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Tecnologia Antiga
Publicado por: luxcuritiba em março 25, 2013
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Publicado por: luxcuritiba em março 12, 2013
Surgidas na década de 1860, dezenas de esculturas de cristal em forma de crânio humano começaram a aparecer em diversas partes do mundo e deixaram intrigados pesquisadores sobre a sua origem.
Algumas teorias sugeriram que os achados teriam sido esculpidos pelos astecas e três desses estão em exposição nos museus de Washington, Londres e Paris. Afinal, como foram confeccionadas essas enigmáticas obras de arte?
Segundo edição de numero 91 da revista de notícias científicas Chemical & Engineering, publicada em março de 2013, os crânios seriam falsos. A afirmação é feita com base nas analises feitas por uma equipe liderada pela arqueóloga Jane Walsh.
Será que os crânios são mesmo falsos, ou seria este apenas mais um exemplo clássico de miopia científica, onde pesquisadores, com base em um paradigma pré estabelecido, ignoram novas possibilidades. Vejamos as razões porque os especialistas consideram que os crânios são falsos:
● Falta de documentação – Os crânios não vieram documentados dos sítios arqueológicos
– Isso não prova muita coisa. Há muitas descobertas arqueológicas que não foram documentadas, senão até que foram comercializadas pelo mercado negro de antiguidades, e nem por isso as peças são falsas. Em alguns casos, inclusive, os arqueólogos renomados não querem correr o risco de se envolver em polêmicas, ou mesmo tentam, deliberadamente, esconder fatos para manter suas teorias. Há casos de arqueológicos que fizeram descobertas revolucionárias, mas que iam contra as teorias atualmente estabelecidas a respeito da história e desenvolvimento humanos. E como resultado tiveram suas carreiras e reputações destruídas. Assim funciona o mundo da “ciência”.
● Os dentes representados nos crânios são retos e lineares, muito diferentes dos dentes esculpidos nas obras daquele povo
– Isso não quer dizer nada. Se os crânios foram esculpidos por um povo anterior aos incas seria mesmo de se esperar que tenham uma configuração diferente. Já foram encontradas na América lática, em sítios arqueológicos bem reconhecidos, estátuas com características marcantes africanas. Como se explica isso? Quer dizer que estas estátuas foram feitas por africanos e não pelos povos americanos? Sem fundamento, portanto, este argumento.

Esculpida à mão, o cristal de quartzo (à esquerda) tem marcas de condicionamento irregulares, enquanto a pedra esculpida na máquina (à direita) tem um padrão regular. (foto: Reprodução/Museu Britânico).
● Com a ajuda de microscópios, os pesquisadores notaram que os as caveiras de cristal possuem marcas regulares em toda parte. Isso prova que as esculturas teriam sido feitas por modernas rodas giratórias e abrasivos sólidos, e não usando ferramentas manuais antigas.
– E se os antigos tivessem tecnologia semelhante a nossa, ou até superior a nossa? Christopher Dunn mostrou exaustivamente que máquinas modernas foram usadas para confeccionar peças usadas nas pirâmides do Egito. Isso quer dizer que estas peças são falsas? que foram fabricadas recentemente com tecnologia moderna? Se formos pela mesma lógica, sim. Mas no caso das pirâmides as peças já estavam catalogadas há décadas, guardadas em museus, então os especialistas não podem afirmar que são de fabricação moderna. Mais uma interpretação equivocada portanto. Veja algumas descobertas de Dunn nos links abaixo:
– Magníficos artefatos em pedra: evidência de uma cultura preexistente
– Usinagem do núcleo de granito por ultra-som
– Dentro da Câmara do Rei
– A usina de força de Gize
– Caixas de granito em túneis de pedra

Inclusões de ferro clorita foram encontrados no crânio do Museu Britânico. Eles são encontrados apenas em quartzo do Brasil ou Madagascar, mas não no México. (foto: Divulgação/Museu Britânico).
● Uma análise espectroscópica mostrou que o cristal de rocha apresenta “verdes, inclusões vermiformes” característica de cristal de rocha do Brasil ou Madagascar. Bem longe do México.
– No México há um subterrâneo de uma das famosas pirâmides mexicanas, que é coberto por mica, um mineral que só existe em abundância no Brasil, que é o lugar mais próximo. Isso quer dizer que esta construção foi feita no Brasil? Óbvio que não, a construção está no México. De alguma forma a mica foi transportada do Brasil para o México, a base de toneladas. Como isso foi feito numa cultura teoricamente não desenvolvida, que não tinha roda, praticamente pré-histórica, ninguém sabe.
● Além disso, raios X revelaram que alguns dos crânios foram revestidos com carboneto de silício, “um abrasivo sintético usado em pedra-escultura oficinas só a partir de meados do século 20.”
– Novamente isto não prova nada, senão que os antigos tinham capacidades técnicas similares ou talvez até superiores as nossas.
fonte: e-farsas.com
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Publicado por: luxcuritiba em março 7, 2013
A peça foi encontrada incrustada em uma rocha e se trata de um parafuso de 2,5cm de comprimento, descoberta durante uma expedição realizada em Outubro de 1996, que buscava por fragmentos de um corpo celeste cuja queda foi relatada na região de Kaluga, na Rússia ocidental.
A expedição foi organizada por um grupo chamado Kosmopoisk, uma organização científica responsável por investigações sobre OVNIs, criptozoologia e outras ciências que assustam os cientistas ortodoxos.
A pedra foi analisada por paleontólogos que determinaram conclusivamente que sua idade: entre 300 e 320 milhões de anos. De acordo com um artigo na revista Ogonek a rocha foi examinada com raios-X, e para surpresa dos pesquisadores, eles descobriram que havia embutido dentro da pedra pelo menos mais um parafuso.
Estudos também excluíram a possibilidade de que se trate de um tronco fóssil Crinoidea, porque a sua dimensão é maior do que as amostras desses animais marinhos, que são encrustados no leito aquático, por meio de uma haste parecida com um parafuso, mas suas roscas são tecnicamente diferentes e fáceis de distinguir de um dispositivo mecânico, como é possível verificar na imagem.
A origem deste objeto é tão intrigante quanto inexplicável para aqueles que negam a possibilidade de que nosso atual ciclo chamado de “tecnológico” seja apenas um dos muitos que ocorreram no passado, independentemente de especulação sobre se algum deles foi impulsionado por civilizações mais avançadas de origens desconhecidas.
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Publicado por: luxcuritiba em fevereiro 9, 2013

Conhecidos como Ligres, estes animais são híbridos (cruzamento) entre um leão macho e uma fêmea tigre. Considerado o maior felino do mundo, chegando a pesar cerca de 450 Kg e a ter 4 metros de comprimento, são animais que existem apenas em cativeiro, já que na vida selvagem dificilmente ocorreria o encontro entre estas duas espécias, além de não ser de seu instinto um acasalamento assim. O crescimento excessivo ocorre devido a falta do gene que inibe o crescimento, que se encontra na leoa e no tigre macho; os machos ligres são estéreis, enquanto a fêmea pode cruzar com um outro tigre macho e produzir descendentes férteis. Apesar de ser um cruzamento muito mal visto e “não natural”, muitos protetores da vida selvagem afirmam que os ligres ajudam a manter santuários que protegem grandes animais, como o ‘Spirit of the Hills Wildlife Sanctuary’ nos EUA, já que atraem a atenção de vários visitantes.
A primeira coisa que me veio à mente ao ver esta foto, foi a teoria de Eduardo B. Chaves, exposta em seu livro “Mensagens dos Deuses – Para uma revisão da história do Brasil”. Segundo Eduardo, as histórias antigas sobre criaturas fantásticas como minotauros, unicórnios, e as próprias esfinges, animais com corpo de leão e cabeças humanas, dentre tantos outros exemplos, não seriam simples lendas ou mitos, mas uma lembrança, mesmo que distorcida, de fatos reais. Diz ele que essas criaturas realmente existiram, e foram resultado do trabalho de seres alienígenas presentes na Terra, aos moldes do “Eram os deuses astronautas?”.
De minha parte acrescentaria apenas a hipótese, da qual estou progressivamente mais convicto, de que não seriam seres extraterrestres os criadores desses animais fantásticos, mas sim terrestres de uma civilização anterior, muito mais desenvolvida do que nós em ciência e tecnologia, e que por alguma razão ainda desconhecida foi extinta da face da Terra.
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Publicado por: luxcuritiba em dezembro 28, 2012
Rico, detalhado e intenso, este vídeo produzido em 2010, contém informações surpreendentes sobre a história da raça humana. Em entrevista concedida a Bill Ryan do Projeto Camelot e Avalon, klaus Dona, que é pesquisador independente e curador de museu, apresenta alguns artefatos que nos fazem pensar e revisar “A história oculta da humanidade”. Klaus Dona, que se descreve como um “arqueólogo espiritual” publicou vários escritos, os quais são dedicados a “enigmas não resolvidos do passado humano.”
Entre seus achados encontram-se ossos humanos gigantescos, ferramentas que desafiam a tecnologia moderna, pirâmides magnéticas que brilham sob luz ultravioleta, relíquias Atlantes, esculturas e formas que não se encaixam na história “oficial” do homo sapiens e que fazem os cientistas ortodoxos terem dor de cabeça para “tentar” explicar.
O Projeto Camelot, conhecido por revelar verdades que atingem diretamente o “sistema” dominante, infelizmente foi retirado do ar! Uma perda irreparável com uma vasta biblioteca, agora arquivada.
Mas, o Projeto Avalon, continua e conta com a ajuda de colaboradores independentes que acreditam na divulgação das informações importantes que as pessoas precisam saber e compreender.
Em sua primeira exibição, com o título “Mistérios Não Resolvidos”, Klaus Dona apresentou mais de 400 artefatos originais. Esta “arqueologia proibida” aponta para civilizações perdidas que reescreveriam a história!
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Publicado por: luxcuritiba em dezembro 14, 2012
Na Provincia de Loja, Sul do Equador e fronteira com o Perú, há muito tempo se ouve lembranças que narram estranhos ossos muito similares aos de humanos mas de incrível tamanho, que teriam sido encontrados por vários personagens nos belos vales dessa Província.
Por muito tempo o mais famoso e conhecido destes “personagens” foi o padre Carlos Miguel Vaca quem custodiou até sua morte em 1999 vários ossos e fragmentos desenterrados de um lugar denominado “Changaiminas” que traduzido ao espanhol significa “cemitério dos deuses” em 10 de dezembro de 1965.
Vários fragmentos foram transferidos ao Instituto Smithsoniano dos Estados Unidos, para que se estude sua densidade, antiguidade e peso. Se realizou um programa de televisão transmitido para todo o Equador e que durou duas horas e meia pela cadeia Ecuavisa, conduzido pelo conhecido diretor de notícias dessa emissora: Alfonso Espinoza De Los Monteros.
Atualmente, fragmento procedente dessa coleção, está exposto pelo mundialmente conhecido investigador UFO Klaus Dona em suas exposições de “Mistérios não Resolvidos“. Vários outros fragmentos se sabe que são parte de coleções particulares, pessoas que embora não estejam interessadas em ocultá-los, não os expõe publicamente.
Desse esqueleto fragmentado anteriormente citado, se estudaram sete fragmentos por sete diferentes cientistas e anatomistas, que confirmaram que são parte de um esqueleto humano que é sete vezes o tamanho de um humano atual. Formações de quartzo que cobrem as porosidades da superfície dos ossos indicaram uma datação em dezenas de milhares de anos.
Meu amigo e cientista: Alex Putney, “o californiano” participou da reconstrução deste esqueleto em base dos fragmentos, comandando uma “equipe criativa de luxo”, em oito meses obtiveram o resultado que pode se observar nas imagens abaixo deste artigo. Gentilmente enviadas por ele para este Blog.
Agora este esqueleto pode ser visto no “Parque dos Mistérios” em Interlaken, Suiça, desde 2004. Site oficial, clique aqui.





No vídeo abaixo o próprio padre Carlos Miguel Vaca dá uma entrevista a um investigador. Ao ser questionado sobre a existência de seres gigantes extraterrestres na Terra, e a aceitação desta realidade para o Vaticano, o padre toma a Bíblia e lê os versículos onde aparecem as provas de que estes seres não eram fantasia ou alegoria, mas seres reais de carne e osso.
Estes são alguns versículos na Bíblia que comprovariam a existência destes gigantes na Terra:
Vídeo sem edições com o padre Carlos Miguel Vaca, onde faz declarações e leituras da Bíblia sobre os gigantes:
“Porque só Ogue, rei de Basã, ficou de resto dos refains; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos amonitas? O seu comprimento é de nove côvados [4 metros], e de quatro côvados [1,78 metros] a sua largura, segundo o côvado em uso.” Deutoronômio 3.11
“Também vimos ali gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos.” Números 13.33
“Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.” Gênesis 6.4
A opinião de Jaime Rodriguez é que estes gigantes não são os mesmos gigantes revelados por Zecharia Sitchin, os Anunnakis, pois possuem uma origem e história particular na América do Sul, ou seja, se trata de uma outra raça. Acredita que são seres que foram expulsos de seu planeta, assim como muitas outras raças que já estiveram por aqui. Conclui que esta informação não é divulgada porque o poder estabelecido está nas mãos dos judeus, que não querem que a humanidade tenha um despertar de consciência sobre sua verdadeira origem e não tome conhecimento sobre o contato da humanidade com seres extraterrestres. O motivo seria o medo de perder o controle sob o “rebanho humano”, já que os Goyim(escravos, serventes, não-judeus) são explorados para que eles possam viver como “deuses” na Terra.
De acordo com estas informações, se deduz que antigamente a Terra recebia seres de outros planetas e que por algum motivo este contato foi interrompido. As “bolas de fogo” que “queimaram” estes gigantes, segundo os nativos, poderiam ser um ataque de outra raça alienígena ou castigo de seus superiores por seus atos na Terra.
Fonte: http://www.verdademundial.org/2012/12/os-gigantes-do-equador.html
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Publicado por: luxcuritiba em outubro 5, 2012

26.09.2012 ]
Ricardo Bonalume Neto

Templo no reino de Tikal, um dos mais importantes do período clássico da civilização maia.
Os antigos maias construíram um sistema hidráulico sofisticado e sustentável que foi sendo aperfeiçoado por mais de mil anos para servir a uma população crescente. O colapso posterior dessa civilização da América Central tende a ofuscar sucessos anteriores como esses.
Os detalhes desse sistema de coleta e armazenamento de água foram revelados por uma escavação arqueológica nas ruínas da antiga cidade de Tikal, na Guatemala, por uma equipe internacional de pesquisadores coordenados por Vernon Scarborough, da Universidade de Cincinnati, em Ohio, e descritos em artigo recente na revista científica “PNAS”.
As descobertas incluem a maior represa antiga da área maia; a construção de uma barragem ensecadeira para fazer a dragagem do maior reservatório de água em Tikal, a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da região, em torno de 600 a.C., e o uso de filtragem por areia para limpar a água dos reservatórios. O sistema também tinha uma estação que desviava a água para os diferentes reservatórios de acordo com a estação e incluía um segmento de canal cortado na pedra.
Também há evidências de reparos e ampliação do sistema, assim como plantio de vegetação para impedir a erosão do solo em torno dos reservatórios.
Com isso os maias, em torno do ano 700, podiam prover de água uma população estimada em 80.000 em Tikal. Há estimativas de que haveria 5 milhões de pessoas na região das planícies maias ao sul, uma população “uma ordem de grandeza da que é suportada na região hoje”, escreveram Scarborough e colegas.
Durante uma sessão de escavação, mesmo na estação seca, a água ainda percolava em um dos locais de teste, e os trabalhadores locais preferiam tomar essa água em vez daquela disponível sua vila.
A área foi abandonada no final do século 9. Os motivos do colapso maia ainda são debatidos entre os pesquisadores.
“É um tópico muito difícil. Pode haver tantas explicações como existem arqueólogos trabalhando no campo. Minha visão pessoal é que o colapso envolveu diferentes fatores que convergiram de tal modo nessa sociedade altamente bem sucedida que agiram como uma ‘perfeita tempestade’. Nenhum fator isolado nessa coleção poderia tê-los derrubado tão severamente”, disse Scarborough à Folha.
“É importante lembrar que os mais não estão mortos. A população agrícola que permitiu à civilização florescer ainda é muito vital na América Central”, diz ele; “o que entrou em colapso foi o seu nível de complexidade social.
Ele elenca entre as causas a mudança climática seca; “como eles eram muito dependentes dos reservatórios preenchidos pela chuva sazonal, vários anos de seca repetidos significariam desastre”, diz o pesquisador. E justamente por serem inteligentes e criado um sistema hidráulico sofisticado, a população pode ter crescido muito além da capacidade do ambiente, dadas as limitações tecnológicas da civilização.
Além disso, diz o arqueólogo, é provável que a elite local não tomasse decisões sábias. “Aqui nos Estados Unidos parece que nós temos as três forças se repetindo– e se nós no Ocidente tivermos um período de 1.500 anos de sobrevivência e sucesso como os maias, eu ficarei espantando”, conclui Scarborough.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br
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Publicado por: luxcuritiba em setembro 30, 2012

27.09.2012 ]
Caixões de pedra de mil anos são encontrados em região das Filipinas.
Sítio arqueológico foi descoberto no meio de floresta na região de Mulanay.
Segundo pesquisadores, local já foi saqueado algumas vezes.
Arqueólogos encontraram na cidade de Mulanay, nas Filipinas, um cemitério com mais de mil anos de idade encravado na floresta tropical. De acordo com a agência de notícias “France Presse”, o sítio arqueológico continha vários caixões feitos com pedra calcária, que mediam cerca de seis metros de comprimento.
O anúncio sobre a descoberta do sítio foi feito há uma semana, mas nesta quinta-feira (27) foram divulgadas imagens do local.
Funcionários do governo local conseguiram encontrar restos mortais dentro dos túmulos, como mandíbulas e outras partes de ossos. Entretanto, os pesquisadores afirmam que o local já passou por diversos saques de artefatos valiosos, que teriam sido roubado há muito tempo por “caçadores de tesouros”.
Imagem de sítio arqueológico com caixões feitos com pedra calcária, encravado na floresta tropical (Foto: Ted Aljibe/AFP)
Funcionário do governo de Mulanay, nas Filipinas, deita em caixão de pedras calcárias que foram encontrados em um sítio arqueológico nas montanhas da cidade asiática, na província de Quezon, ao sudeste da capital Manila (Foto: Ted Aljibe/AFP)
Em alguns dos caixões, que chegam a medir seis metros de comprimento, foram encontrados restos mortais, como mandíbulas (Foto: Ted Aljibe/AFP)
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Pena hão haver mais dados ainda. Os túmulos são feitos de pedra calcária. As pirâmides do Egito também são feitas de pedras calcárias. A primeira vista, pelas fotos, as estruturas aparentam ser bastante precisas, perfeitamente anguladas. Será que a precisão desses tumulos quadrados seria equivalente ou próxima às precisão de peças semelhantes encontradas no Egito e em outras partes do mundo? como o sarcófago do Serapeum:
![[]](https://piramidal.net/wp-content/uploads/2012/06/4-6.jpg?w=419&h=281)
Seria esta mais uma evidência de que, de fato, em algum tempo do passado, existia sobre a face da Terra uma civilização tecnologicamente desenvolvida, tanto ou até mais do que a nossa, e que se espalhava por todos os continentes do planeta?
Veja por exemplo a semelhança entre as diversas construções (foto abaixo) encontradas na América do Sul (Cuzco, A Fortaleza de Sacsayhuaman), no Egito (Giza), na Ilha de Páscoa.
Fontes:
– http://g1.globo.com
– http://www.youtube.com.br
– https://piramidal.net/2012/06/07/magnificos-artefatos-em-pedra-evidencia-de-uma-cultura-preexistente
– https://piramidal.net/2012/02/19/caixas-de-granito-em-tuneis-de-pedra
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Publicado por: luxcuritiba em junho 7, 2012
Dos tempos pré-dinásticos até o Antigo Império, existem evidências de que os antigos egípcios possuíam uma tecnologia bem desenvolvida para o trabalho em pedra. A julgar pêlos artefatos recuperados, os primeiros egípcios usavam brocas tubulares, serras (tanto braçais como circulares), e tornos para cortar e moldar a pedra em objetos de uso doméstico. Museus em todo o mundo exibem exemplos de utensílios em pedra dos primeiros egípcios, que testemunham das características sem-par de sua manufatura. São feitos de uma variedade de materiais, de pedras macias, como o alabastro, até a mais dura de que se tem conhecimento, o granito. Essas peças de museu constituem alguns dos artefatos mais belos já encontrados, e, ironicamente, pertencem a um período muito antigo da civilização egípcia. Muitos foram encontrados dentro e em volta da pirâmide escalonada de Djoser, em Saqqara.
Acredita-se que a pirâmide de pedra mais antiga do Egito seja a pirâmide escalonada de Djoser, construída durante a terceira dinastia, por volta de 2630 AEC, e que também foi a primeira no mundo. Aparentemente, também é o único lugar onde utensílios domésticos desse tipo foram encontrados em quantidade, embora sir Flinders Petrie, um pesquisador do final do século XIX, tenha descoberto fragmentos de tigelas similares em Gize. Muitas dessas peças em pedra contêm inscrições com símbolos dos primeiros soberanos da era pré-dinástica. Alguns defendem a tese de que é improvável que aqueles que fabricaram as tigelas sejam também os responsáveis pêlos sinais, devido ao estilo primitivo das inscrições. É possível que os egípcios pré-dinásticos tenham obtido as peças algum tempo depois de elas terem sido confeccionadas e, então, marcado-as com seu sinal de propriedade.
No centro das tigelas abertas e dos pratos, no ponto onde o ângulo de corte muda rapidamente, pode-se ver uma linha circular nítida, estreita e perfeitamente circular, deixada pelo torno (no qual o objeto é preso entre dois eixos revolventes, de maneira que a redução do material acontece por igual em todos os lados). Pedras macias são relativamente fáceis de trabalhar e podem ser moldadas com ferramentas simples e abrasivos; entretanto, o grau de precisão empregado na manufatura desses itens rivaliza com a indústria do século XX. Vasos delicados, feitos de pedras quebradiças, como o xisto, eram acabados, torneados e polidos ao ponto de adquirir bordas finas como papel e sem imperfeições. Uma tigela de aproximadamente 22 cm, ocada por uma abertura de 7,5 cm em seu topo, foi tão bem torneada que se equilibra perfeitamente sobre a extremidade arredondada do seu fundo. Essa extremidade é do tamanho da ponta arredondada de um ovo, o que requer uma espessura simétrica das paredes, sem qualquer erro substancial.
Objetos elegantes feitos em granito indicam não só o alto grau de destreza atingido, mas, talvez, também um avançado nível de tecnologia. Peças feitas de miolos de granito, de rocha porfírica ou de basalto, eram ocadas por aberturas estreitas e de bordas alargadas, e algumas possuem um longo pescoço.
Sir Flinders Petrie, em seu livro de 1883, The Pyramids and Temples of Gizeh, sugere que o torno era um instrumento tão habitual na quarta dinastia quanto é hoje nas modernas oficinas. Tigelas e vasos em diorito, do Antigo Império, em geral apresentam grande habilidade técnica e foram, provavelmente, moldados em tornos. Uma peça encontrada por Petrie em Gize atesta que o método empregado para remoção de material de fato era o torno, e não o processo de trituração. A tigela deslocou-se do seu eixo central e foi centralizada novamente de maneira imperfeita. O torneado anterior não foi completamente retrabalhado, de modo que há duas superfícies resultantes de eixos diferentes, que se encontram numa saliência. O processo de trituração, ou o de abrasão, não produziria essa aparência.
Outro detalhe interessante, observável no fragmento número 15, encontrado por Petrie, é a circunferência esférica da tigela. Para se conseguir esse efeito, a tigela deve ter sido cortada por uma ferramenta que varria um arco a partir de um centro fixo, enquanto a tigela girava. O centro, ou base, da ferramenta estava no eixo do torno, para criar a superfície geral da tigela, até o seu limite. Entretanto, como se desejava uma borda no produto final, o centro da ferramenta foi deslocado exatamente com o mesmo raio do seu arco e um novo corte foi feito para criar uma borda na tigela. Segundo Petrie, isso não era um resultado do acaso. A exata circularidade das curvas, sua uniformidade, e a saliência deixada onde elas se encontram são prova da precisão da manufatura. A peça não foi arredondada, como certamente haveria de ser o caso se houvesse sido feita à mão. É uma prova física do método rigidamente mecânico de trabalhar as curvas.
Os artesãos do Egito Antigo também usavam brocas para perfurar orifícios. Uma broca tubular é um cilindro oco com dentes em uma das extremidades. Ela funciona com base no mesmo princípio de um desmiolador de maçã: pressionando-a contra um material sólido e girando-a, um miolo cilíndrico era recortado através do objeto pêlos dentes da broca e, então, removido. Brocas tubulares variavam em espessura de 0,60 a 12,5 centímetros de diâmetro, e de 0,08 a 0,5 centímetros de espessura.2 Um orifício de 5 centímetros foi o menor encontrado em granito, embora exemplos maiores existam. Em El Bersheh, uma plataforma de rocha calcária foi desbastada (modelada da forma desejada) com retirada de material efetuada por brocas tubulares de 45 cm3. Segundo Petrie, os sulcos circulares que ocasionalmente se intersectam provam que isso foi feito apenas para remover a rocha. Em 1996, uma peça de granito com sulcos espirais em suas porções visíveis foi exposta no Museu do Cairo. Os sulcos apareciam com espaçamento e profundidade uniformes, sinal óbvio de que foram produzidos por uma broca tubular. Eles não seriam tão consistentes se houvessem sido feitos por pasta abrasiva (uma mistura de areia fina e água que desgastava o material – por exemplo, composto de fricção para remover ligeiros arranhados em um revestimento).
Uma broca tubular também foi usada para escavar o sarcófago na câmara do rei da Grande Pirâmide. A despeito do polimento no produto acabado, marcas de brocas tubulares foram deixadas no topo, do lado de dentro do sarcófago em seu lado leste. A julgar pelo raio do corte, menor que 5 cm, os pedreiros fizeram numerosos orifícios, cada qual com vários centímetros de profundidade.
Perto da Esfinge, nos lintéis sobre as portas do Vale do Templo, uma broca tubular foi usada para perfurar o granito. Evidências de brocas tubulares ainda são visíveis na maior parte das entradas do templo. Uma teoria é que esses furos eram usados para segurar no lugar eixos verticais que giravam e funcionavam como dobradiças de portas.
A broca tubular é um método especializado que provavelmente não teria sido desenvolvido sem a necessidade de orifícios grandes. Além disso, fabricar uma broca forte o suficiente para perfurar granito não é uma tarefa simples nem primitiva. Petrie acreditava que, para criar uma ferramenta capaz de remover rocha dura, as brocas tubulares de bronze eram equipadas com pontas de pedras preciosas. É claro que isso indica que mineração, metalurgia e confecção de brocas, para não falar em gerações de experiência com materiais abrasivos e técnicas de fabricação rotatórias, devem ter ocorrido muito tempo antes das estruturas no planalto de Gize terem sido erigidas.
Os antigos egípcios também usavam serras de pedra. Um exemplo disso está em Gize, onde blocos de basalto foram cortados para serem usados como pedras de pavimentação. Evidências desse uso podem ser observadas no lado leste da Grande Pirâmide. Pedras de pavimentação foram colocadas sobre blocos de calcário, que eram ajustados previamente à rocha-mãe subjacente. Aparentemente, os blocos foram nivelados depois de terem sido colocados no solo. Eram irregulares em espessura e, algumas vezes, arredondados na face inferior. Olhando de perto um corte abandonado, onde o trabalhador começou a cortar no lugar errado, vê-se que o corte é bem definido e paralelo à superfície (veja figura 4.2 na p. 90 – abaixo). A qualidade dessa incisão requer que a lâmina seja segurada firmemente enquanto o corte é efetuado. Existem vários outros pontos onde “cortes extras” como esse são visíveis. Cerca de 9 metros a norte desses blocos, há vários outros com cortes quase idênticos.
Em outra área próxima, há longos cortes de serra em rocha muito dura. Na maioria dos casos, os cortes são consistentes, lisos e paralelos. Não há sinal de “vacilação da lâmina”, que acontece quando uma serra longa e manual começa a cortar um material duro. Uma possibilidade é que a lâmina era mantida no lugar firmemente pela rocha sobre ela. O sarcófago na câmara do rei da Grande Pirâmide foi cortado com uma serra bem grande, medindo, talvez, 2,4 ou 2,7 m. Marcas deixadas pelo seu uso foram descobertas e descritas por Petrie. Ele também descreveu um erro de corte perceptível. A serra trabalhou fora da marca vários centímetros antes que os operários notassem e removessem a serra. Uma marca esverdeada nos lados do corte, bem como grãos de areia deixados no sulco, indicam que as serras eram feitas de bronze.4
Petrie estudou numerosos exemplos de alvenaria em pedra. Entre os itens mais incomuns estava o artefato n. 6, um pedaço de diorito ostentando sulcos de arcos circulares, regulares e equidistantes, e paralelos um ao outro. Embora os sulcos estivessem quase que completamente apagados por polimento abrasivo, ainda eram levemente perceptíveis. De acordo com Petrie, a única explicação viável para isso é que eles tenham sido produzidos por uma serra circular.
O corte de materiais duros pelo uso de substância macia, como cobre, madeira e chifre, com um pó duro aplicado a ela, tem sido um método comum ao longo da história. Bastões preparados dessa maneira eram usados para desbastar a rocha, quando esfregados sobre sua superfície. Na falta de uma explicação melhor, muitos presumem que os egípcios empregassem esse método. Mas, embora ele fosse suficiente para o alabastro e outras rochas macias, Petrie argumenta que os primeiros egípcios não usaram essa técnica com rochas mais duras. Sugere que o corte e a modelação da rocha dura como o granito, o diorito, o basalto etc., eram feitos com ferramentas de bronze, dotadas de pontas cortantes, bem mais duras do que o quartzo com o qual se trabalhava. O material dessas pontas ainda é indeterminado; mas apenas cinco substâncias são possíveis: berilo, topázio, crisoberilo, corindo ou safira, e o diamante. O caráter do trabalho certamente parece apontar para o diamante como a jóia de corte; e somente as considerações de sua raridade em geral e sua ausência no Egito interferem com essa conclusão, o que faz com que o material mais provável seja o duro corindo não cristalizado.5
Em suas observações a respeito dos métodos mecânicos dos egípcios, Petrie concluiu que eles eram familiarizados com jóia de corte muito mais dura que o quartzo, e usavam essa jóia como um buril afiado. Das tigelas de diorito com inscrições da quarta dinastia, das quais ele encontrou fragmentos em Gize, às marcas no granito polido da era ptolomaica, em San, Petrie não tinha dúvida de que os confeccionadores desses objetos usaram serras e brocas complexas. Os hieróglifos eram gravados com uma ferramenta de corte preciso. Não raspados ou triturados, mas entalhados com contornos bem definidos. O fato de que algumas linhas tinham apenas 0,016 centímetro de largura é evidência de que a ponta da ferramenta devia ser muito mais dura do que o quartzo e rija o bastante para não lascar as bordas de um sulco de apenas 0,0125 centímetro de largura. Petrie e sua equipe não hesitaram em aceitar que as linhas que eram entalhadas na rocha dura foram conseguidas com ferramentas de ponta de pedras preciosas.
Além disso, os cortes de serra nas superfícies de diorito, com espessuras que chegam a 0,025 centímetro, são mais prováveis de terem sido produzidos por pontas de pedras preciosas afixadas em uma serra do que por fricção de um pó solto. Os profundos sulcos são quase sempre regulares, uniformes em profundidade e equidistantes. Embora nenhuma lâmina com ponta de pedras preciosas tenha sido encontrada até hoje, os cortes de serra nessas superfícies constituem evidência quase irrefutável de que os egípcios usavam serras com pontas de pedras preciosas.
As técnicas sofisticadas não se limitavam aos artefatos de pedra. Outros trabalhos de precisão e brilhantismo artístico também eram realizados nos preparativos para funerais. Todos conhecem o modo extravagante com que os egípcios sepultavam os mortos, com provisões para a vida após a morte. Entre os bens dos túmulos se incluíam também estátuas, esculpidas para representar com realismo as pessoas que honravam. Algumas dessas estátuas possuíam olhos realmente notáveis, confeccionados de tal modo que parecem seguir o observador que passa diante delas. Exemplos dessas estátuas, da quarta e da quinta dinastias (2575-2323 aec), estão expostos no Louvre, em Paris, e no Museu Egípcio, no Cairo.
Uma outra estátua ostentando esses olhos de estilo incomparável, a estátua Ka [Estátua que abrigava a alma do morto, segundo os antigos egípcios. (N. da T.)] do faraó Auib-rê Hor, apareceu na décima terceira dinastia do Médio Império, entre 1750 a 1700 AEC. Outras estátuas foram descobertas em mastabas em Saqqara. Do mesmo modo que a produção dos inigualáveis artefatos em pedra, a manufatura desses olhos mágicos desapareceu da civilização egípcia depois da décima terceira dinastia.6

FIGURA 4.5. A ESTATUA DO PRÍNCIPE RAHOTEP, DA QUARTA DINASTIA, É UM EXEMPLO CARACTERÍSTICO DOS OLHOS.
Durante o final dos anos de 1990, Jay Enoch, da Escola de Optometria da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e Vasudevan Lakshminarayanan, da Escola de Optometria da Universidade do Missouri, em St. Louis, recriaram os atributos óticos desses “olhos de faraó”, para compreender melhor suas propriedades únicas. Para comparação, e para estimar o suces.so do seu trabalho, eles fotografaram o “escriba sentado”, uma estátua descoberta em Saqqara e datada de 2475 aec, em exposição no Louvre.
Enoch e Lakshminarayanan observaram que a área frontal dos olhos era composta de um tipo muito duro de cristal de quartzo adaptada a uma córnea plana de excelente qualidade ótica. A íris era pintada para parecer com a íris humana viva. No centro, na parte de trás da lente da córnea, uma pequena e côncava curvatura era perfurada com broca ou raspada para corresponder à abertura da pupila do olho humano. Isso formava uma lente côncava de alto poder de refração negativa. As superfícies frontais da córnea possuíam poder de refração positiva, mas muito mais fraca do que o elemento do fundo. Uma resina era usada para unir a lente à parte branca do olho. O fundo da lente da córnea tinha duas zonas óticas. Uma era periférica e plana; a outra, uma pronunciada curvatura negativa. As duas eram centradas uma na outra. Ambas eram centradas na área frontal da superfície da córnea, que tinha uma curvatura convexa, ou positiva, possivelmente para formar um elemento multifocal.
Usando uma pilha de arruelas colocadas sobre papel branco, Enoch e Lakshminarayanan criaram um modelo de simulação da parte frontal dos olhos. Sobre as arruelas, uma lente esférica de 20 dioptrias foi posicionada a 1,875 centímetro acima do orifício. À igual distância, foi suspensa acima disso uma lente esférica maior (26 dioptrias). As distâncias a partir do plano das arruelas para cada lente eram menores do que a distância focal de ambas as lentes. Então, se um observador girasse de 40 a 60 graus em qualquer direção em relação às lentes, os orifícios (pupilas) pareceriam deslocar-se junto com o observador. Nesse sentido, Enoch e Lakshminarayanan criaram um modelo que simulava a magia dos olhos dos faraós.7
Em seu modelo, eles observaram que o encurtamento no meridiano de rotação em torno do orifício das arruelas (a pupila do olho) era maior quando visto através de lentes côncavas mais potentes. Em outras palavras, se o observador se desloca para o lado, a abertura se torna mais elíptica na aparência, com a largura do orifício decrescendo na direção da rotação crescente. Eles também descobriram que esse efeito não era percebido perpendicularmente à direção da rotação pelo observador – o bem conhecido efeito cosseno. Segundo Enoch e Lakshminarayanan, o mesmo efeito de encurtamento é prontamente observado e fotografado nas estátuas egípcias.
De acordo com seus resultados, tanto a superfície frontal quanto a posterior das lentes egípcias contribuem para o movimento da pupila percebido enquanto o observador gira em torno da estátua. Além disso, o movimento será na mesma direção. Nesse sentido, a pupila parece acompanhar o movimento do observador e se torna progressivamente encurtada na direção do movimento do observador. Do mesmo modo que as estátuas egípcias, o movimento percebido causado pelo elemento posterior é mais significativo e diferente das qualidades prismáticas normais das lentes. O efeito combinado das duas lentes é maior do que o de cada uma das lentes sozinha.
Enoch e Lakshminarayanan concluíram que esse efeito ótico de “acompanhar” presente nos olhos das estátuas foi duplicado no laboratório e registrado, embora não muito bem exibido em suas fotografias (esse efeito, facilmente notado pelo observador, foi difícil de fotografar). Surpreendentemente, as antigas lentes egípcias eram de qualidade superior às das cópias. Em sua análise final, Enoch e Lakshminarayanan concluíram que, por causa da qualidade do desempenho e da complexidade do projeto, é altamente duvidoso que as lentes usadas para recriar a estrutura do olho nas antigas estátuas egípcias fossem as primeiras lentes criadas, a despeito do fato de terem 46 séculos de idade.8
A nordeste da pirâmide escalonada de Djoser, em Saqqara, há uma galeria de túmulos construídos em um túnel escavado na rocha, dedicada ao touro Ápis. O geógrafo grego Estrabão (63 AEC – 22 EC) escreveu, depois de visitar o Egito, que os touros Ápis eram enterrados numa câmara subterrânea, chamada Serapeum, no final de uma alameda pavimentada ladeada por 140 esfinges de pedra. O local está constantemente sendo enterrado pela areia levada pelo vento e era de difícil acesso mesmo na época de Estrabão. Durante séculos, esses túmulos estiveram perdidos; então, em 1850, um francês de 29 anos, Auguste Mariette, encontrou a cabeça e as patas de uma esfinge de pedra projetando-se da areia.
No interior do Serapeum, câmaras com tetos de quase 7,5 metros de altura e pisos 1,5 metro mais baixos do que o piso principal foram escavados em ambos os lados do corredor principal. Essas salas abertas eram o local em que os maciços sarcófagos para os touros Ápis antigamente ficavam. Cada sarcófago era esculpido de um único bloco de granito, e cada tampa pesava muitas toneladas. Vários desses sarcófagos ainda existem dentro do Serapeum.
Em 1995, Dunn, munido com uma régua de marceneiro de altíssima precisão, inspecionou as faces interna e externa de dois sarcófagos. A tampa de 27 toneladas de um dos sarcófagos, e a superfície interna do caixão de granito em que ela se apoiava, tinham uma precisão de 0,000125 centímetro. Ele também verificou que os cantos tinham a precisão de 0,39 cm.12 Segundo Dunn, reproduzir a precisão dos caixões de granito de Serapeum seria extremamente difícil mesmo hoje em dia. As superfícies lisas, perfeitamente planas e os cantos que se ajustavam sem folga deixaram-no pasmo. O caixão de granito encontrado na Grande Pirâmide tem as mesmas características que os de Serapeum. Entretanto, esses caixões pertencem à décima oitava dinastia, mais de mil anos depois do que se supõe ser o declínio da alvenaria em pedra no Egito. Uma vez que sua datação é baseada nos utensílios encontrados por perto e não nos próprios caixões, Dunn acredita que seja razoável especular que os caixões não foram corretamente datados. A forma como a pedra foi trabalhada neles deixou marcas de um método de fabricação cuidadoso e notável. Isso é inequívoco e irrefutável. Ele acredita que os artefatos que mediu no Egito “são a ‘prova do crime’, a evidência irrefutável de que existiu uma civilização no Egito Antigo mais desenvolvida do que a que nos é ensinada. Essa evidência encontra-se talhada na pedra”.13
Aqueles de nós que não são engenheiros ou mecânicos só podem imaginar a dificuldade e a habilidade em planejar e construir os itens de alta precisão descritos. Christopher Dunn, um supervisor sênior na Danville Metal Stamping, em Illinois, tem estado às voltas com técnicas de construção e de produção por quase trinta anos e está bem qualificado para comentar sobre as dificuldades da precisão. A maior parte de sua carreira foi passada no trabalho com maquinaria que fabrica componentes de precisão para motores a jato, e incluía métodos não convencionais como processamento a laser e usinagem por descargas elétricas. Embora não seja egiptólogo, arqueólogo ou historiador, é fascinado pelas evidências deixadas para trás pelos egípcios. Ele visitou o Egito diversas vezes, estudou muitos dos artefatos desconcertantes, e chegou à conclusão de que existia um sistema de manufatura avançado no Egito Antigo. Segundo Dunn, há evidência de outros métodos de fabricação não convencionais, além de práticas mais sofisticadas no uso convencional da serra, do torno e da fresadora. Dunn diz: “Sem dúvida, alguns artefatos que Petrie estudou foram produzidos em tornos”.9 Também há evidências de marcas claramente definidas deixadas pelo torno em algumas tampas de sarcófago (caixão de pedra).
Dunn acredita que a Grande Pirâmide encabece uma longa lista de artefatos que foram mal compreendidos e mal-interpretados ao longo dos anos pelos arqueólogos. Eles desenvolveram teorias e métodos baseados numa coleção de ferramentas a partir das quais se esforçam para reproduzir até mesmo os mais simples aspectos do trabalho egípcio. Segundo Dunn, o Museu do Cairo contém evidências suficientes, se adequadamente analisadas, para provar que os antigos egípcios usavam métodos altamente sofisticados de fabricação, a despeito do fato de que essas ferramentas ainda não foram encontradas. A coleção do museu relativa ao Antigo Império (2650-2152 aec) é repleta de vasos, tigelas, caixões com tampa e estátuas – cinzelados em xisto, diorito, granito e obsidiana – que desafiam respostas simples de como esses antigos escultores trabalhavam a dura rocha vulcânica com tamanha precisão. Por várias gerações, o foco concentrou-se na natureza das ferramentas de corte empregadas. Entretanto, enquanto ele estava no Egito, em fevereiro de 1995, Dunn descobriu evidências que levantam a seguinte questão: “o que guiava a ferramenta de corte?”10
O torno é o pai de todas as máquinas operatrizes que existem. Como foi discutido anteriormente, Petrie descobriu evidências que demonstravam não só que os tornos eram usados, mas também que eles desempenhavam tarefas consideradas impossíveis sem o emprego de técnicas altamente especializadas, como cortar raios esféricos côncavos e convexos sem lascar o material.
De acordo com a teoria tradicional, os antigos egípcios usavam ferramentas de cobre forjado nas pedreiras e no cinzelamento. Tendo trabalhado com cobre em muitas ocasiões, inclusive com cobre forjado, Dunn acha essa ideia ridícula. É certo que o cobre pode se tornar mais resistente ao ser golpeado repetidamente ou até ao ser curvado. Entretanto, depois de uma dureza específica ser alcançada, o cobre começa a rachar e a se partir. É por isso que quando se está trabalhando com cobre, ele deve ser periodicamente recozido ou amaciado, para mante-lo coeso. Entretanto, a despeito da dureza da força do cobre forjado, ele não é capaz de cortar granito. A liga de cobre mais resistente que existe é a cobre-berílio. Não há evidências que sugiram que os antigos egípcios a possuíssem. Se o fizeram, ainda assim ela não seria dura o suficiente para cortar granito. De acordo com os historiadores tradicionais, o cobre era o único metal disponível na época da construção da Grande Pirâmide. Consequentemente, segue-se que todo trabalho derivou da habilidade no uso desse metal básico. Dunn acredita que há algo mais por trás dessa história, e que pode ser errado supor que o cobre era o único metal à disposição dos antigos egípcios.
Um fato pouco conhecido a respeito dos construtores das pirâmides é que eles também trabalhavam com ferro. De acordo com Giza: The Truth, de Ian Lawton e Chris Ogilvie-Herald, em 1837, durante as escavações de Howard Vyse, uma chapa de ferro, de 30 por 10 centímetros e cerca de 0,30 centímetro de espessura, foi descoberta presa no cimento num dos poços que conduzem à câmara do rei. A chapa de ferro estava enfiada tão fundo na alvenaria que precisou ser removida pela detonação de duas camadas mais superficiais de pedra. Depois da remoção, ela foi despachada para o Museu Britânico junto com certificados de autenticidade.
Ferramentas primitivas descobertas em escavações arqueológicas são consideradas contemporâneas dos artefatos encontrados. Contudo, durante esse período da história do Egito, esses artefatos foram produzidos em abundante quantidade, sendo que nenhuma ferramenta que pudesse explicar sua criação sobreviveu. Segundo Dunn, as ferramentas encontradas não podem ser explicadas em simples termos e não representam inteiramente o “estado de arte” evidente nos objetos. As ferramentas exibidas pelos egiptólogos como instrumentos para a criação de muitos desses incríveis artefatos são fisicamente incapazes de reproduzi-los. Depois de ter visto essas maravilhas da engenharia, e, então, ser-lhe mostrada uma coleção trivial de ferramentas de cobre no Museu do Cairo, Dunn ficou estupefato e frustrado.11
Fonte: O Egito antes do Faraós, Edward F. Malkowski, Editora Cultrix, São Paulo-SP, 2010, pp. 85-98.
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