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Cientistas tentam explicar porque médiuns espíritas ouvem vozes

Posted by luxcuritiba em fevereiro 6, 2021

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Clariaudiência

Você não pode treinar alguém para se tornar um médium – ao menos não um médium que ouve os espíritos.

Isso poque médiuns espíritas mostram-se mais propensos a atividades mentais imersivas e experiências auditivas incomuns desde o início da vida, dizem cientistas da Universidade de Durham (Reino Unido).

Esta descoberta pode explicar por que algumas pessoas, e não outras, eventualmente adotam crenças espiritualistas e se envolvem na prática de “ouvir os mortos”, afirmam eles.

Diz-se que os médiuns que “ouvem” espíritos experimentam comunicações clariaudientes, em comparação com comunicações clarividentes (“ver”) ou clarissenscientes (“sentir” ou “detectar”).

Os professores Adam Powell e Peter Moseley conduziram uma pesquisa com 65 médiuns clariaudientes da União Nacional dos Espíritas do Reino Unido, além de 143 membros da população em geral, no maior estudo científico sobre as experiências de médiuns clariaudientes.

Eles descobriram que os espiritualistas têm uma tendência para a absorção – uma característica ligada à imersão em atividades mentais ou imaginativas ou a estados alterados de consciência.

Os médiuns também se mostraram mais propensos a relatar experiências de fenômenos auditivos incomuns, como ouvir vozes, e mais comumente isso começou a ocorrer no início da vida.

Médium nasce médium?

Muitos dos que que experimentam a absorção ou a capacidade de ouvir vozes encontram nas crenças espíritas o significado por trás de suas experiências – ou significado sobrenatural de suas experiências, disseram os pesquisadores.

Por meio de seu estudo, os pesquisadores reuniram descrições detalhadas da maneira como os médiuns vivenciam as vozes dos espíritos e compararam os níveis de absorção, tendência à alucinação, aspectos de identidade e crença no paranormal.

Eles descobriram que 44,6% dos participantes espíritas relataram ouvir as vozes diariamente, com 33,8% relatando uma experiência de clariaudiência no dia anterior ao das entrevistas.

A grande maioria (79%) afirmou que as experiências de comunicação espiritual auditiva faziam parte do seu dia a dia, ocorrendo tanto quando estavam sozinhos como quando trabalhavam como médiuns ou frequentavam uma igreja espiritualista.

Embora os espíritos sejam ouvidos principalmente dentro da cabeça (65,1%), 31,7% dos participantes espíritas disseram ter experimentado vozes espirituais vindas de dentro e de fora da cabeça.

Mediunidade vem antes do Espiritismo

Os espíritas relataram que experimentaram a clariaudiência pela primeira vez com uma idade média de 21,7 anos. No entanto, 18% deles relataram ter experiências clariaudientes “desde que podiam se lembrar” e 71% não haviam encontrado o Espiritismo como um movimento religioso antes de suas primeiras experiências.

Os pesquisadores afirmam que suas descobertas indicam que as experiências de comunicação espiritual não se devem a explicações comumente aventadas na comunidade científica, como ceder à pressão social, aprender a ter expectativas específicas ou um nível de crença no paranormal.

Em vez disso, parece que algumas pessoas têm uma predisposição única para a absorção e são mais propensas a relatar experiências auditivas incomuns ocorridas cedo na vida. Para muitos desses indivíduos, as crenças espiritualistas são adotadas como decorrência, porque se alinham significativamente com suas experiências pessoais únicas.

“Nossas descobertas dizem muito sobre ‘aprendizagem e anseio’. Para nossos participantes, os princípios do Espiritismo parecem dar sentido tanto às experiências extraordinárias da infância, quanto aos fenômenos auditivos frequentes que experimentam como médiuns praticantes.

“Mas todas essas experiências podem resultar mais de certas tendências ou habilidades precoces do que simplesmente de acreditar na possibilidade de contatar os mortos se alguém tentar o suficiente,” disse o professor Adam Powell.

“Os espíritas tendem a relatar experiências auditivas incomuns que são positivas, começam cedo na vida e que muitas vezes eles são capazes de controlar. Compreender como elas se desenvolvem é importante porque pode nos ajudar a entender mais sobre experiências angustiantes ou não controláveis de ouvir vozes também,” disse Dr. Peter Moseley.

Os pesquisadores agora estão se dedicando a uma investigação mais aprofundada da clariaudiência e da mediunidade, trabalhando com praticantes para obter uma imagem mais completa de como é receber essas experiências incomuns e significativas.

Checagem com artigo científico:

Artigo: When spirits speak: absorption, attribution, and identity among spiritualists who report “clairaudient” voice experiences
Autores: Adam J. Powell, Peter Moseley
Publicação: Mental Health, Religion and Culture
DOI: 10.1080/13674676.2020.1793310

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