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Archive for the ‘Crônicas’ Category

Crônicas

Medindo as riquezas do Ser Humano!

Publicado por: luxcuritiba em maio 2, 2012

Tenho a intenção de processar a revista “Fortune”, porque fui vítima de uma omissão inexplicável. Ela publicou uma lista dos homens mais ricos do mundo, e nesta lista eu não apareço.

Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro. Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga. Mas eu não sou mencionado na revista.

E eu sou um homem rico, imensamente rico.
Como? Vou mostrar a vocês:

Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo não sei como.

Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; filhos maravilhosos, dos quais só recebi felicidades; e netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.

Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos.

Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.

Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem o que eu mal escrevo.

Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).

Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim.

Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.

Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim não haviam ocorrido nunca.

E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.

Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista “Fortune” não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta?

Há pessoas pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é… DINHEIRO.

Armando Fuentes Aguirre (Catón – jornalista mexicano)

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O que é Inteligência Espiritual?

Publicado por: luxcuritiba em abril 27, 2012

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Descubra se você tem inteligência espiritual e como usá-la a seu favor

Monica Buonfiglio

O que é a inteligência espiritual? Você se considera espiritualmente inteligente? Como descobrir? Um ateu pode ter mais inteligência espiritual do que um religioso? Quais são os passos para desenvolver essa inteligência?
Saiba mais sobre essa característica, como identificá-la e como desenvolvê-la.

A Inteligência Espiritual é a inteligência da alma, aquela que impulsiona abordar e solucionar os problemas. Faz com que nos tornemos verdadeiramente íntegros para inserir os atos da nossa vida em um contexto mais amplo, rico e gerador de significado. Algo que dê mais sentido e valor aos seres humanos para conceder o sentimento de totalidade. O líder do movimento pela Independência da Índia, Mahatma Gandhi (1869-1948), o Prêmio Nobel da Paz e ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela (1918) e o músico John Lennon (1940-1980), são dotados de alto QS (QS ou Spiritual Quocient).

Como saber se temos Inteligência Espiritual?

As indicações de quem tem a Inteligência Espiritual desenvolvida incluem:
– Capacidade de enfrentar o sofrimento e ser flexível
– Celebração da diversidade
– Compaixão
– Espontaneidade
– Grau elevado de autopercepção
– Qualidade de ser inspirado por visão e valores
– Relutância em causar danos desnecessários
– Respeito a outros pontos de vista (ter humildade)
– Revisão constante de seus valores
– Faz perguntas do tipo “por que” e procurar respostas fundamentais
– Visão das conexões entre coisas diversas (ser holístico)
– Viver o presente.

Carência de Inteligência Espiritual

A autoconsciência é um dos critérios mais importantes da Inteligência Espiritual. Desde os primeiros dias na escola somos treinados a olhar para fora e não para dentro, a focalizar os fatos e problemas práticos do mundo externo. Quase nada na educação ocidental encoraja a refletir sobre nós mesmos e nossa vida interior. Por isso, somos tão carentes de Inteligência Espiritual.

Cultura da multidão

Nossa cultura é uma “cultura de multidão”. A mídia nos encoraja a ter os mesmos pensamentos e as mesmas opiniões. Um dos principais critérios da Inteligência Espiritual é o que os psicólogos chamam de “independência de campo”, ser capaz de erguer-se contra a multidão e defender uma opinião. ‘Ser quem acredita ser’. Isso não é egoísmo, mas individualidade autêntica e isso requer coragem.

Por exemplo, em 1955, no Alabama, a costureira negra Rosa Parks sentou-se em um banco de um ônibus (era proibido para negros) e se recusou a sair quando foi intimidada por um homem branco para que sentasse no banco dos fundos. Foi presa, julgada e condenada. A partir daí, começou o processo do Movimento dos Direitos Civis dos Negros nos Estados Unidos.

Quem tem Inteligência Espiritual significa que é religioso?

Ser religioso não garante ter uma Inteligência Espiritual elevada. Diversos humanistas e ateus têm essa inteligência, enquanto alguns indivíduos religiosos podem não apresentá-la. Ela se manifesta, por exemplo, quando um empresário tem a consciência holística de organizar sua empresa fazendo com que seus funcionários se conscientizem quanto à preservação da natureza e repassem isso aos produtos oferecidos.

Como podemos usá-la?

A Inteligência Espiritual nos leva ao âmago das coisas, a unidade atrás da diferença, ao potencial além de qualquer expressão concreta. Também a usamos na religião ou espiritualidade para praticá-las sem estreiteza, exclusividade, fanatismo ou preconceito.

Qual a diferença entre Inteligência Intelectual (QI), Inteligência Emocional (IE) e Inteligência Espiritual (QS)?

Para medir um tipo de organização neural, permitir ao homem que realize um pensamento racional, lógico e avaliar a inteligência de alguém, é usado o QI.

A Inteligência Emocional permite reconhecer os próprios sentimentos, dos outros e compreender outras qualidades do indivíduo. Artistas, oradores, músicos ou jogadores de futebol têm um alto IE, por exemplo.

A Inteligência Espiritual permite meditar acerca de uma situação em particular, ou seja, o que a minha vida profissional, familiar, conjugal, entre outros, significam verdadeiramente para minha alma.

Por que usamos a Inteligência Espiritual?

A Inteligência Espiritual concede a capacidade de escolha, nos presenteia com nosso senso moral, ameniza normas rígidas e nos fortalece por meio de uma maior compreensão e compaixão. É importante entender que o homem é um ser espiritual, pois existe em seu coração algo maior do que ele mesmo. Usamos para lutar com questões acerca do bem e do mal, além de imaginar possibilidades irrealizadas, tais quais: sonhar, aspirar ou superar situações difíceis.

Como desenvolver nossa Inteligência Espiritual?

Nossa alma está sempre pronta a reconsiderar. Para isso, precisamos recapturar nossa criança interna, aprimorar o senso de humildade e gratidão diante do Todo. A Inteligência Espiritual age como “o olho do coração”. Por meio de experiências perceptivas, faz com que o poder transformador seja exercido diariamente, como um “senso de ressurreição”. Isso não ocorre apenas na mente, mas na sua nova forma de saber e ser, capaz de transformar por completo o entendimento da vida (o nascimento de um filho, uma viagem marcante ou uma nova amizade podem melhor desenvolver essa inteligência).

Ser espiritualmente inteligente concede uma vantagem evolutiva?

Uma alta Inteligência Espiritual não precisa manter uma conexão com a religião. Nos sentimos bem quando possuímos uma crença profunda. A existência do ponto de Deus no cérebro indica a capacidade de experimentar algo religioso (ou crença), conferindo, de certo modo, uma vantagem evolutiva à nossa espécie.

O que você quer, é o que necessita?

Ao contrário do QI, que é linear, lógico e racional, a Inteligência Espiritual não pode ser quantificada. Em uma cultura espiritualmente embotada, ocorre uma distorção de valores. As pressões sociais e econômicas nos levam a confundir o que “queremos” com o que de fato “necessitamos”. Uma das maneiras para sermos espiritualmente mais inteligentes consiste em procurar a realidade por trás de qualquer desejo superficial.

Como anda seu “eu profundo”?

Existe um “eu profundo” que vive em todos nós, ancorado no Cosmo como um “Todo”. Tem origem na necessidade humana de sentido, visão e calor. Nem sempre é possível sentir realmente o que nos motiva. Esse “eu profundo” se manifesta em momentos de amizade calorosa, alegria, espanto e até mesmo quando enfrentamos os piores medos.

Qual é o primeiro passo para desenvolver a Inteligência Espiritual?

Consiste em assumir a responsabilidade por sua vida, reagir honesta e inovadoramente ao ambiente e à situação em que se encontra agora. Compreender seu papel e construir uma atitude sólida em relação às coisas que acontecem à sua volta.

Quais são os outros passos para aprimorar a Inteligência Espiritual?

O segundo passo consiste em mudar e assumir um compromisso. Está disposto a reduzir o cigarro ou a bebida? Escutar os outros com mais atenção?

O terceiro é uma reflexão quanto aos obstáculos da sua vida e que o impediram de segui-la, como a cobiça, a culpa, o medo, a preguiça, o comodismo, entre outros.

A busca pela bem-aventurança torna você um pai iluminado, um professor iluminado, um cozinheiro iluminado e assim por diante. Só dessa forma obteremos a graça inacreditável do dia a dia.

Fonte: Inteligência Espiritual. Aprenda a desenvolver a inteligência que faz a diferença. Danah Zohar (física e pós-graduada em religião, filosofia e psicologia pela Universidade de Harvard) e Ian Marshall (psiquiatra e psicoterapeuta); editora Record.

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Vai Passar

Publicado por: luxcuritiba em abril 16, 2012

Havia num país distante, um rei poderoso que tinha como servo um homem bom e fiel, cuja eficiência era única em todo o reino.

Porém, o rei não podia acreditar que esse homem era perfeito. Mil dúvidas povoavam sua mente. E se num momento muito importante a eficiência deste servo falhasse?

Diante desta dúvida o rei resolveu colocar em prova a capacidade do homem. Chamou-o e disse:

– Servo, cansei desta minha coroa. Quero uma outra, mas não mais em ouro e sim com pedras preciosas. As mais exóticas e brilhantes que houver. Portanto, ordeno-lhe que a confeccione para mim.

Como ele sabia que em seu reino não havia este tipo de mineração, achou que pela primeira vez seu servo lhe falharia. Mas meses depois, o fiel empregado voltou trazendo uma coroa de beleza ímpar, com pedras espetaculares nunca antes vistas em reino algum.

Porém, o rei ainda não aceitando totalmente a eficiência do escravo, depois de muito pensar, chamou-o novamente ordenando:

– Servo, agora quero que acrescente nesta linda coroa, uma frase que quando eu estiver triste, me alegre, e quando eu estiver feliz, me entristeça.

O servo saiu de lá desanimado. Como faria isso? Tudo na vida já tinha feito para provar sua fidelidade ao rei, mas agora ele lhe pedia algo que parecia impossível! Chegou em casa entristecido, sabendo que perderia seu cargo e que, mais do que isso, perderia a confiança do rei.

Mas a esposa, consternada com a tristeza do marido, depois de muito pensar, teve uma grande idéia e a executou. Depois de pronta, o servo pegou a coroa e a levou ao rei que de imediato a colocou na cabeça e foi para a frente do espelho para ver o que nela estava escrito.

Espantado então, viu a breve frase: “VAI PASSAR”.

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Numa Cidade Celeste

Publicado por: luxcuritiba em abril 5, 2012

Quando Joaquim Pires desencarnou, crente sincero e praticante assíduo que fora do Evangelho, procurou, incontinenti, as portas do céu. Combatera as próprias paixões, distribuíra benefícios sem cogitar de recompensa, humilhara-se em favor dos outros, sempre que as circunstâncias lhe aconselhavam serenidade e renúncia.

Em suma, Joaquim fora um homem bom. Todavia, como vivemos sobremaneira distanciados das criaturas perfeitas, andava preocupado com a idéia de repousar no paraíso. Não tivera ocasião de provar-se em testemunhos reconhecidamente difíceis e angustiosos. No entanto, acariciava o propósito de anestesiar-se no “outro mundo”. Queria descansar, esquecer, embriagar-se no êxtase divino…

“Morreu”, por isso, sem receio algum. Despediu-se, quase contente, dos familiares. Parecia andorinha humana, no júbilo de buscar a primavera noutras paragens. E, como efeito, tantos méritos detinha consigo, que prodigioso trilho de luz assinalava-lhe o caminho, desde o túmulo até as portas de uma cidade resplandecente.

Aí chegado, Joaquim, premido pela emoção, empalidecera de regozijo, enlevado, notou que, lá dentro, havia felicidade e luz, mas inequívocos sinais de trabalho também… Ruídos de atividade salutar e sons de campainhas inquietas alcançaram-lhe os ouvidos surpresos. Antes de se entregar a maiores perquirições íntimas, simpático mensageiro veio recebê-lo no limiar.

— É aqui o paraíso? — inquiriu à maneira do sertanejo bisonho que visita grande metrópole pela primeira vez.

— Sim — informou o interpelado, gentilmente —, estamos numa cidade celestial.

— Quer dizer, então, em boa geografia, que já não respiramos a atmosfera da carne… — tornou o recém-chegado, hesitante.

— Não tanto — esclareceu o enviado fraterno.

De tímpanos aguçados, Pires registrou a chamada dos clarins de serviço e considerou, tímido:

— Meu amigo, que eu não sou mais do número dos “vivos”…

O outro completou-lhe a frase reticenciosa, asseverando:

— Não padece qualquer dúvida…

— Mas — prosseguiu o “morto” adventício —, trabalham, ainda, aqui?

— Muitíssimo.

— Há, nesta cidade, horários, distribuição de tarefas, responsabilidades individuais, disposições de lei, lutas e conflitos?

O mensageiro esboçou expressivo gesto de complacência e observou:

— Acredita que a morte da carne, mero fenômeno da Natureza, purifique o Espírito milagrosamente? Temos enorme serviço a fazer, e o repouso para nós é lição, reparo ou estímulo. Nossa felicidade não se cristalizaria em altares imóveis.

— Oh! — clamou Joaquim aflito — a justiça ensinava-me no mundo que há um paraíso para os bons e um inferno para os maus.

— E você — interrogou o companheiro, intencionalmente — se julga perfeitamente bom?

— Não — respondeu Pires com humildade não fingida — sou um pecador, bem o reconheço; contudo… Francamente, não admitia houvesse tanto serviço após o sepulcro.

— Suporá inoportuno e intempestivo nosso propósito de luta e solidariedade, melhoria e reconstrução? Quem não é infinitamente bom, deve amparar quem não é infinitamente mau. É imprescindível atender aos imperativos da vida. Só Deus é o Absoluto.

— Sim, compreendo… — resmungou Joaquim, descoroçoado — todavia, sonhava com a paz perpétua.

E continuou:

— Existe aqui chefia e subalternidade?

— Perfeitamente.

— Servidores melhores e piores?

— Sim, em mais elevado padrão de justiça e aproveitamento.

— Há estudos e provas, especializações e obrigações?

— Muito além dos ensaios que efetuamos na Terra…

— Há probabilidades de erro e dúvida, discussão e negação?

— Em todas as rotas de ação, porque o livre-arbítrio da alma evolvida é naturalmente a cooperar na estruturação dos destinos, com a supervisão da Vontade de Deus.

— Conseqüentemente — prosseguiu Joaquim —, há reparações e punições, desequilíbrios e dificuldades.

— Exatamente. Você não ignora que onde o erro é possível deve existir recurso para a corrigenda.

O recém-encarnado “desencarnado” meditou, meditou e aduziu:

— Procuro o repouso inalterável… Quem sabe resplandece em esfera mais elevada o céu que busco?

— Assim não é — disse-lhe o interlocutor. Quanto mais alto subir, mais trabalho encontrará, embora em condições diferentes.

Pires, sentou-se, apalermado, sob indizível abatimento. O emissário fixou um gesto de bom humor e acentuou com clareza:

— Parece-me que o paraíso, sonhado por você, é o éden da espécie “Limax arborum”. Essas criaturas, que no fundo são igualmente filhas de Deus, organizam o próprio lar, através de folhas e flores. Aquietam-se e dormem descansadas sob a claridade do firmamento. Nada perguntam. Não riem, nem choram. Desconhecem os enigmas. Não sabem o que vem a ser aflição ou dor de cabeça. Alimentam-se daquilo que encontram nas árvores preciosas da vida. Ignoram se há guerra ou paz, dificuldade ou pesadelo entre os homens. Vivem alheias aos dramas biológicos, aos conflitos espirituais e, se um cataclismo fulminasse o Universo em que nos achamos, não registrariam grandes diferenças…

— Oh! — gritou Joaquim, repentinamente entusiasmado — quem são esses seres privilegiados?

— São as lesmas — esclareceu o emissário, sorrindo —, e se você descer, suficientemente, encontrará o paraíso delas…

Joaquim modificou a expressão facial e, embora consternado, quando ouviu falar em lesmas, resolveu entrar.

Irmão X (psicografia – Chico Xavier)

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