egípcias, se não maior.

A superfície dessa pirâmide era como um espelho. Era de pedra, mas pedras muito polidas, e o trabalho era fantástico. As pedras da superfície eram polidas e encaixadas tão justas que imaginei ser difícil introduzir uma lâmina de gilete entre elas. Não há meio de se imaginar que seres humanos pudessem juntar essas pedras que se encaixavam tão lindamente e apertadas. Havia superfícies chanfradas nas bordas das pedras; elas não se tocavam lisamente.

Nadei em volta da cumeeira. A água estava revolta e era meio perigoso, junto do topo.

Circundei a cumeeira tres vezes. Quando desci, depois da terceira volta, encontrei uma abertura. Nas minhas voltas anteriores, não havia abertura alguma – sei que estava olhando atentamente para a estrutura. Não tenho explicação alguma para o fato dessa abertura estar ali e depois não estar – estou só explicando conforme o que me lembro.

A primeira idéia que tive foi que, se havia uma abertura, devia haver uma porta. Olhei com cuidado em volta do local e não vi nada. Era apenas uma abertura. Não havia porta; nada que eu visse que pudesse ser corrido para abrir alguma coisa.

A curiosidade dominou-me e entrei. Seguindo por um vestíbulo logo depois da abertura, vi que se abria para uma sala singular. Essa sala ficaria na parte superior da pirâmide, se se olhasse para o conjunto da estrutura, fora d’água. Ficava aproximadamente na metade da área exposta.

A sala era retangular e o topo em forma de pirâmide. Do pico do aposento havia uma vara metálica, de cerca de 7cm de diâmetro, parecendo ser de ouro – mas não era.

No centro da sala havia uma prateleira, esculpida, de pedra, e sobre ela uma couraça de metal com bordas em espiral. Sobre isso havia duas mãos metálicas, de dimensões humanas. Dentro das mãos estava o cristal. Bem sobre ele estava a vara de metal do teto, apontando bem para o cristal. Na ponta da vara havia uma pedra vermelha facetada terminando numa ponta aguçada.

Em volta dessa estrutura havia sete grandes cadeiras, uma ligeiramente erguida sobre uma plataforma acima das outras. Nadei até o teto e coloquei os pés na borda e tentei soltar a vara. Eu tinha certeza de que era de ouro. Ela nem se mexeu. Vi que ia precisar de auxílio para retirar aquele tesouro.

Sabendo que os outros mergulhadores só deviam ter metade dos tanques de oxigênio e não haviam de querer tornar a mergulhar, resolvi levar de volta ao barco alguma coisa para provar-lhes que ali embaixo havia algo de valor. Peguei minha faca e raspei a vara para ter raspas para pôr dentro de minha luva. Mas em vez de conseguir alguma raspa, estraguei o fio de minha faca. A faca é de um metal dos mais duros que sabemos fabricar – aço temperado. E não fez nem um arranhão na vara!

Depois desci à zona do piso e sentei-me numa das cadeiras grandes. Tinha um formato confortável, de braços. Depois de repousar um momento, meus olhos foram atraídos de volta ao cristal, que irradiava uma espécie de brilho. Eu estava procurando alguma coisa que estivesse solta na sala para levar de volta como prova daquela experiência, pois no fundo de minha mente eu pensava: ‘Será verdade? É tão lindo, talvez isso seja tudo imaginação.’ Botei a mão entre as mãos e o cristal mexeu-se – estava solto! Estendi a mão e apanhei-o.

As mãos de metal eram cor de bronze, mas por dentro eram cor de ouro, como a vara; e por dentro também pareciam pretas, como se tivessem sido crestadas por alguma chama ou poderosa energia, e foi um pouco assustador pegar aquela pedra. Se podia queimar aquele metal, o que me faria? Apanhei-a e nada aconteceu.

Parei um instante; houve um momento de paz. E de repente houve uma voz – não que se ouvisse, mas era muito forte, e por dentro, por toda a estrutura que me cercava. Como que se irradiava, e no entanto era uma voz que me ordenava: ‘Você veio, e já tem o que procurava. Agora vá, e não volte.’

Fato interessante, ao voltar à superfície e entrar no barco, verifiquei que todos os mergulhadores tinham tido experiências semelhantes. Todos tinham sentido a mesma impressão – ou voz. Cada um dos mergulhadores tinha algum tipo de artefato. Alguns eram instrumentos estranhos, semelhantes a calculadoras de bolso com um visor mas nenhuma chave. Nunca conseguimos descobrir como funcionavam. Não sabemos o que são.

Desde aquela época, sou o único sobrevivente daquele tempo. Todos os outros mergulhadores morreram nas águas do Triângulo das Bermudas. Desde então tenho mergulhado no Triângulo, porém não naquela zona. Nem quero entrar na água naquele lugar!

Tenho esperanças, porém, de que algumas das pessoas que estão filmando estejam lá no momento propício, quando as estruturas estejam livres das areias que naquele dia se moveram para nós devido à tempestade, e que possam filmar para vocês a cidade submersa.

As construções eram um misto do tipo egípcio, algumas semelhantes às encontradas na antiga América do Sul, embora a pirâmide fosse de bordas lisas e não escalonada; e havia muitos prédios com tetos abobadados. Passei todo o meu tempo na pirâmide, só observando as outras estruturas a distância.

Na volta para casa, uma estranha sensação dominou todos os mergulhadores. Sentiamo-nos isolados uns dos outros e não tínha-mos vontade de conversar. Depois daquele dia, só nos encontramos algumas vezes. Desde aquele momento não houve nenhum laço entre nós, embora devesse haver.

Passaram-se cinco anos até que eu me sentisse com segurança suficiente para exibir ao público o cristal. E temos esse cristal, resultado daquela experiência.

Se eu na verdade morri, preparando-me para conseguir esse cristal, é coisa que não sei; vocês terão de julgar por si. Hoje sinto-me diferente; minha mente, meu pensamento é bem diferente.

O cristal em si é uma coisa fenomenal. Já o exibimos ao público cinco vezes, e ele não é exibido em outras ocasiões. Muitas pessoas contam muita coisa que acontece em volta dele. Estamos pesquisando os efeitos e fenômenos que ocorrem em volta dele.

Há quem diga que foi curado; há outros que dizem que vêem e sentem coisas. Creio que não houve mais que uma meia dúzia de pessoas que se tivessem aproximado do cristal, colocado as mãos sobre ele sem sentir o vento iônico que sopra dele.

O cristal é quartzo. Como pedra, foi avaliado em 1970 em 20.000 dólares. Hoje, como pedra preciosa, vale um pouco mais. Mas claro, não tem preço pelo que é na verdade.

É uma esfera perfeita. Natural, forçosamente foi lapidado; os cristais de quartzo não se formam esfericamente.

Há uma falha nele. No centro, de quartzo esfumaçado formado naturalmente, há uma pirâmide quase perfeita, e se olharmos para ela veremos três pirâmides, uma empilhada atrás da outra; e no estado alfa há uma quarta pirâmide que aparece atrás das três.

Olhando para ele de lado, vemos que a forma de pirâmide é formada de milhares de linhazinhas gradeadas, como grade eletrônica, no quartzo esfumaçado. Observa-se a forma de pirâmide só pela frente; pelos lados vê-se as linhas gradeadas. Há pirâmides dentro de pirâmides dentro de pirâmides, às avessas, de lado, de todo jeito, mas as principais estruturas de pirâmides são direitas e para a frente.”

Quem ouvir o Dr. Brown contar sua história espetacular de como se tornou o guardião do cristal da Atlântida tem imediatamente dúzias de perguntas a fazer. Passo a relatar as que lançam maiores luzes sobre essa bela pedra preciosa recuperada da pirâmide:

P. Onde exatamente é o local dessas ruínas?
R. Não lhe posso dar a latitude e longitude – não sei de cor. Mas posso marcar o local num mapa. Fica bem próximo ao vértice da Língua do Oceano, apontando em linha reta para as ilhas maiores das ilhas Bari, acerca de 30km da borda da plataforma, caindo na Língua. Fica bem distante de qualquer grande massa de terra; a ilha de Andros fica de um lado; o local habitado mais próximo é Bimini.

P. Até que profundidade a areia foi descoberta, para revelar a pirâmide?
R. Na base da pirâmide, cerca de 36m. Desse modo a pirâmide ficou exposta cerca de 27m. Continuava para o fundo. As superfícies de qualquer coisa deixada debaixo d’água são cobertas de algas e um limo de matéria orgânica. Na sala não havia qualquer tipo de vegetação. Tudo estava inteiramente imaculado e a superfície da pirâmide reluzente e limpa como se eu estivesse olhando para um espelho muito polido. Era uma pedra branca. Acima da água deveria ter parecido, a distância, um fragmento gigantesco de mármore branco. Deveria ser magnífico!

P. Onde ficava a abertura da pirâmide?
R. Numa linha central bem no meio. Acho que a vara descia direto da cumeeira. Esta, aliás, parecia ser de lápis-lazúli.

P. Se o vão da porta permanecesse aberto, a areia não encheria a sala?
R. Sim, se permanecesse aberta, quando a areia penetrasse ali, encheria a sala, estou certo disso. Mas seja o que for que se abriu, fechou-se em algum ponto, com certeza. Não vi nada se fechando, mas suponho que, já que dei a volta e não vi buraco nem abertura e depois encontrei um, aquilo que o fez abrir-se também o faria fechar-se.

P. Havia areia na sala?
R. Não havia indícios de areia na sala. O piso era de pedra branca. Fiquei impressionado ao ver como estava tudo claro e límpido.

P. O que aconteceu com a abertura na pirâmide quando você partiu?
R. Ao que pude observar, a abertura permaneceu aberta. Não vi qualquer tipo de porta. Olhei por dentro, calquei as bordas de pedra e não achei nada. É um mistério.

P. Acha que as paredes eram sólidas?
R. Não tenho meio de saber. Suponho que fossem. Tudo parecia ser bem pesado e feito de pedra sólida. O vestíbulo, que entrava cerca de 9m, era feito de pedra sólida, e supus que toda a pirâmide devia ser sólida.

P. Qual a fonte da luz dentro da sala da pirâmide?
R. Não sei. Não havia foco como uma lâmpada, mas estava tudo claro. Na minha empolgação, eu tinha deixado a minha lanterna de mergulho no barco.

P. Havia alguma ligação entre a vara e o cristal?
R. Não. Havia um espaço de talvez 1,20m entre o fim da pedra vermelha e o cristal em si. O cristal parecia ter sido usado como dispositivo como parte de algum cerimonial para que era usada essa pirâmide.

P. O que era a vara de metal?
R. Na verdade, não sei o que era, mas creio que era de ouro, aparentemente tratado por algum tipo de processo de endurecimento.
&nbspOs americanos antigos tinham um processo de temperar o cobre, e sei que várias companhias metalúrgicas oferecem uma recompensa a quem revelar de que modo eles temperavam o cobre, para obter uma dureza superior à do aço cementado. Ainda não aprendemos o seu segredo.

P. Em que direção estavam voltadas as cadeiras?
R. Eu tinha uma certa orientação pela disposição de meu relógio, mas na sala não observei indicações de bússola para lhe dizer em que direção estavam viradas as cadeiras. Estavam mais ou menos em círculo em volta daquele pedestal.

P. Quais são algumas das propriedades físicas do cristal?
R. É de quartzo, embora haja alguma coisa estranha nessa pedra. Possui uma propriedade metálica especial, superior à do quartzo. Pode-se ver pela refração da luz que é de quartzo, mas tem o dobro do peso que deveria ter o quartzo. Talvez a forma metálica das linhas gradeadas nele seja metal e não quartzo.

P. Qual a sua experiência ao tocar no cristal?
R. Assim que ele é descoberto, não acontece nada de espetacular; mas depois de alguns minutos, ganha energia e dispara… se você colocar as mãos acima dele, sentirá camadas quentes e frias, tão nítidas quanto tudo o que já observou. Poderá sentir os íons saltando do cristal, e isso provoca uma formigação. Quanto mais próximo você estiver do cristal, mais fraca a energia; quanto mais longe, acima dele, mais forte ela se torna.

P. Conte algumas de suas experiências com a pedra.
R. Muita vezes, quando estou perto da pedra, volto à minha experiência fora do corpo. Passo a olhar as coisas de um modo muito consciente e alerta. As outras coisas são mais difíceis de descrever. Posso passar a ver aquilo que preciso ver para corrigir o problema em que estou trabalhando. Outras pessoas que passaram perto do cristal me escreveram dizendo terem tido experiências semelhantes na resolução de problemas.
&nbspJá observamos que essa pedra, às vezes, produz luz sozinha. Pudemos sentir coisas. Tivemos leituras por parapsíquicos de todo o país, e todas as leituras concordam no fato de que a pedra é uma coisa fenomenal para o planeta, e que é um dispositivo que amplia o pensamento e a energia de qualquer forma muitas e muitas vezes. Dizem que pode ser perigosa e boa.
&nbspHá pequeninos fragmentos nos computadores que fazem coisas fenomenais – são feitos de cristais. Sabemos que os cristais possuem qualidades eletrônicas. Resta saber se as linhazinhas gradeadas em volta dessa coisa são desse tipo. Há pessoas que dizem curar-se de doenças quando se aproximam do cristal.

P. Acredita na reencarnação?
R. Elizabeth Bacon, em Nova York, estava fazendo um preleção sobre o cristal; havia cerca de 500 pessoas presentes. Ela entrou em transe e as pessoas fizeram perguntas sobre o cristal e os dados que transpareceram. Disse ela: “O homem que o possui era chamado ‘Thot’.”

P. O cristal varia, quanto à forma de pensamento?
R. Sim. Por exemplo, antes eu o exibia sem uma cúpula de vidro e de vez em quando alguém o tocava. Um dia apareceu uma senhora que tinha muita dor no pâncreas. Estava toda curvada. Ela tocou na pedra e a dor passou. A senhora que tocou a pedra alguns minutos depois, adquiriu a dor, que lhe foi transferida pela impressão digital deixada sobre a pedra. Desde então eu a deixo coberta.

P. O que há sobre a meditação?
R. Meditar perto desse cristal é uma coisa inacreditável. É preciso experimentá-lo para saber.

P. É possível dirigir a energia do cristal?
R. Creio que sim. Mas mais pelo pensamento do que apontando a ponta das pirâmide. É possível chegar a olhar para o cristal e transmitir a energia para outros pontos, mensuravelmente.

P. O que acontece quando se coloca uma bússola acima do cristal?
R. O ponteiro da bússola gira – no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio se estiver perto da pedra, no sentido dos ponteiros do relógio se estiver a 5cm acima dela.

P. Observa-se alguma modificação, segundo os ciclos lunares, etc.?
R. Não. Procuramos encontrar um padrão ou programa segundo o qual a pedra age ou não, e não consegui descobrir qualquer norma para isso.

P. Já tentou fazer uma maquete de uma pirâmide com o cristal no lugar?
R. Sim, se bem que não em pirâmides grandes. Já colocamos o cristal dentro de estruturas de pirâmides e medimos a energia, e é fenomenal! Quando colocamos uma estrutura de pirâmide sobre ele e o colocamos mais ou menos na mesma posição em que estava na estrutura original, a energia mensurável é notável.

P. Por que você não ficou na zona e fez mais explorações?
R. Depois de ter tido aquela experiência, senti-me realmente nervoso para ficar naquele local. Depois do aviso que recebi, não quis mais passar tempo algum ali. Se você ouvisse uma voz que o fizesse tremer até os ossos, creio que daria ouvidos e seguiria o conselho, por amor à sua vida. Pela experiência dos outros, parece que pagaram a penalidade por não terem dado ouvidos.

P. Acredita que os quatro outros mergulhadores morreram por terem voltado ao local depois de serem advertidos para não o fazerem?
R. Suponho ter sido isso o que aconteceu. Todos morreram no mar. Um deles morreu em Bimini – um mergulhador experiente e capaz. Saltou do barco e quebrou o pescoço – bateu na areia. Outro foi no Haiti; saiu num barco muito pequeno e nunca mais voltou. O último morreu num acidente marítimo em algum lugar ao largo da Jamaica – não sei os detalhes.

P. Poderia encontrar a pirâmide de novo, se desejasse/
R. Poderia levá-lo à zona de 25km por 8km. Não sei se conseguiria levá-lo, exatamente ao topo da pirâmide, para escavar e descobri-la. Lembre-se, passamos o verão todo cavando buracos de 20m, e se tivéssemos atingido o local exato, taríamos descoberto a pirâmide, mas não o fizemos. Portanto, a um custo de um milhão e meio de dólares, não encontramos nada. Depois fomos lá num dia de tempestade, e por um golpe de sorte paramos bem em cima!. Agora, claro, aquela areia voltou a cobrir o local e essa cidade submersa. Vigiamos as configurações das tempestades e quando as tempestades atingirem aquele local, estou curioso para saber se estará na hora de voltar lá para filmar. Mas não me pilharão lá debaixo d’água.

P. Qual a localização do Mar de Sargaços com relação a esse local?
R. A leste, talvez uns 240km.

P. Onde estavam os instrumentos que os outros mergulhadores encontraram?
R. Dois foram encontrados em uma construção que parecia um tipo de biblioteca ou galeria de arte – algum prédio grande. Estavam sobre uma mesa de pedra numa posição que mostrava que, fossem o que fossem, eram tidos em alta conta. O outro instrumento, de forma bem diferente, foi encontrado no que parecia ser uma casa. Não sabemos o que é. Era um objeto quadrado, maior. Os outros eram pequenos e muito aerodinâmicos. Os cantos eram arredondados e eram de um metal fosco.

P. Alguém já tentou roubar o cristal?
R. Sim. Levei-o a uma festa dada por um amigo na Califórnia, U.S. Anderson. Um dos convidados, que tinha uma loja que vendia artigos do ocultismo, pediu para vê-lo. Alguns minutos depois, ele e o cristal tinham desaparecido. Estranhamente, na manhã seguinte o cristal estava de volta, no vestíbulo, à espera. No entanto, o homem que o levara nunca mais apareceu. Não voltou para casa nem para o seu negócio. Simplesmente desapareceu.

P. Há mais alguém que tenha um cristal esférico?
R. Há pessoas que lapidam cristais esféricos.
&nbspO meu cristal tem uma energia estranha, uma forma de energia muito poderosa à sua volta, e carrega outros materiais colocados perto dele. Essa carga energética tende a ser tornar mais forte com o tempo, em vez de diminuir. Não tenho explicação para isso.
&nbspA medida que o cristal é exposto, aumenta a sua energia potencial. Se o levarmos à luz do dia, ele se torna muito forte. Mas tende a fazer alguma coisa com a energia das pessoas. Sua energia é maior quando há muita gente em volta.

P. Já mandou datar o cristal pelo método do carbono?
R. Não. O curador do Smithsonian Institute diz que o equipamento necessário para lapidar essa pedra tão perfeitamente não existia antes de 1900.

P. O cristal já foi testado para verificar a radioatividade?
R. Não. Podemos mandar testá-lo na UCLA para verificar por que sai dele esse estranho vento iônico.

P. Foi mesmo direito você ter tirado essa pedra da pirâmide?
R. Parece que era o que eu tinha a fazer. Senti mesmo que era levado a isso. Para dizer a verdade, não sei qual o propósito de possuí-lo. Estou fazendo coisas com ele, sim, mas não sei mesmo.

P. Acredita que esse cristal seja da Terra?
R. Não. Mas isso é apenas minha opinião.

P. Quais os seus plano futuros para o cristal?
R. Não sei. Estamos no ar. Não é apenas um instrumento de cura, muito embora, estando na arte de cura, é a primeira coisa que devo pesquisar.

Fonte: As profecias da pirâmide, Max Toth, Editora Record, 1979, Rio de Janeiro, RJ, pp. 266 – 178.

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O Egito e os enígmas da Pirâmide

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

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(…) tudo começou, quando um certo Senhor Bovis, um francês que visitava a Pirâmide de Queops, notou, ao lado de várias latas de lixo na câmara; corpos de gatos e outros animais mortos, que apesar da forte unidade, não exalavam mau cheiro. Bovis estranhou: os animais pareciam mumificados.

Em casa, ele construiu um modelo da pirâmide de 90 centímetros de base, orientou-a corretamente no sentido norte-sul e colocou em seu interior um gato morto. Passado algum tempo o gato mumificou-se. Sucessivamente fez outras experiências com outras matérias orgânicas e o resultado foi o mesmo.

Publicou os resultados, concluindo que algo na pirâmide não só impede a decomposição dos corpos, como provoca a rápida desidratação. Estaria assim garantida a preservação dos corpos dos faraós no caso de falhar o processo de embalsamamento. Tal publicação chamou a atenção de vários curiosos que passaram a fazer testes em suas casas. Raul Drbal, engenheiro de rádio e televisão na Tchecoslováquia, após diversas experiências com um modelo feito de pirâmide de papelão, concluiu que existe uma relação entre a forma interior da pirâmide com os processo físicos, químicos e biológicos que ali se verificam.

O assunto já fora objeto de vários estudos. Uma firma francesa patenteou um recipiente dotado de forma especial que ativa o processo do iogurte.

Também as famosas cervejarias da Tchecoslováquia sabiam que a forma do recipiente pode afetar o conteúdo, pois quando modificaram o desenho de seus barris notaram que a qualidade da cerveja piorou. Continuando com suas experiências; lembrou-se me uma brincadeira muito comum no seu tempo de exército: os soldados deixavam a lâmina de barbear ao luar, para que perdesse o fio. Hoje, sabe-se que a luz polarizada da lua exerce um efeito desfavorável sobre o corte da lâmina. Mas, debaixo da pirâmide não existe luz polarizada; e Drbal indagou se não poderia haver relação entre a forma piramidal e as ondas eletromagnéticas e raios cósmicos. Assim, colocou uma lâmina usada debaixo do modelo da pirâmide. Usou-a mais três vezes. Não perdeu o fio. Continuou a guardá-la sob a pirâmide e surpreendeu-se: barbeou-se duzentas vezes. Como na década de 50 não se conseguia na Tchecoslováquia, importar lâmina de barbear, Drbal, a conselho de amigos, patenteou, em 1959 no registro de patentes da república da Tchecoslováquia, sob o nº 91/304, o “afiador de lâminas de barbear pirâmide de Queops”. Atualmente, as pirâmides, que a princípio eram de papelão, são de plástico.

Drbal continuou com suas pesquisas, acumulando evidências cada vez mais fortes sobre a influência das formas nos seres humanos e nos objetos, pois atuam como ressonadores de toda a energia que nos cerca. Vivemos em casa e edifícios em forma de caixas ou automóveis com tetos longos. Segundo Drbal, algumas formas são saudáveis para os seres humanos. A forma esférica ou piramidal tem um bom efeito, já uma semi-esfera exerce efeito danoso no organismo.

Outros pesquisadores acham que se os hospitais fossem construídos com formas diferentes os doentes se recuperariam mais depressa. No Canadá, em Sasktchewan, há um hospital para esquizofrênicos, com salas trapezoidais, forma que se mostrou benéfica aos doentes. Alguns estudiosos norte-americanos acham que a pirâmide funciona como uma lente capaz de focalizar um tipo de energia desconhecida. Para os tchecos há duas espécies de geradores de energia psicotrônica (energia psi do homem): os cósmicos e os biólogos. A pirâmide seria um gerador cósmico.

Ao dirigirmos um golpe de vista para todo esse glorioso passado, aparece-nos a imagem daqueles velhos tempos, tão viva e tão verdadeira que quase nos parece ouvir os passos das crianças egípcias, com aqueles sapatinhos ainda tão pouco usados e os tristes lamentos do fúnebre cortejo, conduzindo a múmia do ser querido até a oculta caverna sepulcral…

e a tua voz, oh! velho e lendário Egito, vinda do fundo misterioso dos séculos, ainda hoje reboa em todo o Universo, desafiando o passar dos séculos e dos milênios!…

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Os túneis e as câmaras da Grande Pirâmide

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

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A entrada para a pirâmide está situada na face norte, um pouco mais de 16m acima do chão e aproximadamente a 7m à esquerda do centro. Assim, a entrada fica na 19ª carreira das 203 que formam a altura da pirâmide. A entrada torna-se uma passagem descendente num ângulo de 26º28’24”. Esse corredor descendente tem aproximadamente 1,14m de altura e 1m de largura, percorrendo uma distância reta e precisa de pouco mais de 104m. No trecho acerca de 25% do princípio de sua extensão, o corredor atravessa a alvenaria da pirâmide, enquanto que o restante da distância de 78m penetra no alicerce de rocha sobre a qual repousa a pirâmide. Depois o corredor descendente segue horizontalmente por 8,84m, onde por fim se abre numa câmara subterrânea.

Essa câmara fica a cerca de 30m abaixo do nível do solo ou da base da pirâmide, e sua superfície a torna a maior câmara da pirâmide. Mede cerca de 8,23m de comprimento, 14m de largura e 4,27m de altura. O teto e as paredes da câmara não são muito lisos, sendo irregulares em alguns lugares; não obstante, são quadradas e niveladas. Em contraste, o piso é extremamente tosco, e acredita-se que tenha sido deixado incompleto. Pouco antes de a parte horizontal do corredor descendente entrar na câmara subterrânea, há um pequeno nicho cavado no teto e na parede oeste. Conhecido como a pequena antecâmara, supõe-se que os pedreiros pretendiam que a câmara subterrânea começasse naquele ponto. Tendo aparentemente mudado de idéia, os pedreiros continuaram o corredor pro mais uns metros, até onde está agora a câmara subterrânea.

A entrada da câmara está no canto leste inferior da parede norte. Diretamente em linha com ele, na parede sul, há outro corredor horizontal menor, de apenas 74cm de lado e medindo mais de 16m de comprimento. Esse corredor é chamado de Corredor Sem Saída do Sul, pois termina abruptamente, sem levar a lugar algum.

Há uma teoria segunda a qual os pedreiros da pirâmide teriam cortado um poço no piso na parte leste da câmara subterrânea. Esse poço tem 1,90m de lado, estendendo-se por uma profundidade de 2m, e nesse ponto passa a ter 1,37m de lado e continua por mais 1m de profundidade. O Coronel Vyse mandou que esse poço fosse escavado até uma profundidade de cerca de 11m, em busca do sarcófago de Quéops. Vyse mandou aprofundar esse poço porque os escritos de Heródoto mencionam a existência de uma câmara secreta em que Quéops está enterrado sob a câmara subterrânea. Originariamente, pretendia-se que a escavação fosse a uma profundidade de mais 15m, porém ela foi paralisada quando não se descobriu nada à profundidade de 11m. Esse fosso é hoje conhecido como “O Poço”, termo que depois foi usado para designar todo o conjunto subterrâneo.

A teoria mais aceita quanto à função da câmara subterrânea é que originariamente destinava-se a ser a câmara funerária. Possivelmente devido a vários motivos – um dos quais pode ter sido um ambiente sufocante e fisicamente insuportável, no qual se devia escavar as séries de câmaras necessárias, bem como a possibilidade das enchentes – as escavações podem ter parado. O arquiteto então pode ter formulado o projeto revolucionário de integrar as câmaras e seus corredores no próprio corpo da pirâmide, e em diferentes níveis, em vez de no nível subterrâneo contemporâneo. Isso explicaria o aspecto inacabado do conjunto subterrâneo.

A possibilidade de se abandonar o trabalho nos dá uma explicação racional de por quê a câmara subterrânea tem o aspecto de estar de cabeça para baixo – isto é, a parte superior das paredes e o teto estão revestidos, enquanto o chão foi largado num estado tosco. Isso também explicaria a técnica de construção dos pedreiros da Grande Pirâmide, segundo a qual, escavando uma grande superfície oca, eles a terminavam preparando primeiro o teto, descendo de uma a uma das paredes e por fim preparando o piso. Esse raciocínio é bastante lógico, pois seria necessário mais trabalho se o piso fosse concluído primeiro, tendo os trabalhadores um trabalho árduo para remover o entulho tirado do teto e das paredes.

Vale a pena mencionar outra possibilidade para o estado do conjunto subterrâneo. Parece que o gênio dos arquitetos egípcios e construtores dos túmulos faraônicos se desenvolveu devido à necessidade de lograr os ladrões de túmulos, desse modo impedindo que eles tivessem acesso às cavernas sepulcrais contendo a múmia e seus tesouros. Quando foi construída a Grande Pirâmide, os arquitetos conceberam a idéia de lograr os ladrões despendendo o tempo, esforço e fundos necessários para cavar até à rocha, desse modo escavando um tosco conjunto de câmaras. Esse aposento, toscamente terminado, assim pareceria ter sido abandonado, e os ladrões de túmulo que conseguissem entrar seriam então levados a crer que a pirâmide nunca fora concluída internamente, e que portanto não existia nenhuma múmia nem tesouro.

A esperteza dos pedreiros da Grande Pirâmide é evidente no fato de terem ocultado a entrada para o corredor ascendente no teto do corredor descendente, a quase 30m da entrada da pirâmide. O corredor ascendente tem um ângulo de inclinação igual ao do corredor descendente, a saber, 26º28’24”. Os primeiros 5m do comprimento do corredor ascendente são bloqueados por três tampas de granito de 1,82m, comprimidas umas contra as outras. Esses blocos de granito vermelho foram provavelmente cortados de pedras boleadas, e devido ao propósito a que eram destinados, como tampos, não eram preparados meticulosamente.

Há uma teoria que diz que originariamente os tampos eram na verdade colocados a alguma distância, um atrás do outro, e que havia mais vários outros, de calcário, de que não temos provas hoje, colocados por trás das tampas de granito, estendendo-se pelo comprimento total de cerca de 38m do corredor ascendente. Essa teoria surgiu devido a um fragmento de granito vermelho cimentado ao piso do corredor ascendente, encontrado por Sir W. M. Flinders Petrie. Ele verificou que esse fragmento de granito, a cerca de 0,60m de distância encaixava-se com a extremidade quebrada da terceira ou última tampa de granito. Além disso, Petrie viu um espaço entre os dois tampões de granito que media aproximadamente 10 cm. Esses tampões de granito e calcário podem ter sido deslocados de sua posição fixa durante um terremoto, fazendo com que deslizassem uns por cima dos outros. As provas da existência dos tampões de calcário provêm da história já citada dos trabalhadores de Al Mamoun que escavaram em volta dos tampões de granito e depois encontraram tampas de calcário, que eles fragmentaram em pedaços maleáveis e depois retiraram.

O corredor acima dos tampões de granito mede aproximadamente 1m de largura por 1,12m de altura. É revestido de calcário branco muito polido, em toda a sua extensão de 33m, onde termina, num cruzamento.

Nesse cruzamento um corredor horizontal de quase 39m de comprimento e cerca de 1m de lado termina no canto inferior leste da parede norte da Câmara da Rainha, que mede quase 6m de comprimento por pouco mais de 5m de largura. Parece que as paredes são de blocos de calcário, outrora muito bem-acabados. O piso da Câmara da Rainha é toscamente acabado, como se um camada de pedras polidas tivesse de ser depositada sobre ele. Essa câmara fica diretamente debaixo do vértice da pirâmide, no nível da 25ª carreira.

O teto da câmara é construído de blocos de teto inclinados num ângulo de aproximadamente 30º30′. A altura total até o topo do teto, desde o piso da Câmara da Rainha, é de pouco mais de 6m. Esses blocos ultrapassam a largura da câmara, estendendo-se pela alvenaria da pirâmide mais de 3m de cada lado. Eles funcionam principalmente como cachorros, reduzindo o peso real sobre as paredes da câmara e desviando o peso estrutural da massa da pirâmide acima da Câmara da Rainha.

Há um vão na parede leste da câmara, chamado de “O Nicho”. Esse nicho tem pouco mais de 4,5m de altura, 1,5m de largura na base e pouco menos de 0,90m de profundidade na parede. Seu desenho em modilhões de quatro superposições reduz a largura do nicho para 0,45m.

As características mais interessantes da Câmara da Rainha são dois canais de ventilação. Foi o Sr. Waynman Dixon quem descobriu esses canais de ventilação, em 1872, um na parede norte e outro na parede sul. Eles originariamente não eram cavados nas paredes da câmara, pois uma pedra de cobertura de 12,70cm teve de ser quebrada para expor a boca de cada canal de ventilação. Eram esculpidos num bloco da parede e sua boca fora fechada abruptamente, deixando 12,70cm de espessura no bloco da parede.

Acredita-se que esses canais de ventilação da Câmara da Rainha nunca tenham sido usados, pois não havia acesso a eles. Depois que as bocas desses canais de ventilação foram abertas, quebrando-se os blocos da parede, verificou-se que formavam um retângulo de aproximadamente 21,59cm por 20,32cm. Ambos os canais seguem por mais de 1,80m antes de virarem para cima, para as faces da pirâmide.

Voltando ao ponto de cruzamento, um exame mais detalhado revela que o acesso ao corredor que leva à Câmara da Rainha podia estar coberto por uma parte do piso da Grande Galeria, que poderia começar no degrau que terminava o corredor ascendente. Conjetura-se que quando o corredor de entrada foi construído, levando a um poço verticalmente descendente, escavado perto do ponto de cruzamento, foi retirada uma parte do piso da Galeria, expondo o corredor para a Câmara da Rainha. Esse fosso vertical foi denominado “o Poço” e tem uma abertura de mais de 0,90cm de diâmetro.

John Greaves, no século XVII, explorou o poço e encontrou chanfraduras, umas opostas às outras, nos lados do poço. Ele desceu cerca de 18m no poço, valendo-se dessas chanfraduras, até onde o poço se alarga – o que é hoje chamado de “a Gruta” – situada exatamente na primeira carreira.

Quase um século depois, o Capitão G. B. Caviglia, analisando os mistérios do Poço, descobriu-o acidentalmente. Ele conseguiu descer 38m abaixo da Gruta, onde verificou que ele estava obstruído principalmente por pedras e areia. O ar era tão rarefeito naquele nível que a respiração tornava-se difícil e as velas tremulavam.

Caviglia achou que o Poço e o corredor descendente podiam se cruzar, e por isso resolveu desobstruir o corredor descendente de depósitos de entulho acumulados em milênios. Achou que parte desde entulho podia ser explicado pelas escavações do pessoa de Al Mamoun, que preferia jogar as pedras pelo corredor descendente a carregá-las para fora da pirâmide.

Num ponto cerca de 15m antes do corredor descendente se nivelar, Caviglia notou uma pequena abertura na parede oeste do corredor descendente, levando a um buraco. Sua curiosidade quanto ao buraco levou-o a escavá-lo mais profundamente. Depois de cavar um pouco, ele notou o cheiro de enxofre, e ocorreu-lhe que isso poderia ser devido aos pedaços de enxofre que ele queimara antes, procurando purificar o ar no Poço. Encorajado, ele cavou mais, removendo as últimas obstruções do Poço, e quando retirou o entulho viu que tinha não só escavado o Poço, como ainda descoberto onde ele se juntava ao corredor descendente.

Ao mesmo tempo Caviglia também desvendou outro mistério, a ser acrescentado à lista já longa dos mistérios da Grande Pirâmide. Quem escavou o Poço – e por que? A teoria mais óbvia para explicar a finalidade do Poço era a de ser um túnel para os ladrões de túmulo. Por mais plausível que pareça ser essa teoria, à primeira vista, os especialistas não a podem aceitar com facilidade devido a certas características do Poço.

O cruzamento do Poço com o corredor descendente – e, por outro lado, sua junção com o corredor horizontal, corredor ascendente e a Grande Galeria, junto com sua Gruta – indica que o Poço não poderia ter sido cavado pelo ladrões de túmulo, pois foi cuidadosamente construído, nesses pontos.

O ramo final no ponto de cruzamento, a Grande Galeria, embora à primeira vista parecesse ser uma câmara, numa análise posterior revelou-se como uma simples continuação do caminho estabelecido pelo corredor ascendente. A Grande Galeria segue por quase 49m no mesmo ângulo de inclinação que o corredor ascendente. Mede quase 1,80m de largura, e sua estrutura de 8m, em modilhões, lhe dá um esplendor inigualado. A distância entre as paredes é reduzida a 1m em sete degraus superpostos contendo um total de 36 lajes de calcário polido.

O piso da Galeria tem um corredor central de cerca de 60cm de largura. Ao longo de cada parede há uma rampa que segue por toda a extensão da Galeria. Cada rampa tem cerca de 46cm de largura e 60cm de altura, contendo 27 buracos ou fendas retangulares, compridos e curtos, alternadamente, em sua superfície superior. Essas fendas têm profundidades que variam de 20,32m a 27,97m, e faltam tres das fendas originais. Acredita-se que essas fendas desaparecidas fossem cavadas num pedaço de pedra preparada, que cobria a entrada ao corredor horizontal da Câmara da Rainha. Essa pedra pode ter sido quebrada e considerada entulho, nos séculos anteriores. As conjeturas sobre o propósito da Grande Galeria são muitas, e são tratadas no próximo capítulo.

A Grande Galeria termina no que se chama de Grande Degrau, que é uma pedra imensa, de 1m de altura, formando uma plataforma de aproximadamente 1,80m por 2,43m. Esse Grande Degrau, ao que se avalia, deve estar centrado em linha com o vértice e a Câmara da Rainha, estando colocado na 50ª carreira.

Partindo do Grande Degrau há um corredor horizontal de 1m de lado e pouco mais de 1,20m de comprimento, que leva a um pequeno aposento chamado de “Antecâmara”. A Antecâmara tem cerca de 2,74m de comprimento, 1,52m de largura e 3,66m de altura. As paredes internas são revestidas de granito vermelho polido.

A apenas 60cm da entrada da Antecâmara está pendurada uma folha ou laje de granito, suspensa a 1m do chão. Foi descrita com precisão pela primeira vez pelo Professor Greaves, que a chamou de “Folha de Granito” porque a palavra “folha” lhe lembrava uma porta de correr nas eclusas de canais.

A Folha de Granito na verdade é composta de duas pedras, uma sobre a outra, que se encaixam em sulcos em cada parede da câmara. Esses sulcos não se estendem até o chão, parando aproximadamente a 1,16m dele. Cada folha de granito é uma laje de cerca de 1,52m de largura, 0,61m de altura e 0,40m de espessura. Há um espaço, entre a Folha de Granito e a parede norte da câmara, de quase 56cm. O espaço entre o teto da câmara e a Folha de Granito é de quase 1,52m. Três outros sulcos nas paredes da câmara têm 55cm de largura e se estendem pelo piso da mesma.

A construção da Antecâmara indica aos egiptólogos que não era na realidade uma câmara, e sim um sistema muito complexo de portas de correr que bloqueava completamente qualquer entrada possível à câmara “mortuária”, que fica além.

Ludwig Borchardt, egiptólogo alemão, mais ou menos no princípio do século, concedeu a interessante idéia de que poderia ter sido usado um sistema de roldanas para selar a entrada da Câmara do Rei, por meio de grandes lajes de granito. Georges Goyon, egiptólogo francês, acrescentou a esta teoria a hipótese de que o corredor poderia ser ainda mais obstruído e selado.

Uma característica interessante, relativa aos mistérios da pirâmide, é uma pequena “bossa” na pedra superior da Folha de Granito. Essa bossa é uma pequena protuberância, de 2,54cm de espessura e em forma de ferradura. Poderia ter o propósito de indicar a medida-padrão da menor unidade de medida do pedreiro da pirâmide – a polegada da pirâmide? O tamanho dessa bossa, de 5 polegadas (12,70cm) por 5 polegadas, dá 25, que é o número exato e polegadas num cúbito da pirâmide. Mais confirmação dessa teoria no fato de que a bossa esta a 1 polegada (2,54cm) à esquerda do verdadeiro centro da Folha de Granito, e que está a 5 polegadas acima das junções entre as folhas. Os estudiosos menos aventurosos explicam essa bossa como uma simples projeção deixada na folha com o propósito de levantá-las; e projeções semelhantes são encontradas nas pedras em toda a pirâmide.

Outro corredor baixo que leva da Antecâmara, alinhado exatamente com o corredor que entra na Antecâmara, e com o mesmo tamanho de 1,16m de lado, segue por quase 2,58m e abre para a Câmara do Rei. O comprimento da Câmara do Rei é de pouco mais de 5m, sua largura o dobro de seu comprimento, sua altura de cerca de 5,80m. Toda a câmara é construída de granito e seu volume cúbico foi calculado como o dobro do da Câmara da Rainha. A situação da Câmara do Rei dentro da Pirâmide propriamente dita é de cerca de 9m ao sul do vértice e seu comprimento enquadra a linha central do vértice numa proporção de dois terços leste para um terço oeste.

Há um sarcófago – também chamado cofre ou caixa – perto do canto das paredes oeste e norte. Devia à sua localização desusada, com relação aos sarcófagos em outras pirâmides, que são localizados mais no centro, em suas câmaras, quase todos os peritos são de opinião que esse cofre tenha sido mudado de sua posição original, em alguma época. Como no piso não há marcas que indiquem de onde o cofre teria sido removido, é impossível recolocá-lo em posição. Acredita-se que o cofre tenha sido cavado de um imenso bloco de granito vermelho, sendo o seu interior perfurado e cinzelado. Foi construído com tal perfeição que, batendo-se nele com a mão, ainda dá um som claro, de campainha.

O cofre está colocado ao comprido, atravessando na largura da câmara. O tamanho externo dele é de cerca de 2,30m de comprimento, pouco mais de 0,90m de largura e cerca de 1,16 de altura; enquanto as medidas internas são: comprimento, cerca de 1,98m; largura, mais de 0,60m. sua profundidade interna é de pouco menos de 0,90m, o que indica que a espessura de seus lados é de pouco menos de 0,15m e a espessura do fundo pouco mais de 0,15m. O sarcófago é polido e liso, tanto por dentro quanto por fora, sendo totalmente desprovido de hieróglifos. No entanto, há quem pense que sob a superfície no fundo será encontrada uma longa inscrição hieroglífica, depois que se conseguir levantar o suficientes o peso imenso para se ver debaixo do fundo. Uma grande parte de um de seus cantos foi quebrada. Há indícios de que tenha sido cortada uma prateleira nas bordas superiores do cofre; isso significa que teve uma tampa, um dia, que só poderia ter sido colocada de uma das extremidades e fixada por três pinos embutidos. Essa tampa parece ter-se perdido para sempre. Alguns egiptólogos supõem até que o cofre pode ter sido, outrora, belamente esculpido e, confirmando os escritos de Heródoto de que Quéops foi um rei desprezado, declaram que o povo pode ter despojado a Pirâmide dele e polido seu sarcófago, apagando todas as inscrições, e fazendo o mesmo com todas as paredes da Pirâmide, profanando seu túmulo o mais possível e desse modo erradicando todo o conhecimento sobre ele!

O teto da Câmara do Rei é uma série de cinco imensas plataformas de granito, colocadas em espaços, um sobre a outra, com uma sexta e última plataforma construída de blocos de teto inclinados semelhantes aos do teto da Câmara da Rainha. (Ver Ilustrações nºs 58, 59.) Essa construção de teto em muitas camadas é chamada de “as Câmaras de Construção”. É possível que a construção específica desse teto se destinasse a reduzir muito a possibilidade de um desmoronamento devido ao peso imenso sobre a Câmara do Rei.

Nathaniel Davison, no verão de 1965, descobriu e examinou a Câmara de Construção inferior. Estava à procura de galerias secretas, corredores ou câmaras secretas dentro da Pirâmide, e quando estava no alto da Grande Galeria notou que vinham ecos de algum lugar ao alto. Investigando o que poderia ter causado o eco, ele avistou um buraco retangular de cerca de 0,60m de largura no teto da Galeria, onde ela se juntava à parede. Realizando o feito hercúleo de alcançar o buraco, quase inatingível, entrou nele, rastejando por 7,60m até uma câmara que era apenas ligeiramente mais alta, mas ainda não permitia que ele ficasse de pé. Sua largura e comprimento revelaram-se depois iguais aos da Câmara do Rei. Ele investigou o chão dessa câmara achaparrada e notou que era formado por nove lajes de granito toscamente talhadas e chegou à conclusão de que estava na trave do teto da Câmara do Rei.

Depois fez uma segunda descoberta assombrosa: o teto acima de sua cabeça era formado e outra série de lajes de granito construídas de modo semelhante ao da construção de baixo. Não encontrou tesouro nem sinais de um corredor secreto, mas seus esforços foram recompensados, pois deram áquele espaço o nome de “Câmara de Davison”.

O Capitão Caviglia, aparentemente convencido de que descobriria um aposento secreto, resolveu abrir um túnel até à parede sul da Câmara de Davison. Isso não deu resultado algum e ele desistiu. Seus esforços foram seguidos pelos do Coronel Richard Howard-Vyse.

O Coronel Vyse mandou escavar o piso diante do Nicho da Câmara da Rainha, não encontrando nada a não ser uma velha cesta. Tornando a tapar o buraco, ele mandou que seus trabalhadores cavassem a parede dos fundos do próprio Nicho, o que também não revelou descoberta alguma. Depois o coronel resolveu investigar meticulosamente a Câmara de Davison, mas seu pessoal não conseguiu alargar eficazmente uma fresta encontrada no teto. Vyse então usou a pólvora, abrindo o caminho para cima, o que lhe deu acesso à segunda Câmara de Construção, logo acima da Câmara de Davison.

Analisando essa nova câmara, Vyse descobriu que o piso era formado de 8 blocos de granito, formando o teto da Câmara de Davison. O teto da segunda câmara era formado de 9 blocos de granito. O Coronel Vyse resolveu continuar em seu percurso para cima e encontrou uma terceira Câmara de Construção, com 9 blocos de teto de granito, uma quarta Câmara de Construção, com 8 blocos de teto, e uma quinta e última Câmara de Construção. Essa última câmara não tinha um teto chato, mas sim um teto em “crista”, formado de 8 lajes de granito, inclinadas umas para as outras, formando uma crista no teto. Todas as câmaras têm uma distância aproximada de 0,90m entre elas, com exceção da quinta câmara, que tem um teto em crista permitindo que a pessoa fique de pé. (Ver ilustração nº 38.)

Tendo a primeira Câmara de Construção estabelecido o precedente, recebendo o nome de Davison, seu descobridor, o Coronel Vyse então deu às segunda, terceira, quarta e quinta Câmaras de Construção os nomes de General Arthur Wellington, Almirante Horatio Nelson, Lady Ann Arbuthnot e Coronel Patrick Campbell, respectivamente.

Vyse descobriu ainda as marcas de tinta vermelha-ocre nas quatro Câmaras de Construção superiores, discutidas no capítulo anterior.

O Coronel Vyse tem a seu crédito ainda outra descoberta notável, com relação aos dois canais de ventilação na Câmara do Rei. Se bem que fosse na verdade o Professor John Greaves quem identificou as duas aberturas de 0,23m nas paredes norte e sul da Câmara do Rei, como sendo possivelmente canais de ventilação, esses canais só foram verificados positivamente quando um assistente de Vyse localizou as extremidades desses respiradouros nas respectivas faces da Pirâmide. vyse foi quem descobriu esses respiradores, permitindo que mais ar livre circulasse na Câmara do Rei.

Fonte: As profecias da pirâmide, Max Toth, Editora Record, 1979, Rio de Janeiro, RJ, pp. 185-199.

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Os Incas na Argentina e os mistérios de Las Marías

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

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– Pirâmides no norte da Argentina. Peddras que desaparecem em pleno ar ou que voltam a se juntar depois de quebradas. Luzes assassinas que desorientam os viajantes. Entidades fantasmais que defendem os animais dos caçadores. Este são alguns dos mistérios existentes na província de Catamarca. –

Texto e fotos de Pablo Villarrubia Mauso

[…]

Pouco se sabe sobre a chegada dos incas ao norte da Argentina. As primeiras invasões aos territórios onde habitavam os Calchaquíes e Diguitas ocorreram a partir de 1470. Um dos poucos vestígios de sua presença em Catamarca é a magnífica cidade de El Shincal, a mais importante no extremo sul do grande império, e o único local na Argentina em que se encontram pirâmides.

Essa cidade reproduzia, em menor escala, o plano da cidade de Cuzco, a capital do império inca, o “umbigo do mundo”. Além de uma fortaleza, era um centro administrativo, militar, de comunicações, de reabastecimento e de controle regional.

Os incas impuseram seu idioma, o quíchua, mas ainda hoje existem famílias que falam algumas palavras e expressões do icioma anterior, o cacán, com seus três dialetos. O Shincal foi concebido, planejado e teve sua construção ordenada pelo rei Topa Inca Yupanki a partir de 1471, e lá eles estiveram até 1536, com a queda do império inca.

Segundo o grande estudioso Raúl Algerich, há uma lenda – praticamente desconhecida – segunda a qual em El Shincal viveu exilada Coyllur (Estrela Caída do Céu), uma das filhas do último inca. Seu pecado foi o de se apaixonar por Ollantay, personagem mítico semelhante a Hércules. Antes do exílio, Coyllur e seu amado Ollantay fugiram e viveram alguns anos nas montanhas, onde tiveram um filho. Esse relato, com toques de tragédia grega, terminou com Ollantay sendo assassinado pela guarda inca. Apesar de seus poderes físicos, o herói era mortal.

Saí de San José del Valle de Catamarca, a bonita capital da província, rumo a Londres, que não é a famosa cidade da neblina, mas um povoado agradável e monótono a cerca de três horas de San José, situado entre os vales catamarquenhos, onde a chuva é rara. Com meus amigos Eduardo Solá, sua filha Natasha e Cristian Aguero, fomos até o museu arqueológico do povoado, e ali encontramos o arqueólogo Dario Iturriza.

Enquanto seguíamos para Shincal, Iturriza nos dizia que “o cérebro arqueológico Ddán Quiroga foi o primeiro a registrar oficialmente a existência da cidade, numa nota enviada ao Instituto Geográfico Argentino, e ela ficou esquecida por muitos anos. Ao que parecef, não deram muita atenção, pois podiam ter interpretado a descoberta como um simples curral (tambo), como se chamavam os postos de descanso e abastecimento de grãos que existiam a cada 30 quilômetros ao longo do caminho inca”.

“Mas viajantes posteriores prceberam que asr ruínas ocupavam uma grande extensão, formada por montículos e muros que surgiam entre a vegetação. Contudo, as investigações e escavações arqueológicas para reconstruir a cidade só começaram em 1992, e recuperou-se quase uma centena de edifícios construídos com pedras”.

[…]

O centro de Shincal é formado por 12 edifícios públicos, entre eles uma Praça de Armas, ou Aukaipata, de grandes dimensões: 200 por 200 metros. Ela era cortada por um aqueduto de pedra com cerca de 3km, que se abastecia a partir do rio Quimivíl. Uns vinte depósitos circulares e várias residências nos subúrbios compunham a esplêndida cidade.

Na zona sul, encontram-se colinas aterradas sobre as quais existem construções, talvez sentinelas, destinadas à vigilância. Quando chegamos à cidade, somente a 6km de Londres – não a grande cidade da inglaterra, mas um povoado local – sentimos o ar seco e um ambiente desolado no qual cresciam arbustos e vegetação rasteira. Era difícil imaginar que os incas se estabeleceram ali, numa região tão difícil.

A muito custo, subimos um caminho que nos levou até o cume aplainado de uma pequena colina piramidal, de onde observamos o que fora o majestoso Shincal. Diante de nossas vistas, no fundo do vale cercado de altas montanhas, estava o conjunto pétreo mais bem conservado, o núcleo cerimonial e cívico, onde sobressaía outra pirâmide de terra e com escadas. Abaixo, a seus pés, a Aukaipata, situada entre as duas colinas piramidais de 25 metros de altura, quase gêmeas.

“Seus cumes foram artificialmente aplainados”, nos disse Iturriza, “e os lados murados com pedras com cerca de dois metros de altura. Ambas as colinas foram providas de acessos por escadas de pedras. É provável que uma delas estivesse vinculada a atividades religiosas ligadas ao culto solar inca”.

Um dos edifícios que vimos do alto é o Kallanka, uma construção de pedra de 50 por 10 metros, com 1,5m de altura e com quatro aberturas trapezoidais laterais e duas frontais.

Outra construção importante é o Ushnu, uma plataforma levemente piramidal, com 16 metros de largura e 2 de altura, com uma escada de acesso com nove degraus em direção ao poente. Tem muros duplos, com enchimento interior de barro. Mas o maior mistério de Ushnu está em sua função astronômica.

Encontramos a chave num texto anônimo de um jesuíta, de 1594, que diz: “[…] para saber a posição do Sol… tinham outro pilar no meio da praça… num local assinalado de propósito, que nomearam Osno (Ushnu) e a partir dali localizavam o Sol… e estando combinado, era o tempo geral de semear… á lua de setembro chamavam Cituaquilla. Neste mês se juntavam em Cuzco todos os índios de toda a comarca, e se juntavam todos na praça principal chamada Haocaypata (Haukaipata) e ali faziam seus sacrifícios ao sol, com muitas cerimônias numa coluna de pedra que tinham no meio da praça, com seu teatro chamado Osno (Ushnu)…”

O cronista Frei Domingo de Santo Tomás (que escreveu a primeira gramática quíchua, em 1560) também mencionava a função do Ushnu: “Ozño (Ushnu): altar ou lugar sagrado para sacrificar; altar onde sacrificam…” Outro cronista, González Holguín (1608), dizia: “Ushnu: tribunal de juiz com uma pedra fincada… altar antigo”. O célebre Cieza de León (1553), dizia que “[…] no meio da grande praça (de Cuzco) havia outro assento como no teatro onde o senhor se sentava para ver os fiéis e as festas habituais…”

“O pilar de pedra principal”, disse Dario Iturriza, “devia ser o chamado gnomon, que servia para medir a passagem do sol, pela sombra que projetava no chão, e para planejar as atividades agrícolas”. Curiosamente, foi possível encontrar restos de cerâmica espanhola de Talavera de la Reina e várias lajes espanholas, o que parece indicar que o lugar continuou sendo utilizado mesmo depois da chegada dos conquistadores.

Segundo as investigações dos arqueólogos, especialmente de Rodolfo Raffino, do Museu Nacional de La Plata, estes restos coloniais poderiam ser resultado dos acontecimentos do século 17, o chamado Gran Alzamiento Diaguita (Grande Revolta Diaguita). Entre 1630 e 1636, El Shincal, já em ruínas, foi ocupado por tropas da confederação indígena dos Diaguitas, sob o comando do cacique Chelemín. A partir dali, em várias ocasiões, atacou o povoado de Londres de Nueva Inglaterra, ordenando pilhagens e roubando gado espanhol. Ao mesmo tempo, cortaram a água do povoado, obrigando os moradores a abandoná-lo.

“O incomum”, dizia o inconformado arqueólogo, “é esta seguência invertida, com os objetos mais antigos encima, e os mais recentes embaixo. É curioso que, junto com a cerâmica de Talavera, tenha sido encontrado um crânio de touro. Rafiro diz que está enterrado de forma ritual. Acredita-se que Chelemín roubou o gado espanhol e fez uma cerimônia de poder. Mais acima, encontramos a capa Coche, uma cerimônia inca, um sepultamento de grandes animais como lhamas. Mais acima, encontramos cerâmica diluída, Tem de haver uma revisão do que foi Ushnu, pois ainda é um mistério”.

No cume de uma pequena colina, 100 metros ao norte da Praça de Armas, encontra-se – além de algumas estatuas arquitetônicas quadrangulares e outras circulares – uma pedra quase quadrada com um pequeno túmulo no lado norte. “Tinha a função de Intihuatana, a de prender o Sol, no conceito dos antigos incas, algo semelhante à Intihuatana que existe em Machu Picchu”. Outras colinas, uma a leste, outra mais ao sul e outra mais ao norte, coincidem, a grosso modo, com os ângulos poentes do Sol nos solstícios de verão e inverno.

As investigações apenas começaram na enorme cidade. Iturriza acredita que com o auxílio de arqueólogos de outros países, em breve poderão mostrar que El Shincal foi um dos espaços sagrados e astronômicos mais importantes da América.

Fonte: Revista Sexto Sentido – ano 5 – número 60, Mythos Editora, pp.37-39.

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O prisioneiro da pirâmide

Publicado por: luxcuritiba em abril 19, 2008

O incidente da Torre de Babel pôs um fim súbito e inesperado à mais longa era de paz na Terra de que o homem tem notícia. A cadeia de eventos trágicos que esse acontecimento iniciou teve uma relação direta com a Grande Pirâmide e seus mistérios. Para desvendar esses segredos, apresentaremos nossa teoria sobre como essa estrutura singular foi projetada e construída, e posteriormente lacrada e invadida.

Como se não bastassem os inúmeros enigmas existentes sobre a construção da Grande Pirâmide, existem outros dois relacionados com a estrutura terminada. Todas as teorias que tentaram explicálos, uma vez que se baseavam na hipótese de que a pirâmide seria uma tumba real, mostraram-se inconsistentes. Acreditamos que as respostas para esses enigmas não estão nas lendas dos homens, mas sim nas dos deuses.

Várias referências à Grande Pirâmide encontradas em crônicas gregas e romanas comprovam que naquela época era bem conhecida a entrada protegida pela pedra giratória, o Corredor Descendente e a Cova Subterrânea. No entanto, ninguém desconfiava da existência de todo o sistema de túneis e câmaras superiores, porque a entrada para o Corredor Ascendente encontrava-se lacrada por três grandes blocos de granito e camuflada com uma pedra triangular encaixada no teto da passagem.

Durante os séculos que se seguiram, até mesmo a posição da entrada da pirâmide acabou sendo esquecida. Por isso, quando o califa Al-Mamun decidiu penetrar na pirâmide, no ano 820, seus homens forçaram uma abertura, abrindo um túnel escavado a esmo.

O Corredor Descendente foi descoberto por acaso. O som de uma pedra que caiu no vazio incentivou os trabalhadores a continu-ar com a escavação até atingi-la. Mas o que caíra com o impacto das picaretas e martelos era uma pedra triangular que disfarçava a entrada do Corredor Ascendente, e a queda revelou o tampão feito com os blocos de granito. Incapazes até mesmo de lascá-los com suas ferramentas, os homens do califa cavaram as pedras de calcá-rio em torno deles e chegaram ao Corredor Ascendente, e daí ao conjunto de câmaras e túneis superiores. Todos os historiadores árabes contemporâneos de Al-Mamun afirmam que ele não encon-trou no interior da pirâmide nada além de espaços vazios.

Depois de retirarem o entulho – pedaços de calcário que com o passar dos séculos tinham deslizado pela passagem e se acumulado junto ao tampão de granito -, os árabes subiram agachados o estreito túnel quadrado. Ao chegar ao seu final puderam ficar em pé, pois tinham atingido a junção do Corredor Ascendente com o Corredor Horizontal e a Grande Galeria. Seguindo pelo túnel hori-zontal, eles chegaram à câmara com teto em V invertido, que ex-ploradores de épocas posteriores passaram a chamar de “Câmara da Rainha”. Ela e seu enigmático nicho estavam completamente vazios, e as paredes não mostravam nenhum sinal de decoração. Voltando à junção, os homens subiram pela Grande Galeria, usando para se apoiar os orifícios perfeitamente cortados na pedra, agora não mais que buracos vazios, pois uma camada de poeira branca que cobria o piso e as rampas era limosa e escorregadia. Depois de subirem o Grande Degrau no final da galeria, viram-se diante da Antecâmara e, ao entrarem nela, descobriram que as portas corrediças que de-viam fechá-la não existiam mais. Agacharam-se para penetrar na câmara superior (mais tarde batizada “Câmara do Rei”) e constata-ram que a única coisa que havia nela era uma pedra escavada em forma de baú (“O Caixão”, dos exploradores posteriores).

Voltando à junção das três passagens, os árabes notaram um buraco num canto junto à entrada da Grande Galeria e viram que uma das pedras de calcário que formava a rampa tinha sido arrebentada. Entrando pelo buraco, eles encontraram-se numa curta passagem horizontal que se abria para um túnel vertical, que ima-ginaram ser um poço de água. Enquanto desciam por esse Po-ço (como veio a ser conhecido), descobriram que aquele era apenas o trecho superior de uma longa série de dutos, com cerca de 60 metros de comprimento total, que terminava no Corredor Descen-dente, dessa forma ligando as câmaras e corredores superiores com os inferiores. Tudo indica que a abertura para o Corredor Descendente estava fechada e escondida de quem passava por ela até os homens do califa a abrirem, vindos de cima para baixo.

As descobertas dos árabes e investigações posteriores desen-cadearam uma infinidade de enigmas. Por que, quando e quem ve-dou o Corredor Ascendente? Por que, quando e quem fez o Poço que atravessava o terço inferior da pirâmide até atingir sua base rocho-sa?

A teoria mais corrente que tentou responder essas perguntas dizia que a pirâmide fora construída por Khufu (Quéops) para ser sua tumba e que, depois de o corpo mumificado do faraó ter sido colocado no “caixão da Câmara do Rei”, os servos, por ordem dos sacerdotes, fizeram deslizar os três blocos de granito pelo Corredor Ascendente, de cima para baixo, para vedarem sua entrada. Eles, portanto, ficariam enterrados vivos com o faraó. Contudo, esses servos enganaram os sacerdotes: arrebentaram a pedra no canto da Grande Galeria, escavaram o poço e atingiram o Corredor Descendente, fugindo pela entrada da pirâmide situada na face norte.

Essa teoria é muito difundida, mas não resiste a um escrutínio crítico.

O Poço é constituído por sete segmentos distintos. Seis deles são constituídos com precisão, possuindo linhas e planos retos, e um é tortuoso, escavado a esmo, obviamente sem seguir um projeto anterior. A série de dutos começa com a parte horizontal superior (A) curta, que liga a Grande Galeria com o segmento vertical B, que, por meio do segmento tortuoso C, liga-se com um trecho verti-cal inferior (O). Segue-se um trecho bastante inclinado (E), que leva a um segmento mais curto (F), com uma inclinação bem menor do que a anterior. Por fim há um pequeno trecho que deveria ser horizontal para se equiparar com A, mas que é ligeiramente inclinado e desigual (G), abrindo-se para o Corredor Descendente. O poço propriamente dito, constituído pelos trechos B, C, D, E e F, apesar das mudanças de rumo quando visto num plano norte-sul está precisamente alinhado dentro de um plano leste-oeste paralelo ao plano das passagens e câmaras.

Enquanto os três segmentos superiores do Poço cortam cerca de 20 metros de blocos de calcário, os inferiores atravessam cerca de 50 metros de rocha pura. Ora, segundo a teoria acima, alguns poucos servos deixados no interior da pirâmide para fazerem desli-zar o tampão de granito não poderiam ter escavado a rocha com tanta perfeição. Também, se a escavação foi feita de cima para baixo, onde teria ido parar o entulho que, obrigatoriamente, teria de ser levado para cima enquanto eles cavaram? Levando-se em conta que o Poço tem cerca de 70 centímetros de largura na maio-ria de seus trechos, quase mil quilos de pedaços de calcário e rocha teriam de ser depositados nas câmaras e passagens superiores.

Em vista dessas improbabilidades, novas teorias foram apresentadas, tendo como base a hipótese de que o Poço fora escavado de baixo para cima (nesse caso, o entulho teria sido removido pelo Corredor Descendente). E qual seria a explicação para isso? Segundo essas teorias, quando o faraó estava sendo enterrado, um terremoto sacudiu a pirâmide, fazendo soltarem-se prematuramente os blocos de granito que iriam vedar a passagem. E não somente servos, mas também membros da família real, e altos sacerdotes, ficaram presos. Como os projetos de construção da pirâmide ainda con-tinuavam disponíveis, equipes de salvamento fizeram o Poço para atingir a Grande Galeria e libertar os dignitários.

Essa teoria e muitas outras, como uma há muito descartada, que afirmava ser o Poço obra de ladrões de túmulos, pecam por não explicar a questão da precisão. Por que equipes de salvamento ou ladrões perderiam tempo em construir dutos tão perfeitos? Como já dissemos, todos os segmentos são retos, com ângulos uniformes ao longo de todo o comprimento e cuidadosamente acabados.

Enquanto cresciam os indícios de que jamais um faraó fora enterrado dentro da Grande Pirâmide, surgiu uma nova teoria, que logo ganhou muitos seguidores: o Poço fora construído para permitir o exame de fissuras na rocha resultantes de um terremoto. A me-lhor obra com base nessa hipótese é o livro The Great Pyra-mid Passages and Chambers, dos irmãos John e Morton Edgar. Moti-vados por um zelo religioso que via no monumento uma expressão em pedra das profecias bíblicas, os Edgar limparam, examinaram e fotografaram todos os cantos da pirâmide. Com isso, demonstraram conclusivamente que tanto o trecho horizontal curto A como o primeiro segmento vertical B eram parte da construção original. Além disso, descobriram que o segmento D não fora escavado, mas cuida-dosamente construído com blocos de calcário, para atravessar uma cavidade natural na base rochosa. Essa cavidade só poderia ter sido preenchida por ocasião da construção da pirâmide. Em outras pala-vras, esse trecho também era muito antigo.

Segundo a teoria dos irmãos Edgar, quando a base da pirâmide estava em construção, um terremoto abalou vários pontos da rocha em que ela se assentava. Para avaliar a extensão dos danos e determinar se a obra poderia continuar, os construtores fizeram os dutos E e F como poços de inspeção. Ao constatarem que os estragos não tinham sido importantes, eles autorizaram o prosseguimento da obra. No entanto, visando possibilitar inspeções periódicas mais rápidas, foi escavado o pequeno trecho horizontal G, não tão per-feito e com cerca de 1,80 metros de comprimento, ligando a Passa-gem Descendente com o segmento F.

Embora as teorias dos irmãos Edgar (ampliadas por Adam Ru-therford em seu livro Pyramidology) tenham sido adotadas por mui-tos, elas ainda estão longe de dar solução aos enigmas. De novo, se os trechos E e F foram construídos como poços de inspeção feitos numa emergência, por que tanto gasto de tempo e preocupação com precisão durante sua construção? Qual o propósito original dos dutos B e D? Como explicar o trecho tortuoso C, escavado grosseiramente no calcário? E o tampão de granito? Por que lacrar o Corredor Ascendente se não tinha havido um enterro?

Apesar de a teoria dos Edgar ser falha, a árdua e minuciosa medição feita por eles guarda a chave dos enigmas. Acredito que as partes essenciais do Poço foram de fato executadas pelos construtores originais e eram parte integrante do projeto, sendo características destinadas a servir de diretrizes arquiteturais durante a construção da pirâmide.

Ao longo dos séculos, muito se escreveu sobre as maravilhosas proporções e notáveis relações geométricas da Grande Pirâmide. No entanto, como todas as outras estruturas similares do Egito possuíam apenas passagens inferiores, sempre houve a tendência de se encarar todo o sistema superior como uma melhoria que surgiu com o passar do tempo. Em resultado disso, foi dada pouca atenção a certos alinhamentos entre os dois sistemas, que só poderiam existir se as partes inferiores e superiores tivessem sido planejadas e cons-truídas simultaneamente. Assim, por exemplo, o ponto na Grande Galeria onde o piso eleva-se abruptamente para formar o Grande Degrau (U – fig. 71), o eixo central da Câmara da Rainha (Q) e um recesso no segmento G estão todos situados na linha central da pi-râmide. Um enigmático degrau (5), situado na parte superior do Corredor Horizontal, está alinhado com o ponto que marca o final do Corredor Descendente (P). O diagrama que se segue revelará muitos outros alinhamentos.

Mostraremos agora que todos esses alinhamentos não foram obra do acaso, mas de um cuidadoso trabalho de concepção e planejamento, e que os dutos acabados do Poço eram parte integrante da pirâmide.
Comecemos pelo trecho D, porque acreditamos que foi o pri-meiro a ser construído. Atualmente todos concordam que a eleva-ção rochosa onde a pirâmide está assentada foi aplainada em de-graus. O nível mais inferior da rocha (visível do lado de fora) formava a Linha Base. O nível superior da rocha fica na altura da Gruta, e ali pode ser vista a primeira camada (“Curso”) de blocos de calcário. Uma vez que o trecho D esta abaixo desse primeiro curso, ele deve ter sido construído antes, pois o único modo de se abrir um túnel numa rocha é da face externa para dentro. O duto E co-meça sua descida inclinada exatamente no final do trecho D, o que significa que ele só foi escavado quando D já estava pronto. Termi-nado E, foram feitos F e G.

Por que – e esse é um fato que geralmente passa despercebido o segmento E está inclinado em relação ao trecho D e a Linha Base num ângulo exato de 45 graus? Por que, se era meramente um poço de inspeção, ele não continua até o Corredor Descendente em vez de inclinar-se, dando origem ao trecho F? E por que esse trecho F está num ângulo exato de 90 graus em relação ao Corredor Descen-dente?
Como os arquitetos da pirâmide projetaram essas simetrias, alinhamentos perfeitos e notáveis relações geométricas? Nossa ex-plicação para isso mostra a disposição das partes interiores da pi-râmide como devem ter sido projetadas pelos que a conceberam. Trata-se de um projeto arquitetônico simples, mas muito engenhoso que alcança a perfeição com o auxílio de apenas três circunferên-cias e algumas linhas!

A construção da pirâmide começou com o nivelamento da colina rochosa onde ela seria erigida. Para conferir maior estabilidade à estrutura, a rocha só foi cortada perto da circunferência da base da pirâmide. No núcleo o leito rochoso foi deixado mais alto, elevando-se em degraus. Então a Gruta – uma falha natural na rocha ou uma cavidade artificial – foi escolhida para ser o ponto onde come-çariam os alinhamentos da estrutura.

O primeiro dos dutos verticais, D, foi construído atravessando a Gruta, sendo em parte feito de blocos de calcário e parte escava-do diretamente na rocha. A altura do trecho D marca exatamente a distância do nível base até onde termina a rocha e começa o assen-tamento de blocos de calcário no núcleo da pirâmide.

Há muito reconhece-se que o valor de n, ou seja, a relação entre o valor do comprimento da circunferência e seu diâmetro, foi empregado para se calcular a circunferência da base, lados e altura da pirâmide. Mas, como mostra claramente o diagrama, não apenas o aspecto exterior, mas também suas características interiores fo-ram projetadas com o auxílio de três circunferências iguais.

É claro que antes de desenhar as três circunferências, os ar-quitetos das pirâmides tiveram primeiro de escolher uma medida de raio adequada. Os que vêm estudando a Grande Pirâmide nunca conseguiram encaixar em suas proporções perfeitas nenhuma das antigas unidades egípcias de medição: o cúbito comum, com 24 de-dos, ou o “cúbito real”, com cerca de 28 dedos (525 milímetros). Há uns três séculos, Isaac Newton concluiu que um enigmático “cúbito sagrado”, com 600 milímetros, fora empregado não somente na construção da pirâmide como também na Arca de Noé e no templo de Jerusalém, conclusão que atualmente os egiptólogos e piramidó-logos aceitam para o caso da pirâmide. Nossos próprios cálculos mostram que o raio adotado para as três circunferências foi igual a 60 desses cúbitos sagrados e, como se sabe, 60 era o número-base do sistema matemático sumério, o sistema sexagesimal. Essa medi-da de 60 cúbitos sagrados é dominante nos comprimentos e alturas da estrutura interior da pirâmide e nas dimensões de sua base.

Uma vez escolhido o raio das circunferências, traçou-se a Li-nha Horizontal que marcaria o fim do leito rochoso e início das ca-madas de blocos de calcário, passando pelo ponto D, situado na Gruta. O centro da primeira circunferência ficou nesse ponto (1). Os dois seguintes ficaram nas interseções dessa circunferência com a linha horizontal.

No ponto onde a segunda circunferência cortava o Nível da Base da Pirâmide (4) elevar-se-ia uma das faces da pirâmide, com uma inclinação de 52 graus – o ângulo perfeito porque é o único que incorpora as relações Pi na estrutura.

O trecho E seria construído num angulo de 45 graus, saindo do fundo do duto D. A projeção da linha E para cima, cortando o círculo 2 no ponto 5, forneceu a linha inclinada para a face oposta da pirâmide e também demarcou a altura onde deveriam ficar a Câmara do Rei e a Antecâmara (linha 5-U-K), e o final da Grande Galeria. Projetada para baixo, a inclinação do trecho E determinou o ponto onde terminaria a Passagem Descendente. Uma linha vertical saindo de P determinou a posição do Degrau (5) no Corredor Hori-zontal, perto da Câmara da Rainha.

Passando para a terceira circunferência, a da esquerda, ve-mos que seu centro (ponto 3) marca a linha vertical da pirâmide. No local onde ela corta a linha que passa pela parte superior das três circunferências foi colocado o Grande Degrau (V), marcando o final da Grande Galeria e a posição do piso na Câmara do Rei. A linha central vertical em si determinou a posição da Câmara da Rainha. Ligando-se o centro da segunda circunferência (ponto 2) com V, obteve-se a linha de piso do Corredor Ascendente e da Gran-de Galeria.

O duto vertical F sai do final do segmento E, numa inclinação que permite que a linha projetada para cima a partir dele corte a linha de piso 2-V num ângulo reto. À partir do ponto formado pela interseção da projeção do segmento F com a primeira circunferên-cia, a central, (ponto 6), desenhou-se uma linha passando pelo pon-to 2 e continuando até se encontrar com a face da pirâmide (ponto 7), o que determinou a posição do Corredor Ascendente, sua junção com o Corredor Descendente (ponto 2) e a entrada da pirâmide.

Portanto, as três circunferências e os túneis verticais D, E e F determinaram a maioria das partes essenciais da Grande Pirâmide. No entanto ainda faltava marcar onde ficariam os pontos em que terminaria o Corredor Ascendente e começaria a Grande Galeria e, conseqüentemente, o nível do Corredor Horizontal levando para a Câmara da Rainha. É aqui que entra em cena o trecho B do Poço. Ninguém até agora salientou que seu comprimento é exatamente igual a D e que ele marca exatamente a distância entre o nível da entrada e o nível do Corredor Horizontal. B foi colocado no ponto onde a linha do Corredor Ascendente corta a circunferência 2 (pon-to 8), e sua extensão vertical determina o inicio da parede da Grande Galeria. A distância entre o ponto 8 e o ponto 9, onde a linha vertical saindo de D corta a linha horizontal que sai de 8 é o local da grandiosa junção das passagens e a Grande Galeria.

Para a execução desse projeto, a construção teve de começar pelo trecho D, com o aproveitamento da cavidade natural da rocha, e nele foi colocado o teodolito ou equipamento similar que deter-minou a direção em que os segmentos E e F teriam de ser escavados na rocha pura. Esses trechos sumiram de vista quando o assenta-mento dos blocos de calcário subiu acima do nível rochoso. Então foi escavado o duto G, mais grosseiro, para a retirada dos instru-mentos de medição ou então para se permitir inspeções de última hora. No ponto de junção do trecho G com o Corredor Descendente, colocou-se um bloco de calcário bem ajustado fechando a abertura, o que terminou escondendo de vez esses dutos inferiores.

O trecho B, ligado no ponto 8 com as passagens através do pequeno segmento horizontal A, permitiu aos construtores da pirâmide terminar o seu interior. Uma vez concluída essa parte da obra, deixou de haver necessidade do uso funcional ou arquitetural desses segmentos e a entrada para eles foi fechada por meio de uma pedra de calcário da rampa, bem ajustada, em forma de cunha.

A obra estava completa, com todos os segmentos do Poço o-cultos de vista. No entanto, resta um deles que, pelo que vimos anteriormente, não teve nenhuma função ou propósito no projeto ou na construção da Grande Pirâmide.

Essa exceção é o trecho C, escavado grosseiramente nas ca-madas de blocos de calcário, torto, desigual, deixando as pedras quebradas, cheias de pontas e asperezas. Quando, por que e como surgiu esse enigmático pedaço do Poço?

Esse trecho, acreditamos, não existia quando a pirâmide foi concluída pelos seus construtores. Como mostraremos adiante, tra-ta-se de um túnel feito apressadamente muito mais tarde, quando Marduk foi aprisionado vivo dentro da Grande Pirâmide.

Não existe dúvida de que Marduk foi aprisionado vivo na “Tumba Montanha”, porque vários textos mesopotâmicos traduzidos com competência atestam esse fato. Outros relatos nos esclarecem so-bre a natureza do crime que redundou nessa sentença. Todos juntos nos permitem fazer uma reconstrução plausível dos acontecimen-tos.

Expulso da Babilônia e de toda a região da Mesopotâmia, Mar-duk voltou ao Egito e não perdeu tempo para se estabelecer em Heliópolis, enfatizando o papel da cidade como seu “centro de cul-to” ao reunir os objetos celestiais que possuía num santuário espe-cial, ao qual, daí em diante e por muitos séculos depois, os egípcios faziam peregrinações.

Porém, ao tentar restabelecer seu domínio hegemônico sobre o Egito, Marduk descobriu que as coisas tinham mudado desde que ele partira dali para tentar seu golpe de Estado na Mesopotâmia. Embora, pelo que se pode depreender, Thot não tenha se empenhado numa luta pela supremacia e Nergal e Gibil estivessem muito distantes desse centro de poder, surgira um novo rival nesse ínterim: Dumuzi. O filho mais novo de Enki, cujos domínios faziam fronteira com o Alto Egito, estava emergindo como o novo preten-dente ao trono.

Havia alguém insuflando as ambições de Dumuzi e era nin-guém mais ninguém menos que sua noiva Inanna/Ishtar – mais um motivo para o desagrado e suspeitas de Marduk.

A lenda de Dumuzi e Inanna, já que ele era o filho de Enki e ela neta de Enlil, faz o leitor recordar-se da história de Romeu e Julieta. E, tal como no drama de Shakespeare, essa crônica também termina em tragédia, morte e vingança.

A primeira presença de Inanna/Ishtar no Egito está registrada no texto de Edfu que conta a Primeira Guerra da Pirâmide. Ali chamada de Astarot, seu nome cananeu, conta-se que ela surgiu no meio do campo de batalha para ajudar as forças de Hórus. O motivo para essa inexplicável presença no Egito poderia talvez ser uma visita ao seu noivo Dumuzi, por cujos domínios o exército passava no seu avanço para o Alto Egito. Um texto sumério registra uma visita que a deusa fez ao noivo, “O que Cuida do Gado”, em seu dis-tante distrito rural. Ele nos conta como Dumuzi esperava a chegada de sua prometida e como dirigiu palavras de incentivo a uma noiva ansiosa em relação a seu futuro numa terra estranha:

O rapaz aguardava;
Dumuzi abriu a porta.
Como um raio de luar ela avançou ao seu encontro…
Ele a contemplou, regozijou-se com o que viu, tomou-a nos braços e a beijou.
O que Cuida do Gado colocou o braço em torno da donzela.
“Não a trouxe para a escravidão”, ele disse.
“Sua mesa será esplêndida, a mesma em que eu mesmo como…”.

Naquela época, Inanna/Ishtar tinha a bênção de seus pais, Nannar/Sin e Ningal, e também a de seu irmão, Utu/Shamash, para uma união tipo Romeu e Julieta entre a neta de Enlil e um filho de Enki. Alguns irmãos de Dumuzi, e talvez o próprio Enki, concordavam com o casamento e a presentearam com contas e peças de lápis-lazúli, a pedra preciosa de que ela mais gostava. E, para sur-preendê-la, esconderam as jóias no fundo de uma cesta cheia de tâmaras. Além disso, ao entrar no quarto que lhe fora destinado, Inanna encontrou “uma cama de ouro, adornada de lápis-lazúli, que Gibil mandara fundir para ela na morada de Nergal”.

Foi então que a guerra explodiu, e irmão lutou contra irmão. Enquanto eram apenas os filhos de Enki que se enfrentavam, nin-guém viu grandes problemas na presença de uma neta de Enlil na região. No entanto, depois da vitória de Hórus, quando Set ocupou terras que não lhe pertenciam, a situação mudou por completo. A Segunda Guerra da Pirâmide atirou os filhos e netos de Enlil contra os descendentes de Enki, e a “Julieta” teve de ser separada de seu “Romeu”.

Quando, terminada a guerra, os noivos se reuniram e consu-maram o casamento, passaram muitos dias e noites envoltos em êxtase e bem-aventurança, fato que foi tema de muitas canções de amor sumérias. Mas mesmo enquanto eles faziam amor, Inanna sus-surrava palavras provocadoras ao marido:

Suas partes são tão doces como sua boca e fazem jus a sua posição principesca!
Subjugue o país rebelde, faça a nação se multiplicar.
Eu o governarei corretamente!

Numa outra ocasião, Inanna revelou a Dumuzi:

Tive a visão de uma grande nação escolhendo Dumuzi como seu deus…
Pois eu fiz de Dumuzi um nome a ser exaltado, eu lhe dei posição.

Apesar de todo esse amor, a união não foi considerada feliz, pois não produziu um herdeiro – ao que tudo indica, um requisito essencial para tornar realidade os anseios dos dois deuses. Dumuzi, na esperança de ter um herdeiro homem, recorreu a uma tática que já fora adotada por seu pai: tentou seduzir e fazer sexo com a própria irmã. Mas enquanto em épocas anteriores Ninharsag cedera aos avanços de Enki, Geshtinanna recusou a proposta do irmão. Deses-perado, Dumuzi violou um tabu sexual e a estuprou.

Essa trágica história está registrada numa plaquinha de argila que os estudiosos catalogaram como CT.15.28-29. O texto conta como Dumuzi despediu-se de Inanna, dizendo-lhe que precisava ir à planície deserta onde guardava seus rebanhos. Geshtinanna, “a irmã que conhecia canções, estava sentada lá”, pois pensava que fora convidada para um piquenique. Quando os dois estavam “comendo o alimento puro, rico em mel e manteiga, enquanto bebiam a fra-grante cerveja divina” e “divertiam-se alegremente… Dumuzi tomou a solene decisão de fazê-lo”. A fim de preparar Geshtinanna para o que ele tinha em mente, pegou um cordeiro e o fez copular com a ovelha-mãe, depois fez um cabrito copular com sua irmã cabrita. Enquanto os animais cometiam incesto, Dumuzi tocava Geshtinanna, procurando imitá-los. Quando suas intenções foram ficando mais óbvias, a moça “gritou e gritou em protesto”. Mas, “ele a montou… sua semente estava se derramando na vulva de Geshtinanna”… Ela gritou: “Pare! Isto é uma desgraça!” Mas Dumuzi não parou.

As rachaduras na placa de argila não nos permitem ler o que aconteceu depois do ato, mas tudo indica que Dumuzi explicou à irmã que aquilo fora premeditado, tendo talvez sido planejado com a ajuda de Inanna.

No código moral dos Anunnaki, o estupro era considerado um grave crime sexual. Em épocas mais remotas, quando os primeiros grupos de astronautas tinham chegado à Terra, Enlil, o comandante supremo, fora condenado ao exílio por ter estuprado uma jovem enfermeira (que posteriormente veio a ser sua esposa). Sem dúvida Dumuzi sabia bem o que estava fazendo e só deve ter tomado a irmã à força porque jamais imaginara que ela iria recusá-lo ou porque seus motivos eram muito fortes para superar seu temor pela proibição. Já o consentimento de Inanna nos faz lembrar da história de Abraão e Sara, sua esposa estéril, que lhe ofereceu a criada para ele ter um herdeiro homem.

Consciente de que cometera uma falta terrível, Dumuzi previu que pagaria por seu ato com a própria vida, como está contado no texto sumério SHA.GA.NE.IR.IM.SHI – “Seu Coração Estava Cheio de Lágrimas”. Composta como se fosse um sonho de Dumuzi, a história conta como ele viu todos os seus títulos e propriedade lhe serem tirados um a um pelo “Pássaro Principesco” e um falcão. O pesadelo terminou com Dumuzi vendo-se morto no meio de seus currais.

Ao acordar, ele pediu a Geshtinanna para interpretar o sonho. “Meu irmão, está muito claro para mim, seu sonho não é favorável”, ela respondeu. Ele prevê que “bandidos o atacarão em tocaia… você será manietado, terá os pés presos em grilhões”. Nem bem a jovem acabou de falar, os inimigos capturaram Dumuzi.

Ao se ver em ferros, Dumuzi lançou um apelo a UtuShamash: “Ó, Utu, és meu cunhado, sou o marido de tua irmã… Faça meus pés se transformarem nos de uma gazela, para que eu consiga escapar dos malvados!”. Ouvindo a súplica, Utu facilitou a fuga de Du-muzi. Depois de algumas aventuras, este foi se esconder na casa do Velho Belili – que tinha um caráter bastante duvidoso, que fazia jogo duplo. Mais uma vez foi capturado e fugiu. Finalmente encon-trou-se de novo entre seus currais, onde tentou esconder-se de seus perseguidores. Soprava um vento forte, que derrubou as cercas, tal como Dumuzi vira em seu sonho. E, no final:

As taças de beber estavam tombadas;
Dumuzi jazia morto.
O curral fora levado pelo vento.

A arena desses eventos, pelo menos nesse texto, é uma planí-cie desértica perto de um rio. A geografia do local é ampliada numa outra versão da história, um texto intitulado “O Mais Amargo dos Gritos”. Composto como um lamento de Inanna, ele conta como sete delegados de Kur entraram no curral e acordaram Dumuzi, que dor-mia. Diferente da versão anterior, que fala apenas que os persegui-dores eram os “malvados”, esse texto deixa claro que eles represen-tavam uma autoridade mais alta: “Meu amo mandou-nos vir buscá-lo”, disse o chefe. Em seguida, o grupo começou a tirar os objetos divinos do prisioneiro:

Tire a tiara divina de sua cabeça; levante-se de cabeça descoberta.
Tire o manto real de seu corpo, levante-se nu.
Ponha de lado o cajado divino que carrega, levante-se de mãos nuas.
Tire as sandálias sagradas de seus pés, levante-se descalço!

Dumuzi, porém, consegue fugir e alcança o rio “no grande di-que no deserto de E.MUSH (‘Casa das Cobras’)”. Só havia um lugar no Egito onde deserto e rio encontravam-se num grande dique: a pri-meira catarata do Nilo, onde atualmente está localizada a represa de Assuã.

Dumuzi atirou-se à água, mas devido à violenta correnteza não conseguiu atingir a margem oposta, onde sua mãe e Inanna ten-tavam oferecer-lhe proteção. As ondas o levaram para Kur.

Esses e outros textos paralelos revelam que os que haviam ido prender Dumuzi o faziam por ordem de um deus mais alto, o Senhor de Kur, que “lhe passara uma sentença”. No entanto a condenação não poderia ter vindo da Assembléia dos Deuses, pois deuses enlili-tas, como UtuShamash e Inanna, estavam ajudando Dumuzi. Portan-to, a sentença deveria ter sido dada por decisão única do Senhor de Kur, ou seja, Marduk, o irmão mais velho de Dumuzi e Geshtinanna.

Essa identidade surge num texto que os estudiosos chamam de “Os Mitos de Inanna e Bilulu”. Por ele ficamos sabendo que o Velho Belili da versão que vimos anteriormente era o Lorde Bilulu (EN.BILULU) disfarçado, a mesma deidade que ordenara a ação pu-nitiva contra Dumuzi. Os textos acadianos que tratam dos epítetos divinos explicam que En-Bilulu era il Marduk ska hattati: “O Deus Marduk que Pecara” e “O Lamentador de Inanna”.

Tendo desaprovado a união Inanna-Dumuzi desde o início, Marduk sem dúvida se colocou mais fortemente contrário a ela depois das guerras da pirâmide. O estupro de Geshtinanna, feito com motivos políticos, foi a oportunidade que ele esperava para pôr fim às intenções de Inanna em dominar o Egito. Talvez Marduk não te-nha decretado a morte de Dumuzi, pois a pena costumeira nesses casos era o exílio. É possível que ela tenha sido acidental.

Mas, para Inanna, acidentalmente ou não, Marduk causara a morte de seu amado. E, como deixam bem claro os textos, ela procurou vingança:

O que é sagrado no coração de Inanna?
Matar!
Matar o Lorde Bilulu.

Trabalhando com fragmentos encontrados em diversos mu-seus, os estudiosos reconstituíram um texto que Samuel N. Kramer chamou de “Inanna e Ebih” e classificou como parte do ciclo dos mitos de “morte do dragão”, pois trata da luta da deusa contra um deus cruel que se escondia no interior da “Montanha”.

As partes disponíveis dessa lenda contam como Inanna armou-se com tudo o que pôde para atacar o deus em seu esconderijo. Embora os outros deuses tenham tentado dissuadi-la, ela aproximou-se confiante da Montanha, que chamava de E.BIH (“Morada do Chamado Tristonho”), e proclamou:

Montanha, és tão alta, elevas-te acima de todas as outras…
Tocas o céu com teu ápice…
Mesmo assim, eu a destruirei, ao solo te atirarei…
No interior de teu coração, dor eu causarei.

Além dos textos, um escudo cilíndrico sumério deixa bem cla-ro que a Montanha era a Grande Pirâmide, e o local, o Egito. Inan-na, em sua habitual semi-nudez, é vista em confronto com um deus situado sobre três pirâmides, que aparecem exatamente como sur-gem diante de um observador em Gizé. A tiara do sacerdote, o signo egípcio ankh e as serpentes entrelaçadas apontam para o único lu-gar: o Egito.

Enquanto Inanna continuava a desafiar Marduk, agora escondendo-se dentro da grandiosa estrutura, sua fúria ia aumentando porque ele ignorava suas ameaças: “Pela segunda vez, indignada com aquele orgulho, a deusa aproximou-se novamente e proclamou: ‘Meu pai Enlil me permitiu entrar na Montanha!”‘. Exibindo suas ar-mas, Inanna anunciou: “No coração da Montanha penetrarei… Den-tro da Montanha, estabelecerei minha vitória!”. Não obtendo res-posta, deu início ao ataque:

Ela não parou mais de golpear os lados de E-Bih e todos os seus cantos, até mesmo sua miríade de pedras assentadas.
Mas dentro… A Grande Serpente que entrara não parava de cuspir seu veneno.

O próprio Anu interferiu na disputa, alertando Inanna de que o deus que se escondia na Montanha possuía armas terríveis: “Sua explosão é avassaladora; elas a impedirão de entrar”. Em seguida, Inanna foi procurar justiça pelos trâmites legais, levando sua causa contra o deus ofensor ao tribunal.

Os textos não deixam dúvida sobre a identidade do inimigo de Inanna. Tal como nas histórias sobre Ninurta, ele é chamado de A.ZAG e apelidado de “A Grande Serpente”, ou seja, Marduk. O local onde ele se escondeu é o “E.KUR, cujas paredes atingem os céus”, isto é, a Grande Pirâmide.

O registro do julgamento e da condenação de Marduk está num texto bastante fragmentado publicado pela Seção Babilônica do Museu da Universidade da Pensilvânia. As linhas legíveis começam com os deuses já sitiando a pirâmide e um porta-voz dirigindo-se a Marduk, “enclausurado”, implorando-lhe que se entre-gasse. O “malvado” ficou comovido com o apelo: “apesar da raiva em seu coração, lágrimas marejaram-lhe os olhos”. Marduk concor-dou em sair e apresentar-se diante do tribunal. O julgamento teria lugar perto das pirâmides, num templo situado à beira do rio.

Ao local de reverência, junto ao rio, acusadores e acusados se dirigiram.
Os inimigos ficaram a um lado.
A justiça foi colocada em ação.
Ao chegar a hora de sentenciar Marduk, veio à baila o mistério da morte de Dumuzi. Não havia dúvida de que ele era o responsável, mas teria sido propositado ou um acidente? Se o crime não fora premeditado, não caberia uma sentença de execução.
Enquanto estavam ali, perto das pirâmides, Inanna teve uma idéia, que apresentou diante do Conselho dos Deuses:

Nesse dia, a própria Dama, aquela que fala a verdade, a acusadora de Azag, a grande princesa, emitiu seu impressionante julgamento.

Existia um jeito de condenar Marduk à morte sem de fato e-xecutá-lo, disse a deusa. “Que ele seja enterrado vivo dentro da Grande Pirâmide”.

Que ele fique lá, como dentro de um envelope lacrado.
Sem ninguém para lhe fornecer alimento; sozinho deve sofrer, a fonte de água potável será cortada.

O Conselho dos Deuses aceitou a sugestão. “Tu és a dona da arte… A sorte decretas. Que assim seja!”. Imaginando que Anu concordaria com o veredicto, “os deuses passaram a ordem para o Céu e a Terra”. Ekur, a Grande Pirâmide, acabara de se transformar nu-ma prisão e, daí em diante, um dos epítetos de sua dona passou a ser “Senhora da Prisão”.

Foi então, acreditamos, que se terminou a lacração da pirâ-mide. Deixando Marduk sozinho na Câmara do Rei, os deuses que o prenderam saíram e, ao atingirem o Corredor Descendente, solta-ram o dispositivo que fez deslizarem os blocos de granito que lacra-ram a entrada para o Corredor Ascendente.

Devido aos dutos inclinados que ligavam a Câmara do Rei às faces norte e sul da pirâmide, Marduk tinha ar para respirar, mas não lhe fora deixado nenhum alimento ou água. Ele estava enterrado vivo, condenado a morrer em agonia.

O registro do enclausuramento de Marduk ficou preservado em tabuinhas de argila encontradas nas ruínas de Assur e Nínive, as antigas capitais assírias. O texto de Assur sugere que ele servia de roteiro para uma cerimônia realizada habitualmente na Babilônia, reencenando o sofrimento e o salvamento do deus. No entanto, nem a versão babilônica original nem o texto anterior sumério em que esse roteiro se baseou foram descobertos.

Heinrich Zimmem, que transcreveu e traduziu o texto de Assur a partir das tabuinhas guardadas no Museu de Berlim, criou uma grande comoção nos círculos teológicos ao anunciar sua interpreta-ção numa conferência realizada em setembro de 1921, pois viu nele um Mistério pré-cristão, tratando da morte e da ressurreição de um deus e, portanto, uma lenda do Cristo primitiva. Stephen Langdon, por sua vez, ao incluir o texto em seu livro sobre os Mistérios de Ano-Novo da Mesopotâmia, deu a esse relato em especial o titulo de A Morte e Ressurreição de Bel-Marduk, salientando seus paralelos com a história da morte e ressurreição de Jesus contada no Novo Testamento.

Mas, como conta o texto, Marduk ou Bel (“O Senhor”) não morreu, embora tenha sido encerrado dentro da Montanha como se ela fosse uma tumba – o que faz com o que o paralelo ainda se susten-te.

Essa antiga “peça teatral” para as festividades de Ano-Novo começa quando Marduk já está encarcerado na Montanha. Um men-sageiro vai avisar Nabu, o filho do deus, que, chocado com a notí-cia, toma seu carro para ir à Montanha. Ele chega “à casa na beira da Montanha, onde é interrogado”. Respondendo às indagações dos guardas, o filho aflito diz que é “Nabu, que vem de Borsippa, procu-rando saber sobre o bem-estar de seu pai, que foi feito prisioneiro”.

Vários atores entram e saem no palco. Eles representam “as pessoas das ruas que correm à procura de Bel, perguntando: ‘Onde ele está preso?”‘. O texto explica que depois de Bel “ter entrado na Montanha, a cidade foi tomada pelo tumulto” e, “por causa dele, houve muita luta”. Então surge uma deusa, Sarpanit, a irmã-esposa de Marduk, que é avisada por um mensageiro em lágrima que seu marido foi levado para a Montanha. Ele mostra as roupas de Marduk (possivelmente manchadas de sangue), dizendo: “Esta é a veste que tiraram dele, que foi trocada por um Traje de Condenação”. O homem então exibe uma mortalha para a platéia. “Isto significa que ele está num caixão”.

Sarpanit aproxima-se de uma estrutura que simboliza a Montanha. Ela vê um grupo de carpideiras. O roteiro explica:

Essas são as que lamentam depois que os deuses o trancaram, separando-o dos vivos.
Na Casa do Cativeiro, longe do sol e da luz, eles o prenderam.

O drama chega ao clímax: Marduk está morto…

Mas… Esperem, nem tudo está perdido! Sarpanit recita u-ma súplica aos dois deuses capazes de falar com Inanna a respeito de seu marido: seu Pai, Nannar/Sin, e seu irmão, Utu/Shamash. “Ela reza para Sin e Shamash, dizendo: ‘Dêem vida a Bel’.”

Sacerdotes, astrólogos e mensageiros entram no palco numa procissão, recitando preces e encantamentos, para fazer sacrifícios em honra de Inanna/Ishtar, pedindo sua misericórdia. O sumo sacerdote roga ao deus supremo e também a Sin e Shamash: “Devolvam Bel à vida!”.

O drama agora muda inesperadamente. O ator que faz o papel de Marduk, vestindo uma mortalha “tinta de sangue”, de repente começa a falar: “Não sou um pecador! Não serei exterminado!”. Em seguida anuncia que o deus supremo reviu seu caso e considerou-o inocente.

Mas, então, quem era o assassino? A atenção da platéia é desviada para a “porta de Sarpanit na Babilônia” e fica sabendo que o verdadeiro deus culpado foi capturado e vê sua cabeça por uma fresta da porta. “Essa é a cabeça do malvado, que será executado”.

Nabu, que retornara a Borsippa, volta para “parar diante do malvado e olhá-lo bem de perto”. Não ficamos sabendo a identidade do verdadeiro culpado, mas somos informados de que Nabu já o vira antes na companhia de Marduk. “Este é o pecador”, diz ele, selando o destino do cativo.

Os sacerdotes agarram o malvado, e ele é executado. “Aquele que cometeu o pecado” é levado num caixão. O assassino de Dumuzi pagou o crime com a própria vida.

Mas o pecado de Marduk, o de ser o causador indireto da mor-te de Dumuzi, pode ser reparado? Sarpanit reaparece em cena, u-sando as Vestes da Expiação. Ela limpa simbolicamente o sangue que foi derramado e em seguida lava as mãos em água purificada. “Esta é a água para a lavagem de mão que trouxeram depois de o Malvado ter sido levado embora.” Tochas são acesas em “todos os lugares sagrados de Bel”, e novamente todos dirigem súplicas ao deus supremo. A supremacia de Ninurta, que fora proclamada por ocasião de sua vitória sobre Zu, é reassegurada, aparentemente para aplacar qualquer receio de que Marduk, libertado, pudesse tentar contestá-la. Os rogos se sucedem até que o deus supremo envia um mensageiro divino, Nusku, para “anunciar as boas novas”.

Num gesto de boa vontade, Gula, a consorte de Ninurta, envia a Sarpanit novas roupas e sandálias para ser entregues a Marduk. A carruagem do deus, sem o condutor, é trazida à cena. Mas Sarpanit está confusa; não entende como Marduk poderá ser libertado, se estava preso numa tumba lacrada. “Como poderão colocar em liberdade aquele que não tem como sair?”

Nusku, o mensageiro divino, explica que Marduk passará pelo SA.BAD, a “abertura superior entalhada”. Conta que ela é:

Dalta biri ska iqabani ilani
Uma porta-túnel que os deuses perfurarão

Shunu itasrushu ina biti etarba
Seu vórtice eles levantarão, em sua morada reentrarão.

Dalta ina panishu etedili
A porta que foi barrada diante dele

Shunu harrate ina libbi dalti uptalishu
No vórtice do buraco, dentro das entranhas, uma porta eles perfurarão.

Qarabu ina libbi uppashu
Aproximando-se, em suas entranhas forçarão uma passagem.

Essa descrição de como Marduk seria libertado permaneceu sem sentido para muitos estudiosos. Todavia, para nós, o significado está mais do que claro. Como explicamos anteriormente, o segmen-to irregular e grosseiro C do Poço da Pirâmide não existia quando a construção foi concluída nem quando Marduk foi encarcerado. Ele foi o túnel que os deuses abriram para libertar o prisioneiro perdo-ado.

Como ainda estavam familiarizados com a disposição interior da estrutura, os Anunnaki perceberam que o caminho mais curto para chegarem a Marduk, faminto e sedento, seria abrindo uma passagem unindo os segmentos B e D do Poço de construção, o que representaria escavar um túnel de pouco mais de dez metros através dos relativamente moles blocos de calcário, uma tarefa que poderia ser realizada em poucas horas.

Removendo a pedra que cobria a entrada do Poço no Corredor Descendente, os salvadores entraram no trecho G e subiram rapidamente pelos segmentos inclinados E e F. No local onde E se ligava com o trecho vertical D, existia uma pedra de granito cobrindo a entrada na Gruta. Ela foi empurrada para um lado – e ainda continua nessa posição. Os salvadores galgaram a pequena distância até o alto de D e viram-se diante do primeiro curso de blocos de calcá-rio da pirâmide.

Cerca de dez metros acima ficava o fundo do trecho vertical B e o caminho para a Grande Galeria. Quem mais, senão os que ti-nham construído a pirâmide poderiam saber de suas seções superio-res lacradas e tinham as plantas do projeto para localizá-las?
Portanto, nossa teoria é que foram os salvadores de Marduk que escavaram o trecho C, usando ferramentas para “perfurar uma porta-túnel”.

Tendo atingido B, eles passaram para a pequena passagem horizontal A, onde um estranho, sem conhecimento do interior da i-mensa estrutura, teria parado mesmo se tivesse conseguido chegar até lá, pois só o que teria visto era uma parede de caleário sólido. Por isso, sugerimos que só os Anunnaki, que tinham em mãos a plan-ta do projeto da Grande Pirâmide, poderiam saber que atrás do bloco de caleário que tinham diante deles ficava a imensa cavidade da Grande Galeria e todas as outras partes superiores.

Para eles conseguirem acesso a essas câmaras e passagens, eles teriam de remover a pedra de rampa em forma de cunha, mas ela estava ajustada demais e não podia ser movida.

Se ela pudesse ter sido puxada, continuaria ali, na Grande Ga-leria. No entanto, o que vemos é um buraco, e todos os que o exa-minaram atentamente usaram a palavra explodido para descrevê-lo, afirmando que a explosão não foi de dentro da Galeria, mas a partir do Poço. Segundo Rutherford, em Pyramidology, “o buraco parece ter sido explodido por uma força tremenda vinda do interior do Po-ço”.

Mais uma vez os textos mesopotâmicos nos dão a solução do mistério. A pedra de fato foi retirada a partir do interior do trecho A. Como diz o verso final do texto que vimos: “Aproximando-se, em suas entranhas forçarão uma passagem”. Os fragmentos do bloco de calcário deslizaram pelo Corredor Ascendente abaixo até chegarem aos tampões de granito, e foi ali que os homens de Al-Mamun os encontraram. A explosão também cobriu a Grande Galeria com o pó fino e branco que os árabes encontraram – uma prova muda da anti-ga explosão e do enorme buraco que deixou.

Tendo entrado na Grande Galeria, os salvadores retiraram Marduk por onde tinham ido. A entrada pelo Corredor Descendente foi novamente fechada, mas já não com tanto cuidado, pois os ho-mens de Al-Mamun a encontraram com facilidade. Já os tampões de granito continuaram no mesmo lugar, com a pedra triangular escon-dendo-se da vista, e assim o Corredor Ascendente continuou ignora-do por milênios. E, no interior da pirâmide, as partes superiores e inferiores originais do Poço ficaram para sempre ligadas por um túnel tortuoso, grosseiramente escavado.

E quanto ao prisioneiro da pirâmide?

Os textos mesopotâmicos contam que ele foi exilado. No Egito, Ra adquiriu o epíteto de Amen, “O Escondido” ou “O Oculto”.

Por volta de 2000 a.C., Ra/Marduk reapareceu para novamente exigir a supremacia. Por causa disso, a espécie humana terminou pagando um preço por demais amargo.

Fonte: As Guerras de Deuses e Homens – Zecharia Sitchin

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