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Bioeletricidade coordena formação dos órgãos

Publicado por: luxcuritiba em abril 8, 2015

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Bioeletricidade

Biólogos demonstraram pela primeira vez que as células embrionárias se comunicam, mesmo em longas distâncias, utilizando sinais bioelétricos, e usam essa informação para coisas essenciais, como saber onde o cérebro deve ser gerado e até o tamanho que o cérebro deve ter.

A bioeletricidade teve seus dias de glória com pesquisadores pioneiros, mas foi deixada de lado por muitos anos pela academia. Agora, com melhores técnicas para seu monitoramento, os sinais elétricos do corpo humano voltaram à pauta dos cientistas.

E, segundo o novo estudo, estes sinais são mais do que uma mera chave liga/desliga de eletricidade. Na verdade, eles têm um papel similar ao de um software que permite que um computador realize atividades complexas.

Sinais bioelétricos

A conclusão da equipe é que os sinais bioelétricos entre as células controlam e coordenam o desenvolvimento do cérebro embrionário e de vários outros órgãos.

A expectativa é que, descobrindo como manipular esses sinais, possa ser possível reparar defeitos genéticos e induzir o desenvolvimento de tecido cerebral saudável.

“Os sinais não são necessários apenas para o desenvolvimento normal, eles são orientadores,” confirma o Dr. Michael Levin, da Universidade Tufts (EUA). “Nós constatamos que as células se comunicam, mesmo em longas distâncias no embrião, usando sinais bioelétricos, e usam essa informação para saber onde formar um cérebro e que tamanho o cérebro deve ter.”

Os experimentos mostraram que a sinalização bioelétrica regula a atividade de dois fatores de reprogramação celular – proteínas que podem transformar células adultas em células-tronco.

Esses sinais bioelétricos são gerados por alterações na diferença de tensão ao longo da membrana celular – o chamado potencial de repouso celular – e pelos padrões diferenciais de tensão entre as regiões anatômicas.

E a sinalização bioelétrica envolve diferentes tipos de células, incluindo células somáticas maduras e células-tronco.

Remédios elétricos

Os experimentos demonstraram a função dos gradientes bioelétricos na formação do olho, dos membros e dos órgãos internos, além de mostrar que os gradientes naturais de tensão elétrica no embrião coordenam a formação do cérebro.

Com a ampliação das pesquisas na área, a expectativa é que os cientistas descubram técnicas terapêuticas que possam funcionar em conjunto ou servir de alternativa às terapêuticas químicas dos medicamentos.

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Técnica inovadora reidrata corpos mortos, dando-lhes aparência de vivos [Vídeo 36min.]

Publicado por: luxcuritiba em abril 5, 2015

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O mexicano Alejandro Hernández Cárdenas é dentista, trabalha no laboratório de Ciência Forense da Ciudad Juárez e revolucionou a história da criminalística com a criação de uma técnica sem precedentes. Trata-se da reidratação de cadáveres, método que permite recuperar características da condição original dos corpos, como se estivessem vivos.

Essa técnica, que pode trazer avanços enormes na investigação forense, conta com uma espécie de “jacuzzi”, uma banheira com produtos químicos nos quais os cadáveres são submersos para a reidratação. Dessa maneira, são reveladas lesões, e os órgãos internos ficam quase do mesmo estado que antes da morte, permitindo um conhecimento da história do corpo que poderá ser de grande utilidade em investigações policiais e em casos criminais. Sua importante utilidade é poder devolver a identidade a cadáveres encontrados em estado avançado de putrefação ou cujos sinais de reconhecimento tenham desaparecido em decorrência de uma morte violenta.

Conforme explica Hérnández Cárdenas, “é muito recompensador quando, graças a esse método, conseguimos identificar uma pessoa e entregar seu corpo à família, evitando que seja sepultada como uma desconhecida, e que essa família continue na incerteza”.

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O Eletromagnetismo do Coração: cientistas apontam que o coração pensa e irradia

Publicado por: luxcuritiba em abril 2, 2015

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“O coração é também o primeiro órgão formado no útero. O resto vem depois”. Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo.

Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce, autor de “A biologia da Transcendência”, chama a isto de ”o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência”.

O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula. Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, de que uma leitura do espectro de freqüência do coração podem ser tomadas a partir de três metros de distância do corpo, sem colocar eletrodos sobre ele!

A freqüência eletromagnética do Coração produz arcos para fora do coração e volta na forma de um campo saliente e arredondado, como anéis de energia. O eixo desse anel do coração se estende desde o assoalho pélvico para o topo do crânio, e todo o campo é holográfico, o que significa que as informações sobre ele podem ser lidas a partir de cada ponto deste campo.

O anel eletromagnético do Coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração. Cada átomo emite energia nesta mesma frequência A Terra está também no centro de um anel, assim é o sistema solar e até mesmo nossa galáxia.

Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja apenas um anel universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro. Como os campos eletromagnéticos são anéis holográficos, é mais do que provável que a soma total do nosso Universo esteja presente dentro do espectro de freqüência de um único anel. Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo.

Veja também:

Siga o seu coração, ele é mais inteligente do que você pensa (vídeo)

      

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Antigo reator nuclear de 2 bilhões de anos é encontrado na África

Publicado por: luxcuritiba em março 29, 2015

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Em maio de 1972, um funcionário de uma fábrica de processamento de combustível nuclear na França percebeu algo suspeito. Ele havia realizado uma análise de rotina de urânio procedente de uma fonte de mineral aparentemente normal. Como é o caso com todo o urânio natural, o material em estudo continha três isotopos – ou seja, três formas, com diferentes massas atômicas: urânio 238, a variedade mais abundante; urânio 234, o mais raro; e urânio 235, o isótopo que é cobiçado, pois pode sustentar uma reação nuclear em cadeia.

Em outras partes da crosta terrestre, na lua e até mesmo em meteoritos, os átomos de urânio 235 compõem apenas 0,720 por cento do total. Mas nessas amostras, que vinham do depósito de Oklo no Gabão (uma ex-colônia francesa na África Ocidental equatorial), o urânio 235 constituía apenas 0,717 por cento. Esta pequena diferença foi suficiente para alertar cientistas franceses que algo estranho havia acontecido. Análises posteriores mostraram que o mineral de ao menos uma parte da mina estava muito abaixo da quantidade normal de urânio 235: 200 kg pareciam ter sido extraídos – o suficiente para fazer meia dúzia de bombas nucleares.

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Cientistas de todo o mundo reuniram-se no Gabão para estudar esse fenômeno. Eles descobriram que o local onde foi encontrado urânio é um reator nuclear subterrâneo muito avançado, além da capacidade de nosso conhecimento científico atual. Este reator existiu a 1,8 bilhões de anos e estava em operação há cerca de 500.000 anos.

Os cientistas investigaram a mina de urânio e os resultados foram divulgados em uma conferência da Agência Internacional de Energia Atômica. Os cientistas encontraram vestígios de produtos de fissão e resíduos de combustível em vários locais dentro da área da mina.

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Comparado com este enorme reator, nossos reatores nucleares atuais são muito menos impressionantes, meros dispositivos primitivos. Estudos indicam que o reator nuclear da mina de urânio encontrada, tinha vários quilômetros de comprimento. Para um grande reator nuclear como este, o impacto térmico no ambiente chegava a uns 40 metros ao seu redor. Ainda mais surpreendente é o fato de que os resíduos radioativos ainda não escaparam para fora do local da mina. Eles são mantidos no lugar pela geologia da área.

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É necessário entender que, o que era tão incrível para todos, era que uma reação nuclear tivesse ocorrido, de tal maneira que o plutônio (subproduto) tenha sido criado, e que a reação nuclear se tinha “controlado”, o que tem sido por muito tempo o “Santo Graal” da ciência atômica.

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A capacidade para moderar a reação significa que, uma vez que esta tenha iniciado, foi possível aproveitar a energia de saída de uma maneira controlada, incluindo a capacidade de impedir a explosão e libertar toda a energia de uma única vez.

Diante desses resultados, a comunidade científica acredita que a mina é um reator nuclear “natural”. Eles concluíram que o mineral teria enriquecido o suficiente, 1,8 bilhões de anos atrás, para produzir espontaneamente uma reação em cadeia. Além disso concluiu que a água manteve a reação moderada, da mesma forma como os reatores nucleares modernos usam varetas de grafite e cádmio para que o reator não chegue a um estado crítico e acabe explodindo.

Glenn_Seaborg_-_1964No entanto, o Dr. Glenn T. Seaborg, ex-chefe da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos e Prêmio Nobel por seu trabalho sobre a síntese de elementos pesados, disse que “para o urânio ‘queimar’ em uma reação, as condições devem ser exatamente corretas. Você precisa de água ou outro moderador para frear os nêutrons liberados enquanto cada átomo é dividido de modo que não se movimentem rápido demais para serem absorvidos por outros átomos, mantendo a reação em cadeia. Além disso, o moderador e o combustível devem ser extremamente puros. Mesmo algumas partes por milhão de contaminantes, como o boro, “envenenariam” a reação, levando a uma interrupção. Como poderiam surgir as condições necessárias debaixo da terra em circunstâncias naturais?”, disse Seaborg na revista Time em 1972.

Além disso, vários especialistas em engenharia de reatores observaram que em nenhum momento na história geologicamente estimada dos depósitos de Oklo foi o minério de urânio rico o suficiente em U-235 para que uma reação natural tivesse ocorrido.

Mesmo quando os depósitos foram formados, devido à lentidão do decaimento radioativo do U-235, o material fissionável teria constituído apenas 3 por cento dos depósitos – um nível muito baixo para uma reação nuclear. No entanto, uma reação ocorreu, sugerindo que o urânio original é muito mais rico em U-235 do que poderia ter sido uma formação natural.

Se a natureza não foi a responsável, então a reação deve ter sido produzida artificialmente. É o urânio de Oklo o resíduo de um reator nuclear antediluviano, de uma civilização pré-histórica? É provável que há aproximadamente dois bilhões de anos atrás, tenha existido uma civilização avançada em Oklo, que era tecnologicamente superior à civilização atual.

Como funcionava o reator

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Alex Meshik e seus colegas da Universidade de Washington, determinaram que a reação nuclear funcionava por 30 minutos e, em seguida, era interrompida por 2,5 horas, antes de começar de novo.

“O tempo é característica da água infiltrando nas rochas e, em seguida, sendo fervida uma vez que a reação começa”, disse MeshikQuando a água ferve completamente, as reações param até nova água ser novamente infiltrada. Esse ciclo impediu uma reação descontrolada. “É incrível que não tenha explodido”, disse Meshik. “Em vez disso, o reator lançava energia em pulsos regulares.”

Estimou-se que o reator de Oklo funcionou por 150.000 anos.

A água é muito boa para abrandar o fluxo de nêutrons e desta forma manter uma reação nuclear sob controle. Embora os cientistas já suspeitassem que a água foi importante para o funcionamento do reator de Oklo, a ideia não foi confirmada até que a equipe de Meshik observou os níveis de gás xenônio nos depósitos de urânio.

Eles perceberam que este gás só poderia ser preso nos depósitos se o reator fosse desligado periodicamente. O estudo foi publicado em uma edição da revista Physical Review Letters.

Embora a água e o urânio não sejam exclusivos das minas de Oklo, nenhum outro reator natural, jamais foi encontrado.

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“É muito estranho que algo aconteceu apenas uma vez na natureza”, disse Meshik, que acredita que o reator de Oklo trata-se de um fenômeno estritamente natural.

Ele explicou que, após o processo de fissão ter terminado, uma mudança geológica fez com que o reator afundasse a poucos quilômetros abaixo da superfície – onde foi preservado da erosão. A poucos milhões de anos atrás, outra mudança trouxe os depósitos de urânio de volta à superfície.

Se o reator nuclear encontrado em Oklo trata-se de uma formação natural, como afirmam os cientistas, porque não se encontrou nenhum outro reator em qualquer parte do planeta? Considerando-se que reservas de urânio justamente com depósitos de água são encontrados em muitos outros lugares, é realmente de surpreender que somente em Oklo esta combinação tenha ocorrido, de forma tão perfeita e precisa, a ponto de manter uma reação nuclear funcionando, por mais de 100.000 anos, com reações regulares e perfeitamente controladas, sem se transformar em uma explosão nuclear “natural”!

Tudo isso porém, fica muito fácil de entender, se considerarmos que este reator foi projeto e construído por uma inteligência, fosse uma civilização antiga avançada, ou por extraterrestres, como sugerem alguns. Pretender que um mecanismo como este encontrado em Oklo foi simples obra do acaso, é o mesmo que supor que relógios, com todos seus mecanismos extremamente precisos, tenham surgido na natureza por mero acidente, sem que ninguém os tenha fabricado. A natureza é capaz de produzir coisas fantásticas, é isso é certo, mas seria capaz de produzir, sozinha, um mecanismo tão complexo como um relógio? Ou um reator nuclear…???

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Signos astrológicos estão todos errados, segundo novos cálculos

Publicado por: luxcuritiba em março 26, 2015

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Signos astrológicos estão todos errados, segundo novos cálculos

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Devido a um efeito de oscilação da Terra, as constelações se afastaram por um mês desde que o zodíaco foi criado, e isso faz com que 86% das pessoas estejam sob outra regência

Você, nascido sob o signo de gêmeos, talvez mude um pouco de humor ao saber que, na verdade, é de touro. Isso porque o calendário astrológico não foi adaptado a uma mudança das estrelas — e por esses novos cálculos, quase ninguém é do signo que achava ser.

As constelações se afastaram por um mês inteiro, revelou a astrônoma do Royal Observatory Radmilla Topalovic no programa “Stargazing Live”, da “BBC”, exibido esta semana. Discussão semelhante já havia sido levantada em 2011 pelo astrônomo Parke Kunkle, da Sociedade Planetária de Minnesota, num trabalho também divulgado pela BBC.

Segundo eles, desde que o zodíaco foi criado, mais de 2 mil anos atrás, o efeito de oscilação da Terra causado pela Lua e pelo Sol fez com que as estrelas que estão acima de nós mudassem de posição. Se, por exemplo, alguém nascesse no fim de janeiro, pensaria ser do signo de aquário. Mas na verdade essa pessoa seria uma nativa do signo anterior, capricórnio.

Quando o zodíaco foi idealizado pelos gregos, eram atribuídos sinais da estrela com base na constelação que estava por trás do Sol às pessoas nascidas em determinado dia. Mas esse mapa mudou, num processo de oscilação chamado precessão dos equinócios, que leva cerca de 26 mil anos para acontecer.

Este processo acontece da seguinte forma: a Terra gira em torno do Sol em forma de elipse mas o eixo de rotação do nosso planeta não é perpendicular ao plano da eclíptica e tem uma inclinação de 23º 26’ 21”. Isto é: a Terra gira como um pião em relação à sua órbita do Sol. E por isso os astrônomos são obrigados a introduzir correções para compensar as variações na ascensão reta e declinação das estrelas.

Atualmente, 86% das pessoas acreditam ser de um signo mas são de outro. O programa da “BBC” criou até um gráfico interativo que permite descobrir o verdadeiro signo de cada um.

O programa também destaca que há um 13º signo, descrito há menos de um ano, conhecido como Ofiúcos. Acredita-se que os astrólogos antigos talvez o tenham deixado de fora para que o caminho de 360 ??graus do Sol pudesse ser dividido em 12 partes, cada uma com 30 graus.

Mas a constelação, conhecida como portadora da serpente, na verdade, passa por trás do Sol entre 30 de novembro e 18 de dezembro (no lugar de sagitário) — por isso, alguns defendem que este pode ser um sistema totalmente novo.

Os astrólogos, no entanto, defendem que, na prática, não haveria mudança nos signos já que a alteração na posição de observação das constelações não alteraria os métodos nos quais a astrologia se baseia.

http://ela.oglobo.globo.com

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Por que estudos científicos chegam a conclusões diferentes?

Publicado por: luxcuritiba em março 23, 2015

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“Verdade científica”

Ainda é comum ouvir expressões do tipo “Está cientificamente comprovado”, “A ciência prova”, “evidências científicas” e muitas outras variações do mesmo tipo.

Na verdade, há uma incerteza inerente a todos os estudos científicos que desautoriza o uso de expressões do tipo “prova científica” ou “evidência científica”, no sentido de uma decisão cabal e definitiva sobre uma determinada questão.

Isto porque a ciência não se propõe a chegar a uma verdade final e inquestionável. Na verdade, o que os cientistas coletam pode ser melhor descrito como “indícios”, e não evidências.

Os cientistas “de primeira linha” sabem bem disso. Por exemplo, na semana passada, um artigo na revista Nature discutiu um eventual “ataque de desinformação” que estaria sendo gerado pela divulgação de resultados de estudos científicos na imprensa como se eles tivessem uma certeza que não têm – os autores culpam o que eles chamam de “fãs da ciência” por esse excesso de otimismo e pela geração de expectativas que, em última instância, vão minar a credibilidade da própria ciência.

Como usar a ciência

Por outro lado, há um sentido de utilitarismo nas pesquisas científicas, e a maioria das pessoas pensa na ciência como um meio para chegar a melhores condições de vida, sobretudo em termos de saúde.

Assim, os pesquisadores precisam apresentar seus resultados e encaminhá-los para usufruto da sociedade. Mas como fazer isso sem dogmatismo, sem tentar vender para as pessoas a ideia de “verdade final” pouco afeita à autêntica prática científica?

É fácil testemunhar a dificuldade dos cientistas ao acompanhar notícias sobre pesquisas e estudos – sobre saúde, por exemplo – que, analisando os mesmos fenômenos, chegam a resultados diferentes e, não raramente, a conclusões conflitantes.

O problema é que cada estudo tem suas próprias características e limitações, com relação à abordagem adotada pelo pesquisador, às técnicas e métodos utilizados no estudo ou pesquisa, à amostra da população estudada, à interpretação dos resultados etc. – sem contar variações nos dados para os quais não se encontra explicações.

Mas calar-se e deixar de divulgar os resultados, como alguns propõem, não é a saída para um empreendimento social como é a ciência. Afinal, é necessário dizer às pessoas o que parece funcionar e o que parece não funcionar – eventualmente reforçando o “parece”, para evitar as pretensões de certeza dos “fãs da ciência”. Isso sem contar que é necessário divulgar aos médicos a melhor forma para identificar ou tratar cada doença, lembrando que poucos médicos são cientistas – a maioria deles é de “aplicadores de ciência”.

Revisão sistemática e metanálise

É fato que a divulgação de estudos muito pequenos e pouco representativos pode fazer mais mal do que bem em relação às expectativas que o público tem da ciência.

Mas há técnicas para lidar com isso, algumas das quais estão sendo objeto de um curso anunciado há poucos dias pela Faculdade de Medicina da USP.

O curso pretende capacitar pesquisadores brasileiros para usar a revisão sistemática e a metanálise, duas técnicas que permitem juntar todas as pesquisas sobre um determinado tema, ajustá-las para uma determinada metodologia e verificar quais são os “melhores resultados” ou, pelo menos, os resultados mais relevantes dado o conhecimento atual.

A revisão sistemática é uma técnica que vai além da revisão bibliográfica, o método mais comum em que os pesquisadores comparam criticamente a literatura científica sobre um determinado tema. O objetivo da revisão sistemática é obter imparcialidade, fazendo com que a avaliação não dependa de hipóteses a priori feitas pelos pesquisadores.

Já a metanálise é um método estatístico que integra os resultados de diferentes pesquisas em uma única estimativa de resultado. “Dessa forma, é possível estimar uma magnitude de efeito mais confiável e precisa”, explica o Dr. João Amadera, um dos idealizadores do curso.

Capacitação de pesquisadores

Segundo o Dr. Amadera, a ideia do curso é justamente disseminar as ferramentas e contestar “verdades” que são impostas por especialistas, muitas vezes com conflitos de interesse para dizer, por exemplo, que um medicamento ou terapia é mais eficaz do que o outro, quando não há fundamentação confiável que permita afirmar isso.

Dessa forma, por intermédio da realização de uma revisão sistemática, um profissional tem ferramentas para criticar e formar sua própria opinião em relação à conduta clínica mais adequada – observe a diferença entre “opinião” e o tradicional “comprovado pela ciência”.

Conhecendo e utilizando estas ferramentas, as universidades podem melhorar o processo de divulgação e popularização da ciência, aplicando critérios em seus próprios sistemas de divulgação que evitem a geração de manchetes espalhafatosas na mídia com base em estudos cujo poder conclusivo está muito longe do que se poderia chamar de “descoberta científica”.

http://www.diariodasaude.com.br

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Cientistas localizam bússola em nosso cérebro responsável por nossa orientação no espaço

Publicado por: luxcuritiba em março 19, 2015

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Pesquisa dá mais um passo em direção a medicamentos que possam conter a doença neurodegenerativa

A bússola interna do cérebro, que diz a direção a seguir, foi encontrada por cientistas usando um aparelho de ressonância magnética que mede a atividade do nervo dentro da cabeça. Os pesquisadores descobriram que uma região do cérebro conhecida como o complexo entorrinal é responsável por fazer os cálculos fundamentais de como navegar de um lugar para outro — característica crítica de sentido de direção.

Este é mais um passo para a criação de medicamentos que contenham o mal de Alzheimer, já que o córtex entorrinal é uma das primeiras partes do cérebro afetadas pela doença. Este ano os pesquisadores John OKeefe, May-Britt Moser e Edvard Moser ganharam o Prêmio Nobel de Medicina justamente pela descoberta dos conjuntos de células nervosas que formam, no cérebro humano, um sistema de posicionamento espacial, uma espécie de GPS interno que permite a orientação no espaço.

Ao demonstrar como o cérebro identifica onde o indivíduo está e como ele é capaz de orientar a movimentação de um lugar para outro, os laureados com o Nobel começaram a explicar por que pessoas com Alzheimer muitas vezes não conseguem reconhecer seu entorno.

Essa nova pesquisa testou 16 voluntários saudáveis, que foram convidados a navegar em torno de um ambiente “virtual” simples na tela do computador, e revelou que o córtex entorrinal ficou significativamente mais ativo do que outras regiões do cérebro durante esse processo, de acordo com o estudo publicado na revista “Current Biology”.

http://oglobo.globo.com

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O Relógio Mestre

Publicado por: luxcuritiba em março 19, 2015

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O RELÓGIO MESTRE

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Qualquer pessoa que já tenha voado para o Leste ou para o Oeste a cerca de 900 Km/h por algumas horas experimentou, em primeira mão, o que acontece quando o relógio interno do corpo não coincide com o fuso horário em que ele se encontra. Pode demorar até uma semana para superar o efeito jet lag, o cansaço resultante da diferença de fuso, dependendo de o relógio mestre, profundamente aninhado no cérebro, precisar ser adiantado ou atrasado para sincronizar quando o corpo e o cérebro querem dormir por estar escuro lá fora.

Ao longo dos últimos anos, no entanto, cientistas descobriram, com surpresa, que além do relógio mestre do cérebro, o corpo depende de múltiplos relógios regionais localizados no fígado, pâncreas e em outros órgãos, mesmo no tecido adiposo do corpo. Se qualquer um desses relógios periféricos entrar em dissintonia com o relógio mestre, a desordem pode preparar o cenário para problemas como obesidade, diabetes, depressão ou outras disfunções complexas.

Dos organismos mais complexos aos mais simples, toda a vida na Terra é regida por ritmos circadianos, que se harmonizam com o dia de 24 horas. É claro que ritmos circadianos não explicam todos os aspectos dessas condições complexas, mas ignoramos os vários relógios do corpo por nossa própria conta e risco. O conhecimento crescente desses ritmos poderia mudar radicalmente o modo como doenças serão diagnosticadas e tratadas no futuro, melhorando a capacidade das pessoas de manter sua saúde.

Restabelecer a sincronia dos muitos relógios do corpo talvez possa, nos próximos anos, ajudar a restabelecer saúde e bom funcionamento.

Texto extraído e alterado da Revista Scientific American, Março 2015.

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Laís Pinho conta que viu nave extraterrestre

Publicado por: luxcuritiba em março 19, 2015

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O Encontro desta terça-feira (17.3), no programa “Encontro com Fátima Bernardes” abordou um tema que atrai muita gente: será que existe vida fora da Terra? A atriz Laís Pinho acredita que seres de outros planetas podem estar entre nós e mais: ela afirmou que já os viu mais de uma vez. Ela contou que, recentemente, avistou o que acredita ser uma nave extraterrestre em uma viagem com seu namorado. O objeto estava do lado de fora do avião em que eles estavam. “Foi agora no carnaval, indo para Salvador. O avião estava decolando. Olhei pela janela e vi um negócio esquisito, que nunca tinha visto. Era relativamente grande, do tamanho de uns dois ou três carros”, relatou Laís, que complementou: “Uma tecnologia avançada, que não existe na Terra.”

A atriz contou ainda que seu namorado, ao contrário dela, preferiu não ficar olhando. “Ele também viu, mas ficou com um pouco de medo”, disse. Ao relatar o que viram para o comissário de bordo na ocasião, o casal não ganhou muito crédito, como lembrou Laís. “Ele falou: ‘isso é impossível'”, reproduziu a atriz.

Veja o vídeo no site da Globo:

http://gshow.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/O-Programa/noticia/2015/03/susto-lais-pinho-conta-que-viu-nave-extraterrestre-tecnologia-avancada.html

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Cientistas descobrem que núcleo da Terra tem seu próprio núcleo

Publicado por: luxcuritiba em março 16, 2015

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Ilustração do núcleo do núcleo da Terra, que tem cristais alinhados em orientação diferente dos do núcleo.

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de Jacqueline Howard

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu um dos segredos mais profundos da Terra: o núcleo do nosso planeta – que se acreditava ser uma bola sólida de ferro – tem também um núcleo próprio. Esse chamado “núcleo do núcleo” parece ter algumas propriedades muito peculiares.

“O fato de que temos duas regiões que são distintamente diferentes pode nos dizer algo sobre a evolução do núcleo” , diz em um comunicado Xiadong Song, professor de geologia da Universidade de Illinois e co-autor da pesquisa.

“Por exemplo, ao longo da história da Terra, o núcleo pode ter passado por mudanças dramáticas em seu regime de deformação. Isso pode ser a chave para explicar como o planeta evoluiu. Estamos bem no centro – literalmente no centro da Terra.”

Para o estudo, os pesquisadores de Illinois e seus colegas da Universidade Nanjing, na China, mediram a ressonância de ondas sísmicas que viajaram pela Terra depois de terremotos ocorridos entre 1992 e 2012. Analisar o coda dos terremotos (a sequência de ondas sísmicas que se seguem a um terremoto oferece pistas sobre o que há dentro da Terra.

“A ideia básica do método existe há algum tempo, e as pessoas a usam para outros tipos de estudos mais perto da superfície. Mas estamos procurando bem no centro da Terra”, disse Song no comunicado.

O que os pesquisadores descobriram? Os dados das ondas sísmicas sugerem que cristais de ferro nas partes mais centrais do núcleo da Terra estão dispostos numa orientação leste-oeste, enquanto os cristais das regiões externas têm orientação norte-sul.

A equipe de pesquisadores deduziu que deve haver um núcleo do núcleo distinto, que tem cerca de metade do diâmetro do núcleo da Terra.

“As pessoas já haviam percebido diferenças na maneira em que as ondas sísmicas viajam nas partes externas do núcleo , mas nunca antes sugeriram que o alinhamento dos cristais de ferro tornam essa região completamente oblíqua em comparação com as partes de fora”, disse à BBC News Simon Redfern, professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra (ele não fez parte da equipe que realizou o estudo).

“Se isso for verdade, implicaria que algo muito substancial aconteceu para mudar a orientação do núcleo.”

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