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A criatura humana é essencialmente boa

Posted by luxcuritiba em setembro 29, 2008

Essa foi a conclusão a que cheguei, depois de alguns anos de estudos e, principalmente, muita prática meditativa.

Essa crença é afirmada pelo budismo a milênios. Mas confesso que tinha dúvidas se correspondia à verdade. Porém, a prática demonstrou-me estar perfeitamente correta.

Para o budismo toda criatura humana tem dentro de si um buda. Portanto, não há necessidade de procurar um mestre em lugar algum, tão pouco há necessidade de algum treinamento especial para tornar-se um iluminado. Qual o treinamento necessário para tornar-se aquilo que você já é?

No zen-budismo toda prática é assessória. Somente uma atividade é estritamente essencial: a meditação zazen.

A meditação possibilita o “não fazer” (não pensar) necessário para que a essência búdica desperte das profundezas da alma (mente?), brotando como cálida flor.

Esta flor está sobre um vazio de completo negrume, que pode assustar o aspirante ao despertar. Num primeiro momento, observa-se a flor, e fica-se impressionado e inspirado por sua beleza. Num segundo momento entra-se na escuridão, e percebe-se que não há ali nenhum motivo para receio. A única presença percebida ali é paz, e silêncio.

É quando a mente humana racional cala-se, que a flor da essência vem à superfície. Para calar a mente pratica-se a meditação.

Se você tem medo, raiva, tristeza ou desejo de vingança, medite.

Se você continua com medo, raiva, tristeza ou desejo de vingança, continue meditando.

Se o medo, a raiva, a tristeza ou o desejo de vingança, persistir, persista meditando.

Chegará o momento em que o medo, a raiva e a tristeza, simplesmente se desvanecerão como ar. Sobrará apenas uma clara lucidez e um presente Aqui-Agora, que possibilita observar o mundo sem necessidade de classificar (julgar).

O desejo de vingança não fará mais sentido, como não faz sentido, para um homem adulto, vingar-se do colega de infância, que roubou no jogo de bulicas(*). O passado ao passado pertence.

Não existem pessoas más. Existem pessoas que não meditam o suficiente.

Zhannko Idhao Tsw
Curitiba-PR
17-09-2008

PS1: (*) Jogo de bulicas (bolicas, bolitas ou bolas de gude): Jogo onde uma criança lança uma pequena bola de vidro, com os dedos, tendo as bolas (de gude) dos adversários como alvo. A criança que acertar mais bolas vence o jogo.

PS2
: Bondade e ingenuidade não são sinônimos. Se tiver que lidar com víboras, use luvas de segurança. Conhecer a lei da gravidade não o torna imune a ela.

PS3: Da mesma forma que a beleza, a maldade está nos olhos de quem vê.

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Desapegando-se do desapego

Posted by luxcuritiba em maio 21, 2008

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Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo.” – Carl G. Jung.

Hoje, no ocidente, muitas pessoas estão sentindo um vazio interior, que não pode ser satisfeito por compras materiais, ou qualquer forma de badalação. Por isso, mas também por questões de saúde e equilíbrio mental, os ocidentais têm, cada vez mais, buscado uma solução nas filosofias e religiões orientais. Baseadas em uma vida mais simples, de interiorização, ao contrário do ocidente, que é quase exclusivamente exteriorização, essas filosofias acabam por trazer algo, ou preencher de alguma forma, aquele fazio existencial.

O budismo, uma das principais linhas orientais que estão prosperando no ocidente, tem uma explicação milenar para essa sensação de vazio. O conhecimento budista nos diz que toda forma de sofrimento vem do apego, ou seja, da necessidade que sentimos de ter, ou ser. Elimando-se o apego, elimina-se o sofrimento. Para eliminar-se o apego, usam-se práticas ostencivas de meditação, bem como uma reeducação ativa de hábitos, que visa estabelecer novos padrões e conceitos. Nessas práticas esbarra-se, cedo ou tarde, num ponto crucial: o ego. Quando, em nossas meditações, nos perguntamos “Quem está sentindo isso? Quem está desejando insso?”, é ao ego que desejamos chegar.

Segundo o budismo, e boa parte das filosofias ou religiões orientais, o ego é falacioso, ilusório, e intrinsicamente impermanente, ou seja, nunca é o mesmo, está em constante transformação. Essas são características fundamentais do ego, mas o que nos importa de fato é, de onde ele vem? O que é o ego, e como transcende-lo? Por transcende-lo entenda-se, não eliminá-lo, mas ir além dele, não estar limitado a ele. Essa questão é de fundamental importância, se concordamos que o sofrimento vem do apego, e que o apego tem conexão direta com o ego.

Para entender-mos o que é o ego e de onde ele vem, vou reportar-me a James Redfield, autor de “A profecia celestina”. Em seu livro, Redfield nos conta, de forma simples e romanceada, que ao longo de nossas vidas, nas diversas vivências diárias, vamos estabelecendo padrões (de comportamento, sentimento e pensamento). De acordo com cada situação, dadas nossas possibilidades ou limitações, agimos ou reagimos com relação ao meio em que nos encontramos, e pela repetição de ações/reações criamos uma espécie de resposta automática. Exemplo: Alguém lhe diz “bom dia”, e automaticamente você responde “bom dia”. Por que? Porque essa reposta, de tão repetida, tornou-se uma resposta automática, um padrão mental do tipo, “se acontecer A, então execute B”. Essa idéia não é nova, muitos pensadores anteriores já haviam falado dela, mesmo com palavras diferentes, mas Redfield teve o mérito de popular o conceito perante as massas.

Assim, vamos criando o que Redfield chama de couraça. Ou seja, uma vestimenta, ou um personagem, que usamos como interface para nos relacionar e comunicar com outras pessoas e o mundo ao nossa volta. Esse personagem é o resultado de nossas interações anteriores, e foi, e continua sendo, moldado pelas sircunstâncias e pelos padrões já interiorizados. É por causa dessa couraça que muitas pessoas vivem repetindo os mesmos erros, encontrando os mesmos problemas, se relacionando com o mesmo tipo de pessoas, etc. Diz um sábio que “se você quer resultados diferentes, tem que fazer as coisas de forma diferente; enquanto estiver fazendo do memso jeito, vai obter os mesmos resultados”. Esses padrões de comportamento/pensamento criam uma inércia, uma tendência natural a manter as mesmas respostas, que já foram aprendidas em situações anteriores. Este é o problema. Agora vamos buscar a solução.

Vamos verificar o que Castaneda, em seus diálogos e vivências com um xamã, tem a nos apresentar. Conta ele que Don Juam, o feiticeiro, ensinou-lhe uma técnica de não-fazer, como um caminho para alcançar o nagual, que aqui, para fins didáticos, vou considerar apenas como, aquilo que vai além da realidade comum, observada por nossos sentidos de percpção. Ao contrário do que se possa imaginar, não-fazer não significa não fazer nada, como nas brincadeiras de estátua de criança. Não-fazer aqui, significa não repetir os mesmos padrões, não usar as mesmas respostas. Dessa forma, no treinamento, o iniciante de feiticeiro é insentivado a fazer (agir e reagir) de forma diferente a que estava habituado. Essa prática tem como objetivo quebrar os padrões de ações, reações, pensamentos e sentimentos. Entende-se que, quando identificamos os padrões e aprendemos a não segui-los obrigatoriamente, aprendemos a ser nós mesmos, mais livres, e com mais possibilidades.

Voltando a Redfield, que usa técnica semelhante, mas com nome diferente, identificar os padrões é o primeiro passo para conseguir ir além deles. Para isso a prática da meditação pode ser de grande valia. Tanto Castaneda, como Redfield, ou Gurdfief e tantos outros pensadores, recomendam a mesma prática, que no final se resume a: observar atentamente. Essa prática também é conhecida, como Lucidez. A idéia central dessa prática é estar plenamente atento para perceber e identificar os padrões usados por nós. Uma vez conseguido isso podemos seguir o padrão ou elaborar uma nova resposta. Dessa forma deixamos de ser autômatos que respondem de forma programa e passamos a ser donos de nossas prórpias vidas. Uma vez que possamos reelaborar nossas respostas estamos libertos das correntes da personalidade e podemos finalmente trazer para nossa vida mudanças reais.

Agora, que temos melhor compreenção sobre nós mesmos, e já aprendemos a enchergar além de nossos próprios padrões, podemos voltar àquelas perguntas iniciais: “Quem está sentido isso, quem está desejando isso?” Talvez agora possamos perceber porque algumas coisas nos atraem, e outros nos repelem, porque algumas coisas nos agradam e outras não. Via de regra, e salvo diferenças fisiológicas inerentes a cada um, aquilo que nos agrada é o que está associado, a vivências agradáveis, e o que nos desagrada está associado a vivências desagráveis. Obviamente a coisa não é tão simples assim, mas vou limitar-me a esse enunciado para não estender cansativamente a explicação, mesmo correndo o risco de pecar na clareza. Dessa forma, quando dizemos “eu gosto”, na verdade queremos dizer “já passei por experiência semelhante a essa e ela me foi agradável”.

Então, respondendo à pergunta “Quemm gosta”: Ninguém gosta. Isso mesmo, porque gostar nada mais é do que uma resposta automática a uma dada situação, aprendida anteriormente, e reforçada posteriormente, repetidas vezes, em cada situação semelhante a que essa reposta é invocada.

Neste ponto é importante esclarecer onde ficam armazenadas essas respostas automáticas. Sem entrar em detalhes mais complicados vou dizer apenas que elas são guardas na mente, independente de onde a mente esteja. Importante também entender como essas respostas funcionam com relação a nossas escolhas do cotidiano. Alguns pensadores costumam afirmar que a mente humana (ou subconsciente) é burra, porque sempre aceita o que lhe é dito. Para entender como a mente funciona vamos estudar um pouco de probabilidades.

Imagine uma caixa que contenha 100 bolas, 50 delas são brancas e 50 delas são vermelhas. Dessa forma, ao colocar a mão dentro da caixa você terá 50% de chance de retirar uma bola branco, e 50% de retirar uma bola vermelha. Agora imagine que, a cada vez que você retira uma bola da caixa, você devolve essa bola duplicada, ou seja, se você tira uma bola vermelha, voltam para a caixa duas bolas vermelhas. Assim, na segunda vez que você retirar uma bola da caixa, haverá uma maior probabilidade de retirar uma bola vermelha, porque o número de bolas vermelhas é maior.

A mente humana funciona da mesma forma. Ela guarda nossos pensamentos, sentimentos, emoções, sensações, idéias, medos, alegrias, etc. A probabilidade de encontrarmos dentro dela um determinado elemento é diretamente proporcional ao número de ocorrências dele dentro de nossa mente. Cada vez que pensamos ou sentimos, esse pensamento ou sentimento é multiplicado, porque são geradas novas ocorrências na “biblioteca” da mente. Esse multiplicar de pensamentos na mente gera a inércia dos padrões mentais, de ação e reação, gostos e desgostos. Essa inércia é necessária, pois nos possibilita ter estabilidade, não fosse ela, seriamos, a cada dia, a cada momento, pessoas diferentes, com personalidades, gostos e intenções diferentes, o que tornaria a convivência entre pessoas algo caótico.

Entender que há essa inércia é importante para compreender-mos que, não é da noite para o dia que vamos mudá-la. A inércia tem conexão direta com o número de ocorrências de um dado pensamento ou idéia em nossa mente. Se queremos mudar a inércia, vamos ter que gerar outro pensamento, e repeti-lo diversas vezes. É assim que a mente funciona. A emoção, e sua intensidade, também está envolvida nesse processo.

Muito bem, mas o que meditação, religiões orientais e xamanismo têm a ver com isso?

A meditação, prática ostensiva na maioria das religiões orientais, e também no xamanismo, embora com outra denominação, como em diversas outras linhas, religiosas ou não, é a ferramenta que nos permite perceber essa inércia mental, que forma nossa personalidade, e define nossas ações e reações. E, uma vez percebida, nos dá a chance de transcender essa inércia e ultrapassá-la. Permite que não nos deixemos mais guiar por ela, que não permitamos que nosso passado defina nossas respostas e escolhas, que fiquemos aptos e elaborar respostas novas e originais.

Mas o que é o ego afinal?

Ego é, em falta de definição melhor, essa inércia de pensamentos e sentimentos, que é o resultado de uma rede de elementos armazenados na mente, construída por cada vivência ao longo da existência humana. Por isso, funciona de forma calculada e previsível, mas também muda constantemente, dependendo das experiências vividas e armazenadas, e por isso é impermanente e nunca a mesma ao longo dos anos. Como é produto das vivências, podemos dizer que ele é pó e ao pó voltará. O ego foi criado aqui, dentro do universo humano, e não tem existência real fora dele. Não é uma pessoa, mas sim, uma tendência de ser, de gostar, de querer, de pensar. Como não tem existência real, o ego inevitavelmente será extinto, quando da morte biológica.

Isso quer dizer que eu deixarei de existir?

Não exatamente. Há diferença entre ego e consciência. O ego é a tendência a ser, a consciência é o ser por excelência. Lembra daquela pergunta inicial “Quem está sentindo isso?”. Pois bem, o ego é quem está sentindo, a consciência (que alguns pensadores chamam de O Observador) é quem está perguntando. É por isso que, quando desencarnamos (ou morremos se preferir, se é que você leitor, acredita em vida após a morte), normalmente nos sentimos leves, libertos, com uma paz imensa. Isso ocorre porque, tudo aquilo que nos preocupava ou nos causava desconforto, ficou para traz, foi desintegrado com o ego.

Então toda a experiência que tive em vida foi em vão?

Nâo. Tudo aquilo que você aprendeu, todas as habilidades que você desenvolveu, foram passadas para a consciência, através de uma transferência por indução. Toda experiência, conhecimento e habilidade é aproveitada, somente “a tendência a…” é que deixa de existir.

E por fim, a meditação, e práticas assemelhadas, têm como objetivo conseguir a transcêndencia do ego, da “tendência a..”, ainda em vida, de forma consciente. Por isso alguns mestres, como Gurdjiev, falam que meditar é morrer. Obviamente, isso não é literal em termos biológicos. Morrer aqui refere-se a morte do ego, ou antes, à sua transcendência. Quer dizer que nós o vemos, o identificamos, e temos a possibilidade de controlá-lo ao invés de ser-mos controlados por ele.

E onde entra o apego em toda essa estória? O apego é característica do ego. O desapego, consciente e intencional, é a ferramenta usada para contrabalançar o apego do ego e evitar sua influência. Para alcançar-se o desapego recorre-se a prática constante da meditação e de ações afirmativas de não-apego. Budistas costumam fazer mandalas magníficas, verdadeiras obras de arte, feitas com areia. Algumas demoram semanas para serem concluídas e, depois de prontas, são desfeitas. Essa prática é usada para demonstrar e exercitar, a impermanência de todas as coisas e o desapego necessário para não sofrer por causa delas. Como esta há diversas outras práticas usadas com o fim de esquivar-se ao apego do ego. O problema crucial aqui é que, todas essas práticas são, em última instância, novos padrões de comportamento e pensamento, já que funcionam na mente, e portanto têm relação com o ego.

É aqui que fica o centro da questão. Para conseguir, de fato, livrar-se das rédeas do ego, é preciso tanscender também o desapego, enquanto hábito (ou vício, como diria Jung), enquanto “tendência a…”, “enquanto necessidade de…”. E é essa transcendência, talvez, que seja a parte mais difícil do processo de desenvolvimento pessoal. É algo sutil e controverso. Toda prática usada para transcender o ego é, por si só, uma prática do ego. Transcender o ego portanto, implica transcender todas as coisas relacionadas ao ego, inclusive a própria prática de transcender o ego. Parece contraditório?

No zen conta-se a seguinte estória: Havia em certo local um mestre, muito reconhecido por seus conhecimentos e habilidades. Um dia vieram a ele dois homens, pedindo ao mestre que os ensinasse a encontrar a iluminação. O mestre lhes disse: “Para iluminar-se é preciso peneirar o mar”. E continuou suas andanças. Conta-se que um dos homens foi para o ocidente, e virou um conferencista famoso, repassando para os ocidentais o (suposto) conhecimento quintessencial do mestre. O outro, continuou por muito tempo buscando a iluminação, seguindo o caminho que o mestre lhe havia dito, passando a água do mar por uma peneira, dia após dia. Um dia o mestre, passando por ali, perguntou-lhe: “O que está fazendo?” E o homem respondeu: “Estou fazendo o que o senhor disse, estou peneirando o mar”. Então o mestre pegou a paneira e jogou-a ao mar. Nesse momento o homem se iluminou.

Enquanto você estiver procurando a iluminação, não irá encontrá-la. Somente depois que parar de procura-la, mas sem desistir dela, é que ela surgira diante de seus olhos.

Zhannko Idhao Tsw
Curitiba, 21 de Maio de 2008.

Direitos autorais: Este texto pode ser copiado, por quaisquer meios e para qualquer fim, desde que citada a autoria.
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O fazendeiro rico

Posted by luxcuritiba em maio 14, 2008

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Em uma cidade havia um fazendeiro muito rico, com muitas terras, gado e plantações. A vida porém, não lhe foi tão agradável quanto gostaria. Sua esposa era estéril e não lhe dera nenhum herdeiro. Após vários anos de tristeza, acabara com doença súbita que lhe ceifou deste mundo, felizmente, de forma rápida e indolor.

Sozinho e sem familiares, o rico fazendeiro resolveu adotar os pobres da cidade como seus filhos. Todo mês percorria os guetos, cantos e ruelas, e distribuía comida, roupas e remédios a todos os necessitados. Com isso granjeara uma fama de bondoso e generoso homem, que se espalhara até longínquas terras.

Durante anos manteve essa prática, reservando dois terços de seus ganhos para praticar a caridade. Do terço restante, usava metade para cuidar de suas necessidades pessoais, que eram mínimas, sendo homem rústico e austero, e a outra metade guardava para o futuro, para garantir sua velhice.

Certo dia um amigo lhe disse: “Vejo que o peso do tempo tem curvado tuas costas. O correr dos dias avança e não poderás cuidar da fazenda por muito mais tempo. Sugiro que, ao invés de dar aos pobres mil dinheiros por mês, vendas a fazenda, por um milhão de dinheiros. Assim poderás garantir tuas necessidades e também dos menos favorecidos.”

Refletindo bastante o fazendeiro decidiu ser o mais acertado. Vendeu a fazenda e distribuiu dois terços aos pobres, ficando o terço restante para garantir sua velhice em um asilo da cidade. Os pobres ficaram eufóricos, cada um recebendo uma grande quantia. Compraram casas, bois, cabritos, fizeram festas e divertiram-se como nunca antes.

Algum tempo depois porém, como não sabiam administrar o dinheiro, logo este acabou, e eles tiveram que vender o que tinham, para poder comprar comida para si e para seu filhos. De fato, tiveram que vender tudo e acabaram novamente nas ruas da cidade, mendigando um prato de comida.

Desesperados, foram até o asilo onde estava morando o fazendeiro dizendo: “Nobre homem, precisamos de tua ajuda, pois o dinheiro que nos deste acabou, e não temos nem o que comer, nem o que vestir, nem remédios para nossas dores”.

Comovido, o antigo fazendeiro dava-lhes um tanto de dinheiro. E cada dia vinham mais pedintes, e cada dia o bondoso homem lhes dava um tanto de dinheiro. Até que por fim o dinheiro acabou, não lhe restando nada para dar a não ser a dura resposta: “Sinto muito, mas não posso mais prover suas necessidades”. Então eles deram as costas e foram embora, alguns tristonhos, outros, zangados e proferindo impropérios.

Algum tempo depois, o dirigente do asilo veio ter com o velho fazendeiro, dizendo: “Nobre homem, há meses que não pagas a taxa de manutenção. Sei que és homem honrado, mas nossos fornecedores não podem prover nossas necessidades de graça, pois também eles têm suas necessidades”.

E dessa forma o velho fazendeiro saiu do asilo e, como os pobres, que por anos ajudou, foi morar nas ruas da cidade, dependendo  da caridade das pessoas bondosas para ter o que comer e vestir.

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Desmistificando as pirâmides (parte 1)

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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Por décadas as pirâmides têm chamado a atenção e despertado a curiosidade de arqueólogos, esotéricos e estudiosos de para-ciências. Seja pela sua beleza, pelo mistério da sua construção e significado, ou pelos seus supostos poderes. Pretendo aqui, de forma clara e concisa, esclarecer alguns tópicos referentes às pirâmides, baseando-me em pesquisas e experiências práticas.

Pirâmide é magia?

Não, não é. Ela já é utilizada, talvez por séculos, por sociedades secretas como Maçonaria e Rosa Cruzes, e o Pró-Vida, instituição mais recente, com presença em vários estados. Os conhecimentos sobre as pirâmides, porém, via de regra são restritos aos membros de cada grupo. Apesar do sigilo, e do desinteresse da ciência ortodoxa, pesquisadores independentes têm feito seus estudos e divulgado os resultados ao público em geral.

Em 1930, Antoine Bovis, radiestesista francês, encontrou no interior da grande pirâmide de Quéops, no Egito, corpos mumificados de gatos. Posteriormente Bovis demonstrou que réplicas da grande pirâmide apresentavam os mesmos efeitos de mumificação que a pirâmide original. A partir daí diversos estudiosos realizaram experiências com réplicas de pirâmide.

Ao visitar o Cairo, Williams Siemens relatou ter recebido uma forte descarga elétrica, estando sobre o ápice da pirâmide de Quéops. Em 1935 John Hall verificou descargas elétricas no ápice de uma réplica da pirâmide. Nas décadas de 40 e 50 o engenheiro Karel Drbal, após diversas experiências, criou e patenteou um afiador de lâminas de barbear, em formato de pirâmide.

Nas décadas de 70 e 80, Bill Schul e Ed Pettit, autores de vários livros como “O poder psíquico das pirâmides”, constataram que as pirâmides podem afetar o desenvolvimento de plantas, têm efeitos sobre pessoas que meditam no seu interior, favorecem o desenvolvimento de faculdades psíquicas e auxiliam na cura de problemas de saúde.

No Brasil, Abeilard Gonçalves Dias realizou diversas experiências e estudos com pirâmides em seu instituto de psicotrônica, com sede em São Paulo. Sua contribuição foi particularmente importante do estudo da pirâmide como instrumento terapêutico, no tratamento de diversas enfermidades. Também publicou diversos livros onde divulgava suas descobertas.

Comprovações

Coloque no interior de uma pirâmide, a 1/3 da sua altura, um pequeno pedaço de carne. Ponha o aparato em um local arejado mas sem movimentação de pessoas. Depois de alguns dias a carne estará totalmente desidratada. Outra experiência: quebre um ovo num prato e coloque dentro da pirâmide. Logo a clara e a gema estarão completamente secas.

Amostras mumificadas

( Amostras mumificadas em Setembro de 2005 )

Detalhe importante: o suporte utilizado para colocar as amostras deve ser de madeira, papel, vidro, cerâmica ou outro material assemelhado. Deve-se evitar utilizar plásticos ou qualquer material sintético, bem como metais, materiais que tendem a influenciar o fluxo de energia e, conseqüentemente, os resultados.

Alguns céticos realizam experiências como esta, com resultados negativos. Segundo Patrick Flanagan, superdotado que construiu um neurofone(1) aos 17 anos, e entusiasta das pirâmides, a energia da pirâmide varia ao longo do dia, estação do ano, fases da lua e quantidade de íons no ar. A energia mental do investigador também pode afetar o resultado, coisa que não surpreende, nesses dias de física quântica.

Não acredite no que eu disse, faça a experiência e verifique por si mesmo. Observe os resultados com mente aberta. Se não funcionar na primeira vez tente realizá-la em datas ou locais diferentes. Grande atividade solar pode afetar o funcionamento da pirâmide, como afeta satélites e transmissões de rádio e eletricidade. Aparelhos eletrônicos, cabos ou tomadas elétricas, também podem influenciar o experimento.

(1) Neurofone, aparelho de auxílio a deficientes auditivos, que transmite impulsos elétricos diretamente ao cérebro.

Leitura recomendada

– Pirâmides, energia do futuro: Abeilard Gonçalves Dias, 1978.
– A pirâmide e o mundo novo: Abeilard Gonçalves Dias.
– Energia da pirâmide beneficia o homem: Abeilard Gonçalves Dias.
– A grande pirâmide revela seu segredo: Roselis Von Sass, 1991.
– O Poder das Pirâmides: Emilio Salas, Román Cano, 1978.
– O poder psíquico das pirâmides: Bill Schul, Ed Pettit, 1976.
– O poder mágico das pirâmides: Bill Schul, Ed Pettit, 1986.
– O poder secreto das pirâmides: Bill Schul, Ed Pettit, 1977.
– A pirâmide submersa no Triângulo das Bermudas: Marcus Silverman, 1984.
– O Egito Secreto: Paul Brunton, 1967.
– A força das pirâmides: Max Toth, Greg Nielsen, 1974.
– As profecias da pirâmide: Max Toth, 1979.
– O enigma das pirâmides: J. Alvarez Lopez, 1978.
– Os segredos por trás das pirâmides: Geof Gray Cobb, 1979.
– O poder positivo das pirâmides: Anne Hasch, 1987.

Zhannko Idhao Tsw

Veja também

Terapia das pirâmides: aceitação surpreendente entre médicos de Cuba.

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Auto-defesa astral

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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Ao longo de minha existência empreendi uma luta feroz entre duas de minhas metades: um lado cético, científico e analítico, e outro lado maravilhado pelo inexplicável. Este texto é uma boa mescla dos dois. Tudo que cito aqui é de meu conhecimento direto e prático. Não falo de teorias. Todas as técnicas, salvo ressalvas, foram por mim experimentadas. Este texto é de cunho estritamente prático e funcional. O foco aqui não é entender o “porque funciona”. Porque num momento de urgência o que menos importa é o porque, mas sim, que FUNCIONE.

Não pretendo fazer deste texto um manual definitivo sobre limpeza e defesa astral. Estas são dicas que tenho utilizado e com as quais tenho obtido resultados positivos. Se alguém utiliza alguma outra técnica que lhe retornou com um bom resultado agradeço se entrar em contato para trocarmos experiências.

Lembremos que, por mais que nosso campo de energia pessoal esteja perfeitamente equilibrado, estamos cercados por uma infinidades de seres, visíveis ou não, que não estão em equilíbrio. Não nos cabe guardar rancor dessas pessoas ou entidades. Apesar de suas ações, estas criaturas também são manifestações do deus vivo, como nós mesmos, e também têm direito a vida. Devemos, pois, amá-los, no sentido de respeitar o seu direito à vida. E, claro, nos precaver contra suas ações, tentando, sempre que possível, nos defender, causando o menor dano possível aos outros seres.

Para os céticos:

Para os céticos, que não acreditam, nem em magia, nem em religião, fica a opção de técnicas de controle mental, neurolinguística, afirmação e pensamento positivo. Livros sobre técnicas de auto-afirmação e auto-ajuda não faltam. Sugiro algumas dicas para evitar estados mentais negativos.

ANTI FRENESI – no corre-corre do dia-a-dia, horário, buzina, trânsito, poluição, telefone tocando, pegar o filho antes que a cresce feche, etc., é fundamental parar alguns momentos, em algum lugar, para respirar, descansar, não pensar em nada, e deixar o ritmo cardíaco diminuir. Durante o dia muitas pessoas não se dão conta de que a sua pulsação está quase a ponto de causar um rompimento de artéria. O resultado de tanta correria é cansaço e irritabilidade, o que, por sua vez, pode criar uma série de experiências desagradáveis.

É claro que as coisas que precisam ser feitas durante o dia devem ser feitas, mas existem maneiras e maneiras de se fazer as coisas. Você pode fazer tudo o que precisa de forma calma, sem pressa doentia e normalmente suicida. E se não for possível fazer hoje, faça amanhã. As pessoas tendem a criar uma série de necessidades urgentes que precisam ser atendidas AGORA. Seja franco(a) e sincero(a) com si mesmo(a) e veja se algumas coisas não podem esperar para amanhã.

CONTATO COM A NATUREZA – nas cidades mais populosas é comum passar dias, semanas, meses, e, em alguns casos, até anos, sem que as pessoas tenham contato com um parque, com verde, com plantas, com a natureza. Nós somos animais de carne e sangue, e como qualquer outro animal não fomos feitos para viver eternamente dentro de uma caixa de cimento. Como qualquer outro animal precisamos de contato com nossa matriz, para ter vitalidade e saúde. Recentemente tem vindo a tona de forma cada vez mais intensa essa necessidade de retorno a natureza. Tente, pelo menos uma vez por semana, visitar um parque, um camping, fazer um passeio em algum lugar onde haja plantas. Cultive plantas em casa. Flores, pequenas árvores. Mesmo em ap(e)rtamentos é possível ter pequenas árvores (eu moro em apartamento e tenho várias). Tente também usar mais roupas em tons verdes (plantas) ou azuis (céu). Se não tiver essas cores serve qualquer cor clara (amarelo, bege, branco), que são reconhecidamente relaxantes. Se não tiver paciência para cuidar de plantas, pelo menos use quadros com flores, paisagens ou animais. Flores de plástico considero desaconselhável. Paredes em tons verdes, azuis, ou cores claras são, uma boa pedida.

BONS PENSAMENTOS, BONS SENTIMENTOS, BEM-ESTAR E SAÚDE – a frase “mente sã, corpo são”, não é novidade para ninguém, e vez após vez a ciência e medicina comprovam que o estado de espírito influencia o corpo, e vice-versa. Várias experiências com placebos comprovaram que a mente humana tem uma grande capacidade de cura. Muitas doenças do corpo podem ser curadas, ou ter a cura acelerada, por um estado de espírito alegre e otimista. Pratique exercícios periodicamente. Vida sedentária enfraquece o corpo. Corpo fraco enfraquece a mente. Mente fraca é terreno fértil para doenças, reais ou imaginarias.

VIGILÂNCIA CONSTANTE – na loucura dos nossos dias, muitas vezes esquecemos de prestar atenção em nós mesmos, esquecemos que já faz tres, quatro, ou cinco meses, que não frequentamos um parque. Para evitar esse tipo de esquecimento é interessante criar o habito de fazer uma retrospectiva, no final do dia, ou pelo menos no final da semana, dos acontecimentos do período. Assim você faz um fechamento de balanço periódico, e vê onde exatamente você está e o que está fazendo. Pode anotar em uma caderneta, o que foi feito durante o dia, ou a semana. Veja se o que você fez, realmente precisava ser feito, se não podia, ou deveria, ter esperado, se foi feito da forma certa, etc. Também é útil avaliar seus motivos, reais ou imaginários. Se os motivos eram mesmo bons e plausíveis, se eram realmente importantes. Pense, e faça; faça, e pense. Tenha um feedback de si mesmo. Analise suas próprias ações e reações. Veja, afinal, onde está indo, e onde deveria, ou queria, estar indo.

PENSAMENTO POSITIVO – quando estamos fisicamente cansados tendemos e ter pensamentos de desânimo e derrota. Quando estamos fisicamente saudáveis tendemos a ter pensamentos de alegria e vitória. Pensamentos negativistas tendem a fazer uma pessoa ficar inativa, parada, leeeeeeeeenta. Quando você fica parado(a), o seu corpo atrofia, e você cria um círculo vicioso para baixo: quanto mais você pensa negativo, mais a sua vida fica negativa, e quanto mais a sua vida é negativa, mais você pensa negativo. Felizmente o inverso também é verdadeiro: quanto mais você pensa positivo, mais a sua vida fica alegre e divertida (mesmo apesar dos problemas), e quanto mais a sua vida fica alegre e divertida mais você tende a ter pensamentos positivos. Se está numa fase de baixo astral, pense positivo. Independentemente da realidade à sua volta, pense coisas boas. Isto, por si só, e com o tempo, vai lhe dar uma tendência de pensamento para criar um círculo vicioso positivo, para cima. É uma questão de hábito, crie o hábito de pensar positivo, apesar de tudo e de todos. Pensar coisas boas é coisa que se aprende.

Para os religiosos:

Como na magia, considero a religião, também, um mecanismo ultrapassado e inadequado para a nova realidade em que o planeta está ingressando. No entanto, é fato que as realidades religiosas terrenas estão incrustadas nas egrégoras de pensamento e têm raízes tão profundas que torna-se quase impossível evitá-las. Eu disse QUASE. A sua força e a sua eficiência são inegáveis. O mal das religiões atuais é limitar o horizonte das consciências em evolução, delimitando o que pode e não pode ser feito, através de decisões tomadas de forma parcial e restritiva, o que acaba atravancando a própria evolução dos seres e do planeta como um todo. Dia virá em que todas os seres conscientes do planeta estarão livres de toda forma de PRÉ-conceito e PRÉ-programação mental, serão livres pensadores, e seus futuros como criaturas em evolução serão sem limites, como o próprio Criador É, SEM LIMITES, de crescimento e evolução.

ORAÇÕES INDIVIDUAIS – a oração é uma ferramenta poderosa, mas deve ser feita, preferencialmente, de forma consciente. Isto é, nada de orações repetitivas onde a pessoa repete e repete e repete a oração sem nem se dar conta do que esta falando. A oração ideal é aquela feita com o coração e com a consciência bem desperta. As orações repetitivas também tem sua utilidade, se recitadas como mantras, desde que o foco de atenção da pessoa esteja fixado no motivo da oração – e não na reunião de amanhã, ou no dia da prova, ou na blusa nova da vizinha :-).

Outro detalhe importante quanto a oração é a forma de solicitar a ajuda que se precisa. Muitas pessoas oram incansavelmente pedindo algo especifico como “um novo emprego de MOTORISTA”. Dessa forma elas próprias limitam a sua realidade e as possibilidades de crescimento. Talvez, o criador já tenha lhes preparado um novo emprego, e talvez, até, já tenha lhes mostrado várias oportunidades, mas não de MOTORISTA. Isto porque o melhor para a pessoa, naquele momento, não é um emprego de motorista, mas sim um emprego de representante comercial, por exemplo, com um salário muito maior, quem sabe.

Creio que a melhor forma de resolver esse tipo de contra tempo é orar pedindo a assistência do santo ou do anjo para que, o santo ou o anjo, que com certeza tem uma consciência mais esclarecida, decidam qual é a melhor forma de resolver o problema. E depois é só ficar atento(a) para os “sinais” que lhe indicarão o caminho a seguir.

CÍRCULOS DE ORAÇÃO – os círculos de oração têm, basicamente, o mesmo efeito da oração individual. A diferença está na “potência” do efeito. No círculo, concentra-se um forte e potente foco de energia. O ponto desfavorável dos círculos de oração é que a energia gerada tende a se dissipar gradativamente e desaparecer. Depois das orações, as pessoas tomam seus próprios rumos e afazeres, e suas atenções dispersam, de modo que a agrégora criada vai aos poucos enfraquecendo até desaparecer. Por esta razão, considero os círculos de oração muito úteis em momentos de crise pontual, em que seja necessária uma grande carga de energia num momento especifico, como em casos de cirurgia, acidente ou crises momentâneas. Se combinar com reiki melhor ainda.

Outro detalhe importante quanto aos círculos de oração é o fato de algumas pessoas ficarem “viciadas” e dependentes da energia gerada ali. De forma geral, a energia de um círculo de oração é proporcional à soma da energia pessoal dos membros do círculo multiplicada pela energia divina, ou graça, que é “ancorada” pela egrégora do círculo. Ou seja, quanto maior for a energia pessoal de cada membro, mais intenso será o campo de energia gerado na egrégora, e quanto maior for a energia da agrégora, maior será a abertura (o portal) pela qual a energia divina poderá fluir do plano espiritual/astral para o plano terrestre (físico).

O que tenho observado com muita frequência é que algumas pessoas possuem pouca energia pessoal e, ao invés de contribuírem para a geração da egrégora elas apenas absorvem a energia que dali provem. Dessa forma, ficam dependentes de uma energia externa, a energia do circulo. Não que absorver a energia do círculo seja errado, afinal, a energia que provém da agrégora do círculo de oração está ali para ser usufruída por todos. O problema ocorre quando essas pessoas habituam-se a utilizar a energia da egrégora sem aprenderem a “gerar” a sua própria energia, ou, a canalizar a energia divina diretamente do plano espiritual para seu próprio interior, independente da egrégora. Através das orações individuais é possível canalizar a mesma energia do círculo, apenas numa potência menor.

Que as pessoas absorvam a energia da egrégora em um momento de crise, um momento de maior necessidade, é normal e necessário e é, afinal, a finalidade do círculo – ajudar aqueles que estão com um nível de energia baixo. Porém, se o indivíduo persiste em apenas absorver a energia, sem gerar nada em troca, acaba tansformando-se em um vampiro. E há vários deles por aí, e não somente em círculos de oração.

Lembro também que a questão do foco restritivo vale para o círculo de oração, e principalmente para este, pois a energia trabalhada ali é muito maior. Afim de evitar problemas de má interpretação, o melhor é solicitar que o santo ou o anjo, ou o próprio Criador, chamado na oração decida, ele próprio, qual é a melhor solução para o problema, e então ficar atento(a) para os sinais.

VELAS – acender velas para um santo ou para um anjo guardião é sempre algo positivo. A chama da vela atrai a luz divina para o plano terrestre. É ótimo ter uma vela sempre acessa ou acender velas com frequência, principalmente em momentos de oração, individual ou coletiva.

DEFUMAÇÃO – as culturas católicas e evangélicas costumam fazer pouco uso da defumação, mas algumas culturas cristãs ortodoxas ainda a usam com certa frequência. A defumação é sempre positiva e deve ser feita com frequência. Se combinar a defumação com oração melhor ainda. É interessante perceber que a defumação, por si só, não torna a carga do ambiente positiva. A função da defumação é retirar a carga negativa. O que fica depois da defumação é um ambiente neutro. Assim sendo, julgo interessante, depois da defumação, fazer uma oração, ou acender uma vela, para “encher” o local com carga positiva.

ÁGUA BENTA – seu efeito é muito benéfico para a limpeza, seja do campo pessoal ou de um ambiente. O melhor é usar água que tenha sido benzida recentemente ou que tenha estado por longo tempo em algum lugar sagrado (igreja, altar, capela). Se a água for benzida e espargida por um padre (um bom padre, porque há padres e padres…) melhor ainda. O ponto negativo da água benta é que seu efeito tende a durar pouco tempo. Por ser algo que o indivíduo faz sem esforço acaba tornando-se uma solução um tanto artificial. É muito útil, como no caso dos círculos de oração, para resolver problemas pontuais e imediatos, mas não deve ser encarada como solução definitiva para o problema.

OBJETOS SAGRADOS (AMULETOS) – pela minha prática pessoal tenho visto pouca eficiência no uso de amuletos. Confesso, porém, que os usei muito pouco. Acredito que, para aquele que tem fé, os amuletos possam ser úteis. A maior utilidade dos amuletos é funcionarem como chaves para o indivíduo ligar-se com energias espirituais. O amuleto não tem energia própria. Ele é magnetizado, como a água benta, através de contato ou pensamento (oração). Tem efeito pontual e, dependendo do caso, precisa ser “recarregado” com frequência.

Para os esotéricos:

Antes de tudo, gostaria de dizer que, sim, a magia funciona. Considero a magia como uma ferramenta ultrapassada e imprópria para a nova fase na qual o planeta está agora ingressando, mas em falta de ferramentas mais adequadas à nova frequência vibratória do planeta, particularmente em casos de emergência, a magia pode ser uma boa maneira de resolver alguns problemas. Os dispositivos mágicos funcionam porque estão encravados nas egrégoras de pensamento das culturas locais bem como na egrégora global do planeta (o inconsciente coletivo). Em breve novas ferramentas estarão aparecendo para trabalhar as energias físico/etéricas do planeta, que sejam mais adequadas à nova fase planetária. O reiki e a yoga, por exemplo. Em breve as pessoas estarão trabalhando essas energias de forma direta, sem precisar de dispositivos intermediários como a magia.

DEFUMAÇÃO – fazer defumações periódicas. Na defumação a fumaça do incenso alcança todos os cantos mais escondidos da residência e, através do contato “absorve” as cargas negativas do lugar. Quanto mais fumaça melhor, desde que não sufoque o morador ;-). Depois de defumar o ambiente, abrir bem as janelas para colocar toda a fumaça carregada para fora. É interessante, após da defumação, tomar um banho prolongado, para limpar a aura pessoal. Aconselho acender uma vela. A chama da vela atrai e queima (transmuta) as cargas negativas que ainda restarem. Dependendo da quantidade de carga do ambiente uma defumação talvez não seja suficiente, sendo necessárias varias defumações. Para lugares com desequilíbrio crônico, uma defumação por semana pode ser uma rotina bastante útil.

VELAS – quando sentir o ambiente pesado, acender uma vela. Em casos extremos mantenha uma vela de sete dias sempre acesa. Quando uma esta prestes a acabar já acenda outra. A chama da vela é ótima para transmutar as cargas negativas.

RITUAIS E INVOCAÇÕES – há uma variedade imensa de rituais mágicos, de todas as varias linhas da magia e do esoterismo. Para quem está envolvido no mundo da magia é fácil achar um ritual de limpeza e purificação. Basta realizar o ritual periodicamente. Aconselho a, quando for procurar um ritual, escolher um que seja simples, rápido e prático, para que possa ser realizado a qualquer momento, mesmo durante o corre-corre do dia-a-dia. O uso do pentagrama e a invocação dos elementais pode ser uma boa pedida. Lembrando que, quando for invocar um elemental é preciso estar com o coração puro, pois os elementais não têm cosciência do que é certo ou errado, e quem os invoca deve ter maturidade espiritual para saber conduzi-los para o bem, do contrário ao invés de ajudar pode acabar atrapalhando.

MEDITAÇÃO – é ótima para limpar a aura pessoal e manter o equilíbrio. Dependendo da técnica, ou do “dom”, pode-se utilizar a meditação para impregnar o ambiente com carga positiva. Aconselho a fazer da meditação uma prática constante e diária. Habituar-se a meditar durante 10 ou 15 minutos, todos os dias, pode revelar ser uma ótima forma de manter o nível de energia pessoal estável. Eu costumo meditar de 30 a 60 minutos por dia, dependendo da necessidade ou do tempo disponível. Meditar próximo a árvores é muito revigorante. Não precisa ser um grande parque, qualquer praça ou jardim onde tenha pelo menos uma árvore já serve, mas quanto mais árvores melhor. Se não tiver árvores mas tiver grama ou flores, também serve, mas quanto mais verde e plantas, melhor. A meditação também é ótima para nos manter conectados com a nossa consciência espiritual (eu interior) ou com outras cosciências que podem nos indicar caminhos e mecanismos mais adequados para nosso caso específico, seja quanto a limpeza e defesa astral ou quanto a qualquer outro assunto.

PIRÂMIDES – apesar de, nos últimos 08 anos, ter me empenhado bastante em meu trabalho de desmistificar o estudo das pirâmides, sou obrigado a admitir que, ainda (por enquanto) o grande público vê as técnicas com pirâmides como algo esotérico. Sinal de que ainda há muito trabalho pela frente, até que fique claro que a energia das pirâmides não tem nada de mágico ou esotérico, senão, trata-se apenas de uma energia ainda desconhecida pela ciência oficial, mas cujos efeitos podem ser percebidos indiretamente.

A energia das pirâmides pode ser usada de diversas formas diferentes e para os mais diversos fins. Desde energizar os chacras com pequenas pirâmides de cristal, ou energizar água, colocando em uma jarra, dentro de uma pirâmide, até práticas meditativas feitas dentro ou debaixo de uma pirâmide, ou mesmo dormindo, a noite, dentro de uma pirâmide.

Sim, ao contrário do que muitos dizem, é possível e até recomendável dormir dentro de uma pirâmide, sem riscos de eventuais efeitos negativos. E como prova para tal afirmação tenho meu próprio exemplo, e também o relato de outras pessoas que já fizeram ou fazem ainda esta prática, inclusive o relato de um sr. que afirma dormir há 12 anos dentro de uma pirâmide de cobre, todas as noites.

A energia da pirâmide, de uma forma geral, tem efeito revitalizante, reenergizante, potencializador e equilibrador das bioenergias corporais. Via de regra, uma pessoa que experimenta a energia das pirâmides relata sensação bem-estar, tranquilidade, disposição, entre outras percepções positivas. Pessoas que dormem dentro de pirâmides relatam que o sono é mais profundo e acordam mais descansadas e melhor preparadas para os eventos do dia. Veja mais sobre os possíveis usos e efeitos das pirâmides neste link O Poder das Pirâmides.

BANHOS – gosto de banhos bem quentes e prolongados. Excelente para limpar a aura pessoal. Muitas pessoas costumam tomar banho pela manhã, antes de saírem de casa. Aconselho a tomar banho no final da tarde ou a noite, quando se chega em casa, para limpar a “poeira astral” que trazemos da rua. Isso ajuda a manter um melhor nível energético. Quem gosta de ervas, sal ou outros acessórios, fique a vontade para usá-los. No caso do sal, usar somente do pescoço para baixo, e não com muita frequência, pois é muito agressivo.

REIKI – coloquei o reiki dentro do tópico esotérico apenas porque hoje ainda muitas pessoas vêm essa técnica de cura como algo esotérico. Aplico reiki em minha aura pessoal periodicamente. Recomendo também aplicar reiki no ambiente. Mesmo quem tem apenas o nível 1 pode fazer isso.

PLANTAS – as plantas na verdade não funcionam tanto para a limpeza mas sim como medidores da carga do ambiente. Espalhar várias plantas, por todos os cômodos da residência, pode ser uma ótima forma de verificar o nível de energia do lugar. Se as plantas estão saudáveis e viçosas é porque o nível de energia está alto; se elas estão murchas, começam a secar, não dão flores ou param de crescer é sinal de que alguma coisa está errada e convém fazer um ritual, uma defumação ou aplicação de reiki no ambiente, para puxar a energia do lugar para uma frequência mais alta. Não se esqueça de regar as plantas constantemente e, dependendo do lugar onde elas se encontram, no corredor ou em algum lugar de pouco iluminação e/ou ventilação, fazer um rodízio constante, para que elas não sintam falta de luz e ar para respirar. Plantas também são seres vivos, trate-as com carinho. Lembrar também que, quando chega ao ponto de uma planta ter problemas é porque o ambiente já está com uma carga pesada a vários dias, ou semanas, e portanto o nível de energia deve estar já no limite. O ideal é fazer limpezas constantes para que as plantas estejam sempre viçosas, mostrando que a carga do ambiente está sempre alta.

CRISTAIS – uso pouco os cristais mas sua eficiência é inequívoca. Um cristal á basicamente um concentrador/amplificador programável. Prefiro usar o cristal transparente, que pode ser utilizado e programado para qualquer fim, é mil e uma utilidades. Outras pessoas gostam de usar cristais de cores específicas para fins específicos. O violeta, por exemplo, para transmutar as cargas. Você programa o cristal com a sua vontade (frequência pessoal) e ele permanece 24 horas por dia executando a sua vontade – ou seja, ressoando (repetindo) a frequência que você programou nele – ou pelo tempo que você programar. É uma ferramenta muito útil para casos pontuais, pois ele pode ter uma precisão de ação espantosa. Ótimo para usar junto com a meditação, para amplificar os efeitos desta.

* * *

Zhannko Idhao Tsw

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Aprendendo a ler pensamentos (vídeo)

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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Antes de mais nada esclareço que não sou psicólogo nem parapsicólogo e, neste texto, usarei algumas expressões conhecidas mas que talvez não tenham o significado que normalmente lhes são atribuídos nestas áreas de estudo. Este texto e suas expressões são o resultado de meus estudos e experiências pessoais, em caráter autodidata, e meu entendimento particular decorrente disso. Tentarei ser o mais claro possível ao passar as idéias, e espero que as mesmas encontrem o entendimento correto de acordo com os padrões de conhecimento e interpretação de cada leitor.

Ao contrário do que normalmente se pensa, ler pensamentos não é algo difícil, mas justamente o contrário; é algo não apenas fácil mas virtualmente inevitável. Deepack Chopra afirma em seus livros que, embora nosso cérebro seja definido no espaço e no tempo, restrito dentro de nossa caixa craniana, nossa mente não é. Segundo ele aquilo que nós somos de fato, nossa consciência ou, como diria Gurdjief, o observador, é não-temporal e não-espacial, não limitado nem pelo espaço nem pelo tempo. Assim, a consciência está em todo lugar e em todo tempo.

Diariamente estamos imersos em um mar de ondas-pensamentos onde nossos cérebros funcionam como receptores e transmissores. Ao mesmo tempo que somos influenciados por esse mar de ondas-pensamento também somos seus criadores e mantenedores. Aldous Huxley deixa claro em “As portas da percepção” que a função essencial de nosso cérebro é filtrar a infinidade de estímulos que nos cerca, deixando passar para o nível consciente (para o observador) apenas aquilo que é importante para a sobrevivência biológico do organismo. Se assim não fosse nossa consciência estaria tão saturada com percepções que a vida, tal como a conhecemos, seria impossível.

Ao mesmo tempo em que essa filtragem é necessária e benéfica, também é nosso grande obstáculo. Castaneda fala da necessidade de transcender a realidade cotidiana para conseguir ver o mundo como ele é de fato, sem limitações, ou ao menos sem as limitações com que estamos habituados, conseqüências de nossos sentidos de percepção. Em seus livros Dom Juan, ao ensinar seu aprendiz de feiticeiro, resume todo seu ensino numa única frase: todo o treinamento consiste em desaprender o que você aprendeu. James Redfield, em A profecia celestina, faz referência a característica que possuímos de desenvolver respostas automáticas para estímulos externos, criando, ao longo dos anos, uma espécie de couraça mental onde a maioria das nossas reações são respostas automáticas. É como se funcionássemos, a maior parte do tempo, em piloto automático.

Isso ocorre porque, desde nosso nascimento, nossa consciência é progressivamente treinada para se enquadrar nos padrões presentes neste mundo e que são conhecidos como a realidade comum. Assim nos habituamos a focar nossa atenção, e consciência, em apenas alguns elementos que são, segundo Huxley, necessários a nossa sobrevivência e para manter nossa relação com o meio em que nos encontramos. O lado ruim desse treinamento é que, quanto mais nos embrenhamos na realidade comum e nos entrozamos a ela, mais limitamos nossas percepções sensoriais e nossas possibilidades de perceber o mundo. Quando Dom Juam diz que devemos desaprender ele quer dizer que devemos deixar de lado nossos padrões mentais de reconhecimento e resposta que fazem nossa ligação com o mundo exterior.

Huxley realizou diversas experiências com substâncias alucinógenas a fim de ultrapassar os limites comuns de percepção. Castaneda também, num primeiro momento, utilizou a Erva do Diabo, passando depois a adotar outros exercícios com a finalidade de quebrar o padrão de respostas automáticas citado por Redfield, tais como, a técnica no “não fazer”, a espreita (ou observação atenta), o “andar do guerreiro”, dentre outras. O objetivo de tais exercícios é fazer com que o sujeito mude seus padrões mentais e conseqüentemente seus padrões de percepção, saindo do piloto automático, a aprendendo a ver aquilo que sempre esteve diante de seus olhos, mas nunca foi percebido de forma consciente.

Um exemplo: você vai a uma feira de frutas e diz para seu acompanhante procurar uma fruta do conde. Andando pela feira ele irá procurar a tal fruta de barraca em barraca, focando sua atenção nisso. Chegando no final da feira, tenha ele encontrado ou não a fruta, pergunte-lhe se ele viu, por acaso, os kiwis que estavam em uma determinada barraca. Provavelmente ele dirá que não os viu. Porque? Pelo simples fato de que não os estava procurando. As imagens dos kiwis ficaram gravadas em seu subconsciente, e poderão ser acessadas por algum processo de hipnose, mas ele não lhes tomou conhecimento a nível consciente. Da mesma forma, muitas informações que chegam a nossos sentidos de percepção, nos passam despercebidos, simplesmente porque nossa atenção não estava dirigida a elas.

Da mesma forma os pensamentos das pessoas a nossa volta, próximas ou distantes, estão o tempo todo a atravessar nosso cérebro e sensibilizar nossos sentidos de percepção, só que nós nos habituamos a ignorar esses sinais, focando nossa atenção naquilo que nos é mais essencial para nosso nossa sobrevivência ou nosso prazer imediatos. O grande segredo para se ler pensamentos então, não é capta-los, pois isso é coisa não só possível como inevitável, mas sim, desenvolver a habilidade de, conscientemente, conseguir distinguir, dentre a massa de ondas-pensamentos que nos abordam todo o tempo, aquelas ondas específicas que são de nosso interesse.

Para tanto, o primeiro passo a ser dado é perceber que nós não somos os nossos pensamentos, mas estes são parte de nós. Pensamentos e consciência são coisas distintas, mesmo que se influenciem mutuamente e se entrelacem a tal ponto em que se tornem praticamente inseparáveis. Nesse sentido algum método de meditação, como o adotado por Gurdjief, praticantes budistas ou outros, que focam a importância do observar atentamente e do não-pensar, pode ser muito útil. A medida que se habitua a observar os próprios pensamentos percebe-se que eles são quase como entidades próprias, vagando por nossas mentes como folhas sopradas pelo vento. A partir do momento em que se consegue distinguir os pensamentos como elementos relativamente distintos de nós mesmos, conseguimos diferenciar melhor o que é onda-pensamento do que é a consciência (o observador) que percebe as ondas-pensamento.

O segundo passo é aprender a diferenciar pensamentos internos de pensamentos externos. Pensamentos internos são aqueles cuja origem são nossa própria mente, resultado de nossos desejos, medos, vontades, alegrias, tristezas, etc., normalmente guardados em nosso subconsciente, de onde ecoam em todas as direções e ajudam a compor o mar de ondas-pensamentos em que estamos mergulhados. Pensamentos externos são aqueles cuja origem são as mentes de outras pessoas, que chegam até nós por telepatia. Ainda aqui a técnica meditativa de observar, com uma pequena adaptação, pode ser de grande utilidade. Observando os pensamentos que passam por nossa percepção, com o tempo, começamos a perceber padrões que se repetem. Esses padrões vão nos indicar as origens mais prováveis dos pensamentos, se externas ou internas.

Neste ponto um exercício que pode ajudar bastante é o que se poderia chamar de exercício de proximidade. Ele se baseia no campo de energia que normalmente rodeia as pessoas. Esse campo é mencionado por diversos místicos e esotéricos, e já foi medido por pesquisadores russos através de aparelhos eletrônicos sensíveis. Segundo a parapsicologia, que estuda fenômenos paranormais (alguns relacionados direta ou indiretamente com esse campo), ele se estende a cerca de 5 ou 10 metros de distância da pessoa que o gera. Pessoas com percepção bem treinada conseguem perceber esse campo a distâncias de até 15 ou 20 metros. Nele estão gravadas várias de nossas qualidades, emoções e, pensamentos. Também estão gravados nosso passado e nosso futuro, sendo justamente através dele que os videntes costumam fazer suas leituras, mas isso já é tema para outro texto. A habilidade de perceber esse campo é chamado, na parapsicologia, de Hiperestesia, e a habilidade de ler pensamentos por meio dele é chamado Hiperestesia Indireta do Pensamento.

Gostemos ou não, percebamos ou não, nosso campo influencia as pessoas a nossa volta e é influenciado por elas. Aprender a perceber esse campo e sua influência sobre nossos pensamentos (e emoções) é muito útil no desenvolvimento da habilidade de diferenciar pensamentos internos de externos. A prática é bastante simples: quando estiver conversando com outra pessoa, ponha-se em estado receptivo e limpe a mente, tentando não pensar em nada, prática desenvolvida nas atividades meditativas de observação. Tranqüilamente observe os pensamentos que passam por sua mente, sem questionar, sem qualificar, sem criticar ou elogiar, apenas observando e registrando. Num primeiro momento provavelmente não se consiga distinguir pensamentos mas apenas sensações ou emoções, elementos que são normalmente mais intensos e por isso de mais fácil percepção, tais como raiva, medo, alegria, afeto, etc. Com a prática constante e observação atenta começará a perceber, em sua mente, os pensamentos da outra pessoa, emanados pelo campo dela e induzidos no seu campo pessoal. Para esta prático, lembro, é fundamental limpar a mente da forma mais completa possível para evitar que seus próprios pensamentos, medos ou anseios, distorçam a leitura.

Depois que se conseguiu adquirir certa mestria em perceber padrões de pensamento através do exercício de proximidade podemos passar para uma atividade um pouco mais difícil, que é perceber padrões de pensamentos recebidos por telepatia, vindos de origens distantes no espaço. Uma vez que você já tenha identificado seus próprios padrões de pensamento e também as formas como outras pessoas influenciam seus padrões através da proximidade, pela observação atenciosa em momentos de prática meditativa, torna-se relativamente fácil perceber quando ocorre uma intrusão, em sua mente, de uma onda-pensamento externa. Logo que perceba o pensamento vagando em sua mente você notará que ele não segue seus padrões pessoais e, portanto, é de origem externa. Com mais prática será possível, também, identificar a origem desses pensamentos e, até mesmo,através de um estado constante de vigília, perceber qualquer onda-pensamento externa que chegue, vinda de qualquer origem e a qualquer hora.

Todo o procedimento aqui descrito é simples, embora não necessariamente fácil. Acredito não ser necessário mencionar a importância de se desenvolver tal habilidade, tanto no sentido de auxiliar a pessoas queridas, de forma próxima ou a distância, tanto quanto no sentido de autoproteção contra influências externas danosas, sejam de qual origem for. Influências insalubres pessoais, através do campo de pessoas bioenergeticamente desequilibradas, intencionais ou não, podem ser facilmente evitadas, evitando-se proximidade física com a pessoa, mas influências no campo mental, à distância, são particularmente perigosas porque são essencialmente invisíveis e não identificáveis.

Através das práticas mencionadas aqui pode-se desenvolver a habilidade de, a qualquer momento, perceber a chegada de ondas-pensamentos, e seus ecos correspondentes em nosso campo de bioenergia pessoal e nossa mente, no exato momento em que chegam, e tomar as providências cabíveis para a proteção psíquica. Também não preciso lembrar, creio, que pensamentos, mesmo que pareçam inofensivos num primeiro momento, depois de um certo tempo ecoando em nosso subconsciente e por conseqüência também em nosso campo bioenergético pessoal, podem influenciar de forma desfavorável nosso equilíbrio físico, prejudicando nossa saúde, e também nosso equilíbrio e bem estar mental.

Zhannko Idhao Tsw

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Espiritualidade e Prosperidade

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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Talvez você já tenha se perguntado por que muitas pessoas “não espiritualizadas” prosperam e vivem felizes, em abundância e conforto, enquanto que muitas pessoas ditas “espiritualizadas” vivem a trancos e barrancos, senão com falta ao menos não com abundância de recursos materiais. Por que isso acontece? Será que a espiritualidade está fadada a ser sinônimo de penúria e desconforto?

Pessoas não espiritualizadas buscam conforto e prazer e quando as encontram não se sentem culpadas por isso, pelo contrário, para elas essas dádivas não são uma benção do céu mas algo de que elas têm direito legítimo e, até mesmo, que a natureza a sua volta tem obrigação de lhes dar. Dessa forma elas não se sentem, de forma alguma, constrangidas em buscar mais e assim vivem uma vida repleta de conforto, alegrias, abundância e prosperidade.

Já as pessoas espiritualizadas, quando encontram conforto e satisfação as encaram como uma dádiva divina, algo que foi recebido de presente, enviado por Deus, ou pelos deuses, com ou sem mérito, uma benção dos céus. Assim, como receberam de presente, sentem-se constrangidas em pedir ou buscar mais além do que lhes foi dado e dessa forma vivem uma vida de mais-ou-menos. Talvez não cheguem aos píncaros da miséria mas andam sempre pelo limite, tendo apenas o suficiente para viver – ou sobreviver – de forma razoável.

A diferença então parece estar basicamente na postura que se tem com relação as posses materiais. Para os não espiritualizados a posses materiais são simples fato e como tal estão passíveis de serem aumentadas, canalizadas, administradas, gerando assim abundância e prosperidade duradouras. Para o espiritualizado elas representam uma benção divina e como tal dependem de autorização superior para serem administradas, ficando seu possuir, virtualmente, de mãos amarradas quanto ao trato das coisas materiais.

O camelo na agulha e o rico no céu

Mateus cap. 19 versículos 16-24 narra a estória de um jovem, possuidor de grande fortuna, que pergunta a Jesus o que lhe falta para entrar no reino de Deus. Depois de verificar que ele tem seguido os mandamentos (não roubaras, não matarás, etc.), ou seja, tem sido um bom cidadão e um bom religioso, diz-lhe só faltar uma coisa, livrar-se de tudo o que tem para juntar-se a ele, Jesus. Neste momento o tal jovem retira-se triste pois não queria abandonar sua riqueza. E Jesus finaliza com o clássico: “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus.”

Cabe lembrar que camelo aqui não se trata de animal, obviamente, mas de uma corda, muito grossa, usada antigamente para amarrar navios ao ancoradouro.

Esta passagem deve ter sido uma das prediletas da igreja instituída durante a Idade Média. A primeira vista ela parece deixar claro que para ser um bom cristão (espiritualizado) é preciso ser pobre, estando o rico, possuidor de fortunas e bens materiais, fadado a permanecer excluído do céu. No entanto, a Idade Média passou e com ela seus dogmas e paradigmas.

Atualmente, com a mente mais esclarecida e equilibrada, é possível ter-se uma outra visão dessa passagem, a visão do Desapego. Por essa ótica o ponto crucial não é possuir ou não muitos bens materiais mas sim estar ou não dependente deles, preso a eles, viciado neles. Posses materiais podem gerar vício tal como cigarro, álcool, comida ou qualquer outro produto químico.

Abundância de recursos materiais costuma andar de mãos dadas com status social e por isso é atualmente considerada como essencial. Mas nem sempre foi assim e não precisa ser assim sempre. Uma amostra drástica dessa dependência de bens materiais é o número de suicídios registrados em 1969, logo após a quebra da bolsa de valores de Nova York que ficou conhecida como a terça-feira negra. Na ocasião milionários nascidos em berço de ouro ficaram pobres da noite para o dia de forma imprevista e inesperada.

Espírito e matéria: Equilíbrio

Dizia o mestre galileu que nem só de pão vive o homem. No entanto, também nem só de espírito vive o homem. Nós não somos apenas espírito nem somente matéria mas uma junção dos dois. Assim precisamos alimentar nosso corpo físico tanto quanto precisamos nutrir nossa alma. Qualquer desequilíbrio, seja num lado ou no outro, é causador de problemas.

Atualmente a própria medicina ocidental tem reconhecido a necessidade de se manter uma mente tranquila e harmoniosa a fim de propiciar um organismo saudável. A relação entre câncer e atitudes e pensamentos inadequados já não é mais novidade. Também já está comprovado como um estado mental positivo, com bom ânimo e alegria, pode, senão curar ao menos facilitar a cura de muitas doenças, inclusive câncer e outras doenças degenerativas.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a definição de saúde é: “um estado de completo bem-estar físico, mental e social…”. A inter-relação entre físico e mental é inquestionável, já é fato comprovado. O fator social acaba sendo consequência do fator mental mas não só dele. Vivemos em uma sociedade capitalista onde é preciso comprar aquilo de que necessitamos para viver: comida, roupas, casa, eletricidade, transporte. Isso é fato.

Com uma alimentação deficiente é impossível manter-se um organismo saudável. Com um corpo fraco e deteriorado, talvez abatido por alguma disfunção orgânica, não se pode manter um estado de espírito positivo. E sem bem-estar físico e mental não há perfeita convivência social. Para todos eles é necessária a aquisição de determinados elementos: alimentos e roupas para o corpo; livros, revistas, músicas para o espírito; encontros, passeios, participação em eventos para o social. Para adquirir esses elementos, em uma sociedade capitalista, é preciso ter dinheiro. Então para se ter uma perfeita saúde torna-se fundamental a posse de recursos financeiros mínimos para manter esses três fatores em equilíbrio.

Zhannko Idhao Tsw

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Como funciona o feitiço

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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Desde que a humanidade habitava em cavernas já se concebia a idéia de magia, onde seria possível influenciar animais e situações à distância, tanto no espaço quanto no tempo. Na Idade Média a Inquisição ficou famosa na história do planeta pela incansável caça às bruxas. Mais tarde, com o desenvolvimento do pensamento analista e cartesiano, a idéia de magia ficou esquecida e desacreditada pelo público em geral, ficando restrita a uma classe de esoteristas e ocultistas que manteve viva sua lendária prática, circunscrita em grupos fechados e misteriosos. Recentemente, impulsionada, dentre outras coisas, pelas novas e enigmáticas descobertas da física quântica, tem havido um reavivamento da magia e do misticismo em geral.

O fato é que, sendo para uns um absurdo irrelevante e para outros uma realidade inquestionável, a magia tem sobrevivido no meio das populações sob as formas mais variadas. O medo de ser prejudicado ou influenciado à distância por meio de feitiços atormenta muitas pessoas, seja real ou imaginário. Mas afinal, o feitiço existe ou não?

Segundo os conhecimentos atuais da parapsicologia e de ciências afins reconhece-se basicamente duas maneiras de influenciar outras pessoas, seja para benefício ou malefício: por sugestão hipnótica direta ou indireta, via telepatia.

Sugestão hipnótica direta – Influência local

No primeiro caso não há mistério. Todos já devem ter lido ou ouvido algo a respeito das proezas realizadas por meio da hipnose, desde curas milagrosas de vícios de álcool e fumo até a quebra de blocos de pedra sobre o estômago de pessoas hipnotizadas. Os faquires indianos são famosos por andarem sobre pontas metálicas afiadas, objetos cortantes ou brasas incandescentes, sem se machucarem, quando em estado de transe hipnótico. Sem chegarmos a extremos fantásticos vamos considerar aqui os efeitos mais leves provenientes do estado hipnótico.

Num grau menos intenso muitas das técnicas desenvolvidas a priori nos estudos da hipnose hoje são largamente utilizados por outra ciência, a Neurolinguística, que aproveita essas técnicas para os fins mais variados, desde memorização dinâmica até terapias psicológicas. Particularmente beneficiados por essas técnicas são os vendedores profissionais que, na sua ânsia de vender, utilizam técnicas de neurolinguística para convencer os potenciais compradores a comprarem seus produtos.

Uma técnica muito simples e de suma eficiência, é a pessoa falar, falar e falar, diante da outra, sem dar tempo para que a outra responda ou questione. Esse blá-blá-blá põe o ouvinte num estado de semi-transe ficando ele receptivo a sugestões hipnóticas que serão acatadas sem questionamento. Provavelmente a pessoa vai se surpreender, alguns minutos mais tarde, de ter aceito os argumentos do vendedor sem questionamento, mas aí o contrato já vai estar assinado…

Outra técnica muito comum, que também é largamente ensinada em cursos de memorização, é a repetição constante. De tanto repetir a mesma ladainha diante da pessoa ou pessoas o ouvinte acaba aceitando aquilo como fato. Já dizia Mussolini, ditador facista, que “uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”. Essa técnica utilizada juntamente com a técnica anterior do blá-blá-blá forma uma poderosa maneira de manipular a mente das pessoas.

E para quem acha que esse tipo de sugestão só funciona em estado de hipnose, engana-se. Leonard Ravitz, realizando experimentos para medir os graus de hipnose, em 1948, chegou à conclusão surpreendente de que a maioria das pessoas, mesmo quando acordadas, vive em estado hipnótico a maior parte do tempo. Isso quer dizer que a maioria das pessoas está normalmente passível de ser influenciada por sugestões hipnóticas.

Sugestão hipnótica indireta – Influência à distância

No segundo caso, a influência a distância, a sugestão hipnótica viaja pelo ar, mesmo por milhares de quilômetros, através da telepatia. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a telepatia já é cientificamente comprovada. Em 1959, em experiência realizada pelas Forças Aéreas dos Estados Unidos, um tenente voluntário foi colocado em posição incomunicável, dentro de um submarino a mais 2000 Km de distância da costa e a centenas de metros sob o mar, onde nem mesmo ondas de rádio chegam. Foi constatada de forma inequívoca e irrefutável a comunicação telepática com outro militar voluntário que permaneceu em terra.

No mais os mecanismos são os mesmos. As mesmas técnicas utilizadas na influência local podem ser utilizadas também para influenciar a distância. Entretanto, embora a telepatia seja uma capacidade latente em qualquer pessoa é sabido que é naturalmente inativa na maior parte das pessoas. São poucos os que possuem tal habilidade bem desenvolvida, dentre eles podemos citar mestres iogues, mães e pais de santo de centros de umbanda, paranormais e ocultistas em geral. Alguns religiosos fervorosos também costumam apresentar bem desenvolvida essa capacidade. Em alguns casos ela é inata e natural, em outros é desenvolvida com o treino persistente e continuado.

Como se proteger

Uma vez identificada a forma de influência, direta ou por telepatia, e que segundo comprovado por Ravitz as pessoas encontram-se ordinariamente em estado de semi-transe e portanto receptivas a sugestões hipnóticas, resta a pergunta: Como evitar tal tipo de influência?

Como as sugestões hipnóticas são acionadas basicamente pelos sentidos mentais a maneira mais adequada de evitá-las é manter-se sempre alerta. Para tanto pode-se utilizar várias técnicas de meditação, iogue ou budista, como forma de disciplinar a mente acostumando-a a manter-se sempre e constantemente em perfeita prontidão.

Zhannko Idhao Tsw

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Budismo: o fim do sofrimento

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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O budismo surgiu a 2.500 anos, mas os ensinamentos do Buda sempre existiram. Pode ser considerado uma filosofia de vida na qual existe um fundo religioso ou uma religião com questões filosóficas sobre a vida.

Nascemos e vivemos a vida que nos é dada e, eventualmente, sentiremos uma sensação de insatisfação com as condições de nossa existência. Esse sentimento é o que o budismo chama de “sofrimento”. O budismo é uma prática que visa eliminar esse sofrimento e alcançar a felicidade absoluta e incondicional.

O budismo é baseado na experiência de Siddhartha Gautama, príncipe indiano que abandonou riquezas e prazeres, para descobrir como eliminar o sofrimento de seu povo. Fundamenta-se nas Quatro Nobres Verdades, que são:

· A existência do sofrimento;
· O sofrimento é causado pelo desejo;
· Eliminando o desejo eliminamos o sofrimento;
· Para eliminar o desejo praticamos o Caminho Óctuplo.

A chamada “iluminação”, meta a ser alcançada pelo praticante, significa a libertação do sofrimento e o encontro com a felicidade completa e incondicional. Para atingir esse estado de não-sofrimento é praticado o Nobre Caminho Óctuplo que consiste de:

· Reta visão e entendimento;
· Reto pensamento;
· Reta palavra;
· Reta ação;
· Reto modo de subsistência;
· Reto esforço;
· Reta atenção;
· Reta concentração.

O caminho do meio: equilíbrio é a chave

Siddhartha, morando em seu palácio, levada uma vida plena de prazeres até que, decidido a conhecer a vida fora do palácio, deparou-se com o sofrimento sob a forma da velhice, da doença e da morte.

Decidido a encontrar uma solução para essas formas de sofrimento abandonou a nobreza e adotou uma vida ascética. Durante vários anos manteve contato com eremitas e brâmanes aprendendo suas tradições e praticando a meditação. Conta-se que chegou ao ponto de passar o dia com apenas um grão de arroz.

Depois de alguns anos de severas mortificações, estando fraco e esquelético, percebeu que abandonar os prazeres por uma vida de extremo ascetismo não o estava levando à eliminação do sofrimento.

Compreendeu então que a chave para o não sofrimento é o equilíbrio entre o prazer e a abstenção, o que ficou conhecido como O caminho do meio. Segundo os ensinamentos do Buda, negar todo prazer não trará felicidade plena, e deixar-se levar por toda forma de sensação também não.

A meditação

Para encontrar o perfeito equilíbrio mental que leva a felicidade plena é fundamental conhecer a natureza de nossas emoções e como a mente funciona. Uma ferramenta essencial para alcançar esse entendimento é a prática da meditação chamada, no Zen-budismo, de Zazen.

A meditação zazen consiste numa prática de relaxamento, onde a pessoa senta-se de forma confortável, mantém uma respiração lenta e profunda, os olhos fixos num ponto à frente em ângulo de 45º para baixo e elimina toda forma de pensamento. O objetivo do zazen é silenciar a mente e levar a um maior grau de auto-conhecimento e auto-controle.

Inação ou HIPERação?

A prática de meditação zen-budista pode dar a impressão, à primeira vista, de que o budista incentiva seus adeptos a uma inação doentia. No entanto, o objetivo da meditação zen não é divagar com a mente mas sim alcançar um estado de plena lucidez ou hiper-lucidez como mencionam alguns autores. Este estado de hiper-lucidez é um estado onde a pessoa está completamente no aqui-agora, sem divagar, com a atenção totalmente voltada para o que está fazendo.

O budismo não diz que devamos ficar parados o dia inteiro, pelo contrário, diz que toda atividade cotidiana pode ser utilizada como prática de meditação ativa. O requisito para isso é realizar as atividades de forma plenamente consciente, plenamente lúcida, e não de forma autômata como tão normalmente ocorre, onde as pessoas executam suas atividades como se fossem robôs.

Dica de livro

A MENTE ALERTA — JON KABAT-ZINN, OBJETIVA, RIO DE JANEIRO, 2001.
Em linguagem simples e atual, o autor reflete sobre alguns conceitos budistas relacionados à mente e à prática meditativa e sobre como aplicá-los com naturalidade ao cotidiano do homem ocidental urbano. Kabat-Zinn é fundador e diretor da Clínica de Redução do Estresse do Centro Médico da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Zhannko Idhao Tsw

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