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O Tudo, o Nada (1)

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

Jun/Jul-2004

Deitei-me na cama para relaxar, como de costume, em jejum, bebendo leite de soja* ou chá, quando dava vontade. Relaxei os músculos e fiquei a vontade. Concentrei minha atenção na respiração, não que fosse alguma técnica específica de relaxamento mas porque me pareceu algo razoável a ser feito como preparativo para o desdobramento astral.

Fiquei imaginando o ar entrando pelas narinas, saindo, entrando, saindo, entrando, saindo, lentamente, lentamente. Prestei atenção como o ar inalado enchia os pulmões, inalando, espirando, inalando, espirando.

Então imaginei não apenas o ar entrando pelas narinas mas as moléculas do ar, milhares delas, milhões delas, entrando pelo nariz, saindo, entrando, saindo.

Fixei minha atenção em uma molécula em particular e vi quando ela foi inspirada, passou pelas fossas nasais, pela garganta, e foi parar no pulmão. Lá ela foi absorvida pelos alvéolos e então combinada com outras moléculas para ser absorvida pelo sangue e ser transportada pela corrente sanguínea.

Vi a molécula viajando pelas artérias e veias, como se fosse uma espécie de tobogam. No começo, alucinadamente, depois a velocidade foi diminuindo, diminuindo, passando para um capilar, atravessou a parede do capilar através de uma espécie de buraco que havia ali e foi parar do outro lado, onde havia uma multidão de células.

Transitando entre as células acabou “esbarrando” numa delas e foi absorvida pela célula. Lá dentro sofreu outras alterações e combinações, passeou rapidamente por algumas partes, dentro da célula, e foi ejetada para fora. Novamente transitando entre as células até ir parar na parede do capilar, atravessar por um orifício e cair novamente na corrente sanguínea.

Seguiu então seu passeio pelo corpo através das veias e artérias até ir parar nos rins. Ali, foi novamente alterada, depurada, e da corrente sanguínea passou para o urina.

Então vi a mim mesmo diante de uma árvore, em algum bosque. Estava urinando e percebi, ao mesmo tempo, aquela molécula, que também era eu, sendo ejetada pela urina, caindo no solo. Uma vez no solo foi absorvida pela terra e logo sugada pelas raízes da árvore.

Fui subindo, como molécula, pela raiz até chegar ao tronco da árvore, e continuei subindo. A certa altura eu vi, diante da árvore aquela pessoa, que também era eu, parada ali adiante, urinando.

Então eu pensei “ei, eu conheço você, eu já estive em você, eu já fui você”. Mas aquela pessoa, que também era eu, parece não ter ouvido meu comentário.

Continuei subindo pelo tronco da árvore até chegar nas folhas, lá encima. Lá passei novamente por algumas modificações e acabei sendo evaporado e me misturei, novamente, com o ar da atmosfera. Fiquei algum tempo por ali, passeando entre outras moléculas, indo pra lá e pra cá, ao sabor do vento.

Daí pensei em ir além, mas, para onde? “Para dentro”, pensei. Comecei a sentir a molécula de ar como se fosse meu corpo, cada prolongamento da molécula como se fosse um braço ou uma perna. Percebi então que cada membro era formado por partes menores, os átomos. Foquei, então, minha atenção num átomo específico. Vi o seu núcleo e os elétrons girando em volta como uma gigantesca nuvem de insetos.

“Mais”, pensei, e fui entrando dentro do núcleo, dividindo prótons e nêutrons e esses em suas partículas mais elementais. Mas quando fui tentar ir mais longe vi apenas escuridão, um negrume total, onde nada se podia ver. Com receio de mergulhar naquela escuridão de breu fiquei ali, por algum tempo. Quanto tempo? Não sei, talvez uma eternidade.

Então pensei, “oras bolas, não posso ficar aqui para sempre, parado, sem fazer nada”, e mergulhei na escuridão. Que venha o que vier, disse de mim para mim. Caí num silêncio absoluto, tudo parou, não havia nada a minha volta, era tudo breu e escuridão. Meu “corpo” sumiu, só restou o nada.

Então vi um golfinho nadando em algum oceano, belo, azul, em águas azuis, de forma dócil e graciosa. E a imagem veio, e passou…

E vi um homem, na superfície da água, afogando-se, depois de ter seu navio naufragado. Vi-o tentando manter-se na superfície mas suas forças já se iam se esgotando. Seu fim era certo. E a imagem veio, e passou…

Vi uma criança nascendo em alguma maternidade, pendurada pelos pés, segura pelas mãos de um médico. Ela dava seu primeiro grito dizendo “ei, estou aqui”, e respirava sua primeira lufada de ar. E a imagem veio, e passou…

Vi então, na órbita da Terra, um satélite de telecomunicações, com seus painéis solares abertos em forma de hélice, vagando pelo espaço, silencioso e tranquilo. E a imagem veio, e passou…

Retornei ao silêncio, completo e absoluto, e à escuridão onde nada se via. E ouvi uma voz retumbante, não alta, mas clara, falando em minha mente, “eu sou tudo, eu sou todos”. E, novamente, o silêncio.

Fiquei mergulhado naquele silêncio por algum tempo, talvez por uma eternidade. E então, num dado momento, vi-me diante do globo azul da Terra, com suas manchas brancas de nuvens e continentes coloridos logo abaixo.

Fui em direção daquele globo azul e, lentamente, descendo, descendo. Vi as regiões geográficas se tornarem vales e montanhas, e planícies e planaltos. E vi uma cidade, e prédios. Parei na cobertura de um prédio e fiquei observando, próximo ao parapeito, as pessoas caminhando lá embaixo, como se fossem um enxame de formigas.

Uma voz ecoou em minha mente e disse:

– Tens uma tarefa a cumprir.

– Sim, eu sei. – respondi.

– Vais cumpri-la? – perguntou a voz.

– Sim, vou.

Fiquei ali por mais algum tempo, observando o movimento da multidão. E então acordei.

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