Piramidal.net

Pirâmide não é magia. É Tecnologia!

Archive for the ‘Tecnologia Antiga’ Category

Tecnologia Antiga

Um monolito em Marte?

Publicado por: luxcuritiba em maio 31, 2012

banner

Um misterioso monumento rochoso está animando os teóricos da conspiração de todo o mundo.

O monolito foi fotografado a 265 quilômetros de distância usando uma câmera especial de alta resolução a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter. Embora feitas em 2008, as fotos foram recentemente divulgadas pela Universidade do Arizona.

A estrutura não é imediatamente reconhecida, mas o site Lunar Explorer Italia revelou o estranho objeto retangular lançando uma longa sombra, depois de ampliar uma parte da foto. Depois da publicação no site muitos questionam se haveria vida no planeta vermelho.

Mas cientistas da Universidade do Arizona, que captaram a imagem original, presumem que poderia medir até cinco metros de diâmetro.

Yisrael Spinoza, um porta-voz do departamento HiRISE do Laboratório Lunar e Planetário da universidade disse: “Seria insensato se referir a ele como um” monolito “ou” estrutura “porque isso implica algo artificial, como se ele tivesse sido colocado ali por alguém, por exemplo.

“Na realidade é mais provavel que esta rocha tenha sido criada quando quebrou na base criando um formato retangular”.

A estrutura assemelha-se ao monolito negro que aparece durante o momento chave da evolução do homem no filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrich.

O monolito de “2001: Uma Odisséia no Espaço”.

O “monolito” marciano.

Imagens originais da Universidade do Arizona.

Imagens originais da Universidade do Arizona.

A imagem original, publicada em julho passado, foi publicada outra vez esta semana no site da Universidade, na página “Spotlight”, o que renovou o interesse.

Alfred McEwen, principal pesquisador do departamento HiRISE da Universidade do Arizona, disse: “A erosão das rochas e as fraturas tectônicas criam ângulos retos, e os blocos retangulares tendem a se soltar da base”.

“É possível que existisse uma civilização antiga em Marte?” Pergunta o radialista de Montreal David Tyler em seu blog. “É possível que a NASA já saiba a resposta?” Isto poderia ser a gota d’agua para a revelação?”

A gasolina foi adicionada às chamas depois que o ex-astronauta Buzz Aldrin, se referiu a um monolito semelhante detectado em Phobos, uma das luas de Marte.

Falando em um canal a cabo na semana passada ele disse: “Nós deveríamos visitar as luas de Marte. “Há um monolito lá – uma estrutura muito incomum nesta pequena batata que passa por Marte uma vez a cada sete horas.

‘Quando as pessoas souberem, dirão, “Quem colocou isso aí? Quem colocou isso aí”? Bem o universo colocou lá, ou se preferir, deus colocou lá”.

Em 2007 a Agência Espacial canadense financiou um estudo para uma missão não tripulada para Phobos conhecida como PRIME (Phobos Reconnaissance and International Mars Exploration).

O monolito, que seria do tamanho de um edifício, é a principal razão para uma missão, mas não porque os cientistas suspeitem de atividade de OVNIS.

Eles acreditam que o objeto é uma rocha exposta em tempos relativamente recentes na área, e sem traços caracteristicos da lua-asteróide.

O principal investigador Dr. Alan Hildebrand disse que ele poderia responder a perguntas sobre a composição da lua e sua história.

“Se pudermos chegar a esse objeto, nós provavelmente não precisaremos ir a nenhum outro lugar”, disse a sua equipe de ciência.

O fato é que aquilo que parece se assemelhar a um monumento retangular, poderia ser um erro de identificação. Isto porque os humanos vêem imagens familiares em ambientes fortuitos como a famosa “Face de Marte”, que é realmente só uma área montanhosa com crateras.

http://sobrenatural.org/noticia/detalhar/8753/um_monolito_em_marte

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Tecnologia Antiga | Leave a Comment »

A Lenda dos Nove Desconhecidos

Publicado por: luxcuritiba em maio 25, 2012

piramidal.net | lojapiramidal.com

      

De Ashoka a Lost: um mito sem misticismo

Esqueça a Roza-Cruz, os Iluminatti, a Golden Dawn ou a Maçonaria. Os Nove Desconhecidos formam a mais poderosa sociedade secreta do Universo. Poucos mitos são tão profusos em especulações: da manipulação das massas às viagens no tempo, da imortalidade às civilizações perdidas. E todas estas maravilhosas paranóias sem nenhum apelo ao misticismo.

Segundo a versão principal da lenda, a ordem dos Nove foi fundada na Índia, em 246 a. C., pelo imperador Ashoka. Objetivo: tornar o conhecimento secreto; evitar que caia em mãos erradas. E toda a sabedoria seria armazenada em nove livros, constantemente atualizados e cada qual dedicado a uma ciência: psicologia, gravitação e luz são três delas.

Sobre um dos livros, Talbot Mundy escreveu: “uma única página tem segredos de propaganda o suficiente para que um ladrão possa começar, prontamente, a sua própria religião”.

Escondidos, os Nove interviriam sutilmente no mundo, de tempos em tempos, conduzindo a civilização por caminhos seguros. E muitos ocidentais, ao visitarem o Oriente, teriam entrado em contato com eles, ou com instruções de algum dos nove livros, e retornado com conhecimentos impressionantes.

Ora, e quais ligações poderia haver entre tudo isto e, por exemplo, as estranhas atividades de uma ilha perdida no pacífico? Obviamente, falo de Lost. Eles sobreviveram à queda de um avião, mas se viram presos em uma ilha cheia de eventos absurdos e, voilà, eis a trama mais indecifrável dos últimos tempos! Lost provoca o espectador com visões de mortos, sonhos proféticos e outros milagres, mas então despeja hipóteses tecnológicas, sugerindo (muitas vezes de forma direta) que nada há de realmente sobrenatural ocorrendo na ilha.

Uma fachada de mágica e misticismo para aquilo que, na verdade, é a pura ciência dissimulada, a técnica. Eis o que pode ser a ilha Lost. Eis o que é a Lenda dos Nove Desconhecidos. E parece haver outras conexões intrigantes entre estes dois universos. É fascinante ver um mito tão remoto fazer contato, e de forma tão inesperada, com um dos melhores mitos modernos.

Mas Lost seria apenas a manifestação mais recente da lenda dos Nove. Seja fornecendo a cura da cólera, guardando antigos projetos de vimanas (discos voadores) ou enviando gurus bizarros ao ocidente, os Nove dão as caras em várias ocasiões. As pistas são péssimas. E as possibilidades, incríveis.

De qualquer modo, seguiremos as pistas péssimas.

Conheceremos o sabor do materialismo (nada a ver, aqui, com desejo por “bens materiais” e ostentação), porque ele é a chave para ver o que há de especial na lenda dos Nove. Então rastrearemos a origem do mito. Passaremos pelos tais nove livros e, depois, levaremos a paranóia e o delírio às suas últimas conseqüências – espere ETs, tecnologias absurdas e conspiração mundial. Por fim, vamos forçar conexões com Lost.

Conheça, enfim, a magnífica Lenda dos Nove Desconhecidos

Materialismo e Espiritualismo

Uma esquizofrenia coletiva ilude a humanidade desde tempos imemoriais: a sensação de que existe uma “segunda realidade” para além do mundo físico. Como o diabo, este mito também é cheio de nomes: metafísica, sobrenatural, plano divino, mundo das idéias, o além, a “esfera do espírito”. Cada um o imagina de um jeito, mas uma coisa é certa: é algo “não-físico”, imaterial, intangível. É onde moram os deuses, anjos e fantasmas (e o próprio diabo), e para onde vamos quando morremos.

Os proponentes desta visão são, às vezes, chamados de espiritualistas. Eles não se contentam em cindir o Universo em dois. Precisam afirmar que o mundo físico é “profano”, “imundo”, “pecaminoso”, e que o outro mundo é “divino”, “sagrado”, “perfeito”. De fato, a insatisfação com este mundo parece ser a maior motivação para fingir que há outro.

Quem não concorda com tais delírios é dito materialista, pois considera que todo o Universo é material, isto é, físico, concreto. E materialista foi, por exemplo, Tales de Mileto, pai da filosofia e ciência. Também o foram Demócrito, Nietzsche, Darwin. Não é surpresa: são ocidentais, filhos do racionalismo grego (embora mesmo este inclua uma maioria de espiritualistas, de Platão a Kant). Mas seria estranho descobrir o materialismo entre os orientais, não? O Oriente, afinal, parece o berço do mais fantasioso misticismo.

Será?

Quem quer que tenha sido, o criador da Lenda dos Nove Desconhecidos pensa diferente: nada de fantasmas, deuses ou milagres, apenas Ciência. O misticismo prolífico das diversas tradições orientais – hinduísmo, budismo, confucionismo, etc. – seria apenas um engenhoso disfarce, elaborado pela própria influência dos Nove, para esconder tecnologia de ponta.

Enquanto as outras sociedades secretas são ditas possuidoras de saberes místicos, os Nove teriam a instigante característica de guardar um conhecimento puramente racional, científico.

Mas os Nove Desconhecidos não são Ciência, é claro. São paranóia, mito, teoria da conspiração. São, talvez, uma amostra lúdica daquilo que a Ciência pode se tornar nos próximos mil anos. E, se você possui uma mente excessivamente aberta, esta lenda pode até – quem sabe, vá lá, de repente, quiçá, porventura – se aproximar de alguma coisa real.

O importante, e a razão maior de esta matéria existir, é: seja ou não um completo disparate, esta lenda ilustra de modo simples aquilo que a Ciência não cansa de mostrar, ou seja, que fantasmas e milagres são inúteis. O Universo físico é mais fascinante do que você pensa. Além do quê, a simples idéia de um mito, situado no Oriente, que nega explicitamente as conhecidas realidades místicas orientais, é em si mesmo imperdível.

E por mais absurdo que seja (e ele é muito!), seus absurdos jamais invadem o terreno do sobrenatural. Eis o detalhe crucial. E não será isso algo espetacular? Afinal, dizem que a Ciência e seu materialismo são áridos e desencantados. Mas a Ciência também é absurda, pois o mundo é estranho. Lindamente estranho em suas revelações e possibilidades. Quando se trata de fascinar e assombrar, é realmente difícil superar os fatos. Duvido muito que a lenda dos Nove, ou qualquer outro delírio inspirado, possa conseguir tal feito.

E, no entanto, fugir do sobrenatural é um ótimo começo.

Por isso estamos aqui.

Qual será a origem deste tão improvável “mito sem misticismo”?

O Despertar dos Mágicos

Há uma exceção: os Nove Desconhecidos também são citados em um fórum. Onde? Na teoria de um fã americano de Lost… Mas, fora isso, se você digitar “nine unknown” no Google, será invariavelmente levado ao mesmo texto, repetido dezenas de vezes por toda a web. É um excerto do livro O Despertar dos Mágicos, escrito em 1960 por Louis Pauwels e Jacqües Bergier.

O livro é uma introdução ao “realismo fantástico”: uma visão de mundo que, em nome do entusiasmo, pretendeu buscar a verdade através de meios nada ortodoxos (leia-se: indo além do método científico), abrindo a mente para todas as possibilidades, mas tentando evitar o absurdo.

É difícil fugir do absurdo quando se atropela o método científico, mas a obra de Pauwels e Bergier está muito longe de qualquer delírio místico ou “new age”, destes que infestam as bancas e livrarias, seja na seção de esotéricos, seja na dos mais vendidos. Os “mágicos” de O Despertar dos Mágicos estão muito mais pra cientistas do que pra gurus. “Magia” é tecnologia. E, é claro, a Lenda dos Nove Desconhecidos é um exemplo perfeito, coroando um capítulo chamado “A conspiração em pleno dia”, sobre sociedades secretas.

Não é nenhum desfile de bizarrices. Sociedades secretas “comuns”, como Maçonaria e Iluminatti, são descartadas como brincadeiras ridículas. E Pauwels avança para uma tese engenhosa: quando a tecnologia se torna muito perigosa, é preciso escondê-la.

Isto esteve perto de ocorrer após a 2ª guerra mundial. De fato, houve uma mobilização geral contra a tecnologia. Quando armas de destruição em massa mostraram seu poder, autoridades cogitaram interditar a ciência pública. A idéia era entregar o avanço científico a uma comissão conscienciosa, que decidiria, sem riscos, que uso dar ao conhecimento.

E é aí que entram os Nove Desconhecidos.

Pauwels especula que, no passado distante, o avanço tecnológico teria sido alvo da mesma necessidade de segredo, porque igualmente perigoso. E vai buscar informações sobre os Nove, ao que parece, sobretudo no livro de Talbot Mundy, The Nine Unknown. Como o próprio Pauwels diz (e talvez aumentando), ele é “um misto de realidade e ficção”. Isto não ajuda a credibilidade da lenda mas, como veremos, quase chega a ser melhor que nada.

Mais adiante, falaremos sobre Mundy e seu livro.

Antes, o ponto de partida da história dos Nove: o imperador Ashoka.

O Império de Ashoka

Tecnologia perigosa: eis o que permitiu que Ashoka, por volta de 270 a. C., expandisse seu Império, exterminando cem mil calinganeses em uma violenta e arrasadora conquista na Índia. Isto faria dele apenas mais um Gêngis Khan, um Alexandre, um Hitler. Mas Ashoka é historicamente famoso pela sua mudança: abandonou a violência e, segundo Pauwels, “quis proibir para sempre aos homens que utilizassem a inteligência de uma forma prejudicial”. A tática, adivinhe, foi tornar a ciência secreta, fundando os Nove Desconhecidos.

Que tecnologia Ashoka possuía? Basicamente, apenas a tecnologia de guerra. Uma versão mais louca, no entanto, diz que o imperador deparou com destroços impressionantes de uma guerra tecnológica ocorrida 20 mil nos antes. Por hora, não importa. Em posse de conhecimentos devastadores, os Nove interviriam de modo bastante sutil no mundo, poucas vezes deixando pistas.

O nome “Ashoka” lhe é familiar?

Talvez você tenha visto, na televisão, um dos recentes comercias da Ashoka Empreendedores Sociais, uma organização mundial sem fins lucrativos, mas que financia projetos profissionais de impacto social positivo. Começou, por sinal, justamente na Índia, embora fundada por um americano. A origem do nome é esclarecida no site da Ashoka do Brasil. E a explicação é tão boa e concisa que preciso repeti-la aqui:

“Em sânscrito – língua indo-européia de registro escrito mais antigo – Ashoka significa ‘ausência de sofrimento’. Ashoka foi também o nome de um imperador que governou a Índia durante o século III a. C. e é lembrado como um dos maiores inovadores sociais do mundo. Depois de uma guerra pela unificação do país, o imperador Ashoka renunciou à violência e dedicou sua vida à promoção do bem-estar social, da justiça econômica e da tolerância. Em seu governo instituiu serviços de saúde, lançou um amplo programa de abertura de poços, construiu alojamentos para viajantes e plantou milhares de árvores para fazer sombra nas estradas quentes e de muita poeira da Índia. Seus éditos, gravados em pilares de pedra em todo o império, testemunham sua fé na ética como guia para a ação pública.”

Tecnologia e bons propósitos, afinal.

E, como que para colocar minhocas na cabeça criativa dos paranóicos, o slogan deles é: “todo mundo pode mudar o mundo”.

Mas os empreendedores sociais nada dizem sobre “nove desconhecidos”, é claro. E, antes que especulem, também não encontrei nenhum “9” escondido no site da organização! Na verdade, os Nove não são citados em nenhuma história oficial do imperador Ashoka ou da dinastia Mauryan, da qual ele fazia parte. A lenda foi obviamente incorporada depois. Mas há uma pista de onde tudo começou, e que depois nos levará a Lost: a difusão do Dharma.

É fato que Ashoka enviou monges budistas pela Ásia e além, incluindo um de seus filhos, para difundir os princípios do Dharma, isto é, o budismo. Não se distraia pelo fato de Ashoka estar difundindo uma “religião”, pois o que “dharma” significa é: “o caminho das verdades mais altas” ou “o princípio universal que rege toda a realidade”. Trata-se (bem, faça um esforço, em nome da brincadeira) de puro conhecimento racional, e o resto seria fachada.

Pois bem, os monges eram dez, mas foram enviados a nove lugares. A sugestiva lista a seguir saiu de um livro antigo chamado “Mahavamsa”. Eis nossos primeiros “nove” (de muitos suspeitos):

1. Majjhantika

2. Mahadeva

3. Rakkhita

4. Yona Dhammarakkhita

5. Mahadhammarakkhita

6. Maharakkhita

7. Majjhima

8. Sona e Uttara

9. Mahamahinda (filho de Ashoka)

Não é difícil imaginar alguém que, partindo destes “nove”, tenha criado uma versão rudimentar do que, muito depois, viria a ser a rica mitologia dos Nove Desconhecidos. Vamos a ela, afinal.

Os Nove Livros do Conhecimento

Este é, quase com certeza, o aspecto mais instigante do excerto de O Despertar dos Mágicos. E o fato é o seguinte: diz-se que cada um dos Nove Desconhecidos era responsável por um livro, que conteria informações de uma determinada ciência. Tais livros seriam constantemente atualizados.

Estes seriam os seus conteúdos:

Livro I – Psicologia: técnicas de controle e manipulação psicológica das massas, através da compreensão do funcionamento da mente.

Livro II – Fisiologia: como matar alguém com um toque, por exemplo.

Livro III – Microbiologia: cura de doenças e engenharia biológica.

Livro IV – Química: a alquimia (transmutação dos metais) seria viável.

Livro V – Comunicação: incluindo, talvez, os meios corretos de captar os sinais de inteligências extraterrestres.

Livro VI – Gravitação: seria possível controlar a gravidade.

Livro VII – Universo: “a mais vasta cosmogonia concebida pela nossa humanidade”, segundo Pauwels.

Livro VIII – Luz: viagem no tempo? Invisibilidade?

Livro IX – Sociologia: as leis que governam a evolução das sociedades.

Estes supostos nove livros se abriram a belas especulações. Ainda no excerto, diz-se que o Judô seria resultado de “vazamento” de informações do Livro II. E o Livro VI é muito citado nos círculos de ufologia, aludindo sempre à tecnologia dos “vimanas”, isto é, os supostos “discos voadores” que infestam a narrativa do sagrado livro hindu, o Mahabharata.

Além da já citada “técnica para fundar uma religião”, presumivelmente vinda do Livro I, uma fonte remota (que ainda veremos) fala na possibilidade de que, com a disciplina correta, seja possível desfazer a própria sombra: obviamente o Livro VIII vem à mente. Como veremos, também não escapou à atenção dos fãs de Lost a possível ligação entre estes nove livros e os projetos de pesquisa financiados pela misteriosa Fundação Hanso.

Voltaremos aos livros durante o texto.

Manifestações dos Nove na História

Pilar de ferro de Délhi

Mesmo para uma lenda, as “manifestações” dos Nove Desconhecidos são abusivamente raras e esparsas. Era de se esperar que, para uma coisa inventada, ou sobre a qual se pode inventar o quanto quiser, existiriam um sem número de histórias, versões e boatos. Mas só o que temos (?) é o que segue:

• 246 a. C. – Ashoka funda os Nove Desconhecidos (como já vimos)

• 370 d. C. (aproximadamente) Pilar de Ferro de Délhi

Até hoje, na capital da Índia, existe um famoso monumento. É o Pilar de Ferro de Délhi, erigido há mais de 1500 anos pelo imperador Chandragupta II Vikramaditya, da dinastia dos Guptas. Ele resistiu à corrosão por todo este tempo, o que para muitos é um mistério inexplicável mas, ao que parece, não para os especialistas. Seja como for, a obra é tida como exemplo da excelência e da habilidade dos antigos indianos no processamento de ferro.

Por ser um antigo mistério tecnológico em plena Índia, a coluna acabou sendo vagamente associada à ação dos Nove Desconhecidos. E há um segundo motivo óbvio. Tome fôlego: o imperador Chandragupta II, responsável pelo monumento, é neto de Chandragupta I, fundador da dinastia dos Guptas. Mas este adotou o nome de um imperador antigo que, 600 anos antes, unificara a Índia: era o Chandragupta da dinastia Mauryan, exatamente o avô de Ashoka.

Conclusão espalhafatosa: a Coluna de Ferro de Délhi foi construída pelo neto do imperador que copiou seu nome do avô do fundador dos Nove Desconhecidos (!). Talvez – e põe “talvez” nisso – haja alguma conexão maior entre a dinastia Mauryan e a dinastia Gupta, “explicando” esta suposta ação dos Nove na construção da coluna.

Ou é tudo coincidência e delírio.

• 999 d. C. A Cabeça de Bronze do Papa

Esta Cabeça de Bronze tem mitologia própria e apenas resvala na lenda dos Nove. Seria um aparelho capaz de responder “sim” ou “não” a qualquer pergunta. Em algumas versões, seu funcionamento é mágico. O importante é que, em outras, o funcionamento é mecânico! Entre seus supostos donos, constam nomes como Roger Bacon, Alberto Magno e Boécio. Mas O Despertar dos Mágicos fala apenas em Gerbert d’Aurillac, o Papa Silvestre II.

E não é à-toa. D’Aurillac era cientista, e teve a fama de ultrapassar sua época. É considerado o inventor do relógio mecânico. Tornou-se Papa no paranóico ano de 999. Pauwels o define como “um dos homens mais misteriosos do Ocidente”. Tudo o que se diz é que, após uma suposta viagem à Índia, ele retornou com conhecimentos impressionantes. Índia? Tecnologia? Obviamente foram os Nove Desconhecidos!

Isto, ao menos, é fato: d’Aurillac realmente fala da cabeça de bronze, na Patrologia Latina, organizada por Migne. O que é de cair o queixo é a afirmação textual do Papa de que a Cabeça de Bronze possui um funcionamento baseado em “um cálculo feito com dois números”. Mesmo em 1960 isto fez Pauwels pensar em nosso moderno código binário de “0” e “1” da informática. É a cara dos Nove, não? Pense no Livro V, da comunicação.

1875 Louis Jacolliot e o mistério das águas do Ganges

O rio Ganges é um dos sete rios sagrados da Índia e, para os hindus, a vida não está completa sem pelo menos um banho ali. Diz-se também que suas águas teriam efeitos curativos. Agora imagine a enorme população da Índia e a corrida de doentes a se banhar junto com pessoas saudáveis! O espantoso não é tanto a cura dos doentes (que decerto nem ocorre), mas o fato de que os saudáveis não são contaminados. Eis o mistério, se há algum.

O francês Louis-François Jacolliot viveu muitos anos na Índia, chegando a ser cônsul da França em Calcutá. Mas, por outro lado, escreveu muitos livros sobre os enigmas da humanidade. Em 1875 escreveu Trois mois sur le Gange et le Brahmapoutre, onde apresenta uma tese incrível: a água do Ganges é continuamente esterilizada pela radiação, o que evita que as pessoas saudáveis se contaminem com o banho dos doentes. De onde vem tal radiação? De um templo secreto dos Nove Desconhecidos, enterrado sob o leito do rio!

O que impressiona Pauwels, em O Despertar dos Mágicos, é que a idéia de “esterilização por meio de radiação” só foi levada a sério um século depois de Jacolliot escrever seu livro. Bem, para uma teoria da conspiração é melhor que nada… Em outros livros, ao que parece, Jacolliot afirmou cabalmente a existência dos Nove.

• 1890 – A. Yersin e a cura da cólera

A história de A. Yersin é rápida e óbvia. Ele foi o bacteriólogo europeu que descobriu a cura da cólera. Mas… Fez muitas viagens por toda a Ásia, inclusive morrendo em sua casa, no Vietnã. Então, é claro, a cura da cólera lhe teria sido fornecida pelos Nove Desconhecidos. Talvez tenha sido o próprio Jacolliot quem disse isto: Yersin teria viajado a Madrasta em 1890, tendo recebido instruções dos Nove sobre a peste e a cólera.

• 1923 – Talbot Mundy publica “The Nine Unknown”

O livro de Mundy não constaria da lista de “manifestações dos Nove” se Pauwels não houvesse dito que se trata de “um misto de ficção e realidade”. Ficção porque narra as aventuras de JimGrim, uma espécie de Indiana Jones com uma queda pelo Oriente. Realidade porque, supostamente, há eventos-chave da narrativa que possuem um fundo real.

Esta história é um pouco mais longa.

William Lancaster Gribbon (1879-1940), famoso como Talbot Mundy, foi um novelista inglês, conhecido por narrar aventuras que se passavam no Oriente. Afinal, Mundy trabalhou um certo tempo na polícia inglesa da Índia, se fascinando por sua cultura. Seu nome é pouco conhecido no Brasil, mas ele teve grande influência sobre Robert E. Howard, o criador de Conan.

O livro The Nine Unknown (“Os Nove Desconhecidos”, sem tradução para o português) foi publicado em 1923 e é, sem dúvida, a maior fonte de informação de O Despertar dos Mágicos. É de lá que sai a idéia dos nove livros, por exemplo. Mas antes precisamos conhecer o enigma por trás do protagonista deste livro, isto é, o personagem JimGrim.

James Schuyler Grimm (JimGrim) é o herói de várias novelas de Mundy. Em suas primeiras aventuras, era um agente da inteligência britânica – como um 007, por exemplo. Mundy afirmou que JimGrim era baseado numa pessoa real. Especulou-se, então, que o personagem seria uma versão do próprio Mundy. Aos poucos, porém, o 007 foi se tornando Indiana Jones. As aventuras de JimGrim foram se deslocando para a Índia e ganhando aura de mistério, e The Nine Unknown é uma das primeiras novelas nesta direção.

Qual a história contada em The Nine Unknown?

Existe uma enorme quantidade de ouro na Índia, mas é sabido não haver senão uma mina em todo o país. De onde viria tanto ouro? Na narrativa, JimGrim vai justamente tentar resolver este mistério – pense no Livro IV dos Nove, sobre a transmutação dos metais.

O herói descobre um certo “reverendo”, que passou 80 anos coletando livros na Índia, obtendo conhecimentos proibidos e, por fim, chegando aos responsáveis pelo ouro indiano, isto é, os Nove Desconhecidos – talvez Mundy tenha realmente conhecido uma biblioteca abandonada deste tipo.

Mas, mesmo no romance, os Nove são tão evanescentes que JimGrim jamais os encontra, dando de cara apenas com imitadores – o que, por sinal, gerou a interpretação de que Mundy estaria falando de outros Nove, voltados para propósitos malignos. O autor, indo ainda mais fundo, acrescenta que os Nove Desconhecidos podem remontar à cidade perdida de Atlântida – o que nos levará bem longe, como você vai ver.

Sobre os nove livros do conhecimento, Mundy escreve que “uma única página tem segredos de propaganda o suficiente para que um ladrão possa começar, prontamente, a sua própria religião; e um meio eficiente de resistir a uma hipnose maligna é pensar em difíceis cálculos matemáticos”.

*****

Como autor de extensa matéria sobre os Nove Desconhecidos, vou tentar incrementar a mitologia com pura especulação – que não será mais implausível do que a lenda já é. Veremos se, com os anos, minha sugestão assumidamente inventada será incorporada ao mito. É um teste. Vamos lá:

• 1963 – Auto-Imolação no Vietnã

Thích Quảng Ðức queimando.

Em protesto contra o governo de Ngô Đình Diệm, que oprimia a religião budista, o monge vietnamita Thích Quảng Ðức ateou fogo a si mesmo e queimou até a morte, sem mover um músculo. Como ele conseguiu? Diz-se (?) que ele teria tido acesso a instruções dos Nove Desconhecidos, em especial o Livro II, sobre fisiologia, com técnicas sobre a total anulação da dor.

Os Nove teriam interesse em lutar pela religião da qual seu fundador, Ashoka, era um adepto entusiasta, e promoveram um mártir exemplar: após a morte, o monge Quảng Ðức se tornou santo. É que seu corpo foi carbonizado pelo fogo, mas seu coração se manteve intacto e, até hoje, pode ser visto em público para adoração. Golpe de mestre contra Ngô Đình Diệm.

Agora vamos pirar de vez, tentando encontrar os Nove em toda parte.

Os Outros Nove

A idéia de “nove entidades” que controlam o mundo, ou que são capazes de intervir nele de forma crucial, é um tema que vai bem além da lenda de Ashoka. Há versões gregas, egípicias, satanistas, hindus e modernas para o que, em geral, se chama de “O Conselho dos Nove”. Vejamos as outras possíveis origens dos Nove Desconhecidos:

• Versão Grega – O Conselho dos Nove

Prometeu ousou dar o poder do fogo aos humanos. Isto enfureceu Zeus. Todos conhecem este mito. Prometeu foi amarrado a uma pedra e teve o seu fígado eternamente devorado por uma águia. E a humanidade também foi punida. Zeus criou o “Conselho dos Nove”:

1. Aphrodite

2. Apollo

3. Athena

4. Demeter

5. Hephaestus

6. Hera

7. Hermes

8. Poseidon

9. Zeus

Este Nove presentearam a humanidade com a famosa Caixa de Pandora, tendo acrescentado que a caixa jamais deveria ser aberta. No mito, como se sabe, é dito que a caixa acaba sendo aberta, e dela saem todas as tragédias e males da humanidade. O interessante é que, neste caso, a curiosidade é a vilã. É por causa dela que a caixa é aberta, abrindo uma era de trevas no mundo.

• Versão Hindu – Os Navnath (Nove Senhores)

Os nomes inúteis que você vê a seguir são os “nove senhores”, ou nove santos, da linhagem Nath Sampradaya, da mitologia hindu. Esta última é muito importante, e teria sido fundada por uma reencarnação do próprio deus Shiva. Já os “navnath” seria uma de tantas ramificações secundárias. Mas como são hindus e são nove, não poderiam faltar nesta matéria paranóica:

1. Machindranath

2. Gorakhnath

3. Jalandernath

4. Kanifnath

5. Charpatnath

6. Nageshnath

7. Bharatnath

8. Revannath

9. Gahininath

• Versão Satanista – O Conselho dos Nove

A Igreja de Satã alega que um “conselho dos nove” foi estabelecido em todo o mundo, seguindo ordens diretas dos Nove Desconhecidos, no objetivo de inaugurar a “Era de Fogo”, onde finalmente ocorreriam duas revoluções: a integração entre mágica e lógica (parece familiar?), e a nova religião traria os valores de auto-indulgência, prazer carnal e diversão acima de tudo.

Se você retirar o climão bizarro, isto parece ser exatamente o que vem ocorrendo, magnificamente aliás, com o alastramento da Ciência e o declínio dos “valores espirituais”, sempre baseados em realidades “não físicas”.

• Versão Egípicia – A Ennead de Heliópolis

A tradição egípcia parece ser formada por vários grupos de nove deidades, sendo o principal deles a “Ennead de Heliópolis”, encabeçada pelo que seria o criador do Universo, Atum. Este teria sido capaz da façanha de “criar a si mesmo” e, talvez mais incrível, de ter gerado os demais deuses através da sua masturbação.  Os demais deuses, agora formados, completariam a estranha cosmogonia egípcia. O corpo de Geb, por exemplo, daria forma ao céu.

1. Atum

2. Shu

3. Tefnut

4. Nut & Geb

5. Osiris

6. Isis

7. Nephtys

8. Seth

9. Horus

É de se notar, porém, que no verbete “Ennead” da Wikipedia em inglês, lemos: “o número nove foi associado a um grande poder carnal, e os povos antigos consideraram agrupamentos de nove deuses muito importantes”. O nove associado a “poder carnal”? Isto parece bem conveniente: a carne é a “versão sensual” da matéria, profana e pecaminosa por excelência. É a grande inimiga do espírito.

A Ennead aparece outra vez, na versão a seguir.

• Versão “Moderna” – Os Nove Princípios

Fundação da Távola Redonda, no “laboratório de pesquisa confidencial”, EUA, 1952. Trazido da Índia pelo médico Andrija Puharich, um certo dr. Vinod teria “canalizado” mensagens de um tal “Conselho dos Nove“. As mensagens captadas eram no seguinte estilo:

Deus nada mais é do que nós juntos, os nove princípios.”

“Eu sou o início e o fim. Sou o mensageiro. Estive originalmente no planeta Terra, mas há 34.000 de seus anos. Eu sou o contrapeso. E quando eu digo ‘Eu’, não sou eu, mas é o grupo – porque sou um mensageiro dos Nove. Nós somos nove princípios do universo, contudo junto nós somos um.”

As canalizações do Dr. Vinod não precisam ser místicas. Pense no Livro VI dos Nove Desconhecidos e todas as suas técnicas de comunicação. Seja como for, as mensagens de Vinod atraíram um círculo de homens poderosos, que acabou se reunindo para ouvir, e talvez obedecer, as instruções dos “nove princípios”. E esses homens formaram uma espécie de contraparte terrena do “Conselho dos Nove”.

A lista a seguir é uma vaga tentativa. São os possíveis membros:

1. Dr. D. G. Vinod (veio da Índia)

2. Andrija Puharich

3. Uri Geller (sim, o entortador de colheres)

4. John Whitmore

5. Phyllis Schlemmer

6. “Bobby Horne”

7. Lyall Watson

8. Ira Einhorn

9. Gene Roddenberry (criador da série Jornada nas Estrelas)

É interessante notar o último membro. A série Jornada nas Estrelas é cheia de “spin-offs” (seriados derivados). Um deles, sugestivamente, se chama Deep Space Nine. Pior: em um episódio deste spin-off há um personagem cujo nome é “Vinod”!

Em 1973 o “mensageiro” canalizado por Vinod teria se identificado como “Tom”. E em 1977 um livro intitulado Prelude to the Landing on Planet Earth (“Prelúdio para pousar na Terra”), escrito por um tal Stuart Holroyd a pedido de Puharich e Whitmore, “revelaria” que Tom seria o próprio Atum, isto é, o criador-deus da Ennead de Heliópolis!

Apesar do salto de irracionalidade que acaba de nos trazer ao mundo louco dos extraterrestres (a idéia de “pousar na Terra” diz tudo), a história novamente se revela uma fachada de misticismo onde, no fim, tudo se trata de tecnologia e ciência.

Vamos, pois, encarar os ETs:

Em 1976 a sonda Viking obteve uma imagem clássica do solo marciano: o famigerado Rosto de Marte. Não apenas um rosto, mas pirâmides pareciam evidentes por todo o terreno ao seu redor. Muita gente criativa logo imaginou: os responsáveis pelas pirâmides do egito e as marcianas são os mesmos.

Richard C. Hoagland é, até hoje, um dos maiores entusiastas da idéia de “egipcismo” marciano. Conspiração sobre conspiração, há quem diga que, neste ponto, ele teria sido diretamente influenciado pelos Nove, encabeçados por Vinod. O próprio “deus” Atum teria confirmado, através de Vinod, a relação entre as pirâmides do Egito e as supostas pirâmides marcianas.

O que tudo isto tem a ver com os Nove Desconhecidos de Ashoka?

A banda The Gak Omek parece ser a única entidade no planeta, além de mim, que “percebeu” alguma conexão. Em seu disco, Return of the All-Powerful Light Beings, deu às músicas nomes derivados da conspiração. Uma delas era Dance of the Nine Unknown Men (sim, “Dança dos Nove Homens Desconhecidos”, mas a melodia é fantástica) e outra Cidonya, a região de Marte mostrada acima.

Mas vamos ao suposto link:

Primeiro, lembre que o Dr. Vinod veio da Índia. Segundo, lembre que Talbot Mundy falara sobre uma origem muito remota dos Nove, remontando à cidade perdida de Atlântida. Pois bem: uma fonte nada confiável diz que o livro sagrado dos hindus, o Mahabharata, falaria sobre uma guerra entre Atlantes e o Império de Rama há 20 mil anos.

Já o famoso manuscrito de Lhasa, em sânscrito, sugeriria que este tal “Império de Rama” seria também uma civilização avançada, capaz de construir veículos voadores (os tais vimanas do Mahabharata), e que existiu na mesma época dos Atlantes, situada ao longo do que hoje é o Paquistão e – adivinhe – a Índia. O resto teremos que “deduzir” (leia-se: inventar).

Obviamente (!), a guerra tecnológica entre as duas civilizações, há 20 mil anos, se deu em plena Índia. Os destroços foram encontrados em 246 a. C. pelo imperador Ashoka. Havia técnicas impressionantes, e toda uma grandiosa ciência, discerníveis ali. Por exemplo, os segredos da gravitação, contidos no Livro VI, teriam vindo de destroços de vimanas.

ETs, portanto, são a peça que faltava. Estes viajantes do espaço, que já estavam na Terra há 34 mil anos segundo o indiano Vinod, e são tanto os criadores das pirâmides marcianas e egípcias quanto dos vimanas do sagrado livro hindu, estão por trás de todo o mistério dos Nove Desconhecidos.

Eis o “disparate oficial”, isto é, o resumo final da teoria:

34.000 a. C. – Vindos de Marte, após deixar pirâmides e um rosto por lá, extraterrestres liderados por Atum chegam à Terra. Talvez tenham criado a raça humana. Talvez tenha apenas propiciado o surgimento de civilizações avançadas como a Atlântida e o Império de Rama e, além disso, dado origem a mitos como o de Prometeu.

20.000 a. C. – Uma guerra tecnológica entre os Rama e os Atlantes deixa incríveis destroços na Índia.

246 a. C. – O imperador Ashoka encontra os destroços. Talvez seguindo instruções, ou talvez deliberadamente, funda os Nove Desconhecidos, com o objetivo de tornar secreto aquele perigoso conhecimento – tudo seria guardado em nove livros, constantemente atualizados.

370 d. C. em diante – Os Nove se manifestam esporadicamente. Criam a estranha Coluna de Ferro de Délhi, entregam ao Papa uma cabeça falante que diz “sim” ou “não”, ajudam Yersin a curar a cólera, ajudam Quảng Ðức a pegar fogo sem dor, entre outras coisas.

1977 – Um indiano maluco chamado Vinod, enviado ao ocidente pelos Nove Desconhecidos de Ashoka, alega receber mensagens de Atum, o alienígena responsável por toda esta história. Seria o “mensageiro dos nove princípios”. Um grupo de homens poderosos se reúne, para cumprir as instruções dos Nove.

2003 – O seriado Lost apresenta conexões interessantes com a lenda dos Nove Desconhecidos, como veremos a seguir.

Conexões com a ilha de Lost

Fãs de Lost: antes de ler o que vem a seguir, é recomendável ler pelo menos a INTRODUÇÃO desta matéria, para melhor compreender os Nove Desconhecidos. O texto a seguir é baseado, também, no universo expandido de Lost, com informações do Lost Experience, por exemplo.

Leigos em Lost: o texto a seguir entrega fatos das 3 primeiras temporadas do seriado. É imperativamente recomendado (na verdade, é ordenado!) que você não ouse estragar as surpresas da série. Se não viu as 3 primeiras temporadas de Lost, pule este capítulo.

Tanto os Nove Desconhecidos quanto Lost possuem uma fachada de misticismo para algo que, talvez, seja pura tecnologia e ciência avançada. Não é surpresa, portanto, que exista uma teoria para o mistério da ilha com base na lenda dos Nove rolando entre os fãs. E, bem… Agora há duas.

O link mais direto entre os Nove e a ilha misteriosa é o “Dharma”, isto é, “o único caminho verdadeiro” ou “caminho das verdades mais altas”. Por um lado, o objetivo do imperador Ashoka, o fundador dos Nove Desconhecidos, era a difusão dos princípios do Dharma. Por outro, a série Lost nos apresenta o ex-magnata das munições, Alvar Hanso, que fundou a Iniciativa Dharma.

Ashoka e Alvar Hanso têm algumas coisas em comum. Ambos usaram a tecnologia em nome da guerra. Depois, abandonaram a violência para, em seguida, fundar organizações secretas, destinadas a obter conhecimento científico e a usá-lo para o bem da humanidade. E ambos estão envolvidos com “o único caminho verdadeiro”, isto é, o Dharma.

Em Lost o termo “Dharma” também é uma sigla, e aliás muito instigante: o seu significado é Department of Heuristics And Research on Material Applications, isto é, Departamento de Heurística e Pesquisa em Aplicações Materiais. Dois termos se destacam: “heurística” é o ato de descobrir coisas novas; e “materiais” obviamente nos remete ao materialismo, e à idéia de que não há nenhum conhecimento místico nos planos.

No seriado, a Iniciativa Dharma foi criada com um propósito específico: alterar a chamada Equação de Valenzetti, cujos valores são os famosos “4 8 15 16 23 42”, que representam, cada um, um aspecto do planeta e da vida. Esta equação prediz o tempo que falta para o fim do mundo. Se os valores puderem ser alterados, o mundo será salvo. Coincidência ou não, veja as contas que o especial da Superinteressante sobre Lost publicou:

• Soma: 4+8+15+16+23+42 = 108 (1+0+8 = 9)

• Multiplicação: 4x8x15x16x23x42 = 7418880 (7+4+1+8+8+8+0 = 36; 3+6 = 9)

• Divisão: 4+8+15+16+23+42 divido por 6 = 18 (1+8 = 9)

Sugestivo?

Voltemos à Iniciativa Dharma. Ela financia seis entidades de pesquisa, certamente dedicadas ao objetivo maior de alterar os seis números da equação. E é interessante compará-las com os nove livros da lenda. A hipótese é que, precisando salvar o mundo, a Dharma estaria utilizando as valiosas informações dos Nove Desconhecidos para basear suas pesquisas. Vejamos:

• Iniciativa de Investigação Eletromagnética: está relacionada à anomalia eletromagnética da ilha, situada na estação O Cisne. E a anomalia é causada por um estranho efeito casimir que, em física, é o modo de abrir brechas no espaço-tempo. Os livros sobre gravitação (VI) e luz (VIII), dos Nove, podem ter ajudado na investigação.

• Iniciativa de Previsão Matemática: busca prever tendências e eventos sociais futuros, através de modelos matemáticos. A idéia de que a dinâmica social possa ser captada através de alguma equação exata é estranha, mas está no Livro IX, sobre as “leis que governam a evolução das sociedades”.

• Instituto de Avanço Genômico: parece que este seria o equivalente moderno do Livro II, que guarda os segredos da fisiologia. O objetivo de ambos seria conhecer completamente o corpo humano.

• Prog. de Desenvolvimento e Prevenção do Bem-estar Global: parece tratar da pesquisa de doenças, especificamente. Pode indicar que, em Lost, as quarentenas fossem pesquisas e os humanos, cobaias. A relação óbvia é com Livro III, sobre microbiologia.

• Apelo à Saúde Mental: o nome diz tudo, e nos leva ao Livro I, sobre a manipulação das massas “através da compreensão da mente”. Em Lost, talvez esteja relacionado ao manicômio de Hurley e Libby. A tática da Dharma seria fingir ajudar pacientes especiais, com fins de pesquisa.

• Projeto de Extensão de Vida: muito sugestivo. É possível que os Nove Desconhecidos não sejam trocados por substitutos ao longo do tempo, mas tenham obtido meios de prolongar a vida (outra vez, Livro II). E em Lost alguns personagens não estão envelhecendo.

As conexões menos absurdas são essas acima.

Bem, hora de pirar de vez: não é apenas a Iniciativa Dharma que possui vínculo com os Nove. Há uma conexão mais profunda da ilha com as civilizações perdidas que, no passado, possuíram tecnologia alienígena. E, como já vimos, os aliens seriam os responsáveis pelas pirâmides em Marte e no Egito, e pelos Nove Desconhecidos de Ashoka. Defender esta tese estapafúrdia será um tour de force da loucura. Divirtam-se!

Já começamos muito mal: até onde vimos, Lost não tem nada a ver com ETs. Em dois raros momentos do seriado, personagens brincam com explicações envolvendo alienígenas. Só que isto parece muito mais uma dica de que nunca veremos seres de outro mundo na trama.

Mas não tão rápido…

Existe um mistério que vai muito além de tudo o que vimos. Refiro-me a duas coisas que não parecem relacionadas à Dharma: a estátua do pé com quatro dedos e a fumaça negra da floresta. Já que estamos atrás de vestígios de alta tecnologia alienígena no passado da ilha, ambos caem como uma luva.

A fumaça negra é, quase certamente, nanotecnologia avançadíssima.

E o pé… ora, o pé tem quatro dedos! Não é humano.

Ambos podem estar ligados à uma civilização antiga: ela teria recebido a fumaça negra como dádiva dos “deuses” e, em devoção, construído a estátua, que representaria um alienígena. Ou este povo poderia ser formado pelos próprios ETs. Seja como for, parece que ele existiu mesmo: a pintura do hatch, segundo alguns, ilustra a tsunami que varreu o povo da ilha, destruiu a estátua e, além disso, trouxe o navio Black Rock para o meio da selva.

O povo não teria sido completamente extinto. As pessoas escutam uns sussurros estranhos na selva, porém sem entender uma palavra. Talvez estejam ouvindo alguma “conversa” de ETs no subsolo que, é claro, não seria em inglês.

Agora que providenciamos os ETs, falta ligá-los ao Egito. E, por ridículo que seja, podemos fazer isso: o contador da escotilha, que retorna ao 108 (por sinal, um múltiplo de 9) sempre que o código é digitado no computador, é nosso link. Assim que o código deixa de ser digitado, o contador passa a mostrar hieróglifos, sem mais nem menos. Sim, foi a Dharma que pôs aquilo lá. Mas eles pesquisaram a ilha antes de instalar-se. Vai saber o que descobriram.

Tenho outro “argumento”, campeão de bizarrice, para “sustentar” que a série Lost cedo ou tarde se abrirá para o mundo extraterrestre. É que durante toda a segunda temporada, vemos um quadro da ilha, pendurado na escotilha. Mas ele é sempre mostrado num certo ângulo, onde a lâmpada do teto, em forma de disco voador, paira sobre seu céu. Isto parece uma mensagem subliminar proposital. Talvez não seja o estilo de Lost, mas talvez seja! Veja, por exemplo, esta cena da primeira temporada:

Até aqui, pensávamos que os personagens Boone e Shanon eram irmãos inofensivos, mas logo vimos o affair que rolou entre os dois – e sobretudo o fato de que Boone tinha tesão pela irmã, o que não era recíproco. Dito isso, a imagem acima parece hilariamente adequada como dica. E o mesmo pode se aplicar ao meu “disco voador” no céu da ilha, no quadro:

Ok. Pode rir à vontade. Mas veja:

Por que a ilha apresenta uma anomalia eletromagnética capaz de dobrar o espaço-tempo, enviando um personagem ao passado e, talvez, causando outros distúrbios temporais? A resposta também pode estar com os ETs.

O Universo é muito grande. Não dá pra ir longe só de viajar pelo espaço. Mas, como sabem os físicos, é possível chegar em qualquer lugar sem precisar cruzar a distância até lá. E o truque é o já citado efeito casimir. Ele cria um túnel na quarta dimensão, capaz de atingir qualquer ponto do universo. Se ETs nos visitam, é assim que eles fazem.

Detalhe: o efeito casimir é obtido através da força eletromagnética. E quanto mais força, maior o túnel. Nós, míseros humanos, só conseguimos criar túneis do tamanho de átomos. Os ETs, é claro, são mais avançados. E se eles criaram um túnel apontando para a Terra, ele desembocava justamente na ilha.

Ergo: anomalia eletromagnética explicada!

*****

A teoria “Nove/Lost“, então, fica assim: os aliens que puseram pirâmides em Marte e no Egito, e forneceram tecnologia para povos antigos, chegaram à Terra através de um túnel dimensional, que saía na ilha – e deixaram todos os vestígios que há nela (fumaça negra, anomalia eletromagnética, o pé de quatro dedos, etc). Milênios depois, Ashoka encontra tecnologia de povos antigos e funda os Nove Desconhecidos. Estes, atualmente, estão ligados à Iniciativa Dharma. E agora retornam à ilha, o lugar mais propício à alteração de algum dos valores ambientais da Equação de Vallenzeti.

Pronto!

Agora é esperar a série terminar (e ver a magnitude do disparate).

Pra finalizar, deixo a frase atribuída a Alvar Hanso, que sintetiza a idéia básica que vejo por trás de Lost e da lenda dos Nove Desconhecidos:

“Desde o despertar de nossa espécie, o homem foi abençoado com a curiosidade. Nosso mais precioso presente, sem exceção, é o desejo de saber mais – olhar para o que é aceito como verdade e imaginar o que é possível.” – Discurso no Conselho de Segurança da ONU, 1967

Conclusões

Um fórum perdido, nos confins da internet, fala de antigos textos Yoga, relacionados aos Nove Desconhecidos, detalhando “práticas de disciplina do self (a mente, o Eu)” – incluindo um modo de “desativar” a própria sombra. Tudo seria feito através de técnicas corporais, físicas. Isto é muito adequado aqui: a mente, ou melhor, a consciência é um mistério para o materialismo.

Pela perplexidade que ela causa, os antigos lhe chamaram “alma” e afirmaram ser algo “não-físico”, uma substância etérea que “permeia” o cérebro. Como, afinal, nosso cérebro físico possui “experiência subjetiva”, isto é, consciência? Esta pode ser a última fronteira da Ciência moderna. Tal como é descrito, o Deus hindu bem poderia ser a própria consciência:

Armas não conseguem cortá-lo,

fogo não pode queimá-lo,

água não consegue molhá-lo,

ventos não podem secá-lo…

ele é eterno e tudo permeia,

sutil, imóvel e sempre o mesmo.

– Bhagavad Gita, II:23-24

A sugestão de que os Nove compreendem a mente e, por isso, são capazes de coisas estranhas como desativar a sombra, é muito instigante. Do que a Ciência será capaz quando compreender a consciência? Terá a mente ligação com a luz? Ou com o espaço e o tempo? Explicará ela os universos paralelos e o livre-arbítrio? E, é claro, estariam os Nove mantendo em segredo este conhecimento espetacular?

Tanta especulação desvairada sobre os Nove e, até aqui, ainda parecia faltar um sentido maior em tudo. O segredo da consciência é um coroamento perfeito para a Lenda dos Nove Desconhecidos: a fronteira final da visão materialista por ela representada, e a esperança de que, ao compreendermos nós mesmos e a nossa mente, as chaves do Universo se abram de uma vez por todas, revelando todas as suas maravilhas.

É impossível concluir este tour de force paranóico sem antes citar as palavras insubstituíveis com que, em O Despertar dos Mágicos, Louis Pauwels conclui o seu magnífico capítulo sobre sociedades secretas:

“Afastados das agitações religiosas, sociais e políticas, resoluta e perfeitamente dissimulados, os Nove Desconhecidos encarnam a imagem da ciência calma, da ciência com consciência. Senhora dos destinos da humanidade, mas abstendo-se de utilizar o seu próprio poder, essa sociedade secreta é a mais bela homenagem possível à liberdade em plena elevação. Vigilantes no âmago da sua glória escondida, esses nove homens vêem fazer-se, desfazer-se e tornar a fazer-se as civilizações, menos indiferentes que tolerantes, prontos a auxiliar, mas sempre sob essa imposição de silêncio que é a base da grandeza humana.

Mito ou realidade? Mito soberbo em todo o caso, vindo das profundezas dos séculos – e ressaca do futuro.”

*****

Dos navios aos astrolábios, da imprensa à anestesia: a tecnologia e a Ciência não cessam de melhorar nossas vidas há pelo dois mil anos. Ainda assim a chama do pensamento racional continua sendo hostilizada por inúmeras vertentes, de correntes filosóficas insanas a apologistas da fé cega. E tudo isto no momento mesmo em que os políticos parasitam um povo incapaz de reflexão e cientistas dão a dádiva da visão a pessoas sem olhos.

O pensamento racional é a nossa maior capacidade e esperança.

A Lenda dos Nove Desconhecidos é, enquanto mito, uma celebração ao mesmo tempo estranha e bem-vinda dos poderes da razão e da Ciência. Como qualquer teoria da conspiração, é um disparate do começo ao fim – mas não precisamos misturar as coisas, isto é, não precisamos acreditar na lenda. Basta apreciar o fato de que, sendo mito, é um mito sem misticismo.

Sem evocar fantasmas ou deuses, e mesmo negando explicitamente que possam existir tais coisas, a lenda se abre para possibilidades materialistas que, ao contrário do que dizem, nada têm de enfadonhas ou sem graça: alienígenas, viagens no tempo, compreensão matemática da dinâmica social, invisibilidade, controle da gravidade, etc.

É claro que a Ciência ainda não avançou tanto. Mas tampouco estamos falando de coisas absurdas: vida inteligente no Universo, além da nossa, é uma possibilidade concreta; átomos já viajam no tempo; a psicologia evolutiva vem explicando padrões sociais com sucesso inédito na última década; a tecnologia de invisibilidade foi capa da Scientific American recentemente; anéis girando diminuem o peso de objetos em seu centro (ok, talvez isto seja mentira).

Não estou dizendo que, por tudo isso, a lenda dos Nove pode ser real.

É outro o objetivo desta matéria:

Apresentar às pessoas um mito que, do mesmo modo que as brilhantes ficções científicas dos séculos XIX e XX, tem o poder de inspirar, de fascinar a mente das pessoas com possibilidades maravilhosas e, com isso, despertar-lhes o desejo de conhecer a Ciência e o poder da razão, seja para proveito próprio, seja para, quem sabe, ajudar a humanidade a concretizar sonhos.

      

Posted in Tecnologia Antiga | 7 Comments »

Tecnologia dos antigos no trabalho com pedras

Publicado por: luxcuritiba em maio 14, 2012

Vídeo interessante, apresenta algumas peças de pedra bruta utilizadas na construção de monumentos em Cuzco no Peru.
Os objetos  possuem sinais da utilização de uma sofisticada técnica de lapidação e perfuração de rochas, algo que atualmente só podem ser empregadas com avançados equipamentos.

No entanto os antigos construtores incas, bem como os egípcios, maias e outros povos que foram engolidos pelo mar, possuíam grande domínio no trabalho com as pedras brutas, algo que nos remete à textos exotéricos, onde podemos encontrar menção à figura de Hermes Trismégisto (Três Vezes Grande), figura imortalizada pelos cultos exotéricos, sobretudo no antigo Egito e ainda hoje venerada nos templos maçônicos. Segundo o que se conhece, independentemente de tratar-se da mesma figura em todas as civilizações que mencionam, teria ele ensinado aos homens:

“Nas inscrições egípcias e nas lendas consta que o conhecimento de Thoth era imenso e que chegou a ter a capacidade de calcular e medir os céus, e até mesmo teria sido Ele Quem o planejou. Como já mencionamos antes, creditou-se-lhe o papel de criador inventor da astronomia, da astrologia, da botânica, da geometria e agrimensura e de um avançadíssimo sistema de trabalhar a pedra o que permitiu a construção dos grandes monumentos egípcios entre os quais a Grande Pirâmide de Gisé.”
Leia mais: http://users.hotlink.com.br/egito/thot.html

O texto acima refere-se a Thoth, que segundo estudiosos era a encarnação de Hermes Trismegisto.
Nós o conhecemos como a enigmática figura de um “mago”, representada no filme Senhor dos Anéis pelo personagem “Gandalf”, essa figura aparece reiteradamente na lenda de diversos povos e com frequência é tida como aquele que traz o conhecimento, o discernimento a solução.

Crânios alongados

Segundo os historiadores o formato era conseguido através de práticas culturais, como amarrar cordas na cabeça para direcionar o crescimento do crânio. Porém, o que se observa não é apenas o formato do crânio, mas também o seu volume que é maior do o volume de um crânio normal. Como se explica isso? Se fossem apenas um ou dois crânios ainda se poderia afirmar que se tratase de uma deformação, um acidente genético, mas são vários e vários crânios asim. Inclusive no Egito encontram-se faraós com crânios alongados.

Precisão

Observe a precisão de ajustamento e união dos blocos de pedra. Não é utilizado cimento ou qualquer outra forma de argamassa, são apenas pedras brutas empilhadas umas sobre as outras. Em alguns pontos a precisão da união dos blocos  é tão grande que quase não se consegue determinar o local onde as pedras se encontram.

Furos feitos em blocos de pedras são perfeitamente regulares e retilíneos. Os historiadores dizem que isso foi feito com pedaços de pedra e corda, ou se muito com cunhas de cobre, mas na prática tal operação seria impossível, pois até mesmo hoje, com toda nossa tecnologia, é difícil fazer um furo tão perfeito em um bloco de pedra tão dura.

A mesma precisão de confecção e encaixe de pedras é encontrada nas pirâmides e templos egípcios, nos monumentos da ilha de Páscoa, e em outros lugares enigmáticos como Puma Punku, na Bolícia.

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Tecnologia Antiga | Leave a Comment »

A usina de força de Gize. Parte 2

Publicado por: luxcuritiba em março 28, 2012

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Eis como a usina de força de Gize provavelmente funcionava. A gigantesca estrutura da pirâmide coletava e concentrava as vibrações tectônicas vindas da terra abaixo dela. A Grande Galeria aprimorava a captação dessas vibrações e, por meio de seus ressoadores, convertia-as em som propagado pelo ar. O som passava por um filtro acústico, que só deixava passar uma certa frequência para a câmara do rei. Na câmara do rei, o som filtrado fazia vibrarem as paredes maciças de granito, o teto e a pilha de vigas de granito acima dele, convertendo energia mecânica em energia elétrica.

Uma vez que a câmara do rei estava repleta de hidrogênio gasoso produzido na câmara da rainha, o hidrogênio absorvia eletricidade, o que deixava seus átomos em estado excitado. Os sinais de micro-ondas eram captados pela superfície externa da pirâmide e direcionados para o duto norte, que chegava à câmara do rei. Lá, a caixa de granito refratava a radiação eletromagnética e, com a oscilação dos cristais adicionando energia ao feixe de micro-ondas, servia para ampliar o sinal em seu interior, quando ele atravessava sua primeira parede. No interior da caixa de granito, o feixe ampliado interagia, então, e estimulava a emissão de energia dos átomos energizados de hidrogênio. Ao atravessar o outro lado da caixa, a energia de micro-ondas era concentrada num dispositivo de antena, e deixava a pirâmide através do duto sul, quando já podia ser utilizada.

Figura 6.4. Análise mecânica da Grande Pirâmide.

Infelizmente, qualquer equipamento externo que pudesse utilizar a eletricidade produzida pela usina de força foi removido há muito tempo. Depois da quarta dinastia, por razões desconhecidas, a necrópole de Gize foi abandonada, para só ser redescoberta quase mil anos mais tarde pelo faraó Tutmósis IV, da décima oitava dinastia. Todavia, é espantoso pensar que todos os objetos e artefatos de precisão discutidos no capítulo 4, feitos da rocha mais dura que dispunham, fossem feitos à mão. E o que dizer das pirâmides? Elas também foram construídas de materiais trabalhados com excepcional precisão. Parece razoável especular que máquinas e equipamentos especializados tiveram de ser projetados e construídos para produzir objetos e materiais de construção tão precisos, e, também, para posicionar blocos de pedra extraordinariamente pesados. A pesquisa e as teorias de Dunn sobre a função da Grande Pirâmide são objetivas e resta ver se a Grande Pirâmide pode ser recriada (numa escala muito menor) para demonstrar que ela era, de fato, uma usina de força.

O que aconteceu à usina de força?

Uma das questões que sempre são apresentadas a Chris Dunn é: o que aconteceu à usina de força e a todo seu equipamento interno? Em resposta, ele diz acreditar que tenha acontecido uma tremenda explosão no interior da pirâmide, resultado, provavelmente, de um excesso de energia causado por um terremoto. Em Pyramids and Temples o/Gizeh, Petrie observa que a câmara do rei foi submetida a uma força poderosa que empurrou suas paredes quase três centímetros. Para Dunn, as rachaduras nas vigas do teto não parecem ser explicadas muito bem como acomodação, e a explicação dos historiadores de que o dano foi causado por um terremoto é insatisfatória. Não há dano similar na parte inferior da Grande Pirâmide. Petrie examinou a passagem descendente e encontrou uma precisão surpreendente tanto nas partes construídas quanto nas escavadas. Não há indícios, então, de que a estrutura tenha sofrido um abalo tamanho que pudesse deslocar uma câmara localizada a 53 metros acima da rocha-mãe. Além disso, por que um terremoto faria com que a câmara se expandisse, em vez de desabar? Esse argumento, junto com a ausência de evidências na parte inferior da Grande Pirâmide que a corroborem, refuta a teoria do terremoto.

Dunn acredita que a caixa de granito escuro na câmara do rei seja a pista
Principal:

Talvez a caixa fosse originalmente vermelha e extraída da mesma pedreira e na mesma época do restante do granito. Dependendo de outros elementos presentes por ocasião do mau funcionamento da usina de força, é concebível que certas mudanças possam ter sidc registradas em qualquer objeto que porventura tenha sobrevivido ao acidente. Os lados e a base da caixa, comparativamente mais finos do que os imensos blocos de granito que formam o teto e as paredes, poderiam, naturalmente, ser mais suscetíveis aos níveis excessivos de energia. Sendo assim, pode ser que a caixa, incapaz de conduzir o calor a que foi submetida, simplesmente tenha sido cozida, disso resultando uma mudança em sua cor.28

Em 1999, Dunn retornou ao Egito e descobriu que a Grande Pirâmide havia sido totalmente limpa. A Grande Galeria, que Dunn antes pensava ser construída em calcário, era feita de granito liso, altamente polido, o que consistia uma escolha lógica para os construtores, já que esse material é mais resistente ao calor. Entretanto, a evidência mais interessante foi a de que havia marcas de chamuscado nas paredes da Grande Galeria. Havia danos severos causados por aquecimento sob cada camada chanfrada, por uma distância de cerca de 30 centímetros. É como se os danos se concentrassem no centro das marcas de chamuscado. Se uma linha ré ta fosse medida do centro de cada marca de chamuscado e projetada para baixo na direção da rampa da galeria, estaria alinhada com os encaixes na rampa!29

Para Dunn, o padrão é inconfundível e bem destacado. As marcas de chamuscado no teto se aproximam do esquema e localização que ele descreveu hipoteticamente em seu livro. Além disso, há pares de marcas de chamuscado onde a estrutura de sustentação do ressoador teria sido colocada.

Espírito científico

A usina de força de Gize é uma teoria radical, mas só do ponto de vista da tradição. Imbuído do verdadeiro espírito de investigação científica, Christopher Dunn explica cada aspecto do complexo interno de passagens e câmaras da Grande Pirâmide. Ele também insiste que uma construção tão precisa não poderia ser realizada sem ferramentas apropriadas, não só para cortar e modelar, mas também para medir precisamente. Em seu modelo, ele até previu que ela teria suportado uma séria explosão. As marcas de chamuscado na Grande Galeria atestam a exatidão de sua teoria.

Com genuíno espírito científico, Dunn lança um desafio a todos os egip-tólogos para que examinem crítica e ceticamente a teoria do túmulo e apresentem evidências que sustentem essa conclusão. No passado, eles não foram capazes disso, e jamais serão capazes de fazé-lo. Há muitas evidências de que a pirâmide de Quéops foi, de fato, uma estação construída para transformar energia mecânica e vibracional em energia elétrica. Isso coloca um ponto de exclamação depois da pergunta que tem instigado amadores e profissionais por mais de uma centena de anos: quern eram os primeiros egípcios?

Fonte: O Egito antes do Faraós, Edward F. Malkowski, Editora Cultrix, São Paulo-SP, 2010, pp.155-158.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Posted in Tecnologia Antiga, Textos sobre pirâmides | 5 Comments »

Evidências de vida em Marte?

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 20, 2012

banner

Imagens apresentadas no 20º Encontro Diálogo com o Universo, realizado em Curitiba de 18 a 21 de Fevereiro de 2012, mostrando supostas evidências de vida em Marte.

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Tecnologia Antiga, Textos relacionados | 2 Comments »

Usinagem do núcleo de granito por ultra-som

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Diz Dunn:

O detalhe mais significativo dos furos e núcleos estudados por Petrie é que a ranhura vai mais fundo no quartzo do que no feldspato. Cristais de quartzo são empregados na produção de ultra-sons e respondem à vibração nas ga­mas ultra-sônicas, podendo ser induzidos a vibrar em alta frequência. Na usinagem de granito com ultra-sons, o material mais duro (quartzo) não oferece necessariamente mais resistência, tal como ocorre ao se empregar métodos de usinagem convencionais. Uma ferramenta de vibração ultra-sônica encontraria muitos parceiros simpáticos ao cortar granito, mesmo estando dentro do próprio! Em vez de resistir à ação de corte, o quartzo é induzido a responder e a vibrar em simpatia com as ondas de alta frequên­cia, amplificando a ação abrasiva da ferramenta.

O fato de haver uma ranhura pode ser explicado de diversas formas: um fluxo de energia desigual pode ter feito com que a ferramenta oscilasse mais de um lado do que do outro; a ferramenta pode ter sido mal montada; um acúmulo de abrasivo de um lado da ferramenta pode ter criado a ranhura quando a ponta penetrou o granito.

Os lados afilados do furo e do núcleo são perfeitamente normais quando levamos em conta os requisitos básicos para todos os tipos de ferramenta de corte: que haja uma folga entre as superfícies não-funcionais da máquina e a peça sendo trabalhada. Em vez de termos um tubo retilíneo, teríamos, portanto, um tubo com a espessura de parede cada vez mais fina ao longo de sua extensão. O diâmetro externo vai ficando cada vez menor, criando folga entre a ferramenta e o furo; e o diâmetro interno vai ficando maior, criando folga entre a ferramenta e o núcleo central. Isso permite que um fluxo livre de abrasivo atinja a área de corte.

Uma broca tubular nessas condições também explica o afilamento das late­rais do furo e do núcleo. Usando uma broca tubular feita de material mais mole do que o abrasivo, a superfície cortante iria ficar cada vez menor. Por­ tanto, as dimensões do furo corresponderiam às dimensões da ferramenta na extremidade cortante. Com o desgaste da ferramenta, o furo e o núcleo refletiriam isso na forma do afilamento.”5

Dunn afirma que com a usinagem ultra-sônica, a ferramenta pode pe­netrar reto na peça sendo trabalhada. Ela também pode ser aparafusada na peça. A ranhura espiral pode ser explicada caso levemos em conta um dos métodos que se costuma usar para avançar componentes de máquinas de maneira uniforme. A velocidade de rotação da broca não está implicada nesse método de corte, sendo apenas um meio de fazer com que o instrumento penetre a peça. Usando o método da porca e do parafuso, a broca tubular pode avançar com eficiência para dentro da peça, girando no sentido horá­rio. O parafuso iria rosquear-se gradativamente pela porca, forçando a bro­ca oscilante para dentro do granito. Seria o movimento da broca induzido pelo ultra-som que faria o corte, e não a rotação. Esta só seria necessária para manter a ação de corte na superfície de trabalho. Por definição, o pro­cesso não é uma perfuração convencional, mas um processo de moagem no qual são usados abrasivos para impactar o material de tal forma que se con­segue remover uma porção controlada de material.

Diz Dunn

Outro método pelo qual as ranhuras poderiam ter surgido é o emprego de uma ferramenta rotatória de trepanação, montada de maneira excêntrica em relação ao seu eixo de rotação. Clyde Treadwell, da empresa Sonic Mill Inc., em Albuquerque, Novo México, explicou-me que quando uma broca excêntrica gira dentro do granito, ela vai sendo lentamente forçada a se ali­nhar com o eixo de rotação do eixo da máquina. As ranhuras, segundo ele, poderiam ter sido criadas quando a broca foi retirada rapidamente do furo. Se a teoria de Treadwell estiver correta, ainda irá exigir nível tecnológico bem mais desenvolvido e sofisticado do que se costuma atribuir aos antigos cons­trutores de pirâmides. Esse método pode ser uma alternativa válida para a teoria da usinagem ultra-sônica, embora o ultra-som resolva todas as per­guntas não respondidas das outras teorias. Podem ter sido propostos méto­dos que abrangem determinado aspecto das marcas de máquina, mas não chega ao método descrito aqui. Quando procuramos um único método que dê respostas para todos os dados é que nos afastamos da usinagem primitiva, ou até da convencional, e somos forçados considerar métodos um tanto anômalos para esse período da história.16

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp. 277-279.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Posted in Tecnologia Antiga, Textos sobre pirâmides | 1 Comment »

Dentro da Câmara do Rei

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Dunn diz que as marcas de ferramentas no interior do sarcófago de granito da Câmara do Rei indicam que quando o granito foi escavado, fo­ram feitos cortes preliminares, mais grosseiros, fazendo-se furos no ma­terial ao redor da área a ser removida. Segundo Petrie, esses furos de broca foram feitos com uma broca tubular, deixando um núcleo central que deve ser retirado após a execução do furo. Depois que todos os furos foram fei­tos e que todos os núcleos foram removidos, Petrie deduz que o sarcófago foi trabalhado manualmente até se chegar à dimensão desejada. Mais uma vez, os operários que trabalharam nesse bloco específico de granito dei­xaram que as ferramentas os ludibriassem, e os erros resultantes ainda podem ser encontrados no interior do sarcófago da Câmara do Rei:

No interior, a leste, vê-se o resto de um furo feito com broca tubular, pois a broca foi inclinada para o lado, e não utilizada verticalmente. Eles se esfor­çaram para polir aquela parte, e tiraram dela 2,5 milímetros; mas ainda deixaram a lateral do furo com 2,5 milímetros de profundidade, 75 milímetros de comprimento e 33 milímetros de largura; o fundo localiza-se a uns 21,5 centímetros abaixo do topo original do sarcófago. Eles cometeram um erro similar no interior ao norte, mas de consequências menos graves. Há vestí­gios de linhas horizontais de desbaste no interior oeste.

Diz Dunn:

Os erros observados por Petrie não são incomuns em oficinas modernas, e devo confessar que eu mesmo os cometi algumas vezes. Diversos fatores podem estar envolvidos na criação dessa condição, embora eu não consiga visualizar nenhum deles como fruto de operação manual. Mais uma vez, enquanto aplicavam a broca ao granito, os operários cometeram um erro antes de conseguir detectá-lo.

Vamos, por um momento, imaginar que a broca estava sendo aplicada ma­nualmente. Até que profundidade eles conseguiriam perfurar o granito antes da broca ter de ser removida para que pudessem limpar o furo? Seriam capa­zes de perfurar 21,5 centímetros de granito antes de remover a broca? Para mim, é inconcebível atingir tal profundidade com uma broca manual sem a retirada frequente dessa ferramenta para limpar o furo, ou sem se conseguir remover os detritos durante a operação da broca. Portanto, é possível que a retirada frequente da broca revelasse o erro, e que eles percebessem a direção seguida pela broca antes de avançar 5 milímetros sobre a lateral do sarcófago, e antes do furo ter uns 21 centímetros. Dá para perceber que a mesma situa­ção ocorreu com a broca e com a serra? Temos duas operações em alta veloci­dade, com erros cometidos antes que os operários tivessem tempo de evitá-los. Embora se negue que os antigos egípcios conheciam a roda, as evidências provam não só que eles a possuíam como também tinham uso mais sofisti­cado para ela. A evidência do trabalho com torno é nitidamente visível em alguns artefatos catalogados no Museu do Cairo, bem como nas peças estu­dadas por Petrie. Duas peças de diorito da coleção de Petrie foram identifi­cadas por ele como fruto de trabalho em um torno.”

Dunn observa que Petrie não disse como inspecionou os trabalhos, se usando instrumentos de metrologia, microscópio ou a olho nu. Ele tam­bém menciona que nem todos os egiptólogos aceitam as conclusões de Petrie. Em Ancient Egyptian materials and indiustries, o autor, Lucas, levanta objecoes à conclusão de Petrie sobre as ranhuras que teriam sido fruto de pontas fixas com pedras engastadas. Diz ele:

Em minha opinião, admitir o conhecimento do corte de pedras preciosas para se confeccionar dentes, engastando-os em metal para que suportem a pressão do uso intenso – tudo isso em um período antigo da história -, seria mais difícil do que aceitar sua presença pela suposição de seu uso. Mas será que havia mesmo dentes nesses trabalhos, como propõe Petrie? As evidên­cias a favor de sua presença são as seguintes:

(a)  um núcleo cilíndrico de granito sulcado por uma ponta de gravação, com ranhuras contínuas e formando espirais, vendo-se, em uma parte, uma única ranhura com cinco rotações ao redor do núcleo;

(b)  parte de um furo de broca em diorito com dezessete ranhuras equidis­tantes devidas à rotação sucessiva da mesma ponta de corte;

(c)  outra peça em diorito com uma série de ranhuras, feitas a uma profun­didade de 0,25 milímetro em um único corte.

(d)  outras peças em diorito mostrando os sulcos regulares e equidistantes de uma serra;

(e)  dois pedaços de vasilha em diorito com hieróglifos entalhados nela por uma ponta de corte livre, sem aparas ou deslizes.

Mas se um pó abrasivo tiver sido usado com serras e brocas de cobre mole, é bem provável que pedaços de abrasivo tenham penetrado o metal, no qual podem ter ficado por algum tempo; e que tal dente acidental e temporário tenha produzido o mesmo efeito que dentes intencionais e permanentes.13

Lucas especula que a retirada da broca tubular para remover detritos e inserir mais abrasivo no furo tenha criado os sulcos. Essa teoria tem seus problemas. Dunn afirma ser duvidoso que uma simples ferramenta acionada manualmente permaneça em rotação enquanto os operários a retiram do furo. Do mesmo modo, tornar a colocar a ferramenta em um furo limpo com mais abrasivo não exige que a ferramenta gire até chegar à superfície de trabalho. Há ainda a questão do afilamento, tanto do furo como do núcleo. Ambos permitiriam espaço suficiente entre a ferramenta e o granito, criando assim o contato necessário para criar as ranhuras que, de outro modo, seriam impossíveis nessas condições.

Diz Dunn.

O método que proponho explica como os furos e núcleos encontrados em Gize teriam sido feitos. Ele pode criar todos os detalhes que intrigaram Petrie e a mim. Infelizmente para Petrie, o método era desconhecido na época em que ele fez seus estudos, e por isso não deve surpreender que ele não tenha conseguido respostas satisfatórias.

A aplicação de usinagem por ultra-som é o único método que satisfaz plena­mente a lógica, do ponto de vista técnico, e explica todos os fenómenos ob­servados. Usinagem ultra-sônica é o movimento oscilatório de uma ferramenta que desbasta o material, como uma britadeira quebrando o con­creto da calçada, só que mais depressa e de forma não muito visível. A ferra­menta ultra-sônica, vibrando em frequência de 19 a 25 mil ciclos por segundo (Hertz), tem aplicação singular na usinagem precisa de furos de formato diferente em materiais duros e quebradiços, como aço endurecido, carburetos, cerâmicas e semicondutores. Uma pasta abrasiva é usada para acelerar a ação de corte.14

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp. 274-277.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Posted in Tecnologia Antiga, Textos sobre pirâmides | Etiquetado: | 2 Comments »

A usina de força de Gize. Parte 1

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

A ideia de que as pirâmides eram aparelhos para o aproveitamento da energia do Cinturão de Van Allen (com o corpo da pirâmide servindo de anteparo, como o isolante que envolve fios elétricos) é a sugestão mais incrível de todas. Essa teoria está sendo defendida pelo engenheiro inglês Christopher Dunn. Em 1998, Dunn escreveu The Giza power plant: technologies of ancient Egypt,8 no qual apresenta suas teorias e oferece provas de que o antigo Egito abrigou maquinários e conhecimentos de engenharia avançados.

Dunn afirma que a Terra pode ser uma gigantesca usina de força, e que pirâmides, obeliscos e megálitos podem fazer parte desse grande “sis­tema de energia”. Ele diz que a Grande Pirâmide foi uma imensa usina de força e que ressonadores harmónicos foram alojados em ranhuras sobre a Câmara do Rei. Ele também sugeriu a ocorrência de uma explosão de hi­drogénio dentro da Câmara do Rei, que teria encerrado as operações da usina de força.

Em agosto de 1984, a revista Analog publicou um artigo de Dunn intitulado “Maquinário avançado no antigo Egito?”. Foi um estudo do li­vro Pyramids and temples of Gizeh, escrito por sir William Flinders Petrie. Dunn está convencido de que os egípcios usaram máquinas avançadas, em certos casos:

Desde a publicação do artigo, visitei o Egito duas vezes, e após cada visita voltei respeitando mais e mais os antigos construtores de pirâmides. Em minha visita de 1986, fui ao Museu do Cairo e dei uma cópia de meu artigo, juntamente com meu cartão de visitas, ao diretor do museu. Ele me agrade­ceu gentilmente, jogou o artigo em uma gaveta juntando-o a outros mate riais variados e saiu da sala. Outro egiptólogo levou-me à “sala de ferramentas” para instruir-me sobre os métodos dos antigos pedreiros e mostrar-me algumas caixas com primitivas ferramentas de cobre. Pergun­tei ao meu anfitrião o que ele sabia sobre o corte de granito, pois era esse o foco de meu artigo. Ele explicou que os antigos egípcios faziam uma ranhura no granito, inseriam nela cunhas de madeira e depois ensopavam a madeira com água. A madeira inchava e criava pressão sobre a fenda, partindo a pe­dra. Partir uma pedra é bem diferente de usiná-la, e ele não soube explicar como implementos de cobre podiam cortar granito, mas estava tão empol­gado com sua própria explicação que não o interrompi. Para provar seu ar­gumento, ele foi comigo até uma agência de turismo próxima do museu e me incentivou a comprar uma passagem aérea até Assuã, onde, segundo disse, a evidência era clara. Eu devia ver as marcas da extração lá, insistiu, bem como o obelisco inacabado.

Obediente, comprei as passagens e cheguei em Assuã no dia seguinte. Após aprender alguns costumes egípcios, fiquei com a impressão de que essa não era a primeira vez que meu amigo egiptólogo se dirigia à agência de turismo para sugerir viagens a Assuã. Observando as marcas da extração, os métodos descritos, que seriam o único meio pelo qual os construtores de pirâmides extrairiam blocos das rochas de Assuã, não me satisfizeram. Encontra-se lá um grande furo circular, feito na lateral do leito rochoso, que tem uns 37 cen­ tímetros de diâmetro e um metro de profundidade, localizado no canal que percorre a extensão do obelisco – cujo peso estimado é de 3 mil toneladas. O furo foi feito em ângulo, com a parte superior invadindo o espaço do canal. Os antigos podem ter usado brocas para remover material do perímetro do obelisco, extraído esse material entre os furos e depois removido as pontas.9

Exemplos de usinagem apresentados por Dunn

Exemplos de usinagem apresentados por Dunn

Dunn diz que a arqueologia é basicamente o estudo dos fabricantes de ferramentas através da história, e os arqueólogos identificam o grau de desenvolvimento de uma sociedade a partir de suas ferramentas e arte­fatos. O martelo deve ter sido a primeira ferramenta inventada, e com martelos foram feitos elegantes e belos artefatos. Desde o momento em que o homem descobriu que podia efetuar profundas mudanças em seu ambiente aplicando força com razoável grau de precisão, o desenvolvi­mento de ferramentas tem sido um contínuo e fascinante aspecto da atividade humana. Dunn diz que a Grande Pirâmide lidera uma longa relação de artefatos que foram mal compreendidos e mal interpretados pêlos ar­queólogos, que desenvolveram teorias e métodos baseados em uma coleção de ferramentas com as quais eles se esforçam em replicar os aspectos mais simples das obras antigas. Diz Dunn:

Em sua maioria, as ferramentas primitivas descobertas são consideradas contemporâneas dos artefatos. Contudo, nesse período da história egípcia, foram produzidos artefatos em quantidade, mas sem ferramentas que ex­plicassem sua criação. Os antigos egípcios criavam artefatos que não po­dem ser explicados em termos simples. Essas ferramentas não representam plenamente o “estado da arte” que os artefatos evidenciam. Há alguns objetos intrigantes que sobreviveram a essa civilização, e apesar de seus monu­mentos mais visíveis e impressionantes, temos apenas uma pálida compreensão da abrangência de sua tecnologia. As ferramentas que os egiptólogos exibem como instrumentos de criação de muitos desses incrí­veis artefatos são fisicamente incapazes de reproduzi-los. Após nos extasiarmos diante dessas maravilhas da engenharia, vemos a pobre coleção de instrumentos de cobre na caixa de ferramentas do Museu do Cairo e ficamos intrigados e frustrados.

Dunn afirma que o egiptólogo inglês, sir William Flinders Petrie, também reconheceu que essas ferramentas eram insuficientes. Ele ex­plorou a fundo essa anomalia em Pyramids and temples of Gizeh, e fi­cou espantado com os métodos usados pêlos egípcios para cortar rochas ígneas. Ele atribuiu aos egípcios métodos que “[…] só agora estamos co­meçando a compreender”.

Diz Dunn:

Não sou egiptólogo, sou um tecnólogo. Não tenho muito interesse em quem morreu, quando, se levou alguém consigo e para onde foram. Não quero des­respeitar o imenso trabalho ou milhões de horas de estudo dedicadas a esse tema por estudiosos inteligentes (profissionais e amadores), mas meu interesse, e portanto meu foco, está dirigido para outro lugar. Quando analiso um artefato para investigar como ele foi produzido, não me preocupo com sua história ou cronologia. Tendo dedicado boa parte de minha carreira a lidar com máquinas que efetivamente criam artefatos modernos, como com­ponentes de turbinas a jato, sou capaz de analisar e determinar a maneira pela qual foi fabricado um artefato. Também tenho experiência em métodos de manufatura não-convencionais, como processamento a laser e máqui­nas de descarga elétrica. Dito isso, devo dizer que, ao contrário do que se costuma especular, não vi evidências do uso do laser no corte das pedras egípcias. Contudo, há evidências de que foram usados outros métodos de acabamento não-convencionais, além de técnicas mais sofisticadas e con­vencionais como serrar, tornear e usinar. Sem dúvida, alguns dos artefatos que Petrie estava estudando foram produzidos com o uso de tornos. Há ain­da evidências nítidas de sinais de torneamento em algumas tampas de “sar­cófagos”. O Museu do Cairo contém evidências suficientes para provar que os antigos egípcios usavam métodos de fabricação altamente sofisticados, caso sejam analisados adequadamente.

Há vários artefatos que, de maneira quase inegável, indicam o uso de má­quinas pêlos construtores das pirâmides. Esses artefatos, analisados por William Flinders Petrie, são fragmentos de rocha ígnea extremamente dura. Esses pedaços de granito e de diorito exibem sinais idênticos aos deixados quando se cortam rochas ígneas duras com máquinas modernas. É chocan­te perceber que o estudo feito por Petrie sobre esses fragmentos não tenha atraído a atenção, pois há evidências inequívocas de métodos mecânicos de usinagem. Provavelmente, deve surpreender muita gente saber que há um século são aceitas evidências provando que os antigos egípcios usavam fer­ramentas como serrotes, serras circulares e até tornos. O torno é o pai de todas as máquinas-ferramenta, e Petrie apresenta evidências de que os an­tigos egípcios não apenas usavam tornos, mas também realizavam proezas que, pêlos padrões atuais, seriam consideradas impossíveis sem ferramen­tas altamente especializadas, como o corte de raios esféricos côncavos e convexos sem causar rachaduras no material.

Exemplos de usinagem apresentados por Petrie.

Enquanto escavam as ruínas de antigas civilizações, será que os arqueólogos identificam imediatamente o trabalho de máquinas a partir das marcas dei­xadas no material ou da configuração da peça que estão contemplando? Feliz­mente, um arqueólogo teve percepção e conhecimento para identificar essas marcas, e, embora na época em que as descobertas de Petrie foram publicdas a indústria de máquinas estivesse na sua infância, a expansão dessa in­dústria desde então recomenda uma nova análise de suas descobertas.

E prossegue:

Tendo trabalhado com o cobre em diversas ocasiões, e tendo endurecido o metal da maneira sugerida anteriormente, essa frase me pareceu simples­mente ridícula. É claro que você pode endurecer o cobre malhando-o repeti­das vezes ou mesmo entortando-o. Contudo, depois que se atingiu determinada rigidez, o cobre começa a rachar e a quebrar. É por isso que, ao se trabalhar longamente com o cobre, é preciso temperá-lo novamente, ou amolecê-lo, caso se queira manter a peça íntegra. Mesmo endurecido, o co­bre não é capaz de cortar granito. A mais dura liga de cobre que existe é feita de cobre e berílio. Não há evidências a sugerir que os antigos egípcios possuíam essa liga, mas, mesmo que possuíssem, a liga ainda não seria dura o suficiente para cortar granito. O cobre tem sido descrito como o único metal disponível na época da construção da Grande Pirâmide. Por isso, de-duz-se que todo trabalho com ferramentas deve ter sido baseado nesse ele­mento básico. Entretanto, podemos estar completamente enganados até em acreditar que o cobre era o único metal conhecido dos antigos egípcios, pois outro fato pouco conhecido sobre os construtores das pirâmides é que eles também produziam ferro.

Sem voltar no tempo e entrevistando os operários que trabalharam nas pi­râmides, talvez nunca venhamos a ter certeza sobre os materiais usados em suas ferramentas. Qualquer discussão sobre o tema seria vã, pois en­quanto não se tem uma prova à mão não se pode tirar qualquer conclusão satisfatória. No entanto, a maneira pela qual os pedreiros usavam suas fer­ramentas pode ser discutida, e, se compararmos os métodos empregados atualmente para cortar granito com o produto acabado (como cofres de gra­nito, por exemplo), teremos alguma base para traçar um paralelo. Os atuais métodos para cortar o granito incluem o uso de serra de fio e de um abrasivo, geralmente carbonato de silício, que tem uma dureza compa­rável à do diamante e que, portanto, é duro o suficiente para cortar o cristal de quartzo contido no granito. O fio é um aro contínuo, mantido em rotação por duas rodas, uma das quais é motora. Entre as rodas – cuja distância pode variar, dependendo do tamanho da máquina – corta-se o granito em­purrando-o contra o fio ou segurando-o firmemente e permitindo que o fipasse por ele. O fio não corta o granito, mas é o veículo pelo qual os grãos de
carbonato de silício realizam o corte em si.

Analisando a forma dos cortes feitos nos itens de basalto 3b e 5b, é possível imaginar que foi utilizada uma serra de fio, que deixou sua marca na pedra. O raio pleno na base do corte tem exatamente a forma que seria deixada por uma dessas serras.

O senhor John Barta, da John Barta Company, informou-me que as serras de fio usadas hoje em pedreiras cortam o granito com grande rapidez, e que as serras de fio com carbonato de silício cortam o granito como se fosse man­teiga. Por curiosidade, perguntei ao senhor Barta o que ele achava da teoria do cinzel de cobre e com seu excelente senso de humor, ele fez alguns co­mentários jocosos ao considerar o aspecto prático dessa ideia.

“Se os antigos egípcios usavam serra de fio para cortar pedras duras, elas eram acionadas à mão ou motorizadas? Com minha experiência em ofici­nas, e levando em consideração o número de vezes em que tive de usar uma serra (tanto manual como a motor), parece haver fortes evidências de que em alguns casos, pelo menos, o segundo método foi o usado […]”.10

As observações de sir William Petrie sustentam o que disse Dunn. Estas são as suas anotações sobre o sarcófago na Câmara do Rei da Grande Pirâmide:

Do lado norte (do sarcófago) há um lugar, próximo da face oeste, em que a serra penetrou fundo demais no granito, o que foi corrigido pêlos pedrei­ros; mas essa correção também foi excessivamente profunda, e 5 centímetros depois eles fizeram nova correção, pois tinham cortado 2,5 milímetros
a mais do que pretendiam […]

A seguir, seu comentário sobre o sarcófago da segunda pirâmide:

O sarcófago foi bem polido, não só por dentro como por fora, embora tenha sido praticamente incrustado no piso, com os blocos grudados nele. Aparte do fundo foi deixada rugosa, e vê-se que foi primeiro cortada e depois traba­lhada até se atingir a altura certa; contudo, ao serrar, a ferramenta foi fun­do demais antes de recuar; o fundo não ficou totalmente trabalhado e o erro mais grosseiro totalizou 5 milímetros a mais do que a parte trabalhada. Foi a única falha de execução em todo o sarcófago, que foi polido em todas as faces, por dentro e por fora, sem deixar visíveis as linhas de passagem da serra, como no sarcófago da Grande Pirâmide.

Petrie estimou que teria sido necessária a pressão de 1 a 2 toneladas sobre serras de bronze com arestas diamantadas para cortar o granito extremamente duro. Se concordarmos com essas estimativas, bem como com os métodos propostos pêlos egiptólogos com relação à construção das pirâmides, então é possível perceber uma séria desigualdade entre ambos.

Diz Dunn:

Até agora, os egiptólogos não deram crédito a nenhuma especulação que sugere que os construtores das pirâmides possam ter usado máquinas, e não força humana, nesse imenso projeto de construção. Na verdade, eles não atribuíram aos construtores de pirâmides sequer a inteligência necessá­ria para a criação e uso da roda. É notável que uma cultura com capacidade técnica suficiente para criar um torno e, a partir daí, desenvolver uma téc­nica que permitisse usinar raios em diorito duro, não tivesse inventado a roda antes disso tudo.

Petrie presume, de maneira lógica, que os sarcófagos de granito encontra­dos nas pirâmides de Gize foram marcados antes de serem cortados. Os ope­rários receberam parâmetros de trabalho. A precisão exibida nas dimensões dos sarcófagos confirma isso, além do fato de que teriam sido necessários parâmetros para alertar os pedreiros de seu erro.

Embora ninguém possa dizer ao certo como foram cortados os sarcófagos de granito, as marcas de serra sobre a pedra têm certas características que sugerem não terem sido resultado de trabalho manual. Não fosse o fato de haver evidências em contrário, eu até poderia concordar que a fabricação dos sarcófagos de granito da Grande Pirâmide e da segunda pirâmide pode­ria ter empregado somente mão-de-obra – e levado um tempo enorme.

É extremamente improvável que uma equipe de pedreiros, manejando uma serra manual de 3,2 metros, cortasse o granito a uma velocidade tal que ul­trapassasse a linha de referência antes de notar o erro. Retomar a serra e repetir o mesmo erro, tal como fizeram na Câmara do Rei, não ajuda a con­firmar que o objeto foi fruto de trabalho manual.

Quando li o que Petrie escreveu com relação a esses desvios, veio à minha mente uma série de recordações de minhas próprias experiências com serras, tanto motorizadas como manuais. A julgar por essas experiências, além daquilo que observei por aí, parece-me inconcebível que a força humana te­nha sido o elemento de movimentação das serras que cortaram os sarcófa­gos de granito. Não se obtém grande velocidade ao se cortar aço com serra manual sobre um objeto com superfície de trabalho extensa, sobretudo um com as dimensões dos sarcófagos, e a direção seguida pela serra pode ser corrigida bem antes de se cometer um erro sério; naturalmente, quanto menor a peça, mais rápido a lâmina a corta.

Por outro lado, se a serra é mecanizada e corta a peça com rapidez, desvia do curso pretendido e cruza a linha de referência com velocidade tal que o erro é cometido antes que se possa corrigir o problema. Isso não é incomum. Isso não significa que uma serra manual não possa desviar, mas que a velo­cidade da operação determina a eficiência da correção de um erro causado pelo desvio.

[…] Além de indícios externos, outros indicadores do emprego de máquinas de alta velocidade podem ser encontrados no interior do sarcófago de granito da Câmara do Rei. Os métodos evidentemente usados pêlos construtores de pirâmides para escavar o interior dos sarcófagos de granito são similares aos métodos usados hoje para usinar o interior de componentes.”

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp. 267-274.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Posted in Tecnologia Antiga, Textos sobre pirâmides | Etiquetado: , , , , | 3 Comments »

Caixas de granito em túneis de pedra

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Em fevereiro de 1995, Dunn reuniu-se com Graham Hancock e Robert Bauval no Cairo para participar de um documentário. Enquanto estava lá, ele mediu alguns artefatos produzidos pêlos antigos construtores de pi­râmides, que provam, sem sombra de dúvida, que métodos e instrumen­tos altamente avançados e sofisticados foram empregados por essa antiga civilização. O grupo estava examinando artefatos encontrados nos túneis de pedra no Templo do Serapeum, em Sakara, local da pirâmide em degraus e da tumba de Djoser. Diz Dunn:

Estávamos na sufocante atmosfera dos túneis, onde a poeira levantada pela passagem de turistas flutua no ar parado. Esses túneis contêm 21 imensas caixas de granito. Cada caixa pesa umas 65 toneladas, e, com a imensa tampa aplicada sobre ela, o conjunto pesa cerca de 100 toneladas. Logo na entrada dos túneis há uma tampa que não foi acabada e, atrás dessa tampa, mal se contendo nos limites de um dos túneis, há uma caixa de granito que tampouco foi acabada.

As caixas de granito têm aproximadamente 4,2 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 3,6 metros de altura. Estão instaladas em “criptas” que foram cortadas em intervalos escalonados do leito de calcário nos túneis. Os pisos das criptas ficam a mais ou menos 1,3 metro abaixo do piso dos túneis, e as caixas estão postas em um recesso, no centro. Bauval estava estudando os aspectos técnicos da instalação de caixas tão grandes em um espaço confinado, no qual a última cripta se situava perto do final do túnel. Sem espaço para que centenas de escravos puxassem as caixas com cordas para posicioná-las, como é que elas foram postas em seus lugares?

Diagrama de caixa de granito usinada (clique para ampliar)

Enquanto Hancock e Bauval filmavam, desci em uma cripta e coloquei meu esquadro contra a superfície externa da caixa. Estava perfeitamente plana. Acendi a lanterna e vi que não havia desvio na superfície plana. Subi e olhei para o interior de outra daquelas caixas imensas e, mais uma vez, fiquei espantado com a regularidade da superfície. Procurei erros e não encontrei nenhum. Naquele momento, desejei ter o equipamento adequado para pers­crutar a superfície toda e avaliar a obra em sua totalidade. Contudo, fiquei satisfeito por estar com minha lanterna e meu esquadro e poder me espan­tar diante desse artefato incrivelmente preciso e grande. Conferindo a tampa e a superfície sobre a qual ela se assentava, vi que ambas eram perfeitamente planas. Lembrei então que isso dava aos fabricantes dessa peça o crédito de uma vedação perfeita. Duas superfícies perfeitamente planas, impecavel­mente sobrepostas, com o peso de uma delas expulsando o ar existente en­tre as duas superfícies. As dificuldades técnicas para se fazer o acabamento no interior de tal peça faziam com que o sarcófago na pirâmide de Quéfren parecesse simples. O pesquisador canadense Robert McKenty estava me acompanhando nesse local, percebeu a importância da descoberta e come­çou a filmar com sua câmera. Nesse instante, soube como Howard Cárter deve ter se sentido quando descobriu a tumba de Tutankamon.

A atmosfera repleta de poeira dos túneis tornava a respiração desconfor­tável. Imaginei como me sentiria se estivesse polindo uma peça de grani­to, qualquer que fosse o método utilizado, e como o local ficaria insalubre. Com certeza, teria sido melhor fazer o acabamento da peça ao ar livre. Fiquei tão atónito com a descoberta que só me ocorreu mais tarde que os construtores dessas relíquias, por algum motivo insondável, queriam que elas fossem ultraprecisas. Eles se deram ao trabalho de levar para o túnel o produto inacabado, dando-lhe acabamento no local por um bom motivo! E isso seria lógico, caso se desejasse um elevado grau de precisão na peça em que se está trabalhando. Se você der acabamento preciso em um local com atmosfera e temperatura diferentes – como a céu aberto e sob um sol escaldante – e depois levar a peça para seu local de instalação – frio e semelhante a uma caverna -, vai perder a precisão. O granito altera a forma sob condições de expansão e contração térmica. A solução, tanto naquela época como hoje em dia, seria preparar a superfície de precisão no local de sua instalação final.

Essa descoberta, e a percepção de sua importância crítica para os artífices que a construíram, foi muito além de meus sonhos mais loucos de desco­bertas que se poderiam fazer no Egito. Para um homem com o meu perfil, isso era melhor do que a tumba do rei Tutankamon. Em relação à precisão, as intenções dos egípcios eram perfeitamente claras. Mas com que finalida­de? Outros estudos feitos sobre esses artefatos deveriam incluir um pro­fundo mapeamento e inspeção com as seguintes ferramentas: interferômetro a laser com capacidade de avaliar superfícies planas; paquímetro por ultra-som para conferir a espessura das paredes e determi­nar se é realmente uniforme; plano óptico com fonte de luz monocromática. Será que as superfícies receberam um acabamento de precisão óptica?”17

Dunn entrou em contato com quatro fabricantes de granito de preci­são nos Estados Unidos e não encontrou um só que pudesse realizar tra­balhos desse tipo. Ele recebeu uma carta de Eric Leither, da Tru-Stone Corp., falando da viabilidade técnica de se criar diversos artefatos egípcios, in­clusive as gigantescas caixas de granito encontradas em túneis escava­dos na rocha no templo do Serapeum, em Sakara. A carta dizia o seguinte:

“Caro Christopher,

Primeiro, gostaria de lhe agradecer por me proporcionar todas essas fasci­nantes informações. A maioria das pessoas nunca tem a chance de partici­par de algo assim. Você mencionou que a caixa foi feita a partir de um bloco sólido de granito. Um pedaço de granito desse porte deveria pesar uns 90.000 quilos se fosse granito Sierra White, que pesa uns 8o quilos por pé cúbico. Se encontrássemos um pedaço desse tamanho, o custo seria enor­me. Só a pedra custaria por volta de US$ 115.000. O preço não inclui o corte no tamanho bruto desejado, nem despesas de frete. O próximo problema óbvio seria o transporte. Teríamos de conseguir licenças especiais com o Departamento de Trânsito, o que iria custar milhares de dólares. Segundo a informação que encontrei em seu fax, os egípcios deslocaram esse pedaço de granito por quase 800 quilómetros. É um feito incrível para uma socie­dade que existiu há milhares de anos”.

Diz Dunn:

Eric disse, ainda, que sua empresa não teria equipamento ou capacidade para produzir as caixas dessa maneira, que faria as caixas em cinco peda­ços, as enviaria ao cliente e as montaria no local.

Outro artefato que inspecionei foi um pedaço de granito com o qual eu topei, literalmente, enquanto caminhava pelo platô de Gize naquela tarde. Concluí, após uma análise preliminar dessa peça, que os antigos construtores de pirâ­mides tiveram de usar uma máquina com três eixos de movimento (x-Y-z) para guiar a ferramenta no espaço tridimensional e criar a peça. Quando falamos em superfícies incrivelmente precisas e planas, como se trata de simples geo­metria, é possível explicá-las por métodos simples. Mas essa peça nos leva para além da simples questão “que ferramentas foram usadas para cortá-la?”, conduzindo-nos a outra muito mais abrangente: “o que orientou a ferramen­ta de corte?” Para respondermos a esta pergunta e ficarmos à vontade com a resposta, é útil conhecer um pouco de usinagem de contorno.

Muitos dos artefatos criados pela civilização moderna não poderiam ser feitos simplesmente à mão. Estamos rodeados de artefatos que são fruto do emprego da mente humana, que cria ferramentas para superar as limi­tações físicas. Desenvolvemos máquinas operatrizes para criar os moldes que produzem os contornos estéticos dos carros que guiamos, dos rádios que ouvimos e dos aparelhos que utilizamos. Para criar os moldes que pro­duzem esses itens, é preciso que a ferramenta de corte siga com precisão um caminho tridimensional predeterminado. Em algumas aplicações, ela se move em três direções, usando simultaneamente três eixos de movi­mento ou mais. O artefato que eu estava observando teria exigido, no mí­nimo, três eixos de movimento para ser usinado. Quando a indústria de máquinas operatrizes ainda estava no início, eram empregadas técnicas nas quais a forma final era dada manualmente, usando gabaritos-guia. Hoje, com o uso de máquinas de precisão computadorizadas, não há mui­ta necessidade de trabalho manual. Um pouco de polimento para remover eventuais marcas indesejadas de ferramenta seria o único acabamento manual necessário. Para afirmar que um artefato foi produzido dessa maneira, portanto, supõe-se uma superfície precisa com a indicação de marcas que mostram o caminho percorrido pela ferramenta. Foi isso que encontrei no platô de Gize, na parte sul da Grande Pirâmide e a uns 90 metros a leste da segunda pirâmide.

Há tantas rochas de todos os tamanhos e formas espalhadas por essa área que, para olhos não treinados, esse artefato em particular passaria facil­mente despercebido. Para olhos treinados, pode chamar um pouco a aten­ção e despertar uma breve curiosidade. Tive a sorte dele ter chamado a minha atenção e de ter à mão as ferramentas para inspecioná-lo. Havia duas peças próximas uma da outra, sendo uma delas maior. Ambas formavam uma úni­ca peça, que se quebrou. Descobri que seriam necessárias todas as ferra­mentas que eu portava para inspecioná-lo adequadamente. Eu estava muito interessado na precisão e na simetria de seu contorno.

Tinha em mãos um objeto que, em termos tridimensionais, poderia ser com­parado a um pequeno sofá. A almofada é um contorno que se confunde com as laterais dos braços e com as costas. Avaliei o contorno usando um gaba­rito de perfil ao longo de três eixos de sua extensão, começando pelo raio perto das costas e terminando perto do ponto de tangência, que se mesclava suavemente no ponto em que o raio de contorno chega à frente. O gabarito de raio por fio não era o melhor modo de determinar a precisão dessa peça. Ao ajustar os fios em uma posição do bloco e passar para outra posição, o gabarito podia tornar a se acomodar no perfil, suscitando dúvidas sobre a possibilidade do artífice que o posicionara ter compensado alguma impre­cisão do contorno. Entretanto, colocando o esquadro em diversos pontos ao longo e em torno dos eixos de contorno, percebi que a superfície era extre­mamente precisa. Em uma junta perto de uma fissura na peça, podia-se ver a luz do Sol, mas o resto da peça mal deixava entrevê-lo.

Nesse momento, eu já tinha atraído uma boa plateia. É difícil atravessar o platô de Gize no horário de maior movimento sem chamar a atenção dos condutores de camelos, dos jóqueis de burricos e dos vendedores de quin­quilharias. Após ter retirado minhas ferramentas da mochila, arrumei dois ajudantes prestimosos, Mohammed e Mustafá, que não estavam nem um pouco interessados em uma gratificação. Pêlo menos foi o que me disse­ram, mas posso dizer honestamente que perdi minha camisa nessa aventura. Eu tinha removido areia e sujeira de um dos cantos do bloco maior, lavando-o com água. Eu estava usando uma camiseta branca que levava em minha mochila para limpar coisas, a fim de poder obter uma impressão da peça com cera de modelar. Mustafá me convenceu a dar-lhe a camiseta antes de nos despedirmos. Mustafá segurou a ferramenta de fios em diversos pontos do contorno enquanto eu tirava fotos dela. Depois, peguei a cera de modelar e a aqueci com um fósforo, gentilmente fornecido pelo hotel Movenpick, e apertei-a contra o raio do canto. Raspei a parte borrifada e posicionei-a em diversos pontos. Mohammed segurava a cera enquanto eu tirava fotos. Nesse momento, havia um velho condutor de camelos e um policial a cavalo observando a cena.

O que descobri com a cera foi um raio uniforme, tangencial ao contorno, ao verso e à parede lateral. Quando voltei para os Estados Unidos, medi a cera usando um gabarito de raios e descobri que o raio era real, medindo 11,1 milímetros. O raio lateral (braço) de mescla tem uma característica de projeto que é prática corriqueira na engenharia moderna. Cortando-se um relevo no canto, uma parte complementar que deve se encaixar ou se ajustar contra a superfície com o raio de mescla maior pode ter um raio menor. Essa característica possibilita uma operação de usinagem mais eficiente porque permite o uso de uma ferramenta de corte de diâmetro maior, ou seja, de raio maior. Com mais firmeza na ferramenta, maior quantidade de material pode ser removida ao se fazer um corte. Acredito que há muito, muito mais coisas que podem ser inferidas usando-se esses métodos de estudo. Acredito que o Museu do Cairo contém muitos artefatos que, analisados adequadamente, levarão às mesmas conclusões a que eu cheguei estudando essa peça.

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp.279-284.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Posted in Tecnologia Antiga | Etiquetado: , , , , , , , , , , | 3 Comments »

Mais artefatos antigos

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 3, 2012

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Os arquivos históricos estão repletos de relatos estranhos sobre objetos inexplicáveis. Analisei um relatório do The American Antiquarian publicado em 1883, no qual se lê que em 1880 um rancheiro do Colorado saiu em viagem para pegar carvão em um veio encravado em uma encosta. O lote específico recolhido pelo fazendeiro estava situado a uns 45 metros do começo do veio, e a uns 90 metros abaixo da superfície.

Quando ele voltou para casa, percebeu que os pedaços de carvão eram grandes demais para serem queimados em seu forno. Ele quebrou alguns – e de um deles saltou um dedal de ferro!

Pelo menos, era parecido com um dedal – e “dedal de Eva” foi o nome que deram ao objeto naquele lugar, onde se tornou bastante conhecido. Tinha as indentações dos dedais modernos e um “ombro” levemente recurvado na base. O metal esfarelava facilmente, e foi se desgastando com o contínuo manuseio de vizinhos curiosos. Finalmente, desfez-se.

Em 1883, imaginava-se que as tribos de índios norte-americanas nunca tinham usado dedais, nem mesmo objetos metálicos. Além disso, esse veio de carvão estava datado entre os períodos Cretáceo e Terciário, ou seja, há cerca de 70 milhões de anos.

Era um artefato impossível, mas estava bem encaixado em uma cavidade do carvão. Como outros artefatos fora do lugar (que Ivan T. Sanderson chamava de ooparts), parecia autêntico, mas impossível pela atual datação geológica e pela história aceita do planeta.32’33

Em 1967 foi divulgada a descoberta de ossos humanos em um veio de prata de uma mina do Colorado, e junto deles encontrava-se uma ponta de flecha com 10 centímetros. O depósito de prata tinha, é claro, vários milhões de anos, e segundo as ideias consensualmente aceitas, era muito mais antigo do que a humanidade.34

Embora a próxima história não tenha, em si, nada a ver com metais antigos, é fascinante e merece ser aqui repetida. Ela é absolutamente verídica e até hoje intriga os pesquisadores. Em outubro de 1932, dois exploradores estavam à procura de ouro em uma ravina no sopé

Múmia encontrada nas montanhas Pedro em 1932.

das montanhas Pedro, uns 100 quilômetros a oeste de Casper, Wyoming, quando viram uma “cor” na parede de pedra da ravina, e usaram uma carga especialmente forte de dinamite para rasgar uma seção de pedra à cata de riquezas minerais.

A poderosa explosão revelou uma pequena caverna natural dentro do granito sólido, uma caverna com não mais do que 1,20 metro de altura, 1,20 metro de largura e uns 5 metros de profundidade. Quando a fumaça se dissipou, os mineiros abaixaram-se e espiaram pela abertura. O que viram foi chocante, pois lá estava uma pequena múmia de criatura humanóide!

Ela estava sobre um beiral com as pernas cruzadas e os braços dobrados sobre o colo. Sua cor era marrom-escuro, sua pele bastante enrugada e seu rosto tinha alguns aspectos simiescos. Um dos olhos era caído, como se esse estranho camarada estivesse piscando para seus descobridores. A antiga múmia era espantosamente pequena, com apenas 36 centímetros de altura!

Os exploradores recolheram-na cuidadosamente, embrulharam-na em um cobertor e rumaram para Casper, onde a notícia da descoberta atraiu considerável atenção. Os cientistas mostraram-se céticos mas interessados, pois segundo a arqueologia tradicional seria impossível haver um ser humano enterrado em granito sólido. Mas a criatura era real!

Chapa de raioX da múmia encontrada nas montanhas Pedro.

A múmia foi examinada e radiografada pêlos cientistas. Tinha 36 centímetros de altura e pesava apenas 340 gramas. As chapas de raios x revelaram inegavelmente que a pequena criatura era um adulto. Biólogos que a examinaram declararam que sua idade seria 65 anos na ocasião de sua morte. As chapas mostraram dentição completa, um crânio diminuto, espinha dorsal, costelas, pernas e braços plenamente desenvolvidos. A múmia não era uma fraude bem montada, mas uma verdadeira entidade biológica, com características normais, embora mínimas.

Sua compleição tinha um tom cor de bronze. A testa era bem baixa, o nariz achatado com narinas abertas, a boca bem larga e os lábios finos retorcidos em um sorriso irônico.

Segundo Frank Edwards, autor de livros de divulgação científica, o Departamento de Antropologia de Harvard disse não haver dúvidas sobre a autenticidade da múmia. O doutor Henry Shapiro, chefe do Departamento de Antropologia do Museu Americano de História Natural, disse que os raios X revelaram um esqueleto bem pequeno coberto por pele ressequida, obviamente de idade muito elevada em termos históricos e de origem e tipo desconhecidos. A múmia misteriosa, disse o doutor Shapiro, é muito menor do que qualquer tipo humano atualmente conhecido.

Especulou-se que a múmia seria um bebé deformado e doente, embora os antropólogos que examinaram-na julgassem que, o que quer que fosse, teria sido um ser adulto por ocasião de sua morte. Edwards diz que o curador do departamento egípcio do Museu de Boston examinou a criatura e declarou que ela tinha a aparência de múmias egípcias que não foram envolvidas em gaze, o que impediria a exposição ao ar. Outro especialista, o doutor Henry Fairfield, sugeriu que a múmia misteriosa das montanhas Pedro poderia ser uma forma de antropóide que habitava o continente norte-americano em meados da Era Pliocênica.35

A caverna também foi examinada, mas não se encontrou sinal de habitação humana nem artefatos, inscrições, textos – nada além do pequeno beiral sobre o qual essa múmia ficou sentada durante incontáveis eras. Como ela ficou dentro de um bloco de granito sólido? Pelo que sei, o corpo nunca foi submetido à datação por carbono-14.

Embora a múmia tenha ficado exposta por muitos anos em Casper, ela desapareceu, e seu atual paradeiro é desconhecido.

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp.101-103.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Posted in Tecnologia Antiga | Etiquetado: , , , , , , | 2 Comments »