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Construções Antigas

Uma gigantesca pirâmide submersa em Bimini?

Publicado por: luxcuritiba em junho 1, 2012

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"Estrada de Bimini" ou "Muro de Bimini". É uma estrutura submarina que se estende por quase um quilômetro perto de Bimini Island nas Bahamas. Toda a estrutura é formada por blocos de calcário retangulares que se parecem muito com uma antiga estrada ou uma parede.

“Estrada de Bimini” ou “Muro de Bimini”. É uma estrutura submarina que se estende por quase um quilômetro perto de Bimini Island nas Bahamas. Toda a estrutura é formada por blocos de calcário retangulares que se parecem muito com uma antiga estrada ou uma parede.

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A ilha de Bimini é um pequeno componente das Bahamas, localizada cerca de 80 quilómetros a leste de Miami. Além de praias arenosas, recifes de coral, navios naufragados e alguns excelentes locais para pescar, Bimini também é um lugar onde se encontram diversas e incomuns formações rochosas submarinas. Esse conjunto de blocos imensos, alguns em padrões retilíneos, encontra-se sob uma faixa de 6 a 10 metros de água. Pode haver também uma Grande Pirâmide nas vizinhanças de Bimini – debaixo da água.

O Muro de Bimini foi descoberto em 1968 pelo doutor J. Manson Valentine, arqueólogo da Flórida. Valentine viu o muro pela primeira vez na superfície das águas, quando o mar estava excepcionalmente claro. Ele estava com outros três mergulhadores, Jacques Mayol, Harold Climo e Robert Angove. Disse Valentine em uma entrevista:

     Um extenso pavimento de pedras planas retangulares e poligonais, de diversos tamanhos e espessuras, obviamente modeladas e cuidadosamente alinhadas para formar um arranjo convincentemente artificial. Evidentemente, essas pedras ficaram submersas por um longo tempo, pois as arestas das pedras maiores estão arredondadas, dando aos blocos a aparência de grandes pedaços de pão, ou de almofadas. Algumas eram absolutamente retangulares, outras se aproximavam do quadrado perfeito (devemos nos lembrar que linhas absolutamente retas nunca estão presentes em formações naturais). As pedras maiores, com 335 metros de comprimento, estavam dispostas na extensão de avenidas de lados paralelos, enquanto as menores formavam pavimentos semelhantes a mosaicos, cobrindo seções mais amplas […] As avenidas, com pedras que parecem encaixadas, são retas e paralelas; a mais longa tem uma série dupla interrompida por duas praças contendo pedras muito grandes e planas, colocadas nos cantos por elementos verticais (como os antigos dolmens da Europa); e o lado sul dessa grande avenida termina em uma esquina muito bela; as três ruas curtas, com pedras grandes cuidadosamente alinhadas, têm largura uniforme e terminam em pedras de canto […]”

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O doutor David Zink, da Academia da Força Aérea no Colorado, começou a fazer pesquisas na região ao redor de Bimini que prosseguem até hoje. Seu livro, The stones of Atlantis, narra suas diversas aventuras nas águas ao redor de Bimini, com muitas fotos de qualidade. O doutor Zink acredita que a avenida de Bimini é uma estrutura feita pelo homem, mas desfez o mito que cerca outras estruturas da região, inclusive uma retangular perto da ilha Andros, que antes se imaginava local de um templo, mas que hoje presume-se tratar de um criadouro de esponjas construído na década de 1930. Em 1974, ele chegou a fotografar uma coluna ereta de pedra incomum que se supunha a ponta de um obelisco com 13 a 16 metros de altura, embora a maior parte dela estivesse enterrada sob a lama do fundo do mar.

Muitos que acreditam na Atlântida ficaram entusiasmados com essas descobertas perto de Miami, pois Cayce – que morreu em 1945 – havia previsto que a primeira porção do continente perdidos a ser descoberta estaria situada naquela área, e que a primeira porção da Atlântida a se erguer seria encontrada em 1968 ou 1969. O reconhecimento aéreo dessa região, feito em 1968, e mergulhos posteriores, revelam, de fato, que essas estruturas de pedra irrompem pelo fundo do mar.

Outra possibilidade é que esses blocos imensos podem ser produto de uma antiga civilização indígena. Tal cultura teria sido base das culturas olmeca e maia na América Central, próxima dali, além de influenciar os grandes centros da antiga América do Sul. Hoje, porém, o peso da evidência mostra que talvez essas pedras sejam apenas formações naturais singulares. Geólogos e arqueólogos não reuniram evidências que os convencessem a mudar de opinião. Eles dizem que a área é simplesmente formada por um tipo de rocha litorânea bastante incomum.

A explicação oficial para a estranha estrutura é que ela foi causada ao longo dos anos pelas concentrações de conchas e areia. Em outras palavras, a coisa toda poderia ser criada ao longo de milhões de anos por um fenômeno natural. No entanto, isto não explica por que a formação é completamente único no mundo inteiro. Também não explica porque a estrutura parece ter várias camadas.

A explicação oficial para a estranha estrutura é que ela foi causada ao longo dos anos pelas concentrações de conchas e areia. Em outras palavras, a coisa toda poderia ser criada ao longo de milhões de anos por um fenômeno natural. No entanto, isto não explica por que a formação é completamente único no mundo inteiro. Também não explica porque a estrutura parece ter várias camadas.

Inúmeros livros foram escritos sobre o Triângulo das Bermudas, também chamado de Triângulo do Diabo, do qual Bimini faz parte. A maioria dos livros diz que algum tipo de vórtice ou desvio do tempo seria responsável por navios desaparecidos, aviões perdidos, instrumentos desorientados e estranhos fenômenos magnéticos e atmosféricos.

Há evidências sugerindo que um vórtice de energia, ou “anomalia gravitacional”, como às vezes são chamados, esteja atuando nas águas densamente singradas perto da Flórida. Nessa área entre Miami, Bermudas e Porto Rico, centenas de navios e aviões já desapareceram. Em alguns casos mais raros, foram encontrados navios à deriva, sem tripulação. Poucos destroços foram encontrados.

Em 1990, anunciou-se que cinco bombardeiros da Marinha, desaparecidos no Triângulo das Bermudas em 5 de dezembro de 1945, teriam sido descobertos nas águas próximas a Fort Lauderdale. Mais tarde, anunciou-se que não se tratava dos aviões desaparecidos, mas de outra esquadrilha, com dois dos aviões apresentando o mesmo número de identificação.

Segundo Charles Berlitz, neto do fundador do Instituto Berlitz de idiomas e autor do best-seller mundial The Bermuda Triangle* (e outros livros sobre a Atlântida e mistérios do planeta), há casos detalhadamente registrados que mostram os efeitos bizarros e letais que acontecem no Triângulo das Bermudas.

Segundo Berlitz:

• Um grupo que fazia pesquisas oceânicas a bordo do iate New Freedom, em julho de 1975, passou por uma intensa, mas não chuvosa, tempestade eletromagnética. Durante uma tremenda descarga elétrica, o doutor Jim Thorpe fotografou o céu. A foto revelada mostrou não só a explosão no céu, mas também um navio de velas quadradas no mar, a uns 35 metros do New Freedom, embora no instante anterior não houvesse nada.

• John Sander, tripulante do Queen Elizabeth I, viu um pequeno avião voando silenciosamente perto do navio, na altura do convés. Ele avisou outro tripulante e o oficial de turno, mas o avião se espatifou silenciosamente no oceano, a uns 70 metros do navio. O QEI deu meia-volta e enviou um bote para procurar sobreviventes, mas não se encontrou sinal de que tivesse havido um acidente.

• Outro “avião fantasma” caiu no mar perto de Daytona Beach em 17 de fevereiro de 1935, diante de centenas de testemunhas, mas uma busca imediata não revelou nada nas águas rasas próximas à praia.

• Um Cessna 172 pilotado por Helen Caseio decolou na direção da ilha Turks, nas Bahamas, com um único passageiro. No horário em que deveria ter chegado, foi visto um Cessna 172 pela torre, circundando a ilha sem pousar. A torre conseguiu ouvir vozes do avião, mas instruções de pouso feitas pela torre não puderam ser ouvidas pela piloto. A voz de uma mulher dizia, “Devo ter feito uma curva errada. Turks deveria estar ali, mas não há nada lá. Cadê o aeroporto? Casas?”. Enquanto isso, a torre tentou mandar instruções ao Cessna, que não respondia. Finalmente, a voz da mulher disse, “Como é que eu saio disto?” e o Cessna, observado por centenas de pessoas, afastou-se de Turks e entrou em uma nuvem enorme, da qual aparentemente jamais saiu, pois o avião, a piloto e o passageiro jamais foram encontrados.

Perfurações realizadas na Estrada de Bimini, a partir de meados da década de 1980, encontraram presença de micrite, uma pedra calcária constituída de partículas de calcário formadas pela recristalização de lama de cal. Tal elemento não ocorre nas rochas da praia próxima. Algumas de suas pedras contêm aglomerados de aragonita e calcita, padrões que também são ausentes nas rochas da praia. Eugene A. Shinn, geólogo da Flórida, um duro crítico das teorias de artificialidade da estrutura de Bimini, everiguou por medições de rádio-carbono que as pedras têm idade que variam de 2.000 a 4.000 anos.

Como lembra Berlitz, o avião ficou visível para pessoas que estavam em Turks, mas quando a piloto olhou para baixo, aparentemente viu apenas uma ilha sem sinais de civilização. Será que ela viu a ilha em um instante do tempo anterior àquele em que o aeroporto e as casas foram construídos? Onde esse avião pousou? Teria pousado em uma praia de um mundo passado ou futuro?

Diversas teorias tentaram explicar o mistério do Triângulo das Bermudas. Ondas gigantescas e repentinas, erupções de vulcões submarinos, rodamoinhos e “buracos no mar” já foram aventados como possíveis causas. A maioria dos pesquisadores está disposta a admitir, porém, que existe nessa área algum tipo de perturbação eletromagnética que faz com que instrumentos funcionem incorretamente.

Há histórias locais de estranhos e densos nevoeiros compactos na superfície da água ou no céu. Segundo a crença local, navios ou aeronaves que penetram essas estranhas nuvens não saem delas.

Berlitz fala da teoria de Tom Gary, autor de Adventures of an amateur psychic, que afirma que a força destrutiva do Triângulo das Bermudas vem de energias que emanam de um ponto abaixo do mar. “Especula-se que uma estrutura energética ainda esteja sob as águas da região das Bermudas”, escreveu Gary. Segundo ele, a estrutura fica em cima de um grande núcleo, que se estende através da crosta da Terra. “Quando as condições estão favoráveis, a estrutura energética funciona de maneira intermitente, fazendo com que navios e aviões fujam ao controle”.

Segundo Gary, fluxos de íons formam uma corrente elétrica que produz um campo magnético, o que faz com que os instrumentos das naves próximas fiquem descontrolados. Bússolas, medidores de pressão, indicadores de altitude e outros instrumentos elétricos são afetados. Pilotos que sobreviveram a essa atividade também falam do esgotamento de baterias.

Uma história incrível foi contada por Ray Brown, de Mesa, Arizona, falando de uma antiga pirâmide perto das ilhas Berry, nas Bahamas. Em 1970, Brown alega ter enfrentado uma grande tempestade enquanto estava nessas ilhas, à procura de galeões afundados. Na manhã após a leitura, diz ele, as bússolas estavam girando e os magnetômetros não apresentavam leitura. “Rumamos para nordeste. As águas estavam sujas, mas de repente pude ver o perfil de construções sob a água. Parecia ser uma grande área de uma cidade submarina. Éramos cinco mergulhadores e todos caímos na água, procurando alguma coisa de valor”, disse Brown em uma entrevista com Charles Berlitz.

     Enquanto nadávamos, a água foi clareando. Eu estava perto do fundo, a uns 45 metros, e estava tentando acompanhar um colega que estava logo à minha frente. Virei-me para procurar o Sol através da água ainda suja e vi uma forma de pirâmide, reluzente como um espelho. Havia uma abertura a uns 12-15 metros de sua altura. Hesitei antes de entrar […] mas entrei nadando. A abertura era como um túnel que desembocava em um recinto no interior. Vi algo que brilhava como um cristal, mantido no lugar por duas mãos metálicas. Eu estava de luvas e tentei remover o cristal. Ele se soltou. Assim que o agarrei, senti que era hora de sair e não voltar mais. Não sou o único que viu essas ruínas – outros as viram do ar e dizem que elas têm oito quilómetros de largura, e mais do que isso de comprimento.

Berlitz diz que três dos outros mergulhadores morreram desde então em acidentes no Triângulo das Bermudas, e que de vez em quando Brown mostra o cristal que, segundo diz, teria retirado da pirâmide submersa para mostrá-lo em palestras. Berlitz viu o cristal, embora ele não seja necessariamente de uma pirâmide do Caribe. Brown não revela o local exato da cidade, mas acredita que a pirâmide e os outros edifícios se estendam para baixo do fundo do mar. Foi apenas sorte o fato de a tempestade do dia anterior ter limpado as ruínas da areia e das algas.

Embora essa história possa parecer quase fantástica demais para ser verdadeira, há a possibilidade de que ela se baseie em um fato – o “fato” de que pode existir uma pirâmide gigantesca perto da Flórida, causando poderosos efeitos eletromagnéticos.

Essa pirâmide gigante pode ser outra das enormes estações geradoras que existiam pelo mundo, similares às teorizadas por Dunn.

* BERLIZ, Charles. O Triângulo das Bermudas. Rio de Janeiro: Nova Frontera, 1974. [N.T.]

Fonte: A incrível tecnologia dos antigos, David Hatcher Childress, Editora Aleph, São Paulo, 2005, pp. 307-312.

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Descoberta tumba que conserva cores vivas após 4 mil anos no Egito

Publicado por: luxcuritiba em março 2, 2012

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09.07.2010 ]

Jorge Fuentelsaz

A “porta falsa” da tumba encontrada no Egito; clique aqui para ver mais fotos

Como se tivessem sido pintados ontem, assim podem ser descritas as cores da tumba construída há 4,2 mil anos no sítio arqueológico de Saqara, 25 quilômetros ao sul do Cairo e apresentado pelo chefe do Conselho Supremo de Antiguidades egípcio, Zahi Hawas.

“São as cores mais incríveis jamais encontradas em uma tumba”, disse Hawas aos jornalistas, que sob o forte sol de julho tentavam tomar nota das antiguidades encontradas e das explicações do egiptólogo mais famoso do país.

Para chegar a tumba, que na realidade são duas, é preciso percorrer vários quilômetros por uma inóspita pista de areia, de onde é possível ver a pirâmide escalonada do faraó Zoser.

Na cripta descansam os restos de dois altos funcionários da V dinastia faraônica (2500-2350 a.C): Sin Dua, sepultado na sala principal do túmulo, e seu filho Jonso, cujos restos foram depositados em uma sala adjacente à de seu pai.

Ambos ostentam os cargos de “supervisor de funcionários”, títulos dos quais não se tinha conhecimento até agora, e de “chefe dos escribas”, entre outros.

No entanto, o que chama mais atenção na descoberta são as cores luminosas com as quais a “porta falsa” da tumba de Jonso está pintada, porta pela qual, como acreditavam os egípcios, a alma do morto devia entrar no mundo dos mortos.

Sobre um fundo branco, nítidos tons de marrom, rosa, amarelo, azul e preto mostram quem foi o chefe dos escribas, junto a hieróglifos que indicam seus diferentes cargos e seu nome.

“O túmulo do filho, Jonso, é único e incrível” explicou o especialista, que acrescentou que na “porta falsa” há “um altar de sacrifícios” e pode se ver Jonso “em diferentes posições que mostram a beleza” das cores. “Uma beleza que possivelmente nunca foi encontrada em outra tumba”, disse Hawas.

Na sala reservada a Sin Dua, com dimensões maiores e, assim como a de Jonso, enterrada a quatro metros de profundidade, também se destacam as cores nítidas da “porta falsa”, na qual Sin Dua aparece sentado em frente a uma mesa de oferendas.

“Como estas cores, na minha opinião as mais incríveis descobertas em uma tumba, puderam se manter durante 4,2 mil anos?”, questiona Hawas, que ressaltou que os trabalhos de catalogação e conservação começaram no momento da descoberta.

Perante a “porta falsa” da tumba de Sin Dua foi encontrado também um poço, agora coberto, de 16 metros de profundidade, no qual foram encontrados os restos do caixão do morto, afetado pela umidade.

Além disso, os arqueólogos desenterraram diversos artefatos e objetos utilizados nos ritos fúnebres do antigo Egito que, aparentemente, se mantiveram a salvo dos saqueadores de túmulos graças à profundidade na qual foram depositados.

Entre eles, vários recipientes de pedra em formato de pato que continham ossos destas aves, uma cabeça de madeira e um pequeno obelisco de 30 centímetros.

Segundo Hawas, postado em uma plataforma de madeira situada sobre o poço, os egípcios das dinastias V e VI costumavam colocar em suas tumbas obeliscos como símbolo de sua crença no deus sol Ra.

Estes sepulcros “fazem parte de um enorme cemitério descoberto recentemente na área de Saqara por uma missão arqueológica egípcia que trabalha na região desde 1988”, explicou Hawas.

Esta necrópole, da qual não se tinha notícia, como comentou Hawas, se encontra dentro do complexo arqueológico de Saqara, em uma área conhecida como “Yiser al Mudir” e na qual o arqueólogo egípcio espera realizar muitas descobertas.

Antes de abandonar a tumba subindo por uma escada de madeira rudimentar e junto com seu inseparável chapéu, Hawas fez questão de lembrar aos jornalistas: “Você nunca sabe os segredos que as areias do Egito podem esconder”.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/efe/2010/07/09/descoberta-tumba-que-conserva-cores-vivas-apos-4-mil-anos-no-egito.jhtm

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O Castelo de Corais de Edward Leedskalnin

Publicado por: luxcuritiba em janeiro 26, 2012

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Miami é a morada de um dos mais misteriosos milagres da engenharia. Envolto em lendas que possivelmente nunca serão desvendadas, o Castelo de Corais foi construído pelas mãos de um único homem: Edward Leedskalnin. Tudo por causa de um desgosto de amor.

Conta-se que Edward tinha 26 anos quando a sua noiva cancelou o casamento um dia antes da boda. Sem se conformar, o jovem decidiu a fugir da sua terra natal, na Letónia, para a Florida, nos Estados-Unidos. Sem conseguir esquecer a única mulher por quem algum dia estivera apaixonado, dedicou-se a construir um fantástico castelo para a impressionar. A matéria-prima escolhida para a sua obra foi a rocha de coral.

Durante 28 anos, usando ferramentas fabricadas com pedaços de ferro velho, Edward Leedskalnin construiu, absolutamente sozinho, um castelo e tudo o que está em seu interior com blocos de coral, sendo que alguns chegam a pesar 30 toneladas. De alguma maneira ele conseguiu movê-los e fixá-los no lugar sem ajuda ou uso de maquinaria moderna. E nisso reside o mistério. Como ele fez isso? A maneira como ele deslocou esses pesos colossais continua sendo totalmente desconhecida, mais de meio século após sua morte.

Estima-se que na construção das paredes e torres foram usadas 1000 toneladas de pedra, enquanto que mais 100 toneladas foram empregadas para esculpir mobílias e objetos de arte. Um obelisco que ele ergueu pesa 28 toneladas. A parede que rodeia o castelo tem 2,40m de altura e é formada por grandes blocos, cada um deles pesando várias toneladas. A maior pedra na propriedade calcula-se que pese 35 toneladas. Algumas pedras têm duas vezes o peso dos maiores blocos da Grande Pirâmide de Gizé. A porta de entrada do castelo, feita de uma enorme laje de coral, foi concebida com tal perfeição que pode ser aberta com o leve empurrão de um dedo, embora pese nove toneladas.

Leedskalnin era homem de constituição franzina, com pouco mais de 1,60m de altura e 50 quilos, e até hoje existem muitos rumores mas nenhum dado concreto de como conseguiu construir sua bela e excêntrica obra-prima, localizada na cidade de Homestead, na Flórida. O que se sabe é que ele trabalhava apenas depois que o sol se punha e não permitia que ninguém visse como moldava, movia ou assentava os enormes blocos. Um dos pontos de destaque do castelo é um maravilhoso “telescópio” sem lentes, de 30 toneladas, que se localiza a mais de 7 metros acima das paredes da construção. Outra atração é um relógio de sol que marca o tempo com precisão de dois minutos.

Ao que consta, a única vez na qual ele pediu ajuda foi em 1936, quando deslocou todo o castelo para 16 quilômetros além de sua posição original. Ele deslocou a construção já quase pronta porque ouviu rumores de que uma empresa incorporadora iria explorar uma área próxima ao castelo. Então, desmontou o castelo e colocou os blocos em um chassis de caminhão que foi puxado para o novo local por um trator contratado para isso. Ao motorista do trator não foi permitido ajudar e nem mesmo assistir a movimentação dos blocos feitas por Leedskalnin. Quando o tratorista aparecia para o trabalho todas as manhãs, já encontrava o caminhão carregado com várias toneladas de coral.

Uma das especulações é a de que Leedskalnin descobriu uma maneira para mover os volumosos blocos tirando proveito dos poderes magnéticos da Terra. A Terra está rodeada por uma teia invisível de energia que está concentrada em certos pontos. Nesses locais a energia flui livremente e as pessoas são muito mais fortes do que seriam em qualquer outro lugar. Algumas pessoas sentem-se energizadas quando estão dentro do castelo, sensação que passa quando se afastam daquela área. Mas embora os efeitos rejuvenescedores do castelo possam despertar interesse, a curiosidade maior está em descobrir como Leedskalnin usou energia para mover esses pesadíssimos blocos de coral.

Certa feita, ao ser perguntado como conseguira aquele feito notável, Leedskalnin respondeu: Eu descobri os segredos das pirâmides. Eu descobri como os egípcios e os antigos construtores do Peru, Iucatã e Ásia, apenas com ferramentas primitivas, elevaram e colocaram no lugar blocos de pedra que pesam muitas toneladas.

Quando terminou sua obra, ele abriu o castelo para a visita pública, cobrando 20 cents pela visita. Em Dezembro de 1951, ele deixou em seu castelo um bilhete dizendo que ele estava hospitalizado e partiu rumo ao Jackson hospital de Miami para ser internado, pois estava sofrendo de câncer de estômago. Edward morreu dormindo dois dias depois de se internar voluntariament.

Ao morrer, ele pouco deixou no que se refere a documentação. Escreveu uma série de folhetos sobre suas experiências com forças magnéticas e eletricidade e neles muita atividade misteriosa é sugerida, mas pouco é detalhado. Não há nenhuma dúvida de que Leedskalnin, embora tivesse apenas educação primária, era um excelente engenheiro. O furacão Andrew devastou muito da área circunvizinha ao castelo em 1992, mas a construção em nada foi afetada pela feroz tempestade. Em 2003 o enorme portão da parte traseira da residência trancou numa posição entreaberta e seis operários tiveram que trabalhar durante quase dois dias para remover e reinstalar o portão usando um guindaste. Entretanto, Leedskalnin, um homem de 60 anos, conseguia resolver esse tipo de problema usando apenas ferramentas feitas à mão.

Mais de cinquenta anos depois da obra estar concluída, permanece a dúvida: como é que Edward deslocou as toneladas de rocha de coral sozinho e as cortou em blocos sem equipamento específico? Não há relatos sobre a construção, uma vez que nunca ninguém viu Edward a trabalhar no seu castelo. Para alguns, a explicação passa por supostos poderes de levitação que o homem possuía. Há quem diga também que Edward usava a técnica aplicada nas pirâmides do Egipto. Contudo, para a grande maioria será sempre um mistério por desvendar.

Recentemente uma equipe jornalística foi fazer uma matéria no castelo de Coral de Ed, tentando simular a construção de um castelo como o dele, usando a tecnologia moderna. Após conseguirem cortar um pequeno bloco de coral de aproximadamente 3 toneladas e mesmo usando os mais avançados equipamentos, a equipe técnica e científica da missão declarou oficialmente ser impossível, mesmo nos dias de hoje, realizar tal obra com tanta perfeição.

O que é certo é que a verdade morreu com Edward, em Dezembro de 1951. Embora a obra deslumbre homens e mulheres, mesmo tendo recebido diversos convites, a sua amada nunca chegou a visitar o castelo feito em sua homenagem.

Veja mais imagens aqui: http://evelyntorrence.com/byme/castle/galaria.html

Para conhecer mais:

http://www.leedskalnin.com
http://www.coralcastle.com
http://evelyntorrence.com/byme/castle/index.html
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/239987

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A cidade subterrânea de Derinkuyu

Publicado por: luxcuritiba em janeiro 8, 2012

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Em 1963, um habitante de Derinkuyu (na região da Capadocia, Anatolia central, Turquía), ao derrubar uma parede de sua casa, descobriu assombrado que por detrás da mesma se encontrava uma misteriosa habitação que nunca havia visto; esta habitação levou-o a outra e esta a outra e a outra…

Por casualidade havia descoberto a cidade subterrânea de Derinkuyu, cujo primeiro nivel foi escavado pelos hititas cerca de 1400 a.C.

Os arqueólogos começaram a estudar esta fascinante cidade subterrânea abandonada. Conseguiram chegar aos quarenta metros de profundidade, acreditando-se contudo que chegue aos 85 metros.

Actualmente já se descobriram 20 niveis subterrâneos. Só podem ser visitados os oito níveis superiores; os restantes estão parcialmente obstruidos ou reservados aos arqueólogos e antropólogos que estudam Derinkuyu.

A cidade foi utilizada como refúgio por milhares de pessoas que viviam no subsolo para se proteger das frequentes invasões que sofreu a Capadocia, nas diversas épocas da sua ocupação, e também pelos primeiros cristãos.

Os inimigos, conscientes do perigo que corriam ao introduzir-se no interior da cidade, geralmente tentavam que a população viesse à superfície envenenando os poços.

O interior é assombroso: as galerias subterrâneas de Derinkuyu (onde há espaço para, pelo menos, 10.000 pessoas) podiam refugiar-se em três pontos estratégicos deslocando portas circulares de pedra. Estas pesadas rochas que encerravam as entradas impediam a invasão dos inimigos. Tinham de 1 a 1,5 metros de altura, uns 50 centímetros de espessura e um peso de até 500 Kilos.

Derinkuyu tem ainda um túnel de quase 8 kilómetros que conduz a outra cidade subterrânea: Kaymakl.

De cidades subterrâneas desta zona já falava o historiador grego Jenofonte. Na sua obra Anábasis explicava que as pessoas que vivian na Anatolia haviam escavado suas casas no sub-solo  e viviam em alojamentos suficientemente grandes para albergar uma família, seus animais domésticos e armazém de alimentos.

Nos níveis recuperados, encontraram-se estábulos, comedouros, uma igreja (de planta cruciforme de 20 por 9 metros, com um teto de mais de 3 metros de altura), cozinhas (todavia já enegrecidas pelo fumo das fogueiras que acendiam para cozinhar), prensas para o vinho e para o azeite, tabernas, cantinas, uma escola, numerosas habitações e até um bar.

A cidade era beneficiava da existência de um rio subterrâneo; tinha poços de água e um magnífico sistema de ventilação. (Encontraram 52 poços de ventilação que assombraram os engenheiros da actualidade).

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A Aldeia de Matmata na Tunísia

Publicado por: luxcuritiba em janeiro 5, 2012

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A aldeia de Matmata, célebre por suas casas trogloditas, está localizada numa pequena cordilheira. Seus habitantes, na sua maioria bérberes, construíram as casas debaixo da terra, escavando a areia argilosa, procurando temperaturas mais agradáveis e constantes.

As grutas se dispõem em círculo em volta de um fosso, com uma profundidade de 10 metros, pelo que quando alguém se aproxima parece que não há ninguém por essas zonas. O recente turismo tem originado uma fonte de recursos, com o que os matmatís mostram suas casas e aproveitam para comercializar seus originais artesanatos.

Um pátio enterrado a 8 m de profundidade e área de 10 x 10 m permite a organização de habitações à volta. Os quartos são de 3m largura e uma profundidade variável de 3 a 6 m. O teto está construído com uma abóbada.

O acesso é independente da ventilação e são os dois elementos básicos destes edifícios. Uma vala em todo o perímetro controla a entrada de água. O acesso em rampa está na parte mais baixa.

Pode chegar a ter 12 pisos, aos quais se chega por diferentes acessos. É como uma estrutura de ruas.
Os quartos e as vias de acesso têm ligações com grandes dutos verticais. O ar desses dutos está ligado a rios subterrâneos para garantir boas condições de higiene.

As comunidades subterrâneas de Matmata permaneceram praticamente desconhecidas para o mundo ocidental, até que um acidente as revelou. Em 1967, um evento altamente incomum no Deserto do Sahara, ou seja, uma chuva torrencial, que durou 22 dias, alagou todas as comunidades.

O Governo da Tunísia, enviou de imediato pessoal para avaliar os danos e construir novos edifícios, deparando-se com a surpresa de que havia população berbere que estava completamente escondida, a quem ninguém tinha encontrado antes, e a viver desse modo. Imediatamente eles construíram casas na superfície, mas os berberes recusaram-se a abandonar as suas cavernas tradicionais. Por esse motivo continuam lá até aos dias de hoje, com o valor acrescentado do turismo.

Que foi mais reforçado quando, uma década depois, o cineasta George Lucas escolheu este sítio como local privilegiado para seu novo filme de ficção científica, “Guerra nas Estrelas”. E, para as pessoas da época, os ditos moradores das areias, devem ter parecido alienígenas no meio do século XX.

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Civilizações Perdidas no Tempo

Publicado por: luxcuritiba em novembro 8, 2011

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CIVILIZAÇÕES PERDIDAS NO TEMPO
O LAPSO NA HISTÓRIA DA NOSSA CIVILIZAÇÃO

Isaías Balthazar da Silva

1.0 – CIDADES PERDIDAS: LENDAS OU RELATOS INTRINCADOS?

A histórica tese de que as primeiras civilizações surgiram por volta de 4500 e 3750 a.C, na região chamada de Mesopotâmia, esta em franco abalo.

Nas ultimas décadas a aplicação da tecnologia, às mais diversas áreas do conhecimento têm possibilitado aos pesquisadores e exploradores a “redescoberta da história da humanidade” a utilização de sonares, radares e satélites de ultima geração tanto para varredura terrestre, quanto subaquática está retirando o véu negro da história perpetrada por nossa geração, fundada sob os auspícios das civilizações greco-romanas.

Quando Platão descreveu a cidade perdida de Atlântida ela entrou imediatamente para o rol de utópicas cidades da era dourada da humanidade – isso se algum explorador não encontrar a própria ilha de UTOPIA descrita por Thomas Morus. Atlântida, até então, figurava no reino da imaginação fértil de escritores e esotéricos, porém como pode ser visto no rol de novas descobertas aconteceu o improvável, das brumas de Avalon surgiram no sul da Espanha indícios de que a mítica cidade existiu. Retirando-se do relato da cidade perdida de Atlântida, os anseios e os ideais de uma sociedade extremamente avançada para o seu tempo. Pode-se afirmar que se confirmada a descoberta, este será apenas o primeiro passo para desmistificar aquela que foi a mais importante lenda de todos os tempos, que abriu o caminho para estudiosos, pesquisadores e exploradores na busca pela verdade. A titulo de exemplo do que ocorreu ao tempo de Platão, em muitas culturas são perpetradas histórias de cidades e civilizações mais antigas que o próprio tempo, histórias que ao longo dos séculos, se não milênios, foram sendo encobertas pela superstição religiosa e pelos interesses políticos de manter forte a posição de império e de domínio, tão cobiçada pelo homem, histórias contadas das mais diversas formas e por diferentes autores que praticamente tornaram-se fábulas na imaginação dos nossos antepassados e da nossa.

Como poderiam seres humanos a cerca 12.000, 10.000, 6.000 anos, construir com complexidade e fundar um sistema urbano organizado, se diante do nosso conhecimento histórico da evolução humana, estavam passando da condição de caçadores/coletores e iniciando a prática agrícola?!

As pesquisas e as investigações estão em andamento e com certeza irão revelar muitas informações essenciais ao estudo e compreensão da evolução humana, desvendando um passado fértil de riquezas históricas perdidas.

Abaixo estão alguns links que noticiam e abordam estas recentes descobertas.

TEMPLO COM CERCA DE 12.000 ANOS ENCONTRADO NA TURQUIA – 1995
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1157784/Do-mysterious-stones-mark-site-Garden-Eden.html
http://www.gobeklitepe.info

CIDADES SUBMERSAS DE HERACLION, CANOPUS E MENOUTHIS NO EGITO – 2001
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u3922.shtml
http://www.franckgoddio.org/Sitemap/Project/CanopicRegion/Default.aspx

PIRAMIDE ENCONTRADA NO MONTE BAIGONG CHINA
http://www1.folha.uol.com.br/folha/reuters/ult112u17436.shtml
http://www.thelivingmoon.com/43ancients/02files/Baigong_Pipes.html#Investigation

CIDADE SUBMERSA ENCONTRADA NA COSTA DE CUBA – 2002
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/011207_cidadeperdidabg.shtml
http://www.morien-institute.org/interview1_ADC.html

PIRAMIDES ENCONTRADAS NA BÓSNIA – 2005
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1809183-EI295,00.html
http://www.bosnianpyramid.com

MÍTICA CIDADE INDIANA COM CERCA DE 10.000 ANOS ENCONTRADA NACOSTA DA ÍNDIA – 2005
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/02/050228_indiams.shtml

PESQUISADOR ALEGA TER ENCONTRADO A CIDADE DE ATLÂNTIDA – 2007
http://matildetp.wordpress.com/2011/03/15/atlantida-encontrada-dizem-investigadores

PESQUISADORES ENCONTRAM CIDADE SUBMERSA NO JAPÃO – 2007
http://noticias.uol.com.br/bbc/2007/08/24/ult36u46080.jhtm
http://www.morien-institute.org/interview1_MK.html

IMAGENS DE ALGUMAS DESTAS CIDADES
http://rabbithole2.com/presentation/ancient/ancient_underwater_cities_found.htm

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Turquia: Encontramos a Arca de Noé

Publicado por: luxcuritiba em outubro 31, 2011

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04.05.2010 ]

(Clique na imagem para ampliar)

Uma equipe composta de arqueólogos de Hong Kong e do governo Turco procurava os restos da Arca de Noé no Monte Ararat, na Turquia oriental, conseguiram chegar dentro de uma grande estrutura de madeira a uma altitude de mais de 4.000 m acima do nível do mar. Composta de espécimes de madeira que foram datados de 4.800 anos de idade.

Funcionários do governo turco e do Ministério da Cultural,  altamente considerados, anunciaram a descoberta em conjunto com a equipe de exploração em Hong Kong. Eles planejavam apresentar um pedido para a estrutura de madeira seja incluída na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Um acordo mútuo para reforçar a cooperação foi assinado e os membros da equipe de Hong Kong que foram reconhecidos como cidadãos de Honra da Província de Agri, na Turquia. Na conferência de imprensa em 25 de abril, Cônsul Geral da Turquia, Mehmet Sr. Raif Karaca, foi convidado para vir e apoiar as grandes conquistas da equipe de exploração no aspecto da pesquisa da Arca de Noé.

Informações gerais

Registro históricos contam que há mais de 2.000 anos A.C. a “Arca de Noé veio a repousar nas montanhas de Ararat após o Dilúvio. Os mesmos registros podem ser encontrados na Bíblia. Na região do local, a tradição foi transmitida através das gerações: “Há um barco antigo na montanha.

O tempo é impiedoso no inverno

O registro mais antigo da busca da Arca por um cientista ocidental foi o naturalista alemão Dr. Friedrich Parrot, que escalou o Monte Ararat em 1829. Embora ele não conseguiu encontrar provas substanciais para a prova, ele foi o precursor no campo – em 200 anos seguintes, muitos cientistas e exploradores foram dedicados à busca de um barco antigo, que corresponde a registros históricos. No entanto, o maior resultado da pesquisa no lado ocidental  em dois séculos, foi a recuperação de fragmentos de madeira na geleira a uma altitude de 4.000 m acima do monte Ararat. Do ponto de vista do objetivo científico, a descoberta de madeira no Monte Ararat é animador porque os cientistas afirmam que altitudes altas das montanhas teriam esgotados as árvores e nenhuma ocupação humana jamais foi encontrada em uma altitude acima de 3.000 metros. Os fragmentos de madeira foram descobertos no passado pode ter vindo da Arca.

A descoberta da estrutura de madeira

O Ministério Internacional da Arca de Noé realizou um grande avanço na pesquisa. A primeira equipe encontrou um local em uma altitude acima de 4.000 m, escavado a geleira, encontrou e aventurou-se no interior da estrutura de madeira. YUEN Man-Fai, um representante do ministério disse em conferência de imprensa, “A equipe de pesquisa e eu, pessoalmente, entramos em uma estrutura de madeira no alto da montanha. A estrutura é dividida em diferentes espaços. Acreditamos que a estrutura de madeira que entrou é a mesma estrutura registrada em relatos históricos e mesmo barco antigo indicado pelos moradores. “Membros da equipe entraram na estrutura de madeira e começaram a realizar estudos de campo, fazer medições e coletar amostras, com todo o processo filmado. Este é a primeira equipe na história que documentou visualmente o interior da estrutura de madeira na montanha.

Ahmet Ertugrul, o líder da equipe de pesquisa, foi o primeiro a obter informações sobre a localização e, em seguida, começou a busca. Ele explicou: “Eu consegui saber a localização secreta em junho de 2008. A fonte disse-me que esta é a Arca de Noé. Eu levei uma equipe para lá e a pesquisa em torno da região iniciou e encontraram uma estrutura de madeira. Eu tirei algumas fotos do interior da estrutura interior. Eu tenho trabalhado em estreita colaboração com o ministério há alguns anos, eu informei-os da descoberta”.

A pesquisa estendeu por quase dois anos. A etapa foi marcada por um dos membros da equipe, Panda Lee, que foi pioneiro em uma subida para testemunhar a existência de uma estrutura de madeira em uma altitude de 4.000 m. Ele também pesquisou a paisagem, preparando-se para outra pesquisa. Panda Lee disse: “Em outubro de 2008, subi a montanha com a equipe turca. A uma altitude de mais de 4.000 metros, eu vi uma estrutura construída com madeira tipo de riga. Cada prancha era de cerca de 8 centímetros de largura. Eu podia ver espigas, a prova da antiga construção anterior à utilização de pregos de metal.

Caminhamos cerca de 100 metros para outro local. Eu podia ver fragmentos quebrados de madeira embutidos em uma geleira, e cerca de 20 metros de comprimento. Eu examinei a paisagem e que a estrutura de madeira foi permanentemente coberta por gelo e rochas vulcânicas. Antes da minha expedição, a equipe turca tinha escavado o local para expor a estrutura”.

Após a confirmação da Panda, embora as atividades de busca foram interrompidas por tempo indeterminado por causa da situação tensa, a busca foi realizada incansavelmente durante um ano inteiro. Finalmente, em outubro de 2009, uma equipe de filmagem acompanhou a equipe de pesquisa para documentar a expedição. Seis membros da equipe de Hong Kong entrou na estrutura de madeira, com Fiona Leung uma única membro do sexo feminino.

Ela diz: “A expedição foi difícil. Ficamos alguns dias no acampamento na base a 2.800 metros acima do nível do mar, a fim de aclimatar. Todos nós sofremos vários sintomas da doença da altitude. O clima no Monte Ararat era imprevisível. A diferença de temperaturas do dia e da noite eram tão grandes com cerca de 30 graus Celsius em variação. À noite, as temperaturas caíam para menos 20 graus Celsios, nevagava. A última parte do percurso que conduz ao local era muito acidentada. Escalamos terrenos íngremes de 60 graus onde pode-se ver rochas de basaltos rolando sobre nós: o sol derretendo a neve provocava o desprendimento e elas rolavam. Alguns dos basaltos eram tão grandes como a nossa cabeça e poderia ter ferido gravemente se nos atingisse”.

Sete espaços revelados

A estrutura de madeira que foi descoberta pela equipe está quebrada, por isto, os membros da equipe entraram na estrutura através de várias aberturas. Até agora, a equipe descobriu sete espaços. Um dos membros da equipe, Yeung Wing-Cheung explica durante a conferência de imprensa.

1. Um dos espaços descobertos está congelado pelo gelo. Sob o gelo está a madeira, com vigas de madeira acima. Não é a construção da espiga na parede e é óbvio que é uma estrutura artificial.

2. O espaço testemunhado por Panda Lee é em forma de L. Este é o primeiro espaço descoberto. É em forma de L e suas características combinam bem com alguns espaços descobertos mais tarde, como a construção da espiga. Concluiu-se que ele foi originalmente uma sala em forma de caixa e está muito decomposto.

3. Este espaço é de mais de 5 metros de altura. Os membros da equipe tiveram de passar por uma abertura de trincas e saltar para entrar. Todas as paredes são de madeira e o espaço não é em forma de caixa. Estritamente falando, as paredes não são verticais, mas curvas e inclinado. A largura da porta pequena de um lado, das dimensões é de um metro de altura e meio de largura, provavelmente leva a um outro espaço, mas nossa equipe não arriscou mais devido à falta de oxigênio.

4. Esta sala é em forma de caixa, tendo uma dimensão de altura, largura e comprimento de mais de dois metros. Há uma viga de madeira com pregos de madeira de um lado da parede. Acredita-se que a corda que era utilizada nesses pregos era para manter os animais no local. No outro lado da parede, há prateleiras.

5. Um espaço muito pequeno túnel como liga dois espaços.

6. A poucas escadas de madeira foram encontradas no interior da estrutura, que aparentemente feita de madeira de logs. Nossa equipe escalou um e encontrou uma porta no teto e concluiu que a estrutura de madeira tem mais de um andar. Nós tentamos abri-lo, mas não conseguiu. Nós não queremos destruir a estrutura, vamos tentar novamente com equipamento adequado no futuro.

7. A equipe não entrou neste espaço. Eles viram somente e fotografaram uma pequena abertura acima. A altura e a largura são estimados em 5 metros e 12 metros respectivamente.”

Os peritos e funcionários do governo concordaram que a descoberta é de grande importância. À luz dos registros históricos, eles acreditam que a explicação mais provável é a Arca de Noé e posteriormente mais estudos científicos deverão ser realizados.

Sr. Gerrit Aalten, conhecido investigador holandês da Arca disse: “A importância desta descoberta é que, pela primeira vez na história da descoberta da Arca de Noé está bem documentado e mostrado à comunidade mundial.” Com mais de 30 anos de experiência na coleta de informações, o Sr. acredita que Aalten testemunha pormenorizadamente e agora o quebra-cabeça da Arca está completo, porque todos os mencionados detalhes significativos que correspondem exatamente se encontram surpreendente na montanha. Ele continuou: “Apenas alguns dos muitos detalhes que são correspondentes a este encontrar: … a altura que foi encontrada, o que é 4.000 metros acima do nível do mar”, outro detalhe é, o modo como a Arca está situado na montanha, que é: “inclinado”, … que tem uma aparência “avermelhada / aparência de madeira marrom” … o fim da Arca “é decadente e quebrado e tem um” buraco através do qual se pode entrar, … é mais parcialmente “embutido no gelo e restos de rocha”, … e que a Arca é “muito sólido e de alta qualidade”, … e escuro “, muito longa e retangular. Em conclusão, o Sr. Aalten disse,”há uma tremenda quantidade de evidências sólidas de que a estrutura encontrada no Monte Ararat, na Turquia oriental, é a lendária Arca de Noé”.

Um arqueólogo, o professor Oktay Belli disse: “A equipe de pesquisa tem feito a maior descoberta da história. Este achado é muito importante e o maior até agora. No Monte Ararat, assentamento humano nunca atingiu 3.500 m. O Monte Ararat é um lugar sagrado e tem ricos relatos históricos sobre a Arca de Noé na montanha. Muitas pessoas têm procurado na montanha a Arca Sagrada descoberta desta vez é a primeira pesquisa séria que a equipe encontrou uma estrutura de madeira sob o gelo.”

Dr. Ahmet Özbek, um geólogo turco explicou como o estado tem ajudado a preservar a estrutura para os anos milhares de pessoas sem deterioração ou petrificante. Ele disse que “Nos dias atuais, a linha permanente da neve no monte. Ararat é 3.900 metros. A estrutura de madeira foi encontrada mais de 4.000 metros. “A temperatura baixa e as condições ambientais dos depósitos de material vulcânico e a geleira ajudou a preservação. Ele também explicou que a proporção de peso do material da madeira foi capaz de transportar cargas de até 5 vezes o seu peso. Portanto, esta estrutura pode suportar o peso pesado sem quebrar em pedaços.

http://www.cafetorah.com/Encontrada–a-Arca-de-Noe-no-Monte-Ararat

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Pesquisadores podem ter localizado a cidade perdida de Atlântida

Publicado por: luxcuritiba em março 16, 2011

14.03.2011 ]
Um time de pesquisadores americanos pode ter finalmente localizado a cidade perdida de Atlântida, metrópole legendária que sucumbiu a uma tsunami, há milhares de anos, na Espanha.

– É difícil entender que a tsunami tem o poder de varrer 100 Km de terra, mas é disso que estamos falando – disse o professor Richard Freund, da Universidade de Hartford, Connecticut, que liderou a pesquisa.

Para solucionar o mistério, a equipe usou uma foto de satélite de uma suspeita cidade submersa para encontrar a localização, ao norte de Cadiz, na Espanha. Lá, enterrada nos pântanos do Parque Doña Ana, eles acreditam ter mapeado o antigo domínio conhecido como Atlântida.

O time de arqueólogos e geólogos em 2009 e 2010 usou uma combinação de radar, mapeamento digital e tecnologia subaquática para pesquisar a localização. Primeiro, descobriram uma série de cidades memorial construídas à imagem de Atlântida.

– Os moradores que não pereceram na inundação pela tsunami foram para o interior e construíram novas cidades – disse Freund, que vai revelar a descoberta no novo canal da National Geographic chamado “Finding Atlantis”.

O filósofo grego Platão escreveu sobre a cidade há 2.600 anos, descrevendo-a como “uma ilha situada em frente ao estreito chamado de Pilares de Hércules”, como o Estreito de Gibraltar era conhecido na antiguidade. Com a descrição detalhada de Platão como mapa, as buscas foram direcionadas no Mediterrâneo e no Atlântico como melhores possibilidades de localização da cidade. O debate sobre se a cidade realmente existiu dura milhares de anos. Os diálogos de Platão de 360 A.C. são as únicas fontes históricas de informação sobre a cidade.

Especialistas planejam futuras escavações no local onde acreditam que Atlântida esteja localizada e nas cidades misteriosas da Espanha para estudar mais a fundo formações geológicas e artefatos.

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/03/14/pesquisadores-podem-ter-localizado-cidade-perdida-de-atlantida-924005472.asp

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Sol ilumina estátua de Ramsés II em fenômeno raro

Publicado por: luxcuritiba em janeiro 16, 2011

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22.10.2007]

Egípcios e turistas puderam hoje ver o sol iluminar o rosto da estátua do faraó Ramsés II no templo na cidade de Abu Simbel, no sul do Egito, em um raro fenômeno que ocorre apenas duas vezes ao ano.

Às 5h55 (1h55 de Brasília), os raios solares começaram a entrar no templo e iluminaram o rosto da estátua durante 24 minutos, para anunciar o início do mês do “Bert”, que marcava o começo da temporada agrícola para os antigos egípcios.

Segundo o diretor de antiguidades de Abu Simbel, Mohammed Hamed, citado pela agência oficial Mena, cerca de 2,5 mil turistas estiveram presentes para observar o fenômeno, que se repetirá em 22 de fevereiro.

Esta noite será realizado um espetáculo para contar a história do faraó e explicar o projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que salvou o templo de ficar submerso no lago Nasser quando a represa de Assuã foi construída, em 1964.

O Templo do Sol foi construído de modo que os raios solares iluminam o rosto da estátua de Ramsés II apenas duas vezes ao ano: em 22 de outubro, para comemorar sua ascensão ao trono, e em 22 de fevereiro, por ocasião do seu aniversário.

Os engenheiros da Unesco que participaram do salvamento do templo levaram em conta este fenômeno e conseguiram que ele se repetisse em sua nova localização, vários metros acima do local original.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2010553-EI295,00.html

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As cidades perdidas da Amazônia

Publicado por: luxcuritiba em janeiro 1, 2011

piramidal.net | lojapiramidal.com

Kuhikugu, conhecida pelos arqueólogos como sítio X11, é a maior cidade pré-colombiana já descoberta na região do Xingu na Amazônia. Abrigava mil pessoas ou mais e servia como o eixo central de uma rede de aldeias menores.

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Quando o Brasil criou o Parque Indígena do Xingu em 1961, a reserva estava longe da civilização moderna, aninhada bem no limite ao sul da enorme floresta amazônica. Em 1992, na primeira vez em que fui morar com os cuicuro, uma das principais tribos indígenas da reserva, as fronteiras do parque ainda ficavam dentro da mata densa, pouco mais que linhas sobre um mapa. Hoje o parque está cercado de retalhos de terras cultivadas, com as fronteiras frequentemente delimitadas por um muro de árvores. Para muitos forasteiros, essa barreira de torres verdes é um portal como os enormes portões do Parque Jurássico, separando o presente: o dinâmico mundo moderno de áreas cultivadas com soja, sistemas de irrigação e enormes caminhões de carga; do passado: um mundo atemporal da Natureza e de sociedade primordiais.

Muito antes de se tornar o palco central na crise mundial do meio ambiente como a gigantesca joia verde da ecologia global, a Amazônia mantinha um lugar especial no imaginário ocidental. A mera menção de seu nome evoca imagens de selva repleta de vegetação respingando água, de vida silvestre misteriosa, colorida e com frequência perigosa, de um entremeado de rios com infinitos meandros e de tribos da Idade da Pedra. Para os ocidentais, os povos da Amazônia são sociedades extremamente simples, pequenas tribos que mal sobrevivem com o que a Natureza lhes oferece. Têm conhecimento complexo sobre o mundo natural, mas lhes faltam os atributos da civilização: o governo centralizado, os agrupamentos urbanos e a produção econômica além da subsistência. Em 1690, John Locke proclamou as famosas palavras: “No início todo o mundo era a América”. Mais de três séculos depois, a Amazônia ainda arrebata o imaginário popular como a Natureza em sua forma mais pura, e como lar de povos aborígines que, nas palavras de Sean Woods, editor da revista Rolling Stone, em outubro de 2007, preservam “um estilo de vida inalterado desde o primórdio dos tempos”.

A aparência pode ser enganosa. Escondidos sob as copas das árvores da floresta estão os resquícios de uma complexa sociedade pré-colombiana. Trabalhando com os cuicuro, escavei uma rede de cidades, aldeias e estradas ancestrais que já sustentou uma população talvez 20 vezes maior em tamanho que a atual. Áreas enormes de floresta cobriam os povoados antigos, seus jardins, campos cultivados e pomares que caíram em desuso quando as epidemias trazidas pelos exploradores e colonizadores europeus dizimaram as populações nativas. A rica biodiversidade da região refl ete a intervenção humana do passado. Ao desenvolverem uma variedade de técnicas de uso da terra, de enriquecimento do solo e de longos ciclos de rotatividade de culturas, os ancestrais dos cuicuro proliferaram na Amazônia, apesar de seu solo natural infértil. Suas conquistas poderiam atestar esforços para reconciliar as metas ambientais e de desenvolvimento dessa região e de outras partes da Amazônia.

“Povo da Natureza”

A pessoa mais famosa a buscar civilizações perdidas no sul da Amazônia foi Percy Harrison Fawcett O aventureiro britânico esquadrinhou o que denominou “selvas não mapeadas”, buscando uma cidade antiga – a Atlântida – na Amazônia, repleta de pirâmides de pedra, ruas de seixos e escrita alfabética. Suas narrativas inspiraram Conan Doyle em O mundo perdido e talvez os filmes de Indiana Jones. O recente e empolgante livro de David Grann, The lost city of Z (Z, a cidade perdida), refez o trajeto de Fawcett antes de seu desaparecimento no Xingu, em 1925.

Na verdade, cinco expedições alemãs já visitaram os xinguanos e suas terras. Em 1894, o livro de Karl von den Steinen, Unter den Naturvölkern Zentral Brasiliens (Entre os aborígines do Brasil Central), que descreveu suas expedições anteriores, tornou-se um clássico instantâneo da antropologia, ainda em desenvolvimento na época. O livro marcou o tom para os estudos do século 20 sobre os povos amazônicos como pequenos grupos isolados vivendo em delicado equilíbrio com a floresta tropical: “O povo da Natureza”. Mais tarde, frequentemente os antropólogos viram o ambiente florestal, em geral, como não propício à agricultura; a pouca fertilidade do solo parecia excluir os grandes assentamentos ou as densas populações regionais.

Por esse motivo, a Amazônia do passado parece ter sido muito semelhante à Amazônia dos tempos atuais.

Porém, essa visão começou a cair por terra na década de 70, conforme os acadêmicos revisaram os relatos dos primeiros europeus sobre a região, que falavam não de tribos pequenas, mas de densas populações. Conforme o best seller de Charles Mann 1491 descreve com eloquência, as Américas eram densamente habitadas na véspera do desembarque dos europeus, e a Amazônia não era exceção. Gaspar de Carvajal, o missionário que escreveu as crônicas da primeira expedição espanhola rio abaixo, observou cidades fortificadas, estradas largas com boa manutenção e muitas pessoas. Carvajal escreveu em seu relato de 25 de junho de 1542:

Passamos entre algumas ilhas que pensávamos ser desabitadas, porém ao chegarmos por lá, tão numerosos eram os povoados que vieram à nossa vista… que nos afligiu… e, quando nos viram, saíram para nos encontrar no rio em mais de duas centenas de pirogas [canoas], carregando 20 a 30 índios em cada uma, e algumas até com 40… estavam enfeitados com cores e vários emblemas, e portavam várias cornetas e tambores… e em terra, uma coisa maravilhosa de ver foram as formações de grupos que ficavam nas aldeias, todos tocando instrumentos e dançando em toda parte, manifestando grande alegria ao nos ver passando pelas suas aldeias.

A pesquisa arqueológica em várias áreas ao longo do rio Amazonas, como a ilha do Marajó na foz do rio e sítios próximos às modernas cidades de Santarém e Manaus, confirma esses relatos. Essas tribos interagiam em sistemas de comércio que se espalhavam até localidades remotas. Sabe se menos das localidades mais próximas dos limites ao sul da Amazônia, mas um trabalho recente em Llanos de Mojos nas várzeas da Bolívia e no estado do Acre sugere que eles também apresentaram sociedades complexas. Em 1720, o guarda de fronteira Antonio Pires de Campos descreveu uma paisagem densamente habitada na cabeceira do rio Tapajós, pouco a oeste de Xingu:

Esses povos existem em um número tão enorme que não é possível contar seus povoados ou aldeias, [e] muitas vezes em um dia de marcha passa-se por 10 a 12 aldeias, e em cada uma há de 10 a 30 habitações, e dentre essas casas há algumas que medem 30 ou 40 passos de largura… até mesmo suas ruas, que eles fazem bem retas e largas são mantidas tão limpas que não se encontra nenhuma folha caída…

Uma Antiga Cidade Murada

Quando me aventurei no Brasil, no início da década de 90, para estudar a profunda história do Xingu, as cidades perdidas nem sequer passavam pela minha mente. Eu lera Steinen, mas mal ouvira falar de Fawcett. Embora muito da vasta bacia amazônica fosse terra arqueológica desconhecida, não era provável que os etnógrafos, muito menos os xinguanos, tivessem ignorado um enorme centro monolítico se erguendo sobre as florestas tropicais.

No entanto, resquícios de algo mais elaborado que as aldeias ainda hoje existentes estavam em toda a parte. Robert Carneiro, do American Museum of Natural History, de Nova York, que morou com os cuicuro na década de 50, sugeriu que o estilo de vida organizado e a economia produtiva agrícola e pesqueira poderiam suprir comunidades muito mais substanciais, mil a 2 mil vezes maiores – várias vezes a população contemporânea de algumas centenas. Ele também registrou evidências de que, na realidade, a área já teve um sítio pré-histórico (designado X11 em nossa pesquisa arqueológica) cercado de imensos fossos. Os irmãos Villas Boas – indianistas brasileiros indicados para o Prêmio Nobel da Paz pela sua participação na criação do Parque do Xingu – já tinham relatado esses trabalhos no solo perto de muitas aldeias.

Em janeiro de 1993, logo após eu ter chegado à aldeia dos cuicuro, o principal chefe hereditário, Afukaka, me levou a uma das valas no sítio (X6) por eles denominada Nokugu, que recebeu o nome do espírito de onça que se pensa lá habitar. Passamos por moradores locais que construíam um enorme açude de peixes ao longo do rio Angahuku, já cheio devido às chuvas sazonais. O fosso, que corre por mais de 2 km, tinha 2 a 3 metros de profundidade e mais de 10 metros de largura. Embora eu tivesse a expectativa de encontrar uma paisagem arqueológica diferente da atual, a escala dessas comunidades antigas e de suas construções me surpreendeu. Os assistentes de pesquisa cuicuro e eu passamos os meses seguintes mapeando esse e outros trabalhos no solo no sítio de 45 hectares.

Desde essa época, nossa equipe estudou vários outros sítios na área, analisando mais de 30 km em linha reta em transectos através da floresta, mapeando, examinando e escavando os sítios. No final de 1993, Afukaka e eu voltamos para Nokugu, para que eu relatasse o que aprendi. Seguimos os contornos do fosso externo do sítio e paramos ao lado de uma ponte de terra, por onde costumava passar uma estrada enorme que tínhamos desenterrado. Apontei para uma antiga estrada de terra, totalmente reta, com largura de 10 a 20 metros, que levava para outro sítio antigo, Heulugihïtï (X13), a cerca de 5 km de distância. Atravessamos a ponte e entramos em Nokugu.

A estrada, margeada por meios-fios baixos de terra, abriu-se até 40 metros – largura das autoestradas modernas de quatro pistas. Percorridas algumas centenas de metros, passamos por cima do fosso interno e paramos para observar o interior da trincheira escavada recentemente, onde tínhamos encontrado uma base em forma de funil, para uma paliçada de tronco de árvore. Afukaka contou-me uma história a respeito de aldeias construídas sobre paliçadas e ataques-surpresa em um passado remoto.

Caminhamos por trechos de floresta, arbustos e áreas desmatadas que agora cobrem o sítio, marcas de atividades variadas no passado. Saímos em meio a uma clareira gramada cercada de enormes palmeiras que marcavam uma antiga praça. Girei devagar e apontei a borda perfeitamente circular da praça, marcada por uma elevação de um metro de altura. Expliquei a Afukaka que as altas palmeiras lá se instalaram séculos atrás, a partir de jardins de compostagem em áreas domésticas.

Deixando a praça para explorar as redondezas, nos deparamos com altos sambaquis, depósitos de restos, que muito se assemelhavam aos de trás da casa do próprio Afukaka. Estavam repletos de recipientes quebrados, exatamente iguais, nos mínimos detalhes, aos utilizados pelas esposas da tribo para processar e cozinhar a mandioca. Em uma visita posterior, quando escavávamos uma casa pré-colombiana, o chefe curvou-se dentro da área central da cozinha e retirou um enorme fragmento de cerâmica. Disse que concordava com minha impressão de que o cotidiano da sociedade antiga era muito semelhante ao atual. “Você está certo!”, Afukaka exclamou. “Veja, um apoio de panela” – um undagi, como os cuicuro o chamam, usado para o cozimento da mandioca.

Essas ligações fazem dos sítios dos xinguanos locais muito fascinantes, que se encontram entre os poucos assentamentos pré-colombianos na Amazônia onde a evidência arqueológica pode ser conectada diretamente com os costumes atuais. Em outros locais, a cultura indígena foi totalmente dizimada ou o registro arqueológico está disperso. A antiga cidade murada que mostrei a Afukaka era muito parecida com a aldeia atual, com sua praça central e estradas radiais, apenas eram dez vezes maiores.

Da Oca à Organização Política

“Suntuosa” não é uma palavra que, em geral, venha à mente para descrever uma casa com um tronco central e sapé. Ocidentais pensam em uma “cabana”. Mas a casa que os cuicuro erguiam para o chefe em 1993 era enorme: bem mais de 1 mil m2. É difícil imaginar que uma casa construída como um cesto gigante virado para baixo, sem uso de pedras, cimento ou pregos pudesse ficar tão grande. Mesmo a casa comum de um xinguano com 250 m2 é tão grande quanto uma casa média americana.

O que faz a casa do chefe sobressair não é apenas o tamanho, mas também a sua posição, localizada no ponto mais ao sul da praça central circular. Quando se entra na aldeia pela estrada de acesso formal, as famílias de boa posição moram à direita (sul) e à esquerda (norte). O arranjo reproduz, em escala maior, a planta de uma casa individual, cujo ocupante de posição destacada pendura a sua rede à direita, ao longo do comprido eixo da casa. A estrada de acesso corre aproximadamente de este a oeste; na casa do chefe, sua rede fica posicionada na mesma direção. Quando um chefe morre, ele também é deixado em uma rede com a cabeça voltada para o oeste.

Este cálculo corpóreo básico é aplicado em todas as escalas, de ocas a toda a bacia do Alto Xingu. As aldeias antigas são distribuídas pela região e interconectadas por uma rede de estradas alinhadas com precisão. Quando cheguei pela primeira vez à área, levei semanas para mapear valas, praças e estradas usando as técnicas padrões de arqueologia. No início de 2002, começamos a usar o GPS, que nos permitiu mapear a maior parte dos trabalhos no solo em questão de dias. Descobrimos um grau impressionante de integração regional. O planejamento parece quase determinado, com um lugar específi co para tudo. No entanto, fundamentava-se nos mesmos princípios básicos das aldeias atuais. As estradas principais correm do leste para o oeste, as secundárias se irradiam para fora do norte e do sul e as menores proliferam em outras direções.

Mapeamos dois agrupamentos hierárquicos de povoados e aldeias em nossa área de estudo. Cada um consistia em um centro principal cerimonial e várias aldeias satélites grandes em posições precisas em relação ao centro. Essas cidades provavelmente tinham mil ou mais habitantes. As aldeias menores estavam localizadas mais longe do centro. O agrupamento do norte está centrado no X13, que não é uma cidade, e sim um centro de rituais, semelhante a um terreno para festividades. Dois grandes povoados murados estão distribuídos de forma equidistante ao norte e ao sul do X13, e dois povoados murados, de tamanho médio, estão em posições equidistantes ao nordeste e sudoeste. O agrupamento do sul é ligeiramente diferente. Está centrado no X11, que é ao mesmo tempo uma aldeia e um centro de rituais, ao redor do qual estão povoados de tamanho médio e pequeno.

Na área de terra, cada núcleo populacional ocupava mais de 250 km2, dos quais cerca de um quinto consistia em área central construída o que, grosso modo, é equivalente a uma pequena cidade moderna. Nos dias de hoje, a maior parte da paisagem antiga está coberta por vegetação, mas a floresta nas áreas centrais tem uma concentração distinta de certas plantas, animais, solos e objetos arqueológicos, como muita cerâmica. O uso do solo foi mais intenso no passado, mas os vestígios sugerem que muitas práticas antigas eram semelhantes às dos cuicuro: pequenas áreas de plantio de mandioca, pomares com árvores de pequi e campos de sapé – o material preferido para coberturas de choupanas. O campo era uma paisagem de retalhos, intercalada por áreas de floresta secundária que invadiram as áreas agrícolas não cultivadas. Zonas úmidas, agora infestadas de buritis, a mais importante cultura industrial, preservam diversas evidências de piscicultura, como lagos artificiais, calçadas elevadas e fundações de açudes. Fora das áreas centrais, existia um cinturão verde menos povoado e até uma densa faixa florestal entre as diversas aldeias. A floresta também tinha seu valor como fonte de animais, plantas medicinais e de certas árvores, além de ser considerada a morada de vários espíritos da floresta.

As áreas dentro e ao redor de sítios residenciais estão marcadas por terra escura, egepe segundo os cuicuro, um solo extremamente fértil, enriquecido por lixo domiciliar e atividades especializadas de manejo de solo, como queimadas controladas da cobertura vegetal. Em todo o planeta o solo foi alterado, tornando-o mais escuro, mais argiloso e rico em certos minerais. Na Amazônia, essas mudanças foram especialmente importantes para a agricultura de muitas áreas, já que o solo natural é bem pobre. No Xingu, a terra escura é menos abundante em certas áreas, já que a população nativa depende principalmente do cultivo da mandioca e dos pomares, que não necessitam de solo muito fértil.

A identificação de grandes núcleos populacionais murados, espalhados numa área comparável à de Sergipe, sugere que havia, no mínimo, 15 agrupamentos espalhados pelo Alto Xingu. Entretanto, como a maior parte da região não foi estudada, a quantidade correta pode ter sido muito superior. A datação por radio-carbono dos sítios já escavados sugere que os ancestrais dos xinguanos chegaram à região, vindos do oeste, e começaram a modifi car as florestas e a zona úmida a seu critério cerca de 1.500 anos atrás ou até antes disso. Nos séculos que antecederam a descoberta da América pelos europeus, os sítios foram reformados, passando a compor uma estrutura hierárquica. Os registros existentes chegam apenas até 1884, portanto os padrões de povoação acabam sendo a única forma de estimar a população pré-colombiana; a escala dos povoamentos sugere uma população muito superior à atual, chegando de 30 a 50 mil indivíduos.

Cidades-Jardins da Amazônia

Há um século, o livro Garden cities of tomorrow (Cidades-jardins do futuro), de Ebenezer Howard, propôs um modelo para um crescimento urbano sustentável de baixa densidade populacional. Um precursor do movimento ecológico atual, Howard idealizou cidades interligadas como uma alternativa para um mundo industrial, repleto de cidades com arranha-céus. Sugeria dez cidades com dezenas de milhares de habitantes, que teriam a mesma capacidade funcional e administrativa que uma só megacidade.

Os antigos xinguanos parecem ter construído esse sistema, um tipo de urbanismo de estilo verde ou protourbanismo – uma incipiente cidade-jardim. Talvez Percy Fawcett estivesse no lugar certo, mas com o foco equivocado: cidades de pedra. O que faltava aos centros em termos de pequena escala e elaboração estrutural, os xinguanos conseguiam alcançar pela quantidade de cidades e por sua integração. Se Howard tivesse conhecimento de sua existência, poderia ter-lhes devotado um trecho no Garden cities of yesterday (Cidades-jardins do passado). O conceito comum de cidade como uma densa rede de prédios de alvenaria remonta à época das antigas civilizações dos oásis nos desertos, como na Mesopotâmia, mas que não possuíam as mesmas características ambientais. Não só as florestas tropicais amazônicas, como também as paisagens das florestas temperadas da maior parte da Europa medieval, eram pontilhadas por cidades e vilarejos de tamanhos similares a essas no Xingu.

Essas visões são especialmente importantes na atualidade por causa da retomada do desenvolvimento do sul da Amazônia, desta vez pelas mãos da civilização ocidental. A floresta do sul amazônico, em transição, está se convertendo rapidamente em áreas cultivadas e de pastagens. Seguindo o ritmo atual, no decorrer da próxima década a floresta se reduzirá a 20% de sua área original. Muito do que resta fi cará restrito a reservas, como as do Xingu, onde os povos indígenas são os comandantes da biodiversidade restante. Nessas áreas, sob muitos aspectos, a salvação das florestas tropicais e a proteção da herança cultural indígena são partes de um só todo.

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/as_cidades_perdidas_da_amazonia.html

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