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Suposta pirâmide descoberta em São Paulo

Publicado por: luxcuritiba em junho 14, 2011

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Postamos esta notícia aqui, pois apesar de não ter ligação direta com os OVNIs e a possibilidade de vida extraterrestre, ela nos serve para mostrar que muito daquilo que consta nos livros de história pode estar errado, ou na melhor das hipóteses, incompleto.

Mas antes de prosseguir, recomendo às pessoas que ainda não têm conhecimento, que leiam a respeito das pirâmides da Bósnia, pois parece ser um caso muito similar ao que foi encontrado no Brasil dado às suas diferentes proporções.  O site das pirâmides da Bósnia é http://www.bosnianpyramid.com/.

Mas vamos ao que nos interessa.  Recentemente recebemos um e-mail de um de nossos colaboradores e colega de pesquisa, Isaías Balthazar da Silva, o qual nos enviou uma informação muito empolgante.  Esta informação pode até não ter relação alguma com OVNIs e a possibilidade de vida extraterrestre, contudo ela serve para mostrar que a história da humanidade, como nos foi passada, pode estar completamente errada.  E se o que esta descoberta que anteriormente era impensável legítima, por que duvidar de que temos sido visitados por inteligências alheias à cultura humana geral?

Veja o que Isaías escreveu:

…Envio em anexo, outro relatório, este porém foi elaborado por um geólogo brasileiro que se deparou com a descoberta de uma pirâmide na região de São Paulo. O relatório elaborado por ele foi encaminhado ao MPF (Ministério Público Federal), pelo fato de que este sítio arqueológico estaria sendo depredado, mais uma vez esta informação não foi amplamente divulgada e até agora não se sabe de medidas adotadas pelas instituições públicas lêia-se: IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), no sentido de estudo ou proteção a referida descoberta.
Abraços

Isaías Balthazar da Silva.

A propósito, a primeira parte do e-mail de Isaías era justamente sobre as pirâmides da Bósnia, mas como já existe muita informação sobre as mesmas na Internet e a informação das possíveis pirâmides brasileiras são praticamente desconhecidas, decidimos focar nas  mesmas.  Aliás, graças ao Isaías, conseguimos contato direto com o geólogo Paulo Roberto Martins, o qual nos deu permissão para publicar seus documentos.

Se for confirmado a existência destas pirâmides no Brasil, apesar de seus tamanhos não se equipararem às do Egito e das possíveis pirâmides da Bósnia, seremos forçados a reanalisar tudo que sabemos sobre a história antiga do Brasil.

Veja a extensa documentação abaixo:

———–

Reconhecimento de Campo na Feição Anômala do Bairro Palmeiras, Município de Natividade da Serra-SP.

Geól. Paulo Roberto Martini, MSc.

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE

Av. dos Astronautas xxxx SERE II-Sala xx

12227-010 São José dos Campos SP.

Fone xxxxxxxxxxxx Fax xxxxxxxx

<martini@dsr.inpe.br>

1. Antecedentes.

Com base em fotos do local cedidas por arqueólogo amador em 2003 foi aventada a hipótese de existir ali uma edificação antiga segundo uma estrutura anômala de forma piramidal. Foi reunido e analisado então pelo autor um significativo acervo bibliográfico envolvendo Arqueologia, principalmente monumentos arqueológicos e Sensoriamento Remoto.  Discussões com jornalistas e historiadores se seguiram e algumas reportagens em jornais foram editadas. Exemplo de uma delas, editada no Jornal Gazeta do Povo de Curitiba, encontra-se anexa.

Um descritivo parcial elaborado a partir das fotos recebidas e da leitura de mapa geológico e de imagens de satélite foi elaborado pelo autor e enviado em 2009 para o Ministério Público Federal-Procuradoria da República em Taubaté. Cópia desta nota técnica se encontra também anexa a este documento e deve ser lida antes da leitura deste.

Como se desprende da leitura da nota técnica foi prometido uma visita ao campo para verificar localmente o afloramento dos blocos, sua natureza geológica e distribuição espacial.

Este documento apresenta as informações coletadas em campo e parte da documentação fotográfica recebida do arqueólogo amador bem como parte do acervo de fotos tomadas pelo autor na visita realizada no dia 30 de setembro de 2009. Trata também da frustração do autor ao se defrontar com o edifício totalmente desmontado e removido do local.

2. Localização.

O sítio de estudo se localiza nos fundos do Hotel Fazenda Palmeiras, no bairro de mesmo nome do Município de Natividade da Serra. O hotel e o bairro situam-se logo na margem direita do Rio Paraibuna. O acesso é feito pela Rodovia Osvaldo Cruz no ponto GPS S:23:20:23 e W:45:16:31. A porteira do Hotel Fazenda se localiza no GPS S: 23:25:07 e W 45:17:22 e as coordenadas do sítio da feição são: GPS S:23:25:08 e W 45:17:49. O mapa da Figura 1 mostra a localização do bairro segundo uma leitura mais regional.

O acesso local ao sítio se faz pela vicinal que passa em frente à Igreja, seguindo por 500 metros, dali toma-se a direita pelo campo buscando a Cachoeira da Porciana. O sítio de interesse está logo antes da queda final da cachoeira do lado esquerdo. Nele ainda está mantido a estrutura de madeira triangular utilizada para erguer os blocos rochosos que compunham o edifício original. As fotos 2 e 3 mostram a trilha que segue pelo campo em direção ao sítio que se localiza nos fundos das fotos à esquerda. A Cachoeira da Porciana está nos fundos à direita. As duas fotos foram tomadas na direção norte a partir da margem da vicinal que passa em frente à igrejinha do bairro, respectivamente em 2003 e 2009.

3. Materiais Utilizados.

Foram usadas cartas, mapas e imagens descritas abaixo:

-Carta Topográfica da FIBGE-Folha Natividade da Serra (SF-23-YD-III) 1:50.000, 1974.

-Mapa Geológico do Estado de São Paulo do IPT, escala 1:500.000, 1981.

-Imagem digital do satélite LANDSAT-5 gravada em julho de 1998 (figura 4).

-Imagem digital CCD do satélite CBERS-2B gravada em julho de 2007 (figura 5).

-Imagem digital HRC do satélite CBERS-2B gravada em setembro de 2008 (figura 6).

Além destes materiais foi estudado o acervo bibliográfico apresentado ao final desde documento.

4. Observações em Campo.

4.1. Rochas aflorantes.

A área é composta por um morro forrado de blocos de rocha magmática máfica composta predominantemente de piroxenos e plagioclásios que lhe conferem uma dureza acima da média e uma homogeneidade muito grande. A camada de alteração intempérica é mínima (figura 7) e sua dureza facilita o lascamento e a esculturação em grandes blocos monolíticos, alguns da ordem de toneladas como se pode desprender das fotos coletadas pelo arqueólogo amador quando da primeira visita em 2003 (figuras 8 e 9).

Estas rochas evoluíram nos primórdios da consolidação dos terrenos cristalinos paulistas e pertencem a um pacote denominado Arqueano B, petrograficamente classificadas como Charnoquitos e datadas como mais antigas que 2.2 bilhões de anos, segundo critérios geocronológicos (Mapa Geológico-IPT/1981).

4.2. Registros Arqueológicos.

A figura 10 explica claramente a frustração que tomou conta do autor quando se defrontou com o local-objeto da investigação. O edifício havia sido totalmente removido tendo sobrado apenas um monólito além da armação utilizada no seu desmonte. No sítio onde se encontravam mais de uma dezena de grandes monólitos edificados como mostra as fotos das figuras 8 e 9 de 2003 sobrou apenas o terrapleno e o aterro. Todo o edifício havia sido removido como mostra a figura 11.

Não se conhece até agora as causas da remoção dos blocos nem tampouco o local para onde foram transpostos. Não deve ter sido para qualquer lugar dado o volume dos monólitos bem como dos seus pesos descomunais. Para se ter uma idéia o monólito de rocha granulítica remanescente mediu 1,75 metros de altura e sua base 0.75×0,35 metros.

Não apenas os grandes blocos foram recolhidos mas também pequenas amostras e seixos foram retirados do local. Não sobraram testemunhos que pudessem sustentar uma hipótese científica para a origem das edificações do local. A certeza que se tem a partir das fotos antigas (2003) é que os bloco são artifactos muito grandes e muito pesados dispostos segundo uma estrutura piramidal cuja finalidade é ,ainda, desconhecida.

4.3. Acervo Bibliográfico.

1-El-Baz, F.  (1997):   Space Age Archaeology. Scientific American vol. 277 (part 2), pg.40-45.

2-Ferreira, M.C.: Uma idéia de Brasil em um mapa inédito de 1746. Xérox sem data. 11 páginas.

3-Fowles, M.J.E. (2000): In the Search of History. Imaging Notes Magazine,vol.15 n.6, nov-dez, pg.18-21.

4-Heckenberger, M. e outros. (2003). Amazonia 1492: Pristine Forest or Cultural Parkland. Science vol.301, n.5636, 19 setembro, pg.1710-1714.

5-Magli, G. (2009). Misteries and Discoveries of Archaeoastronomy from Giza to Easter Island. Copernicus/Springer. New York.

6-Martini, P.R.; Vieira, R.M.S.P.; Valles, G.F.; Leite, F.A., Arduino, R.G.C.; Pizano, M. (2003): Sensoriamento Remoto da Trilha do Anhanguera: mapeando o percurso de um pioneiro no Brasil do século XVIII. XI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto. Belo Horizonte, Anais. CD ROM.

7-Martini, P.R.; Godoy Filho, J.; Arduino, R.G.C.; Coimbra,  S.P.; Silva, G.G. (2009). Sensoriamento Remoto como suporte para estudos cartográficos sobre o território da América Portuguesa entre 1500 e 1822. Anais do Museu Paulista. Nova Série vol.17, n.1. Janeiro-Junho. USP.

8-NASA-JPL. (2000): Seeing Earth in a new way: SIR-C/X-SAR Experiment. Jet Propulsion Laboratory, California Institute of Technology, Pasadena-CA. Report JPL-400-823.

9-Nordemann, D.J.R; Rigozo, N.R. (2003): As Árvores contam uma História do Sol. Scientific American-Brasil, ano II nr. 14,  julho, pg. 30-37.

10-Prous, A (1992) Arqueologia Brasileira. Universidade de Brasília Ed.

11-Reeves, R.G.-ed. (1974): Manual of Remote Sensing. Chapter 26: People: Past and Present. American Society of Photogrammetry, Falls Church, VI.

4.4. Acervo de Imagens e de Fotos.

Figura 1. Mapa de Localização Regional.

Figura 2. Panorama da trilha em foto de 2003.

Figura 3. Panorama da trilha em foto de 2009.

Figura 4: Imagem do satélite LANDSAT-5 de julho de 1998 com o Bairro Palmeiras em azul, no centro da cena, margem direita do Rio Paraibuna.

Figura 5. Imagem CCD do satélite CBERS-2B gravada em julho de 2007 com o Bairro Palmeiras em azul, na margem do rio Paraibuna, canto superior direito da cena. Observar que nesta data já aparece o açude que deu origem ao parque de águas do Hotel-Fazenda.

Figura 6. Imagem HRC do satélite CBERS-2B gravada em setembro de 2008 mostrando detalhes do Bairro Palmeiras já com a ponte semi-construída sobre o Paraibuna substituindo a balsa. Nesta imagem de maior resolução (2.5m) se percebe que o lago do açude avança para o local do monumento.

Figura 7. Bloco remanescente de granulito mostrando a discreta camada de alteração depois de 2,2 bilhões de anos sujeito ao intemperismo.

Figura 8. Conjunto de monólitos dispostos no local na foto de 2003.

Figura 9. Foto de 2003 tomada do topo do morro com afloramento de rochas granulíticas. Observar ao fundo a estrutra triangular usada para desmontar o monumento e que ainda estava no local em setembro de 2009.  À direita o arqueólogo amador que fez o levantamento fotográfico de 2003.

Figura 10. O local de investigação em setembro de 2009. A estrutua triangular para desmonte do edifício continua no local e o monólito remanescente com 0,5 m3 de rocha granulítica caprichosamente entalhada. Ao fundo o açude e o Hotel Fazenda.

Figura 11. O monólito remanescente em 2009 colocado sobre aterro com a parede do corte ao fundo.

———

4.5 Anexo:  Nota Técnica elaborada pelo autor em 2009 para Ministério Público Federal em Taubaté.

PARECER TÉCNICO

Em atenção ao Oficio 33/208 de 11 de janeiro de 2008 onde V.Sa. solicita informações sobre a existência de estudos sobre a feição anômala de Natividade da Serra, informamos:

1. Efetivamente fomos apresentados á feição através de fotografias do local trazidas ao INPE por pessoa que se interessa por arqueologia e que teve a oportunidade de visitar o local como turista.

2. A análise feita nestas fotos mostrou que o local é conformado por blocos de rocha cristalina com formas não compatíveis com aquelas que seriam de se esperar, a partir de um processo erosivo tradicional. Ao invés de uma esfoliação esferoidal, na verdade os blocos se apresentavam tipicamente com arestas vivas, cortados segundo grandes paralelepípedos com aproximadamente 2 metros de altura e base de 1 m2, aproximadamente, seguindo a escala de pessoas que se encontravam ao redor.

3. Especialmente um bloco, este sub-arredondado, mas com uma aresta viva no topo, nos chamou atenção por mostrar uma textura granular típica de rocha bem rara, que costuma ocorrer no derrames vulcânicos submarinos, no inicio de um processo formador de montanhas. Esta textura é conhecida na literatura geológica como “spinifex”.  Tratava-se portanto de rochas muito antigas. O mapa geológico da região editado pelo IPT aponta aquela seqüência de rochas como pertencentes ao Complexo Costeiro, cujas datações alcançam mais de 2.5 bilhões de anos.

4. A organização estrutural da feição e o fato de ser edificada por rochas ímpares, cuja escultura (em pedra) não é parte da cultura dos nossos paleoíndios brasileiros, chamou nossa atenção de que poderia se tratar de um monumento de origem arqueológica mais antiga do que as culturas comumente conhecidas no Brasil.

5. Assim, procuramos paralelos, tanto na literatura arqueológica quanto na literatura de Sensoriamento Remoto. Encontramos paralelos em vários locais, ressaltando-se os monumentos pré-colombianos do sudoeste americano e aquele do Stonehenge, na Grã-Bretanha. Reconhecemos também outros monumentos ou sinalizadores descritos na costa da Inglaterra que seriam indicadores ou atalaias para os antigos navegadores se comunicarem, por serem as rotas recorrentes no tempo, assim como são também os sítios arqueológicos tradicionais. Artefatos em rochas cristalinas na América do Sul é particularidade dos incas e dos seus ancestrais que trabalhavam um tipo de rocha granítica ou granitóide pouco fraturada, de textura muito homogênea que permite escultura em grandes blocos. Este parece também ser o caso de Natividade da Serra.

6. Devemos lhe informar por fim de que não publicamos até agora nenhum trabalho cientifico sobre o assunto, visto que as dúvidas são bem maiores do que as certezas. Existem as reportagens de jornal que traduzem bastante o que já sabemos, mas também traz muito do entusiasmo natural que estes assuntos provocam nos editores de notícias.

7. Observamos também que não fizemos nenhuma visita ao local, o que deverá ocorrer assim que estivermos com todas as informações de escritório prontas.

Ficamos à sua disposição para outros esclarecimentos.

Paulo Roberto Martini

Geólogo

————–

4.6. Anexo: Artigo do Jornalista Julio Ottoboni publicada em 2009 no jornal Gazeta do Povo de Curitiba-PR

Descoberta pirâmide no Brasil

Arqueólogo da USP diz que achado pode revelar a presença de culturas antigas e muito avançadas

Curitiba – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estuda uma estrutura feita de granitos, que pode vir a ser a primeira pirâmide do Brasil. O geólogo e especialista em sensoriamento remoto, Paulo Roberto Martini, chegou a uma conclusão inicial. Essa composição de rochas foi feita pelo homem. O monumento foi descoberto por acaso, numa fazenda no município paulista de Natividade da Serra, nos limites do Parque Estadual da Serra do Mar. São imensas pedras cortadas e empilhadas na forma de degraus até seu topo. “Ainda é cedo para afirmar algo de concreto, mas estamos diante de uma construção feita por uma civilização primitiva avançada”, destaca o cientista.

Além de um amontoado de pedras, esse também é o mais novo mistério da arqueologia brasileira e coloca sob discussão a historia atual da ocupação do território brasileiro no período pré-descobrimento.

Basta ter contato com os milhares de blocos graníticos recortados e distribuídos na encosta de um morro para que surjam inúmeros questionamentos. Que cultura seria está ? Em quanto tempo fizeram essa edificação ? Por que e quando foi construída? Perguntas que dificilmente serão respondidas de pronto, mas que prometem gerar um turbilhão de dúvidas, polêmicas e especulações.

O local fica próximo a um riacho, que poucos metros a frente deságua no Rio Paraibuna. Os imensos blocos graníticos, cortados com precisão, continuam parcialmente empilhados. Com o tempo acabaram por perder o traço construtivo original, mais inclinado e no formato de uma grande escada ascendente. Os imensos tijolos podem ser visto na superfície. Uma boa parte se encontra soterrada pela erosão e outra ainda sustenta a estrutura em largas paredes. Vários, porém, se deslocaram com a ação do tempo. As chuvas e o peso das rochas recalcou o terreno, fazendo-os escorregar ou mesmo criar pequenos empilhamentos.

Basta remover um pouco da terra acumulada para se desvendar uma complexa armação. As pedras, geralmente em formato retangular, variam de 1 a 2 metros de comprimento, de 0,40 a 0,70 metro de espessura por 0,80 a 1 metro de largura. Foram assentadas bem unidas e os vãos – quando existiam – foram completados com pedras menores e fixadas por uma mistura de barro, semelhante a argamassa. Duas faces do monumento estão recobertas pela mata. Nestes locais se encontram centenas de pedras, tendo as raízes das árvores tendo movimentado diversas delas.

Numa tentativa de desvendar maiores detalhes do monumento, uma das faces acabou sendo alvo de escavações sem qualquer critério feitas pelos empregados da fazenda, incluindo a remoção de grandes pedras com o uso de tratores de esteira. A lateral da esquerda ainda não foi mexida. Entretanto, outro aspecto intrigante está nos ecos que podem ser provocados. As batidas de um vergalhão de ferro dentro dos buracos que surgiram é possível ouvir a ressonância.

Provavelmente o efeito do som refletido numa câmara existente no interior da pirâmide. Usando a barra de ferro como instrumento improvisado foi capaz também de se ter uma noção da largura da parede. Provavelmente ela ultrapasse a um metro.

Técnica desconhecida

Entretanto, o intrigante é que essa região era habitada pelos índios Tamoios, que desconheciam a tecnologia empregada no corte de blocos de pedra e sequer tinham a tradição de criar monumentos neste estilo. Segundo moradores do lugar, outras construções semelhantes se encontram numa propriedade vizinha. Essas, porém, estão recobertas pela Mata Atlântica e o acesso é dificultado pela densa vegetação.

Para o arqueólogo da Universidade de São Paulo (USP) e especializado nos sítios na costa paulista, Plácido Cali, essa composição é única no País. E esse achado por revelar a presença de outras culturas, mais avançadas tecnologicamente, que as tradicionais nações indígenas que povoavam essa faixa da América do Sul. “Com certeza isto não é obra dos índios que conhecemos”, comenta o pesquisador. As primeiras imagens deste monumento foram encaminhadas ao INPE pelo proprietário da Fazenda Palmeiras, Carlos Frahya, no final do ano passado. As fotos chegaram no final do ano passado ao pesquisador Paulo Roberto Martini. Uma surpresa enigmática, que passou a ser alvo de estudos do cientista. E como qualquer mistério, quanto mais se pesquisa maior é o crescimento das dúvidas. “A textura das pedras é diferente, principalmente em alguns locais da edificação”, comenta o geólogo.

Segundo Martini, o tipo de rocha encontrada no local tem cerca de 2 bilhões de anos e fazem parte do Complexo de Varginha. Essa formação natural se estende pela Serra do Mar, começando nas proximidades de São Paulo seguindo até a Serra da Bocaina, na divisa com o Rio de Janeiro, e adentra a porção fluminense. Porém sua largura é pequena, alcançando algo próximo a 6 quilômetros. “Uma explicação geológica seria a erosão ter chegado à raiz das montanhas e provocado esse afloramento granítico, mas não há como explicar os cortes e a disposição das pedras”.

Esse tipo de rocha é de origem vulcânica e se forma com os primeiros derrames de lava no fundo do oceano, quando se dá início a formação das cadeias montanhosas. O tipo de entalhe das pedras é muito próximo ao utilizado pelas civilizações pré-incaicas, que habitaram os Andes. Ou mesmo dos fenícios, que eram exímios navegadores e utilizavam grandes marcos de pedras para que grupos de sua mesma cultura pudessem se orientar tanto no mar como em terra.

Como Natividade da Serra é situada dentro do eixo Rio-São Paulo, os indígenas encontrados na época do descobrimento nesta região só usavam pedras para ponta de fechas, arpões e machadinhas. “Até o momento não há registros que esses povos nativos fizessem monumentos de pedras entalhadas, principalmente usando grandes e pesados blocos”, salienta o cientista.

Em suas pesquisas, Martini descobriu em manuais de sensoriamento remoto (sistema que produz imagens da superfície do planeta a partir de satélite) semelhanças na formação de Natividade da Serra com outras construções de culturas primitivas avançadas, que habitaram o próprio continente americano. “Os monumentos de sinalização do Novo México são muito parecidos com esse encontrado aqui”, afirma.

Mistério reforçado

Na tentativa de evitar algum aspecto meramente especulativo, o geólogo chega a uma conclusão óbvia. “Não há dúvida que aquilo é algo muito antigo e feito pelo homem”. O cientista foi buscar outras informações no Manual sobre Arqueologia Brasileira e pode constatar que o uso das rochas cristalinas pelo indígena brasileiro é desconhecido. Embora existam as edificações nas Reduções Jesuíticas, no Sul do país. “Mas lá se trata de arenitos. A típica cultura rochosa-granítica conhecida na América do Sul é a dos Incas”, observa.

Entretanto, outra formação encontrada na altura da entrada da estrada de Salesópolis, que liga a Rodovia dos Tamoios, no litoral norte paulista até a região metropolitana, foi identificada em pesquisas anteriores feitas pelo INPE a ocorrência de granulitos, rochas muito antigas compatíveis com aquelas próximas do cume da Serra da Mantiqueira.

A dúvida agora é saber se há ligação entre a possível pirâmide com outros monumentos e formações encontradas. “Não sei ainda se ela poderia estar alinhada com o que encontramos próximo a Tamoios ou se há ligação entre elas, apesar de estarem relativamente bem próximas”, comentou Martini.

A descoberta desta possível pirâmide reabriu a discussão sobre a presença dos Incas no território brasileiro. Eles teriam percorrido um caminho entre os Andes e a costa atlântica, conhecido como Peabiru. Essa antiga estrada e seus ramais cortavam os territórios atuais dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Um possível elo entre ambas ocorrências tem surgido como lógica aos pesquisadores, que dão agora seus primeiros passos para desvendar esse mistério.

Júlio Ottoboni

Nossos mais sinceros agradecimentos ao Isaías Balthazar da Silva por nos indicar esta importante matéria, e especialmente ao geólogo Paulo Roberto Martins pela permissão concedida para publicação da mesma.

Fonte: Paulo Roberto Martins

Colaboração: Isaías Balthazar da Silva

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Sítio arqueológico em São Paulo intriga pesquisadores

Publicado por: luxcuritiba em junho 14, 2011

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Reportagem da Gazeta do Povo (Curitiba-PR)

Gazeta do Povo traz com exclusividade o caso que modifica a história da ocupação do brasil. Arqueólogo da USP diz que achado pode revelar a presença de culturas antigas e muito avançadas.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estuda uma estrutura feita de granitos, que pode vir a ser a primeira pirâmide do Brasil. O geólogo e especialista em sensoriamento remoto, Paulo Roberto Martini, chegou a uma conclusão inicial: Essa composição de rochas foi feita pelo homem. O monumento foi descoberto por acaso, numa fazenda no município paulista de Natividade da Serra, nos limites do Parque Estadual da Serra do Mar. São imensas pedras cortadas e empilhadas na forma de degraus até seu topo. “Ainda é cedo para afirmar algo de concreto, mas estamos diante de uma construção feita por uma civilização primitiva avançada”, destaca o cientista. Além de um amontoado de pedras, esse também é o mais novo mistério da arqueologia brasileira e coloca sob discussão a historia atual da ocupação do território brasileiro no período pré-descobrimento.

Basta ter contato com os milhares de blocos graníticos recortados e distribuídos na encosta de um morro para que surjam inúmeros questionamentos. Que cultura seria está? Em quanto tempo fizeram essa edificação? Por que e quando foi construída? Perguntas que dificilmente serão respondidas de pronto, mas que prometem gerar um turbilhão de dúvidas, polêmicas e especulações.

O local fica próximo a um riacho, que poucos metros a frente deságua no Rio Paraibuna. Os imensos blocos graníticos, cortados com precisão, continuam parcialmente empilhados. Com o tempo acabaram por perder o traço construtivo original, mais inclinado e no formato de uma grande escada ascendente. Os imensos tijolos podem ser vistos na superfície. Uma boa parte se encontra soterrada pela erosão e outra ainda sustenta a estrutura em largas paredes. Vários, porém, se deslocaram com a ação do tempo. As chuvas e o peso das rochas recalcou o terreno, fazendo-os escorregar ou mesmo criar pequenos empilhamentos.

Basta remover um pouco da terra acumulada para se desvendar uma complexa armação. As pedras, geralmente em formato retangular, variam de 1 a 2 metros de comprimento, de 0,40 a 0,70 metro de espessura por 0,80 a 1 metro de largura. Foram assentadas bem unidas e os vãos – quando existiam – foram completados com pedras menores e fixadas por uma mistura de barro, semelhante a argamassa. Duas faces do monumento estão recobertas pela mata. Nestes locais se encontram centenas de pedras, tendo as raízes das árvores tendo movimentado diversas delas.

Numa tentativa de desvendar maiores detalhes do monumento, uma das faces acabou sendo alvo de escavações sem qualquer critério feitas pelos empregados da fazenda, incluindo a remoção de grandes pedras com o uso de tratores de esteira. A lateral da esquerda ainda não foi mexida. Entretanto, outro aspecto intrigante está nos ecos que podem ser provocados. As batidas de um vergalhão de ferro dentro dos buracos que surgiram é possível ouvir a ressonância.

Provavelmente o efeito do som refletido numa câmara existente no interior da pirâmide. Usando a barra de ferro como instrumento improvisado foi capaz também de se ter uma noção da largura da parede. Provavelmente ela ultrapasse a um metro.

Técnica desconhecida

Entretanto, o intrigante é que essa região era habitada pelos índios Tamoios, que desconheciam a tecnologia empregada no corte de blocos de pedra e sequer tinham a tradição de criar monumentos neste estilo. Segundo moradores do lugar, outras construções semelhantes se encontram numa propriedade vizinha. Essas, porém, estão recobertas pela Mata Atlântica e o acesso é dificultado pela densa vegetação.

Para o arqueólogo da Universidade de São Paulo (USP) e especializado nos sítios na costa paulista, Plácido Cali, essa composição é única no País. E esse achado por revelar a presença de outras culturas, mais avançadas tecnologicamente, que as tradicionais nações indígenas que povoavam essa faixa da América do Sul. “Com certeza isto não é obra dos índios que conhecemos”, comenta o pesquisador. As primeiras imagens deste monumento foram encaminhadas ao INPE pelo proprietário da Fazenda Palmeiras, Carlos Frahya, no final do ano passado. As fotos chegaram no final do ano passado ao pesquisador Paulo Roberto Martini. Uma surpresa enigmática, que passou a ser alvo de estudos do cientista. E como qualquer mistério, quanto mais se pesquisa maior é o crescimento das dúvidas. “A textura das pedras é diferente, principalmente em alguns locais da edificação”, comenta o geólogo.

Segundo Martini, o tipo de rocha encontrada no local tem cerca de 2 bilhões de anos e fazem parte do Complexo de Varginha. Essa formação natural se estende pela Serra do Mar, começando nas proximidades de São Paulo seguindo até a Serra da Bocaina, na divisa com o Rio de Janeiro, e adentra a porção fluminense. Porém sua largura é pequena, alcançando algo próximo a 6 quilômetros. “Uma explicação geológica seria a erosão ter chegado à raiz das montanhas e provocado esse afloramento granítico, mas não há como explicar os cortes e a disposição das pedras”.

Esse tipo de rocha é de origem vulcânica e se forma com os primeiros derrames de lava no fundo do oceano, quando se dá início a formação das cadeias montanhosas. O tipo de entalhe das pedras é muito próximo ao utilizado pelas civilizações pré-incaicas, que habitaram os Andes. Ou mesmo dos fenícios, que eram exímios navegadores e utilizavam grandes marcos de pedras para que grupos de sua mesma cultura pudessem se orientar tanto no mar como em terra.

Como Natividade da Serra é situada dentro do eixo Rio-São Paulo, os indígenas encontrados na época do descobrimento nesta região só usavam pedras para ponta de fechas, arpões e machadinhas. “Até o momento não há registros que esses povos nativos fizessem monumentos de pedras entalhadas, principalmente usando grandes e pesados blocos”, salienta o cientista. Em suas pesquisas, Martini descobriu em manuais de sensoriamento remoto (sistema que produz imagens da superfície do planeta a partir de satélite) semelhanças na formação de Natividade da Serra com outras construções de culturas primitivas avançadas, que habitaram o próprio continente americano. “Os monumentos de sinalização do Novo México são muito parecidos com esse encontrado aqui”, afirma.

Mistério reforçado

Na tentativa de evitar algum aspecto meramente especulativo, o geólogo chega a uma conclusão óbvia. “Não há dúvida que aquilo é algo muito antigo e feito pelo homem”. O cientista foi buscar outras informações no Manual sobre Arqueologia Brasileira e pode constatar que o uso das rochas cristalinas pelo indígena brasileiro é desconhecido. Embora existam as edificações nas Reduções Jesuíticas, no Sul do país. “Mas lá se trata de arenitos. A típica cultura rochosa-granítica conhecida na América do Sul é a dos Incas”, observa.

Entretanto, outra formação encontrada na altura da entrada da estrada de Salesópolis, que liga a Rodovia dos Tamoios, no litoral norte paulista até a região metropolitana, foi identificada em pesquisas anteriores feitas pelo INPE a ocorrência de granulitos, rochas muito antigas compatíveis com aquelas próximas do cume da Serra da Mantiqueira.

A dúvida agora é saber se há ligação entre a possível pirâmide com outros monumentos e formações encontradas. “Não sei ainda se ela poderia estar alinhada com o que encontramos próximo a Tamoios ou se há ligação entre elas, apesar de estarem relativamente bem próximas”, comentou Martini.

A descoberta desta possível pirâmide reabriu a discussão sobre a presença dos Incas no território brasileiro. Eles teriam percorrido um caminho entre os Andes e a costa atlântica, conhecido como Peabiru. Essa antiga estrada e seus ramais cortavam os territórios atuais dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Um possível elo entre ambas ocorrências tem surgido como lógica aos pesquisadores, que dão agora seus primeiros passos para desvendar esse mistério.

Júlio Ottoboni

Pirâmides da Serra do Mar são colocadas sob proteção.

Pós reportagem da Gazeta do Povo, área terá tratamento científico

A Polícia Ambiental de Natividade da Serra, município paulista situado no Vale do Paraíba, já está protegendo as ruínas do monumento arqueológico em forma de pirâmide construído na Serra do Mar há milhares de anos e descoberto recentemente. A intenção das autoridades policiais é evitar novas escavações depredatórias no sítio, assegurando que a pesquisa científica não venha a ser prejudicada. O arqueólogo Plácido Cali, responsável por diversos projetos de pesquisa na região Rio–São Paulo informou ontem que hoje vai comunicar ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre a urgência de medidas administrativas para transformar o local num espaço restrito à pesquisa científica.

Uma das preocupações do pesquisador é a própria atividade desenvolvida na Fazenda Palmeiras, que abriga um núcleo turístico de esportes radicais muito freqüentado. Além da busca por apoio do órgão federal, Cali pretende mobilizar os ambientalistas da região para acelerar esse processo de proteção ao monumento e seus arredores. “Temos que agir rapidamente para não haver um ainda dano maior”, alerta o arqueólogo.

Ao longo dos meses após a descoberta, feita em agosto de 2002 pelos funcionários da fazenda, houve uma verdadeira romaria de curiosos ao lugar. Segundo os empregados, diversas pessoas ficavam vasculhando horas em meio às ruínas e nos arredores. Alguns grupos chegaram a movimentar blocos, promover pequenas escavações e até mesmo levar pedras entalhadas menores que cabiam no porta-malas dos carros.

A justificativa dos visitantes para retirar elementos da ruína beira ao ridículo. Numa ação bem próxima ao vandalismo, essas pessoas buscavam recolher os blocos de corte mais preciso para levar.

Nesta falta de consciência preservacionista, o cenário não podia ter piores atores. Todos os saqueadores eram de classe média alta e com alto grau de instrução, segundo o capataz da fazenda, Paulo Antônio Morais, e ainda obrigavam os empregados a ajudar nas remoções. “A maioria era amiga do patrão”, explica. “Teve gente que saiu com o carro cheio de pedra dizendo que se isto aqui for uma pirâmide mesmo elas vão ficar ricas”.

De acordo com os moradores do Bairro das Palmeiras, onde se localiza a fazenda, o dono do lugar é o médico Carlos Frahya, bem sucedido profissional liberal, morador em São Paulo, Ele visita com certa regularidade a fazenda e depois do insucesso de encontrar ouro no lugar, agora pensa em tornar as ruínas uma atração turística. “Eu e outros colegas estamos tentando juntar as pedras que o trator tirou para acertar de novo a pirâmide”, confessa o empregado Paulo Morais. Ele fala sobre a empreitada e aponta para um prumo suspenso sobre um imenso e isolado bloco de granito.

Júlio Ottoboni

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/roteiropedagogico/recursometod/415_Piramides.pdf

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Robô inglês ajuda a revelar os segredos da Grande Pirâmide

Publicado por: luxcuritiba em junho 4, 2011

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Robô Djedi desenvolvido pela Universidade de Leeds, na Inglaterra.

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Um pequeno robô, capaz de entrar em túneis e subir em paredes revelou, pela primeira vez, hieróglifos perdidos há mais de 4500 anos no interior da Grande Pirâmide de Quéops, no Egito. Os escritos foram grafados em tinta vermelha e estavam atrás de uma parede, ocultos em uma câmera secreta.

Batizado de Djedi, o robô explorador foi criado por pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e está sendo utilizado por uma equipe internacional de cientistas que estudam a construção da pirâmide. Dotado de uma câmera de apenas 8 milímetros, chamada “snake”, o robô penetrou em um compartimento instalado ao final de um longo corredor e que segundo os pesquisadores seria impossível de ser explorado por um ser humano.

Além da câmera ultracompacta, Djedi conta com outros equipamentos que devem ajudar bastante no estudo da pirâmide. Entre eles está um dispositivo de ultrassom capaz de medir espessura de paredes e um segundo robô satélite, chamado “Besouro”, que pode penetrar em espaços de até 19 milímetros.

Descoberta

Durante os trabalhos, o pequeno robô subiu pelas paredes de um fosso e com auxílio da câmera Snake registrou imagens nunca antes vistas pelos arqueólogos.

As cenas mostravam hieróglifos feitos com tinta vermelha, que no entender dos estudiosos foram feitos pelos homens que trabalharam na construção do monumento. Até agora, apenas na câmara do Rei haviam sido encontradas marcas parecidas.

O pesquisador independente Dr. Ng Tze Chuen introduz o robô em um dos túneis dentro da pirâmide.

Além das marcas, o robô também revelou detalhes interessantes dentro da câmara, entre eles dois pequenos pinos forjados em cobre localizados logo na entrada do local. Segundo Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, a presença dessas peças intriga há mais de 20 anos os arqueólogos. “Esses pinos são os únicos metais usados na construção da Grande Pirâmide, mas até agora não sabemos para que servem”, disse o egiptólogo que também pertence à equipe que trabalha com o robô Djedi.

As novas imagens foram feitas de um ângulo inédito e mostram detalhes que deverão ajudar a entender se os pinos eram usados como simples maçanetas ou se faziam parte de um sistema mais complexo.

Mais mistérios

A próxima missão do robô Djedi será estudar a parede oposta da câmara e tentar descobrir se o local é de fato apena uma barreira ou se trata de outra porta ou passagem que leva a mais uma câmara secreta. Para isso Djedi será equipado com uma pequena furadeira, que removerá parte do material do local na tentativa de revelar um pouco mais os segredos da Grande Pirâmide.

Fonte: http://www.apolo11.com

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Imagens de satélite ajudam a encontrar 17 pirâmides no Egito

Publicado por: luxcuritiba em maio 27, 2011

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The infrared image on the right reveals the ancient city streets of Tanis near modern-day San El Hagar

25.05.2011 ]
Pesquisa desenvolvida nos EUA analisou imagens com raios infravermelhos; mais de mil tumbas e 3 mil assentamentos também foram identificados.

Uma avaliação de imagens do Egito feitas por satélite usando raios infravermelhos identificou 17 pirâmides perdidas, além de mais de mil tumbas e 3 mil assentamentos antigos enterrados. Escavações iniciais confirmaram algumas das descobertas, incluindo duas possíveis pirâmides.

A técnica pioneira foi desenvolvida pela arqueóloga Sarah Parcak em um laboratório patrocinado pela Nasa no Alabama, nos Estados Unidos.

Parcak se diz impressionada com o quanto sua equipe encontrou. “Fizemos pesquisas intensas por mais de um ano. Eu podia ver os dados conforme eles iam aparecendo, mas para mim o momento-chave foi quando dei um passo para trás e olhei tudo o que havíamos encontrado. Não podia acreditar que pudéssemos localizar tantos locais no Egito”, disse.

A equipe analisou imagens de satélites que viajam a uma órbita a 700 quilômetros da Terra, equipados com câmeras tão potentes que poderiam identificar objetos com menos de um metro de diâmetro sobre a superfície da Terra.

As descobertas são tema do documentário da BBC Egypt’s Lost Cities (As cidades perdidas do Egito) que vai ao ar na Grã-Bretanha na próxima segunda-feira.

Escavações de teste

As imagens com raios infravermelhos foram usadas para destacar materiais diferentes debaixo da superfície.

Os egípcios antigos construíram suas casas e estruturas com tijolos de barro, que são mais densos que o solo em seu entorno, tornando possível a identificação de casas, templos e tumbas.

“Isso nos mostra como é fácil subestimar tanto o tamanho como a escala dos assentamentos humanos antigos”, diz Parcak.

Para ela, ainda há muito mais a ser descoberto. “Esses são somente os locais próximos à superfície. Há muitos milhares de locais adicionais que foram cobertos com lama trazida pelo rio Nilo. Esse é só o começo desse tipo de trabalho”, diz.

As câmeras da BBC acompanharam Parcak em sua “nervosa” viagem ao Egito para acompanhar as escavações de teste para verificar se sua técnica podia realmente identificar construções debaixo da superfície.

Ela visitou uma área no sítio arqueológico de Saqqara, a cerca de 30 quilômetros do Cairo, onde as autoridades locais não pareciam inicialmente interessadas em suas pesquisas.

An infra-red satellite image shows a buried pyramid, located in the centre of the highlight box.

Mas após serem informados pela arqueóloga que ela havia visto duas pirâmides em potencial, eles realizaram escavações de teste e agora acreditam que é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Egito.

Parcak disse que “o momento mais excitante foi visitar as escavações em Tanis”.

“Eles haviam escavado uma casa de 3 mil anos que as imagens dos satélites haviam mostrado, e o desenho da estrutura casa quase perfeitamente com as imagens do satélite. Isso foi uma comprovação de nossa técnica”, afirma.

Entre outras coisas, as autoridades egípcias planejam usar a tecnologia para ajudar a proteger as antiguidades do país no futuro.

Durante os recentes protestos populares que derrubaram o regime do presidente Hosni Mubarak, houve casos de saques em sítios arqueológicos conhecidos.

“Podemos dizer pelas imagens que uma tumba de um período particular foi saqueada e podemos alertar a Interpol para prestar atenção nas antiguidades daquele período e que podem ser oferecidas para venda”, diz.

Ela também espera que a nova tecnologia ajude a interessar pessoas jovens na ciência e que possa ser uma ferramenta importante para os arqueólogos no futuro.

“Isso vai permitir que sejamos mais focados e seletivos no nosso trabalho. Diante de um sítio enorme, você normalmente não sabe por onde começar”, observa.

Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/imagens-de-satelite-ajudam-a-encontrar-17-piramides-no-egito.html
http://www.bbc.co.uk/news/world-13522957

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A Invenção dos Edifícios de Pedra

Publicado por: luxcuritiba em março 25, 2011

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KHASEKHEMWY NÃO DEIXOU herdeiro masculino ao trono e foi sucedido por Zanakht, o primeiro faraó da III Dinastia, por sua vez sucedido por Neterikhet (Zóser). Imhotep, arquiteto do faraó Zóser, tornou-se o responsável pela construção da primeira pirâmide. Antes de discutir essa grande façanha, vamos revisar a pouca informação relevante que sobreviveu a respeito dessa misteriosa personalidade histórica. É certo que Imhotep deixou um legado inesquecível. Historicamente, a vida de poucos homens é celebrada por três mil anos. Imhotep, porém, foi renomado desde o auge de seus feitos, mais ou menos no ano 2700 a.C., até o período greco-romano. Era tido em tão alta reverência como médico e sábio, que chegou a ser contado entre os deuses. Endeusado no Egito dois mil anos após sua morte, quando foi expropriado pelos gregos, que lhe deram o nome de Imuthes e o identificaram com o deus Asclepio, filho de Apolo, seu grande sábio e lendário descobridor da medicina.

Imhotep escreveu a mais antiga “literatura da sabedoria”, máximas veneradas que desgraçadamente não sobreviveram. O Egito considerava-o como o maior dos escribas. Este gênio orientador do reinado do faraó Zóser foi o primeiro grande herói nacional da terra. No reinado do faraó Zóser, Imhotep ocupava a segunda mais eminente posição no Egito, e este fato foi registrado na pedra. Na base da estátua do faraó Zóser, escavada na Pirâmide Escalonada, o nome e títulos de Imhotep são mencionados no mesmo lugar de honra que os do faraó. Eram muitos os seus títulos: Chanceler do Faraó do Baixo Egito, Primeiro após o Faraó do Alto Egito, Administrador do Grande Palácio, Médico, Nobre Hereditário, Sumo Sacerdote de Anu (On ou Heliópolis), Arquiteto-Chefe do Faraó Zóser e, curiosamente, Escultor e Fabricante de Recipientes de Pedra.

FIGURA 33. Estátua de Imhotep.

Os títulos confirmam os registros deixados pelo historiador greco-egípcio Maneto, escritos em grego 2.400 anos depois, durante princípios da Era Ptolemaica, no século III a.C. Maneto foi um dos últimos sumos sacerdotes de Heliópolis. Parte de seu texto descrevendo a figura de Imhotep foi traduzida no ano 340 d.C. por um historiador eclesiástico chamado Eusébio, sob a forma de “o inventor da arte de construir com pedra talhada”. Este trecho se refere à construção da primeira pirâmide. Na verdade, a tradução de Eusébio está incorreta. As palavras gregas usadas por Maneto, xestos (xeston) lithon, não significam pedra talhada, mas, sim, pedra polida. As palavras descrevem pedra com uma superfície bela, lisa, um aspecto característico de pedra aglomerada de revestimento, tão polida, que refletia a luz do sol. As mesmas palavras foram usadas em textos gregos de Heródoto e Sextus Julius Africanus (século III). É impossível a tradutorestranspor textos com exatidão, se carecem de conhecimentos técnicos fundamentais. Erros semelhantes de tradução foram cometidos ao longo de toda a história, e teremos oportunidade de fornecer mais adiante exemplos a este respeito.

Considerava-se Imhotep como filho de uma mulher chamada Khradu’ankh e do deus Ptah, de Mênfis. O título Nobre Hereditário indica parentesco aristocrático. Sua carreira teria começado quando ao tempo de rapaz, educado por um escriba. Sendo seus pais membros da elite, as lições teriam começado à idade de 12 anos. Como os sacerdotes estavam entre os cultos do Egito, é possível que tenha recebido treinamento como escriba, ingressando na vida sacerdotal. Seu título, Sumo Sacerdote de Heliópolis, era tradicionalmente concedido com observância de duas condições. O homem ou sucedia a seu pai na vida sacerdotal ou era pessoalmente nomeado para o cargo pelo faraó por causa de algum grande feito. Esta posição só podia ser ocupada após extensa educação nas artes e ciências — leitura, escrita, engenharia, aritmética, geometria, medição de espaços, cálculo do tempo pela ascensão e ocaso de estrelas, e astronomia. Os sacerdotes de Heliópolis tornaram-se os guardiães dos conhecimentos sagrados, e sua reputação de sábios do país persistiu até o Último Período.

FIGURA 34. A Pirâmide Escalonada de Zóser foi a primeira estrutura do mundo construída inteiramente em pedra.

As ideologias religiosas e ciências desses homens tinham alta aplicação na construção de tumbas e em outras obras de arquitetura sagrada. Um magnífico templo solar, orientado pêlos corpos celestes, foi construído durante o reinado de Zóser, a fim de assinalar o local mais sagrado de Heliópolis. A cidade era o santuário sagrado do Egito, o terreno em si religiosamente simbólico. O local de Heliópolis fora escolhido no ponto onde ficava o ápice do Delta ou onde as águas de inundação do Nilo começavam a refluir. Aí a terra, fertilizada pela chegada do limo e alimentada pelo Sol, recebia a primeira vida renovada do ano agrícola. Esse terreno representava renascimento e criação.

Localizada a cerca de 32km de Mênfis, estima-se que a cidade media 1.200 x 800m. Tornou-se a capital do 13º nomo, ou distrito, do Baixo Egito. Nunca foi estabelecida a história arqueológica exata dessa cidade. Por isto mesmo, não se sabe quando se rompeu pela primeira vez a terra para início de sua construção. Julga-se que a cidade foi fundada durante a pré-história e que durou um impressionante curto espaço de tempo. Floresceu na Era das Pirâmides e continuava a ser um centro importante quando Heródoto visitou o Egito no século V a.C. Diz a tradição que a Sagrada Família encontrou asilo em Heliópolis durante sua fuga para o Egito. Atualmente, desapareceram todos os templos e prédios de Heliópolis, e o local abandonado foi incorporado a um subúrbio da zona leste do Cairo. No meio dos campos vazios resta apenas um obelisco, erigido para comemorar o jubileu do faraó Sesóstris (1971-1926 a.C.).

Ao ser entronizado, o faraó Zóser esperava sem dúvida ser sepultado em uma mastaba de tijolos de barro, semelhante às de seus antecessores. O local de sua tumba foi escolhido em Saqqara, ao sul de Mênfis. Planos começaram a ser elaborados e cálculos feitos para a orientação do monumento. Nesta altura, a história subsequente da construção da primeira pirâmide terá que ser revista à luz de minhas descobertas.

Minerais estavam sendo escavados para se obter pedra, presumivelmente para revestir paredes internas e pisos. Os trabalhadores do faraó Zóser construíram e entalharam uma esteia nos penhascos de arenito das minas de Wadi Maghara, no Sinai, a fim de comemorar a construção do monumento. Pouco tempo antes do início das obras de construção propriamente ditas, Imhotep fez uma importante descoberta. Alguns de seus títulos, como Arquiteto-Chefe, Escultor e Fabricante de Recipientes de Pedra, descrevem as perícias necessárias à construção de monumentos com pedra alquimicamente produzida. Ele teria se voltado à construção de uma mastaba que duraria para sempre. Tal como o orgulho em uma grande nação, o orgulho intrínseco a um monumento seria sua longevidade.

O clero de Khnum aparentemente combinou sua ciência alquímica com a dos sacerdotes de Heliópolis, quando a pedra foi fabricada pela primeira vez para emprego em arquitetura. Talvez Imhotep tenha se especializado em processamento de materiais ou alquimia. Seu objetivo pode ter sido fortalecer os tijolos de barro do Nilo usados na construção de mastabas. Quaisquer tentativas dele ou de outros de curar no fogo tijolos feitos com o limo do Nilo teriam sido inúteis. O limo do Nilo não contém sílico-aluminato, componente necessário para produzir bons tijolos refratários às temperaturas que podia atingir. Eles não chegariam nem mesmo perto das temperaturas necessárias de 1.300 a 1.500°C. Barro comum fora tratado a fogo na fabricação de vasos desde tempos prédinásticos, usando-se fundentes para baixar a temperatura, mas este material tratado a fogo era impraticável para fins de construção.

Imhotep acrescentou água ao calcário amarelo de Saqqara. Este material contém argila aluminífera, que é liberada na água, obtendo-se um calcário lamacento. A água facilita a desagregação, tornando o calcário ideal para a fabricação de pedra, e a própria argila, ou barro, produz resultados dramáticos em combinação com a soda cáustica. Usando-se argila aluminífera, o volume necessário de mafkat, material do processo mais difícil de se obter, era eliminado da construção da pirâmide. O mafkat era necessário apenas para pedras de alta qualidade, tais como as pedras de revestimento que protegiam o monumento. Reduzindo o volume necessário de mafkat, a inovação simples de Imhotep representou um salto enorme, das aplicações funerárias em pequena escala para a escala maciça das pirâmides.

FIGURA 35. Os estágios sucessivos da construção da Pirâmide de Zóser foram a mastaba (M) e as aplicações do projeto (P1 e P2).

Pequenos moldes de tijolos de barro foram enchidos, como havia sido feito durante incontáveis gerações, a fim de serem usados na mastaba do faraó. Mas, pela primeira vez, estavam sendo enchidos com material de concreto de calcário. Os novos tijolos de pedra, de vários centímetros de comprimento, eram secados ao sol, retirados dos moldes e transportados para o canteiro de obras. Estes primeiros tijolos não foram moldados in situ. Os tijolos de pedra alquimicamente produzidos foram usados para se construir uma enorme mastaba quadrada, com seus lados orientados pêlos pontos cardeais. A câmara funerária ficava sob o solo. Recobria-se a mastaba com pequenos tijolos de revestimento, lisos, de calcário alquimicamente produzido, e o monumento sagrado era considerado completo.

Passou algum tempo, e os tijolos de pedra não demonstraram sinais de rachadura. O faraó desejou sem dúvida usar o novo material de construção em novas obras. Imhotep traçou planos para ampliar a mastaba. Inicialmente, nove metros de calcário de fina qualidade, aglomerado, foram aplicados a cada um dos lados. Em seguida, ele elaborou um plano mais ambicioso. Um acréscimo, ou ampliação, de 7,5m, na face leste, transformou a mastaba quadrada em retangular, e o projeto mais uma vez foi encenado.

FIGURA 36. A fim de construir as pirâmides da III Dinastia, os trabalhadores (A) fabricavam tijolos de calcário em moldes de madeira, (B) transportavam-nos para o canteiro de obras e (C) construíam as pirâmides em camadas inclinadas.

Uma inspeção posterior mostraria que a pedra, sob o peso da massa, não apresentava rachadura. O faraó Zóser e Imhotep conferenciaram mais uma vez e elaborou-se um plano para elevar em duas camadas a estrutura. Escavaram-se também câmaras subterrâneas adicionais, um poço e corredores. Aumentando o tamanho da estrutura, aumentou-se também o tamanho dos tijolos. Somos testemunhas, portanto, de dramáticas alterações no projeto, inevitáveis com todas aquelas inovações tecnológicas.

Quanto mais extraordinária se tornava essa maravilha arquitetônica, mais construíam sobre ela. O volume de pedra que poderia ser fabricado teria parecido interminável. Uma transformação em uma estrutura de quatro camadas foi seguida por outra fase de construção, na qual a forma final de uma pirâmide em seis degraus, de sessenta metros de altura, emergiu. Seu projeto incluía paredes internas e camadas inclinadas de pedra, a fim de proporcionar maior estabilidade ao todo. Com grande perícia e engenhosidade Imhotep incorporou todos os métodos de engenharia e artísticos que a nação herdara de incontáveis décadas de construção com madeira, feixes de caniços e talos e tijolos de limo secados ao sol.

FIGURA 37. Os tijolos de calcário da pirâmide de Zóser são arredondados, como tijolos moldados.

O resultado final assumiu a forma de um complexo funerário extraordinário. A doutrina religiosa de Heliópolis influenciou profundamente sua forma arquitetônica e o simbolismo de seus motivos ornamentais. O tema do projeto incorporou mitologia, que preservava e amalgamava as mais antigas e acalentadas crenças cosmológicas do Egito. Ensinava a teologia de Heliópolis que, no princípio, um megálito primordial, conhecido como Ben Ben (benben), emergiu das águas do Caos. O benben representava a colina ou monte sobre o qual começou a Criação. Mas tem sido interpretado como simbolizando substância física primeva, densa, ou a matéria. O Criador apareceu no benben sob forma humana, como Atum, a personificação do Sol, ou sob a forma de Bennu, a fénix da luz. Do caos elementar, o Criador separou as trevas das águas. Formou uma trindade, após ter criado a si mesmo e a Shu, o deus do ar, e Tefnut, a deusa da umidade. Tefnut e Shu procriaram Geb, a terra, e Nut, os céus. Quatro outras divindades foram criadas, e todos os deuses juntos formaram a novena de Heliópolis. Em tempos mais recentes, o filósofo grego Empédocles (circa 495-435 a.C.) reconheceu nos deuses primordiais egípcios personificações do ar, da água, da terra e do fogo. Empédocles e alquimistas de eras posteriores sustentavam que estes eram os elementos indestrutíveis que compunham toda matéria.

James Henry Breasted (1886-1935), fundador do Instituto Oriental da Universidade de Chicago, foi o primeiro a reconhecer que as próprias pirâmides são representações do benben. Após a construção do primeiro templo de Heliópolis, o Egito adotou a ideologia de que o benben, ou pedra simbólica do deus Sol, localizava-se embaixo do templo.

O tema teogônico aparece nas câmaras subterrâneas da pirâmide de Zóser. Câmaras especiais são revestidas com mosaico cerâmico azul, em desenhos que mostram o pântano primevo de caniços, de onde emergiu inicialmente a vida vegetal. O azul era a cor simbólica do Criador, e a vitrificação azul dos mosaicos imitavam a crisocola, o mineral mafkat indicativo da Criação. Com exceção desta primeira pirâmide monumental, o tema artístico que mostra os fatos da Criação foi preservado apenas no mais sagrado dos grandes templos ao Sol.

Em uma sala especialmente projetada, uma estátua em pedra, em tamanho natural de Zóser sentado no trono, representava seu espírito eternamente reinante, ou ka. Ao ser encontrada por arqueólogos, estava intacta, exceto por alguns danos nos olhos e na área facial circundante. Os olhos eram provavelmente de pedras semipreciosas, e tudo indica que foram removidas ao ser saqueada a tumba. Algumas estátuas de pedra do Antigo Império, que ora se encontram no Louvre e no Museu do Cairo, são muito admiradas por seus olhos incrustados, técnica esta que conferia à peça extraordinário realismo e que podia ser facilmente conseguido pelo uso de pedra alquimicamente produzida. Outras salas guardavam os trinta mil recipientes de pedra de Khnum, aglomerados onde haviam sido usados agregados de xisto, brecha, granito, diorito e vários outros tipos de pedras.

Em volta da pirâmide, uma muralha de linhas arquitetônicas limpas, originariamente de mais de nove metros de altura, formava uma área fechada de mais de 2,5km2. Uma das características da pedra lisa que revestia a muralha e que desapareceu na maior parte é que parece ter sido polida. A muralha protegia uma elegante entrada de colunas, grandes pátios, avantajados edifícios, um templo mortuário e altares e santuários cerimoniais. A área fechada constituía virtualmente uma cidade completa. O caráter do projeto da muralha circundante lembra a arquitetura moderna e, na verdade, influenciou um estilo arquitetônico deste século. Arquitetos europeus que visitaram Saqqara em princípios deste século acharam a muralha circundante um desvio novo interessante da rebuscada arquitetura vitoriana. Voltaram de lá com inspiração para um estilo de arquitetura que hoje consideramos moderno e aceitamos como natural.

A pirâmide era o orgulho do Egito. O complexo funerário de Zóser, com sua pirâmide imponente e arte refinada, não tinha precedente na história do mundo. Durante toda a história egípcia, a era de Imhotep foi considerada como uma época de grande sabedoria. Tal como o evento da Primeira Vez da Criação, como foi chamado, e a fundação ou amálgama da nação egípcia pelo primeiro faraó, Menes, a construção da Pirâmide Escalonada foi considerada como outro evento de primeira vez de suprema importância.

As pirâmides. A solução de um enigma. Joseph Davidovits e Margie Morris, Editora Record, 1988, Rio de Janeiro-RJ, pp. 120-129.

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Como foram construídas as pirâmides, por Joseph Davidovits

Publicado por: luxcuritiba em março 15, 2011

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A Solução

AS GRANDES PIRÂMIDES REFLETEM uma tecnologia do mundo antigo que gerou um produto, ou resultado, sofisticado, mas que nenhuma relação guarda com o que hoje consideramos como tecnologia alta ou avançada. Visitar a Era das Pirâmides implicaria entrar em um mundo em que não existiria nossa visão objetiva, secular, de ciência. Antigamente, no Egito, ciência e religião faziam parte do mesmo e único corpo de conhecimentos, cabendo aos sacerdotes fomentá-los e preservá-los. Atribuía-se a certas divindades artes e ciências particulares. Ptah, por exemplo, era o deus dos artesãos. Khnum, o Divino Oleiro, era um deus adorado pêlos faraós da Idade das Pirâmides. Conforme veremos adiante, era a Khnum que se atribuía a tecnologia em questão. Thoth era o deus da escrita, e nos Livros de Thoth foram vertidos os conhecimentos de Khnum.

Sabemos que os antigos sacerdotes-cientistas de Heliópolis fomentaram as ciências de engenharia, matemática e astronomia e que todas elas tiveram papel a desempenhar na construção das pirâmides. Ignorou-se, no entanto, a ciência mais pertinente a esse trabalho. A misteriosa ciência nada teve a ver com a física clássica da eletricidade, calor, óptica, mecânica, ou qualquer coisa em comum com a física do quanta — atômica, nuclear, ou de estado sólido. A ciência que tornou possível as pirâmides foi a química, ou mais exatamente, sua precursora, a alquimia. De que modo, então, foram os monumentos de pedra construídos com auxílio da química antiga?

A palavra alquimia evoca atividades medievais de misticismo e magia. Velhos cadernos de anotações alquímicas descrevem buscas frustradas da sempre esquiva Pedra Filosofal, que se dizia ter o poder de transformar metal comum em ouro e prover o elixir da eterna juventude. Conforme veremos adiante, a lendária Pedra Filosofal representou os últimos vestígios mal-interpretados da ciência alquímica, que floresceu durante a Era das Pirâmides e era conhecida no Egito há mais de seis mil anos.

Embora a alquimia medieval se fizesse acompanhar de ensinamentos esotéricos, pois derivava de uma era que unia ciência e religião, tecnicamente falando a alquimia abrange progressos na química obtidos ao longo da história. A palavra alquimia constitui a origem da palavra moderna química, tendo esta última surgido há apenas 250 anos. Foram grandes os progressos alquímicos na antiguidade.

Podemos avaliar a engenhosidade dos pesquisadores da antiguidade, bastando lembrar que foram os primeiros a extrair cobre de um minério de malaquita, e que esta não tem a menor aparência metálica. Esta grande descoberta alquímica tirou o homem da Idade da Pedra e colocou-o no Período Calcolítico. Durante algum tempo, pensaram historiadores que o ponto de fusão do cobre, 1.083°C, fora alcançado com grande dificuldade, usando-se um fole de mão. Depois, tornou-se claro que o trabalho fora provavelmente realizado de maneira mais fácil, com emprego da química.

Temperaturas podem ser elevadas com emprego de energia liberada durante reações químicas exotérmicas (produtoras de calor). O cobre e o chumbo são encontrados geralmente associados, e o segundo desempenhou um papel fundamental na extração primitiva do primeiro. O chumbo pode ser oxidado facilmente com auxílio de um fole manual. Uma mistura de minério de cobre (malaquita) e minério de chumbo (galena) aquecida em forno a apenas 700°C atinge, automaticamente, uma temperatura, através de uma reação química produtora de calor, que se aproxima da necessária para a extração do cobre. A adição de um fundente, que no Egito era um sal nativo chamado natrão (carbonato de sódio), baixava o ponto de fusão o suficiente para extração do cobre. A prata pode ser fundida de maneira análoga.

Os alquimistas egípcios criaram um esmalte azul vibrante em tempos pré-históricos, aproximadamente no ano 3800 a.C. Esta descoberta constitui um subproduto da fundição de cobre. Mostraremos no Apêndice 1 que, ao contrário da crença popular, a produção de esmalte não constituiu um acidente. Em vez disso, um experimentador qualquer misturou pó de crisocola com natrão e aplicou uma chama. Obteve um esmalte duro, lustroso, azul, que era em seguida derretido e aplicado em contas e pedras.

Os antigos egípcios são bem conhecidos por usarem minerais como crisocola e lápis-lazúli a fim de produzir esmaltes, que para eles constituíam imitações desses minerais ou pedras. Possuíam, inclusive, uma palavra para esses produtos, ari-kat, significando feitos pelo homem ou sintéticos. Procuravam imitar as gemas, porque atribuíam a elas a mais alta influência espiritual. Os sacerdotes primitivos aprenderam a identificar rochas e minerais e classificaram-nos segundo crenças espirituais. Na mitologia egípcia, a cornalina e outras pedras vermelhas representavam o sangue de Ísis, a deusa da fecundidade. Já o lápis-lazúli tinha relações com o amanhecer, a aurora. A crisocola estava ligada ao que era chamado de “Primeiro Evento” da Criação. Não é de se surpreender que minerais e rochas possuíssem propriedades divinas em um mundo onde se reverenciava toda a natureza.

Todas as pedras conhecidas, tanto as não preciosas como as semipreciosas, possuíam qualidades sagradas, eternas. Deve ter sido bem conhecido, com base na sabedoria popular, que mesmo que todas as coisas vivas perecessem, até as árvores, as imponentes rochas e penhascos permaneciam para sempre. Quase tudo era mostrado simbolicamente, e a pedra era um símbolo do reino eterno. Sabendo disto, podemos compreender por que alguns materiais rochosos eram reservados exclusivamente a monumentos religiosos e à parafernália funerária sagrada. Eram selecionados para remanescer por toda a eternidade, ao passo que as moradas terrenas, até mesmo palácios reais, eram construídos em tijolos de barro perecível, secados ao sol e que só precisavam durar pelo espaço de vida da pessoa.

Quando os alquimistas egípcios desenvolveram a fabricação do vidro durante o Novo Império, era para dar prosseguimento à velha tradição religiosa de produção de pedras sintéticas. Esta velhíssima tradição revela o próprio núcleo de uma notável invenção alquímica relevante para a solução do enigma da construção das pirâmides: os sacerdotes de Khnum há muito eram peritos na arte de fabricação de cimentos extraordinários. Cimento encontrado em várias partes da Grande Pirâmide tem cerca de 4.500 anos de idade, mas ainda está em boas condições. Esta argamassa antiga é muito superior aos cimentos hoje usados em construção civil. O moderno cimento Portland, usado para reparar antigos monumentos egípcios, rachou e degradou-se em apenas cinquenta anos.

Se os egípcios antigos possuíam capacidade de produzir cimento de qualidade excepcionalmente alta, o que os impediria de adicionar ao mesmo carcaças fósseis a fim de produzir concreto calcário de primeiríssima classe? A resposta é que nada os impediu. Demonstrarei adiante que os blocos da pirâmide não são pedra natural, mas, na verdade, concreto de calcário de qualidade excepcionalmente alta — pedras sintéticas — moldadas diretamente no local. Os blocos consistem de cerca de 95% de pedregulho de calcário e de 5 a 10% de cimento. Constituem imitações de calcário natural, fabricados segundo a antiquíssima tradição de produção alquímica de pedras. Nenhum corte de pedra ou exaustivas operações de arrastamento ou içamento foram jamais necessárias à construção das pirâmides.

Para que não haja dúvida sobre o que me dá autoridade para fazer esta alegação espantosa, darei um resumo de minha formação no que interessa a esta pesquisa. Sou pesquisador, um cientista que se especializa em síntese mineral a baixa temperatura. Em 1972, fundei uma companhia particular de pesquisa, a CORDI (Coordination and Development of Innovation) e, em 1979, o Geopolymer Institute, ambos na França. No Geopolymer Institute, criei um novo ramo da química, que denominei de geopolimerização. Atualmente, sou detentor de mais de 25 patentes internacionais relativas a produtos e processos geopoliméricos. Meus produtos são manufaturados nos Estados Unidos e na Europa por grandes indústrias. E servem para muitas e diferentes aplicações.

Os produtos geopoliméricos variam de materiais avançados a cimentos simples, mas, ainda assim, altamente sofisticados. Estes são produzidos com auxílio de reações químicas inorgânicas, nas quais materiais de alumina e sílica são integrados para formar zeólitos sintéticos ou minerais secundários formadores de rochas. Não há maneira de distinguir um zeólito sintético de um natural. E os cimentos geopoliméricos são quimicamente comparáveis aos cimentos naturais que aglutinam pedras, tais como, arenito, pudingues e calcário com carcaças fósseis.

Os geopolímeros são revolucionários para a indústria de concreto. Pode-se usar qualquer tipo de agregado de rocha, e o concreto produzido com aglutinante geopolimérico não se distingue praticamente da pedra natural. Geólogos pouco familiarizados com as possibilidades técnicas criadas pela geopolimerização analisaram detidamente concretos geopoliméricos e confundiram-no com pedra natural. Trata-se de uma tecnologia sem precedentes. Nem calor nem pressão tremendas são necessários para produzir essa pedra sintética. Os concretos geopoliméricos endurecem rapidamente a temperaturas ambientais para formar pedra sintética, de aparência bela, e abundante em propriedades sem precedentes.

Criar um novo ramo na química é uma coisa, mas aplicá-lo à história antiga é outra muito diferente. De que modo, perguntará o leitor, descobri que a pedra da pirâmide é também geopolimérica? Toda e qualquer teoria precisa ser viável; em seguida, deve acompanhar-se de evidências e, finalmente, apoiar-se em prova científica inconteste. Todos os mistérios ligados à construção das pirâmides têm que ser resolvidos.

A tecnologia avançada nenhum papel desempenha na produção de geopolímeros. Esta é a precondição mais fundamental para que a teoria seja exequível. Qualquer indivíduo da Idade da Pedra poderia produzir geopolímeros, se aplicasse habilmente os conhecimentos obtidos com observação inteligente, repetida, e experimentação com substâncias encontradas no meio ambiente. Teria que adquirir apenas conhecimentos teóricos sobre elementos minerais, como distinguir uns dos outros e como manipulá-los quimicamente. Ciente destes fatos, estudei a ecologia egípcia, a fim de descobrir se existiam ou não os materiais necessários à produção de um aglutinante geopolimérico.

Verifiquei que alguns ingredientes apropriados existiam em quantidades de milhões de toneladas. A lama do Nilo contém alumina e é bem apropriada à síntese mineral em baixa temperatura. O sal natrão abunda nos desertos e nos lagos salgados. O natrão reage com a cal e água e produz soda cáustica, o ingrediente principal para produzir alquimicamente a pedra. Abundância de cal teria sido possível pela calcinação de calcário em fornos simples. Nos tempos antigos, as minas do Sinai eram ricas em depósitos de turquesa e crisocola, necessárias à produção de zeólitos sintéticos. Essas minas continham ainda minerais arsenicais, como olivenita e escorodita, necessários ao rápido endurecimento hidráulico de grandes blocos de concreto.

Esses mesmos elementos foram usados pêlos egípcios em outros processos. Utilizavam eles o limo do Nilo, por exemplo, na fabricação de tijolos de barro secos ao sol, empregando também numerosos minerais na produção de esmaltes. O natrão era produto sagrado empregado não apenas como fundente, mas também em mumificação e em ritos de divinização. Os excertos seguintes, extraídos dos Textos da Pirâmide, encontrados nas paredes da câmara funerária da pirâmide de Unas, da V Dinastia, demonstram o valor sagrado do natrão:

Tu te purificas, Hórus é purificado: Uma pastilha de natrão.
Tu te purificas, Seth é purificado: Uma pastilha de natrão.
Tu te purificas, Thoth é purificado: Uma pastilha de natrão.
Tu te purificas, Deus é purificado: Uma pastilha de natrão.
Tu te purificas para que repouses entre eles: Uma pastilha de natrão.
Tua boca é como a do novilho no dia de seu nascimento:
Cinco pastilhas de natrão do norte, no Stpt.

A boca do bezerro recém-nascido era considerada limpa, porque ele jamais comera. Stpt, lugar onde era apanhado o natrão, é hoje chamado de Wadi el-Natron.

Muitos dos mesmos elementos usáveis na fabricação alquímica de rochas desempenharam mais tarde um papel importante na produção de vidro. Estudando a ecologia, produtos e documentos antigos dos egípcios, consegui rastrear as invenções alquímicas básicas, que culminaram no desenvolvimento da pedra da pirâmide. Essas invenções são discutidas cronologicamente com alguns detalhes no Apêndice 1.

Emerge assim uma visão fascinante das pirâmides nunca imaginada em tempos modernos. Essas descobertas alquímicas referem-se a um aspecto exótico da construção das pirâmides. Passaremos, em seguida, a estudar a questão da viabilidade.

As pirâmides. A solução de um enigma. Joseph Davidovits e Margie Morris, Editora Record, 1988, Rio de Janeiro-RJ, pp. 62-67.

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Mistérios do Mundo Antigo

Publicado por: luxcuritiba em março 8, 2011

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A REPUTAÇÃO LENDÁRIA dos egípcios como mestres das artes da alvenaria estende-se por quase toda a história da civilização. Em uma época anterior aos hieróglifos, aos números, e na qual o cobre ainda estava por ser fundido, colonos pré-históricos estabelecidos no vale do Nilo herdaram, ou deram início, a um legado notável que sobrevive há pelo menos seis mil anos. Nessa era, surgiram, pela primeira vez, sólidos recipientes de pedra feitos de ardósia, xisto metamórfico, diorito e basalto. Praticamente indestrutíveis, esses objetos figuram entre os mais estranhos e enigmáticos do mundo antigo. Em uma época posterior, trinta mil desses recipientes foram armazenados em uma câmara subterrânea da primeira pirâmide, a Pirâmide Escalonada, da III Dinastia, situada em Saqqara.

“Examinando-os com atenção, minha perplexidade tornou se ainda maior”, escreveu o renomado historiador alemão, Kurt Lange, depois de conhecer alguns desses recipientes de pedra. “Como teriam sido feitos as travessas, os pratos, as tigelas e outros objetos de diorito, que estão entre os mais belos de todos os refinados objetos de pedra? Não tenho a menor idéia… De que maneira poderia ter sido trabalhada uma pedra tão dura assim? Os egípcios da época tinham à disposição somente pedra, cobre e areia abrasiva… Mais difícil ainda é imaginar a fabricação de vasos de pedra dura com gargalos estreitos e longos, e bojos arredondados.” Evidentemente, os recipientes introduziram um problema que a “imaginação” de Lange não podia resolver.

O xisto metamórfico é mais duro que o ferro. O diorito usado, uma rocha granítica, inclui-se entre as mais duras conhecidas. Escultores modernos não se aventuram a esculpir essas variedades de pedra. Além disso, esses recipientes surgiram no Egito antes que aparecessem metais suficientemente fortes para cortar pedra. Muitos dos recipientes possuem gargalos compridos e finos, e bojos largos e redondos. Suas partes interna e externa se correspondem com perfeição. Não se concebeu ainda uma ferramenta que pudesse ter sido inserida nos longos gargalos a fim de modelar os bojos arredondados perfeitos. Lisos e lustrosos, esses recipientes não revelam nenhum sinal de marcas de ferramenta. Como teriam sido feitos?

De extraordinária dureza, a estátua em diorito do faraó Khafra (Quéfren em grego), construtor da Segunda Pirâmide de Gizé, foi esculpida durante a IV Dinastia. Reconhecida como uma das maiores obras-primas de estatuária jamais produzida, foi encontrada, de cabeça para baixo, em uma sepultura no Templo do Vale, ao sul da Esfinge, templo este vinculado à pirâmide de Quéfren, em Gizé. Segundo arqueólogos, durante o período da IV Dinastia, os egípcios não possuíam ainda metal duro o suficiente para esculpir essa estátua em diorito e, nesse mesmo período, foram também construídas as grandes pirâmides de Gizé.

Analogamente, pequenos amuletos em forma de escaravelho, feitos de diorito, datam de épocas mais antigas e tampouco revelam sinais de ferramentas. Em outras partes do mundo antigo, minúsculas contas de pedra, com orifícios ultrafinos para a passagem do fio, desafiam também uma explicação. Somente a tecnologia mais moderna consegue abrir, na pedra, orifícios de tamanho miniaturizado comparável.

Misteriosos trabalhos antigos na pedra, variando do minúsculo ao gigantesco, servem hoje de testemunho da sabedoria daqueles povos. Os blocos de pedra mais avantajados, encontrados na construção de templos, são aqueles existentes em Baalbek, no Líbano, um notável centro antigo de adoração do Sol. Os majestosos templos de Baalbek, com seus pátios imensos e pilares impressionantes, constituem, na maior parte, estruturas mais recentes do que o aspecto pelo qual é famoso este sítio. Em uma muralha externa da Acrópole de Baalbek, há três blocos tão grandes, que adquiriram um nome próprio, os “Trílitos”. Cada um desses blocos mede 19m50cm de comprimento por 3m96cm de largura. Com um peso calculado em 1.200 toneladas cada, inserem-se na muralha a uma altura de 6m96cm acima do nível do solo. Estima-se que seria necessária a força de 25 mil homens para erguer essas pedras. A colocação dos trílitos tem deixado perplexos os engenheiros mais experientes.

FIGURA 1. Estátua em diorito de Khafra (Quéfren), de mais ou menos 2600 a.C.

As partes mais antigas da muralha da acrópole, contendo esses blocos imensos, datam dos períodos fenício ou cananita. No templo de Júpiter, construído pêlos romanos nesse mesmo sítio, uma das pedras da fundação, datando de época ainda mais remota, pesa duas mil toneladas. As pedras da base e os trílitos possuem um traço comum com os milhões de enigmáticas pedras que constituem as pirâmides do Egito. Há entre elas uma conexão estelar — já que foram construídas sob a direção de sacerdotes de cultos solares, durante a longa era em que o Sol era adorado como o Deus supremo. Teriam os construtores antigos utilizado a mesma técnica construtiva quando ergueram ao Sol os mais grandiosos monumentos ora conhecidos na terra? Não há dúvida de que um intercâmbio cultural e tecnológico ocorreu entre o Egito e outras terras.

No Templo do Vale de Quéfren, em Gizé, cada bloco pesa até quinhentas toneladas. Conforme explicaremos adiante, tais blocos não foram, como geralmente se supõe, talhados in situ no leito rochoso. Quem foram os homens do Egito que, sem o auxílio de maquinaria poderosa, colocaram nos templos esses blocos de quinhentas toneladas? Como conseguiram colocar centenas de blocos de quinze e vinte toneladas nas pirâmides, em camadas equivalentes a trinta andares acima do solo? Antes de ponderar sobre a tecnologia desses construtores antigos, consideremos, por um momento, alguns fatos relativos às pirâmides, para os quais os egiptólogos não oferecem explicação adequada.

A Grande Pirâmide foi construída para um faraó chamado Khnumu-Khufu (Quéops em grego), durante seu reinado de vinte anos. Nesses vinte anos, aproximadamente 2,5 milhões de blocos de calcário, pesando de duas a setenta toneladas cada, foram incorporados a este monumento sagrado. Grandes carcaças de fósseis dificultavam cortar com precisão esse material rochoso. Tampas enormes de granito, mais duras que o calcário, bloqueavam outrora as galerias superiores. As paredes da chamada Câmara do Rei são de granito. Esta contém um sarcófago de granito, que, por suas grandes dimensões, não poderia ter passado pela porta e corredor contíguos.

Foto da estátua de Quéfren

Alegam os egiptólogos que essa estrutura singular foi construída com emprego de pedra e ferramentas de cobre. Ferramentas de sílex, embora possam receber gumes afiados, não servem para modelar à perfeição milhões de grandes blocos de pedra. O cobre, minerado em sua forma nativa e fundido pelos egípcios, é um metal mole. Com serras de cobre, é possível cortar madeira, mas não o tipo de granito duro encontrado na Grande Pirâmide. Implementos de cobre, além disso, não poderiam cortar 2,5 milhões de blocos de calcário em vinte anos. A arte de trabalhar em bronze surgiu no Egito apenas cerca de oitocentos anos depois da construção da Grande Pirâmide, durante ou pouco antes do período egípcio conhecido como Médio Império. O ferro só mais tarde chegou ao Egito e continuou raro, mesmo durante o Novo Império.

Se os blocos da Grande Pirâmide, material de dureza média, tivessem sido cortados com emprego de ferramentas de bronze, o trabalho acarretado teria sido igual ao necessário na construção de todos os monumentos de pedra do Novo Império, Último Período e Era Ptolemaica, períodos estes que, em conjunto, se estenderam por 1.500 anos. De que modo conseguiram os construtores de pirâmides do Antigo Império realizar, em vinte anos, uma obra que exigiu de seus sucessores 1.500 anos de trabalho?

A Grande Pirâmide não constitui uma aberração. O filho de Khnumu-Khufu (Quéops), o faraó Khafra (Quéfren), construiu a Segunda Pirâmide em Gizé, quase tão grande quanto a de seu pai, nos 26 anos que durou seu reinado. O pai de Khnumu-Khufu, o faraó Sneferu, foi o mais prolífico dos construtores de toda a longa história do Egito. Construiu duas pirâmides colossais, aplicando o princípio de justaposição de blocos e erigiu monumentos de pedra por todo o Egito. Estima-se que os trabalhadores de Sneferu utilizaram nove milhões de toneladas de pedra durante o reinado de 24 anos do faraó. E tudo isto realizado com grande perícia, antes da invenção da roda como meio de transporte.

Para ser erguida, uma porta levadiça, de duas toneladas, existente em uma estreita galeria na pirâmide de Quéfren, exige a força de pelo menos quarenta homens. O fato da galeria não permitir que mais de oito homens ali trabalhassem ao mesmo tempo, levou alguns arqueólogos a admitir que meios extraordinários, sobre os quais não dispõem de qualquer indício, foram usados na construção da pirâmide.

Os blocos justapostos das pirâmides são feitos de calcário de granulação fina, que parecem ser polidos. A Grande Pirâmide possuiu originalmente 115 mil desses blocos, alguns deles pesando cerca de dez toneladas, cobrindo uma área de oito hectares. Uma lâmina de barbear não pode ser inserida entre quaisquer de dois blocos justapostos restantes. O famoso egiptólogo, Sir Flinders Petrie, verificou que, na Grande Pirâmide, alguns blocos se encaixam com uma margem de folga de apenas 0,005cm. Os que cobrem a pirâmide de Quéfren, ajustam-se também à perfeição, mas com um toque adicional de perícia — encaixam-se em juntas do tipo macho e fêmea. Como teriam sido esses blocos talhados com tal perfeição? De que modo teriam os trabalhadores os instalado sem tirar mesmo pequenas lascas dos cantos?

Vinte e dois degraus próximos do topo da pirâmide de Quéfren não sofreram efeitos do tempo e estão em boas condições, uma vez que os blocos externos que os revestiam foram retirados há apenas 150 anos. Em um estudo preliminar realizado em 1984, eu, Joseph Davidovits, medi o comprimento dos milhares de blocos que constituem esses degraus e cerca de 10% da área da pirâmide. Todos os blocos se conformam a dez comprimentos uniformes. De que maneira poderia uma civilização, sem o auxílio de metais duros, preparar tantos milhares de blocos, com tal precisão?

O calcário frequentemente racha durante o corte, mesmo com emprego de ferramentas modernas mais eficientes. Falhas e estratos na rocha viva fazem com que para cada bloco cortado de acordo com o padrão, pelo menos um se fenda ou tenha seu tamanho alterado durante a mineração. Note-se, ainda, que esta taxa de quebra é mais otimista do que realista. Dados os muitos milhões de blocos existentes nas numerosas pirâmides, deveriam haver milhões de blocos rachados, próximos ou espalhados em algum lugar no Egito, mas em parte alguma eles foram encontrados.

Sabemos que milhões de blocos quebrados de calcário não foram cortados e usados na construção de monumentos, quando da introdução do bronze e do ferro. Por essa época, usava-se em monumentos apenas variedades moles de arenitos e granitos. Historiadores antigos que documentaram suas visitas a Gizé, tampouco mencionam pilhas de blocos quebrados. Este é, portanto, o paradoxo tecnológico do Egito: antes de o país possuir metais fortes para o corte de pedras, variedades duras de rochas foram empregadas na construção de monumentos. Surgindo o bronze e o ferro, utilizaram os construtores apenas as variedades mais moles de pedras, salvo algumas raras exceções.

Em vez de fornecer uma solução lógica para o enigma da construção das pirâmides, os estudiosos, até agora, só conseguiram mesmo apontar falhas nas numerosas teorias propostas. Mas há aspectos ainda muito mais complexos e desnorteantes no enigma das pirâmides. Antes de descrevê-los, consideremos o conhecimento de que dispunham os sacerdotes dos cultos solares responsáveis pela construção das pirâmides.

A antiga cidade egípcia de Anu, conhecida por On pêlos hebreus e por Heliópolis pêlos gregos, foi durante milhares de anos um grande centro religioso. Localizada a cerca de quarenta quilômetros de Gizé, a cidade foi erigida em terras sagradas, simbolizando o renascimento e a criação. Começando pelo grande Imhotep, um sacerdote de Heliópolis, a quem se atribui a inspiração e construção da primeira pirâmide, os outros sacerdotes de Heliópolis lançaram-se à tarefa de erguer pirâmides e templos espetaculares ao Sol. Esses sacerdotes sobressaíam nas artes e ciências e foram considerados os sábios tradicionais da terra durante toda a história extremamente longa da nação. A filosofia religiosa, o misticismo, a matemática, a geometria, a horologia e a astronomia estavam entre as ciências promovidas pêlos sacerdotes.

A preocupação com os céus refletia-se na orientação das pirâmides e templos e tinha origem na profunda reverência pelo Sol e pelas demais estrelas. Os sacerdotes eram descendentes de uma linhagem extremamente antiga e culta. Em tempos pré-históricos, seus ancestrais inventaram o calendário de 365 dias.

Supõem os arqueólogos que a ciência moderna é, em todos os sentidos, superior à ciência da antiguidade. Não obstante, sendo as possibilidades tecnológicas e científicas tão ilimitadas quanto a imaginação humana, constitui um preconceito inútil supor que a tecnologia moderna é toda abrangente e sempre superior. As pirâmides e outros monumentos permitem-nos um vislumbre de um imenso hiato de conhecimentos entre a ciência antiga e a moderna. Um conjunto soberbo de métodos e conhecimentos muito diferente do nosso aguarda ainda o dia em que será redescoberto. Em numerosas regiões do mundo, o homem moderno depara-se com vários exemplos intrigantes da tecnologia antiga.

Um exemplo notável de tecnologia antiga de qualidade superior está na preservação, a longo prazo, de alimentos e outros materiais orgânicos. Um dos casos mais extraordinários neste particular é a tumba de uma mulher, a Dama de Tai, encontrada por arqueólogos em Hunan, China. Esposa de um nobre, ela faleceu há mais de dois mil anos, aproximadamente no ano 186 a.C. Ao ser descoberto, o corpo estava no estado de alguém falecido há não mais de uma semana. Mais espantoso ainda, a carne continuava suficientemente elástica para voltar à forma normal depois de aplicada alguma pressão. O corpo não estava mumificado, nem embalsamado, curtido ou congelado. A preservação ocorreu graças à imersão do corpo em um misterioso líquido pardacento contendo sulfeto de mercúrio. O caixão estava envolvido em outros de proteção, vedados com argila branca pastosa e camadas de carvão vegetal. A câmara, à prova d’água e hermeticamente fechada, mantinha seu conteúdo a uma temperatura constante de 13°C.

São conhecidos também exemplos espantosos de preservação de alimentos a longo prazo. Até recentemente, poucos arqueólogos acreditavam que povos antigos conseguissem armazenar cereais durante períodos dilatados. Durante o século XIX, porém, viajantes europeus descobriram antigos silos de cereais na Espanha. A partir daí, confirmou-se que cereais eram armazenados, por toda parte, em depósitos subterrâneos. Silos antigos foram descobertos na Hungria, Ucrânia, Turquestão, Índia e em várias regiões da África. Numerosas tribos índias construíram silos subterrâneos nas Américas Central e do Norte. Na França e na Inglaterra, igualmente, não foram poucos os silos subterrâneos descobertos. Inicialmente, agrônomos ficaram surpresos ao descobrir que silos hermeticamente fechados podiam conservar bem os cereais.

No vale do Nilo, as inundações periódicas do rio tornavam impraticáveis os silos subterrâneos, o que ocasionou a construção de silos acima do nível do solo. Foram eles retratados em baixo-relevo e lembram jarros de cerâmica virados de cabeça para baixo. Nas pirâmides, igualmente, descobriu-se cereal isento de mofo e em boas condições após milhares de anos de armazenamento. Embora a germinação dessas sementes fracassasse, o estado do cereal era tão bom que pesquisadores se sentiram animados a tentá-la.

Em contraste, usando a tecnologia mais moderna, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos não consegue armazenar cereais por mais de quatro anos, antes que a infestação por insetos e mofo os tornem impróprios para o consumo humano. Os métodos modernos de armazenagem, baseados em ventilação, contrastam radicalmente com os sistemas de vedação usados na antiguidade, o que demonstra a diferença imensa entre as tecnologias moderna e antiga.

A Grande Pirâmide tem uma reputação legítima por sua capacidade de preservar matéria orgânica. Historicamente, as pirâmides foram chamadas de celeiros de José, o patriarca hebreu, filho de Jacó. O Gênese, livro da Bíblia, conta que cereais foram guardados por José no Egito durante sete ou talvez até vinte anos. Nos tempos modernos, pouca importância se dá à narrativa da Gênese, pois historiadores em geral desconhecem que os povos antigos eram capazes de possuir tal tecnologia. O crédito, porém, não pode ser posto em dúvida à luz das informações até aqui apresentadas.

Na década de 1930, o francês Antoine Bovis observou que animais que entravam por acaso na Grande Pirâmide e morriam antes de descobrir a saída, não entravam em decomposição. Ele iniciou estudos, e assim nasceu a teoria do poder das pirâmides. Seus defensores atribuem ao alinhamento e à forma da própria pirâmide a capacidade de preservar matéria orgânica. Esta teoria, no entanto, não explica por que a preservação pode ocorrer também em outros túmulos. Sugerem alguns teóricos que as pirâmides e o meio onde se situam são protegidos por uma força misteriosa, embora nenhuma força desse tipo tenha impedido que elas fossem saqueadas na antiguidade ou escavadas em tempos modernos.

Ao entrar na Grande Galeria e na chamada Câmara do Rei da Grande Pirâmide, a maioria dos turistas fica surpresa com o alto grau de umidade. Em 1974, um projeto conjunto de pesquisa empreendido pelo Stanford Research Institute (SRI International), da Stanford University (Califórnia), e a Ain Shams University, do Cairo, verificou que enquanto o leito rochoso de Gizé é seco, os blocos das pirâmides revelam-se cheios de umidade. O alto grau de umidade contido nos blocos impediu o trabalho de cientistas, que, munidos de equipamento eletromagnético de sondagem, procuravam localizar câmaras ocultas, nas Grandes Pirâmides de Gizé. As ondas emitidas pelo equipamento não se propagavam pela pedra da pirâmide. Ao contrário, eram absorvidas, o que frustrou a missão. As Grandes Pirâmides atraem umidade no meio de uma árida necrópole no deserto. Por quê? Como pode a atmosfera existente em suas câmaras ser conducente à preservação de matéria orgânica?

Numa tentativa de descobrir segredos antigos de preservação, a Organização de Antiguidades Egípcias (EAO), no Cairo, convocou uma impressionante equipe de cientistas da National Geographic Society e da National Oceanic and Atmospheric Administration. Esses cientistas estão estudando o ar encerrado no túmulo retangular existente em frente à Grande Pirâmide — ar que ali está há 4.500 anos. Utilizando-se tecnologia espacial desenvolvida pela NASA, amostras do ar estão sendo encapsuladas para testar a atmosfera de outros planetas. Os cientistas têm esperança de descobrir, com base nas temperaturas ambientais, pressão e no próprio ar, a forma como se processava a conservação da matéria orgânica.

Uma vez que artefatos começam a se deteriorar tão logo escavados e expostos ao ar, um dos artigos mais valiosos da antiguidade correu grande risco. Na década de 1950, uma escavação realizada em uma das sepulturas situadas próximas à Grande Pirâmide resultou na descoberta da barca funerária sagrada de Quéops. Para deleite dos arqueólogos, a peça valiosíssima estava preservada em condições perfeitas. A barca, medindo pouco mais de 36m58cm, tinha uma capacidade de deslocamento de mais de quarenta toneladas.

O casco, construído com centenas de peças de madeira cortadas de maneira a se encaixarem uma nas outras como num quebra-cabeça, foi habilmente costurado com um único pedaço de corda. O barco não precisava de calafetagem ou piche para se tornar inteiramente estanque. O princípio orientador de seu projeto baseia-se no fato de que, quando úmida, a madeira incha, ao passo que a corda encolhe, produzindo uma vedação automática, impermeável à água.

A Organização de Antiguidades Egípcias construiu um museu especialmente projetado para abrigar e exibir a barca de Quéops. Após a inauguração do museu, surgiram graves problemas. O sistema de ar condicionado não pôde dar conta do imenso número de turistas que entravam e saíam do prédio. A barca, que os egípcios antigos haviam confiantemente chamado de “Barca de Milhões de Anos”, começou rapidamente a desintegrar-se. Durante algum tempo, o museu ficou fechado ao público. Posteriormente, aparelhos caros, grandes consumidores de energia, foram usados para substituir, com êxito desta vez, os meios originais isentos de custo, automáticos, que de modo tão sutil e perfeito haviam conservado indene a barca durante 4.500 anos.

A barca de Quéops tinha condições de navegabilidade infinitamente melhores do que qualquer embarcação dos dias de Cristóvão Colombo. A famosa viagem de Thor Heyerdahl, realizada em 1970, do Marrocos a Barbados a bordo de um barco de caniço de papiro, deixou claro que os antigos navios egípcios eram capazes de viagens intercontinentais. A navegabilidade dos barcos era impressionante, mas cruzar um oceano constituía aventura difícil. Dado o conhecimento que possuíam sobre estrelas, é provável que os egípcios fossem excelentes navegadores, mas de que maneira obteriam água doce no mar? Em tempos modernos, a dessalinização é obtida através de vários métodos, incluindo a destilação, a eletrodiálise, o congelamento, a troca de íons e a osmose reversa, todos eles exigindo alto insumo de energia e aparelhos e materiais de concepção avançada. Há indicações de que os egípcios possuíam não só tecnologia para sempre obter umidade no deserto, mas também extrair do oceano água potável.

Coube a um naturalista romano, Plínio (23-79 d.C.), descrever o método antigo. Em sua obra latina, História Natural, descreveu ele curiosos recipientes de cerâmica, que, durante viagens, eram arrolhados rigorosamente e imersos no mar dentro de redes – onde automaticamente se enchiam com água pura e fresca. Ao ser traduzido, em 1833, do latim para o francês, por iniciativa da Academia Francesa de Ciências (a fim de comparar a ciência antiga com a ciência da época), cientistas recusaram-se a acreditar nessa história. No tempo desses cientistas, a destilação era o único método utilizado para se obter água doce da água salgada.

Os romanos ocuparam o Egito do ano 30 a.C. até o ano 395 d.C. e absorveram parte da tecnologia desenvolvida no país em tempos mais antigos. Não é provável que os egípcios tivessem construído navios capazes de cruzar oceanos, a menos que possuíssem também tecnologia que lhes assegurasse a sobrevivência.

É assunto controvertido se os antigos viajantes egípcios, ou aqueles que porventura lhes herdaram a tecnologia, influenciaram ou não civilizações construtoras de megálitos em volta do globo. Enigmáticos edifícios, em pedra quase sempre difícil de transportar e alocar, e sem marcas de ferramentas, são encontrados em numerosas regiões. Blocos de fundações em Tiahuanaco, Bolívia, pesam, cada um, cem toneladas. As muralhas de Cuzco, no Peru, exibem pedras enormes – espetaculares devido a suas estranhas juntas de encaixe em forma de quebra-cabeça. Um grupo patrocinado pela UNESCO, que estudou as estátuas da ilha da Páscoa, relatou que as mais velhas entre elas não correspondem mineralogicamente às rochas das pedreiras da zona. Torres pré-históricas da Grã-Bretanha, em pedra e em posição vertical, se erguem a uma altura de vinte metros, e uma delas supera 340 toneladas de peso. Curiosas também são as Pirâmides do Sol, no México, numerosos relógios solares na América do Norte, e o calendário em pedra ou observatório, de Stonehenge, na Inglaterra.

Entre todos os mistérios do mundo antigo, as Grandes Pirâmides, com seus complexos contíguos, fornecem a prova mais evidente de uma tecnologia sofisticada muito diferente da nossa. Embora outras civilizações construtoras de megálitos não tenham deixado história contendo pistas importantes sobre a tecnologia usada, os antigos egípcios legaram-nos grande riqueza de informações. A história egípcia escrita abrange um período de três mil anos, e, embora muito tenha sido destruído, registros remanescentes constituem um tesouro de informações sobre cirurgia, medicina, matemática, artes, topografia, religião e muito mais. Os egiptólogos, porém, há muito alegam que nenhum dos registros remanescentes descreve como foram construídas as pirâmides. Todavia erraram nessa alegação, conforme demonstraremos adiante.

Considerando o número de trabalhadores necessariamente envolvidos no projeto e obras das pirâmides, presume-se que o método de construção de fato utilizado foi conhecido ou visto por um número enorme de pessoas. Esses métodos, por conseguinte, não podem ter sido secretos e provavelmente devem ter sido documentados. No século XIX, procedeu-se à decifração da maioria dos textos hieroglíficos e cuneiformes, que não foram atualizados de modo a refletir achados arqueológicos correntes ou progressos científicos. Não podem, por isto, ser inteiramente exatos, e tampouco conclusões precisas sobre a tecnologia antiga podem ser alcançadas com base neles.

Com o intuito de descobrir mais sobre o nível da tecnologia antiga, estudiosos de pirâmides concentram atenção nas dimensões, projeto, orientação e aspectos matemáticos da Grande Pirâmide, espelhando o nível de parte da ciência da Era das Pirâmides, muito embora negligenciem o seu aspecto mais enigmático, os próprios blocos.

Grande parte da pesquisa científica sobre as pedras da Grande Pirâmide provoca mais perguntas do que respostas. Em 1974, por exemplo, geólogos da Stanford University analisaram amostras de revestimentos externos de blocos da Grande Pirâmide. Não conseguiram, porém, classificar paleontologicamente as amostras que não continham fósseis. Este fato dá origem à pergunta: De onde veio a pedra da pirâmide? Uma equipe de geoquímicos da Universidade de Munique, Alemanha, tirou amostras de pedreiras ao longo do Nilo e retirou espécimes de vinte diferentes blocos do corpo principal da Grande Pirâmide. A fim de determinar a origem dos blocos, compararam microelementos das amostras da pirâmide com outros das pedreiras. E divulgaram uma interpretação surpreendente sobre o resultado dos testes. Concluíram os cientistas que os blocos das pirâmides vieram de todas as vinte pedreiras amostradas. Em outras palavras, para construir a Grande Pirâmide, segundo esses geoquímicos, os egípcios arrastaram pedras por centenas de quilômetros, de todas as regiões do país — uma façanha espantosa, para a qual os arqueólogos não oferecem explicação lógica.

Os geólogos não concordam com esta conclusão. Podem demonstrar que a fonte de pedra fica perto da própria pirâmide. Ainda assim, não conseguem explicar que enquanto o leito rochoso do platô de Gizé compõe-se de estratos, estes não são encontrados nos blocos.

Embora geólogos e geoquímicos não possam concordar sobre a origem dos blocos, os primeiros tampouco concordam entre si sobre a origem da pedra usada nas maravilhosas estátuas esculpidas para o faraó da XVIII Dinastia, Amenhotep III, no Vale dos Reis. Essas impressionantes peças, os Colossos de Mémnon, foram originariamente monolíticos e pesavam 750 toneladas cada. E por sua vez repousavam em pedestais monolíticos de 550 toneladas. As estruturas equivalem a um prédio de sete andares. São de quartzito duro, denso, quase impossível de talhar. No início do século XIX, membros da expedição napoleônica ao Egito registraram observações sobre essas estátuas e sobre as pedreiras de quartzito do Egito, no Description de l’Egypte:

Nenhum dos morros ou pedreiras de quartzito exibe marcas de ferramentas, tão comuns em pedreiras de arenito e granito. Temos que concluir que um material tão duro e impróprio a ferramentas afiadas deve ter sido explorado por um processo diferente do geralmente empregado nos casos de arenito ou mesmo granito. (…) Nada sabemos sobre o processo usado pêlos egípcios para dar forma retangular a essa pedra, aparar as superfícies ou lhe conferir o belo polimento que vemos hoje em algumas partes das estátuas. Mesmo que não tenhamos descoberto os meios usados, somos forçados a admirar os resultados. (…) Quando a ferramenta do gravador, no meio de um caractere hieroglífico, atingia um fragmento de ardósia ou ágata na pedra, o desenho nunca era prejudicado, mas continuado em toda sua pureza. Nem o fragmento de ágata nem a própria pedra eram mesmo ligeiramente quebrados pelo trabalho de gravação.

Esta última observação reveste-se de implicações profundas. Que processo de alvenaria poderia permitir que os hieróglifos fossem gravados dessa maneira? O amado faraó Amenhotep III considerou “um milagre” a produção de suas estátuas. Documentos hieroglíficos, escritos após sua época, referem-se a esse tipo de pedra como biat inr, que significa “pedra resultante de uma maravilha”. Que maravilha tecnológica presenciou Amenhotep?

Estudiosos franceses e alemães, cuja obra discutiremos adiante, afirmam que os Colossos de Mémnon foram esculpidos com material de uma pedreira situada a oitenta quilômetros de distância e levado de barco pelo Nilo. Geólogos ingleses e norte-americanos, por outro lado, defendem a realização de uma façanha que chega às raias do inacreditável. Alegam que as estátuas foram esculpidas e transportadas pelo rio por setecentos quilômetros, contra a corrente. À medida que métodos mais sofisticados, tais como, absorção atômica, fluorescência de raios X e ativação neutrônica, são usados a fim de se estudar os mais enigmáticos monumentos do Egito, aumenta a confusão.

A Grande Esfinge, localizada em frente à pirâmide de Quéfren, tornou-se mais controvertida do que nunca à luz de recentes estudos geológicos. Com base na forte erosão que sofreram os blocos que cobrem as camadas inferiores do corpo e patas, a idade da Esfinge provocou, mais uma vez, sérias dúvidas.

Atualmente, esse monumento é atribuído a Quéfren. Egiptólogos mais antigos, porém, julgavam que fora erigido muito antes do reinado desse faraó, talvez no fim do Período Arcaico. A Esfinge parece muito mais antiga do que as pirâmides.

Nenhuma inscrição liga a Quéfren esse sagrado monumento. É fato, no entanto, que no Templo do Vale foram descobertas, na década de 1950, doze estátuas desse faraó, uma delas em forma de esfinge. Alguns egiptólogos dizem haver semelhança entre essas estátuas e a face da Esfinge.

Durante o século XIX, entretanto, egiptólogos franceses encontraram no platô de Gizé documento indicando maior antiguidade. O texto, denominado “Estrela do Inventário”, contém inscrições relatando fatos ocorridos durante o reinado do pai de Quéfren, Quéops. Diz o texto que Quéops ordenara que se erigisse um templo ao lado da Esfinge para indicar que esta já existia antes da época de Quéfren. Questionou-se, no entanto, a exatidão da estela, porquanto ela data da XXI Dinastia (1070-945 a.C.), ou muito depois da Era das Pirâmides. Porém, uma vez que os egípcios se orgulhavam muito da precisão de seus registros e tomavam todo cuidado com a cópia de documentos, nenhuma razão válida existe para se considerar o texto como inexato.

Fragmentos de antigos papiros e blocos de papel, bem como os escritos do historiador greco-egípcio Maneto, que viveu no século III a.C., indicam que o Egito foi governado por milhares de anos antes da I Dinastia — chegando alguns textos a mencionar 36 mil anos. Esta cronologia, no entanto, é ignorada pêlos egiptólogos, que a consideram lenda. Não obstante, a história egípcia antiga é estudada pêlos especialistas, principalmente da perspectiva do Novo Império, porquanto numerosos documentos sobreviveram da época de Tebas. A capital de Mênfis, fundada em tempos pré-históricos, foi um importante centro religioso, comercial, cultural e administrativo, durante milhares de anos. Infelizmente, porém, esta não foi efetivamente explorada.

Estudos geológicos recentes sobre a Esfinge provocaram mais debates que os relativos apenas a seu autor e idade. A própria história aceita da evolução da civilização sofre contestação.

O estudo da forte erosão do corpo da Esfinge e da depressão em que ela se situa indica como agente danificador a água. Uma erosão lenta ocorre no calcário, quando a água, absorvida, reage com sais existentes na pedra. A controvérsia tem origem na enorme quantidade de água responsável pelo fenômeno.

No momento, duas teorias são populares. A primeira diz que o lençol d’água subiu lentamente pelo corpo da Esfinge. Esta teoria gera problemas irreconciliáveis: Recente pesquisa levada a termo pelo Centro Americano de Pesquisa no Egito (ARCE), verificou que três operações de reparos, nitidamente separadas, foram realizadas na Esfinge, entre o Novo Império e a Era Ptolemaica, isto é, em um período de aproximadamente setecentos mil anos. O estudo indicou também que a Esfinge já se encontrava em seu atual estado de erosão ao serem feitos os primeiros reparos. Nenhuma grande erosão ocorreu desde o dano inicial e tampouco houve danos posteriores no leito rochoso contíguo à depressão, área esta que nunca sofreu reparos.

Sabendo disto, deve-se considerar que o Nilo, em suas inundações, tenha ao longo de milênios elevado vagarosamente o nível de assoreamento, e que isto se fez acompanhar da gradual subida do lençol d’água. Na época de Quéfren, o nível do lençol d’água era cerca de nove metros mais baixo do que hoje. Para se sustentar a teoria do lençol freático em elevação, uma inacreditável situação geológica deveria ter ocorrido. Significaria que, a partir de nove metros mais baixo do que o atual nível do lençol freático, a água subiu cerca de sessenta centímetros pelo corpo da Esfinge e na depressão circundante, ocasionando erosão durante cerca de seiscentos anos e interrompendo, em seguida, seus efeitos danosos.

Historiadores julgam mais inconcebível ainda a segunda teoria. Sugere ela que a água teve origem nas fases úmidas da última idade glacial — cerca de 15 mil a dez mil anos a.C. — quando o Egito passou por períodos de grandes inundações. Esta hipótese pressupõe que a Esfinge existiu necessariamente antes das inundações. Se pudessem ser provadas, teorias tradicionais sobre a pré-história seriam fortemente abaladas. A mais misteriosa escultura do mundo teria como origem uma época em que os historiadores colocam a humanidade no estado neolítico, vivendo em espaços abertos e dependendo para sua sobrevivência, principalmente, da caça e coleta de alimentos.

Um projeto recente, realizado em cooperação com o Centro Americano de Pesquisa no Egito (ARCE), com datação pelo radiocarbono (carbono-14), contesta a idade das próprias pirâmides. Embora o calcário não contenha carbono para fins de datação, a argamassa encontrada em várias partes do núcleo de alvenaria da pirâmide continha minúsculos fragmentos de material orgânico, em geral carvão vegetal calcinado ou caniços. Alguns fragmentos são pequenos demais para admitirem tratamento pêlos métodos padronizados e, por isso, a datação pelo carbono-14 teve que ser efetuada com auxílio de um acelerador atômico, em Zurique, Suíça.

Recolheu-se 71 amostras de treze pirâmides ou de seus monumentos funerários circundantes. Do núcleo de alvenaria da própria Grande Pirâmide extraiu-se 15 amostras em vários níveis, da base até o topo.

Os resultados dos testes anunciados pêlos pesquisadores foram espantosos. Indicavam que a Grande Pirâmide era até 450 anos mais antiga do que a egiptologia havia determinado com base no registro arqueológico. Mais notável ainda foi a informação de que a argamassa no topo da Grande Pirâmide era mais antiga do que a existente na base e que ela era mais velha do que a Pirâmide Escalonada de Zóser, que egiptólogos comprovaram ser a mais antiga de todas.

Todos os egiptólogos concordam, sem a menor dúvida, que a Grande Pirâmide foi construída cerca de cem anos depois da de Zóser. Aqueles questionados sobre o recente projeto de datação com carbono negam a possibilidade de exatidão desses testes. Os pesquisadores, no entanto, declaram que a amostragem foi cuidadosa e que se utilizou métodos eficazes. Anteriormente, um laboratório alemão realizou amostragens em tumbas no Saqqara, e seus testes forneceram também datas em quatrocentos a 450 anos anteriores às tradicionalmente estabelecidas.

Os desnorteantes aspectos do Templo do Vale situado perto da Esfinge impressionaram membros da expedição napoleônica no início do século XIX. François Jomard, membro da expedição, pensou inicialmente que os enormes blocos do templo eram protuberâncias do leito rochoso, cortados toscamente em forma retangular. Conforme já mencionado antes, supõe-se, hoje, que os blocos tenham sido esculpidos in situ. Jomard, porém, notou cimento sobre os blocos e deu-se conta de que observava pedras ali colocadas deliberadamente e que chegavam a pesar quinhentas toneladas. Demonstrando espanto e admiração, escreveu em Description de l’Egypte: “Gostaria de saber quem foram esses egípcios, que, quase que brincando, moveram massas colossais, pois cada pedra em si é um monólito, no sentido de serem enormes.”

Engenheiros não solucionaram até hoje os problemas logísticos implicados no levantamento de pedras de tal magnitude. Teria sido impossível movê-las manualmente e colocá-las com tal perfeição, cimentadas entre si, na pequena área de trabalho. Este ponto ficou bem claro em uma observação de Petrie ao descrever as pedras da galeria interna da pirâmide de Quéops: “A colocação dessas pedras em contato perfeito exigiu trabalho cuidadoso, mas fazer isto com adição de cimento entre as juntas parece quase impossível.” Petrie referia-se a pedras que pesavam dezesseis toneladas — uma mera fração do peso dos blocos do templo.

O chão do Vale do Templo é de lajes de alabastro branco. Blocos de granito faceados e ligados com precisão revestem as paredes internas. A curiosa junção dos cantos no interior não tem semelhança na arquitetura moderna. Blocos se curvam em volta das paredes e se juntam em variados padrões de encaixe tipo quebra-cabeça. Essas pedras duras e maravilhosamente trabalhadas constituem exemplo de um método extraordinário de alvenaria.

Petrie introduziu os enigmas da construção das pirâmides com a publicação do Pyramids and Temples of Giza, em 1883. O tópico permaneceu em banho-maria na mente do público até que os trabalhos de um arqueólogo amador, Erich von Daniken, provocou uma explosão de controvérsias na década de 1970. Em seu livro, Chariots of the Gods?, von Daniken tentou solucionar os numerosos problemas de engenharia do passado. Escreveu: “A Grande Pirâmide é (e continua a ser?) um testemunho visível de uma técnica que nunca foi compreendida. Hoje, no século XX, nenhum arquiteto consegue construir uma cópia da Pirâmide de Quéops, mesmo que disponha dos recursos técnicos. De que modo poderá alguém nos explicar esses e outros enigmas?”

Nosso livro revela o verdadeiro método de construção das pirâmides e, conforme explicaria adiante, a maioria dos mistérios do mundo antigo é finalmente solucionada por uma única e grande inovação científica. A descoberta é tão espetacular e de tal alcance que muitos e importantes aspectos da história antiga serão reescritos inteiramente. Mas, em primeiro lugar, impõe um exame mais profundo dos problemas sem solução da construção das pirâmides.

As pirâmides. A solução de um enigma. Joseph Davidovits e Margie Morris, Editora Record, 1988, Rio de Janeiro-RJ, pp. 07-24.

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Médicos cubanos utilizam terapia com pirâmides

Publicado por: luxcuritiba em janeiro 28, 2011

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Arnoldo Cobo e sua mulher Maura Oliva demonstram o uso das pirâmides em Havana.

As pirâmides, pouco conhecidas no meio cientifico, são populares em Cuba, onde são usadas como remédio caseiro e estão sendo adotadas até por médicos e hospitais do Estado.

Arnoldo Cobo, um aposentado de 72 anos, vende há quatro décadas as figuras geométricas com fins medicinais. Cobo recebe centenas de interessados a cada ano e já verificou todo tipo de efeitos do uso da pirâmide: melhora de asmáticos, efeitos desinflamatórios e energizantes.

O tratamento tem duas restrições: não é aplicado a crianças e a mulheres grávidas. Uma pirâmide fabricada por ele e acompanhada de um manual custa 60 pesos cubanos, equivalente a pouco mais de US$ 2.

Maura Oliva, sua esposa, afirma que curou a enxaqueca. “Além disso, quando me dói o estômago ou tenho acidez, um pouco de água da pirâmide me cura”, conta ela. Os adeptos costumam colocar um copo de água debaixo da pirâmide, cujos lados devem ser iguais aos da base. A figura deve orientar-se entre o norte e o sul.

O médico Ulises Sosa Salinas, um ortopedista cubano, usa a terapia, com a qual afirma já ter tratado cinco mil pacientes. Salinas e seus colegas do Instituto Superior de Ciências Médicas de Camagüey tiveram que superar o ceticismo da população sobre as propriedades das pirâmides.

Os primeiros experimentos no sistema de saúde cubana ocorreram nos anos 80 e 90 com figuras de cartolina e alumínio, relatou o ortopedista. Em 1998, Salinas enfrentou seus colegas durante uma convenção de ortopedia: pegou o braço de uma doutora que sofria de inflamação em uma mão e aplicou a pirâmide fazendo com que o mal-estar passasse logo depois, segundo seus relatos.

No ano seguinte, o especialista escreveu um livro titulado Energia piramidal terapêutica: mito ou realidade? Ele afirmou “Quem nega as capacidades científicas dos antigos povoadores de nosso planeta está negando a história”.

No entanto, os críticos sustentam que esse tipo de prática só posterga o tratamento realmente eficaz das doenças e até põe em perigo a vida do paciente. Um artigo publicado na revista El Escéptico, assinado com o pseudônimo de Giordano Bruno Martí, explica que a “piramidoterapia” pode funcionar como qualquer outro placebo, uma substância inócua que produz no doente efeitos positivos através da auto-sugestão, aliviando a dor, ainda que não traga cura.

Para Martí, os tratamentos com pirâmide não podem impedir ou alterar a evolução de uma doença, mas, por razões psicológicas, fazem com que a enfermidade seja mais amena.

Quanto a estes comentários, Ulises Sosa Salinas rebateu: “Acredito que toda terapia que seja precedida de uma investigação exaustiva pode ser válida se confirmados seus resultados positivos”. Salinas lembrou que hoje são realizados centenas de estudos com substâncias naturais em busca de tratamentos para o câncer ou para a aids.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI159936-EI298,00.html (14.10.2003)

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As Cidades Perdidas do Maranhão

Publicado por: luxcuritiba em dezembro 28, 2010

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Na região amazônica brasileira, no estado do Maranhão, ainda hoje sobrevivem lendas e histórias que falam de cidades perdidas, antigas civilizações e um Eldorado que nunca foi encontrado. Inscrições pré-históricas poderiam estar relacionadas ao deus branco civilizador dos indígenas, Sumé ou Maira, que alguns identificam como o apóstolo São Tomé.

Pablo Villarrubia Mauso

O estado do Maranhão é um dos menos explorados e habitados do Brasil. Situado na região limítrofe entre a Amazônia e a zona de savanas do norte, seu passado colonial tem a presença franceses, holandeses e portugueses, que cobiçaram suas terras em busca de riquezas, especialmente o ouro. Ali, até hoje, os descendentes de escravos falam de grandes tesouros, de cidades perdidas e de antigas civilizações que o tempo se encarregou de enterrar.

Comecei minha viagem pela cidade histórica de São Luís, capital do Maranhão, onde se encontra o maior conjunto arquitetônico colonial português do Brasil. No ambiente repleto de casarões e fachadas restauradas, estas recobertas por azuletos lusitanos, ainda se respira o ar daqueles tempos senhoriais, em que os homens brancos eram transportados em liteiras por escravos negros, que também trabalhavam no difícil cultivo da terra.

Na biblioteca municipal, existem alguns documentos que falam das “cidades perdidas” do Maranhão, histórias que nada ficam devendo à obsessiva e esgotante busca dos espanhóis por ouro e outras riquezas na América.

Os locais da América do Sul em que o ouro abundava parecem ter gerado mitos tão importantes como o do Eldorado ou do Gran Paititi, e o Brasil também teve o seu, no Maranhão. Em 1632, o padre João da Cunha informou o rei de Portugal da existência de minas perdidas nas selvas daquele território. Durante esse período, muitas tropas sofreram um número imenso de desastres buscando o ouro, conforme testemunharam alguns jesuítas.

O padre José Caieiro narrava em seu De Exilio Provinciarum Transmarianrum Assistenteiae Lusitanae Societatis Iesu, de 1757, que, próximo à aldeia de Acarará, havia campos com minas de ouro que os jesuítas exploravam às escondidas. O autor supõe que os membros da Companhia de Jesus ocultavam o ouro em locais secretos de seus colégios e igrejas.

Outro religioso, o padre Serafim Leite, em sua História da Companhia de Jesus no Brasil – baseado em documentos encontrados na Biblioteca de Evora, em Portugal –, mencionava que, em 1728, corriam rumores de que havia minas de ouro riquíssimas na região do Alto Pindaré, também no Maranhão, exploradas em segredo pelos jesuítas, fato que nunca se pôde comprovar.

Os rumores eram tão fascinantes que o próprio governador da província, Alexandre de Souza Freire, organizou uma expedição rumo às “minas de ouro de Pindaré”, sem obter qualquer resultado concreto. O governador justificou o fracasso de sua expedição como “tramas engenhosas da Companhia de Jesus”, referindo-se diretamente ao fato de que os jesuítas lhe ocultaram as minas de ouro.

No capítulo XXV da Relação da Província do Maranhão ou Poranduba Maranhense do Frei Francisco de Nossa Senhora dos Prazeres, é narrado como o tenente-coronel D. Fernando Antonio de Noronha, procedente da corte lusitana, era nomeado governador da capitania de Maranhão, em 14 de setembro de 1792.

Por volta daquela data, um escravo de nome Nicolao, pertencente ao tenente-coronel João Paulo Carneiro, fugiu para as selvas que rodeavam a capital maranhense. Ao voltar, disse que tinha estado nos campos da Lagarteira, onde existia um mocambo ou quilombo que formava uma cidade chamada Axuí, à beira da laguna do Codó, próxima ao Rio Itapicuru, cercada por grandes pântanos cheios de mosquitos e febres.

Segundo contou Nicolao, “os negros eram tão ricos que tinham uma imagem de ouro da Senhora da Conceição, bebiam em cálices do mesmo metal, tinham muito dinheiro de ouro e prata, e o pároco era um jesuíta”. O escravo negro ainda contava que os jovens, todos negros, derretiam as pepitas de ouro para transformá-las em pesadas barras, e que até os dentes de seus habitantes estavam recobertos pelo metal amarelo.

Eles estavam há vários séculos no Axuí, perdidos em meio a rios e pântanos secretos. Anteriormente, tinham sido amigos dos jesuítas e tinham trabalhado para eles nas minas. Contudo, os jesuítas quiseram roubar-lhes o ouro. Para tal, fizeram passagens subterrâneas entre suas igrejas para esconder o ouro do cobiçoso rei de Portugal e também dos próprios escravos que o exploravam nas minas.

Até hoje circulam histórias sobre a existência de galerias subterrâneas construídas pelos jesuítas e o ouro que elas ocultam, cujas entradas poderiam ser algumas das fontes das igrejas. Com a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, em 1759, o primeiro-ministro português, os religiosos não tiveram tempo de carregar o ouro e ali o deixaram.

A história da procura pela cidade de Axuí ganhou impulso quando o governador Fernando de Noronha nomeou o ex-escravo Nicolao “capitão de milícia” e, por algum tempo, este desfrutou de todos os prazeres e luxos da nobreza de São Luís. Juntamente com um sargento português, ele começou a localizar pessoas que viviam na capital e que supostamente tinham alguma relação com os habitantes de Axuí, com os quais trocavam suas mercadorias por ouro. Várias foram presas e torturadas para confessar a existência da cidade. Isso foi suficiente para que o rei de Portugal, D. João VI, custeasse uma expedição com quase 2.000 homens, incluindo escravos e indígenas, para buscar a cidade perdida de Axuí.

Sob o comando do coronel Anacleto Henrique Franco, os expedicionários partiram no dia 30 de agosto de 1794 e se dividiram em dois grupos. Um, em direção a Monin; desembarcando em Santa Helena, marchou até os campos de Lagarteiras, tendo Nicolao como guia. O outro grupo, menor, desembarcou em Alegre e seguiu para Lençóis Grandes, guiado por Antonio Tatú, um dos presos acusados de negociar com Axuí.

Depois de uma infinidade de privações, fome extrema, enfermidades, cruzando rios infestados de mosquitos e pântanos traiçoeiros, o segundo grupo chegou a Lagarteiras 16 dias depois do primeiro grupo. Nesse ínterim, Nicolao havia fugido, e as tropas, frustradas por não terem encontrado nada, marcharam até a costa do Maranhão e depois até São Luís. Mais tarde, o fugitivo foi capturado, acusado de trapaceiro e levado à prisão perpétua. O governador da capitania, Fernando de Noronha, foi deportado para Portugal, onde apodreceu nos fétidos cárceres de Lisboa, junto com alguns de seus ajudantes mais próximos.

Outra cidade encantada do Maranhão situa-se a sudeste do estado, na vasta e pouco conhecida região chamada Carolina. Sua paisagem mágica é composta por grandes montanhas de cumes planos, como mesetas – ali chamadas de “chapadas” –, e por formações geológicas que lembram ruínas de cidades de pedra.

A região também está salpicada por belíssimas cachoeiras, algumas com mais de 50 metros de altura, que recebem nomes exóticos como Pedras Caídas, Itapecuru, Prata e São Romão. Todas estão relacionadas a lendas que atribuem a elas poderes fantásticos e a existência de riquezas em seu interior.

Os poucos habitantes da região – mulatos e mestiços de indígenas –, falam de uma cidade encantada habitada por espíritos dos antigos escravos mortos por seus donos e de indígenas que morreram em combate contra os portugueses.

Na tranqüila cidade de 20.000 habitantes, arborizada com mangueiras frondosas, conheci seu “cronista oficial”, Alfredo Maranhão, um senhor octogenário com quem entabulei extensas conversas sobre os mais diversos temas.

“Há poucos anos”, comentava com erudição Alfredo Maranhão, em sua cadeira de balanço, “foram descobertas umas inscrições estranhas nas serranias de Carolina. Algumas são símbolos desconhecidos, outras mostram pegadas humanas e de animais talhadas nas rochas. As antigas tradições falam de um deus branco e civilizador que os cristãos portugueses dizem ser São Tomé”.

Das estantes empoeiradas de sua casa, Alfredo Maranhão tirou um volume grosso sobre a história colonial do Brasil. Molhando o dedo nos lábios, o cronista de Carolina folheou o livro raríssimo chamado História da Missão dos Padres Capuchos na Ilha do Maranhão e Terras Circunvizinhas, escrito em 1612 pelo capuchinho francês Claude d’Abbeville. Segundo diz um dos capítulos da volumosa obra sustentada com dificuldade por Afredo, naquele mesmo ano d’Abbeville soube pelos indígenas tupinambás do Maranhão que existiam inscrições nas pedras que pertenciam a um grupo de estrangeiros misteriosos. Um dos membros da tribo disse-lhe que “ao ver que os do nosso povo não acreditavam neles, os profetas subiram aos céus, deixando as pegadas de seus pés gravadas com cruzes nas rochas próximas ao rio Potiú, que tu vistes tão bem como eu…”

Outro capuchinho francês do século 17, Yves d’Evreux, informou em seu Viagem ao Norte do Brasil, sobre outro local semelhante no estado do Maranhão. Os indígenas lhe contaram de um deus civilizador, Maratá de Tupã, realizador de grandes feitos e que deixou esculpidos em “uma rocha, uma espécie de mesa, imagens, letras, a forma de seus pés e de seus companheiros, as patas dos animais que levavam e os furos de seus bastões”.

Astutamente, D’Evreux usou uma estátua de São Bartolomeu e a brandiu entre os índios como sendo o “grande Maratá”, que os salvaria das desgraças. Uma clara tentativa de evangelizar os pagãos.

Alguns dias depois da conversa com Alfredo Maranhão, consegui junto à prefeitura de Carolina um jipe e um guia que me conduziria às inscrições, a uns 120km da cidade. Vicente Cirilo de Souza, guia e motorista, conhecia uma parte do extenso território coberto por mata brava, selvas e savanas, apenas interrompidas pelas mesetas, cujos cumes abrigam verdadeiros oásis aos quais poucos conseguiam chegar, devido à dificuldade da subida.

Uma das mesetas mais impactantes podia ser vista de Carolina (próxima da Serra das Malícias), e seus habitantes a chamam de Morro do Chapéu, por sua semelhança com um chapéu. Com vários quilômetros de comprimento, era habitada apenas por bois e vacas zebu que se perdiam em suas encostas escarpadas.

As chapadas se transformavam em montanhas de cumes cada vez mais estreitos, e sua base cônica nos fazia recordar gigantescas pirâmides abandonadas. Ao passar por um desfiladeiro, encontramos grandes formações de pedra: era a “cidade encantada” da qual os nativos falavam. Não me surpreendeu que aquele local – pela própria magia de sua natureza –, tivesse servido de “Meca” para os antigos e desconhecidos habitantes da região, os mesmos que talharam o Morro das Figuras que então buscávamos.

A certa altura, estávamos perdidos. Foi quando surgiu José dos Santos, um vaqueiro mulato, montado em sua mula. “Eu sei onde está o Morro das Figuras”, ele disse. “Está no final da cidade encantada, por este caminho mesmo”.

Depois de passar por colunas de pedra, algumas com forma humana, como se fossem gigantes nos espreitando, vimos ao longe uma colina isolada, com rochas que formavam monstros saídos das mais antigas tradições medievais. Nós nos aproximamos de uma delas, em cujo paredão encontramos um grande painel onde se dispunham diversas inscrições.

“Não sei quem fez esses desenhos”, disse José dos Santos. “Algumas pessoas de minha aldeia, os mais velhos, dizem que foi um homem que sabia muito e que tinha poderes mágicos. Até hoje nossos curandeiros vêm aqui com os doentes para curá-los. Dizem que esta pedra tem poderes milagrosos”.

José também chamou nossa atenção para as altas chapadas à distância. Lá, segundo ele, existem dezenas de pedras com inscrições semelhantes, nos locais de acesso mais difícil.

Outra teoria para explicar sua origem foi levantada pelo explorador austríaco Ludwig Schwennhagen, que esteve no Brasil no princípio do século 20. Segundo ele, seus autores teriam sido os sacerdotes cários, povo da Ásia Menor, que mil anos antes de Cristo viajavam em embarcações fenícias que chegaram às costas brasileiras.

Para Ludwig, as pegadas na pedra eram a representação do grão-sacerdote Sumer, cujo nome teria sido modificado para Sumé. Em meados do século 20, o escritor francês Jacques de Mahieu atribuiu os buracos aos vikings que chegaram ao Brasil em seus drakkars, por volta de 1250. Um certo padre Gnupa teria chegado com os vikings nessa época e “civilizado” os indígenas, seguindo as pegadas gravadas na pedra pelos vikings e que conduziam sempre em direção ao mar.

Após um dia inteiro percorrendo serras e savanas, voltamos a Carolina, antes passando por um bosque onde o caminho estava interrompido pela queda de um tronco de árvore. Jorge Ramiro Guiú nos ajudou cortando-o com um facão. Jorge é descendente dos índios krao, hoje praticamente desaparecidos da região. “Meu filho se curou de uma picada de cobra no Morro das Figuras”, explicou. “Creio que ali é um lugar pelo qual passou um santo, um homem milagroso. Contudo, outros desenhos parecidos foram destruídos pelos que procuravam tesouros, pois pensam que debaixo daquelas pedras se escondem grandes tesouros”.

O já mencionado Ludwig Schwennhagen fala em seu livro Antiga História do Brasil, de 1100 a.C. a 1500 d.C. (1928) que os fenícios tinham escolhido a ilha de São Luís como ponto de entrada para uma segunda onda de imigrantes. Chamaram-na de Tuapon, que significava “cidade de Tupã” – uma das divindades dos índios tupi –, onde fundaram várias aldeias, das quais 27 ainda existiam na época da chegada dos primeiros europeus. De lá, atravessando pequenos rios, foram navegando até onde hoje está a cidade de Belém do Pará. O nome Maranhão derivaria de Mara-Ion, dado pelos fenícios. Tudo isso teria acontecido por volta de 1100 a.C., ou seja, muito antes do descobrimento do Brasil pelos portugueses.

Durante o curto período de ocupação francesa da costa do Maranhão, o frei e cronista Claude d’Abbeville escreveu um diário de viagem no qual falava sobre os avançados conhecimentos astronômicos dos índios tupinambás do Maranhão. Ludwig atribuiu esse conhecimento às influências trazidas pelos sábios da antiga Caldéia, situada na Mesopotâmia, que vinham a bordo das embarcações fenícias.

Os restos mais palpáveis dos fenícios no Maranhão estariam no Rio Pinaré, onde o Lago Maracu mostra restos petrificados que pertenceriam aos estaleiros daquele povo, além de outros portos fluviais situados em três lagos que existem na confluência dos rios Mearim, Pinaré e Grajaú. Nas margens dos rios Gurupi e Ireiti, os fenícios exploraram as minas de ouro e tinham como base a aldeia de Carutapera (segundo Ludwig, “taba dos carus”, sendo carus o nome que os indígenas davam aos fenícios). À chegada dos portugueses, o local ainda existia como uma aldeia dos tupis, que conheciam bem a existência das minas de ouro.

Schwennhagen ainda dizia que na península situada em frente à cidade de São Luís, possivelmente em Alcântara, foram encontrados restos de antigas muralhas cuja origem não pôde ser comprovada no tempo dos europeus. Na ilha de Troína, também no Maranhão, os navegantes ainda hoje avistam grandes blocos de pedras provenientes de muralhas de uma praça forte e alta.

No início do século 19, o coronel Antonio Bernardino P. do Lago mencionou em seu livro, Itinerário da Província do Maranhão, a existência de minas nas imediações do Lago Cajari. em cujas margens se encontravam vestígios de habitações que pareciam alinhamentos.

Esses vestígios estão próximos do povoado de Penalva, que, outrora, foi uma aldeia dos índios gamela, criada depois da expulsão dos jesuítas no século 18. Mas o certo é que as “habitações” vistas pelo coronel Bernardino não eram missões jesuíticas.

Em 1919, o explorador e arqueólogo Raimundo Lopes iniciou escavações num terreno cheio de lama, no centro do Lago Cajari, durante uma seca jamais vista na região. Isso facilitou suas escavações, já que em alguns trechos a profundidade não ultrapassava 50 centímetros. Contudo, em condições normais, o nível de água é de dois ou três metros, e oculta uma cidade extinta. Algumas centenas de anos antes, o nível do lago e de suas margens devia ser mais baixo que o de hoje. Do barro mole, Raimundo Lopes via surgir grande número de troncos negros de árvores, como um imenso bosque morto.

Pouco a pouco, ele foi encontrando restos de cerâmica e objetos de pedra, atribuídos a um povo relativamente numeroso e bem organizado. Mas quem teriam sido seus habitantes? Os poucos vestígios encontrados – as condições de preservação do lago não são as mais propícias –, não dão muitas pistas. No entanto, foram encontrados muitos troncos grandes e fortes, que apóiam a teoria de que ali foram construídas casas que se elevavam acima do nível da água na época das chuvas.

No mesmo ano, Raimundo Lopes encontrou outra cidade construída em palafitas no Lago Encantado e, em 1922, no Lago Maiobinha. Em 1923, expôs os resultados de suas escavações durante uma conferência no Museu Nacional do Rio de Janeiro, quando disse que as construções eram palafitas assentadas sobre uma região pantanosa.

Embora fragmentada, a cerâmica encontrada na região de Cajari parece ter sido bastante elaborada, pintada em vermelho e preto, com relevos zoomorfos, e seria mais antiga do que a cerâmica da Ilha de Marajó, na foz do Rio Amazonas, uma das mais bonitas do mundo. Contudo, Lopes acreditava que a cerâmica de Cajari não tinha qualquer relação com outras culturas da região amazônica.

O arqueólogo não pôde encontrar qualquer figura humana representada nos restos de cerâmica, e tampouco restos de ossos humanos, impossibilitando assim a identificação da raça de seus antigos ocupantes.

A descoberta mais importante no lago foi o dos muiraquitãs, amuletos com forma estilizada de rã, como os que foram encontrados na região amazônica de Santarém, e que são atribuídos às míticas mulheres amazonas. Lopes dizia que “…os amuletos do Cajari são semelhantes aos do baixo Amazonas, México e Costa Rica, feitos com uma técnica bastante avançada”. Mas, ao contrário da América Central, os muiraquitãs do Maranhão foram feitos de ágata e não de jadeíta.

As Pegadas do Deus Branco

Segundo os antigos cronistas, os indígenas desconheciam a origem das inscrições rupestres e as atribuíam a seus antepassados mais remotos. Os arqueólogos também desconhecem quem pode ter feito os petróglifos e, segundo algumas datações, eles são anteriores ao primeiro milênio antes de Cristo. As pegadas, até hoje, são consideradas sagradas e, em alguns lugares do Brasil, objeto de culto.

Curiosamente, em vários locais do mundo, as pegadas humanas em pedra são atribuídas a um velho benfeitor, geralmente alguma entidade superior, como Buda, na China, ou Adão, no Ceilão, e Cristo, no Oriente Médio.

Ainda hoje os índios kaapor do Maranhão mantêm viva uma tradição que fala de Mair, ou Maíra, um deus civilizador. Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, ainda hoje os kaapor vêem seu deus se deslocando pelo céu nas noites de verão.

Em 1939, o mesmo antropólogo relatou que um índio kaapor, chamado Uirá, decidiu junto com sua família percorrer o caminho seguido por Maíra, segundo as antigas tradições. Com o corpo pintado e adornado com plumas, armado de arco e flechas, percorreu centenas de quilômetros e chegou até São Luís, a capital do Maranhão, onde foi preso. A polícia considerou-o “louco”; contudo, funcionários do Serviço de Proteção ao Indígena o libertaram. Em São Luís, ao ver o mar, Uirá gritou de alegria, pois sabia que, mais além, cruzando o oceano, encontraria a terra mítica de Maíra, uma espécie de paraíso terreno. Após várias tentativas fracassadas, Uirá e sua família foram repatriados para sua aldeia. No caminho, Uriá, desesperado por não atingir seu objetivo, se atirou no Rio Pindaré, suicidando-se em suas águas agitadas. A morte trágica do indígena era, para ele, o atalho para chegar ao paraíso também celestial de Maíra.

As inscrições que eu observava estavam relacionadas ao mítico Sumé, ou segundo os frades e jesuítas da época da colonização, a São Tomé, uma corruptela do nome do famoso apóstolo que pregou por terras do Oriente nos primórdios do cristianismo.

As crônicas dos séculos 16 e 17 falam da possível viagem de São Tomé à América. Os indígenas confundiram-no com os primeiros portugueses que aqui chegaram, pois Sumé era uma entidade de pele branca, com barbas e totalmente vestido, ao contrário dos indígenas.

http://www.revistasextosentido.net/news/%20as%20cidades%20perdidas%20do%20maranh%C3%A3o/

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Pirâmides são achadas sob lago na China

Publicado por: luxcuritiba em dezembro 28, 2010

piramidal.net | lojapiramidal.com

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Uma equipe de arqueólogos chineses descobriu três estruturas arquitetônicas similares às pirâmides maias sob o lago Fuxian, na província sulina de Yunnan, informou nesta segunda-feira a rádio estatal.

Imagens subaquáticas obtidas pela equipe mostram um conjunto arquitetônico de pelo menos 2,4 quilômetros quadrados e composto no total de oito edificações principais, três das quais estão dispostas em pisos unidos por escalinatas ao estilo das pirâmides latino-americanas.

Uma delas tem forma circular e conta com uma base de 37 metros, enquanto as outras duas, de maior altura, estão conectadas entre si por um corredor de pedra de 300 metros de comprimento.

Os especialistas consideram que o conjunto arquitetônico é obra de uma civilização antiga que viveu há aproximadamente 2.000 anos, em tempos das dinastias Qin e Han, as primeiras que unificaram e governaram o país.

A equipe de arqueólogos assentado no lago Fuxian, o segundo mais profundo do país, descobriu diferentes vestígios que parecem confirmar a existência de uma cidade antiga submersa sob suas águas.

Segundo algumas teorias, pode ser Yuyuan, desaparecida misteriosamente há centenas de anos e citada nos estudos do historiador clássico chinês Han Shu.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14105.shtml

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