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Caixas de granito em túneis de pedra

Posted by luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

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Em fevereiro de 1995, Dunn reuniu-se com Graham Hancock e Robert Bauval no Cairo para participar de um documentário. Enquanto estava lá, ele mediu alguns artefatos produzidos pêlos antigos construtores de pi­râmides, que provam, sem sombra de dúvida, que métodos e instrumen­tos altamente avançados e sofisticados foram empregados por essa antiga civilização. O grupo estava examinando artefatos encontrados nos túneis de pedra no Templo do Serapeum, em Sakara, local da pirâmide em degraus e da tumba de Djoser. Diz Dunn:

Estávamos na sufocante atmosfera dos túneis, onde a poeira levantada pela passagem de turistas flutua no ar parado. Esses túneis contêm 21 imensas caixas de granito. Cada caixa pesa umas 65 toneladas, e, com a imensa tampa aplicada sobre ela, o conjunto pesa cerca de 100 toneladas. Logo na entrada dos túneis há uma tampa que não foi acabada e, atrás dessa tampa, mal se contendo nos limites de um dos túneis, há uma caixa de granito que tampouco foi acabada.

As caixas de granito têm aproximadamente 4,2 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 3,6 metros de altura. Estão instaladas em “criptas” que foram cortadas em intervalos escalonados do leito de calcário nos túneis. Os pisos das criptas ficam a mais ou menos 1,3 metro abaixo do piso dos túneis, e as caixas estão postas em um recesso, no centro. Bauval estava estudando os aspectos técnicos da instalação de caixas tão grandes em um espaço confinado, no qual a última cripta se situava perto do final do túnel. Sem espaço para que centenas de escravos puxassem as caixas com cordas para posicioná-las, como é que elas foram postas em seus lugares?

Diagrama de caixa de granito usinada (clique para ampliar)

Enquanto Hancock e Bauval filmavam, desci em uma cripta e coloquei meu esquadro contra a superfície externa da caixa. Estava perfeitamente plana. Acendi a lanterna e vi que não havia desvio na superfície plana. Subi e olhei para o interior de outra daquelas caixas imensas e, mais uma vez, fiquei espantado com a regularidade da superfície. Procurei erros e não encontrei nenhum. Naquele momento, desejei ter o equipamento adequado para pers­crutar a superfície toda e avaliar a obra em sua totalidade. Contudo, fiquei satisfeito por estar com minha lanterna e meu esquadro e poder me espan­tar diante desse artefato incrivelmente preciso e grande. Conferindo a tampa e a superfície sobre a qual ela se assentava, vi que ambas eram perfeitamente planas. Lembrei então que isso dava aos fabricantes dessa peça o crédito de uma vedação perfeita. Duas superfícies perfeitamente planas, impecavel­mente sobrepostas, com o peso de uma delas expulsando o ar existente en­tre as duas superfícies. As dificuldades técnicas para se fazer o acabamento no interior de tal peça faziam com que o sarcófago na pirâmide de Quéfren parecesse simples. O pesquisador canadense Robert McKenty estava me acompanhando nesse local, percebeu a importância da descoberta e come­çou a filmar com sua câmera. Nesse instante, soube como Howard Cárter deve ter se sentido quando descobriu a tumba de Tutankamon.

A atmosfera repleta de poeira dos túneis tornava a respiração desconfor­tável. Imaginei como me sentiria se estivesse polindo uma peça de grani­to, qualquer que fosse o método utilizado, e como o local ficaria insalubre. Com certeza, teria sido melhor fazer o acabamento da peça ao ar livre. Fiquei tão atónito com a descoberta que só me ocorreu mais tarde que os construtores dessas relíquias, por algum motivo insondável, queriam que elas fossem ultraprecisas. Eles se deram ao trabalho de levar para o túnel o produto inacabado, dando-lhe acabamento no local por um bom motivo! E isso seria lógico, caso se desejasse um elevado grau de precisão na peça em que se está trabalhando. Se você der acabamento preciso em um local com atmosfera e temperatura diferentes – como a céu aberto e sob um sol escaldante – e depois levar a peça para seu local de instalação – frio e semelhante a uma caverna -, vai perder a precisão. O granito altera a forma sob condições de expansão e contração térmica. A solução, tanto naquela época como hoje em dia, seria preparar a superfície de precisão no local de sua instalação final.

Essa descoberta, e a percepção de sua importância crítica para os artífices que a construíram, foi muito além de meus sonhos mais loucos de desco­bertas que se poderiam fazer no Egito. Para um homem com o meu perfil, isso era melhor do que a tumba do rei Tutankamon. Em relação à precisão, as intenções dos egípcios eram perfeitamente claras. Mas com que finalida­de? Outros estudos feitos sobre esses artefatos deveriam incluir um pro­fundo mapeamento e inspeção com as seguintes ferramentas: interferômetro a laser com capacidade de avaliar superfícies planas; paquímetro por ultra-som para conferir a espessura das paredes e determi­nar se é realmente uniforme; plano óptico com fonte de luz monocromática. Será que as superfícies receberam um acabamento de precisão óptica?”17

Dunn entrou em contato com quatro fabricantes de granito de preci­são nos Estados Unidos e não encontrou um só que pudesse realizar tra­balhos desse tipo. Ele recebeu uma carta de Eric Leither, da Tru-Stone Corp., falando da viabilidade técnica de se criar diversos artefatos egípcios, in­clusive as gigantescas caixas de granito encontradas em túneis escava­dos na rocha no templo do Serapeum, em Sakara. A carta dizia o seguinte:

“Caro Christopher,

Primeiro, gostaria de lhe agradecer por me proporcionar todas essas fasci­nantes informações. A maioria das pessoas nunca tem a chance de partici­par de algo assim. Você mencionou que a caixa foi feita a partir de um bloco sólido de granito. Um pedaço de granito desse porte deveria pesar uns 90.000 quilos se fosse granito Sierra White, que pesa uns 8o quilos por pé cúbico. Se encontrássemos um pedaço desse tamanho, o custo seria enor­me. Só a pedra custaria por volta de US$ 115.000. O preço não inclui o corte no tamanho bruto desejado, nem despesas de frete. O próximo problema óbvio seria o transporte. Teríamos de conseguir licenças especiais com o Departamento de Trânsito, o que iria custar milhares de dólares. Segundo a informação que encontrei em seu fax, os egípcios deslocaram esse pedaço de granito por quase 800 quilómetros. É um feito incrível para uma socie­dade que existiu há milhares de anos”.

Diz Dunn:

Eric disse, ainda, que sua empresa não teria equipamento ou capacidade para produzir as caixas dessa maneira, que faria as caixas em cinco peda­ços, as enviaria ao cliente e as montaria no local.

Outro artefato que inspecionei foi um pedaço de granito com o qual eu topei, literalmente, enquanto caminhava pelo platô de Gize naquela tarde. Concluí, após uma análise preliminar dessa peça, que os antigos construtores de pirâ­mides tiveram de usar uma máquina com três eixos de movimento (x-Y-z) para guiar a ferramenta no espaço tridimensional e criar a peça. Quando falamos em superfícies incrivelmente precisas e planas, como se trata de simples geo­metria, é possível explicá-las por métodos simples. Mas essa peça nos leva para além da simples questão “que ferramentas foram usadas para cortá-la?”, conduzindo-nos a outra muito mais abrangente: “o que orientou a ferramen­ta de corte?” Para respondermos a esta pergunta e ficarmos à vontade com a resposta, é útil conhecer um pouco de usinagem de contorno.

Muitos dos artefatos criados pela civilização moderna não poderiam ser feitos simplesmente à mão. Estamos rodeados de artefatos que são fruto do emprego da mente humana, que cria ferramentas para superar as limi­tações físicas. Desenvolvemos máquinas operatrizes para criar os moldes que produzem os contornos estéticos dos carros que guiamos, dos rádios que ouvimos e dos aparelhos que utilizamos. Para criar os moldes que pro­duzem esses itens, é preciso que a ferramenta de corte siga com precisão um caminho tridimensional predeterminado. Em algumas aplicações, ela se move em três direções, usando simultaneamente três eixos de movi­mento ou mais. O artefato que eu estava observando teria exigido, no mí­nimo, três eixos de movimento para ser usinado. Quando a indústria de máquinas operatrizes ainda estava no início, eram empregadas técnicas nas quais a forma final era dada manualmente, usando gabaritos-guia. Hoje, com o uso de máquinas de precisão computadorizadas, não há mui­ta necessidade de trabalho manual. Um pouco de polimento para remover eventuais marcas indesejadas de ferramenta seria o único acabamento manual necessário. Para afirmar que um artefato foi produzido dessa maneira, portanto, supõe-se uma superfície precisa com a indicação de marcas que mostram o caminho percorrido pela ferramenta. Foi isso que encontrei no platô de Gize, na parte sul da Grande Pirâmide e a uns 90 metros a leste da segunda pirâmide.

Há tantas rochas de todos os tamanhos e formas espalhadas por essa área que, para olhos não treinados, esse artefato em particular passaria facil­mente despercebido. Para olhos treinados, pode chamar um pouco a aten­ção e despertar uma breve curiosidade. Tive a sorte dele ter chamado a minha atenção e de ter à mão as ferramentas para inspecioná-lo. Havia duas peças próximas uma da outra, sendo uma delas maior. Ambas formavam uma úni­ca peça, que se quebrou. Descobri que seriam necessárias todas as ferra­mentas que eu portava para inspecioná-lo adequadamente. Eu estava muito interessado na precisão e na simetria de seu contorno.

Tinha em mãos um objeto que, em termos tridimensionais, poderia ser com­parado a um pequeno sofá. A almofada é um contorno que se confunde com as laterais dos braços e com as costas. Avaliei o contorno usando um gaba­rito de perfil ao longo de três eixos de sua extensão, começando pelo raio perto das costas e terminando perto do ponto de tangência, que se mesclava suavemente no ponto em que o raio de contorno chega à frente. O gabarito de raio por fio não era o melhor modo de determinar a precisão dessa peça. Ao ajustar os fios em uma posição do bloco e passar para outra posição, o gabarito podia tornar a se acomodar no perfil, suscitando dúvidas sobre a possibilidade do artífice que o posicionara ter compensado alguma impre­cisão do contorno. Entretanto, colocando o esquadro em diversos pontos ao longo e em torno dos eixos de contorno, percebi que a superfície era extre­mamente precisa. Em uma junta perto de uma fissura na peça, podia-se ver a luz do Sol, mas o resto da peça mal deixava entrevê-lo.

Nesse momento, eu já tinha atraído uma boa plateia. É difícil atravessar o platô de Gize no horário de maior movimento sem chamar a atenção dos condutores de camelos, dos jóqueis de burricos e dos vendedores de quin­quilharias. Após ter retirado minhas ferramentas da mochila, arrumei dois ajudantes prestimosos, Mohammed e Mustafá, que não estavam nem um pouco interessados em uma gratificação. Pêlo menos foi o que me disse­ram, mas posso dizer honestamente que perdi minha camisa nessa aventura. Eu tinha removido areia e sujeira de um dos cantos do bloco maior, lavando-o com água. Eu estava usando uma camiseta branca que levava em minha mochila para limpar coisas, a fim de poder obter uma impressão da peça com cera de modelar. Mustafá me convenceu a dar-lhe a camiseta antes de nos despedirmos. Mustafá segurou a ferramenta de fios em diversos pontos do contorno enquanto eu tirava fotos dela. Depois, peguei a cera de modelar e a aqueci com um fósforo, gentilmente fornecido pelo hotel Movenpick, e apertei-a contra o raio do canto. Raspei a parte borrifada e posicionei-a em diversos pontos. Mohammed segurava a cera enquanto eu tirava fotos. Nesse momento, havia um velho condutor de camelos e um policial a cavalo observando a cena.

O que descobri com a cera foi um raio uniforme, tangencial ao contorno, ao verso e à parede lateral. Quando voltei para os Estados Unidos, medi a cera usando um gabarito de raios e descobri que o raio era real, medindo 11,1 milímetros. O raio lateral (braço) de mescla tem uma característica de projeto que é prática corriqueira na engenharia moderna. Cortando-se um relevo no canto, uma parte complementar que deve se encaixar ou se ajustar contra a superfície com o raio de mescla maior pode ter um raio menor. Essa característica possibilita uma operação de usinagem mais eficiente porque permite o uso de uma ferramenta de corte de diâmetro maior, ou seja, de raio maior. Com mais firmeza na ferramenta, maior quantidade de material pode ser removida ao se fazer um corte. Acredito que há muito, muito mais coisas que podem ser inferidas usando-se esses métodos de estudo. Acredito que o Museu do Cairo contém muitos artefatos que, analisados adequadamente, levarão às mesmas conclusões a que eu cheguei estudando essa peça.

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp.279-284.

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3 Respostas to “Caixas de granito em túneis de pedra”

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  2. […] ● Com a ajuda de microscópios, os pesquisadores notaram que os as caveiras de cristal possuem marcas regulares em toda parte. Isso prova que as esculturas teriam sido feitas por modernas rodas giratórias e abrasivos sólidos, e não usando ferramentas manuais antigas. – E se os antigos tivessem tecnologia semelhante a nossa, ou até superior a nossa? Christopher Dunn mostrou exaustivamente que máquinas modernas foram usadas para confeccionar peças usadas nas pirâmides do Egito. Isso quer dizer que estas peças são falsas? que foram fabricadas recentemente com tecnologia moderna? Se formos pela mesma lógica, sim. Mas no caso das pirâmides as peças já estavam catalogadas há décadas, guardadas em museus, então os especialistas não podem afirmar que são de fabricação moderna. Mais uma interpretação equivocada portanto. Veja algumas descobertas de Dunn nos links abaixo: – Magníficos artefatos em pedra: evidência de uma cultura preexistente – Usinagem do núcleo de granito por ultra-som – Dentro da Câmara do Rei – A usina de força de Gize – Caixas de granito em túneis de pedra […]

  3. […] ● Com a ajuda de microscópios, os pesquisadores notaram que os as caveiras de cristal possuem marcas regulares em toda parte. Isso prova que as esculturas teriam sido feitas por modernas rodas giratórias e abrasivos sólidos, e não usando ferramentas manuais antigas. – E se os antigos tivessem tecnologia semelhante a nossa, ou até superior a nossa? Christopher Dunn mostrou exaustivamente que máquinas modernas foram usadas para confeccionar peças usadas nas pirâmides do Egito. Isso quer dizer que estas peças são falsas? que foram fabricadas recentemente com tecnologia moderna? Se formos pela mesma lógica, sim. Mas no caso das pirâmides as peças já estavam catalogadas há décadas, guardadas em museus, então os especialistas não podem afirmar que são de fabricação moderna. Mais uma interpretação equivocada portanto. Veja algumas descobertas de Dunn nos links abaixo: – Magníficos artefatos em pedra: evidência de uma cultura preexistente – Usinagem do núcleo de granito por ultra-som – Dentro da Câmara do Rei – A usina de força de Gize – Caixas de granito em túneis de pedra […]

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