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Como foram construídas as pirâmides, por Joseph Davidovits

Posted by luxcuritiba em março 15, 2011

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A Solução

AS GRANDES PIRÂMIDES REFLETEM uma tecnologia do mundo antigo que gerou um produto, ou resultado, sofisticado, mas que nenhuma relação guarda com o que hoje consideramos como tecnologia alta ou avançada. Visitar a Era das Pirâmides implicaria entrar em um mundo em que não existiria nossa visão objetiva, secular, de ciência. Antigamente, no Egito, ciência e religião faziam parte do mesmo e único corpo de conhecimentos, cabendo aos sacerdotes fomentá-los e preservá-los. Atribuía-se a certas divindades artes e ciências particulares. Ptah, por exemplo, era o deus dos artesãos. Khnum, o Divino Oleiro, era um deus adorado pêlos faraós da Idade das Pirâmides. Conforme veremos adiante, era a Khnum que se atribuía a tecnologia em questão. Thoth era o deus da escrita, e nos Livros de Thoth foram vertidos os conhecimentos de Khnum.

Sabemos que os antigos sacerdotes-cientistas de Heliópolis fomentaram as ciências de engenharia, matemática e astronomia e que todas elas tiveram papel a desempenhar na construção das pirâmides. Ignorou-se, no entanto, a ciência mais pertinente a esse trabalho. A misteriosa ciência nada teve a ver com a física clássica da eletricidade, calor, óptica, mecânica, ou qualquer coisa em comum com a física do quanta — atômica, nuclear, ou de estado sólido. A ciência que tornou possível as pirâmides foi a química, ou mais exatamente, sua precursora, a alquimia. De que modo, então, foram os monumentos de pedra construídos com auxílio da química antiga?

A palavra alquimia evoca atividades medievais de misticismo e magia. Velhos cadernos de anotações alquímicas descrevem buscas frustradas da sempre esquiva Pedra Filosofal, que se dizia ter o poder de transformar metal comum em ouro e prover o elixir da eterna juventude. Conforme veremos adiante, a lendária Pedra Filosofal representou os últimos vestígios mal-interpretados da ciência alquímica, que floresceu durante a Era das Pirâmides e era conhecida no Egito há mais de seis mil anos.

Embora a alquimia medieval se fizesse acompanhar de ensinamentos esotéricos, pois derivava de uma era que unia ciência e religião, tecnicamente falando a alquimia abrange progressos na química obtidos ao longo da história. A palavra alquimia constitui a origem da palavra moderna química, tendo esta última surgido há apenas 250 anos. Foram grandes os progressos alquímicos na antiguidade.

Podemos avaliar a engenhosidade dos pesquisadores da antiguidade, bastando lembrar que foram os primeiros a extrair cobre de um minério de malaquita, e que esta não tem a menor aparência metálica. Esta grande descoberta alquímica tirou o homem da Idade da Pedra e colocou-o no Período Calcolítico. Durante algum tempo, pensaram historiadores que o ponto de fusão do cobre, 1.083°C, fora alcançado com grande dificuldade, usando-se um fole de mão. Depois, tornou-se claro que o trabalho fora provavelmente realizado de maneira mais fácil, com emprego da química.

Temperaturas podem ser elevadas com emprego de energia liberada durante reações químicas exotérmicas (produtoras de calor). O cobre e o chumbo são encontrados geralmente associados, e o segundo desempenhou um papel fundamental na extração primitiva do primeiro. O chumbo pode ser oxidado facilmente com auxílio de um fole manual. Uma mistura de minério de cobre (malaquita) e minério de chumbo (galena) aquecida em forno a apenas 700°C atinge, automaticamente, uma temperatura, através de uma reação química produtora de calor, que se aproxima da necessária para a extração do cobre. A adição de um fundente, que no Egito era um sal nativo chamado natrão (carbonato de sódio), baixava o ponto de fusão o suficiente para extração do cobre. A prata pode ser fundida de maneira análoga.

Os alquimistas egípcios criaram um esmalte azul vibrante em tempos pré-históricos, aproximadamente no ano 3800 a.C. Esta descoberta constitui um subproduto da fundição de cobre. Mostraremos no Apêndice 1 que, ao contrário da crença popular, a produção de esmalte não constituiu um acidente. Em vez disso, um experimentador qualquer misturou pó de crisocola com natrão e aplicou uma chama. Obteve um esmalte duro, lustroso, azul, que era em seguida derretido e aplicado em contas e pedras.

Os antigos egípcios são bem conhecidos por usarem minerais como crisocola e lápis-lazúli a fim de produzir esmaltes, que para eles constituíam imitações desses minerais ou pedras. Possuíam, inclusive, uma palavra para esses produtos, ari-kat, significando feitos pelo homem ou sintéticos. Procuravam imitar as gemas, porque atribuíam a elas a mais alta influência espiritual. Os sacerdotes primitivos aprenderam a identificar rochas e minerais e classificaram-nos segundo crenças espirituais. Na mitologia egípcia, a cornalina e outras pedras vermelhas representavam o sangue de Ísis, a deusa da fecundidade. Já o lápis-lazúli tinha relações com o amanhecer, a aurora. A crisocola estava ligada ao que era chamado de “Primeiro Evento” da Criação. Não é de se surpreender que minerais e rochas possuíssem propriedades divinas em um mundo onde se reverenciava toda a natureza.

Todas as pedras conhecidas, tanto as não preciosas como as semipreciosas, possuíam qualidades sagradas, eternas. Deve ter sido bem conhecido, com base na sabedoria popular, que mesmo que todas as coisas vivas perecessem, até as árvores, as imponentes rochas e penhascos permaneciam para sempre. Quase tudo era mostrado simbolicamente, e a pedra era um símbolo do reino eterno. Sabendo disto, podemos compreender por que alguns materiais rochosos eram reservados exclusivamente a monumentos religiosos e à parafernália funerária sagrada. Eram selecionados para remanescer por toda a eternidade, ao passo que as moradas terrenas, até mesmo palácios reais, eram construídos em tijolos de barro perecível, secados ao sol e que só precisavam durar pelo espaço de vida da pessoa.

Quando os alquimistas egípcios desenvolveram a fabricação do vidro durante o Novo Império, era para dar prosseguimento à velha tradição religiosa de produção de pedras sintéticas. Esta velhíssima tradição revela o próprio núcleo de uma notável invenção alquímica relevante para a solução do enigma da construção das pirâmides: os sacerdotes de Khnum há muito eram peritos na arte de fabricação de cimentos extraordinários. Cimento encontrado em várias partes da Grande Pirâmide tem cerca de 4.500 anos de idade, mas ainda está em boas condições. Esta argamassa antiga é muito superior aos cimentos hoje usados em construção civil. O moderno cimento Portland, usado para reparar antigos monumentos egípcios, rachou e degradou-se em apenas cinquenta anos.

Se os egípcios antigos possuíam capacidade de produzir cimento de qualidade excepcionalmente alta, o que os impediria de adicionar ao mesmo carcaças fósseis a fim de produzir concreto calcário de primeiríssima classe? A resposta é que nada os impediu. Demonstrarei adiante que os blocos da pirâmide não são pedra natural, mas, na verdade, concreto de calcário de qualidade excepcionalmente alta — pedras sintéticas — moldadas diretamente no local. Os blocos consistem de cerca de 95% de pedregulho de calcário e de 5 a 10% de cimento. Constituem imitações de calcário natural, fabricados segundo a antiquíssima tradição de produção alquímica de pedras. Nenhum corte de pedra ou exaustivas operações de arrastamento ou içamento foram jamais necessárias à construção das pirâmides.

Para que não haja dúvida sobre o que me dá autoridade para fazer esta alegação espantosa, darei um resumo de minha formação no que interessa a esta pesquisa. Sou pesquisador, um cientista que se especializa em síntese mineral a baixa temperatura. Em 1972, fundei uma companhia particular de pesquisa, a CORDI (Coordination and Development of Innovation) e, em 1979, o Geopolymer Institute, ambos na França. No Geopolymer Institute, criei um novo ramo da química, que denominei de geopolimerização. Atualmente, sou detentor de mais de 25 patentes internacionais relativas a produtos e processos geopoliméricos. Meus produtos são manufaturados nos Estados Unidos e na Europa por grandes indústrias. E servem para muitas e diferentes aplicações.

Os produtos geopoliméricos variam de materiais avançados a cimentos simples, mas, ainda assim, altamente sofisticados. Estes são produzidos com auxílio de reações químicas inorgânicas, nas quais materiais de alumina e sílica são integrados para formar zeólitos sintéticos ou minerais secundários formadores de rochas. Não há maneira de distinguir um zeólito sintético de um natural. E os cimentos geopoliméricos são quimicamente comparáveis aos cimentos naturais que aglutinam pedras, tais como, arenito, pudingues e calcário com carcaças fósseis.

Os geopolímeros são revolucionários para a indústria de concreto. Pode-se usar qualquer tipo de agregado de rocha, e o concreto produzido com aglutinante geopolimérico não se distingue praticamente da pedra natural. Geólogos pouco familiarizados com as possibilidades técnicas criadas pela geopolimerização analisaram detidamente concretos geopoliméricos e confundiram-no com pedra natural. Trata-se de uma tecnologia sem precedentes. Nem calor nem pressão tremendas são necessários para produzir essa pedra sintética. Os concretos geopoliméricos endurecem rapidamente a temperaturas ambientais para formar pedra sintética, de aparência bela, e abundante em propriedades sem precedentes.

Criar um novo ramo na química é uma coisa, mas aplicá-lo à história antiga é outra muito diferente. De que modo, perguntará o leitor, descobri que a pedra da pirâmide é também geopolimérica? Toda e qualquer teoria precisa ser viável; em seguida, deve acompanhar-se de evidências e, finalmente, apoiar-se em prova científica inconteste. Todos os mistérios ligados à construção das pirâmides têm que ser resolvidos.

A tecnologia avançada nenhum papel desempenha na produção de geopolímeros. Esta é a precondição mais fundamental para que a teoria seja exequível. Qualquer indivíduo da Idade da Pedra poderia produzir geopolímeros, se aplicasse habilmente os conhecimentos obtidos com observação inteligente, repetida, e experimentação com substâncias encontradas no meio ambiente. Teria que adquirir apenas conhecimentos teóricos sobre elementos minerais, como distinguir uns dos outros e como manipulá-los quimicamente. Ciente destes fatos, estudei a ecologia egípcia, a fim de descobrir se existiam ou não os materiais necessários à produção de um aglutinante geopolimérico.

Verifiquei que alguns ingredientes apropriados existiam em quantidades de milhões de toneladas. A lama do Nilo contém alumina e é bem apropriada à síntese mineral em baixa temperatura. O sal natrão abunda nos desertos e nos lagos salgados. O natrão reage com a cal e água e produz soda cáustica, o ingrediente principal para produzir alquimicamente a pedra. Abundância de cal teria sido possível pela calcinação de calcário em fornos simples. Nos tempos antigos, as minas do Sinai eram ricas em depósitos de turquesa e crisocola, necessárias à produção de zeólitos sintéticos. Essas minas continham ainda minerais arsenicais, como olivenita e escorodita, necessários ao rápido endurecimento hidráulico de grandes blocos de concreto.

Esses mesmos elementos foram usados pêlos egípcios em outros processos. Utilizavam eles o limo do Nilo, por exemplo, na fabricação de tijolos de barro secos ao sol, empregando também numerosos minerais na produção de esmaltes. O natrão era produto sagrado empregado não apenas como fundente, mas também em mumificação e em ritos de divinização. Os excertos seguintes, extraídos dos Textos da Pirâmide, encontrados nas paredes da câmara funerária da pirâmide de Unas, da V Dinastia, demonstram o valor sagrado do natrão:

Tu te purificas, Hórus é purificado: Uma pastilha de natrão.
Tu te purificas, Seth é purificado: Uma pastilha de natrão.
Tu te purificas, Thoth é purificado: Uma pastilha de natrão.
Tu te purificas, Deus é purificado: Uma pastilha de natrão.
Tu te purificas para que repouses entre eles: Uma pastilha de natrão.
Tua boca é como a do novilho no dia de seu nascimento:
Cinco pastilhas de natrão do norte, no Stpt.

A boca do bezerro recém-nascido era considerada limpa, porque ele jamais comera. Stpt, lugar onde era apanhado o natrão, é hoje chamado de Wadi el-Natron.

Muitos dos mesmos elementos usáveis na fabricação alquímica de rochas desempenharam mais tarde um papel importante na produção de vidro. Estudando a ecologia, produtos e documentos antigos dos egípcios, consegui rastrear as invenções alquímicas básicas, que culminaram no desenvolvimento da pedra da pirâmide. Essas invenções são discutidas cronologicamente com alguns detalhes no Apêndice 1.

Emerge assim uma visão fascinante das pirâmides nunca imaginada em tempos modernos. Essas descobertas alquímicas referem-se a um aspecto exótico da construção das pirâmides. Passaremos, em seguida, a estudar a questão da viabilidade.

As pirâmides. A solução de um enigma. Joseph Davidovits e Margie Morris, Editora Record, 1988, Rio de Janeiro-RJ, pp. 62-67.

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Uma resposta to “Como foram construídas as pirâmides, por Joseph Davidovits”

  1. orlando said

    Interessante.Há que assumirmos que houve neste planeta ciências que hoje se perderam,quiçá por providência divina.É que a raça humana embruteceu-se e seria perigoso que tivesse acesso a um conhecimento tão poderoso

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