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O Povo das Fadas

Posted by luxcuritiba em setembro 3, 2013

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Mirella Faur

Leann

O termo fada (hada em castelhano, fée em francês, fay, fae, fairie ou faery em inglês) deriva do fatum ou fata em latim, que significava o destino (determinado pelas Deusas conhecidas como Parcas, Moiras ou Nornes) ou designava um espírito guardião. Poucas pessoas sabem que “o povo das fadas” é remanescente dos primitivos povos pré-celtas, que habitavam as Ilhas Britânicas desde a Idade de Bronze, sendo descendentes dos míticos Tuatha de Danann, o “Povo da deusa Danu”, vencidos pelos Milesianos, eles mesmos tendo conquistado a Irlanda após vencerem os primeiros colonizadores- Fir Bolg.

À medida da mudança das crenças religiosas e espirituais, os Tuatha de Danann se afastaram cada vez mais da dimensão material, pois eles não mais recebiam a nutrição e sustentação da sua egrégora pelo reconhecimento e a gratidão dos seres humanos perante os seus dons.

Para se protegerem da violência das guerras – sendo eles seres pacíficos – se retiraram para outra dimensão, sutil, a ilha mágica Tyr na n’Og , “A terra debaixo das águas”, situada no Oeste da Irlanda e invisível aos homens. Uma parte deles aí permaneceu e se refugiou nas montanhas, colinas, florestas e grutas, sendo conhecidos como “O velho povo, Os bons vizinhos, O povo das colinas” (chamado em gaélico de Sidhe).

A comprovação deste fato encontra-se na crença comum entre as diversas nações celtas sobre a existência de uma raça de seres sutis, obrigada pelas tribos invasoras a se retirar para o “Outro mundo”, descrito como uma dimensão subterrânea, dentro das colinas ou câmaras mortuárias neolíticas (burial chamber) ou que tinham ido “além-mar”.

Os sidhe eram formados por vários grupos ou ordens, distintas umas das outras, mas que funcionavam como uma coletividade. As terras ocupadas pelos seres feéricos foram chamadas de Fairyland, “a terra das fadas” e seus caminhos e trilhas, imbuídos de energia mágica e telúrica, ficaram conhecidos como ley lines, as linhas de energia da terra, sobre as quais não deviam ser construídas edificações humanas sob o perigo de eclodirem acontecimentos estranhos ou perniciosos à saúde. Os locais sagrados dos Sidhe eram marcados por círculos de pedras ou de cogumelos e deviam ser respeitados e evitados pelos seres humanos. A sua atividade comum era a criação de um gado malhado, que pastoreavam com a ajuda de grandes cães brancos com orelhas vermelha s (Cwn Annwn) ou os “Cães dos montes”.

No nível mágico, os Sidhe conheciam e manipulavam os poderes dos elementos e por isso, com o passar do tempo e o esquecimento da sua verdadeira origem e poder, eles foram reduzidos às figuras elementais dos silfos, salamandras, duendes, gnomos, ondinas, nereides (em função do elemento em que habitavam ou regiam). Nos contos de fadas lhes foi atribuído o papel de “fadas madrinhas”, as conselheiras e protetoras individuais.

Aos poucos, as fadas ficaram restritas ao folclore anglo-saxão e celta, conhecidas como protetorase guardiãs das árvores, flores ou jardins, confundindo-se depois com outras entidades sobrenaturais e, às vezes, sendo consideradas magas e feiticeiras. Foram descritos muitos tipos, desde as belas fadas das flores, árvores, lagos e rios, os simpáticos gnomos protetores das moradias, até as entidades perigosas com dentes pontiagudos e garras afiadas.

Presentes em todas as formas e manifestações da natureza, as fadas fizeram parte das lendas e do folclore de vários países, mas nenhum povo como o irlandês conseguiu captar, conhecer e compreender tão bem os Fays, provavelmente por serem seus descendentes. O mundo feérico das fadas ainda vive nas crenças e rituais dos camponeses da Irlanda, País de Gales, Escócia, Inglaterra e Bretanha e conta-se que vários mortais tiveram contato com o povo das fadas, aprendendo delas a arte da poesia, música, dança, metalurgia, tecelagem, magia e cura.

A Irlanda até hoje é habitada por duas raças: a visível, dos celtas, e a invisível dos Sidhe, mas que podia ser vista e “visitada” pelos clarividentes e magos. As divindades mais conhecidas, consideradas o Rei e a Rainha das Fadas são a deusa Aine (pronuncia-se ‘oine’), a regente da fertilidade, cujo festival era no dia anterior ao solstício de verão e o deus Gwynn Ap Nudd (pronuncia-se ‘guin ap niid’), o “Senhor do Outro Mundo”. De acordo com as lendas, a Rainha das Fadas oferecia o “galho de cristal”, para mortais dignos deste privilégio, garantindo-lhes passagem e estadia agradável no seu reino.

Existem inúmeras lendas e contos de fada – em todas as nações – descrevendo de maneira romantizada a outrora relação amistosa entre humanos e o povo das fadas, que auxiliava nas tarefas domésticas em troca de moradia, comida (frutas, pão, bolo, mel doces, leite e derivados) e de objetos brilhantes. Elas podiam ser vistas cantando e dançando em círculo nas noites de lua cheia e, ao amanhecer, o local onde tinham dançado aparecia como um círculo de grama verde luminosa ou formado por cogumelos.

Mas, se um homem, atraído pelos seus cantos e beleza entrasse na sua dança, era feito prisioneiro e obrigado a dançar com elas até a exaustão. Acreditava-se que o “anel das fadas” era o portal para o seu mundo e a pessoa que nele entrasse, perdia a noção do tempo e ficava preso se elas fechassem o portal. A única forma de escapar era levar consigo um pedaço de ferro, metal a que tinham aversão.

Como os fays tiveram que se retirar para o “outro mundo” devido àperseguição dos invasores, eles não gostavam do contato com os humanos por não confiar neles; por isso podiam ser perigosos ao se defenderem, se sentissem alguma ameaça para o seu reino ou habitantes. Eles não dependem dos humanos e nem os procuram, a maioria é indiferente, alguns poucos se preocupam com as pessoas e querem ajudar, quando costumam deixar um presente ”fairy gift ou fairy gold”, que podia ser desde pepitas de ouro até algum dom especial, desde que fossem preenchidas determinadas condições de comportamento e obrigações (não prejudicar animais, nem destruir a natureza).

São comuns as histórias de changeling, ou seja, a troca de um bebê humano recém-nascido e sadio por um dos seus filhos, que estivesse doente ou deformado. O poder comum às fadas era o glamour, ou seja, a capacidade de assumir qualquer forma para aparecer aos seres humanos, ou ficar invisíveis. As fadas não são as figuras diáfanas, boazinhas e bonitinhas como vemos nas estatuetas, desenhos e figuras das lojas esotéricas; na realidade elas não são boas, nem más, não são nossos anjos de guarda, nem estão à nossa disposição nos fazendo favores. Se fossem maltratadas, elas se vingavam afetando as colheitas, extraviando objetos, prejudicando o preparo das conservas e alimentos, assustando animais, provocando efeitos atmosféricos.

Porém, mesmo enganando as pessoas com brincadeiras e histórias confusas, as fadas não mentem, nem castigam crianças, idosos e mulheres; elas cooperam conosco se for do interesse delas e se soubermos conquistar sua confiança. Alguns seres feéricos podem ser hostis aos humanos, principalmente se tiverem sido violentos ou movidos pela cobiça, destruindo seus hábitats naturais, as jazidas de minérios e cristais ou cortando suas árvores sagradas.

Os antigos povos celtas concebiam a vida existindo em três níveis distintos, integrados e presentes em cada ser: o mundo físico, o mental e o espiritual. A verdadeira evolução do espírito só podia ser alcançada quando fosse encontrada a harmonia entre corpo, mente e espírito. Ao perceber estes mundos entrelaçados, fica mais fácil para compreendermos o conceito do “outro mundo”, a dimensão onde vive o povo feérico, como um plano existindo dentro e fora de nós, pois o espírito não habita apenas em planossuperiores, mas em tudo e no Todo. Realizando esta mudança de compreensão e ampliando nossa percepção, podemos entrar em contato com os Sidhe.

Os Tuatha De Dannan (“O povo da deusa Danu”) eram associados com vários ”outros mundos” além de Tyr na n’Og (“a terra da eterna juventude”), como Mag Mel (“a planície agradável”), Emain Ablaach (“a terra prometida” ou “A Ilha das mulheres”) e Avalach, a “Ilha das Maçãs”, conhecida nos mitos como Avalon. No folclore havia a crença de que as flechas de granito remanescentes da Idade de Pedra teriam sido as flechas usadas pelas fadas para se protegerem dos intrusos e que ocasionavam o temido elf shot (crise de ciática ou lumbago).

O medo das fadas das armas de ferro devia-se ao seu uso pelos invasores, enquanto os povos nativos possuíam apenas as pedras e por isso foram facilmente vencidos. As roupagens verdes das fadas seriam um meio para se fundirem com a natureza e escaparem do extermínio pelos invasores melhor equipados.

Características

Diferentes de outros seres feéricos dos países europeus, os Sidhe celtas eram descritos como altos e bonitos, com trajes suntuosos e moradias muito bem decoradas, desfrutando de alimentos requintados e com poder mágico, que eles ofereciam aos visitantes retendo-os assim por sete anos no seu reino. Num manuscrito sobre elfos, fadas e gnomos escrito no ano 1691 por um padre escocês, “O Povo das Fadas” era descrito como seres intermediários entre os anjos e os homens, altos e radiantes, com corpos fluídicos, visíveis apenas em certas condições de luz (entardecer ou amanhecer) e que se apresentavam ora como seres benéficos, ora maléficos.

Fairy gold era a descrição do presente falso dado pelas fadas, que aparecia como ouro, mas depois se transformava em folhas secas, galhos ou cinzas, como resultado da magia por elas usada para metamorfosear coisas e a si mesmas.

A lista de seres esféricos é muito extensa e varia em função da região em que se originou. Como os mais conhecidos seres, podem ser citados: Brownies (pequenos, vestidos com roupas esfarrapadas, aparecendo à noite e cuidando da fazenda, do gado ou da casa onde moram), Elfos (seres altos e mais sutis), Goblins (facilmente irritáveis e especialistas em pregar peças),Gnomos (seres baixos e atarracados, guardiões dos metais e pedras preciosas, moram na profundeza da terra e são exímios artistas), Leprechauns (semelhantes aos gnomos, trabalhando com couro, usando aventais e touca vermelha, morando nos porões e gostando de bebida e cigarro), Pixies (de Cornwall, com roupas verdes, que se divertiam confundindo os viajantes) e Pooka (seres escuros montados sobre cavalos e que gostavam de participar das corridas).

No folclore escocês as fadas eram divididas em Seelie Court, “a corte abençoada”, as benéficas e Unseelie Court, as maliciosas e perigosas, associadas aos mortos, os Sprites (incluindo silfos e nereides), as Trooping fairies que se deslocavam em grupo e criavam assentamentos, podendo ser malévolas ou amistosas, as White Ladies, “As senhoras brancas”, descendentes etéreos dos Tuatha de Danann.

Apesar de possuírem poderes mágicos, as fadas eram vulneráveis à proximidade dos objetos de ferro e aço, ao som dos sinos (principalmente os das igrejas) e assobios, ao uso mágico de certas plantas (sorveira, espinheiro, trevo de quatro folhas, verbena vermelha, margaridas, erva de São João), à proximidade de pão fresco, sal, aveia, alguns dos meios de defesa dos humanos contra seus feitiços. No entanto, sabia-se que para agradar o “Povo das Colinas” recomendavam-se oferendas de leite, creme de leite, manteiga, biscoitos, mel, gengibre, pirita e objetos dourados.

No folclore existem muitas histórias sobre as medidas necessárias para evitar o sumiço de objetos preciosos, rapto de animais, troca de crianças ou as travessuras das fadas que azedavam leite, amarravam a cauda dos animais ou diminuíam o seu leite,emaranhavam o cabelo das pessoas ou prejudicavam plantios e colheitas. Oscamponeses construíam suas casas tendo a porta da frente e dos fundos opostas e arredondavam as quinas das paredes externas para facilitar a passagem das fadas.

A Origem

Originariamente as fadas eram reverenciadas como divindades, mas o advento do cristianismo foi diminuindo as práticas e crenças antigas, substituindo-as com novas interpretações, transformando antigos deuses em simples fadas. Uma crença comum na Irlanda e Escócia sustentava que as fadas tinham se originado dos mortos (como as Ban She irlandesas ou as Bean Shith escocesas), sendo supostamente fantasmas de mulheres mortas.

Outra teoria atribuía sua origem a um ramo intermediário entre homens e anjos, uma raça não humana que vivia escondida na natureza, os assim chamados “seres encantados”, aspectos personalizados da natureza ou de certos conceitos abstratos. Com o passar do tempo e o advento do cristianismo, os termos Fay e Sidhe passaram a ser sinônimos de ”anjos decaídos”, que, por terem se revoltado contra Deus, foram expulsos do paraíso. Teria lhes sido negado o lugar no céu por este delito cometido, mas como não eram de todo ruins, ficaram na terra e não foram levados para o inferno.

À medida do aumento do puritanismo e da rigidez nos dogmas, as fadas foram declaradas seres demoníacos e se relacionar com as fadas era indício de bruxaria e punido como tal. Cada vez se falava menos na sua origem angélica e mais na sua natureza demoníaca ou de “mortos vivos”.

Os antigos arquétipos dos Tuatha de Dannan foram diversificados e transformados nas “Fadas Medievais”, detentoras de poder mágico e ligadas aos mitos do ciclo Arturiano, a Avalon e Morgan le Fay. Perdendo sua condição divina, as fadas foram diminuindo em tamanho, setornando malvadas e associadas aos mortos, sem as características guerreiras e românticas anteriores. No século 17 apareceram imagens de fadas minúsculas com asas, benéficas para a natureza, mas consideradas seres demoníacos com a expansão do puritanismo.

No século 18 novas teorias recuperaram sua condição de espíritos da fertilidade vegetal e de “fadas madrinhas”, porém no século 19 as fadas foram rebaixadas a meras personagens folclóricas, pertencendo ao reino da fantasia. Somente na virada do século os ocultistas reviveram os arquétipos das fadas como sendo seres elementais, herdeiros do antigo poder e energia do reino dos Tuatha de Dannan, que detinham uma energia telúrica primal, feminina ou masculina, que podia se manifestar em diferentes formas.

A literatura medieval e principalmente da era vitoriana produziu muitas obras importantes, em que os personagens pertenciam, descendiam ou viviam no mundo das fadas. Muitas pinturas, desenhos e ilustrações reproduziam formas e feições das fadas, que variavam em função da inspiração e criatividade do artista. Na literatura mais moderna, as fadas são descritas com feições humanas, geralmente jovens e do sexo feminino, com olhos verdes, orelhas pontudas, de estatura baixa, às vezes com asas, ou se deslocando voando sobre pássaros e insetos (mariposas, libélulas, borboletas).

Às vezes elas se metamorfoseavam em certos animais, principalmente as focas, dando origem às selkies (“mulheres focas”), sua forma sendo uma referência aos povos primitivos vestidos com peles. Na alquimia eram consideradas como seres elementais, como Paracelso definiu os silfos, salamandras, ondinas e gnomos, enquanto a teosofia postulava a existência dos espíritos da natureza oriundos de uma linha separada de evolução, tendo corpos etéreos compostos de uma matéria diferente, formada por partículas menores e mais sutis do que as existentes no plano material.

Estes seres podiam ser vistos pelas pessoas que tinham o terceiro olho ativado e possuíam a visão sutil ou a clarividência. Na psicologia, as fadas são consideradas entidades existentes na psique humana, porém sem terem uma existência real.

Os temas psicológicos atribuem às fadas um simbolismo sexual ou arquetípico, originário das antigas divindades, remanescente dos antigos cultos pagãos, ou sendo personificações e projeções dos nossos medos do desconhecido.

Atualmente as fadas são vistas como seres independentes, formados de uma energia imaterial e não orgânica, sendo próximas dos humanos e agindo como um tipo de espelho refletor. O seu reino se adapta a tudo que existe na nossa imaginação, sejam as imagens mentais positivas ou negativas. A Tradição das Fadas é universal e antiga, associada aos poderes do mundo subterrâneo, os antigos locais de poder telúrico e os ancestrais; como regentes dos elementos elas atuam como auxiliares e protetoras dos reinos naturais e são doadoras da energia vegetal, que é vital para a cura.

O escritor R.J.Stewart, estudioso do submundo celta do qual a tradição feérica é o ramo principal, afirma que “se quisermos trabalhar para transformar nosso planeta exaurido e abusado, o reino feérico é uma boa fonte para conhecer, buscar e usar”. Mas para termos aceso a este reino sutil, não podemos usar nossa costumeira abordagem científica e racional, apenas a percepção extra-sensorial e a visão metafísica, indo além das limitações da consciência humana e nos abrindo para uma experiência sutil e uma vivência verdadeiramente espiritual.

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