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Usinagem do núcleo de granito por ultra-som

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

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Diz Dunn:

O detalhe mais significativo dos furos e núcleos estudados por Petrie é que a ranhura vai mais fundo no quartzo do que no feldspato. Cristais de quartzo são empregados na produção de ultra-sons e respondem à vibração nas ga­mas ultra-sônicas, podendo ser induzidos a vibrar em alta frequência. Na usinagem de granito com ultra-sons, o material mais duro (quartzo) não oferece necessariamente mais resistência, tal como ocorre ao se empregar métodos de usinagem convencionais. Uma ferramenta de vibração ultra-sônica encontraria muitos parceiros simpáticos ao cortar granito, mesmo estando dentro do próprio! Em vez de resistir à ação de corte, o quartzo é induzido a responder e a vibrar em simpatia com as ondas de alta frequên­cia, amplificando a ação abrasiva da ferramenta.

O fato de haver uma ranhura pode ser explicado de diversas formas: um fluxo de energia desigual pode ter feito com que a ferramenta oscilasse mais de um lado do que do outro; a ferramenta pode ter sido mal montada; um acúmulo de abrasivo de um lado da ferramenta pode ter criado a ranhura quando a ponta penetrou o granito.

Os lados afilados do furo e do núcleo são perfeitamente normais quando levamos em conta os requisitos básicos para todos os tipos de ferramenta de corte: que haja uma folga entre as superfícies não-funcionais da máquina e a peça sendo trabalhada. Em vez de termos um tubo retilíneo, teríamos, portanto, um tubo com a espessura de parede cada vez mais fina ao longo de sua extensão. O diâmetro externo vai ficando cada vez menor, criando folga entre a ferramenta e o furo; e o diâmetro interno vai ficando maior, criando folga entre a ferramenta e o núcleo central. Isso permite que um fluxo livre de abrasivo atinja a área de corte.

Uma broca tubular nessas condições também explica o afilamento das late­rais do furo e do núcleo. Usando uma broca tubular feita de material mais mole do que o abrasivo, a superfície cortante iria ficar cada vez menor. Por­ tanto, as dimensões do furo corresponderiam às dimensões da ferramenta na extremidade cortante. Com o desgaste da ferramenta, o furo e o núcleo refletiriam isso na forma do afilamento.”5

Dunn afirma que com a usinagem ultra-sônica, a ferramenta pode pe­netrar reto na peça sendo trabalhada. Ela também pode ser aparafusada na peça. A ranhura espiral pode ser explicada caso levemos em conta um dos métodos que se costuma usar para avançar componentes de máquinas de maneira uniforme. A velocidade de rotação da broca não está implicada nesse método de corte, sendo apenas um meio de fazer com que o instrumento penetre a peça. Usando o método da porca e do parafuso, a broca tubular pode avançar com eficiência para dentro da peça, girando no sentido horá­rio. O parafuso iria rosquear-se gradativamente pela porca, forçando a bro­ca oscilante para dentro do granito. Seria o movimento da broca induzido pelo ultra-som que faria o corte, e não a rotação. Esta só seria necessária para manter a ação de corte na superfície de trabalho. Por definição, o pro­cesso não é uma perfuração convencional, mas um processo de moagem no qual são usados abrasivos para impactar o material de tal forma que se con­segue remover uma porção controlada de material.

Diz Dunn

Outro método pelo qual as ranhuras poderiam ter surgido é o emprego de uma ferramenta rotatória de trepanação, montada de maneira excêntrica em relação ao seu eixo de rotação. Clyde Treadwell, da empresa Sonic Mill Inc., em Albuquerque, Novo México, explicou-me que quando uma broca excêntrica gira dentro do granito, ela vai sendo lentamente forçada a se ali­nhar com o eixo de rotação do eixo da máquina. As ranhuras, segundo ele, poderiam ter sido criadas quando a broca foi retirada rapidamente do furo. Se a teoria de Treadwell estiver correta, ainda irá exigir nível tecnológico bem mais desenvolvido e sofisticado do que se costuma atribuir aos antigos cons­trutores de pirâmides. Esse método pode ser uma alternativa válida para a teoria da usinagem ultra-sônica, embora o ultra-som resolva todas as per­guntas não respondidas das outras teorias. Podem ter sido propostos méto­dos que abrangem determinado aspecto das marcas de máquina, mas não chega ao método descrito aqui. Quando procuramos um único método que dê respostas para todos os dados é que nos afastamos da usinagem primitiva, ou até da convencional, e somos forçados considerar métodos um tanto anômalos para esse período da história.16

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp. 277-279.

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Dentro da Câmara do Rei

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

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Dunn diz que as marcas de ferramentas no interior do sarcófago de granito da Câmara do Rei indicam que quando o granito foi escavado, fo­ram feitos cortes preliminares, mais grosseiros, fazendo-se furos no ma­terial ao redor da área a ser removida. Segundo Petrie, esses furos de broca foram feitos com uma broca tubular, deixando um núcleo central que deve ser retirado após a execução do furo. Depois que todos os furos foram fei­tos e que todos os núcleos foram removidos, Petrie deduz que o sarcófago foi trabalhado manualmente até se chegar à dimensão desejada. Mais uma vez, os operários que trabalharam nesse bloco específico de granito dei­xaram que as ferramentas os ludibriassem, e os erros resultantes ainda podem ser encontrados no interior do sarcófago da Câmara do Rei:

No interior, a leste, vê-se o resto de um furo feito com broca tubular, pois a broca foi inclinada para o lado, e não utilizada verticalmente. Eles se esfor­çaram para polir aquela parte, e tiraram dela 2,5 milímetros; mas ainda deixaram a lateral do furo com 2,5 milímetros de profundidade, 75 milímetros de comprimento e 33 milímetros de largura; o fundo localiza-se a uns 21,5 centímetros abaixo do topo original do sarcófago. Eles cometeram um erro similar no interior ao norte, mas de consequências menos graves. Há vestí­gios de linhas horizontais de desbaste no interior oeste.

Diz Dunn:

Os erros observados por Petrie não são incomuns em oficinas modernas, e devo confessar que eu mesmo os cometi algumas vezes. Diversos fatores podem estar envolvidos na criação dessa condição, embora eu não consiga visualizar nenhum deles como fruto de operação manual. Mais uma vez, enquanto aplicavam a broca ao granito, os operários cometeram um erro antes de conseguir detectá-lo.

Vamos, por um momento, imaginar que a broca estava sendo aplicada ma­nualmente. Até que profundidade eles conseguiriam perfurar o granito antes da broca ter de ser removida para que pudessem limpar o furo? Seriam capa­zes de perfurar 21,5 centímetros de granito antes de remover a broca? Para mim, é inconcebível atingir tal profundidade com uma broca manual sem a retirada frequente dessa ferramenta para limpar o furo, ou sem se conseguir remover os detritos durante a operação da broca. Portanto, é possível que a retirada frequente da broca revelasse o erro, e que eles percebessem a direção seguida pela broca antes de avançar 5 milímetros sobre a lateral do sarcófago, e antes do furo ter uns 21 centímetros. Dá para perceber que a mesma situa­ção ocorreu com a broca e com a serra? Temos duas operações em alta veloci­dade, com erros cometidos antes que os operários tivessem tempo de evitá-los. Embora se negue que os antigos egípcios conheciam a roda, as evidências provam não só que eles a possuíam como também tinham uso mais sofisti­cado para ela. A evidência do trabalho com torno é nitidamente visível em alguns artefatos catalogados no Museu do Cairo, bem como nas peças estu­dadas por Petrie. Duas peças de diorito da coleção de Petrie foram identifi­cadas por ele como fruto de trabalho em um torno.”

Dunn observa que Petrie não disse como inspecionou os trabalhos, se usando instrumentos de metrologia, microscópio ou a olho nu. Ele tam­bém menciona que nem todos os egiptólogos aceitam as conclusões de Petrie. Em Ancient Egyptian materials and indiustries, o autor, Lucas, levanta objecoes à conclusão de Petrie sobre as ranhuras que teriam sido fruto de pontas fixas com pedras engastadas. Diz ele:

Em minha opinião, admitir o conhecimento do corte de pedras preciosas para se confeccionar dentes, engastando-os em metal para que suportem a pressão do uso intenso – tudo isso em um período antigo da história -, seria mais difícil do que aceitar sua presença pela suposição de seu uso. Mas será que havia mesmo dentes nesses trabalhos, como propõe Petrie? As evidên­cias a favor de sua presença são as seguintes:

(a)  um núcleo cilíndrico de granito sulcado por uma ponta de gravação, com ranhuras contínuas e formando espirais, vendo-se, em uma parte, uma única ranhura com cinco rotações ao redor do núcleo;

(b)  parte de um furo de broca em diorito com dezessete ranhuras equidis­tantes devidas à rotação sucessiva da mesma ponta de corte;

(c)  outra peça em diorito com uma série de ranhuras, feitas a uma profun­didade de 0,25 milímetro em um único corte.

(d)  outras peças em diorito mostrando os sulcos regulares e equidistantes de uma serra;

(e)  dois pedaços de vasilha em diorito com hieróglifos entalhados nela por uma ponta de corte livre, sem aparas ou deslizes.

Mas se um pó abrasivo tiver sido usado com serras e brocas de cobre mole, é bem provável que pedaços de abrasivo tenham penetrado o metal, no qual podem ter ficado por algum tempo; e que tal dente acidental e temporário tenha produzido o mesmo efeito que dentes intencionais e permanentes.13

Lucas especula que a retirada da broca tubular para remover detritos e inserir mais abrasivo no furo tenha criado os sulcos. Essa teoria tem seus problemas. Dunn afirma ser duvidoso que uma simples ferramenta acionada manualmente permaneça em rotação enquanto os operários a retiram do furo. Do mesmo modo, tornar a colocar a ferramenta em um furo limpo com mais abrasivo não exige que a ferramenta gire até chegar à superfície de trabalho. Há ainda a questão do afilamento, tanto do furo como do núcleo. Ambos permitiriam espaço suficiente entre a ferramenta e o granito, criando assim o contato necessário para criar as ranhuras que, de outro modo, seriam impossíveis nessas condições.

Diz Dunn.

O método que proponho explica como os furos e núcleos encontrados em Gize teriam sido feitos. Ele pode criar todos os detalhes que intrigaram Petrie e a mim. Infelizmente para Petrie, o método era desconhecido na época em que ele fez seus estudos, e por isso não deve surpreender que ele não tenha conseguido respostas satisfatórias.

A aplicação de usinagem por ultra-som é o único método que satisfaz plena­mente a lógica, do ponto de vista técnico, e explica todos os fenómenos ob­servados. Usinagem ultra-sônica é o movimento oscilatório de uma ferramenta que desbasta o material, como uma britadeira quebrando o con­creto da calçada, só que mais depressa e de forma não muito visível. A ferra­menta ultra-sônica, vibrando em frequência de 19 a 25 mil ciclos por segundo (Hertz), tem aplicação singular na usinagem precisa de furos de formato diferente em materiais duros e quebradiços, como aço endurecido, carburetos, cerâmicas e semicondutores. Uma pasta abrasiva é usada para acelerar a ação de corte.14

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp. 274-277.

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A usina de força de Gize. Parte 1

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

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A ideia de que as pirâmides eram aparelhos para o aproveitamento da energia do Cinturão de Van Allen (com o corpo da pirâmide servindo de anteparo, como o isolante que envolve fios elétricos) é a sugestão mais incrível de todas. Essa teoria está sendo defendida pelo engenheiro inglês Christopher Dunn. Em 1998, Dunn escreveu The Giza power plant: technologies of ancient Egypt,8 no qual apresenta suas teorias e oferece provas de que o antigo Egito abrigou maquinários e conhecimentos de engenharia avançados.

Dunn afirma que a Terra pode ser uma gigantesca usina de força, e que pirâmides, obeliscos e megálitos podem fazer parte desse grande “sis­tema de energia”. Ele diz que a Grande Pirâmide foi uma imensa usina de força e que ressonadores harmónicos foram alojados em ranhuras sobre a Câmara do Rei. Ele também sugeriu a ocorrência de uma explosão de hi­drogénio dentro da Câmara do Rei, que teria encerrado as operações da usina de força.

Em agosto de 1984, a revista Analog publicou um artigo de Dunn intitulado “Maquinário avançado no antigo Egito?”. Foi um estudo do li­vro Pyramids and temples of Gizeh, escrito por sir William Flinders Petrie. Dunn está convencido de que os egípcios usaram máquinas avançadas, em certos casos:

Desde a publicação do artigo, visitei o Egito duas vezes, e após cada visita voltei respeitando mais e mais os antigos construtores de pirâmides. Em minha visita de 1986, fui ao Museu do Cairo e dei uma cópia de meu artigo, juntamente com meu cartão de visitas, ao diretor do museu. Ele me agrade­ceu gentilmente, jogou o artigo em uma gaveta juntando-o a outros mate riais variados e saiu da sala. Outro egiptólogo levou-me à “sala de ferramentas” para instruir-me sobre os métodos dos antigos pedreiros e mostrar-me algumas caixas com primitivas ferramentas de cobre. Pergun­tei ao meu anfitrião o que ele sabia sobre o corte de granito, pois era esse o foco de meu artigo. Ele explicou que os antigos egípcios faziam uma ranhura no granito, inseriam nela cunhas de madeira e depois ensopavam a madeira com água. A madeira inchava e criava pressão sobre a fenda, partindo a pe­dra. Partir uma pedra é bem diferente de usiná-la, e ele não soube explicar como implementos de cobre podiam cortar granito, mas estava tão empol­gado com sua própria explicação que não o interrompi. Para provar seu ar­gumento, ele foi comigo até uma agência de turismo próxima do museu e me incentivou a comprar uma passagem aérea até Assuã, onde, segundo disse, a evidência era clara. Eu devia ver as marcas da extração lá, insistiu, bem como o obelisco inacabado.

Obediente, comprei as passagens e cheguei em Assuã no dia seguinte. Após aprender alguns costumes egípcios, fiquei com a impressão de que essa não era a primeira vez que meu amigo egiptólogo se dirigia à agência de turismo para sugerir viagens a Assuã. Observando as marcas da extração, os métodos descritos, que seriam o único meio pelo qual os construtores de pirâmides extrairiam blocos das rochas de Assuã, não me satisfizeram. Encontra-se lá um grande furo circular, feito na lateral do leito rochoso, que tem uns 37 cen­ tímetros de diâmetro e um metro de profundidade, localizado no canal que percorre a extensão do obelisco – cujo peso estimado é de 3 mil toneladas. O furo foi feito em ângulo, com a parte superior invadindo o espaço do canal. Os antigos podem ter usado brocas para remover material do perímetro do obelisco, extraído esse material entre os furos e depois removido as pontas.9

Exemplos de usinagem apresentados por Dunn

Exemplos de usinagem apresentados por Dunn

Dunn diz que a arqueologia é basicamente o estudo dos fabricantes de ferramentas através da história, e os arqueólogos identificam o grau de desenvolvimento de uma sociedade a partir de suas ferramentas e arte­fatos. O martelo deve ter sido a primeira ferramenta inventada, e com martelos foram feitos elegantes e belos artefatos. Desde o momento em que o homem descobriu que podia efetuar profundas mudanças em seu ambiente aplicando força com razoável grau de precisão, o desenvolvi­mento de ferramentas tem sido um contínuo e fascinante aspecto da atividade humana. Dunn diz que a Grande Pirâmide lidera uma longa relação de artefatos que foram mal compreendidos e mal interpretados pêlos ar­queólogos, que desenvolveram teorias e métodos baseados em uma coleção de ferramentas com as quais eles se esforçam em replicar os aspectos mais simples das obras antigas. Diz Dunn:

Em sua maioria, as ferramentas primitivas descobertas são consideradas contemporâneas dos artefatos. Contudo, nesse período da história egípcia, foram produzidos artefatos em quantidade, mas sem ferramentas que ex­plicassem sua criação. Os antigos egípcios criavam artefatos que não po­dem ser explicados em termos simples. Essas ferramentas não representam plenamente o “estado da arte” que os artefatos evidenciam. Há alguns objetos intrigantes que sobreviveram a essa civilização, e apesar de seus monu­mentos mais visíveis e impressionantes, temos apenas uma pálida compreensão da abrangência de sua tecnologia. As ferramentas que os egiptólogos exibem como instrumentos de criação de muitos desses incrí­veis artefatos são fisicamente incapazes de reproduzi-los. Após nos extasiarmos diante dessas maravilhas da engenharia, vemos a pobre coleção de instrumentos de cobre na caixa de ferramentas do Museu do Cairo e ficamos intrigados e frustrados.

Dunn afirma que o egiptólogo inglês, sir William Flinders Petrie, também reconheceu que essas ferramentas eram insuficientes. Ele ex­plorou a fundo essa anomalia em Pyramids and temples of Gizeh, e fi­cou espantado com os métodos usados pêlos egípcios para cortar rochas ígneas. Ele atribuiu aos egípcios métodos que “[…] só agora estamos co­meçando a compreender”.

Diz Dunn:

Não sou egiptólogo, sou um tecnólogo. Não tenho muito interesse em quem morreu, quando, se levou alguém consigo e para onde foram. Não quero des­respeitar o imenso trabalho ou milhões de horas de estudo dedicadas a esse tema por estudiosos inteligentes (profissionais e amadores), mas meu interesse, e portanto meu foco, está dirigido para outro lugar. Quando analiso um artefato para investigar como ele foi produzido, não me preocupo com sua história ou cronologia. Tendo dedicado boa parte de minha carreira a lidar com máquinas que efetivamente criam artefatos modernos, como com­ponentes de turbinas a jato, sou capaz de analisar e determinar a maneira pela qual foi fabricado um artefato. Também tenho experiência em métodos de manufatura não-convencionais, como processamento a laser e máqui­nas de descarga elétrica. Dito isso, devo dizer que, ao contrário do que se costuma especular, não vi evidências do uso do laser no corte das pedras egípcias. Contudo, há evidências de que foram usados outros métodos de acabamento não-convencionais, além de técnicas mais sofisticadas e con­vencionais como serrar, tornear e usinar. Sem dúvida, alguns dos artefatos que Petrie estava estudando foram produzidos com o uso de tornos. Há ain­da evidências nítidas de sinais de torneamento em algumas tampas de “sar­cófagos”. O Museu do Cairo contém evidências suficientes para provar que os antigos egípcios usavam métodos de fabricação altamente sofisticados, caso sejam analisados adequadamente.

Há vários artefatos que, de maneira quase inegável, indicam o uso de má­quinas pêlos construtores das pirâmides. Esses artefatos, analisados por William Flinders Petrie, são fragmentos de rocha ígnea extremamente dura. Esses pedaços de granito e de diorito exibem sinais idênticos aos deixados quando se cortam rochas ígneas duras com máquinas modernas. É chocan­te perceber que o estudo feito por Petrie sobre esses fragmentos não tenha atraído a atenção, pois há evidências inequívocas de métodos mecânicos de usinagem. Provavelmente, deve surpreender muita gente saber que há um século são aceitas evidências provando que os antigos egípcios usavam fer­ramentas como serrotes, serras circulares e até tornos. O torno é o pai de todas as máquinas-ferramenta, e Petrie apresenta evidências de que os an­tigos egípcios não apenas usavam tornos, mas também realizavam proezas que, pêlos padrões atuais, seriam consideradas impossíveis sem ferramen­tas altamente especializadas, como o corte de raios esféricos côncavos e convexos sem causar rachaduras no material.

Exemplos de usinagem apresentados por Petrie.

Enquanto escavam as ruínas de antigas civilizações, será que os arqueólogos identificam imediatamente o trabalho de máquinas a partir das marcas dei­xadas no material ou da configuração da peça que estão contemplando? Feliz­mente, um arqueólogo teve percepção e conhecimento para identificar essas marcas, e, embora na época em que as descobertas de Petrie foram publicdas a indústria de máquinas estivesse na sua infância, a expansão dessa in­dústria desde então recomenda uma nova análise de suas descobertas.

E prossegue:

Tendo trabalhado com o cobre em diversas ocasiões, e tendo endurecido o metal da maneira sugerida anteriormente, essa frase me pareceu simples­mente ridícula. É claro que você pode endurecer o cobre malhando-o repeti­das vezes ou mesmo entortando-o. Contudo, depois que se atingiu determinada rigidez, o cobre começa a rachar e a quebrar. É por isso que, ao se trabalhar longamente com o cobre, é preciso temperá-lo novamente, ou amolecê-lo, caso se queira manter a peça íntegra. Mesmo endurecido, o co­bre não é capaz de cortar granito. A mais dura liga de cobre que existe é feita de cobre e berílio. Não há evidências a sugerir que os antigos egípcios possuíam essa liga, mas, mesmo que possuíssem, a liga ainda não seria dura o suficiente para cortar granito. O cobre tem sido descrito como o único metal disponível na época da construção da Grande Pirâmide. Por isso, de-duz-se que todo trabalho com ferramentas deve ter sido baseado nesse ele­mento básico. Entretanto, podemos estar completamente enganados até em acreditar que o cobre era o único metal conhecido dos antigos egípcios, pois outro fato pouco conhecido sobre os construtores das pirâmides é que eles também produziam ferro.

Sem voltar no tempo e entrevistando os operários que trabalharam nas pi­râmides, talvez nunca venhamos a ter certeza sobre os materiais usados em suas ferramentas. Qualquer discussão sobre o tema seria vã, pois en­quanto não se tem uma prova à mão não se pode tirar qualquer conclusão satisfatória. No entanto, a maneira pela qual os pedreiros usavam suas fer­ramentas pode ser discutida, e, se compararmos os métodos empregados atualmente para cortar granito com o produto acabado (como cofres de gra­nito, por exemplo), teremos alguma base para traçar um paralelo. Os atuais métodos para cortar o granito incluem o uso de serra de fio e de um abrasivo, geralmente carbonato de silício, que tem uma dureza compa­rável à do diamante e que, portanto, é duro o suficiente para cortar o cristal de quartzo contido no granito. O fio é um aro contínuo, mantido em rotação por duas rodas, uma das quais é motora. Entre as rodas – cuja distância pode variar, dependendo do tamanho da máquina – corta-se o granito em­purrando-o contra o fio ou segurando-o firmemente e permitindo que o fipasse por ele. O fio não corta o granito, mas é o veículo pelo qual os grãos de
carbonato de silício realizam o corte em si.

Analisando a forma dos cortes feitos nos itens de basalto 3b e 5b, é possível imaginar que foi utilizada uma serra de fio, que deixou sua marca na pedra. O raio pleno na base do corte tem exatamente a forma que seria deixada por uma dessas serras.

O senhor John Barta, da John Barta Company, informou-me que as serras de fio usadas hoje em pedreiras cortam o granito com grande rapidez, e que as serras de fio com carbonato de silício cortam o granito como se fosse man­teiga. Por curiosidade, perguntei ao senhor Barta o que ele achava da teoria do cinzel de cobre e com seu excelente senso de humor, ele fez alguns co­mentários jocosos ao considerar o aspecto prático dessa ideia.

“Se os antigos egípcios usavam serra de fio para cortar pedras duras, elas eram acionadas à mão ou motorizadas? Com minha experiência em ofici­nas, e levando em consideração o número de vezes em que tive de usar uma serra (tanto manual como a motor), parece haver fortes evidências de que em alguns casos, pelo menos, o segundo método foi o usado […]”.10

As observações de sir William Petrie sustentam o que disse Dunn. Estas são as suas anotações sobre o sarcófago na Câmara do Rei da Grande Pirâmide:

Do lado norte (do sarcófago) há um lugar, próximo da face oeste, em que a serra penetrou fundo demais no granito, o que foi corrigido pêlos pedrei­ros; mas essa correção também foi excessivamente profunda, e 5 centímetros depois eles fizeram nova correção, pois tinham cortado 2,5 milímetros
a mais do que pretendiam […]

A seguir, seu comentário sobre o sarcófago da segunda pirâmide:

O sarcófago foi bem polido, não só por dentro como por fora, embora tenha sido praticamente incrustado no piso, com os blocos grudados nele. Aparte do fundo foi deixada rugosa, e vê-se que foi primeiro cortada e depois traba­lhada até se atingir a altura certa; contudo, ao serrar, a ferramenta foi fun­do demais antes de recuar; o fundo não ficou totalmente trabalhado e o erro mais grosseiro totalizou 5 milímetros a mais do que a parte trabalhada. Foi a única falha de execução em todo o sarcófago, que foi polido em todas as faces, por dentro e por fora, sem deixar visíveis as linhas de passagem da serra, como no sarcófago da Grande Pirâmide.

Petrie estimou que teria sido necessária a pressão de 1 a 2 toneladas sobre serras de bronze com arestas diamantadas para cortar o granito extremamente duro. Se concordarmos com essas estimativas, bem como com os métodos propostos pêlos egiptólogos com relação à construção das pirâmides, então é possível perceber uma séria desigualdade entre ambos.

Diz Dunn:

Até agora, os egiptólogos não deram crédito a nenhuma especulação que sugere que os construtores das pirâmides possam ter usado máquinas, e não força humana, nesse imenso projeto de construção. Na verdade, eles não atribuíram aos construtores de pirâmides sequer a inteligência necessá­ria para a criação e uso da roda. É notável que uma cultura com capacidade técnica suficiente para criar um torno e, a partir daí, desenvolver uma téc­nica que permitisse usinar raios em diorito duro, não tivesse inventado a roda antes disso tudo.

Petrie presume, de maneira lógica, que os sarcófagos de granito encontra­dos nas pirâmides de Gize foram marcados antes de serem cortados. Os ope­rários receberam parâmetros de trabalho. A precisão exibida nas dimensões dos sarcófagos confirma isso, além do fato de que teriam sido necessários parâmetros para alertar os pedreiros de seu erro.

Embora ninguém possa dizer ao certo como foram cortados os sarcófagos de granito, as marcas de serra sobre a pedra têm certas características que sugerem não terem sido resultado de trabalho manual. Não fosse o fato de haver evidências em contrário, eu até poderia concordar que a fabricação dos sarcófagos de granito da Grande Pirâmide e da segunda pirâmide pode­ria ter empregado somente mão-de-obra – e levado um tempo enorme.

É extremamente improvável que uma equipe de pedreiros, manejando uma serra manual de 3,2 metros, cortasse o granito a uma velocidade tal que ul­trapassasse a linha de referência antes de notar o erro. Retomar a serra e repetir o mesmo erro, tal como fizeram na Câmara do Rei, não ajuda a con­firmar que o objeto foi fruto de trabalho manual.

Quando li o que Petrie escreveu com relação a esses desvios, veio à minha mente uma série de recordações de minhas próprias experiências com serras, tanto motorizadas como manuais. A julgar por essas experiências, além daquilo que observei por aí, parece-me inconcebível que a força humana te­nha sido o elemento de movimentação das serras que cortaram os sarcófa­gos de granito. Não se obtém grande velocidade ao se cortar aço com serra manual sobre um objeto com superfície de trabalho extensa, sobretudo um com as dimensões dos sarcófagos, e a direção seguida pela serra pode ser corrigida bem antes de se cometer um erro sério; naturalmente, quanto menor a peça, mais rápido a lâmina a corta.

Por outro lado, se a serra é mecanizada e corta a peça com rapidez, desvia do curso pretendido e cruza a linha de referência com velocidade tal que o erro é cometido antes que se possa corrigir o problema. Isso não é incomum. Isso não significa que uma serra manual não possa desviar, mas que a velo­cidade da operação determina a eficiência da correção de um erro causado pelo desvio.

[…] Além de indícios externos, outros indicadores do emprego de máquinas de alta velocidade podem ser encontrados no interior do sarcófago de granito da Câmara do Rei. Os métodos evidentemente usados pêlos construtores de pirâmides para escavar o interior dos sarcófagos de granito são similares aos métodos usados hoje para usinar o interior de componentes.”

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp. 267-274.

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Qual era a função das pirâmides?

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 19, 2012

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Embora muitos digam que as pirâmides eram tumbas para os faraós, as evidências contradizem essa teoria. Por mais espantoso que possa parecer, nunca foram encontradas múmias dentro de alguma pirâmide. Mui­tas múmias foram encontradas no Egito, porém não em pirâmides, mas em túneis e esconderijos, como aqueles do Vale dos Reis, onde Tutankamon foi encontrado.

Como diz o arqueólogo Kurt Mendelssohn, normalmente tradiciona­lista, em seu livro The riddle of the pyramids:6

Embora a função funerária das pirâmides não possa ser questionada, é bem mais difícil provar que algum faraó chegou a ser enterrado em uma delas […]

Excetuando-se a pirâmide de degraus de Djoser, com suas singulares câma­ras mortuárias, as outras nove pirâmides não contêm mais do que três sar­cófagos autênticos. Eles estão distribuídos por não menos do que catorze câmaras tumulares. Petrie mostrou que os sarcófagos sem tampa da pirâ­mide de Khufu (Quéops) foram colocados na Câmara do Rei antes que esta recebesse cobertura, pois eram grandes demais para ser levados pela pas­sagem de entrada […] Gostaria de saber o que aconteceu com os sarcófagos desaparecidos. Os saqueadores podem ter quebrado as tampas, mas nunca se dariam ao trabalho de levar um sarcófago espatifado. Apesar de buscas cuidadosas, nunca foram encontrados pedaços de sarcófagos quebrados em passagens ou câmaras. Ademais, devemos lembrar que da pirâmide de Meidun em diante, a entrada se situava bem acima do nível do chão. Na pi­râmide “torta”, até o corredor inferior situa-se 12 metros acima da base, e para levar um sarcófago pesado para dentro ou para fora seria preciso con­tar com uma rampa considerável […]

O fato de terem sido encontrados sarcófagos vazios nas pirâmides de Quéops 3 e de Quéfren é facilmente explicado como obra de intrusos, mas os sarcófa­gos vazios das pirâmides de Sekhemket e da rainha Hetepheres, e um ter­ceiro em um corredor sob a pirâmide de degraus, são outra história. Todos eles ficaram incólumes desde a Antiguidade. Como foram sepultamentos sem cadáver, somos quase forçados a concluir que outra coisa que não um corpo humano deve ter sido enterrada em forma de ritual. Já mencionamos o fato de que Snefru parece ter tido duas, ou mesmo três, pirâ­mides de porte, e obviamente ele não pode ter sido enterrado em todas elas […] Embora poucas pessoas discutam o fato de que as pirâmides tenham alguma conexão com o pós-vida do faraó, a afirmação genérica que os faraós foram nelas enterrados não é de forma alguma incontestável […]. É bem possível que cada pirâmide tenha abrigado o corpo de algum faraó, mas há um nú­mero desagradavelmente grande de fatores que contrariam isso. É na base dessas complexidades e contradições que os egiptólogos tinham de tentar encontrar uma solução para o mais difícil de todos esses problemas: por que essas imensas pirâmides foram construídas, afinal?”7

Se as pirâmides não eram tumbas, então o que eram?

Há uma teoria que diz que eram observatórios astronómicos. Outra ideia é que as pirâmides, especialmente a Grande Pirâmide, eram marcos geodésicos e “cápsulas do tempo”, considerando que um conhecimento su­perior, como geometria e matemática sofisticadas, teria sido incorporado às estruturas. Outros afirmam que as pirâmides eram centros de iniciação. Naturalmente, há os defensores da “energia das pirâmides”. A palavra “pi­râmide”, na verdade, é grega e significa “fogo no centro”.

Fonte: A Incrível Tecnologia dos Antigos, David Hatcher Childress, editora Aleph, 2005, pp. 265-267.

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Observações sobre as práticas do Dr. Salinas com pirâmides

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 6, 2012

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pirámides Ulises

Estive revisando o material sobre os trabalhos com pirâmides que estão sendo feitos em Cuba, pelo dr. Ulises Sosa Salinas e outros, e gostaria de fazer algumas pontuações que considero de maior relevância aos interessados em energias das pirâmides.

1- As pirâmides utilizadas nos tratamentos médicos são orientadas pelo norte magnético, não pelo norte verdadeiro ou norte geográfico, como indicam os radiestesistas em geral.

2- Corticoides anulam os efeitos das pirâmides, como anulam também os efeitos de magnetoterapias e de quaisquer outras terapias alternativas: acupuntura, florais, do-in, etc.

3- Salinas utiliza pirâmides nas proporções da pirâmide de Quéops, e também pirâmides formadas com triangulos equiláteros, ou seja, a medida da base é igual as medidas das arestas (fora das proporções de Quéops portanto). Com ambas ele obtém resultados positivos de cura.

4- As pirâmides são feitas de alumínio (arestas) ou de acrílico (fechadas?). Normalmente com cerca de 30cm de altura ou de base, para aplicações locais, ou grandes o suficiente para a pessoa ficar inteira dentro da pirâmide.

5- Segundo Salinas, ficar dentro da pirâmide é ideal para ter uma harmonização geral da bioenegia da pessoa. Pirâmides pequenas são usadas de forma efetiva em problemas locais (contusões em partes específicas do corpo, por exemplo, mãos, pés, etc.).

6- O tratamento é feito em 10 seções de aprox. 15, 20 ou 30 min. Normalmente já na primeira seção há sinais positivos de diminuição de dor, inchaço, etc., e até a décima seção o problema está completamente resolvido. O núm. de seções varia conforme o estado do problema. Problemas não resolvidos até a décima seção são resolvidos utilizando magnetoterapia.

7- Segundo Salinas, a pirâmide apresenta o mesmo efeito observado em tratamentos com magnetoterapia. Infelizmente não encontrei maiores detalhes de como exatamente é feita esta magnetoterapia.

8- Os efeitos observados são: Relaxamento, efeitos Analgésicos (diminuem a dor), Anti-inflamatórios e Anti-bacterianos. Também há indícios de que a pirâmide, bem como a magnetoterapia, auxilia na concentração de cálcio no corpo, mas não há mais detalhes a este respeito.

9- NÃO HÁ PROBLEMA DE EXCESSO DE ENERGIA. Ao contrário do que muitos afirmam, não há nenhum risco de problemas devido a excesso ou abuso de energia da pirâmide. O tempo normal das seções, de 20 ou 30 min., é estipulado por questões de praticidade e funcionalidade. Mas se a pessoa quiser ela pode ficar o tempo que desejar sob a influência da energia da pirâmide. Ele cita o caso de um arquiteto que construiu uma casa em forma de pirâmide e vive com sua família dentro dela, sem reportar nada de negativo, muito pelo contrário, ele relata uma harmonia geral na convivência familiar dentro de sua casa-pirâmide. Temos também o caso do Gabriel Silva, da Espanha, que desenvolve o trabalha com pirâmides para a pessoa dormir dentro, onde a pirâmide é montada sobre a cama.

10- A pirâmide apresenta um efeito potencializador e equilibrador da bioenergia do corpo. Ou seja, onde há falta de bioenergia, ela fornece energia, onde há excesso de energia, ela reequilibra com ralação aos outros pontos do corpo.

11- A terapia com pirâmide nunca apresenta efeito colateral negativo.

12- As medidas das pirâmides, para manter as proporções com a pirâmide de Quéops, podem ser calculadas utilizando a seguinte fórmula: Aresta = Base x 0,951.

13- Não foram encontradas até o momento evidências de que a energia da pirâmide afete marcapassos, mas pelo princípio de precaução recomenda-se que pessoas com marcapasso ou aparelhos assemelhados não utilizem pirâmides.

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Evidencias de la energía piramidal

Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 3, 2012

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Revista Cubana de Medicina General Integral

versión impresa ISSN 0864-2125

Rev Cubana Med Gen Integr v.19 n.2 Ciudad de La Habana mar.-abr. 2003

Comunicación breve

Evidencias de la energía piramidal

Laureano Orbera Hernández1

Desde hace más de un milenio las pirámides han despertado el interés de los seres humanos. Han sido conocidas, pero el mayor interés siempre lo ha despertado la Pirámide de Keops, llamada por los egipcios, La Luz. Se le considera como una de las 7 maravillas del mundo.

La altura de esta pirámide es de 148 m, el cuadrado de su altura es igual a la superficie de cada una de sus caras. La altura multiplicada por 109 es igual a la distancia media de la Tierra al Sol, la cual se pudo calcular únicamente en los primeros años del siglo XX. El perímetro total de la base es de 931,22 m. Si dividimos el valor del perímetro, por el doble de la altura, que cuando se construyó era de 148,208 m, nos da como resultado la constante Pi = 3,1416.

La gran pirámide tiene una orientación exacta de norte-sur, o sea un azimut de 360°, y el corredor que asciende desde el interior tiene la misma dirección del eje y se dirige hacia la estrella Polar.

Los conocimientos sobre las pirámides fueron resucitados por el científico francés Antoine Bovis, quien pudo reproducir la momificación de animales, después de hacer una copia proporcional de la pirámide de Keops, en la cual realizó sus experimentos. Bovis basó sus investigaciones en la experiencia obtenida al visitar las pirámides en Egipto, y observar que los animales pequeños que penetraban en los laberintos de las pirámides no podían salir y morían, pero sin descomponerse. Los descubrimientos de Bovis contribuyeron a que en países como Estados Unidos de América, Alemania, Checoslovaquia, URSS, Francia y otros, se realizaran numerosos experimentos y se encontraran un sinnúmero de propiedades más de las pirámides. De todas las experiencias que pueden realizarse con las pirámides, la más conocida y comprobada es la momificación de la carne. Este fenómeno también se notó en el pescado y otros tipos de alimentos. También se han realizado experimentos con huevos con cáscara y sin ella, y los resultados son los mismos, pero con variación en los tiempos, ya que con cáscara se necesitan 2 meses y sin cáscara solo 20 días. En general todos los alimentos son factibles a ser conservados bajo la pirámide.

De todos los experimentos con las pirámides los que más han conmovido a los científicos son los realizados en el área de la salud. Por ello, desde los años 70 se viene trabajando con mucha seriedad en el efecto de las pirámides en la salud humana.

En Cuba, a finales de la década de los 80, se comenzó a mostrar interés por esta técnica y fueron realizados algunos experimentos en la ciudad de Cárdenas. De todos los investigadores que han aplicado la energía piramidal en el área de la salud, el de mayor relevancia ha sido el doctor Ulises Sosa Salinas, quien ha tratado varios centenares de personas con resultados excelentes, lo que le ha permitido llegar a la conclusión de que la energía piramidal es analgésica, antiflogística, bacteriostática, miorrelajante y sedante.

En Cuba se ha aplicado también la Energía Piramidal en la industria química, en la mecánica, en la agricultura y en la investigación en general.

En los últimos años varios científicos trabajan en clínicas con la Energía Piramidal como método para ver sus efectos en los seres humanos. Una de estas clínicas es el Institute for Human Improvement de Texas, EE.UU.

Una nueva forma del uso de la Energía Piramidal lo constituye el método de la acupirámide, que es una cabina piramidal de forma tradicional a la que se le añade una antena, se aísla del suelo, y esto hace que la energía que se deposita se mantenga dentro. La acupiramide está compuesta de varillas de 1,80 m, estas a su vez están compuestas por 3 piezas de 60 cm, dotadas de rosca macho-hembra para su montaje y construidas de acero inoxidable. En la acupirámide se siente el mismo efecto que en las pirámides normales. Según los estudios realizados, la exposición a la energía de la acupirámide bioenergética por un breve período, provoca los efectos siguientes:

1. Intercambio generalizado de energía.
2. Disminución de la energía en los órganos y zonas en los que existen excesos.
3. Notables aumentos en zonas donde existen deficiencias.
4. Mayor equilibrio en lateralidad izquierda-derecha de cuerpo y cerebro.
5. Aumento considerable de la energía en la columna vertebral y en la cabeza.
6. Consigue el equilibrio.
7. Elimina el efecto flight bakc o decalage producido por los vuelos en aviones.

La energía piramidal continúa su desarrollo y aplicación, y cada día son más las especialidades en que se utiliza.

Recibido: 2 de mayo de 2003. Aprobado: 16 de mayo de 2003.
Dr. Laureano Orbera Hernández. Calzada de San Miguel # 3414 apto 5 entre Artola y Pasaje Rico, municipio San Miguel del Padrón, Ciudad de La Habana, Cuba. e-mail: termalis@infomed.sld.cu

1 Profesor e Investigador de la Universidad de La Habana. Especialista en Medicina Tradicional.

http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0864-21252003000200019&lang=pt

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Casa com pirâmide no telhado

Publicado por: luxcuritiba em janeiro 11, 2012

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Casa, que abriga um centro terapêutico holístico, com telhado em formato piramidal e uma pirâmide de vidro construída no telhado. Site do centro: http://www.casadapiramide.com.

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As Pirâmides de 11 mil anos submersas no Japão

Publicado por: luxcuritiba em novembro 30, 2011

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Desde 1995, mergulhadores e cientistas japoneses estudam uma das mais importantes descobertas arqueológicas do planeta, misteriosamente ignorada pela imprensa ocidental.

Localizada a alguns quilômetros da ilha de Yonaguni, estão os restos submersos de uma cidade muito antiga. Muito antiga MESMO! Os estudos geológicos calcularam a idade destes monumentos como tendo 11.000 anos de idade, o que os colocaria como uma das edificações mais antigas do planeta.

Ao longo de mais de uma década de explorações, mergulhadores já haviam localizado nada menos do que oito grandes estruturas feitas pelo homem, incluindo um enorme platô com mais de 200m de comprimento, uma pirâmide no mesmo estilo das aztecas e maias (constituídas de 5 andares e alinhadas de acordo com pontos cardeais), bem como um conjunto completo de zigurates, demarcando áreas e regiões específicas no platô. Assim como são “coincidências” o fato das pirâmides do Egito estarem alinhadas com a constelação de Orion (Osíris), as pirâmides encontradas na China alinharem perfeitamente com a constelação de Gêmeos, os Templos astecas de Tecnochtitlan estarem alinhados com a constelação de Urso, Angkor Wat (aqueles templos que a Lara Croft explora no Cambodja) estarem alinhados com a constelação do Dragão e assim por diante.

Uma estrutura que se pensa ser a construção mais velha do mundo, com quase duas vezes a idade das grandes pirâmides do Egito, foi recentemente descoberta. A formação retangular de pedras abaixo do mar na costa do Japão poderia ser a primeira evidência de uma desconhecida civilização anterior a Idade da Pedra, dizem os arqueólogos. O monumento tem 600 pés de largura e 90 pés de altura e foi datado com pelo menos 8.000 a.C.

Equipe do dr. Masaaki Kimura, da Universidade de Ryûkyû, exploram o sítio arqueológico submarino. Escadarias, rampas, terraços, entalhes na rocha e outros indícios da “mão humana”, como ferramentas. Yonaguni pode ser o mais antigo consjunto arquitetônico da história.

A Okinawan Rosseta stone, com símbolos que foram encontrados gravados nas pedras das ruínas submersas. A Okinawa Roseta é um achado arqueológico de Okinawa.

No arquipélago de Ryûkyû, a 480 km a sudoeste de Okinawa – Japão, as águas em torno da ilha de Yonaguni escondem um conjunto de misteriosas ruínas magalíticas. O território, de 28,88 km² e uma população de pouco mais de mil e setecentas pessoas, atraiu a atenção de historiadores, arqueólogos e outros cientistas quando, em 1985, um mergulhador descobriu as magníficas estruturas de pedra submersas nas águas que circundam a ilha.

Quando fotos do lugar foram divulgadas, imediatamente começou a polêmica sobre a origem dos terraços e escadarias. Muitos estudiosos recusaram aceitar que as ruínas sejam de construções feitas por mão humana. As formas geométricas, os ângulos muito certos, foram atribuídos a “agentes naturais”. Entretanto, outros pesquisadores afirmam que o fundo do mar de Yonaguni é o túmulo de uma próspera civilização possivelmente mais antiga que Suméria, Egito, Índia ou China.

Em 1997, dr. Masaaki Kimura, professor da Universidade de Ryûkyû, PHD em geologia marinha, publicou A Continent Lost In The Pacific Ocean, onde defende a teoria da civilização submersa; no mesmo ano, uma equipe da universidade empreendeu estudos no sítio arqueológico.

Em 04 de maio de 1998, partes da ilha e das ruínas foram sacudidas por um terremoto. Depois do abalo, foram realizadas filmagens submarinas. Constatou-se que haviam surgido novas estruturas de forma similar aos zigurats da Mesopotâmia. Estes seriam, então, os edifícios mais antigos do mundo. Foram encontradas marcas nas pedras que evidenciam o trabalho feito nelas, incluse entalhes. Também foram achadas ferramentas e uma pequena escadaria. A hipótese de formação natural em Yonaguni tornou-se, então, pouco plausivel.

O Enigma da Face

Submersa, 18 metros abaixo da superfície, surge uma cabeça megalítica, um rosto de pedra gasto pela erosão das águas que faz lembrar as cabeças de pedra de outros lugares antigos: Moais, no Pacífico; La Venta, Golfo do México.

Há 6 mil anos, as ruínas eram terras emersas, ligadas ao continente. A elevação do nível dos mares ao longo de eras fez submergir territórios como os da costa de Yonaguni. Há especulações sobre a “identidade” da civilização sepultada naquelas águas. Muitos falam em Atlântida mas, se parte de uma “civilização perdida” repousa no leito daquele mar então o mais certo é que seja a Lemúria ou Mu, ainda mais antiga, chamada pelos esotéricos de civilização da Terceira Raça.

 

  

http://dcslive.blogspot.com/2010/01/as-piramides-de-11-mil-anos-submersas.html

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Atlântida encontrada, dizem investigadores

Publicado por: luxcuritiba em novembro 11, 2011

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Posted: March 15, 2011 ]

Clique para ampliar a imagem.

Richard Freud, da Universidade de Hartford, faz parte de um grupo de investigadores internacionais que já há alguns anos procuram o local verdadeiro da Atlântida perdida. Agora, afirmam ter encontrado provas do local exacto, a norte de Cádis, em Espanha.

Uma equipa de investigação norte-americana pode ter finalmente encontrado a Atlântida, informa a agência Reuters. “A lendária metrópole”, que se acredita ter sido levada por um tsunami, há milhares de anos, nos baixios lamacentos do sul de Espanha, vem ao de cima numa altura em que a devastação provocada pelo terramoto no Japão mostra o poder da natureza frente à civilização.

Richard Freud, da Universidade de Hartford, líder da equipa que investiga esta matéria, destacou à Reuters “o poder dos tsunamis”, explicando que existe verdadeiramente uma grande dificuldade em compreender como estes fenómenos conseguem arrasar com áreas de 100 quilómetros costa adentro. Freund faz parte de um grupo de investigadores internacionais que já há alguns anos procuram o local verdadeiro da cidade perdida.

Segundo a mesma agência, a equipa usou fotografias de satélite, que desconfiavam tratar-se da cidade submersa, para encontrar o local exacto, um pouco a norte de Cádis, em Espanha. Aí, enterrado no pantanal do Parque Dona Ana, acreditam ter encontrado o multi-nivelado domínio conhecido por “Atlantis”. Nos últimos anos, este grupo de geólogos e arqueólogos usaram uma combinação de radares soterrados, mapeamentos digitais e tecnologias submarinas para sondar o local.

Freund acrescentou que aquilo que deu confiança aos investigadores foi a descoberta de várias cidades “memoriais” em Espanha, construídas, à imagem da Atlântida, pelos refugiados que sobreviveram ao tsunami que a afogou. O especialista acredita que os habitantes da ilha fugiram para terra, e lá construíram as novas cidades.

O debate sobre a existência da Atlântida já dura há milhares de anos. O único documento que refere esta mítica cidade foi escrito por Platão, nos seus “Diálogos” de 360 A.C. Uma velha lenda açoriana, inspirada nos escritos de Platão, narra que o arquipélago português é formado pelos cumes montanhosos que subsistiram acima do nível do mar após a submersão da Atlântida, embora a distância de Ponta Delgada a Cádis chegue a quase 2 mil quilómetros.

À parte as muitas teorias, a equipa de Richard Freund não arrisca ir tão longe na especulação. Dizem simplesmente que agora há mais “credibilidade” naquilo que encontraram, e acreditam que o terramoto de 1755, que provocou em Lisboa um tsunami de 10 metros de altura, é mais uma prova da probabilidade da ocorrência da submersão do “continente perdido”ao largo de Espanha.

Este domingo, dia 20 de Março, estreia no canal “National Geographic” o documentário “Finding Atlantis”, que promete revelar os achados desta equipa.

http://matildetp.wordpress.com/2011/03/15/atlantida-encontrada-dizem-investigadores

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Pirâmides pelo mundo

Publicado por: luxcuritiba em novembro 1, 2011

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Existem pirâmides praticamente em todos os cantos do planeta. No caso das pirâmides chinesas, estas eram construídas de barro amassado. Os chineses tinham uma técnica de prensar o barro, com uma composição específica, fazendo com que os blocos de barro ficassem quase tão duros quando o nosso cimento atual feito com areia. Um documentário do National Geographic fala sobre isso. Um pesquisador, norte-americano se não me falha a memória, tentou replicar o processo chinês de fabricação de blocos de barro prensados, com aparente sucesso.

Existem pirâmides em muitos lugares que a maioria das pessoas desconhece. Já vi relatos de terem encontrado uma pirâmide, bastante antiga, até na Inglaterra. Recentemente encontraram uma grande pirâmide na Bósnia. Também já foram divulgadas pela net imagens das pirâmides submersas próximas à costa de Cuba, aproximadamente na região do Triângulo das Bermudas, também próximo à costa do Japão. No Brasil há indícios de diversas pirâmides, em SP, na Amazônia, e acredito também haver uma no litoral do Paraná. Mas aqui no Brasil não parece haver muito interesse nesse tipo de pesquisa. Também já ouvi falar de pirâmide na França, e na Argentina.

Enfim, elas estão por todo lugar. Parece ter havido, a muito tempo, uma verdadeira cultura piramidal em todo planeta. A arquitetura piramidal deveria ser algo muito comum. No caso das pirâmides chinesas, ao contrário das egípcias e de outras pirâmides em outras regiões, parecem ter sido de fato projetadas como tumbas. Há indicações de que os soberanos dos reinos antigos estão enterrados ali, mumificados através de um processo próprio, diferente do processo egípcio. Porém, na china, essas estruturas são consideradas sagradas. O povo oriental tem muito forte em sua cultura essa sacralidade dos ancestrais. Então, pensar em abrir uma dessas pirâmides para pesquisa arqueológica está totalmente fora de cogitação. O que podemos deduzir do caso chinês é que as pirâmides eram uma espécie de símbolo de status. Quer dizer, toda família poderosa, ou grande governante, deveria ter uma pirâmide, aparentemente para ser seu mausoleu após sua morte. E esta pirâmide deveria ser tão grande quanto era a sua importância em vida. Assim, todos os nobres construíam suas pirâmides, daí haver tantas pirâmides na china.

No Egito também proliferou uma cultura parecida, já nos fins do império egípcio. Quando o poder do faraó já estava um tanto decadente construir grandes mausoléus deixou de ser prerrogativa somente dos faraós. Nos tempos finais dos grandes impérios egípcios tornou-se comum os nobres em geral, ou ocupantes de cargos importantes no governo (escribas, sacerdotes, etc.), construírem suas próprias tumbas em formato piramidal. Claro que não há como comparar uma pirâmide dessas, com poucos metros de altura, com algumas das grandes pirâmide famosas tão bem conhecidas, com dezenas e dezenas de metros de altura. Mas esse é um dos argumentos que os egiptólogos de plantão usam para “provar” que todas as pirâmides são simplesmente túmulos.

Particularmente, penso que é um erro pensar que uma pirâmide, como a grande pirâmide de Quéops, é apenas um túmulo. Por outro lado, seria igualmente incorreto imaginar que todas as pirâmides, seja no Egito ou em qualquer parte do mundo, sejam necessariamente projetadas para algum fim especial. Há diversas teorias de que as pirâmides eram na verdade uma espécie de gerador de energia, algo como uma hidrelétrica dos nossos tempos atuais. Só que o princípio de funcionamento dessas usinas de energia nos são atualmente desconhecidos. Esses conhecimentos se perderam junto com os sábios antigos.

Eu acredito nessas teorias, ao menos em parte. Porém, mesmo que essas teorias sejam corretas, seria apressado imaginar que todas as pirâmides, sem exceção, são realmente geradores de energia. Acredito que haja, sim, muitas pirâmides, ou estruturas piramidais (uma estrutura piramidal não é sempre, necessariamente, uma pirâmide) que tinham função simplesmente de templo, ou de morada, talvez um depósito, e porque não, até mesmo tumba. Acontece que a estrutura em forma de pirâmide é uma estrutura muito estável, e portanto muito útil para a construção de edifícios elevados numa época em que não existiam, supostamente, ligas de aço, cabos de aço, etc.

Hoje nós fazemos edifícios com até 100 andares, de forma perfeitamente perpendicular ao solo. Isso se deve a nossa atual tecnologia que permite usar estruturas de aço para fortalecer a estrutura da construção, bem como estacas cravadas no solo a dezemos de metros de profundidade, no intuito de dar estabilidade à construção. Os egípcios não tinham essas técnicas, bem como todos os povos antigos, ao menos em tese. Portanto, eles tinham que usar alguma outra maneira para construir prédios elevados, que fossem estáveis e confiáveis, e como o tempo tem demonstrado, também muito duradouros. Mais duradouros do que nossas construções modernas, diga-se de passagem, que apesar de usarem tecnologia tão avançada em matéria de construção, deterioram-se completamente dentro de poucas centenas de anos. Não deve ter sido difícil para os antigos descobrir que construir degraus sobre degraus seria uma excelente maneira de construir um prédio elevado e perfeitamente estável, tal como a pirâmide de Shaqara, a chamada pirâmide escalonada, no Egito, que é também uma das pirâmides egípcias mais antigas. Segundo os egiptólogos essa é uma prova irrefutável da evolução da técnica egípcia na construção de pirâmides. Quer dizer, começaram com as mastabas (construções com paredes inclinadas para dentro), passaram para as pirâmides escalonadas, e terminaram com as pirâmides perfeitas, como a de Quéops, com paredes lisas a ápices pontiagudos.

Isso tem muito sentido e lógica. O erro dos estudiosos céticos de plantão é imaginar que, já que está demonstrado que uma pirâmide é de fato a estrutura mais óbvia para se construir prédios elevados feitos de pedra, isso é prova de que as pirâmide não são nada mais do que isso. Para uns, todas as pirâmides do mundo são simples edifícios de pedra, quiçá tumbas; para outros, todas as pirâmides do mundo são construções muito especiais, ou até “mágicas”. Creio que as duas opiniões estão incorretas. A forma piramidal é realmente uma forma muito estável em termos de estrutura, então é perfeitamente compreensível que os construtores antigos tenham adotado esta forma de maneira tão generalizada. E nada impede que, da mesma maneira algumas estruturas tenham sido construídas, especificamente, para serem geradoras de energia, outras tenham sido construídas para uma infinidade de outros fins.

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