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A Luta Pela Patente da Pirâmide

Posted by luxcuritiba em abril 20, 2008

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por Karl Drbal

“Karl Drbal é um engenheiro de rádio aposentado, pioneiro do rádio e da televisão na Tcheco-Eslováquia. Na casa dos setenta anos, metade de sua vida foi dedicada à teoria da regeneração da energia. Seu interesse e suas pesquisas no campo das formas incomuns de energia, como suas lâminas de barbear, são muito aguçados. Este capítulo foi preparado por ele em Praga, na Tcheco-Eslováquia, no dia 12 de fevereiro de 1974, especialmente para este livro. É o único escrito seu publicado nos Estados Unidos.”

Esta é a história da patente 91.304, estranha invenção que correu o mundo inteiro – um invenção que indica mais ou menos que a cavidade de um pequeno modelo de papelão da Grande Pirâmide de Queops pode afetar o fio de aço de uma lâmina de barbear!

Deve-se frisar que o pedido da patente, entregue em Praga, na Tcheco-Eslováquia, em 1949, só foi concedido em 1959! Desde que o tempo normal gasto pela Comissão de Exame de Patentes varia de um a três anos, é óbvio que o invento foi por ela considerado um tanto extraordinário.

Durante o período de dez anos através dos quais tramitou o pedido, fui obrigado a elaborar novos argumentos científicos para explicar de que modo este engenho tão simples, sem nenhuma fonte de energia evidente, pode afetar o fio de uma lâmina de barbear embotada pelo uso repetido.

Inicialmente, quando requeri a patente, o fato se tornou quase uma piada para mim e meus amigos, engenheiros de rádio como eu, que me encorajaram a fazer o requerimento para ver como reagiria o Departamento de Patentes expedindo uma patente sobre um “aparelho de barbear do Faraó.” Contudo, devo enfatizar que, depois de terem usado uma única lâmina guardada no regenerador, para se barbear diariamente durante mais de cem dias, meus amigos estavam tão persuadidos quanto eu de que o aparelho funcionava.

Difícil foi persuadir os examinadores do Departamento de Patentes de que o invento funciona – e muito mais difícil ainda explicar como funciona.

Durante os dez anos em que a comissão examinou o pedido, dediquei-me ao estudo de todas as microondas possíveis, das relações cósmicas e telúricas entre a cavidade ressonante de um modelo da Pirâmide de Queops, construída de material dielétrico, e sua ação sobre a estrutura cristalina do fio da lâmina de barbear. Estudei também a relação com o campo magnético terrestre, pois uma das recomendações da patente é de que a lâmina deve ficar com seu eixo longitudinal na direção do componente horizontal do campo magnético da Terra.

Meu emprego num grande instituto de pesquisa de rádio foi muito importante durante este tempo, pois me facilitou o acesso a toda a literatura técnica mundial necessária. Passo a passo, durante os dez anos de luta com os examinadores, pude elaborar uma teoria (ou hipótese) sobre a excitação da cavidade ressonante do pequeno modelo da pirâmide pelas microondas (principalmente do Sol), com o auxílio da concentração do campo magnético terrestre. Tendo determinado a possibilidade técnica desta alimentação anergética da pirâmide, pude então convencer os examinadores de que, na verdade, o Faraó Chufev (Queops) nada tinha em comum com as lâminas de barbear, e que tudo era um absurdo.

Durante este período, construí um modelo em papelão, “tipo Queops”, com 8cm de altura e 12,5cm na linha da base (uma polegada mede aproximadamente 2,54cm), que apresentei ao chefe dos examinadores da patente (excelente especialista em metalurgia). Como, para sua satisfação, o modelo funcionou perfeitamente durante o período de dez anos, ele pôde provar, por experiência própria, que o invento não era uma mistificação. Foi, portanto, forçado a defender minha invenção perante a comissão examinadora. Estou certo de que, sem o auxílio deste honesto examinador, a “estranha” patente 91.304 hoje não existiria. A patente foi concebida para o “tipo Queops”, onde a linha da base pode ser facilmente calculada multiplicando-se a altura da pirâmide por PI/2 (isto é, 1,57079), que se acha exatamente especificada na descrição da patente. Contudo, a especificação não se limita a esta forma, já que descobri, através de um grande número de experiências diferentes, que as pirâmides de outras formas (tipos) são também capazes de afetar o fio da lâmina de barbear do mesmo modo que o tipo Queops. Na descrição da patente, especifiquei esta possibilidade, que também indica por que (em relação à minha hipótese) o modelo da cavidade da pirâmide atua (ou se supõe atuar) sobre a delicada estrutura cristalina do fio.

O título da especificação da patente é o seguinte: “Está bem claro aqui que o aparelho NÃO é um AFIADOR (cuja definição é ‘simbólica”), mas um REGENERADOR.”

“Esta invenção foi testada especialmente para um aparelho na forma de pirâmide, mas não se limita a esta forma específica, significando que pode ser válida para outras formas geométricas de material dielétrico empregadas segundo o descrito nesta invenção, e explicada na seguinte definição funcional:

No espaço limitado por esta forma, inicia-se um processo automático de regeneração que afeta o fio da gilete, produzido apenas pela dita cavidade (o que significa que a excitação desta cavidade é produzida somente pelo campo cósmico e terrestre circundante, por exemplo, elétrico, eletromagnético, gravitacional, corpuscular, e talvez outros campos e energias ainda não definido). Este processo, atuando sobre o fio da lâmina, onde produz uma redução do número de perturbações internas (deslocamentos provocados pelo barbear) na trama atômica da estrutura microcristalina do bordo afiado (que deve ser de aço da melhor qualidade), tem como resultado uma REGENERAÇÃO da delicada estrutura cristalina deste bordo, regeneração que produz uma renovação das propriedades mecânicas e físicas do bordo da lâmina, removendo a “fadiga” do material, provocada pela ação de barbear; e tudo isso apenas se as perturbações da trama cristalina forem do tipo elástico e não do tipo definitivo (por exemplo, a ação destrutora mecânica da borda).

Permitam-se observar aqui que se admite como necessário que a lâmina seja de aço de primeira qualidade, a fim de que a deformação da microestrutura de seu fio, produzida por várias barbas, não seja do tipo definitivo, mas sim elástico.

A pirâmide (tipo Queops, ou de outro formato), ou qualquer ressonador apropriado, tem apenas que produzir aceleração na restauração da deformação elástica do estado original (ou quase original) do fio, aceleração que, em vez da normal (sem o aparelho de regeneração), em quinze ou vinte dias, é realizada em apenas vinte e quatro horas! ESte é o verdadeiro segredo da ação da cavidade ressonante da pirâmide sobre o fio da lâmina de barbear.

Mais um efeito muito interessante foi descoberto pelo professor Dr. Carl Benedicks, de Estocolmo (ver: Metall Kundliche Berichte, Verlage Technik, Berlim, 1952, Tomo II. “Aenderung der Festigkeit von Metallen und Nichtmetallen durch eine benetzende Flussigkeit” – o chamado Flussigkeitseffekt) – o “efeito do mordente líquido”, que produz sobre o aço uma ação não corrosiva, porém redutora da dureza do aço (a ação da água sobre o aço pode reduzir sua dureza de 22%!). Este fato é muito inibidor nas microcavidades do fio da lâmina, de onde é difícil (para não dizer impossível) expelir as nocivas moléculas bipolares da água.

A pirâmide (ou outra cavidade ressonante apropriada) é o único aparelho capaz de ajudar a remoção das moléculas bipolares da água dos vazios da estrutura cristalina do fio da lâmina por meio de uma ação ressonante sobre este dipolo; assim, podemos dizer, figuradamente, que ela desidrata o fio da lâmina de barbear.

Que tal ação sobre as moléculas bipolares da água é possível numa cavidade ressonante, alimentada com a apropriada energia das microondas, foi provado pelos cientistas Born e Lertes (ver: Archiv der elektrischen Uebertragung, 1950, Tomo 1, págs. 33-35. “Der Born-Lertessche Drehfeldeffekt in Dipolflussigkeiten im Gebiet der Zentimeterwellen”). Descobriu-se que as microondas do comprimento do centímetro e suas harmônicas podem produzir uma rotação acelerada das moléculas bipolares da água, deste efeito podendo resultar o processo de desidratação – a “expulsão” das moléculas bipolares da água das menores cavidades e sua projeção no ar ambiente. Este é, exatamente, o processo da desidratação eletromagnética!

Pergunta-se, então, por que os modelos de pirâmides devem ser feitos de material dielétrico. A resposta é simples: “Porque as microondas podem penetrar este material e excitar (alimentar de energia) a cavidade ressonante.” Trata-se de uma descoberta muito antiga. (ver: Journal of Applied Physics, Vol. 10, Junho 1939, págs. 391-398; Richtmyer, R.D., Stanford University, Califórnia, “Dieletric Resonators”).

Observe-se que nas técnicas de microondas o ressonador de microondas deve ser alimentado por uma pequena antena ou por um orifício acoplado. A pirâmide por ser construída sem este orifício e funcionar livremente, porque, conforme expliquei as microondas podem atravessar o material dielétrico (se realmente, aqui, estiverem em ação microondas). Isto foi confirmado experimentalmente por técnicos em microondas, como, por exemplo, Henry Copin, engenheiro a serviço das comunicações militares, em Electronique, Revue Technique Electronique, nº 118, Set. 1956, págs. 10-13: “De l’existanse possible d’ondes stationnaires dans les cellules vivantes.” (Da possibilidade da excitação de ondas estacionárias nas células vivas.) Este autor supõe que cada célula viva é um ressonador de microondas e, como técnico de rádio, explica o mecanismo da excitação cavitária com suas paredes circundantes constituídas de material dielétrico ou semicondutor.

A objeção levantada pelos examinadores de que não é comum a forma de pirâmide nos aparelhos de microondas foi facilmente rebatida com o auxílio da literatura que apresentei (por exemplo: Zeitschrift fur angewandte Physik, Band 6, Tomo 11, 1954, págs. 499-507, Gehard Piefke “Die Ausbreitung elektromagnetischer Wellen in einem PYRAMIDENTRICHTER”).

Fui também convidado pelo Departamento a dizer algo sobre a quantidade de energia de microondas que chega do Sol e acaba sendo refletida pela Terra, com relação à possibilidade de uma ação ressonante sobre a grade microestrutural do fio da lâmina de barbear. Provei cientificamente que, com o auxílio da cavidade ressonante piramidal, ou pelo efeito de concentração de uma trompa piramidal, esta energia pode ser suficiente. Provei ainda que a energia necessária a ação da grade cristalina do aço sobre os deslocamentos é apenas da ordem de 1 a 1,5 ev(elétrons-volt – um elétron-volt representa a energia de 1,6 x 10(-19) watts por segundo), o que significa que esta energia é muito baixa e pode ser facilmente superada pela ação esférica e técnica (microondas produzidas por aparelhos técnicos no interior da pirâmide). Ver, por exemplo, “Plastiche Eigenschften von Kristallen (Kristallgittern) und metallischen Werkstoffen” (Características Plásticas das Grades de Aço Cristalino), de P. Fischer e Kochendorfer.

Minha hipótese, elaborada para o Departamento de Patentes (não afirmo aqui que seja a única possível), explica também por que a pirâmide regeneradora não deve ser colocada muito perto das paredes dos quartos, de massas muito grandes ou de numerosos aparelhos elétricos (definitivamente, jamais perto de um aparelho de televisão).

A fim de explicar, de modo simples, como atua a pirâmide sobre o fio da lâmina de barbear, gosto de compará-la ao fotômetro, que, como a pirâmide, funciona sem qualquer fonte artificial de energia – só com o impacto da luz solar. A única diferença entre os dois aparelhos é que o meu funciona com uma luz solar invisível.

O que foi dito acima compreende a parte principal de minha hipótese para o Departamento de Patentes, que, no fim de “apenas” dez anos de exames e prova de seu real funcionamento fornecida pelo próprio examinador-chefe, resultou na concessão da patente.

Agora já deve estar aparente que não existe nenhuma mágica envolvendo o funcionamento da pirâmide da lâmina e da pirâmide modelo de mumificação. Mais aparente ainda é constatar que existem aqui dois fatores em ação:

1. Rápida desidratação (que, conforme expliquei antes, também funciona de algum modo sobre a lâmina).

2. Ação sobre a trama microcristalina da matéria inorgânica (fina camada de aço) ou sobre a estrutura ou microestrutura da matéria orgânica, viva ou morta, e esterilização, que significa a morte de microorganismos. Deve-se enfatizar que esta ação pode, em casos extremos, matar pequenos animais pela rápida desidratação e alguma “desvitalização”.

Falei ligeiramente sobre outros modelos que não o de Queops, cuja elevação é de cerca de 51º51’51” (Piazzi Smyth, Inglaterra; Abbé Moreux, França; L. Seidler, URSS). Eu e alguns pesquisadores franceses descobrimos que se pode construir um bom modelo funcional de pirâmide com uma elevação de 65º (na Europa, aproximadamente o ângulo de inclinação magnética). Chamei a este tipo “Pirâmide de Inclinação”.

No aclive da parede deste modelo encontramos um ângulo de elevação de 25º; esta forma representa uma boa pirâmide de mumificação, com uma grande superfície de parede, a que eu chamei de “Pirâmide de Contra-Inclinação”. Com todos estes modelos realizei um grande número de mumificações, mas para a lâmina de barbear prefiro o modelo Queops.

No número 9 da edição de 1973 da revista Esotera (BRD), nas páginas 799-800, Hans Joachim Hohn confirma o funcionamento da pirâmide de Queops sobre as lâminas de barbear, mas propõe seu próprio modelo – um ângulo de elevação de 69º20’, uma linha de base de 15cm e altura de 22,2cm – com a qual ele diz ter obtido 196 barbas muito boas, usando uma lâmina Wilkinson-Sword.

Outro experimentador, num artigo intitulado “In der Pyramide wird jede Klinge wieder scharf” (Toda gilete recupera seu fio no modelo da pirâmide), apresenta um ensaio de seu próprio melhoramento.

O iniciador indireto de minhas experiências com os modelos de pirâmides de papelão foi Mr. Antoine Bovis, um francês para quem a intuição era mais suficiente do que a prova científica. Ele fazia experiências com a vara de rabdomancia e com o pêndulo; provavelmente, através do uso do pêndulo, descobriu a possibilidade da mumificação nos pequenos modelos de Queops.

Viajando pelo Egito, Mr. Bovis visitou a Grande Pirâmide e descobriu, na Câmara Real, que tem um terço da altura total da pirâmide, animais mumificados. Num lampejo de intuição, Mr. Bovis deduziu que a pirâmide tinha poderes de mumificação e, ao regressar para casa, reproduziu modelos da Grande Pirâmide, usando escalar de 1:1000 (15cm de altura) e 1:500 (30cm de altura), a linha da base calculada pela multiplicação da altura por P/2 ou, aproximadamente, 1,57.

Bovis estava certo de que suas aparentemente loucas experiências com a mumificação teriam sucesso sem o auxílio de qualquer literatura técnica, revistas de física ou outros dados científicos. Para ele, o pequeno pêndulo construído segundo sua própria patente era suficiente. Bovis, não teve dificuldade para patentear o pêndulo, já que na França, ao contrário do que ocorre na Tcheco-Eslováquia, é possível obter-se uma patente sem fornecer qualquer explicação técnica. Desde que a invenção seja inédita, não é preciso provar que funciona!

A primeira vez que tomei conhecimento do nome de Antoine Bovis foi num livrete de radiestesia no qual apareciam suas diferentes palestras, realizadas nos círculos radiestésicos de Nizza, sobre seus (segundo ele) inúmeros inventos, em particular seu “Pêndulo magnético especial de Bovis”, em sua opinião, o melhor de todos. Em seguida a cada parágrafo havia um outra “Lei da ação da radiestesia”, a única possível, descoberta pelo próprio Bovis.

Numa de suas palestras, ele falou sobre suas experiências de mumificação com os modelos de papelão da pirâmide de Queops, pois descobrira nestes modelos, com seu pêndulo, “as mesmas radiações” que detectara na Câmara do Rei da Grande Pirâmide. Evidentemente, seus modelos funcionavam! Matéria orgânica morta, carne, ovos e pequenos animais mortos ficavam tão perfeitamente mumificados como os animais que ele encontrara na Pirâmide de Gizé.

Como era relativamente fácil determinar se as afirmações de Bovis eram fictícias, construí um modelo Queops de 30cm de altura, em papelão de 3mm de espessura (na escala de 1:500), e, para grande espanto meu, consegui, como Mr. Bovis, realizar mumificações – repetir com sucesso suas experiências de mumificação – mumificando carne de vaca, carneiro ou cabrito, ovos, flores e até pequenos animais mortos como sapos, cobras, lagartos etc.

Comecei a corresponder-me com Mr. Bovis, informando-o de minhas experiências. Trocamos uma agradável correspondência, embora eu sentisse que ele era um pouco “mágico demais” para mim, que era um radiotécnico. Ele afirmava encontrar radiações em tudo o que tocava com seu pêndulo.

Por sua carta, vim a saber que Bovis tinha uma loja de ferragens em Nizza (Quincaillerie, Bovis e Passeron) e que se considerava um grande inventor segundo as leis da radiestesia, criando também aparelhos de todos os tipos. Era ainda fundador de uma outra firma, Artisanat A. Bovis, Nice, que fabricava aparelhos de radiestesia. Alguns de seus produtos incluíam o pêndulo “paradiamagnético”, um radioscópio, biômetro, placas, “magnéticos” para mumificação e ação sobre os líquidos, material magnético e não magnético, que vinham sendo construídos e postos no mercado desde 1931.

Acabei de iniciar um grande número de mumificações com pirâmides de diferentes formatos e tipos, mas principalmente com as do tipo Queops. Em colaboração com Mr. Vartial, de Valenciennes, publiquei minhas descobertas em revistas rediestésicas francesas e belgas (por exemplo: La Revue Internationale de Radisthesie, número 7, abril 1948, págs. 54-57 – França; La Radiesthesie Pour Tous, número 12, 1949, págs. 377-379 – Bélgica), entrando através destes artigos em contato com outros radiestesistas franceses interessados na mumificação pelos modelos da pirâmide de Queops.

Finalmente, como radiotécnico, fui obrigado a admitir que existe algo muito estranho no fenômeno da mumificação – alguma energia deve estar concentrada no modelo da pirâmide. Ao “procurar a natureza desta energia”, fui estimulado a realizar outras “experiências malucas”, como colocar uma nova lâmina de barbear de boa qualidade (a Gilete Azul) na pirâmide de Queops de papelão. Se houvesse o embotamento do fio, isto me daria a prova física de uma força concentrada agindo dentro da pirâmide.

E assim começou minha aventura da gilete com o modelo Queops. Minha suposição de que a lâmina dentro da pirâmide perderia seu fio era falsa. Ocorreu justamente o contrário; e, quando me barbeei confortavelmente cinquenta vezes, fui obrigado a admitir que havia algo de errado em minha hipótese.

Minha primeiro experiência com a gilete foi feita numa pirâmide do tipo Queops de 15cm de altura (escala de 1:1000), ficando a lâmina colocada horizontalmente com seu eixo longitudinal no sentido norte-sul e a um terço da base; dois dos lados da pirâmide foram orientados do mesmo modo.

Através de numerosas experiências, descobri que para este fim era suficiente uma pirâmide de papelão de 8cm de altura ou uma pirâmide de estireno de 7cm de altura. Anos mais tarde, este modelo de estireno foi produzido por uma fábrica de material plástico, mas apenas algumas centenas de peças foram feitas, antes que ela se recusasse a prosseguir na sua fabricação. Embora eu ignore as circunstâncias que provocaram esta recusa, posso especular que talvez alguma grande fábrica de giletes, assustada ante a perspectiva de ter um consumidor usando uma única lâmina cem vezes ou mais, tenha conseguido convencer a fábrica de plásticos a interromper a fabricação das pirâmides.

Claro que quem desejar pode fazer facilmente esta pequena pirâmide. É-me difícil calcular quantas pirâmides feitas em casa existem na URSS, mas posso testemunhar que, dos milhares e milhares de usuários que me têm escrito a respeito da pirâmide, nenhum se queixou, enquanto uma grande parte se manifesta com muito entusiasmo.

Os últimos vinte e cinco anos têm-se constituído, para mim, em uma longa sequência de experiências. Cada barba que faço é, em si mesma, uma experiência que ás vezes tem-me informado, por inesperadas alterações no fio da lâmina, de perturbações cósmicas ou meteorológicas. O fio da lâmina da pirâmide é uma “entidade viva” em contato com o campo circundante – e não raro, depois de fazer uma barba ruim num dia, sou surpreendido, no dia seguinte, com uma barba excelente, feita pela mesma gilete.

Para avaliar o fio da lâmina, criei uma escala de seis graus: 6 – excelente; 5 – muito bom; 4 – bom; 3 – regular; 2 – sofrível; 1 – ruim. Nos primeiros cinco anos e três meses de minhas experiências (de 3 de março de 1949 a 6 de julho de 1954), o valor médio de uma lâmina foi de 105 barbas diárias (usando apenas 18 giletes de diferentes marcas) e consegui tanto quanto 200, 170, 165, 111 e 100 barbas com uma única lâmina. Em vinte e cinco anos, usei um total de 68 lâminas.

Tenho-me correspondido sobre esta estranha patente com pesquisadores em vários países da Europa, e também nos Estados Unidos, na América do Sul, na Austrália, Nova Zelândia e Islândia! Um grande interesse foi também demonstrado pelos pesquisadores na URSS. Por exemplo, no Komsomolskaja Pravda de 10 de outubro de 1970, Mr. Malinov, CSC. (1) escreveu um interessante artigo (reproduzido na revista Heureka de Moscou, em 1973) sobre “um estanho invento”, para usar sua expressão. Como físico, Mr. Mailinov deu uma explicação lógica do funcionamento da pirâmide usando a teoria eletromagnética combinada com o campo magnético da Terra e também com as “forças Lorentz”. Soube também que minha pirâmide, em sua forma caseira,é usada comumente na URSS.

Minha experiência levou-me a escrever alguns artigos sobre a regeneração pela pirâmide para revistas populares de ciência e outros periódicos na Europa Ocidental. Falei também pelo rádio, e cheguei a dar uma entrevista pela televisão. Toda esta publicidade me proporcionou um grande número de cartas amistosas.

Concluindo, desejo a todos os que usam ou virem a usar esta invenção duzentas ou mais barbas com a mesma lâmina.

(1) CSC – Membro da Comissão Civil. (N. do T.)

Fonte: A força das pirâmides, Max Toth e Greg Nielsen, Editora Record, 10a. edição, Rio de Janeiro-RJ, 1974, 221 páginas, págs. 124-134.

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A pirâmide submersa no Triângulo das Bermudas

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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“Voltando áquela região, saímos pelas ilhas Bari. Houve uma tempestade violenta e tivemos de parar em uma das ilhas mais próximas até que passasse. Perdemos grande parte de nosso equipamento durante a tempestade, mas assim que passou, resolvemos entrar na água.

Na água, estava tudo muito turvo. Assim que chegamos sobre a nossa zona das ‘ruínas’, verificamos que a água, embora turva, revelava as formas das construções – por toda parte aonde nos dirigíamos, de barco, de um lado para outro, víamos a forma das estruturas debaixo de nós! Escolhemos um ponto, lançamos a âncora e os nossos mergulhadores – como que em pânico – estavam na água.

Éramos cinco. Fui o último a mergulhar. É boa idéia fazer par com outro mergulhador quando se está num local deserto, e de vez em quando eu via um par de pés de pato à minha frente, no meio da água turva, e procurei acompanhá-los. Nisso fiquei exausto e tive de parar. Descansei num pedaço de coral, tentando me orientar.

Eu via o sol dourado filtrando-se pela água turva, rebrilhando, e via toda essa luz saindo por trás da forma de uma pirâmide. Fiquei ali sentado olhando para ela – porque não podia estar ali – e não queria que desaparecesse. O sol estava por trás da pirâmide, a luz brilhando em todas as direções com esse efeito eluzente. Era como se alguém tivesse pintado aquele quadro fantástico. Fiquei pensando, se ao menos eu tivesse uma câmera! Se eu pudesse capturar aquele momento, seria o espetáculo mais lindo que o homem jamais viu. Era positivamente espetacular! Tinha colorido, tinha uma sensação belíssima.

De repente voltei a ‘mim” e percebi que aquilo – fosse o que fosse – era real. Tinha de ser. Portanto, em vez de ficar ali sentado olhando para aquilo, resolvi ir até lá.

Não era toda a pirâmide que estava exposta acima do solo submarino, mas apenas parte dela. Vi cerca de 27m de estrutura, e pela forma parecia ser iguais às pirâmides egípcias, se não maior.

A superfície dessa pirâmide era como um espelho. Era de pedra, mas pedras muito polidas, e o trabalho era fantástico. As pedras da superfície eram polidas e encaixadas tão justas que imaginei ser difícil introduzir uma lâmina de gilete entre elas. Não há meio de se imaginar que seres humanos pudessem juntar essas pedras que se encaixavam tão lindamente e apertadas. Havia superfícies chanfradas nas bordas das pedras; elas não se tocavam lisamente.

Nadei em volta da cumeeira. A água estava revolta e era meio perigoso, junto do topo.

Circundei a cumeeira tres vezes. Quando desci, depois da terceira volta, encontrei uma abertura. Nas minhas voltas anteriores, não havia abertura alguma – sei que estava olhando atentamente para a estrutura. Não tenho explicação alguma para o fato dessa abertura estar ali e depois não estar – estou só explicando conforme o que me lembro.

A primeira idéia que tive foi que, se havia uma abertura, devia haver uma porta. Olhei com cuidado em volta do local e não vi nada. Era apenas uma abertura. Não havia porta; nada que eu visse que pudesse ser corrido para abrir alguma coisa.

A curiosidade dominou-me e entrei. Seguindo por um vestíbulo logo depois da abertura, vi que se abria para uma sala singular. Essa sala ficaria na parte superior da pirâmide, se se olhasse para o conjunto da estrutura, fora d’água. Ficava aproximadamente na metade da área exposta.

A sala era retangular e o topo em forma de pirâmide. Do pico do aposento havia uma vara metálica, de cerca de 7cm de diâmetro, parecendo ser de ouro – mas não era.

No centro da sala havia uma prateleira, esculpida, de pedra, e sobre ela uma couraça de metal com bordas em espiral. Sobre isso havia duas mãos metálicas, de dimensões humanas. Dentro das mãos estava o cristal. Bem sobre ele estava a vara de metal do teto, apontando bem para o cristal. Na ponta da vara havia uma pedra vermelha facetada terminando numa ponta aguçada.

Em volta dessa estrutura havia sete grandes cadeiras, uma ligeiramente erguida sobre uma plataforma acima das outras. Nadei até o teto e coloquei os pés na borda e tentei soltar a vara. Eu tinha certeza de que era de ouro. Ela nem se mexeu. Vi que ia precisar de auxílio para retirar aquele tesouro.

Sabendo que os outros mergulhadores só deviam ter metade dos tanques de oxigênio e não haviam de querer tornar a mergulhar, resolvi levar de volta ao barco alguma coisa para provar-lhes que ali embaixo havia algo de valor. Peguei minha faca e raspei a vara para ter raspas para pôr dentro de minha luva. Mas em vez de conseguir alguma raspa, estraguei o fio de minha faca. A faca é de um metal dos mais duros que sabemos fabricar – aço temperado. E não fez nem um arranhão na vara!

Depois desci à zona do piso e sentei-me numa das cadeiras grandes. Tinha um formato confortável, de braços. Depois de repousar um momento, meus olhos foram atraídos de volta ao cristal, que irradiava uma espécie de brilho. Eu estava procurando alguma coisa que estivesse solta na sala para levar de volta como prova daquela experiência, pois no fundo de minha mente eu pensava: ‘Será verdade? É tão lindo, talvez isso seja tudo imaginação.’ Botei a mão entre as mãos e o cristal mexeu-se – estava solto! Estendi a mão e apanhei-o.

As mãos de metal eram cor de bronze, mas por dentro eram cor de ouro, como a vara; e por dentro também pareciam pretas, como se tivessem sido crestadas por alguma chama ou poderosa energia, e foi um pouco assustador pegar aquela pedra. Se podia queimar aquele metal, o que me faria? Apanhei-a e nada aconteceu.

Parei um instante; houve um momento de paz. E de repente houve uma voz – não que se ouvisse, mas era muito forte, e por dentro, por toda a estrutura que me cercava. Como que se irradiava, e no entanto era uma voz que me ordenava: ‘Você veio, e já tem o que procurava. Agora vá, e não volte.’

Fato interessante, ao voltar à superfície e entrar no barco, verifiquei que todos os mergulhadores tinham tido experiências semelhantes. Todos tinham sentido a mesma impressão – ou voz. Cada um dos mergulhadores tinha algum tipo de artefato. Alguns eram instrumentos estranhos, semelhantes a calculadoras de bolso com um visor mas nenhuma chave. Nunca conseguimos descobrir como funcionavam. Não sabemos o que são.

Desde aquela época, sou o único sobrevivente daquele tempo. Todos os outros mergulhadores morreram nas águas do Triângulo das Bermudas. Desde então tenho mergulhado no Triângulo, porém não naquela zona. Nem quero entrar na água naquele lugar!

Tenho esperanças, porém, de que algumas das pessoas que estão filmando estejam lá no momento propício, quando as estruturas estejam livres das areias que naquele dia se moveram para nós devido à tempestade, e que possam filmar para vocês a cidade submersa.

As construções eram um misto do tipo egípcio, algumas semelhantes às encontradas na antiga América do Sul, embora a pirâmide fosse de bordas lisas e não escalonada; e havia muitos prédios com tetos abobadados. Passei todo o meu tempo na pirâmide, só observando as outras estruturas a distância.

Na volta para casa, uma estranha sensação dominou todos os mergulhadores. Sentiamo-nos isolados uns dos outros e não tínha-mos vontade de conversar. Depois daquele dia, só nos encontramos algumas vezes. Desde aquele momento não houve nenhum laço entre nós, embora devesse haver.

Passaram-se cinco anos até que eu me sentisse com segurança suficiente para exibir ao público o cristal. E temos esse cristal, resultado daquela experiência.

Se eu na verdade morri, preparando-me para conseguir esse cristal, é coisa que não sei; vocês terão de julgar por si. Hoje sinto-me diferente; minha mente, meu pensamento é bem diferente.

O cristal em si é uma coisa fenomenal. Já o exibimos ao público cinco vezes, e ele não é exibido em outras ocasiões. Muitas pessoas contam muita coisa que acontece em volta dele. Estamos pesquisando os efeitos e fenômenos que ocorrem em volta dele.

Há quem diga que foi curado; há outros que dizem que vêem e sentem coisas. Creio que não houve mais que uma meia dúzia de pessoas que se tivessem aproximado do cristal, colocado as mãos sobre ele sem sentir o vento iônico que sopra dele.

O cristal é quartzo. Como pedra, foi avaliado em 1970 em 20.000 dólares. Hoje, como pedra preciosa, vale um pouco mais. Mas claro, não tem preço pelo que é na verdade.

É uma esfera perfeita. Natural, forçosamente foi lapidado; os cristais de quartzo não se formam esfericamente.

Há uma falha nele. No centro, de quartzo esfumaçado formado naturalmente, há uma pirâmide quase perfeita, e se olharmos para ela veremos três pirâmides, uma empilhada atrás da outra; e no estado alfa há uma quarta pirâmide que aparece atrás das três.

Olhando para ele de lado, vemos que a forma de pirâmide é formada de milhares de linhazinhas gradeadas, como grade eletrônica, no quartzo esfumaçado. Observa-se a forma de pirâmide só pela frente; pelos lados vê-se as linhas gradeadas. Há pirâmides dentro de pirâmides dentro de pirâmides, às avessas, de lado, de todo jeito, mas as principais estruturas de pirâmides são direitas e para a frente.”

Quem ouvir o Dr. Brown contar sua história espetacular de como se tornou o guardião do cristal da Atlântida tem imediatamente dúzias de perguntas a fazer. Passo a relatar as que lançam maiores luzes sobre essa bela pedra preciosa recuperada da pirâmide:

P. Onde exatamente é o local dessas ruínas?
R. Não lhe posso dar a latitude e longitude – não sei de cor. Mas posso marcar o local num mapa. Fica bem próximo ao vértice da Língua do Oceano, apontando em linha reta para as ilhas maiores das ilhas Bari, acerca de 30km da borda da plataforma, caindo na Língua. Fica bem distante de qualquer grande massa de terra; a ilha de Andros fica de um lado; o local habitado mais próximo é Bimini.

P. Até que profundidade a areia foi descoberta, para revelar a pirâmide?
R. Na base da pirâmide, cerca de 36m. Desse modo a pirâmide ficou exposta cerca de 27m. Continuava para o fundo. As superfícies de qualquer coisa deixada debaixo d’água são cobertas de algas e um limo de matéria orgânica. Na sala não havia qualquer tipo de vegetação. Tudo estava inteiramente imaculado e a superfície da pirâmide reluzente e limpa como se eu estivesse olhando para um espelho muito polido. Era uma pedra branca. Acima da água deveria ter parecido, a distância, um fragmento gigantesco de mármore branco. Deveria ser magnífico!

P. Onde ficava a abertura da pirâmide?
R. Numa linha central bem no meio. Acho que a vara descia direto da cumeeira. Esta, aliás, parecia ser de lápis-lazúli.

P. Se o vão da porta permanecesse aberto, a areia não encheria a sala?
R. Sim, se permanecesse aberta, quando a areia penetrasse ali, encheria a sala, estou certo disso. Mas seja o que for que se abriu, fechou-se em algum ponto, com certeza. Não vi nada se fechando, mas suponho que, já que dei a volta e não vi buraco nem abertura e depois encontrei um, aquilo que o fez abrir-se também o faria fechar-se.

P. Havia areia na sala?
R. Não havia indícios de areia na sala. O piso era de pedra branca. Fiquei impressionado ao ver como estava tudo claro e límpido.

P. O que aconteceu com a abertura na pirâmide quando você partiu?
R. Ao que pude observar, a abertura permaneceu aberta. Não vi qualquer tipo de porta. Olhei por dentro, calquei as bordas de pedra e não achei nada. É um mistério.

P. Acha que as paredes eram sólidas?
R. Não tenho meio de saber. Suponho que fossem. Tudo parecia ser bem pesado e feito de pedra sólida. O vestíbulo, que entrava cerca de 9m, era feito de pedra sólida, e supus que toda a pirâmide devia ser sólida.

P. Qual a fonte da luz dentro da sala da pirâmide?
R. Não sei. Não havia foco como uma lâmpada, mas estava tudo claro. Na minha empolgação, eu tinha deixado a minha lanterna de mergulho no barco.

P. Havia alguma ligação entre a vara e o cristal?
R. Não. Havia um espaço de talvez 1,20m entre o fim da pedra vermelha e o cristal em si. O cristal parecia ter sido usado como dispositivo como parte de algum cerimonial para que era usada essa pirâmide.

P. O que era a vara de metal?
R. Na verdade, não sei o que era, mas creio que era de ouro, aparentemente tratado por algum tipo de processo de endurecimento.
&nbspOs americanos antigos tinham um processo de temperar o cobre, e sei que várias companhias metalúrgicas oferecem uma recompensa a quem revelar de que modo eles temperavam o cobre, para obter uma dureza superior à do aço cementado. Ainda não aprendemos o seu segredo.

P. Em que direção estavam voltadas as cadeiras?
R. Eu tinha uma certa orientação pela disposição de meu relógio, mas na sala não observei indicações de bússola para lhe dizer em que direção estavam viradas as cadeiras. Estavam mais ou menos em círculo em volta daquele pedestal.

P. Quais são algumas das propriedades físicas do cristal?
R. É de quartzo, embora haja alguma coisa estranha nessa pedra. Possui uma propriedade metálica especial, superior à do quartzo. Pode-se ver pela refração da luz que é de quartzo, mas tem o dobro do peso que deveria ter o quartzo. Talvez a forma metálica das linhas gradeadas nele seja metal e não quartzo.

P. Qual a sua experiência ao tocar no cristal?
R. Assim que ele é descoberto, não acontece nada de espetacular; mas depois de alguns minutos, ganha energia e dispara… se você colocar as mãos acima dele, sentirá camadas quentes e frias, tão nítidas quanto tudo o que já observou. Poderá sentir os íons saltando do cristal, e isso provoca uma formigação. Quanto mais próximo você estiver do cristal, mais fraca a energia; quanto mais longe, acima dele, mais forte ela se torna.

P. Conte algumas de suas experiências com a pedra.
R. Muita vezes, quando estou perto da pedra, volto à minha experiência fora do corpo. Passo a olhar as coisas de um modo muito consciente e alerta. As outras coisas são mais difíceis de descrever. Posso passar a ver aquilo que preciso ver para corrigir o problema em que estou trabalhando. Outras pessoas que passaram perto do cristal me escreveram dizendo terem tido experiências semelhantes na resolução de problemas.
&nbspJá observamos que essa pedra, às vezes, produz luz sozinha. Pudemos sentir coisas. Tivemos leituras por parapsíquicos de todo o país, e todas as leituras concordam no fato de que a pedra é uma coisa fenomenal para o planeta, e que é um dispositivo que amplia o pensamento e a energia de qualquer forma muitas e muitas vezes. Dizem que pode ser perigosa e boa.
&nbspHá pequeninos fragmentos nos computadores que fazem coisas fenomenais – são feitos de cristais. Sabemos que os cristais possuem qualidades eletrônicas. Resta saber se as linhazinhas gradeadas em volta dessa coisa são desse tipo. Há pessoas que dizem curar-se de doenças quando se aproximam do cristal.

P. Acredita na reencarnação?
R. Elizabeth Bacon, em Nova York, estava fazendo um preleção sobre o cristal; havia cerca de 500 pessoas presentes. Ela entrou em transe e as pessoas fizeram perguntas sobre o cristal e os dados que transpareceram. Disse ela: “O homem que o possui era chamado ‘Thot’.”

P. O cristal varia, quanto à forma de pensamento?
R. Sim. Por exemplo, antes eu o exibia sem uma cúpula de vidro e de vez em quando alguém o tocava. Um dia apareceu uma senhora que tinha muita dor no pâncreas. Estava toda curvada. Ela tocou na pedra e a dor passou. A senhora que tocou a pedra alguns minutos depois, adquiriu a dor, que lhe foi transferida pela impressão digital deixada sobre a pedra. Desde então eu a deixo coberta.

P. O que há sobre a meditação?
R. Meditar perto desse cristal é uma coisa inacreditável. É preciso experimentá-lo para saber.

P. É possível dirigir a energia do cristal?
R. Creio que sim. Mas mais pelo pensamento do que apontando a ponta das pirâmide. É possível chegar a olhar para o cristal e transmitir a energia para outros pontos, mensuravelmente.

P. O que acontece quando se coloca uma bússola acima do cristal?
R. O ponteiro da bússola gira – no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio se estiver perto da pedra, no sentido dos ponteiros do relógio se estiver a 5cm acima dela.

P. Observa-se alguma modificação, segundo os ciclos lunares, etc.?
R. Não. Procuramos encontrar um padrão ou programa segundo o qual a pedra age ou não, e não consegui descobrir qualquer norma para isso.

P. Já tentou fazer uma maquete de uma pirâmide com o cristal no lugar?
R. Sim, se bem que não em pirâmides grandes. Já colocamos o cristal dentro de estruturas de pirâmides e medimos a energia, e é fenomenal! Quando colocamos uma estrutura de pirâmide sobre ele e o colocamos mais ou menos na mesma posição em que estava na estrutura original, a energia mensurável é notável.

P. Por que você não ficou na zona e fez mais explorações?
R. Depois de ter tido aquela experiência, senti-me realmente nervoso para ficar naquele local. Depois do aviso que recebi, não quis mais passar tempo algum ali. Se você ouvisse uma voz que o fizesse tremer até os ossos, creio que daria ouvidos e seguiria o conselho, por amor à sua vida. Pela experiência dos outros, parece que pagaram a penalidade por não terem dado ouvidos.

P. Acredita que os quatro outros mergulhadores morreram por terem voltado ao local depois de serem advertidos para não o fazerem?
R. Suponho ter sido isso o que aconteceu. Todos morreram no mar. Um deles morreu em Bimini – um mergulhador experiente e capaz. Saltou do barco e quebrou o pescoço – bateu na areia. Outro foi no Haiti; saiu num barco muito pequeno e nunca mais voltou. O último morreu num acidente marítimo em algum lugar ao largo da Jamaica – não sei os detalhes.

P. Poderia encontrar a pirâmide de novo, se desejasse/
R. Poderia levá-lo à zona de 25km por 8km. Não sei se conseguiria levá-lo, exatamente ao topo da pirâmide, para escavar e descobri-la. Lembre-se, passamos o verão todo cavando buracos de 20m, e se tivéssemos atingido o local exato, taríamos descoberto a pirâmide, mas não o fizemos. Portanto, a um custo de um milhão e meio de dólares, não encontramos nada. Depois fomos lá num dia de tempestade, e por um golpe de sorte paramos bem em cima!. Agora, claro, aquela areia voltou a cobrir o local e essa cidade submersa. Vigiamos as configurações das tempestades e quando as tempestades atingirem aquele local, estou curioso para saber se estará na hora de voltar lá para filmar. Mas não me pilharão lá debaixo d’água.

P. Qual a localização do Mar de Sargaços com relação a esse local?
R. A leste, talvez uns 240km.

P. Onde estavam os instrumentos que os outros mergulhadores encontraram?
R. Dois foram encontrados em uma construção que parecia um tipo de biblioteca ou galeria de arte – algum prédio grande. Estavam sobre uma mesa de pedra numa posição que mostrava que, fossem o que fossem, eram tidos em alta conta. O outro instrumento, de forma bem diferente, foi encontrado no que parecia ser uma casa. Não sabemos o que é. Era um objeto quadrado, maior. Os outros eram pequenos e muito aerodinâmicos. Os cantos eram arredondados e eram de um metal fosco.

P. Alguém já tentou roubar o cristal?
R. Sim. Levei-o a uma festa dada por um amigo na Califórnia, U.S. Anderson. Um dos convidados, que tinha uma loja que vendia artigos do ocultismo, pediu para vê-lo. Alguns minutos depois, ele e o cristal tinham desaparecido. Estranhamente, na manhã seguinte o cristal estava de volta, no vestíbulo, à espera. No entanto, o homem que o levara nunca mais apareceu. Não voltou para casa nem para o seu negócio. Simplesmente desapareceu.

P. Há mais alguém que tenha um cristal esférico?
R. Há pessoas que lapidam cristais esféricos.
&nbspO meu cristal tem uma energia estranha, uma forma de energia muito poderosa à sua volta, e carrega outros materiais colocados perto dele. Essa carga energética tende a ser tornar mais forte com o tempo, em vez de diminuir. Não tenho explicação para isso.
&nbspA medida que o cristal é exposto, aumenta a sua energia potencial. Se o levarmos à luz do dia, ele se torna muito forte. Mas tende a fazer alguma coisa com a energia das pessoas. Sua energia é maior quando há muita gente em volta.

P. Já mandou datar o cristal pelo método do carbono?
R. Não. O curador do Smithsonian Institute diz que o equipamento necessário para lapidar essa pedra tão perfeitamente não existia antes de 1900.

P. O cristal já foi testado para verificar a radioatividade?
R. Não. Podemos mandar testá-lo na UCLA para verificar por que sai dele esse estranho vento iônico.

P. Foi mesmo direito você ter tirado essa pedra da pirâmide?
R. Parece que era o que eu tinha a fazer. Senti mesmo que era levado a isso. Para dizer a verdade, não sei qual o propósito de possuí-lo. Estou fazendo coisas com ele, sim, mas não sei mesmo.

P. Acredita que esse cristal seja da Terra?
R. Não. Mas isso é apenas minha opinião.

P. Quais os seus plano futuros para o cristal?
R. Não sei. Estamos no ar. Não é apenas um instrumento de cura, muito embora, estando na arte de cura, é a primeira coisa que devo pesquisar.

Fonte: As profecias da pirâmide, Max Toth, Editora Record, 1979, Rio de Janeiro, RJ, pp. 266 – 178.

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Os túneis e as câmaras da Grande Pirâmide

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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A entrada para a pirâmide está situada na face norte, um pouco mais de 16m acima do chão e aproximadamente a 7m à esquerda do centro. Assim, a entrada fica na 19ª carreira das 203 que formam a altura da pirâmide. A entrada torna-se uma passagem descendente num ângulo de 26º28’24”. Esse corredor descendente tem aproximadamente 1,14m de altura e 1m de largura, percorrendo uma distância reta e precisa de pouco mais de 104m. No trecho acerca de 25% do princípio de sua extensão, o corredor atravessa a alvenaria da pirâmide, enquanto que o restante da distância de 78m penetra no alicerce de rocha sobre a qual repousa a pirâmide. Depois o corredor descendente segue horizontalmente por 8,84m, onde por fim se abre numa câmara subterrânea.

Essa câmara fica a cerca de 30m abaixo do nível do solo ou da base da pirâmide, e sua superfície a torna a maior câmara da pirâmide. Mede cerca de 8,23m de comprimento, 14m de largura e 4,27m de altura. O teto e as paredes da câmara não são muito lisos, sendo irregulares em alguns lugares; não obstante, são quadradas e niveladas. Em contraste, o piso é extremamente tosco, e acredita-se que tenha sido deixado incompleto. Pouco antes de a parte horizontal do corredor descendente entrar na câmara subterrânea, há um pequeno nicho cavado no teto e na parede oeste. Conhecido como a pequena antecâmara, supõe-se que os pedreiros pretendiam que a câmara subterrânea começasse naquele ponto. Tendo aparentemente mudado de idéia, os pedreiros continuaram o corredor pro mais uns metros, até onde está agora a câmara subterrânea.

A entrada da câmara está no canto leste inferior da parede norte. Diretamente em linha com ele, na parede sul, há outro corredor horizontal menor, de apenas 74cm de lado e medindo mais de 16m de comprimento. Esse corredor é chamado de Corredor Sem Saída do Sul, pois termina abruptamente, sem levar a lugar algum.

Há uma teoria segunda a qual os pedreiros da pirâmide teriam cortado um poço no piso na parte leste da câmara subterrânea. Esse poço tem 1,90m de lado, estendendo-se por uma profundidade de 2m, e nesse ponto passa a ter 1,37m de lado e continua por mais 1m de profundidade. O Coronel Vyse mandou que esse poço fosse escavado até uma profundidade de cerca de 11m, em busca do sarcófago de Quéops. Vyse mandou aprofundar esse poço porque os escritos de Heródoto mencionam a existência de uma câmara secreta em que Quéops está enterrado sob a câmara subterrânea. Originariamente, pretendia-se que a escavação fosse a uma profundidade de mais 15m, porém ela foi paralisada quando não se descobriu nada à profundidade de 11m. Esse fosso é hoje conhecido como “O Poço”, termo que depois foi usado para designar todo o conjunto subterrâneo.

A teoria mais aceita quanto à função da câmara subterrânea é que originariamente destinava-se a ser a câmara funerária. Possivelmente devido a vários motivos – um dos quais pode ter sido um ambiente sufocante e fisicamente insuportável, no qual se devia escavar as séries de câmaras necessárias, bem como a possibilidade das enchentes – as escavações podem ter parado. O arquiteto então pode ter formulado o projeto revolucionário de integrar as câmaras e seus corredores no próprio corpo da pirâmide, e em diferentes níveis, em vez de no nível subterrâneo contemporâneo. Isso explicaria o aspecto inacabado do conjunto subterrâneo.

A possibilidade de se abandonar o trabalho nos dá uma explicação racional de por quê a câmara subterrânea tem o aspecto de estar de cabeça para baixo – isto é, a parte superior das paredes e o teto estão revestidos, enquanto o chão foi largado num estado tosco. Isso também explicaria a técnica de construção dos pedreiros da Grande Pirâmide, segundo a qual, escavando uma grande superfície oca, eles a terminavam preparando primeiro o teto, descendo de uma a uma das paredes e por fim preparando o piso. Esse raciocínio é bastante lógico, pois seria necessário mais trabalho se o piso fosse concluído primeiro, tendo os trabalhadores um trabalho árduo para remover o entulho tirado do teto e das paredes.

Vale a pena mencionar outra possibilidade para o estado do conjunto subterrâneo. Parece que o gênio dos arquitetos egípcios e construtores dos túmulos faraônicos se desenvolveu devido à necessidade de lograr os ladrões de túmulos, desse modo impedindo que eles tivessem acesso às cavernas sepulcrais contendo a múmia e seus tesouros. Quando foi construída a Grande Pirâmide, os arquitetos conceberam a idéia de lograr os ladrões despendendo o tempo, esforço e fundos necessários para cavar até à rocha, desse modo escavando um tosco conjunto de câmaras. Esse aposento, toscamente terminado, assim pareceria ter sido abandonado, e os ladrões de túmulo que conseguissem entrar seriam então levados a crer que a pirâmide nunca fora concluída internamente, e que portanto não existia nenhuma múmia nem tesouro.

A esperteza dos pedreiros da Grande Pirâmide é evidente no fato de terem ocultado a entrada para o corredor ascendente no teto do corredor descendente, a quase 30m da entrada da pirâmide. O corredor ascendente tem um ângulo de inclinação igual ao do corredor descendente, a saber, 26º28’24”. Os primeiros 5m do comprimento do corredor ascendente são bloqueados por três tampas de granito de 1,82m, comprimidas umas contra as outras. Esses blocos de granito vermelho foram provavelmente cortados de pedras boleadas, e devido ao propósito a que eram destinados, como tampos, não eram preparados meticulosamente.

Há uma teoria que diz que originariamente os tampos eram na verdade colocados a alguma distância, um atrás do outro, e que havia mais vários outros, de calcário, de que não temos provas hoje, colocados por trás das tampas de granito, estendendo-se pelo comprimento total de cerca de 38m do corredor ascendente. Essa teoria surgiu devido a um fragmento de granito vermelho cimentado ao piso do corredor ascendente, encontrado por Sir W. M. Flinders Petrie. Ele verificou que esse fragmento de granito, a cerca de 0,60m de distância encaixava-se com a extremidade quebrada da terceira ou última tampa de granito. Além disso, Petrie viu um espaço entre os dois tampões de granito que media aproximadamente 10 cm. Esses tampões de granito e calcário podem ter sido deslocados de sua posição fixa durante um terremoto, fazendo com que deslizassem uns por cima dos outros. As provas da existência dos tampões de calcário provêm da história já citada dos trabalhadores de Al Mamoun que escavaram em volta dos tampões de granito e depois encontraram tampas de calcário, que eles fragmentaram em pedaços maleáveis e depois retiraram.

O corredor acima dos tampões de granito mede aproximadamente 1m de largura por 1,12m de altura. É revestido de calcário branco muito polido, em toda a sua extensão de 33m, onde termina, num cruzamento.

Nesse cruzamento um corredor horizontal de quase 39m de comprimento e cerca de 1m de lado termina no canto inferior leste da parede norte da Câmara da Rainha, que mede quase 6m de comprimento por pouco mais de 5m de largura. Parece que as paredes são de blocos de calcário, outrora muito bem-acabados. O piso da Câmara da Rainha é toscamente acabado, como se um camada de pedras polidas tivesse de ser depositada sobre ele. Essa câmara fica diretamente debaixo do vértice da pirâmide, no nível da 25ª carreira.

O teto da câmara é construído de blocos de teto inclinados num ângulo de aproximadamente 30º30′. A altura total até o topo do teto, desde o piso da Câmara da Rainha, é de pouco mais de 6m. Esses blocos ultrapassam a largura da câmara, estendendo-se pela alvenaria da pirâmide mais de 3m de cada lado. Eles funcionam principalmente como cachorros, reduzindo o peso real sobre as paredes da câmara e desviando o peso estrutural da massa da pirâmide acima da Câmara da Rainha.

Há um vão na parede leste da câmara, chamado de “O Nicho”. Esse nicho tem pouco mais de 4,5m de altura, 1,5m de largura na base e pouco menos de 0,90m de profundidade na parede. Seu desenho em modilhões de quatro superposições reduz a largura do nicho para 0,45m.

As características mais interessantes da Câmara da Rainha são dois canais de ventilação. Foi o Sr. Waynman Dixon quem descobriu esses canais de ventilação, em 1872, um na parede norte e outro na parede sul. Eles originariamente não eram cavados nas paredes da câmara, pois uma pedra de cobertura de 12,70cm teve de ser quebrada para expor a boca de cada canal de ventilação. Eram esculpidos num bloco da parede e sua boca fora fechada abruptamente, deixando 12,70cm de espessura no bloco da parede.

Acredita-se que esses canais de ventilação da Câmara da Rainha nunca tenham sido usados, pois não havia acesso a eles. Depois que as bocas desses canais de ventilação foram abertas, quebrando-se os blocos da parede, verificou-se que formavam um retângulo de aproximadamente 21,59cm por 20,32cm. Ambos os canais seguem por mais de 1,80m antes de virarem para cima, para as faces da pirâmide.

Voltando ao ponto de cruzamento, um exame mais detalhado revela que o acesso ao corredor que leva à Câmara da Rainha podia estar coberto por uma parte do piso da Grande Galeria, que poderia começar no degrau que terminava o corredor ascendente. Conjetura-se que quando o corredor de entrada foi construído, levando a um poço verticalmente descendente, escavado perto do ponto de cruzamento, foi retirada uma parte do piso da Galeria, expondo o corredor para a Câmara da Rainha. Esse fosso vertical foi denominado “o Poço” e tem uma abertura de mais de 0,90cm de diâmetro.

John Greaves, no século XVII, explorou o poço e encontrou chanfraduras, umas opostas às outras, nos lados do poço. Ele desceu cerca de 18m no poço, valendo-se dessas chanfraduras, até onde o poço se alarga – o que é hoje chamado de “a Gruta” – situada exatamente na primeira carreira.

Quase um século depois, o Capitão G. B. Caviglia, analisando os mistérios do Poço, descobriu-o acidentalmente. Ele conseguiu descer 38m abaixo da Gruta, onde verificou que ele estava obstruído principalmente por pedras e areia. O ar era tão rarefeito naquele nível que a respiração tornava-se difícil e as velas tremulavam.

Caviglia achou que o Poço e o corredor descendente podiam se cruzar, e por isso resolveu desobstruir o corredor descendente de depósitos de entulho acumulados em milênios. Achou que parte desde entulho podia ser explicado pelas escavações do pessoa de Al Mamoun, que preferia jogar as pedras pelo corredor descendente a carregá-las para fora da pirâmide.

Num ponto cerca de 15m antes do corredor descendente se nivelar, Caviglia notou uma pequena abertura na parede oeste do corredor descendente, levando a um buraco. Sua curiosidade quanto ao buraco levou-o a escavá-lo mais profundamente. Depois de cavar um pouco, ele notou o cheiro de enxofre, e ocorreu-lhe que isso poderia ser devido aos pedaços de enxofre que ele queimara antes, procurando purificar o ar no Poço. Encorajado, ele cavou mais, removendo as últimas obstruções do Poço, e quando retirou o entulho viu que tinha não só escavado o Poço, como ainda descoberto onde ele se juntava ao corredor descendente.

Ao mesmo tempo Caviglia também desvendou outro mistério, a ser acrescentado à lista já longa dos mistérios da Grande Pirâmide. Quem escavou o Poço – e por que? A teoria mais óbvia para explicar a finalidade do Poço era a de ser um túnel para os ladrões de túmulo. Por mais plausível que pareça ser essa teoria, à primeira vista, os especialistas não a podem aceitar com facilidade devido a certas características do Poço.

O cruzamento do Poço com o corredor descendente – e, por outro lado, sua junção com o corredor horizontal, corredor ascendente e a Grande Galeria, junto com sua Gruta – indica que o Poço não poderia ter sido cavado pelo ladrões de túmulo, pois foi cuidadosamente construído, nesses pontos.

O ramo final no ponto de cruzamento, a Grande Galeria, embora à primeira vista parecesse ser uma câmara, numa análise posterior revelou-se como uma simples continuação do caminho estabelecido pelo corredor ascendente. A Grande Galeria segue por quase 49m no mesmo ângulo de inclinação que o corredor ascendente. Mede quase 1,80m de largura, e sua estrutura de 8m, em modilhões, lhe dá um esplendor inigualado. A distância entre as paredes é reduzida a 1m em sete degraus superpostos contendo um total de 36 lajes de calcário polido.

O piso da Galeria tem um corredor central de cerca de 60cm de largura. Ao longo de cada parede há uma rampa que segue por toda a extensão da Galeria. Cada rampa tem cerca de 46cm de largura e 60cm de altura, contendo 27 buracos ou fendas retangulares, compridos e curtos, alternadamente, em sua superfície superior. Essas fendas têm profundidades que variam de 20,32m a 27,97m, e faltam tres das fendas originais. Acredita-se que essas fendas desaparecidas fossem cavadas num pedaço de pedra preparada, que cobria a entrada ao corredor horizontal da Câmara da Rainha. Essa pedra pode ter sido quebrada e considerada entulho, nos séculos anteriores. As conjeturas sobre o propósito da Grande Galeria são muitas, e são tratadas no próximo capítulo.

A Grande Galeria termina no que se chama de Grande Degrau, que é uma pedra imensa, de 1m de altura, formando uma plataforma de aproximadamente 1,80m por 2,43m. Esse Grande Degrau, ao que se avalia, deve estar centrado em linha com o vértice e a Câmara da Rainha, estando colocado na 50ª carreira.

Partindo do Grande Degrau há um corredor horizontal de 1m de lado e pouco mais de 1,20m de comprimento, que leva a um pequeno aposento chamado de “Antecâmara”. A Antecâmara tem cerca de 2,74m de comprimento, 1,52m de largura e 3,66m de altura. As paredes internas são revestidas de granito vermelho polido.

A apenas 60cm da entrada da Antecâmara está pendurada uma folha ou laje de granito, suspensa a 1m do chão. Foi descrita com precisão pela primeira vez pelo Professor Greaves, que a chamou de “Folha de Granito” porque a palavra “folha” lhe lembrava uma porta de correr nas eclusas de canais.

A Folha de Granito na verdade é composta de duas pedras, uma sobre a outra, que se encaixam em sulcos em cada parede da câmara. Esses sulcos não se estendem até o chão, parando aproximadamente a 1,16m dele. Cada folha de granito é uma laje de cerca de 1,52m de largura, 0,61m de altura e 0,40m de espessura. Há um espaço, entre a Folha de Granito e a parede norte da câmara, de quase 56cm. O espaço entre o teto da câmara e a Folha de Granito é de quase 1,52m. Três outros sulcos nas paredes da câmara têm 55cm de largura e se estendem pelo piso da mesma.

A construção da Antecâmara indica aos egiptólogos que não era na realidade uma câmara, e sim um sistema muito complexo de portas de correr que bloqueava completamente qualquer entrada possível à câmara “mortuária”, que fica além.

Ludwig Borchardt, egiptólogo alemão, mais ou menos no princípio do século, concedeu a interessante idéia de que poderia ter sido usado um sistema de roldanas para selar a entrada da Câmara do Rei, por meio de grandes lajes de granito. Georges Goyon, egiptólogo francês, acrescentou a esta teoria a hipótese de que o corredor poderia ser ainda mais obstruído e selado.

Uma característica interessante, relativa aos mistérios da pirâmide, é uma pequena “bossa” na pedra superior da Folha de Granito. Essa bossa é uma pequena protuberância, de 2,54cm de espessura e em forma de ferradura. Poderia ter o propósito de indicar a medida-padrão da menor unidade de medida do pedreiro da pirâmide – a polegada da pirâmide? O tamanho dessa bossa, de 5 polegadas (12,70cm) por 5 polegadas, dá 25, que é o número exato e polegadas num cúbito da pirâmide. Mais confirmação dessa teoria no fato de que a bossa esta a 1 polegada (2,54cm) à esquerda do verdadeiro centro da Folha de Granito, e que está a 5 polegadas acima das junções entre as folhas. Os estudiosos menos aventurosos explicam essa bossa como uma simples projeção deixada na folha com o propósito de levantá-las; e projeções semelhantes são encontradas nas pedras em toda a pirâmide.

Outro corredor baixo que leva da Antecâmara, alinhado exatamente com o corredor que entra na Antecâmara, e com o mesmo tamanho de 1,16m de lado, segue por quase 2,58m e abre para a Câmara do Rei. O comprimento da Câmara do Rei é de pouco mais de 5m, sua largura o dobro de seu comprimento, sua altura de cerca de 5,80m. Toda a câmara é construída de granito e seu volume cúbico foi calculado como o dobro do da Câmara da Rainha. A situação da Câmara do Rei dentro da Pirâmide propriamente dita é de cerca de 9m ao sul do vértice e seu comprimento enquadra a linha central do vértice numa proporção de dois terços leste para um terço oeste.

Há um sarcófago – também chamado cofre ou caixa – perto do canto das paredes oeste e norte. Devia à sua localização desusada, com relação aos sarcófagos em outras pirâmides, que são localizados mais no centro, em suas câmaras, quase todos os peritos são de opinião que esse cofre tenha sido mudado de sua posição original, em alguma época. Como no piso não há marcas que indiquem de onde o cofre teria sido removido, é impossível recolocá-lo em posição. Acredita-se que o cofre tenha sido cavado de um imenso bloco de granito vermelho, sendo o seu interior perfurado e cinzelado. Foi construído com tal perfeição que, batendo-se nele com a mão, ainda dá um som claro, de campainha.

O cofre está colocado ao comprido, atravessando na largura da câmara. O tamanho externo dele é de cerca de 2,30m de comprimento, pouco mais de 0,90m de largura e cerca de 1,16 de altura; enquanto as medidas internas são: comprimento, cerca de 1,98m; largura, mais de 0,60m. sua profundidade interna é de pouco menos de 0,90m, o que indica que a espessura de seus lados é de pouco menos de 0,15m e a espessura do fundo pouco mais de 0,15m. O sarcófago é polido e liso, tanto por dentro quanto por fora, sendo totalmente desprovido de hieróglifos. No entanto, há quem pense que sob a superfície no fundo será encontrada uma longa inscrição hieroglífica, depois que se conseguir levantar o suficientes o peso imenso para se ver debaixo do fundo. Uma grande parte de um de seus cantos foi quebrada. Há indícios de que tenha sido cortada uma prateleira nas bordas superiores do cofre; isso significa que teve uma tampa, um dia, que só poderia ter sido colocada de uma das extremidades e fixada por três pinos embutidos. Essa tampa parece ter-se perdido para sempre. Alguns egiptólogos supõem até que o cofre pode ter sido, outrora, belamente esculpido e, confirmando os escritos de Heródoto de que Quéops foi um rei desprezado, declaram que o povo pode ter despojado a Pirâmide dele e polido seu sarcófago, apagando todas as inscrições, e fazendo o mesmo com todas as paredes da Pirâmide, profanando seu túmulo o mais possível e desse modo erradicando todo o conhecimento sobre ele!

O teto da Câmara do Rei é uma série de cinco imensas plataformas de granito, colocadas em espaços, um sobre a outra, com uma sexta e última plataforma construída de blocos de teto inclinados semelhantes aos do teto da Câmara da Rainha. (Ver Ilustrações nºs 58, 59.) Essa construção de teto em muitas camadas é chamada de “as Câmaras de Construção”. É possível que a construção específica desse teto se destinasse a reduzir muito a possibilidade de um desmoronamento devido ao peso imenso sobre a Câmara do Rei.

Nathaniel Davison, no verão de 1965, descobriu e examinou a Câmara de Construção inferior. Estava à procura de galerias secretas, corredores ou câmaras secretas dentro da Pirâmide, e quando estava no alto da Grande Galeria notou que vinham ecos de algum lugar ao alto. Investigando o que poderia ter causado o eco, ele avistou um buraco retangular de cerca de 0,60m de largura no teto da Galeria, onde ela se juntava à parede. Realizando o feito hercúleo de alcançar o buraco, quase inatingível, entrou nele, rastejando por 7,60m até uma câmara que era apenas ligeiramente mais alta, mas ainda não permitia que ele ficasse de pé. Sua largura e comprimento revelaram-se depois iguais aos da Câmara do Rei. Ele investigou o chão dessa câmara achaparrada e notou que era formado por nove lajes de granito toscamente talhadas e chegou à conclusão de que estava na trave do teto da Câmara do Rei.

Depois fez uma segunda descoberta assombrosa: o teto acima de sua cabeça era formado e outra série de lajes de granito construídas de modo semelhante ao da construção de baixo. Não encontrou tesouro nem sinais de um corredor secreto, mas seus esforços foram recompensados, pois deram áquele espaço o nome de “Câmara de Davison”.

O Capitão Caviglia, aparentemente convencido de que descobriria um aposento secreto, resolveu abrir um túnel até à parede sul da Câmara de Davison. Isso não deu resultado algum e ele desistiu. Seus esforços foram seguidos pelos do Coronel Richard Howard-Vyse.

O Coronel Vyse mandou escavar o piso diante do Nicho da Câmara da Rainha, não encontrando nada a não ser uma velha cesta. Tornando a tapar o buraco, ele mandou que seus trabalhadores cavassem a parede dos fundos do próprio Nicho, o que também não revelou descoberta alguma. Depois o coronel resolveu investigar meticulosamente a Câmara de Davison, mas seu pessoal não conseguiu alargar eficazmente uma fresta encontrada no teto. Vyse então usou a pólvora, abrindo o caminho para cima, o que lhe deu acesso à segunda Câmara de Construção, logo acima da Câmara de Davison.

Analisando essa nova câmara, Vyse descobriu que o piso era formado de 8 blocos de granito, formando o teto da Câmara de Davison. O teto da segunda câmara era formado de 9 blocos de granito. O Coronel Vyse resolveu continuar em seu percurso para cima e encontrou uma terceira Câmara de Construção, com 9 blocos de teto de granito, uma quarta Câmara de Construção, com 8 blocos de teto, e uma quinta e última Câmara de Construção. Essa última câmara não tinha um teto chato, mas sim um teto em “crista”, formado de 8 lajes de granito, inclinadas umas para as outras, formando uma crista no teto. Todas as câmaras têm uma distância aproximada de 0,90m entre elas, com exceção da quinta câmara, que tem um teto em crista permitindo que a pessoa fique de pé. (Ver ilustração nº 38.)

Tendo a primeira Câmara de Construção estabelecido o precedente, recebendo o nome de Davison, seu descobridor, o Coronel Vyse então deu às segunda, terceira, quarta e quinta Câmaras de Construção os nomes de General Arthur Wellington, Almirante Horatio Nelson, Lady Ann Arbuthnot e Coronel Patrick Campbell, respectivamente.

Vyse descobriu ainda as marcas de tinta vermelha-ocre nas quatro Câmaras de Construção superiores, discutidas no capítulo anterior.

O Coronel Vyse tem a seu crédito ainda outra descoberta notável, com relação aos dois canais de ventilação na Câmara do Rei. Se bem que fosse na verdade o Professor John Greaves quem identificou as duas aberturas de 0,23m nas paredes norte e sul da Câmara do Rei, como sendo possivelmente canais de ventilação, esses canais só foram verificados positivamente quando um assistente de Vyse localizou as extremidades desses respiradouros nas respectivas faces da Pirâmide. vyse foi quem descobriu esses respiradores, permitindo que mais ar livre circulasse na Câmara do Rei.

Fonte: As profecias da pirâmide, Max Toth, Editora Record, 1979, Rio de Janeiro, RJ, pp. 185-199.

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Pirâmides, Atlântida e Lemúria

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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Então o homem começa a falar: “Filho, como você duvida de seus antepassados, e só sabe pouca coisa sobre a origem do homem no seu mundo, assim também nós tínhamos dúvidas sobre os nossos antepassados. O nosso conhecimento, as nossas informações, os nossos documentos escritos, nossa documentação são tão escassos quanto os seus. Só nos permitem saber e sentir que os nossos antepassados – que também são os seus – vieram da civilização chamada Maoth, que – sim – ainda existe no centro da Terra. Qual a origem deles, não sabemos.

Nascemos e aprendemos no continente que vocês hoje chamam de Atlântida. Naquela época havia outro continente, localizado no oceano Pacífico, conhecido por vocês como Lemúria, cuja população não era tão rica em conhecimentos e capacidade técnica.

Os lemurianos estavam na fase de exploração com suas ciências limitadas. Só tinham criado a tecnologia para as viagens pela água; e desse modo estavam-se preparando para explorar e se instalar em outras partes do globo.

Nós, da Atlântida, porém, possuíamos não só a capacidade de viajar pelas águas, como ainda a capacidade de viajar dentro da água; e a capacidade de viajar no ar, e podíamos visitar outras civilizações no universo e depois voltar a Maoth.

Antes de existirem a Atlântida e a Lemúria, houve períodos de convulsões e destruição que devastaram as terras tanto no interior como na superfície da Terra. Esses fatos têm de ocorrer em todos os ciclos.”

A velha concorda, meneando a cabeça, e pega o fio da história.

“Entende, filha, tínhamos conseguido uma grande habilidade em captar a energia de dentro da Terra e a energia cósmica do universo, mas não sabíamos que estávamos colhendo demais. Tampouco tínhamos os conhecimentos ou a capacidade de armazenar o que tínhamos colhido. Para esclarecer isso em sua cabeça, pense no que acontece com as frutas e legumes, produtos da terra. Como você sabe, se colhermos produtos demais e estes não forem devidamente armazenados, eles simplesmente apodrecem e se decompõem. Quando a energia é colhida e não é totalmente consumida, ela continua a se acumular, nunca se dissipando, mas tornando-se cada vez maior. Quanto maior se torna a energia, menos controlável ela será – e foi isso que aconteceu.

Tínhamos atraído mais energia do que éramos capazes de armazenar ou consumir. Consequentemente, ela se descarregou de nossa pilha numa centelha gigantesca, viajando entre o Pólo Norte e o Pólo Sul. Essa centelha foi tão grande que causou uma catástrofe que não tínhamos previsto, nem poderíamos jamais conceber, nem mesmo com toda a nossa habilidade técnica e nossa sabedoria secular.

Gerada essa centelha, ocorreu uma reação em cadeia, que não pôde ser detida. Tivemos de permitir que ela seguisse e atingisse sua força total, e nesse ponto os continentes de Atlântida e Lemúria tiveram o seu fim catastrófico. Ambos os continentes foram arrasados! Lemúria era mais vulnerável, e aquela infeliz massa de terra chegou a desintegrar-se; enquanto que a Atlântida, sendo um continente mais estável, fragmentou-se em meia dúzia de pedaços antes de ser inundada pelas águas do oceano.”

Então falha o velho: “Sim, os vários fragmentos da Atlântida submergiram sob a superfície da água. E agora, depois de dezenas de milhares de anos, ficou totalmente coberta pelos detritos oceânicos que se acumularam lentamente sobre ela. No entanto, à medida que a Terra for sofrendo terremotos e convulsões submarinas, cada vez aparecerão mais partes da Atlântida, novamente descobertas. Uma modificação cíclica da Terra será anunciada quando as massas de terra da Atlântida voltarem à superfície, quando as montanhas voltarem a ser relevo submarino.

Antes da submersão da Atlântida, nossos pais e avós tinham realizado muita coisa. Ensinaram-nos que o Todo-Poderoso este presente em todo o universo. Tínhamos aprendido a traçar os ciclos do universo e a equacionar esses ciclos com os ciclos do tempo, os ciclos da história e os ciclos da humanidade. O nosso conhecimento da energia nos foi dado por nossos antepassados.

Tinham-nos ensinado a construir uma estrutura – uma estrutura para abrigar as ciências; essa mesma estrutura abrigava a religião; essa mesma estrutura encerrava o conhecimento. Essa estrutura armazenava a energia, e era simultaneamente a emissora e a produtora dessa energia. Todos nós e nossas máquinas tínhamos poder ou energia por meio dessa estrutura única. As nossas mentes, bem como nossos corpos, eram nutridos por essa estrutura. Os nossos corpos foram formados por meio dessa estrutura.

Sim – essa estrutura é a pirâmide! Bastava-nos uma, e essa estrutura foi um projeto da antiga sabedoria de Maoth, o mundo interior.

Alguns de nossos antepassados de Maoth fundaram e colonizaram a Atlântida na superfície da Terra, como experiência para ver se o progresso dos atlantes na superfície seria paralelo ao do mundo interior. Sabiam da existência de Lemúria, que estava progredindo por seus meios em sua cadeia normal de evolução sobre a superfície. Os habitantes de Maoth também sabiam que os atlantes ultrapassariam os lemurianos em desenvolvimento em um breve período de tempo. E isso ocorreu, com efeito.

Os atlantes erigiram uma estrutura de pirâmide em seu continente, semelhante ao dos maothanos na terra dentro da Terra. No entanto, não perceberam que a atração de energia para a pirâmide da Atlântida estava-se tornando violentamente desequilibrada. Esse desequilíbrio ocorreu porque a pirâmide estava exposta diretamente às energias do universo.

A mesma estrutura dentro do mundo só tinha acesso à energia cósmica que se filtrava pela crosta terrestre. Na superfície, porém, não havia nada para filtrar – para regular – a quantidade de energia atraída e absorvida pela estrutura da Atlântida.

O equilíbrio de polaridade entre as superfícies externa e interna começou a modificar-se, tornando-se excêntrico. Com o passar dos milênios, a diferença entre o potencial elétrico tornou-se mais intensa e ameaçadora, até que afinal o potencial de compensação, que é uma lei básica da natureza, procurou estabilizar esse grande acúmulo de energia, e surgiu a centelha.”

(pp. 291-294)

A mulher continua a narrativa. “Começamos a reconstruir. Construímos a nossa civilização de estrutura de pirâmide em todos os sete pontos de nossa distribuição. Cada uma de nossas pirâmides era exatamente igual à original de Atlântida. Guardava o depósito de energia. Era o repositório da sabedoria. Era o centro da nossa religião. Novamente, toda a energia necessária era obtida da pirâmide; e, sm, agora éramos mais sábios. Sabíamos como atrair justo a energia suficiente a ser armazenada nessa pirâmide. A energia em excesso potencialmente acumulada era automaticamente derivada ou liberada, pois não queríamos que ficassem presa como antes.

A energia eletromagnética e cósmica era colhida no vértice pelo controle do cristal-mestre, e depositada na parte inferior da pirâmide. A nossa sabedoria e conhecimentos eram guardados no meio, ou parte central; a nossa religião ficava perto do vértice.

A pirâmide foi projetada novamente para que os iniciados – os que se querem tornar religiosos – tivessem de passar pela pirâmide em passos determinados. Os que não conseguiam alcançar o mestrado do plano de iniciados eram reabsorvidos, pois desde que o indivíduo se torna iniciado, mesmo um pouquinho de conhecimento pode ser perigoso, se não for tratado devidamente.”

(pp. 296-297)

Os Ritos da Iniciação

Passa a falar o velho. “Resolvemos realizar uma experiência para ver se podíamos levar alguns dos seres da superfície de volta a algumas das formas básicas de conhecimento e sabedoria. Fizemos reviver no espírito dos sobreviventes o significado da estrutura da pirâmide na região deles, mas os limitamos a utilizá-las só para fins religiosos. Eles aprenderam a temer a luz e temer as trevas. Ensinamos-lhes a temerem a si mesmos e depois a temerem o desconhecido, pois tínhamos de ensinar-lhes a não temer – a ver através e além de seus temores. Eles passaram pelos ritos da iniciação exatamente da mesma maneira que existem os nossos ritos da iniciação.

Foram colocados na pirâmide, no escuro total. Cabia a eles encontrar vários pontos de onde se pudessem desenvolver e alcançar o plano de conhecimento seguinte. A pirâmide é construída de modo a ter câmaras ocultas, portas e corredores ocultos, equivalentes a várias provas, tribulações e recompenças – ou a morte.

O primeiro temor que criamos nos iniciados foi o medo do escuro. Eles foram lançados no corredor inicial do labirinto. Dali o iniciado tinha de encontrar a sua primeira câmara. A planta da pirâmide fora desenhada de modo a colocar essa primeira câmara embaixo. Depois que o iniciado chegava à câmara mais baixa, num escuro total, o seu medo ou o absorvia ou o iluminava. O passo seguinte era fazê-lo defrontar-se com o desconhecido.

A câmara e o corredor eram inundados de água. Numa escuridão total, o iniciado estão tinha de tomar a seguinte resolução; ou aceitar o destino que se lhe deparava e mover-se com ele, ou lutar e no fim perder. Aqueles que aceitaram de boa vontade e com fé a inundação da câmara e do corredor aprenderam, ao flutuar sobre a água, que flutuavam para outro corredor superior; e continuariam a flutuar até o topo. Mas esse topo estava fechado – não tinha abertura. Se o iniciado não desistisse, veria que a inundação parava bem a tempo e a água recuava devagar, levando-o de volta à câmara inferior. Uma vez lá, o iniciado tinha de aprender de novo, por meio de sua própria intuição, que tinha de ver, mas não com seus olhos. Tinha de ver com os olhos da mente. Sua intuição devia ver por ele, assim como um cego ‘vê’ mais do que uma pessoa que vê. O iniciado tinha de ver o que aprendera dessa experiência; pois, afinal, descer por um corredor escuro como breu para uma câmara vazia e depois de repente sentir a água jorrar para dentro, levando-o flutuando por um poço vertical até um fim é um coisa que o devia esclarecer. Ele devia ver uma luz em sua mente que o fizesse compreender que havia algum lugar para onde ele devia ir – alguma porta secreta que ele ainda tinha de encontrar. Ele aprendeu a ver com os olhos dos sentido – os olhos da mente.”

A mulher fala então: “A primeira câmara, ou a inferior, é construída de modo a serem lisos o seu teto e a parte superior de suas paredes, para que o corpo do iniciado não se machuque muito durante o processo de flutuação.

Depois que o iniciado não conseguia localizar o poço pelo qual flutuou, sua decisão seguinte seria voltar pelo caminho por onde veio. Como o corredor descendente é muito comprido, ele mais cedo ou mais tarde compreenderia que podia haver uma abertura para outro corredor de dentro do corredor descendente. Por fim ele chegava à decisão certa e começava a sua caminhada subindo o corredor descendente. Numa escuridão total, ele tinha de tatear fisicamente com as mãos em volta de si – ‘vendo’ com seu sentido do tato. Em algum lugar nas paredes do corredor, ele por fim encontrava umas ranhuras. Nas proximidades dessas ranhuras haveria uma pedra diferente ao tato, tendo uma composição diferente da do resto das pedras no corredor. Encontrado isso, o iniciado devia – e a maior parte o conseguia – raciocinar corretamente que aquilo era a entrada para outra câmara ou corredor.”

O homem fala: “Agora cabia ao iniciado determinar de que modo essa pedra se moveria – se abriria para lhe dar passagem. Bastava o iniciado recitar direito um salmo que lhe era ensinado, sem lhe darem o motivo, durante o estágio preparatório. Depois de recitar o salmo corretamente, com a devida entonação, os mestres mais velhos faziam com que se abrisse essa grande porta maciça.

Essa porta é uma porta muito vigiada, e muitas pessoas que por ali passaram entre as iniciações, ou os nômades que entraram por acaso, não poderiam abri-la. A porta na verdade é feita em três partes, uma atrás da outra. Hoje são chamadas de tampões, mas eram as portas verdadeiras pelas quais a entrada ao corredor ascendente principal era fechada, proibindo a entrada aos não-iniciados.

As portas abriam-se de tal maneira que o iniciado tinha de rastejar em volta para encontrar o local. Havia apenas espaço suficiente para ele passar, espremendo-se. Transposta a primeira porta, ele via que tinha de se espremer por outra, mas então tinha de descansar, e nesse período de repouso o iniciado aprendia a dedicação. Aprendia que a vida tem muitos obstáculos difíceis a vencer. Se ele descansasse demais, as portas começavam a fechar-se; a essa altura ele tinha de se apressar e começar a se espremer pela segunda porta, e aí as coisas paravam de fechar. Depois de passar pela segunda porta, ele novamente se encontrava num local estreito, com mais uma porta. Então o iniciado se perguntava quantas portas ele teria de passar, espremendo-se, para alcançar a sua meta. Aqueles que tivessem conseguido intuição suficiente adivinhariam que havia só mais uma terceira porta a transpor, e com essa idéia na cabeça descansavam menos da segunda vez do que da primeira. Aqueles que se sentiam desesperançados, descansando mais, veriam que a porta novamente começava a se fechar. Os que não se apressavam o suficiente, terminavam sua iniciação, bem como sua existência, nesse ponto.

Tendo transposto a terceira porta, o iniciado percebia que o corredor era muito comprido – uma passagem pela qual ele novamente tinha de rastejar, agarrando-se, subindo para alcançar a outra extremidade. Ao chegar lá, o corredor dava para uma câmara vasta, imensa. O iniciado mais uma vez tinha de aprender a ver com uma parte diferente de seus sentidos. Como o cego que confia em seu sendo de audição, o iniciado de rápida apreensão aprendia então a ‘ver’ com seus ouvidos. Não sendo mais obrigado a rastejar, ele conseguia encontrar prontamente a extremidade da câmara, vendo-a com seus ouvidos – o que o levava à fase seguinte de sua iniciação.”

Fala a mulher: “Aqueles que não compreediam que podiam encontrar seu caminho pelo sentido da audição, tateavam de um lado para outro, na câmara. Pensavam que era uma sala sólida com paredes muito altas que eles não podiam escalar para alcançar o teto. Alguns faziam circuitos completos em volta da câmara, sem sentirem nem perceberem que um dos lados dessa imensa câmara continha um corredor através do qual eles podiam encontrar uma saída, entrando num outro corredor; e ainda outros não percebiam que, depois de terem rastejado até o ponto de junção que lhes permitia ficar de pé, o corredor se dividia em duas direções.

Alguns iniciados levavam muito tempo para perceber a planta baixa dessa vasta câmara. Os que não conseguiam localizar qualquer das extremidades da câmara, chegavam a desistir. Esperavam durante dias e dias até que por fim eram levados para fora da pirâmide e aí o seu iniciado, bem como sua vida, estava terminado.

O iniciado que descobria o ponto de junção no momento em que conseguia se pôr de pé defrontava-se com outra decisão: qual o caminho a tomar. Alguns continuavam sua caminhada pelo rumo horizontal reto, enquanto outros continuavam pelo piso ascendente da câmara imensa – recitando seu salmo para chegar à outra extremidade. O curioso é que a maior parte dos iniciados escolhia o rumo reto e alcançava a câmara que estava ao fim desse corredor reto e horizontal. Os iniciados que preferiam subir à câmara, em vez de seguir o corredor horizontal, não encontravam uma entrada aberta na outra extremidade da câmara, para então seguirem o corredor horizontal.”

Ele fala: “Nessa câmara há um altar; e uma imagem do nosso Deus, feito do metal e pedras preciosas mais raros, estava embutida numa das paredes da câmara. Uma vez que o iniciado entrava nessa câmara, tinha de observar um prolongado período de jejum e meditação. Não tinha permissão de sair daquela câmara até que experimentasse um período de paz interior.

Três mestre aproximavam-se dele e lhe ensinavam a ver e saber por meio dos sentidos. Um lhe ensinava os mistérios do sentido do tato, o outro, da audição, e o terceiro, os do olfato. Completado o período de iniciação, na câmara pequena, o iniciado tinha permissão para voltar ao ponto da junção.

Ele então tinha de continuar a sua subida pela câmara comprida. Ao chegar ao topo, tinha de transpor um imenso degrau, no fim do qual havia um túnel pequeno e curto pelo qual tinha de rastejar.

Mais uma vez, ele se deparava com um obstáculo em forma de uma porta. Essas portas, sem que ele o soubesse, estavam colocadas permanentemente no local. Não eram mais para serem movidas mecanicamente. O que o iniciado tinha de aprender era que ele agora tinha de esforçar-se fisicamente, vencendo o obstáculo em seu caminho, escalando-o. Esse ato em si era difícil e, feito isso, ele encontrava outro túnel pequeno e curto.

Sua capacidade de ver que teria de escalar o obstáculo como uma porta era apresentada ao seu sentido do olfato, pelo aroma de ervas cujo cheiro ele tinha de aprender a conhecer e seguir.

Depois de rastejar para atravessar o último túnel, pequeno e curto, o iniciado por fim conseguia entrar no templo propriamente dito, onde cinco mestres idosos agora o atendiam. Eles lhe ensinavam os sentidos restantes do corpo e do espírito. Depois ensinavam a controlar seus sentidos. Ele aprendeu a qualidade física de seu corpo, e como controlar cada órgão. Treinavam-no para diminuir o ritmo de suas funções orgânicas ao ponto dele transcender o estado de sono e entrar num estado de animação suspensa. Ele tinha de aprender a respeito de suas funções orgânicas completa e totalmente dentro de 40 dias.

Depois que os mestres se convenciam de que ele tinha suficiente controle e conservação de suas funções orgânicas, colocavam-no num recipiente e o lacravam. Nesse ponto, o iniciado tinha de diminuir o ritmo das funções fisiológicas de seu corpo ao ponto de poder existir naquele recipiente hermético e lacrado durante três períodos consecutivos e inclusivos de 24 horas. Quando o recipiente era aberto, ele devia ser capaz de reanimar o seu corpo e continuar a iniciação. Se ele não conseguisse ter um controle total sobre suas funções orgânicas, então claro que terminava seus ritos de iniciação dentro do recipiente lacrado.

Tendo reanimado seu corpo, o iniciado era então levado pelos cinco mestres por uma porta secreta na parede do templo e conduzido por uma escada comprida e tortuosa, que subia para um templo muito maior, contendo apenas uma mesa.Ele se deitava de costas sobre essa mesa e os mestres ligavam cabos a seus tornozelos e pulsos. Um grande cristal era colocado sobre sua testa. Mandavam que o iniciado mantivesse os olhos fechados e que tornasse a pôr o corpo num estado de animação suspensa. Então o teto da sala se abria, mostrando que o vértice realmente se movia, expondo a câmara a toda a força da energia cósmica.

A força energética, capaz de cegar o não-iniciado, também fazia com que o iniciado no rito deixasse seu corpo e entrasse no cristal em sua testa, e nesse momento ele entrava em comunhão perfeita com o Poder Todo-Poderoso. A ele então eram confiados todos os segredos do universo. Via-se um brilho azul em volta de seu corpo físico, que se transformava no corpo de um mestre. A pedra do topo da pirâmide voltava ao lugar, voltando a ser o teto da câmara do rito da energia cósmica. Alguns momentos depois, o azul fundia-se no corpo do iniciado e eram retirados os quatro cabos e o cristal.

O iniciado, já mestre neófito, era vestido com a roupa branca tradicional. Depois ele saía, conduzindo os anciãos por uma segunda escada secreta, que ele conhecia então intuitivamente, e entrava na câmara da instrução universal. Essa sala, junto com o resto do mundo, seria sua universidade.”

(pp. 299-305)

Ele fala: “Quando as pirâmides foram lacradas, foram largadas num estado que dava a impressão de que nunca tinham sido completadas. O desenho da pirâmide é tal que o vértice, a parte superior da estrutura, que contém a captação de energia e a capacidade de conversão, é facilmente removível. Não precisávamos mais dela, porque íamos voltar para o Centro, de modo que a enterramos no solo nas vizinhanças de cada pirâmide. Depois que o vértice é retirado da pirâmide, ela não possui mais a capacidade de captar energia, de converter, gerar e regenerar, transmitir e amplificar.

A comissão de anciãos resolveu que se surgisse o momento em que um desastre espontâneo exterminasse Maoth, algumas provas e conhecimentos deviam ser transmitidos aos homens da superfície que estavam-se desenvolvendo; portanto, a noção de onde está enterrado o vértice e certas fórmulas que permitem o usuário ativar novamente a pirâmide foram colocadas numa câmara secreta dentro da pirâmide. Ficou resolvido que a Grande Pirâmide do Egito encerraria essas informações, enquanto as outras pirâmides espalhadas pelo mundo contêm informações específicas que governam as leis da ciência, história e o universo. A câmara secreta contendo esse conhecimento está dentro de um dos tampões de granito no corredor ascendente da Grande Pirâmide do Egito.

Outra grande pirâmide no Egito, chamada a Pirâmide curva, contém os motivos da interação de várias pirâmides menores no Egito e como interligar as funções de todas as pirâmides em todo o mundo. O dispositivo gerador-conversor de energia também será encontrado na Pirâmide Curva. Sim, é um cristal. Os que têm uma forma de bola não são as fontes primárias, e sim secundárias, que na verdade são os tradutores – os dispositivos de comunicação – que lhes permitem comunicar-se com os maothanos em todo o mundo e o universo. Uma dessas bolas de cristal já foi encontrada e tirada de uma das pirâmides secundárias da Atlântida.”

Ela fala: “A bola de cristal em si é inútil. Deve ser utilizada da maneira como foi encontrada, mas ainda falta muito tempo para que as portas daquela pirâmide se abram de novo, dando acesso a ela.”

(pp. 307-308)

Fonte: As profecias da pirâmide, Max Toth, Editora Record, 1979, Rio de Janeiro, RJ.

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