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As profecias da grande pirâmide

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

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Pyramon estava aproveitando bem o tempo de espera. Ele confirmara mais uma vez, com o máximo rigor, todas as medidas que ainda seriam usadas. Pois cada mínima medida aplicada na construção da pirâmide possuía um significado profético, astronômico e geofísico… Portanto, não se podia omitir nem a mínima coisa.

Finalmente chegaram ao ponto de poderem ser reiniciados os trabalho da pirâmide. Kosbi trouxera tantos mantimentos, que os armazéns estavam novamente repletos de provisões. Novas remessas também já estavam providenciadas. Nesse ínterim haviam comparecido de novo também os trabalhadores com suas famílias. Os poucos que haviam sido mortos na sítio de Akeru, ou feridos tão gravemente que não pudessem continuar a trabalhar na pirâmide, foram substituídos por outros.

Não demorou muito e se ouviram as metálicas marteladas dos ferreiros que tinham retomado seu trabalho com grande afinco. Também os sons das flautas de pastores enchiam novamente o ar. Eram as crianças do acampamento que tocavam com grande persistência as flautas feitas por elas mesmas. Para tanto subiam nas árvores mais altas, a fim de que os gigantes também pudessem ouvir sua bonita música. Tudo estava como sempre. Nada mais indicava que os trabalhos haviam ficado paralisados durante tanto tempo.

O trabalho, na realidade, nunca ficara parado, pois os gigantes haviam prosseguido ininterruptamente. Eles haviam, nesse ínterim, acabado o teto da “sala do Juízo”, composto de muitos e pesados blocos de pedra. O sarcófago há muito já estava nessa sala. Os gigantes, com sábia previsão, haviam colocado o grande bloco de granito vermelho, no lugar a ele destinado, muito antes que as paredes laterais dessa sala ficassem prontas. O escultor transformou-o depois, dentro da própria sala, num sarcófago, usando para isso serrote, martelo e talhadeira. O sarcófago nunca poderia ter sido colocado por último na sala do Juízo da pirâmide acabada, pois para tanto, era grande demais.

Além disso, os gigantes também haviam trazido e empilhado nas proximidades, todos os blocos para o revestimento externo da pirâmide. Eram vinte e cinco mil blocos de mármore, reluzentes, de cor amarelo-escuro, pesando muitas toneladas cada um. Os blocos eram cortados com absoluta precisão, possuindo superfícies brilhantes. Não obstante isso, ainda tinham de ser polidos. Uma vez que esse trabalho somente podia ser executado por mãos humanas, os gigantes colocaram certo número deles no chão, em volta da pirâmide, de tal modo que cada um poderia trabalhar neles comodamente. Os trabalhadores retomaram alegremente os trabalhos que ainda antes do sítio de Akeru haviam iniciado.

Incidentes ocorriam sempre de novo. Contudo, nunca mais representaram obstáculos tão sérios, que pudessem prejudicar a continuação da obra.

E então chegou o dia em que os gigantes colocaram a última pedra, fechando a pirâmide. Pyramon contemplou com alegria e satisfação a obra acabada. Pensou no dia em que pisara pela primeira vez o solo do oásis, para começar o trabalho. Como que voando havia passado o tempo. Agora estava cumprida a missão de sua vida. E ele perguntava a si próprio como prosseguiria sua vida…

Os dias que se seguiram à conclusão da pirâmide, foram dias de inquietação para Pyramon. Ele andava de um lado para outro, como se esperasse algo. Mas o que esperava, ele mesmo não sabia. À vezes ficava parado diante da esfinge, levantando pensativamente seu olhar para o rosto de pedra. Os olhos desse rosto pareciam olhara para distâncias longínquas, e eles davam uma impressão tão viva, que ele se assustava cada vez que os via. Da colossal figura de leão deitado emanavam uma serenidade e uma altivez impossíveis de serem perscrutadas. ERa como se um halo de mundos superiores e eternos pairasse em volta dela.

Enquanto Pyramon ainda pensava no misterioso e enigmático que emanava dessa figura de pedra, ele sentiu a forte correnteza de ar, sempre causada pelos gigantes ao se aproximarem. Com alegria olhou para cima. Todos os que haviam trabalhado juntos na pirâmide, estavam presentes. Ao vê-los, ele sabia por que tinham vindo. Estavam prestes a deixar o oásis. Com saudade e tristeza no coração, ele ouviu as poucas palavras que Enak lhe dirigiu, despedindo-se.

“De bom grado trabalhamos contigo”, deu Enak a entender. “Teu amor e tua confiança enriqueceram-nos, aquecendo nossos corações. Nosso trabalho está terminado. Deixamos agora este país e a proximidade da Terra, esperando pelo que vier. Saudamos-te e permaneceremos teus amigos”.

“Não pensei que vos afastaríeis tão rapidamente”, murmurou Pyramon com o olhar abaixado, enquanto percebia, envergonhado, que lágrimas lhe enchiam os olhos. Olhando novamente para cima, viu que estava sozinho. Pela primeira vez, desde a morte de Thisbe, ele sentia-se só e abandonado no Egito. Os gigantes foram durante um longo tempo seus amigos e confidentes, e ele, até certo ponto, havia-os entendido melhor do que aos seres humanos, embora fossem seus semelhantes.

Pyramon não pôde entregar-se muito tempo a seus tristes sentimentos intuitivos. No mesmo dia ainda, ao anoitecer, chegaram mensageiros enviados à frente por Aphek, o sacerdote-rei, para noticiar a sua chegada. Aphek há tempo havia planejado uma solenidade de agradecimento, que deveria ser realizada no oásis, logo depois da conclusão da pirâmide. Agora ele estava se aproximando juntamente com vinte xeques de tribos independentes, três reis dos reinos da Arábia do sul, além de um determinado número de sábios que em caminho se haviam juntado a sua caravana.

Aphek sempre estivera informado exatamente sobre o andamento dos trabalhos da pirâmide. Dessa maneira ele pôde em tempo avisar todos aqueles que ele sabia que gostariam de viajar juntamente com ele para o Egito, a fim de ver a pirâmide acabada e assistir à solenidade de agradecimento.

E todos vieram para ver a obra monumental que há anos vinha agitando todos os ânimos.

Cada um, ao ver a pirâmide acabada pela primeira vez, ficava parado diante dela com sentimentos indizíveis e indefiníveis. Sentimentos esses que deixavam estremecer espíritos e almas. Ninguém ficava sem ser tocado por aquilo.

As paredes dessa obra colossal, lisas como um espelho e de um vislumbre amarelo, davam um aspecto inesquecível, quando eram atingidas simultaneamente pelos raios solares. Do mesmo modo inesquecível ficava a esfinge, lisa e de um vislumbre avermelhado, a qual estava ligada à grande pirâmide de maneira misteriosa.

Um halo de eternidade envolvia ambos os monumentos, dos quais cada pedra falava uma linguagem poderosa!

Milhares de pessoas assistiram à solenidade de agradecimento. A oração de agradecimento, contudo, não pronunciada por Aphek ou um outro sábio, mas sim, foi cantada pelos homens que tinham colaborado na pirâmide e na esfinge. Era um coro maravilhoso de homens que louvava a onipotência do Criador e a grandeza das obras iniciadas e concluídas em Seu nome.

Também pYramon e os gigantes foram louvados, por terem sido escolhidos para edificar essa obra única. Numa outra canção pediam a Thaui, a senhora da Terra, e a Ea, o senhor do sol, para tomarem a pirâmide e a esfinge sob a sua proteção, a fim de que permanecessem conservadas até o fim dos tempos.

Enquanto soava a cação dirigida à senhora da Terra e ao senhor do sol, levantou-se voando da plataforma da pirâmide uma cesta de ouro que parecia conter frutas áureas. Cada um que ainda podia perceber acontecimentos extramateriais, viu a cesta desaparecer bem no alto, no irradiante brilho solar. A cesta que continha os frutos do trabalho feito, saiu das mãos da senhora da Terra, que igualmente se tornava visível acima da pirâmide, por um momento.

Tudo o que o ser humano realiza na Terra, toma forma e produz frutos! Bons ou maus. No caso da pirâmide, os frutos eram de um puro brilho de ouro, pois todos, sem exceção, haviam trabalhado na obra com amor.

O senhor do sol e a senhora da Terra sempre haviam acompanhado com interesse os trabalhos da obra. Pois não se tratava de uma obra comum. A pirâmide surgira da Vontade do Onipotente Criador. Através de milênios deveria ela ser um marco de advertência, lembrando sempre de novo os seres humanos de que o tempo do último julgamento se aproxima.

Havia um motivo especial para que a pirâmide não terminasse numa ponta. É que o Senhor do Universo colocaria ali o seu sinal, quando viesse à Terra no tempo do último Juízo. É o sinal da vida eterna, e este iluminaria o caminho para todos aqueles que conseguissem caminhar até o final do salão do Juízo, passando pelo sarcófago aberto. De lá em diante então começaria a ascensão que conduz para cima, através de cinco degraus do Universo. Para cima, às campinas da paz, em direção à pátria eterna dos seres humanos.

A solenidade de agradecimento ficou inesquecível para todos que a ela assistiram. Cada ano, na mesma data, os sábios realizavam uma solenidade em comemoração, a qual de ano em ano era mais concorrida. Os peregrinos pareciam ter uma predileção especial por essa solenidade. Os sábios esclareciam sempre de novo o sentido e a finalidade da pirâmide, exortando simultaneamente todos os peregrinos, vindos de perto e de longe, para que vivessem sempre de tal maneira que não precisassem temer o Juízo.

Durante o dias subsequentes à solenidade de agradecimento, Pyramon dedicou-se integralmente a seus visitantes. Não podiam ouvir o suficiente das profecias da pirâmide. Antes de tudo, interessavam-se pela maneira com que essas profecias tinham sido expressas.

Pyramon levou-os várias vezes para o meio do pátio, onde havia levantado o modelo da pirâmide, esclarecendo-lhes os acontecimentos mais importantes através do mesmo.

No modelo, que tinha o tamanho de Pyramon, faltavam duas paredes externas, bem com algumas internas, recebendo os visitantes assim uma visão do interior. Pyramon indicou para alguns lugares importantes, dando-lhes os seguintes esclarecimentos.

Pegou no último bastão de ouro que ainda possuía, pois os muitos outros havia deixado na sala do Juízo, e disse:

– A câmara que estais vendo aqui, situa-se mais ou menos, em altura, entre o solo e a sala do Juízo. O tamanho da câmara e a cor com que são pintadas as paredes internas, indicam que uma emissária feminina virá das alturas máximas até a Terra. Por isso denominamo-la “câmara da Rainha”. A época desse acontecimento reconhece-se pela medição da altura em que a câmara se encontra. E essa medida indica uma data daqui a deis mil e quinhentos aos.

Segui agora exatamente o caminho que conduz para essa câmara da Rainha. Ele sobe, sim, contudo, em determinado ponto segue uma ramificação para baixo, até as câmaras subterrâneas. Isso significa que uma parte da humanidade já estará trilhando um caminho que termina no abismo. A emissária das alturas supremas, a Rainha, terá de lidar, portanto, com seres humanos que visam o abismo. A câmara fechada indica que os ensinamentos e as advertências dela não penetrarão nos corações humanos, e que ela mesma sucumbirá numa prisão.

Além da Rainha – o país do seu destino situa-se em direção às ilhas – descerão antes do Juízo Final ainda dois enviados de alturas supremas. A permanência deles foi simbolizada por recintos altos e arejados.

De acordo com as medidas, o primeiro enviado virá quinhentos anos depois da Rainha, à Terra. A vinda do segundo enviado das alturas supremas ocorrerá num futuro mais remoto, daqui a quatro mil e quinhentos anos. Pela posição e direção dos salões, depreende-se que ambos os enviados viverão e atuarão naquela parte da Terra onde agora nos encontramos.

Pyramon afastou mais algumas pedras, indicando agora para um corredor baixo, que se tornara visível.

– Vedes, recomendou ele, que o teto desse corredor se abaixa de tal modo, que uma pessoa somente agachada pode passar por ele. O abaixamento encontra-se no corredor que sai do salão alto e arejado do segundo enviado. Isso indica algo horrível.

O corredor baixo, pelo qual os seres humanos somente podem passar agachados, encolhidos e sem enxergar nada, simboliza a perda da verdadeira dignidade humana. Esse infortúnio desencadear-se-á sobre a humanidade, depois da vinda do último enviado das alturas supremas.

A culpa que acarretará a perda da dignidade humana iguala-se a um pesado muro opressor que deverá calcar ao solo cada um.

O corredor, sim, novamente se torna mais alto, de movo que os que perceberam sua estreiteza e seu peso opressor, poderão respirar de novo um pouco. Nesse período de tempo até lhes seria possível reconhecer sua grave culpa, libertando-se dela. De que espécie essa grave culpa será, não sabemos, disse Pyramon, dirigindo-se a seus visitantes.

– Mas do caminho seguinte depreende-se que não houve nenhum reconhecimento. O teto abaixa-se mais uma vez. Agachados, com o olhar dirigido à Terra, e desligados de qualquer irradiação da Luz, devem os seres humanos prosseguir sua vida. Pyramon indicou para um ponto onde o corredor novamente se tornava mais alto.

– Daqui em diante os seres humanos novamente podem erguer a cabeça. E parece que nada mais pode impedir o prosseguimento de sua caminhada. Contudo, isto é um erro, pois, como vedes, levanta-se de repente uma parede, pondo fim ao caminho deles. Essa parede significa o fim do tempo de desenvolvimento humano. Daqui em diante só existe uma única saída. E essa conduz, quando o ser humano se vira para a direita, à sala do Juízo com o sarcófago aberto.

Pyramon virou-se. Não, ninguém tinha perguntas. Eles queriam que ele prosseguisse falando. Aliás, do Juízo, que todos intimamente temiam. Pyramon tirou uma parede, de modo que todos podiam ver a sala. Calados e com toda a atenção contemplavam o sarcófago aí existente. Eles tinham a impressão de que mesmo o pequeno modelo do sarcófago tinha algo de sinistro.

A execução sem acabamento da sala chamou a atenção do rei de Sabá, e ele perguntou por que assim era.

– Todas as outras paredes e pisos da Pirâmide são lisos e reluzentes. Mesmo o sarcófago parece não estar ainda pronto, disse ele com surpresa.

Pyramon respondeu, sorrindo, que a sala do Juízo, na pirâmide, tinha o mesmo aspecto que no modelo.

– Lá o piso também é desigual, as paredes são ásperas e o sarcófago dá a impressão de torto. Mas assim é intencionado, pois sabeis que tudo na pirâmide tem sentido profundo e duplo.

A sala do Juízo, também chamada câmara do Rei, é o símbolo da época do Juízo. Início e fim desse Juízo poderão ser reconhecidos pela altura em que a sala está situada dentro da pirâmide e pelas suas medidas. Mesmo nas medidas desiguais do sarcófago encerram um profundo sentido.

O piso desigual indica que na época do Juízo os seres humanos não mais terão sob os pés um solo liso e firme. A terra onde eles se locomovem não contém mais nenhuma segurança para eles. Não sabem o que o próximo passo lhes pode trazer.

Além, disso, para onde quer que olhem, deparam com paredes e um teto que pelo seu aspecto, igualmente, nada promete de bom. Resta apenas olharem para o sarcófago, cujo aspecto mais temem. Sentem-se presos num recinto, do qual não há uma fuga.

A época do Juízo não poderia ser transmitida mais impressionantemente do que através dessa sala. Para onde quer que o ser humano se volte, a insegurança e o medo serão sempre seus acompanhantes. Não pode fugir de si mesmo e de sua própria culpa. Além disso, as condições terrenas naquele tempo serão de tal maneira, que ele, quer queira, será lembrado da morte.

A sala do Juízo, porém, não encerra apenas a morte! Ela é grande. Dá suficiente espaço para as pessoas que nela se encontram, andarem eretas e se movimentarem livremente. A amplitude da sala indica que um enviado das alturas supremas – com este entende-se o próprio Regente do Universo – trará, durante o tempo do Juízo, uma mensagem que encerra segurança, saber e salvação aos seres humanos que ainda puderem assimilá-la. De certas medidas do sarcófago depreende-se, contudo, que será mínimo o número daqueles que aceitarão o ensinamento salvador.

Para esses poucos agraciados, a sala do Juízo bem como o sarcófago, não amedrontarão. Deparam, sim, por toda a parte, com um mundo feio e desequilibrado, e o caminhar no piso desigual também nem sempre será fácil.

Em contraste com os outros, carregados de culpas, que dentro de si e em seu redor somente enxergam coisas feias, os agraciados procurarão melhorar e embelezar o seu ambiente! Devido ao seu anseio de criar um ambiente harmonioso, quererão ajudar os outros, que apenas enxergam coisas feias, a fim de que também o ambiente interior deles se torne belo e equilibrado.

– E o sarcófago? perguntou o rei de Ma’in. Os agraciados também vêm o sarcófago! E esse indica para a morte!

– A morte não encerra pavor para os seres humanos que vivem dentro das leis do Regente do Universo! Pelo contrário! Sabem que a morte terrena significa para eles o nascimento num mundo mais belo e superior! disse Pyramon com convicção.

Todos concordaram com Pyramon. Todos eles desejavam de todo coração que também para eles a morte fosse o nascimento num mundo superior.

Pyramon pegou um dos rolos de couro branco que estavam na mesa e desenrolou-o, indicando para os sinais de escrita verdes e vermelhos que cobriam o couro.

– Colocamos setenta placas com sentenças instrutivas nos diversos compartimentos da pirâmide. Os sábios da Caldéia escreveram essas sentenças em couro e em finas chapas de cobre, mandando-as para cá. Aqui nós as transcrevemos em placas pesadas e as colocamos na pirâmide. A sentença de uma dessas placas que coloquei no sarcófago, diz:

“Sem terminar realiza-se o mistério da vida e da morte. O mistério da transformação e do renascimento! Aquele que durante a sua vida terrena se lembrar da morte, não precisa temer o Juízo, quando o fim chegar!”

– Repete essa sentença para nós, Pyramon, pediu um dos xeques. Ela me deu esperanças! A seguir Pyramon teve de repeti-la várias vezes ainda, pois cada um queria gravar as palavras exatamente.

Quando todos sabiam de cor a sentença, Pyramon disse que ele havia mencionado apenas algumas das muitas profecias apontadas na pirâmide. Mas eles podiam perguntar, se quisessem saber mais.

Depois de pensar algum tempo, um dos xeques levantou a mão, indicando para uma grande rachadura visível num dos blocos de pedra que formavam o teto.

Todos levantaram as cabeças e viram a fenda na pedra, a qual parecia perigosa.

– Quase parece como se o teto estivesse rachado, murmurou o rei de Sabá. Logo depois, porém, ele olhou sorrindo para Pyramon e perguntou o que isso significava.

– Um rachadura na construção tão perfeitamente executada, seguramente indica algum acontecimento!

Pyramon deu-lhe razão e olhou um momento para o teto, dizendo a seguir que essa rachadura indicava um acontecimento que ocorreria dois mil e quinhentos anos mais tarde.

– Deve tratar-se de um gravíssimo delito da humanidade, pois as respectivas profecias dizem que os efeitos disso serão sentidos até as alturas máximas.

– O trabalho dos gigantes é insuperável. Essa rachadura parece um corte na pedra, disse um dos visitantes com admiração.

– As salas e os corredores também apresentam fendas, aliás, somente perceptíveis àqueles que conhecem os lugares, recomeçou Pyramon. Hoje são apenas fissuras fina, não representando nenhum perigo de desmoronamento. Contudo, se as salas e os corredores, em cujas pedras se encontram essas fissuras, estiverem desmoronados até o fim dos tempos, então a respectiva profecia diz o seguinte:

“O Regente do Universo poderá entrar na pirâmide, certificando-se de que o serviço de seus servos fora bem feito. Se, porém, até a sua vinda, as paredes, em todos os lugares onde hoje existem as rachaduras estiverem gravemente danificadas e desmoronadas, então a destruição esperará os seres humanos. Eles mesmos terão destruído os caminhos que conduzem para cima. A Divindade abandonará a Terra, voltando para o seu céu e tristeza haverá em seu coração…”

As palavras dessa profecia desencadearam em todos um medo atormentador. Foi como se um pesado fardo se deitasse sobre eles. Por que estavam com medo? Eles seguramente não estariam entre aqueles que destruiriam os caminhos para cima… Mas também sabiam que tais angustiantes sentimentos intuitivos saíam do espírito, e que deviam dar atenção a eles… Mais tarde então iriam se ocupar com a causa desse medo inexplicável. Agora não havia tempo para isso, pois Pyramon já prosseguia falando. Ele tirara um pequeno bloco ao lado da entrada da sala do Juízo e dizia:

– Este lugar indica o início do Juízo. Aqui já nos encontramos no último século. No século do Juízo. Na placa encostada neste lugar, dentro da pirâmide, encontram-se gravadas as seguintes palavras:

“O dragão que levou a ordem universal ao desmoronamento, deslocando seu eixo, alcançou o ápice de seu poder. Todos os povos até aqui já traíram o seu Criador! Voluntariamente curvaram-se ao domínio do dragão, ao domínio da mentira! Aqui chegou o fim do dragão. O Juiz Universal venceu-o com sua lança, pondo-o fora de ação! A sagrada lança está então dirigida contra a humanidade! O sarcófago aberto está esperando!”

– Essas palavras não significam nada de bom para nós, disse o rei de Sabá, quando Pyramon calou. Soam sem esperança. Mas eu te agradeço, em nome de todos, por nos teres comunicado justamente essa profecia. Há anos nossos pensamentos rodeiam esta extraordinária construção! E eu acho que todos me darão razão, se eu agora digo que será bom para nós, termos medo daquilo que ainda está no futuro! Tanto mais nos acautelaremos agora, para não cometermos erros que talvez não mais possam ser resgatados até o Juízo…

Quando o rei de Sabá terminou, todos agradeceram a pYramon. Eles esperavam, de todo coração, que essas palavras significativas se gravassem tão profunda e duradouramente em suas almas, que eles também se lembrassem delas em vidas terrenas posteriores.

– Achas, Pyramon, que as palavras dessa pavorosa profecia ainda estarão tão vivas em nossas almas, em nossa última vida terrena, que possam penetrar até os nossos cérebros?… Pergunto a mim mesmo, se até lá elas ainda terão bastante força para fazer com que nos tornemos conscientes delas!

Fora o irmão de Pyramon que falara. Também os outros haviam formulado essa pergunta intimamente. O que Pyramon responderia?

– Não sei qual será o estado de nossas almas então, disse Pyramon, após sérias reflexões. Acho que ninguém poderá predizer isso agora… Aphek, o sacerdote-rei da Caldéia, ainda falará convosco sobre as profecias… talvez ele possa dar-vos alguns esclarecimentos sobre isso.

Um dos xeques que se ocupava com a astronomia, ainda quis saber como seriam as influências dos astros no começo do Juízo.

– Nossos sábios já agora estão observando movimentos sob forma de turbilhões em redor do sol. E do próprio sol eles viram conjuntos de chamas elevarem-se tão alto, que não podiam segui-las com os olhos… Dizem também que ainda muito longe, atrás do sol, está girando um cometa, o qual transformará, no fim dos tempos, nosso sol num mar de chamas. Viram também, várias vezes, o próprio senhor do sol. O aspecto dele, contudo, havia-os inquietado profundamente. O maravilhoso era quase irreconhecível, de tão envolto que estava de chamas vermelhas de ira… A ira dele dirigia-se contra os seres humanos. Os sábios não tinham uma explicação para isso.

Com alívio, Pyramon viu Salum parado na entrada. O muito falar deixara-o cansado. Agora não mais precisaria dar outros esclarecimentos. Ultimamente sentia cada vez mais necessidade de estar só. Os visitantes tinham vindo de tão longe. Não devia perder a paciência. Percebendo que eles hesitavam em seguir o convite de Salum, ele então perguntou amavelmente se alguém ainda queria saber algo…

Mal Pyramon havia pronunciado essas palavras, e um dos visitantes saiu do grupo, colocando-se diante dele.

Era um velho, de estirpe nobre, chamado por todos xeque Ibrahim. Ele pediu a Pyramon que lhe dissesse uma sentença que tratasse da morte.

– Minha última vontade de ver a pirâmide ainda se realizou, mas eu sei que o tempo de minha existência terrena está no fim. Só me restam as forças vitais para voltar a minha pátria. A sepultura que acolherá meu corpo, já está preparada.

Pyramon, de bom grado, satisfez o desejo do velho. Ele tirou um rolo de couro branco da pilha, desenrolou-o e leu os sinais de escrita que ele mesmo escrevera:

“A alma do justo elevar-se-á cheia de força do seu invólucro terreno. Ela será recebida por entes que jubilarão de alegria e será conduzida em uma canoa vermelha, que navega num rio comprido e fundo, para o país ensolarado das almas. Entes dos ventos impulsionam a canoa rapidamente para frente. A viagem parece curta e logo alcançam a margem do novo e luminoso país. Também no novo país a alma é recebida com júbilo, e grinaldas de flores de Ankham são oferecidas a ela. Ela chegou ao destino, e a nova vida no país das almas se inicia!”

O velho xeque ouvira essas palavras com uma expressão de felicidade no rosto. Contudo, somente quando Pyramon, a pedido dele, ainda as repetiu novamente, ele se retirou, deixando vagarosamente o pátio.

– Qual é o teor da sentença escrita na placa de bronze, ao lado da estrada? perguntou um outro xeque com interesse.

Pyramon tirou uma pequena e fina placa de cobre de uma prateleira e leu os sinais de escrita gravados nela ainda pelo próprio Sargon:

“Vós, seres humanos, que entrastes nesta construção perfeita, prossegui com profundo respeito! Pois esta obra perfeita é um gigantesco papiro coberto de muitos sinais de escrita, que contêm uma dupla revelação!

Aquele que quiser decifrar o segredo do papiro de pedra, deverá implorar primeiramente o auxílio dos eternos!

Aquele que procura perscrutar a sabedoria oculta na pedra, deve inclinar-se diante da grandeza da obra e esquecer seus próprios pequenos conhecimentos durante algum tempo!

Aquele que se torna consciente de que é apenas uma minúscula partícula no mundo, e de que outros muito maiores do que ele mesmo governam o mundo, mantendo-o em movimento, novamente fará parte, como outrora, dos iniciados, e será um escolhido na Terra!

Somente aquele que for pequeno na Terra e grande no espírito, decifrará o segredo das pedras falantes, pois somente esse caminhará na graça dos eternos!

Aquele, porém, que tece redes de mentira, turvando a verdade, revela com isso apenas que faz parte dos seres humanos caídos, que se ligaram às forças do mal já desde muito tempo. Sejam esses advertidos, pois os filhos de Osíris zelam até o fim, e eles destruirão cada malfeitor.

Os grandes no espírito sema bem-vindos com a saudação da paz da eternidade. Eles trazem o amor no coração e a eles será permitido ver a sagrada chama no cristal. Os filhos de Osíris pedem a bênção deles!”

Também essas palavras Pyramon teve de ler repetidas vezes, antes que eles se dessem por satisfeitos, pois tinham o mais ardente desejo de que essa palavras se gravassem em suas almas para sempre.

Antes de deixar o pátio, o rei de Ma’in disse que todos eles se preocupavam muito por causa do último Juízo.

– O que podemos fazer, para que reconheçamos logo o Juiz Universal, quando ele vier à Terra? Pelas profecias da pirâmide sabemos de sua vinda. Sabemos também em que época o Juízo acontecerá, e também quando estará consumado. E embora estejamos convictos de que nada nos poderá acontecer de mal, se sempre seguirmos a lei do Onipotente Criador, a inquietante preocupação de que nesse ínterim possamos cair nas redes habilmente colocadas pelas servas de Septu, não nos abandona.

Quando o rei terminou, todos olharam para Pyramon. Aliás, com a silenciosa esperança de que ele lhes pudesse dar um conselho nesse sentido.

Pyramon recolocou a placa de cobre na prateleira, dirigindo-se depois a seus visitantes e olhando para cada um. O que deveria ele responder? Todos eles estavam firmemente ligados com os mundos superiores da Luz. Nenhum deles precisava preocupar-se… De repente lembrou-se de Harpo. Essa lembrança atingiu-o como um golpe… Os rostos dos que estavam a sua frente confundiam-se diante de seus olhos e o solo sob seus pés parecia oscilar. O acesso de fraqueza passou tão rapidamente como viera. Além de seu irmão, o rei de Kataban, ninguém havia notado algo.

Pyramon dominou seu susto e seu atordoamento. Por que fora ele lembrado da horrível mulher? Pois não estava morto o que se relacionava a ela? Tão morto como ela mesma?

Os visitantes ficaram inquietos. Por que Pyramon ficava calado tanto tempo? Talvez ele não pudesse entender a preocupação deles.

Somente reunindo toda sua força de vontade, Pyramon pôde novamente voltar a atenção aos seus visitantes. Ele já se havia considerado muito superior e inviolável, e agora caíra de sua altura imaginada.

– Posso compreender as vossas preocupações, pois elas também são minhas! disse ele finalmente. Contudo, não vos posso dar nenhum conselho. Oh! sim… de repente um sorriso libertador iluminou o seu rosto. Ele viu Tahia e Kina, que, despercebidas, haviam entrado no pátio. Logo depois apareciam também Chatna e Lachis com um grupo de mulheres, que, curiosas, investiram para dentro do pátio.

– Oh! sim, começou Pyramon de novo, pois existem também mulheres que vivem e atuam afastadas dos charcos de vícios. Essas mulheres possuem um poder que desperta o bem em cada um que chega em contato com elas. Nós todos apenas podemos pedir e esperar que nossos guias espirituais nos conduzam, na época do Juízo, àquelas mulheres, cuja total aspiração esteja dirigida rumo à Luz. E se formos de boa vontade, também acontecerá!

Essas palavras de Pyramon desencadearam uma alegria geral. Algo melhor do que uma mulher ligada a mundos superiores ninguém poderia desejar! Eles circundaram Pyramon, agradecendo-lhe a paciência e a atenção que ele lhes dispensara.

– Transmitiremos tuas palavras a nossos filhos e seus descendentes, para que eles também possam tirar proveito de tua sabedoria!

Depois dessa palavras eles deixaram o pátio, para ceder lugar às mulheres.

Fonte: A grande pirâmide revela seu segredo, Roselis von Sass, Ordem do Graal na Terra, 13 Edição, 1991, Embu-SP, pp. 283-296.

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Uma resposta to “As profecias da grande pirâmide”

  1. Eduardo said

    É uma história bela que atravessa gerações, ilustrando como é linda a união de almas.

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