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Documentário: Pirâmides do Egito. Segredos Revelados – NG

Publicado por: luxcuritiba em junho 23, 2012

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Há muitos e muitos séculos o planeta Terra esconde segredos impossíveis de serem descobertos e charadas impossíveis de serem decifradas. Um destes intrigantes enigmas são as pirâmides do Egito. Como foram construídas, o que se esconde nas câmaras secretas, qual a organização dos trabalhadores, enfim, são as perguntas mais frequentes entre pesquisadores, arqueólogos e cientistas.

A rede National Geographic, no intuito de desvendar algumas destas perguntas, desenvolveu uma série de documentários regidos justamente pelas dúvidas intrigantes, juntamente com o arqueólogo e explorador-residente Dr. Zahi Hawass mais uma equipe de engenheiros. Neste vídeo especial, com duração de 1:30 horas,  o arqueólogo, os apresentadores e a equipe exploram um misterioso bloco de pedra dentro da ala sul da Grande Pirâmide de Giza, considerado como uma espécie de porta que guardaria algum artefato precioso ou simplesmente criada para servir de passagem do espírito do faraó para o outro mundo. Além disso, o exploradores abrem o mais antigo sarcófago intacto do Egito, revelando uma ossada de um ancestral que acredita-se ser de Nysu Wesretof, possível responsável pela administração da construção das pirâmides e do zelo dos trabalhadores há mais de 4500 anos.

O documentário foi produzido no Egito e exibido em setembro de 2002 ao vivo pela rede National Geographics Channels International (para 142 países, em 24 línguas, para mais 24 milhões de telespectadores). Agora compilado neste vídeo é possível que aqueles que ainda viram se admirem com os encantamentos das pirâmides do Egito, entremeados com muitas explicações de outros pesquisadores sobre a vida, costumes e organização dos próprios servos que construíram estes monumentos. Uma volta magnífica ao passado, que vale a pena ser feita.

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O Diabo e o Peregrino

Publicado por: luxcuritiba em junho 20, 2012

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A publicação deste material no blog não implica que concordemos com as idéias e conceitos do autor. O objetivo aqui é instigar a reflexão.

Para se aprofundar sobre o tema Diabo e afins, por favor acesse: Afinal, o que são demônios?

Será o Diabo, um Aliado?

Capa do filme “Advogado do Diabo”.

Queria desistir do Caminho de Santiago.

Já havia caminhado por vales, cidades e montanhas; experimentado sensações maravilhosas, descobertas incríveis, mas depois de andar tanto tempo em silêncio, eu comecei a ouvir meus pensamentos de tal forma, que não conseguia parar de escutar o medo que havia dentro de mim. Esse medo dizia que eu morreria naquela estrada no meio do nada; que nunca voltaria a ver quem eu amava; que tudo aquilo era uma bobagem; que eu não tinha forças para caminhar tanto. No meio da cidade, em meio ao barulho e o caos urbano, era fácil não escutar esse medo, essas inseguranças, esses pensamentos que sempre vêm a tona quando tentamos algo novo e duvidamos da nossa capacidade de concluir o que buscamos; mas ali no caminho, apenas com a companhia do meu cajado e do som dos meus passos; o pior que havia em mim se manifestava ao meu redor.

Foi quando percebi que todo aquele medo e sensação ruim poderia ter uma outra causa e como se já esperasse por esse encontro, fui até essa “causa” na próxima cidade que entrei. Nunca o tinha visto antes, mas sempre notara sua presença por todo lugar. Contudo, jamais imaginei encontrá-lo naquela igreja de São Domingo de La Calzada.

Ele parecia como qualquer outro homem; usava um paletó branco, uma gravata preta com bolas vermelhas estampadas. Quando notou-me, seguindo em sua direção pelo corredor , sorriu e estendeu-me a mão.

– Caro Peregrino, pensei que nunca chegaria.

– Acho que conheço você – falei, percebendo que a sua fisionomia me era bem familiar.

– Claro que me conhece. Todas as pessoas me conhecem.

– Não acho que elas gostem muito de você.

– Não me importo, a verdade é que eu sou o que vocês chamam de “mal necessário”.

– Eu não acho que a sua presença seja obrigatória em nossas vidas. Podemos aprender sem sofrimento.

– Não creio que seja fácil, e talvez você possa aprender a viver dessa maneira, mas a simples lembrança que eu existo, fará com que você saiba que estou nas sombras, esperando o seu fracasso. Porém, não fique surpreso com a revelação, mas apesar de alimentar esses pensamentos de fracasso, a minha função é ajudar você a continuar, seja qual for a maneira que eu tenha que utilizar. Um colega meu, certa vez, definiu muito bem a minha função: “Não importa os meios, o mais importante é alcançarmos o resultado final”.

– Então, cabe a você, usar todos os métodos para nos manter na linha.

– O Todo reservou-me a parte suja do seu trabalho. Confesso que no começo, eu odiava fazer o que faço, mas depois aprendi a gostar. Acredite…há empregos piores que o meu por aí; mas o meu emprego só existe, porque vocês através do livre-arbítrio que Deus lhes deu, não conseguem evoluir e se tornarem melhores seres humanos pelo caminho do amor. Vocês criaram a ilusão que precisam perder algo, para sentir falta. Culpam o Diabo por todos os males, mas são vocês mesmos que causam guerras, fome, mortes e todo tipo de mal. E o criador ainda assim, tenta ajudá-los. Tomara que Ele nunca perca a paciência. Vocês não se dão conta que não precisam sofrer para conseguirem realizar o que sonham.

– Não vai me dizer que você é o diabo?

– Não vai me dizer que você acredita nisso?

– Eu não sei mais de nada. Mas se você for o diabo ou algo parecido não vejo como você consegue gostar de manter um lugar como o inferno.

– Ora, vamos. Você não acredita nisso, não é? Não vai me dizer que você acredita nessa história de inferno, gente ardendo em chamas, dominados por um diabinho de chifrinho e rabinho. Olha, essa imagem não fica bem para mim.

– Afinal, o que você é?

– Eu sou tão real quanto você, porém, aprendi alguns truques. Estou aqui com você, mas posso estar em qualquer lugar ao mesmo tempo. Em alguns casos, não ajo diretamente, acabo por enviar algum mensageiro no meu lugar.

– Sua legião?

– Por favor! Eles são apenas colaboradores.

– Quantos trabalham com você?

– Quantos eu precisar.

– São demônios como você?

– Se prefere nos tratar dessa forma, respondo que sim, são tão capetinhas quanto eu, mas todos estão sob o meu comando e controle.

– Não tem medo de uma rebelião, se não me engano, sua origem tem alguma relação com uma revolta contra o criador.

– Mais folclore. Eu e o homem somos parceiros. Não trabalho contra ele, estamos do mesmo lado. Ele é o chefe. O folclore até que ajuda o meu trabalho. Sempre soube que nunca seria compreendido. Eu não ligo, não espero agradecimentos por isso, o mais importante para mim é o resultado final do meu trabalho.

– Então, o DIABO existe para ajudar as pessoas…

– A idéia do “DIABO” existe para ajudar. Para algumas pessoas, o aprendizado só é absorvido, através do sofrimento e da dor. Eu sou o ultimo recurso e só existo, porque essas pessoas precisam de mim. Eu atendo por outros nomes como : morte, desgraça, dor, injustiça e uma série de denominações que recebo, dependendo do grau de aprendizado de cada um.

Conheço cada um dos quase sete bilhões de pessoas que vivem na terra. Conheço as suas fraquezas e medos, e tenho a função de trabalhar essas emoções que só enfraquecem a sua evolução nessa escola azul. Como fiz com você, quando decidiu desistir do caminho. Agora, me diz, você precisa mesmo que eu apareça e grite: ” Cria coragem e vai até o final, rapaz!”. Não! Você não precisa disso, mas ainda assim me chama. Vocês são especialista em começar algo e deixar pela metade. Quer saber? Vocês adoram um drama!

– Você nunca me ajudou, pelo contrário, nunca me senti tão amedrontado e tão fraco como esses dias.

– Por essa razão, você decidiu me encontrar em carne e osso, ou melhor, quase carne e osso. Somente uma conversa franca com o seu diabo interno para apagar o seu medo e a sua insegurança. Por isso estamos aqui conversando. Alguns preferem um confronto do tipo medieval, outros preferem me encontrar na forma de um cachorro, outros ainda na forma de uma bela mulher. Tanto faz, o importante é o combate, porque ao confrontar-se com o pior que há em você, você acaba por vencer os seus medos e inseguranças. Eu existirei, Peregrino, enquanto cada homem tiver medo em seu coração. Eu irei te tentar, até que você elimine o seu medo.

– Isso quer dizer que você nunca nos deixará em paz.

– Se você estiver em paz, com certeza, eu não estarei tão perto e atuante, e de certa forma, o meu trabalho com você terá terminado.

– Como posso eliminar o medo, se ele parece fazer parte de mim?

– O medo não faz parte de você, ele está refletido no seu exterior. Medo de ouvir não, receio de não ter sucesso na vida, os outros sempre serão melhores que você e blá, blá, blá. Esqueça essas bobagens, o mundo e concentra-se em você, na sua busca pessoal e espiritual. O medo só existe quando você o reflete no mundo. Não viva com medo, o medo, assim, como o diabo só existe quando se acredita nele.

– Você parece muito bonzinho…

– Vocês gostam de me atribuir funções que não exerço. Eu já falei. Não existe um inferno, onde eu vivo espetando um bando de pecadores. Deus não seria tão mal assim com seus filhos. E eu tenho mais o que fazer. Minha tarefa é árdua e ingrata, já é bastante difícil, sem que vocês compliquem ainda mais. Aliás, esse mundo que você co-criaram anda tão infernal, que já nem preciso descer para minha casa.

– Por quê deus permite a violência e tanta coisa ruim?

– Vocês é que permitem a violência! Deixam o Criador fora disso. Deus é o todo. Ele não erra. Ele criou um plano tão perfeito que mesmo sabendo do potencial de vocês para a destruição, planejou uma forma de guiar vocês para o caminho da luz, mesmo com a insistência de vocês em experimentar a escuridão.

Tudo é equilibrio nessa jornada humana na terra. A guerra leva a paz. As “coisas ruins” restabelecem a harmonia e transformam acontecimentos desagradáveis em lições proveitosas de amadurecimento.

É preciso aprender que você cria seu destino. O pensamento é o verdadeiro Caminho e você deveria ser dono dele, pois basta modificá-los, para que toda a sua vida mude. Preste atenção a sua volta, aos seus passos, tudo ao seu redor é um reflexo do seu universo e o seu pensamento modifica isso. Você pode controlar a sua mente, escolher pensamentos melhores e mais verdadeiros, acreditar e perceber novos e elevados valores; são esses pensamentos que geram a energia que transforma, que cria. Estamos sempre movendo o mundo com essa energia criativa. A experiência demonstra que sempre conseguimos o que desejamos de acordo com a energia que emitimos e com as idéias que assimilamos. Para harmonizar nossa vida, ser feliz, alcançar a paz, o equilíbrio e a alegria, só há um meio: encher nossos pensamentos com AMOR. Essa é a palavra chave.

– O diabo falando de amor. É até engraçado. Então, me diz por que existe a guerra?

– A guerra foi invenção do homem, assim como a sua ambição, sua ânsia de poder e o seu egoísmo. O homem tem livre arbítrio, pode optar, escolher o seu caminho. Você mesmo, se decidir pegar uma arma e matar alguém, nada o impedirá. Contudo, ao escolher um caminho, você provoca uma resposta, uma reação da vida, das pessoas, das coisas ao seu ato e perceberá suas conseqüências, sentindo os resultados. Numa guerra morrem inocentes. Até o soldados estão obedecendo ordens. Só os governos são responsáveis, mas todos pagam e sofrem. É verdade também que todos amadurecem e ganham experiência. Numa guerra, o homem é provocado em fé, em seu amor, pelo próximo e em sua dignidade. Aparecem os assassinos e os heróis, os passivos, os líderes e os sanguinários. É como uma prova difícil, que o próprio homem escolheu.

– Não sei o que dizer…

– Vamos lá, não vai querer saber agora de onde viemos, para onde vamos e qual a razão da existência humana na Terra?

– Você têm essas respostas?

– Tenho, mas não é da sua conta! – ele disse e começa a rir sem parar – Descubra primeiro quem VOCÊ é, como veio a se tornar quem é VOCÊ e onde VOCÊ quer ir. Faça isso e estará perto, ao menos, de descobrir milhares de razões para não fazer tanta bobagem. Tem tanta gente por aí louco para matar o ego para chegar ao mundo espiritual, nem desconfiam que é justamente compreendendo e equilibrando o ego que o levará até o chefe.

– Não sei o que dizer mesmo.

– Vou aceitar isso como um obrigado. – ele disse e se levantou – Ainda acha que eu sou o mau na Terra e que Deus permite que eu só faça maldade por ai?

– Você sabe como as coisas funcionam. Desde cedo, somos condicionados a acreditar que você é o capeta…

– Você deve ter ficado surpreso ao perceber que não tenho rabo, nem chifre. Estou um pouco vermelho, por causa do sol de Andaluzia. O que posso dizer, adoro a Espanha, mas tenho uma queda pelo Brasil, principalmente no carnaval.

– Então o seu trabalho é fazer com que nós seres humanos, possamos aprender algo através de nossos erros. Todos precisamos te enfrentar para aprender.

– Basicamente é isso, mas precisar é uma palavra muito forte, digamos que vocês escolhem assim.

– E se um dia aprendermos a nos amar e a viver na terra em paz, sem medos e preconceitos, você não ficará sem emprego?

– De forma alguma. Finalmente, eu teria a minha missão pessoal concluída e quem sabe, eu poderia voltar a exercer a minha antiga e verdadeira função. Seria bom, voltar a ser chamado pelo meu verdadeiro nome.

– E qual é o seu verdadeiro nome?

– Anjo de Luz!

Frank Oliveira

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Olho de Hórus e Glândula Pineal

Publicado por: luxcuritiba em junho 20, 2012

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É impressionante a semelhança que há entre o Olho de Hórus egípcio, e a glandula Pineal identificada em corte transversal do cérebro. Será que os antigos egípcios tinham conhecimento tão profundo da anatomia do cérebro humano a ponto de definir como um de seus principais símbolos místico/religiosos uma glândula que hoje diversos pesquisadores associam com poderes sobrenaturais e ligação com os planos espirituais?

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(Vídeos) Radiações eletromagnéticas emitidas por aparelhos domésticos

Publicado por: luxcuritiba em junho 18, 2012

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OBSERVAÇÃO: Os vídeos foram deletados do Youtube. Estamos trabalhando para recolocar os vídeos no ar novamente.

PS: Os vídeos deletados pelo Youtube foram adicionados novamente (27-02-2017).

A radiação eletromagnética é uma oscilação dos campos elétricos e magnéticos. O espectro visível, ou simplesmente luz visível, é apenas uma pequena parte de todo o espectro da radiação eletromagnética possível, que vai desde as ondas de rádio aos raios gama.

Sabe-se que em determinadas frequências, as ondas eletromagnéticas podem interagir com moléculas presentes em organismos vivos, por ressonância. Isto é, as moléculas cuja frequência fundamental seja a mesma da onda em questão “captam” esta oscilação, como uma antena de TV. O efeito sobre a molécula depende da intensidade (amplitude) da onda, podendo ir do simples aquecimento à modificação da estrutura molecular.

Já foi sugerido que a proximidade a linhas de transmissão teria relações com casos de câncer em crianças, por via de supostas alterações no DNA das células, provocadas pela prolongada exposição ao campo eletromagnético gerado pelos condutores. Também já se especulou se o uso excessivo do telefone celular teria relação com casos de câncer no cérebro, pelo mesmo motivo.

Radiação eletromagnética do monitor de computador (LCD)

Radiação eletromagnética emitida pelo monitor LCD de computador, medida em “uW/cm2” (micro Watt por centímetro quadrado). A maior distância medida é certa de 30/40cm. A cerca de 1cm do teclado o aparelho aciona o alarme avisando que a radiação é excessiva. A cerca de 3cm da tela o aparelho aciona o alarme também.

Mesmo com o monitor desligado os valores medidos se repetem. A única maneira de conseguir uma medição com valores baixos (zero) é desligando o monitor da tomada.

Radiação eletromagnética do forno de microondas (desligado)

Radiação eletromagnética emitida pelo forno de microondas, medida em “uW/cm2” (micro Watt por centímetro quadrado). A maior distância medida é de aprox. 20cm. A cerca de 5cm do aparelho o medidor aciona o alarme avisando que a radiação é excessiva. O microondas está desligado, não está ativo, está apenas conectado a tomada. Para conseguir uma medição com valores baixos (zero) é preciso desplugar o aparelho da tomada.

Radiação eletromagnética de uma lâmpada eletrônica de 40W

Radiação eletromagnética emitida por uma lâmpada eletrônica (fluorescente), medida em “uW/cm2” (micro Watt por centímetro quadrado). A maior distância medida é de aprox. 20cm. A cerca de 10cm da lâmpada o medidor aciona o alarme avisando excesso de radiação.

Radiação eletromagnética emitida por uma lâmpada incandescente de 100W

Radiação eletromagnética emitida por uma lâmpada incandescente de 100W, medida em “uW/cm2” (micro Watt por centímetro quadrado). A maior distância medida é de aprox. 5cm. A cerca de 1cm da lâmpada o medidor aciona o alarme avisando excessiva de radiação.

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Cientistas Comprovam que as Plantas Falam e Escutam

Publicado por: luxcuritiba em junho 18, 2012

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Giordano Cimadon

Há quase 30 anos atrás, o botânico sul-africano Lyall Watson, proponente do controverso efeito do centésimo macaco, afirmou que as plantas sentem e se emocionam, e que este comportamento poderia ser registrado em um detector de mentiras. O resultado destas suas ousadas conclusões foi a ira e a rejeição sofrida por grande parte dos membros da comunidade científica internacional.

Se as plantas realmente são capazes de sentir emoções, vão ficar muito contentes com a recente pesquisa publicada na revista científica Trends in Plant Science. Nela, os pesquisadores Monica Gagliano, Stefano Mancuso e Daniel Robert revelam que as plantas não só respondem ao som, mas também são capazes de se comunicar umas com as outras.

Os cientistas afirmam que, apesar do pouco que é conhecido na área da bioacústica, a equipe buscou apresentar na pesquisa um argumento que explica o motivo pelo qual é bem provável que a capacidade de perceber sons e vibrações também evoluiu nas plantas.

Para isso, explicam como as evidências atuais contribuem para a visão de que as plantas podem até mesmo ter se beneficiado de mecanismos sensoriais mecânicos que até hoje não tinham capturado a atenção dos pesquisadores da área.

Usando poderosos alto-falantes, os pesquisadores da University of Western Australia foram capazes de ouvir estalos vindos das raízes de mudas de milho. Já os pesquisadores da Bristol University descobriram que quando suspendiam as raízes na água e tocavam um som contínuo à 220Hz, uma frequência similar aos estalos das plantas, elas cresciam em direção à fonte do som.

Todos já sabem que as plantas reagem aos estímulos luminosos, bem como que elas usam químicos voláteis para se comunicarem entre si quando uma ameaça se aproxima. Este conjunto de constatações sempre intrigou os cientistas: se elas reagem a estímulos e se comunicam através de químicos, não seria possível que também fossem sensíveis ao som?

Uma pesquisa realizada na Exeter University descobriu que os repolhos emitem o gás metil jasmonato quando têm suas superfícies cortadas ou perfuradas, para avisarem suas vizinhas sobre perigos como lagartas ou mesmo tesouras de poda. Quando este gás é emitido, os repolhos das redondezas recebiam o comunicado e passavam a produzir químicos tóxicos em suas folhas, para resistirem aos ataques de seus predadores naturais.

Este novo estudo revela que as plantas não apenas respondem aos sons, mas também se comunicam umas com as outras através de seus estalos, com o objetivo de garantir sua sobrevivência através da obtenção de informações sobre o ambiente através de vibrações.

As ondas sonoras são facilmente transmitidas através do solo, e podem ser usadas para detectar ameaças que se aproximam. Os pesquisadores destacam que o papel desempenhado pelos sons na história de vida das plantas ainda não foi totalmente explorado. Há muito ainda a ser investigado sobre a grande complexidade sensorial e comunicativa destes organismos.

Fonte: http://www.sgi.org.br (17.06.2012)

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Ilusão de ótica

Publicado por: luxcuritiba em junho 18, 2012

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Imagens que refletem distorções causadas pelas nuances da percepção.

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Encontrado OVNI no fundo do Mar Báltico?

Publicado por: luxcuritiba em junho 16, 2012

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30 de janeiro de 2012 ]

(Tradução livre com ajuda do Google Traductor)

Caçadores de naufrágios tropeçam em misteriosa descoberta

Por Brooke Bowman, CNN

No fundo do Mar Báltico, os caçadores de tesouros suecos acreditam ter feito a descoberta de uma vida. O problema é que eles não estão muito certos do que é que eles encontraram.

Foram procurar naufrágios em um local secreto entre a Suécia e a Finlândia, um submarino de pesquisa de uma empresa de salvamento, Ocean Explorer, captou uma imagem incrível de mais de 80 metros abaixo da superfície da água.

À primeira vista, o líder da equipe, mergulhador Peter Lindberg, brincou dizendo que sua equipe tinha acabado de descobrir um objeto voador não identificado, ou UFO.

“Eu tenho feito isso há quase 20 anos, então eu tenho visto alguns objetos na parte inferior do mar, mas nada como isto”, disse Lindberg.

“Nós tínhamos estado fora por nove dias e estávamos muito cansados? e estávamos a caminho de casa, mas fizemos uma corrida final com um sonar e de repente essa coisa apareceu”, continuou ele.

Usando de varredura de sonar, a equipe encontrou um objeto de 60 metros de diâmetro em forma de cilindro, com uma cauda rígida com 400 metros de comprimento. Em outra passagem sobre o objeto, o sonar mostrou uma forma de disco

A equipe de Lindberg acredita que o objeto é grande demais para ter caído de um navio ou ser parte de um naufrágio.

“Nós ouvimos várias explicações diferentes, desde nave espacial de George Lucas – o Millennium Falcon – até uma espécie de entrda para o mundo interior. Mas não sabemos do que se trata até que tenhamos vasculhado o local”, disse Lindberg.

O Chefe de Arqueologia do Museu Marítimo da Suécia, Andreas Olsson, admite que está intrigado com a foto, mas permanece cético sobre o que poderia ser. A confiabilidade das imagens de sonar de varredura é uma de suas principais preocupações, pois torna difícil determinar se o objeto é uma formação geológica ou algo completamente diferente.

“Tudo depende das circunstâncias quando você utiliza o sonar. Quais são as condições de temperatura, as condições das ondas, a profundidade do leito do mar, etc., todos esses parâmetros afetam o tipo de imagem que você tem no final”, explicou.

Lindberg concorda que a imagem “não é o melhor que poderia ser.” Mas sua equipe ainda está planejando voltar para o local na primavera para investigar a descoberta.

É um negócio arriscado e caro, e nem sempre compensa. O historiador marítimo britânico, Professor Andrew Lambert, diz que os custos de recuperação são agora demasiado elevados.

“Se você quer estar em um chuveiro frio rasgando notas de $ 50, então vá caçar naufrágios”, disse ele. “A maioria dos naufrágios estão apodrecendo, ou carregando coisas sem graça – todo o interesse foi retirado dele.”

É um problema de que Lindberg e sua equipe estão conscientes.

“É uma indústria muito difícil, gasta-se dinheiro o tempo todo”, confessou. “A melhor coisa que poderia acontecer, seria encontrar 60 metros de ouro, então eu ficaria muito feliz.

Esta coisa é muito comprida, é realmente muito distante, então antes de mais nada precisamos de um navio maior… mais equipamentos… e temos que fazer amostragens de fundo do mar, amostragem de água, para ver se é algo venenoso.”

Mas mesmo que o objeto misterioso não contenha tesouro recuperáveis o local ainda poderia vir a ser uma mina de ouro para a equipe de exploradores do oceano, com os turistas e investidores privados que pagam para vê-lo de perto, em um submarino.

“O objeto em si talvez não seja valioso no sentido de dinheiro, mas pode ser muito interessante como algo histórico, ou uma anomalia natural”, disse Lindberg.

No Atlântico Norte, uma empresa de salvamento norte-americana também está esperando para investigar o lugar.

Odyssey Marine Exploration – uma empresa composta de pesquisadores, cientistas, técnicos e arqueólogos – tem pelo menos 6.300 naufrágios em sua base de dados aguardando para serem explorados. Suas últimas descobertas incluem dois naufrágios britânicos em tempo de guerra ao largo da costa da Irlanda que poderiam ser carregados com centenas de toneladas de prata . Mark Gordon, presidente da Odyssey, diz que pelo menos 100 navios em sua lista de observação são conhecidos por terem valores superiores a 50 milhões de dólares.

“Quando você pensa sobre as coisas até meados do século 20, a única maneira de transportar a riqueza era sobre os oceanos e um monte de navios foram perdidos, portanto temos bilhões de dólares de coisas interessantes e valiosas sobre o fundo do mar “, disse ele.

A atração pelos tesouros levou a um crescente número de descobertas nos últimos anos. Mas há os seus perigos, adverte Olsson.

“Eu acho que recentemente nós estamos entrando num tempo de muitas descobertas”, disse ele referindo-se aos avanços tecnológicos na busca de navios naufragados.

“Os descobridores profissionais de naufrágios estão fazendo um grande esforço para a gestão do património cultural a longo prazo… o que não apoiamos é a ação de realmente tirar os itens e vendê-los”, disse ele.

Os vídeos a seguir apresentam alguns apsectos significativos para o chamado “UFO do mar Báltico” que foi recentemente descoberto por caçadores de tesouros de naufrágios. Esta localização específica tem sido conhecida por grande quantidade de avistamentos e grande quantidade de testemunhas diversas vez. Visite os links abaixo para mais informações.

http://edition.cnn.com/2012/01/28/world/europe/swedish-shipwreck-hunters/index.html

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O Estranho

Publicado por: luxcuritiba em junho 15, 2012

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.

Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.

O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.

Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.

Meus pais eram instrutores complementares: Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.

Mas o estranho era nosso narrador.

Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.

Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.

Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!

Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.

Fazia-me rir, e me fazia chorar.

O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha
para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).

Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.

As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.

Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.

Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.

Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.

Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.

Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.

Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia…

Seu nome?

Nós o chamamos Televisor…

Nota:

Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.
Agora tem uma esposa que se chama Computador e um filho que se chama Celular!

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A pesquisa psíquica nos laboratórios da Sony

Publicado por: luxcuritiba em junho 14, 2012

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13 Jun 2012 ]

Parece estranho pensar que uma empresa tradicional como a Sony já tenha estado diretamente envolvida com os chamados fenômenos psíquicos.

Apesar de ser pouco difundida por aqui, a história sobre a incursão da gigante japonesa no terreno da pesquisa psi é conhecida e difundida pela comunidade parapsicológica, e alguns de seus detalhes foram publicados esparsamente na forma de artigos e notícias da época.

Tudo começou quando Yoichiro Saka, um experiente funcionário da empresa japonesa, formado em matemática e ciência da computação pela Universidade de Tokyo, levou ao conhecimento de Masaru Ibuka, um dos fundadores da Sony, a proposta de iniciar ali um departamento especial para estudar aquilo que os chineses chamam de “qi”, a energia vital.

Ibuka, cujo interesse em medicina tradicional chinesa era conhecido por seus funcionários, aparentemente comprou a ideia e implementou uma linha de pesquisa sobre qi no laboratório de desenvolvimento e pesquisa da empresa.

Pouco depois, em novembro de 1991, um novo laboratório, conhecido pela sigla ESPER, foi estabelecido, dessa vez com o propósito de investigar a existência dos fenômenos psi e sua possível aplicabilidade industrial. Saka foi imediatamente investido como diretor e cinco funcionários foram destacadas para tocar operacionalmente o projeto.

Segundo descrições da época, o laboratório ESPER, um codinome para “Extrasensory Perception and Excitation Research” (Pesquisa em Percepção Extra-Sensorial e Excitabilidade) teve como objeto de investigação uma ampla gama de fenômenos parapsicológicos, como telepatia, psicocinese e clarividência.

A iniciativa da Sony foi envolvida em parcimônia e acentuada discrição. Somente veio a público em 1995 quando, em entrevista à revista de tecnologia Wired, o executivo Mika Ishida, então responsável pela comunicação institucional da empresa, confirmou a existência do projeto.

Segundo esclareceu, o objetivo principal da pesquisa comandada por Sako era “alongar os limites e definições da chamada ciência tradicional”. Afirmou ainda a possibilidade de haver um novo sistema de comunicação em jogo, um sistema que “transmite dados atravês de meios nunca antes considerados”. Era o que estavam tentando descobrir.

Em junho de 1997, durante o 16. Encontro Anual da Society for Scientific Exploration (Sociedade de Exploração Científica) o líder do projeto de pesquisas psi da Sony, Yoichiro Saka, proferiu uma apresentação sobre o trabalho desenvolvido por ele no laboratório da multinacional.

De acordo com suas próprias palavras, que ainda podem ser conferidas no programa do evento, a existência de potênciais psíquicos havia sido efetivamente demonstrada pelos experimentos conduzidos:

“Através dos resultados destes experimentos, eu provei que esse tipo de clarividência pode, de fato, existir e apontei a existência de um  sistema desconhecido de informação.  Eu considero que os  resultados de minha pesquisa podem ajudar a trazer  uma significativa revolução que pode  virar nossa sociedade materialista do avesso e concomitantemente remodelar os caminhos da ciência e tecnologia modernas”.

Durante a conferência, narrada em detalhes pelo escritor e editor de livros sobre fenômenos anômalos Patrick Huygue (uma cópia da reportagem original foi postada aqui), Sako descreveu com minúcias algumas das pesquisas desenvolvidas pelo laboratório. Segundo o relato, o maior sucesso foi obtido na área da visão remota (clarividência), e um sujeito em especial – uma menina japonesa de dez anos – aparentemente conseguiu resultados altamente significativos.

No ano que sucedeu a conferência, após um período de sete anos de pesquisas, as portas do ESPER foram oficialmente fechadas. O encerramento do projeto deu-se em  julho de 1998, pouco após a morte de seu instituidor, o fundador Massaro Ibuka.

Na época, uma declaração oficial da empresa foi publicada na edição de 07 de julho de 1998 do jornal asiático South China Morning Post. Nela, a Sony confirmou que as pesquisas desenvolvidas no laboratório ESPER demonstraram a existência das habilidades psíquicas, mas deixou claro que não obteve qualquer sucesso em viabilizar a aplicação industrial dessa descoberta.

“Nós descobrimos experimentalmente que sim, PES existe, mas nenhuma aplicação prática desse conhecimento pode ser antevista para um futuro imediato. (…) Nós não conseguimos detectar o qi por meio de equipamentos; aparentemente, somente pessoas conseguem detectá-lo. Armazenar tal energia em baterias parece uma hipótese demasiado remota para justificar maiores pesquisas”. – Masanobu Sakaguchi, porta-voz da Sony

Como os dados completos das investigações do ESPER nunca vieram a público, a comunidade parapsicológica nada pôde pronunciar sobre a confiabilidade dos resultados aclamados por Sako.

No entanto, o fato de uma empresa como a Sony ter investido oito anos na área soa, para alguns, bastante sugestivo. Afinal, é difícil imaginar que uma corporação tivesse continuado a empregar fundos em pesquisas como essa, se os resultados obtidos tivessem se mostrado desfavoráveis.

Resta torcer para que a história completa ainda venha a conhecer a luz do dia.

Fonte: http://www.noeticabrasil.com.br

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Göbekli Tepe (vídeo no final)

Publicado por: luxcuritiba em junho 10, 2012

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A minha geração estudou história sob a influência do arqueólogo V. Gordon Childe, responsável pela teoria da Revolução Neolítica, que explicava que a civilização, como a conhecemos, havia sido consequência da agricultura. De bandos de nômades havíamos passado a uma vida mais sedentária, reunida à volta de vilarejos e cidades, cultivando trigo, cevada e domesticando animais. A razão para o aparecimento de aglomerados urbanos era simples: precisávamos tocar as quintas, as plantações, e garantir comida o ano inteiro. Os ajuntamentos facilitavam a defesa dos interesses grupais: garantir que as colheitas não fossem parar em mãos inimigas ou roubadas por bandos famintos, ainda nômades, que cruzavam a terra.

Parte do estabelecimento dos seres humanos em cidades e aldeias justificaria assim o aparecimento da hierarquia de comando, de principados, reinos, de classes sociais dominantes e da religião organizada. Essa visão antropológica do nosso desenvolvimento era abrangente o suficiente para que não a questionássemos. Além disso ela explicava muito do que não conseguíamos explicar de qualquer outra forma. Foi só na década de 1990, com as primeiras descobertas arqueológicas em Göbekli Tepe, na Turquia, que evidências de uma outra possibilidade começaram a surgir. E vieram tão numerosas e de tantas formas diferentes, que a necessidade de revermos de maneira drástica o que imaginávamos ser o desenvolvimento dos seres humanos no Neolítico se fez necessário. A revista The National Geographic Magazine deste mês foca nas conseqüências das descobertas de Göbekli Tepe: a organização religiosa dos seres humanos talvez não tenha vindo como consequência da Revolução Neolítica, mas ao contrário: a necessidade de uma religião organizada pode ter dado origem à agricultura.

É uma reviravolta inesperada e fascinante.

Até evidência em contrário, o aparecimento da religião organizada entre os homens aconteceu na Turquia, em Göbekli Tepe, mais ou menos há 11.000 anos atrás. As fundações desse templo religioso no topo de uma montanha, a 15 km de Sanliurfa, no Sudeste da Turquia, são incontestáveis. Haveria outros templos mais antigos? Não sabemos. Por ora, a civilização começou aí. Göbekli Tepe é um templo extraordinário. Ou melhor, uma série de templos dos quais muito pouco está escavado. Inicialmente havia sido comparado a Stonehenge, na Inglaterra, por causa de seu desenho quase circular de pedras variadas. Mas a semelhança com o sítio na Inglaterra para na forma circular. Göbekli Tepe foi construído muitos milênios antes de Stonehenge [que foi construído por volta de 2.500 anos aC, ou seja há 4.500 atrás]. Além disso, o complexo arqueológico turco é mais sofisticado. Suas pedras gigantescas são cortadas com precisão e apresentam baixo-relevos de animais variados: cobras, raposas, escorpiões, javalis e bandos de gazelas. Construído uns há 11.600 anos, e 7.000 anos antes das pirâmides do Egito, Göbekli Tepe prima por maior sofisticação na construção do que se imaginava para a época, quando comparamos este a outros sítios posteriores. Hoje, é considerado o primeiro grande monumento arquitetônico da humanidade.

Como então Göbekli Tepe se encaixa na chamada Revolução do Neolítico, proposta por Childe? Não se encaixa. Aquela época importante quando a agricultura tomou conta da nossa vida no planeta, aqueles milênios em que as culturas nômades dedicadas à caça e pesca passaram a plantar e cultivar os animais, não parece se refletir no primeiro grande templo da humanidade. E isso é só uma das partes desse quebra-cabeças.

Mas o que foi achado em Göbekli Tepe para nos fazer questionar o que parecia certo e lógico? Localizado na maior colina em toda área, por quilômetros e quilômetros, esse templo consiste de 20 câmaras no subsolo que têm um grande número de pedras de calcário em forma de T. Muitas dessas pedras e pilares foram decorados com o desenho de animais do campo, em relevo, cinzelados. As pilastras estão organizadas em círculos de pedras, — quatro foram escavados até agora. Cada círculo tem não mais do que 30 m de diâmetro. As pedras que os formam são de aproximadamente 6 metros de altura, pesando entre 12 a 18 toneladas.

Pedra do Sol

No entanto, não há vestígios de habitação permanente de seres humanos no local. Nem mesmo rastros deixados por acampamentos de longa duração, já que nessa época não existiam ainda vilarejos, nem cidades, nem aglomerados humanos de maior complexidade. Os seres humanos eram nômades, sobrevivendo da caça e pesca e de colheita de frutos da natureza. Então como construir um monumento desse porte, se era preciso um grande número de pessoas, organizadas, que exercessem diferentes tarefas? As pedras da construção de Göbekli Tepe são encaixadas precisamente, têm formas específicas e eram transportadas de longe, para este local pesando em média 15-16 toneladas cada. Só isso exigiria uma organização muito mais complexa do que creditamos a nossos antepassados de poderem ter exercido, porque tudo isso foi feito numa época em que os seres humanos não conheciam a escrita, o metal, a cerâmica ou a roda.

O que causaria esse grande esforço para se construir um templo, num lugar de tão difícil acesso? O que havia levado esses povos a construir algo tão ambicioso? E mais estranho ainda: a enterrá-lo propositadamente depois de algum tempo e abrir um outro templo circular um pouco mais adiante, e ao fim de um determinado tempo, enterrá-lo e assim por diante? Acredita-se haver uns 20 a 40 templos circulares em volta de Göbekli Tepe. Como o arqueólogo responsável Klaus Schmidt do Instituto de Arqueologia da Alemanha imagina: “bandos de caçadores teriam se juntado no local esporadicamente, através das décadas de construção, vivendo em tendas feitas de peles de animais e caçando os animais locais para alimento”.

Göbekli Tepe – Vista de cima.

Os pilares, as colunas de pedra, foram colocados em círculos, num desenho comum a todos. São pedras de calcário, como grandes colunas, ou grandes T’s. No meio de cada círculo dois pilares. As pedras podem ou não ser decoradas com animais estilizados, grande parte deles animais perigosos: escorpiões armados para o ataque, javalis agressivos, leões ferozes. Não se sabe ainda a razão, mas após uma ou duas décadas, essas construções eram regularmente enterradas, com todos os pilares sob a terra, e novos círculos eram construídos dentro do círculo que foi enterrado, com novas pedras. Às vezes até um terceiro círculo era organizado. Aí então o grupo todo era enterrado, e um novo círculo, mais adiante era construído. O local foi construído e reconstruído com círculos de pedras por séculos e séculos. E ainda mais intrigante: a medida que os séculos passavam as construções ficaram cada vez piores. As pedras menos decoradas, com corte mais rústico, e tudo organizado de uma maneira menos cuidadosa. Ao longo dos séculos o povo que construiu esses templos se tornou cada vez menos apto a fazê-lo. Os esforços de construção pararam finalmente por volta do ano 8.200 aC.

Porque nenhuma habitação foi encontrada, o templo parece ter sido construído com um único objetivo: um centro cerimonial. Os ossos achados nos canteiros arqueológicos, que mostram o que era consumido durante a construção desses círculos, são ossos de gazelas e outros animais caçados muito longe dali e mandados para o local para servirem de alimento. Não havia nenhuma fonte de água natural no lugar. Evidentemente havia necessidade de uma boa organização para que essa construção fosse feita e, no entanto, não foram achados ainda quaisquer vestígios de alguma estrutura social com mandantes e mandados. Quem organizava essas centenas de pessoas necessárias para cinzelar, erguer e arranjar as pedras necessárias? Klaus Schmidt lembra de maneira bastante enfática o que é tão intrigante: “Descobrir que povos de caçadores, pescadores e apanhadores de frutos foram capazes de construir Göbekli Tepe é como descobrir que alguém havia construído um avião 747 com um estilete”. E no entanto, lá está, o templo fora do contexto temporal a que lhe atribuímos.

Mesmo que V. Gordon Childe tivesse sido abrangente demais nas suas teorias sobre a Revolução Neolítica, é preciso não descartarmos o fato de que foi a agricultura que nos permitiu viver agrupados em aglomerados, aldeias, cidades, reinos. Com a agricultura também conseguimos prolongar as nossas vidas e chegar a um grande crescimento populacional. E poder plantar para colher não é um passo pequeno de desenvolvimento. Mesmo que os homens neolíticos conseguissem proteger um pedacinho de terra em que o trigo ou cevada selvagens estivessem crescendo, suas sementes quando maduras se comportavam de maneira diferente das sementes dos grãos domesticados. Isso só foi conseguido milhares de anos mais tarde. Os grãos das espécies selvagens se soltam da planta e caem no chão tornando uma tarefa quase impossível coletá-los no ponto preciso de amadurecimento. Em termos de genética, a verdadeira agricultura de grãos só se deu quando uma área bastante grande de terreno pode ser dedicada ao cultivo de plantas que já haviam sofrido alguma mutação, deixando que os grãos maduros permanecessem nas plantas para a colheita.

Agricultura demanda organização, perseverança, disciplina e estratégias de longo prazo com relação ao retorno sobre o investimento do trabalho. Como é um passo complexo aconteceu através de milhares de anos, quando povos nômades co-existiram com os sedentários. Para que se tenha sucesso na agricultura é necessário defender o investimento contra a invasão territorial de animais e de outros seres humanos. O trabalho se torna cooperativo e relativamente complexo, envolvendo um grupo social que exige uma estratificação, uma hierarquia social. Era muito maior o trabalho envolvido no cultivo de qualquer grão e na domesticação de animais do que simplesmente colher, caçar e pescar. No entanto, o sedentarismo prevaleceu. Mas por que? As vantagens são: pode-se plantar mais do que se consome; pode-se estocar comida para o período de inverno; pode-se trocar o excedente de um alimento de um grupo pelo excedente de alimentos de um outro grupo. Mais pessoas comem. O grupo, permanecendo num único lugar pode viver de maneira mais confortável, sem ter que carregar tudo o que lhe pertence. Pode ter abrigo permanente contra as intempéries climáticas.

Mas nem tudo são flores. Quando se fez a troca de uma vida de caça, pesca e colheita para uma agrícola, sedentária, o esqueleto humano mudou. Temporariamente os homens ficaram menores, porque a dieta a que eles estavam acostumados, rica em proteína, também mudou. Além do que, os animais domesticados também tiveram mudanças radicais sendo menos musculosos, oferecendo menos carne a ser degustada. Mas, mesmo assim, insistiu-se na agricultura. Por que? É uma daquelas perguntas que ainda não pode ser bem respondida. Há muitas teorias, entre elas a da extinção de animais selvagens pela caça generalizada, pressões populacionais…

Sabemos que a agricultura começou no que chamamos de Crescente Fértil: uma região de clima temperado, do Oriente Médio irrigada pelos rios Jordão, Eufrates, Tigre e Nilo. Uma área muito fértil, que é o lugar de nascença da história, da nossa história, da história da humanidade. Foi aí que mais ou menos a 14.000 anos aC os homens começavam a ter algum controle sobre a natureza, antes mesmo de conseguirem plantar para comer, antes mesmo de terem domínio sobre plantas e a domesticação de animais. Foi aí que o mundo despertou. Dá-se o nome de Crescente Fértil porque essa área, em que diversos povos chegam à agricultura, se desenhada sobre um mapa do mundo, formaria um arco, um crescente, sobre os atuais países: Egito, Israel, Cisjordânia, Líbano, partes da Jordânia, da Síria, do Iraque, da Turquia e do Irã. É daí, nessa região, nas colinas suaves de Anatolia, que nasce a agricultura e consequentemente a civilização. A uns poucos passos de Göbekli Tepe.

É a proximidade entre o templo de Göbekli Tepe com primeiro cultivo proposital da agricultura que deixa alada a imaginação dos historiadores. O que fez a população de Göbekli Tepe se organizar para construir um templo antes mesmo de se organizar para a agricultura? Obviamente havia uma necessidade emocional, interna, uma necessidade comum aos homens, de reverenciar um deus ou muitos, de idolatrar as forças que os governavam, para cultuar os favores: da caça e pesca abundantes, do renascimento constante de frutos e folhas. Com a consciência de sua insignificância, de sua pequenez frente à natureza que os dominava, instalou-se a precisão de um culto, dedicado a um ou mais seres, algo que aliviasse a angústia da incerteza da vida.

Área onde foram encontradas aldeias natufianas, desaparecidas por volta de 10.000 aC.

Antropólogos há muito assumem que a religião organizada surgiu como maneira de resolver problemas entre grupos à proporção que os nômades tiveram que conviver com outros grupos, quando todos se tornavam vizinhos sedentários, usufruindo das mesmas fontes de água limpa, de campos adjacentes, transformados em pequenos fazendeiros, responsáveis pela alimentação de seu grupo tribal. Vilarejos surgiram, imaginava-se, da necessidade de estruturar as ações comuns que melhoravam a vida do individuo: enterro dos mortos; abrigo à prova de animais para os membros do grupo, o uso de plantas medicinais, e assim por diante. E assumiu-se que só quando uma visão de ordem celestial comum a um grande grupo apareceu, aí sim, vieram os templos, nas aldeias e nos vilarejos, um sistema religioso capaz de unir esses novos grupos. Mesmo assim, já havia alguns indícios, raros é verdade, de que talvez essa ordem não estivesse correta: há resquícios de aldeias datando de 13.000 anos aC., chamadas de Aldeias Natufianas [do período neolítico] que surgiram no Oriente médio, particularmente nas áreas que hoje cobrem os estados de Israel e Palestina, Líbano, Jordão e oeste da Síria. Os habitantes dessas aldeias, que viviam em lugar permanente, não eram agricultores, eram colhedores de sementes, de trigo, cevada e centeio, assim como caçadores de gazelas. Como o professor Ofer Bar-Yosef, da Universidade de Harvard apontou, a descoberta dessas aldeias foi “um grande sinal de aviso que deveríamos mudar nossas idéias”. Mas essas aldeias neolíticas começaram a desaparecer por volta de 10.200 aC, quando houve uma pequena idade do gelo, com a queda da temperatura local por mais ou menos 11º centígrados. As aldeias Natufianas certamente sugerem que a organização em aldeias veio anterior à agricultura.

Beidha, aldeia netufiana, no sul do Jordão, perto de Petra.

À medida que Karl Schmidt organiza e reflete sobre suas escavações em Göbekli Tepe também imagina as causas do aparecimento da agricultura antes mesmo da residência sedentária dos povos nômades. Talvez o templo tivesse sido construído por tribos das áreas ao entorno, num raio de 150 km, que tiveram como objetivo se agruparem, trazerem presentes e dádivas aos deuses, ou a um sacerdote. Certamente haveria alguma ordem social, que nos escapa hoje, que seria responsável pela construção do local e também pela organização dos fiéis. Haveria rituais, cantos, tambores, festas. E com o passar do tempo, da própria necessidade de alimentar os visitantes, agrupados ali para as cerimônias, houvesse aparecido a necessidade de garantir uma certa quantidade de comida. Teria nascido dessa maneira a agricultura nesse canto da Anatolia, sul da Turquia, com o cultivo mais intenso dos melhores grãos? Além das primeiras evidências de domesticação de plantas virem de Nevali Çori, a 30 km de Göbekli Tepe, há muitos outros indícios deste início de tentativas agrícolas, na mesma região. Os porcos domesticados pelo homem primeiro aparecem em Cayounu, a 100 km de Göbekli Tepe; gado bovino, caprino e ovino foram domesticados pela primeira vez no leste da Turquia. Todas as sementes de trigo existentes hoje no mundo inteiro são descendentes do einkorn kernel [Triticum boeoticum] cuja evidencia de DNA sugere ter sido domesticado próximo a Karaca Dag, no sudeste da Turquia.

A visão que temos hoje da região é muito diferente daquela de então. O deserto do Curdistão era, naquela época, um lugar fértil, coberto de vegetação. Os relevos de todo tipo de animal nas pedras no templo atestam sobre esta abundância. Tudo indica que foi o homem, justamente através da agricultura do período neolítico que levou à desertificação: árvores derrubadas, o solo escorrendo com as chuvas, a terra exposta, sem plantio. Tudo o que mantinha verde esse grande oásis à beira de uma região de equilíbrio delicado, foi modificado e acabou sendo devastado. Teria sido esta a primeira grande perda ecológica que tivemos?

São os contrastes entre esta visão paradisíaca da região — quando Göbekli Tepe foi construído, época em que grupos nômades se saciavam com o que apanhavam na natureza – e a introdução da agricultura na área, com a devastação do meio ambiente em seguida, que têm levado alguns historiadores a se perguntarem se não seria justamente sobre esses eventos, a descrição da Expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden no Paraíso e sua subseqüente punição: serem obrigados a colher o fruto de seu trabalho, como descrito no primeiro livro do Gênese da Bíblia. Adão, o caçador, foi levada a arar o solo de onde havia vindo.

Que muitos dos relatos bíblicos vez por outra parecem ser comprovados, é fato. Uma das publicações mais populares de meados do século passado, que comparava textos bíblicos às descobertas arqueológicas é o clássico E a Bíblia tinha razão, de 1955, do escritor alemão Werner Keller, um grande best-seller universal. Muitos outros estudos desde então já apontaram diversas vezes para a área do Curdistão na Turquia como a provável localização do Éden: a oeste da Assíria, exatamente onde se encontra Göbekli Tepe. Além disso, o Jardim do Éden bíblico está situado entre quatro rios incluindo o Tigre e o Eufrates. Tom Knox, autor do romance de suspense The Genesis Secret, [Harper Collins: 2009] aponta para seus leitores outros detalhes interessantes, entre eles, textos sírios, escritos na antiguidade, onde há a menção da Casa do Éden [Beth Eden], como um reino pequenino, localizado a 75 km de Göbekli Tepe. Outras referências sobre a localização de um possível lugar chamado Éden [que na língua da Suméria significa “planalto”] auxilia na localização do paraíso justamente no planalto de Haran.

Quando juntamos essas referências, vem a vontade de dizer que as construções encontradas no sítio arqueológico de Göbekli Tepe, poderiam apontar para um templo localizado dentro do Jardim do Éden. Mas ainda é muita especulação. No entanto o que sabemos é que o local foi considerado santo há muitos e muitos milênios. Inspirou o ser humano à introspecção, ao sagrado, à aceitação do divino em suas vidas. Templo foi, sem dúvida. Por si só expressa a necessidade humana de ir ao encontro de um poder maior, de reconhecer suas próprias limitações e de apelar aos poderes que têm controle sobre nós. Göbekli Tepe mostra que a necessidade de se agradecer dádivas, de se admitir o que é santo, de se confirmar em grupo a união com o Criador é inerente ao homem e como tal mais antiga do que imaginávamos. Parece apontar, de fato, para o local do nascimento da religião.

http://peregrinacultural.wordpress.com/2011/06/18/gobekli-tepe-a-descoberta-do-jardim-do-eden


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