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As guerras da pirâmide

Posted by luxcuritiba em abril 19, 2008

“No ano 363, Sua Majestade Ra, o Santo, o Falcão do Horizon-te, o Imortal que vive eternamente, estava no país de Khenn. Seus guerreiros o acompanhavam, pois os inimigos tinham conspirado contra seu senhor… Hórus, o Medidor Alado, foi ao barco de Ra e disse ao seu ancestral: ‘Ó, Falcão do Horizonte, vi o inimigo conspi-rar contra vossa soberania, tomar a Coroa Luminosa para si’… Então Ra, o santo, o Falcão do Horizonte, disse a Hórus, o Medidor Alado: ‘Altíssimo descendente de Ra, meu filho: vá rápido, arrasa o inimigo que vistes’”.

Assim começa a lenda que foi escrita nas paredes de templos da antiga cidade egípcia de Edfu. Essa história, acreditamos, conta sobre o evento que só poderia ser chamado de A Primeira Guerra da Pirâmide – um conflito com raízes na interminável disputa pelo con-trole da Terra e suas instalações espaciais, e nas tramas dos Grandes Anunnaki, especialmente de Enki/Ptah e seu filho Ra/Marduk.

Segundo Manetho, Ptah abdicou do domínio sobre o Egito depois de um reinado de 9000 anos; o de Ra foi interrompido depois de 1000 anos devido ao Dilúvio, como vimos anteriormente. Seguiu-se então o reinado de Shu, que ajudou Ra a “encontrar os céus so-bre a Terra”, com a duração de setecentos anos, e nos quinhentos anos seguintes reinou Geb (“Que Empilha a Terra”). E foi no reinado de Geb, por volta de 10.000 a.C. que as instalações espaciais – o espaçoporto no Sinai e as pirâmides de Gizé – foram construídas.

Embora a península do Sinai, localização do espaçoporto, e as pirâmides de Gizé supostamente permanecessem neutras sob a égi-de de Ninharsag, é duvidoso que os construtores dessas instalações – Enki e seus descendentes – tivessem mesmo a intenção de abrir mão do controle sobre elas. Um texto sumério, que começa com uma descrição idílica, chamada pelos estudiosos “O Mito do Paraí-so”, mas cujo nome era realmente Enki e Ninharsag é, de fato, um registro do relacionamento amoroso com objetivos políticos entre os dois, uma lenda que fala sobre o trato que Enki e sua meia-irmã fizeram sobre o controle do Egito e da península, portanto, das pirâmides e do espaçoporto.

A história se passa depois que a Terra foi dividida entre os A-nunnaki, cabendo Tilmun (a península) a Ninharsag, e o Egito ao clã de Enki. Este atravessou os lagos pantanosos que separavam os dois territórios e procurou a solitária Ninharsag para uma orgia amorosa:

Para aquela que está solitária,
Para a Senhora da Vida, dona da terra.
Enki, que procurou a sábia Senhora da Vida.
Faz seu falo cobrir de água os diques;
Faz seu falo submergir os juncos…
Ele derramou seu sêmen na grande dama dos Anunnaki, derramou o sêmen no ventre de Ninharsag;
Ela recebeu o sêmen no ventre, o sêmen de Enki.

A verdadeira intenção de Enki era conseguir um filho com sua meia-irmã, mas nasceu uma menina. Enki então teve relações sexuais com sua filha, assim que ela se tornou “jovem e bela”, e pos-teriormente com sua neta. Como resultado dessas estripulias, nas-ceram seis deusas e dois deuses. Irritada com tanto incesto, Ninharsag usou suas habilidades médicas para fazer Enki adoecer. Os Anunnaki que o apoiavam suplicaram pela sua vida, mas Ninhar-sag estava decidida: “Enquanto ele não estiver morto, não o con-templarei com o ‘Olho da Vida!”‘.

Satisfeito em ver Enki finalmente contido, Ninurta – que fora a Tilmun fazer uma inspeção – voltou à Mesopotâmia para relatar os acontecimentos numa reunião em que estavam presentes Enlil, Nannar/Sin, Utu/Shamash e Inanna/Ishtar. Não se contentando com as informações, Enlil deu ordem a Ninurta para voltar a Tilmun e trazer Ninharsag. Nesse ínterim, porém, Ninharsag tivera pena do irmão e mudara de idéia. “Ninharsag sentou Enki perto de sua vulva e perguntou: ‘Meu irmão, onde dói?’”. Em seguida começou a curar o corpo doente de Enki uma parte após outra. Uma vez restabelecido, Enki propôs que os dois, na qualidade de soberanos do Egito e da península do Sinai, designassem tarefas, consortes e territórios aos oito deuses jovens, seus descendentes:

Que Abu seja o senhor das plantas; que Nintulla seja o gover-nante de Magan; que Ninsutu case-se com Ninazu; que Ninkaski seja aquela que sacia a sede; que Nazi case-se com Nindara; que Azimua se case com Ningishzida; que Nintu seja a rainha dos meses; que Enshag seja o governante de Tilmun!

Os textos teológicos egípcios descobertos em Mênfis também afirmam que oito deuses “vieram à existência” a partir do coração, da língua, dos dentes, dos lábios e de outras partes do corpo de Ptah. E nesses relatos, como na lenda mesopotâmica, depois do nascimento desses filhos Ptah designou domicílios e territórios para eles: “Após ter formado os deuses, ele fez cidades, estabeleceu distritos, colocou os deuses em suas moradas sagradas; construiu seus santuários e determinou que oferendas eles deveriam receber”. E Ptah fez tudo isso “para alegrar o coração da Dona da Vida”.

Se, como tudo indica, essas lendas tiveram base em fatos, as rivalidades resultantes dessa confusão de parentesco só poderiam se agravar com as peripécias sexuais de Ra, o herdeiro legal de Ptah. A mais significativa delas está por trás da afirmativa de que Osíris era na verdade filho de Ra e não de Geb, tendo sido concebi-do quando o avô fora procurar a neta em segredo. E, como relata-mos antes, esse era o evento que estava no cerne do conflito Osíris-Set.

E por que Set, que recebera o Alto Egito de Geb, cobiçava tanto o Baixo Egito, concedido a Osíris? Os egiptólogos têm explica-do isso falando em termos de geografia, fertilidade do solo etc. Mas, como já mostramos, havia mais um fator e, do ponto de vista dos deuses, muito mais importante do que o número de safras que uma determinada região poderia render: a Grande Pirâmide e suas companheiras em Gizé. Quem as controlasse tinha nas mãos todas as operações das atividades espaciais, as idas e vindas dos deuses e a vital linha de suprimentos entre a Terra e o 12º. Planeta.

Por algum tempo, depois de matar Osíris, Set conseguiu tornar realidade sua ambição. Mas “no ano 363” de seu reino, o jovem Hórus apresentou-se como o vingador do pai e declarou guerra con-tra Set – A Primeira Guerra da Pirâmide. E foi nela, como vimos an-teriormente, que pela primeira vez os deuses envolveram os homens em suas lutas.

Apoiado por outros deuses da linhagem de Enki que reinavam na África, Hórus começou as hostilidades no Alto Egito. Usando o Disco Alado que Thot fizera, ele foi avançando para o norte, na direção das pirâmides. Uma importante batalha aconteceu no “distrito das águas”, a cadeia de lagos que separa o Egito da península de Sinai, e muitos dos seguidores de Set foram mortos. Depois que os esforços dos outros deuses em favor da paz provaram ser inú-teis, Hórus e Set engalfinharam-se num combate pessoal sobre a península. Durante uma das batalhas, Set escondeu-se em “túneis secretos”, localizados em algum lugar da península. Numa outra, ele perdeu os testículos. Por isso, o Conselho dos Deuses deu todo o Egito “como herança… para Hórus”.

E o que aconteceu com Set, um dos oito deuses descendentes de Ptah?
Os textos egípcios contam que ele foi banido do país e passou a morar nas terras asiáticas ao leste, entre as quais se incluía um lugar que lhe permitia “falar a partir do céu”. Seria Set o deus En-shag da lenda suméria sobre Enki e Ninharsag, aquele ao qual coube Tilmun (a península do Sinai) na divisão feita pelos dois amantes? Então ele também seria o deus egípcio (camita) que ampliou seus domínios, abrangendo também a terra de Sem ou Shem, mais tarde conhecida como Canaã.

Esse resultado da Primeira Guerra da Pirâmide explica muitas histórias da Bíblia. E nele também estão as causas da Segunda Guerra da Pirâmide.

Depois do Dilúvio, além de um espaçoporto e instalações de orientação, foi preciso estabelecer um novo Centro de Controle da Missão, que antes ficava situado em Nippur. Em A Escada para o Céu, mostramos que a necessidade de ele ficar eqüidistante das outras instalações relacionadas com as atividades espaciais determi-nou sua localização no monte Moriá (“O Monte de Dirigir”), local da futura cidade de Jerusalém.

Esse monte, tanto pelos relatos mesopotâmicos como pelos egípcios, ficava nas terras de Sem, e, portanto estava dentro dos domínios dos enlilitas (clã de Enlil). No entanto, ele terminou sob uma ocupação ilegal pela linhagem de Enki (os deuses camitas) e pelos descendentes de Canaã, o Camita.

O Antigo Testamento se refere ao país do qual Jerusalém veio a se tornar a capital como Canaã, nome do quarto filho de Cam. A Bíblia também escolhe Canaã para ser o objeto de uma reprimenda especial e determina que seus descendentes serão submissos aos descendentes de Sem. A improvável explicação para esse tratamen-to é que Cam – e não seu filho Canaã – viu os órgãos genitais de seu pai, Noé. Portanto, o Senhor amaldiçoou Canaã: “Maldito seja Cana-ã! Que ele seja para seus irmãos o último dos escravos… Bendito seja Iahweh, o Deus de Sem, e que Canaã seja seu escravo”!

Essa história do Livro do Gênesis deixa muitos aspectos sem explicação. Por que Canaã foi o amaldiçoado, quando foi seu pai que transgrediu acidentalmente? Por que seu castigo foi ser escravo de Sem e do deus de Sem? Como os deuses se envolveram no crime e seu castigo? Quando lemos o Livro dos Jubileus, ex-bíblico, fica claro que a verdadeira ofensa foi a ocupação ilegal do território de Sem.
Conta o Livro dos Jubileus que depois que a humanidade se dispersou e que seus vários clãs foram para os territórios para eles determinados, “Cam e seus filhos foram para a terra que ele deveria ocupar, a parte que lhe cabia no país do sul”. Mas, enquanto viajava do local onde Noé fora salvo para o território que lhe fora designa-do na África, “Canaã viu o país do Líbano até o rio do Egito e lhe pareceu muito bom”, então mudou de idéia: “Ele não foi para a ter-ra que havia herdado, a oeste do mar [mar vermelho], e ficou resi-dindo no país do Líbano, a leste e a oeste do Jordão”.

O pai e os irmãos de Canaã tentaram demovê-lo desse ato ilegal: “Cam, seu pai, Cuch e Mesraim, seus irmãos, disseram: ‘Tu te estabeleceste num país que não é teu, que não coube a nós; não faça isso, pois, se persistires, tu e teus filhos cairão em desagrado na Terra e serão acusados de sedição; pois por sedição tu te estabe-leceste, por sedição teus filhos cairão em desagrado, e vós sereis erradicados para sempre. Não resida no lugar de moradia de Sem, pois para Sem e seus filhos ela foi aquinhoada”‘.

Se Canaã insistisse em ocupar territórios alocados a Sem, eles acrescentaram: “Maldito és tu e maldito serás entre os filhos de Noé, pois nos comprometemos por um juramento na presença do Sagrado Juiz e na presença de nosso pai, Noé”…

“Mas Canaã não lhes deu ouvidos e morou no país do Líbano de Hamat até a entrada do Egito, onde estão ele e seus filhos até ho-je. Por esse motivo aquele país é chamado de Canaã.”

Devemos ter em mente que, naquela época, a partilha das terras foi feita entre deuses, não entre homens; portanto, os deu-ses e não os povos eram os donos dos territórios. Um povo só podia se estabelecer nas terras alocadas ao deus que ele venerava e só entrava no território de outros deuses se seu próprio deus tivesse estendido seu domínio sobre essas áreas por meio de acordos ou através da força. Portanto, a ocupação ilegal das terras entre o espaçoporto no Sinai e o Local de Aterrissagem em Baalbek por um descendente de Cam só poderia ter acontecido como resultado da usurpação da área por um descendente das deidades camitas, ou seja, por um dos deuses mais jovens do Egito.

E isso aconteceu, como vimos, em resultado da Primeira Guerra da Pirâmide.

A entrada de Set na região da futura Canaã significava que todos os locais relacionados com as atividades espaciais – Gizé, a pe-nínsula do Sinai, o monte Moriá – estavam sob o controle dos deuses Enki, algo que os enlilitas não podiam aceitar. Assim, logo depois – trezentos anos, acreditamos -, estes lançaram-se numa guerra para expulsar os ocupantes ilegais das instalações espaciais.

Essa guerra, que chamamos de Segunda Guerra da Pirâmide, foi extensamente comemorada nos registros sumérios, tanto por meio de crônicas escritas como em descrições pictóricas. Vários textos descobertos na Mesopotâmia – alguns em sumério original, outros versões acadianas ou assírias, que os estudiosos chamam de “Os Mitos de Kur” (os “mitos” das Terras das Montanhas) – são de fato crônicas em linguagem poética da guerra para se obter o controle das montanhas relacionadas com as atividades espaciais: o monte Moriá, o Harsag (monte Santa Catarina) e o monte artificial situado no Egito, o Ekur (a Grande Pirâmide).

Fica claro a partir desses textos que as forças enlilitas eram comandadas por Ninurta, “o principal guerreiro de Enlil”, e que os primeiros confrontos tiveram lugar na península do Sinai. Os deuses camitas foram derrotados, mas recuaram para continuar a guerra a partir das terras montanhosas da África. Ninurta prosseguiu avançando, e na segunda fase do conflito levou os combates até as for-talezas de seus inimigos, onde houve lutas ferozes e sangrentas. O teatro da fase final da guerra foi a Grande Pirâmide, o último e impenetrável baluarte dos opositores de Ninurta. Ali os deuses ca-mitas foram sitiados até se verem sem água e sem comida.

Os hinos a Ninurta contêm numerosas referências aos seus fei-tos e façanhas heróicas na guerra. Uma grande parte do salmo “Co-mo Anu És Feito” é um registro do conflito e da vitória final. No entanto, a principal e mais direta crônica da guerra é o texto épico Lugal-e Ud Melam-bi, que foi bem agrupado e editado por Samuel Geller em Altorientalische Texte und Untersuchungen. Como todos os outros textos mesopotâmicos, ele tem como título sua linha de abertura:

Rei, a glória de teu dia é fidalga;
Ninurta, o mais importante, possuidor dos Poderes Divinos, que as amarguras das Terras da Montanha enfrentou.
Como uma inundação que não pode ser contida, a Terra dos Inimigos cercaste como se a cingisse com um cinturão.
Mais importante de todos, que na batalha entra com veemência; herói, que na mão carrega a Arma Brilhante Divina;
Senhor: a Terra da Montanha submeteste como tua criatura.
Ninurta, filho real, cujo pai lhe concedeu poder; herói: por medo de ti, a cidade se rendeu…
Ó, poderoso…
A Grande Serpente, o deus heróico, arrancaste de todas as montanhas.

Ao exaltar Ninurta, seus feitos, sua Arma Brilhante, o poema também informa a localização do conflito (“as Terras da Montanha”) e quem era o principal inimigo: “A Grande Serpente”, líder das dei-dades egípcias. O poema sumério identifica várias vezes esse adver-sário como Azag, e uma vez o chama de Ashar, ambos epítetos bem conhecidos para Marduk, estabelecendo dessa forma os dois princi-pais filhos de Enlil e de Enki – Ninurta e Marduk – como os líderes das facções opostas na Segunda Guerra da Pirâmide.

O poema foi escrito em treze plaquinhas de argila, e a segun-da descreve a primeira batalha. A superioridade de Ninurta é atribuída tanto às suas armas divinas como a um novo veículo aéreo que ele mesmo construiu copiando um original que fora destruído num acidente.
O nome desse veículo era IM.DU.GUD, que em geral é traduzido como “O Divino Pássaro da Tempestade”, mas literalmente significa “Aquele que Corre como uma Heróica Tempestade”. Sabe-mos a partir de vários textos que a envergadura desse aparelho era de cerca de 25 metros.

Os desenhos arcaicos o mostram como um “pássaro” de construção mecânica, com suas asas enrijecidas por barras em treliça. A borda posterior das asas mostra uma série de orifícios, talvez en-tradas de ar para motores a jato ou similares. Essa aeronave, de milênios atrás, revela uma notável semelhança não apenas com os primeiros aviões da era moderna como uma similaridade impressio-nante com o desenho feito em 1497 por Leonardo da Vinci, mos-trando seu conceito sobre uma máquina voadora impulsionada por um homem.

O Imdugud serviu de inspiração para o emblema de Ninurta: um heróico pássaro com cabeça de leão pousado sobre dois leões ou sobre dois touros. E era nessa “embarcação feita artesanalmente” – um veículo manufaturado -, que “na guerra destrói as residências principescas”, que Ninurta cruzava os céus durante as batalhas da Segunda Guerra da Pirâmide. Ele voava tão alto que seus compa-nheiros o perdiam de vista. Então, como contam os textos, “em seu Pássaro, contra a morada fortificada”, ele mergulhava. “Quando seu Pássaro se aproximava do solo, despedaçava o cume [da fortaleza inimiga]”.

Expulso de suas fortalezas, o inimigo começou a recuar. Enquanto Ninurta mantinha o ataque frontal, Adad concentrava-se nos campos através das linhas inimigas, destruindo os suprimentos de comida do adversário: “No Abzu, Adad fez os peixes serem levados para longe pelas águas… o gado ele dispersou”. Enquanto os inimi-gos continuavam a recuar, os dois deuses “como uma terrível inun-dação as montanhas devastaram”.

Enquanto os combates aumentavam em abrangência e dura-ção, os dois principais deuses conclamaram os outros a se juntarem a eles.
“Senhor, por que não vais à batalha que se torna cada vez mais extensa”? Perguntaram a um deus cujo nome está faltando num verso danificado. Sem dúvida, eles fizeram a pergunta também a Ishtar, pois ela é especificamente mencionada: “No choque entre as armas, nos feitos heróicos, Ishtar não conteve seu braço”. Quan-do os dois deuses a viram, gritaram, incentivando-a: “Avança sem parar! Ponha teu pé firmemente na Terra! Esperamos-te nas monta-nhas”!

“A arma que é divinamente brilhante a deusa trouxe… um chifre [para dirigi-la] confeccionou para ela”. Enquanto usava essa arma contra o inimigo, num feito “que será lembrado em dias dis-tantes”, “os céus estavam da cor da lã vermelha”. O raio explosivo “rasgou o inimigo, o fez com a mão agarrar o coração”.

As plaquinhas V-VIII estão danificadas demais para ser lidas adequadamente. No entanto, os trechos de versos sugerem que depois da intensificação do ataque, devido ao auxílio de Ishtar, houve grande clamor e lamentação na Terra do Inimigo. “O medo do brilho de Ninurta apoderou-se da Terra”, e seus moradores tiveram de usar substitutos para o trigo e a cevada “para moer e usar como farinha”.

As forças inimigas continuavam recuando para o sul. Foi então que a guerra tornou-se mais feroz e sangrenta. Ninurta liderou os deuses enlilitas num ataque contra o coração do domínio africano de Nergal, a cidade-templo Meslam. Eles incendiaram os campos e fizeram os rios correrem vermelhos como sangue de pessoas inocentes: homens, mulheres e crianças do Abzu.

Os versos que descrevem esse aspecto da guerra estão danifi-cados nas plaquinhas que contêm o texto principal; todavia, seus pormenores podem ser lidos em várias tabuinhas quebradas que tratam da “conquista da Terra” por Ninurta, um feito pelo qual ele ga-nhou o título de “Vencedor de Meslam”. Nessas batalhas, os atacantes recorreram à guerra química. Lemos que Ninurta fez chover sobre a cidade, mísseis carregados de veneno, “que lançou da cata-pulta”; o veneno, por si só, “destruiu a cidade”.

Os que sobreviveram ao ataque fugiram para as montanhas vi-zinhas. Mas Ninurta, “com a Arma que Aniquila, incendiou as montanhas; a divina Arma dos Deuses, cujo Dente é amargo, destruiu o povo”. Neste trecho também está sugerido um tipo de guerra quími-ca:

A Arma que Rasga roubou os sentidos; o Dente arrancou-lhes a pele.
Rasgando, ele estendeu-se sobre a terra; os canais da Terra Inimiga encheram-se de sangue para os cães lamberem como leite.

Derrotado pelo ataque cruel, Azag conclamou seus seguidores a não oferecerem mais resistência: “O inimigo sublevado chamou sua esposa e filhos: contra o senhor Ninurta não levantou o braço. As armas de Kur foram cobertas de terra” (ou seja, escondidas); “Azag não as levantou”.

Ninurta encarou a falta de resistência como um sinal de vitó-ria. Um texto publicado por F. Hrozny (“Mythen von dem Gotte Ni-nib”) relata como, depois de ter matado os oponentes que ocupa-vam a terra de Harsag (a península do Sinai), ele partiu “como um Pássaro” para atacar os deuses que “tinham recuado para trás de suas muralhas”, em Kur, vencendo-os nas montanhas. Ninurta então cantou vitória:

Meu assustador Brilho, como o de Anu, é poderoso; contra ele, quem pode se levantar?
Sou o senhor das montanhas altas, das montanhas que para o horizonte erguem seus picos. Nas montanhas, sou o senhor.

O grito de vitória, contudo, foi prematuro. Usando a tática de não-resistência, Azag escapara da derrota. A capital podia estar destruída, mas os líderes do Inimigo continuavam incólumes. Em termos sóbrios, o texto Lugal-e observa: “o escorpião de Kur, Ninur-ta não aniquilou”. Os deuses inimigos recuaram para a Grande Pirâmide, onde o “Sábio Artífice” (Enki? Thot?) ergueu uma muralha pro-tetora que “O Brilho não seria capaz de enfrentar”, um escudo que os raios mortais não conseguiriam penetrar.

Nosso conhecimento dessa fase final e mais dramática da Segunda Guerra da Pirâmide é ampliado a partir de textos que contam o outro lado da história. Os seguidores de Nergal também compuseram hinos em louvor a ele. Alguns foram reunidos por J. Bollen-rücher em Gebete und Hymnem an Nergal.

Recordando os feitos heróicos de Nergal nessa guerra, os tex-tos contam de que forma, depois que os outros deuses viram-se sitiados dentro do complexo de Gizé, ele – “Altíssimo Amado Dragão de Ekur” – “saiu na calada da noite” e, portando armas impressionantes e acompanhado de seus tenentes, rompeu o cerco para atingir o Ekur (a Grande Pirâmide). Atingindo-a na escuridão, entrou pelas “portas trancadas que se abrem sozinhas”. Um clamor de boas-vindas o saudou enquanto entrava:

Divino Nergal,
Senhor que na calada da noite esgueirou-se e veio para a batalha!
Ele estala o chicote, suas armas tilintam…
Ele que é bem recebido, seu poder é imenso.
Como um sonho, na soleira ele apareceu.
Divino Nergal, Aquele que é Bem-vindo:
Combata o inimigo do Ekur.
Contenha o Louco de Nippur!

Mas as grandes esperanças dos deuses sitiados logo se desvaneceram. Ficamos sabendo mais sobre as últimas fases dessa Guerra da Pirâmide a partir de um outro texto, que foi reunido primeiro por George A. Barton (Miscellaneous Babylonian Texts) com base em pedaços de um cilindro de argila com inscrições, descoberto nas ruínas do templo de Enlil em Nippur.

Ao juntar-se aos defensores da Grande Pirâmide (“a Casa Formidável que se Ergue como um Monte”), Nergal fortaleceu suas de-fesas por meio de vários cristais emissores de raios (“pedras”) posi-cionados no interior da estrutura:

A Pedra-Água, a Pedra-Ápice, a Pedra-…, a…
…O senhor Nergal aumentou sua força.
A porta de proteção ele…
Para o céu seu Olho levantou, escavou fundo aquilo que dá vida… …na casa alimentou-os com comida.

Constatando o fortalecimento das defesas, Ninurta recorreu a uma outra tática. Mandou Utu/Shamash cortar o suprimento de á-gua da pirâmide mexendo no “riacho aquoso” que corria junto às suas fundações. A partir desse ponto o texto está danificado demais para permitir uma leitura de pormenores, mas tudo indica que a tática surtiu efeito.

Amontoados em seu último baluarte, sem água e sem comida, os deuses sitiados fizeram o possível para rechaçar os atacantes. Até então, apesar da ferocidade das batalhas, nenhum deus importante fora morto ou gravemente ferido. Mas agora, um dos mais jovens – Hórus, acreditamos -, que tentava esgueirar-se da Grande Pirâmide disfarçado de carneiro, foi atingido pela Arma Brilhante de Ninurta e perdeu a visão. Um dos deuses mais velhos então lançou um apelo a Ninharsag, famosa por seus feitos médicos, para salvar a vida do jovem:

Naquela hora, veio o Resplendor Assassino; a plataforma da Casa resistiu ao senhor.
Para Ninharsag houve um grito: …”A arma… meu descendente com a morte está amaldiçoado”…

Outros textos sumérios chamam esse jovem deus de “filho que não conheceu o pai”, um epíteto bem adequado a Hórus, que nasceu depois da morte de Osíris. A Lenda do Carneiro, pertencente ao folclore do Antigo Egito, conta sobre os ferimentos que Hórus sofreu nos olhos quando um deus “soprou fogo” nele.

Foi então, atendendo à súplica, que Ninharsag resolveu intervir para pôr fim às lutas.

A nona plaquinha do texto Lugal-e começa com as palavras da deusa, dirigindo-se ao comandante enlilita, seu próprio filho Ninur-ta, “filho de Enlil… o Herdeiro Legítimo nascido da irmã-esposa”. Em versos que muito nos revelam, ela anuncia sua decisão de atra-vessar a linha de batalha e fazer cessar as hostilidades.

À Casa onde Começa a Medição com o Cordão, onde Asar ergueu os olhos para Anu, eu irei.
O cordão cortarei pelo bem dos deuses que guerreiam.

Seu destino era “A Casa onde Começa a Medição com o Cordão”, a Grande Pirâmide!

Ninurta foi o primeiro a se assustar com a decisão da mãe de “entrar sozinha na terra do inimigo”, mas, ao ver que ela estava decidida, deu-lhe roupas “que a fazia sem medo” (da radiação deixada pelos aparelhos emissores de raios?). Enquanto Ninharsag a-proximava-se da pirâmide, dirigiu-se a Enki: “Ela grita para ele… roga a ele”. A conversa entre os dois está perdida devido à rachadu-ra na plaquinha, mas Enki concordou em entregar a pirâmide a Ni-nharsag:

A Casa que é como um monte, aquela que como uma pilha ergui… Sua dona podes ser.

Havia, porém, uma condição: a rendição estaria sujeita a uma resolução final do conflito até a “hora de determinação do destino”. Prometendo transmitir as condições de Enki, Ninharsag foi falar com Enlil.

Os eventos que se seguiram estão registrados em partes no épico Lugal-e e em outros fragmentos de textos, mas onde os en-contramos mais dramaticamente descritos é numa plaquinha com o título Canto a Canção da Mãe dos Deuses. Tendo sobrevivido quase integralmente por ter sido copiado e recopiado em todo o Oriente Médio da Antiguidade, esse texto foi publicado primeiro por P. Dhorme em seu estudo La Souseraine des Dieux. Trata-se de um poema em louvor de Ninmah (a “Grande Senhora”) e seu papel como Mammi (“Mãe dos Deuses”) nos dois lados do campo da batalha.

Abrindo com um apelo, para “os camaradas em armas e os combatentes ouvirem”, o poema descreve brevemente a guerra e seus participantes, falando de sua extensão quase global. Num lado estavam “O primogênito de Ninmah” (Ninurta) e Adad, aos quais logo se juntaram Sin e em seguida Inanna/Ishtar. No outro lado estão citados Nergal, um deus chamado de “Altíssimo, Poderoso”, que se-ria Ra/Marduk, e o “Deus das duas Grandes Casas” (as duas grandes pirâmides de Gizé), que tentara escapar camuflado com uma pele de carneiro: Hórus.

Afirmando que estava agindo com a aprovação de Anu, Ninhar-sag levou a oferta de rendição de Enki para Enlil, com quem se en-controu na presença de Adad (enquanto Ninurta permanecia no campo de batalha). “Ó, ouçam minhas preces”! Ela implorou aos dois, quando começou a explicar suas idéias. De início, Adad mos-trou-se irredutível:

Apresentando-se ali, à Mãe, Adad disse:
“Estamos esperando vitória, as forças do inimigo foram derrotadas”.
“O tremor da terra ele foi incapaz de suportar”.

Se Ninharsag quisesse o término das hostilidades, acrescentou Adad, ela deveria conversar tendo como base o fato de que os enli-litas estavam para vencer:

“Levante-se e vá”. Converse com o inimigo.
“Que ele esteja presente às discussões, para que o ataque seja retirado”.

Enlil, numa linguagem menos incisiva, apoiou a sugestão:

Enlil abriu a boca; na assembléia dos deuses falou:
“Como Anu reuniu os deuses na montanha, para a guerra desencorajar, para a paz trazer, e enviou a Mãe dos Deuses para a mim suplicar…
“Que a Mãe dos Deuses seja uma emissária”.

Virando-se para a irmã, disse num tom conciliatório:

“Vá, apazigúe meu irmão”!
Levante-lhe uma mão para a Vida; que ele saia pela sua porta trancada”!

Atendendo a sugestão, Ninharsag “o irmão foi buscar, colocando suas preces diante do deus”. Então informou-o de que sua segurança e a de seus filhos estava garantida: “pelas estrelas ela deu um sinal”.
Ao ver Enki hesitar, disse-lhe ternamente: “Venha, deixe-me conduzi-lo para fora”. E Enki deu-lhe a mão…

A Mãe dos Deuses levou Enki e os outros defensores da Grande Pirâmide para o Harsag, onde ela morava. Ninurta e seus guerreiros ficaram vendo os enkitas partir.

E a grande e inexpugnável estrutura ficou desocupada, em silêncio.

Atualmente, quem visita a Grande Pirâmide encontra suas passagens e câmaras nuas e vazias, não vê propósito em sua com-plexa construção nem significado nos nichos e recantos. E tem sido assim desde que os primeiros homens penetraram nessa extraordi-nária estrutura. Porém ela não era assim quando Ninurta entrou nela por volta de 8670 a.C. segundo nossos cálculos. O texto sumé-rio afirma que ele “adentrou o lugar radiante” defendido por seus inimigos. E o que ele fez modificou não apenas o interior e o exte-rior da Grande Pirâmide como também o rumo da vida humana.

Sem dúvida, ao penetrar pela primeira vez na “Casa que é co-mo uma Montanha”, Ninurta estava curioso a respeito do que encontraria lá dentro. Concebida por Enki/Ptah, projetada por Ra/Marduk, construída por Geb, equipada por Thot, defendida por Nergal, que mistérios sobre a orientação no espaço, que segredos de inexpugnável defesa ela guardava?

Na face norte da pirâmide, lisa e aparentemente sólida, uma pedra giratória se abriu para revelar a entrada protegida pelos maciços blocos de pedra assentados em diagonal, formando duas pontas de espada, exatamente como diziam. Uma estreita passagem levava para as câmaras de serviço inferiores, onde Ninurta pôde ver o poço escavado pelos defensores à procura de água subterrânea. No entanto, seu interesse estava voltado para as passagens e câma-ras superiores, onde ficavam as “pedras mágicas”: cristais e outros minerais, alguns terrestres, alguns celestes, dos quais muitos lhe eram desconhecidos.
Eram eles que emitiam os feixes de sinais para a orientação dos astronautas e as radiações para a defesa da estru-tura.

Acompanhado de seu Chefe dos Minerais, Ninurta inspecionou aquela série de “pedras” e instrumentos. Ao parar diante de cada uma, determinava seu destino: ser arrebentada e destruída, levada para exibição ou para ser instalada em outro lugar. Sabemos sobre esses “destinos” e a ordem em que Ninurta foi parando diante das pedras pelo texto escrito nas plaquinhas 10-13 do poema épico Lu-gal-e. É seguindo e interpretando corretamente esse texto que se consegue compreender o propósito e a função de muitas características da estrutura interna da pirâmide.

Subindo a Passagem Ascendente, Ninurta atingiu a junção que ela fazia com a imponente Grande Galeria e uma Passagem Horizontal. Ele entrou primeiro nesta, atingindo uma grande câmara com uma abóbada em formato de V invertido, chamada de “vulva” no poema em louvor a Ninharsag. O eixo mais longo da câmara fica-va exatamente na linha central leste-oeste da pirâmide. Sua emis-são (“um derramar que é como um leão que ninguém se atreve a atacar”) vinha de uma pedra instalada num nicho da parede leste. Era a Pedra SHAM (“Destino”), o coração pulsante da pirâmide, que emitia urna radiação vermelha que Ninurta “viu na escuridão”. O deus, porém, encarou-a como se fosse um monstro, pois durante a batalha, enquanto ele estava no ar, o “forte poder” da pedra fora utilizado para o “agarrar e matar”, para o “segurar com o rastro que extermina”. Então ordenou que ela “fosse arrancada… quebrada… destruída para cair no esquecimento”.

Voltando à junção das passagens, Ninurta entrou na Grande Galeria e inspecionou tudo a sua volta. Aquela era uma visão im-pressionante e incomum que se destacava mesmo levando-se em conta a engenhosidade e complexidade de toda a pirâmide. Diferen-te das passagens estreitas, ela se elevava cerca de 10 metros, es-treitando-se para o alto e em sete etapas, e as paredes pareciam formar costelas. O teto também fora construído em seções inclina-das, cada uma posicionada em relação às paredes laterais num ân-gulo projetado de modo que elas não exercessem pressão no segmento abaixo delas. Enquanto nas passagens estreitas havia apenas “uma luminosidade verde e fraca”, a Galeria cintilava com luzes multicoloridas: “Sua abóbada é como um arco-íris, a escuridão termina ali”. Essas luzes eram emitidas por 27 pares de diferentes cristais embutidos em cavidades igualmente espaçadas, cortadas com precisão nas rampas que acompanhavam o comprimento da Galeria em ambos os lados do piso. Firmemente engastado no seu nicho elaborado, cada cristal emitia uma radiação diferente, dando ao lugar um aspecto iridescente. Ninurta passou por eles rapidamente; sua prioridade era a Câmara Superior e sua pedra pulsante.

No alto da Grande Galeria, o deus chegou a um grande degrau que levava a uma passagem estreita que se abria numa antecâmara de projeto incomum. Lá, três portas levadiças – “a trava, a barra e a fechadura” do poema sumério – estavam engastadas em sulcos nas paredes e pisos, fechando a Grande Câmara hermeticamente. “Ao inimigo ela não se abre; só para Os que Vivem ela é aberta”. Mas então, com um puxar de cordas, as portas foram levantadas e Ni-nurta passou por elas.

Agora ele estava na parte mais restrita (“sagrada”) da pirâmide, de onde a “rede” (um radar?) era “estendida”, para “inspecionar Céu e Terra”. O delicado mecanismo que ela abrigava ficava num baú feito de um único bloco de pedra, posicionado exatamente no eixo norte-sul da pirâmide e que reagia às vibrações com uma res-sonância semelhante à de um sino. O coração da unidade de orien-tação era a Pedra GUG (“Que Determina a Direção”); suas emissões, amplificadas por cinco compartimentos ocos situados acima da câ-mara, enviadas para fora da pirâmide através de dois canais incli-nados que se abriam na face norte e na face sul. Ninurta ordenou que essa pedra fosse destruída: “Então Ninurta, aquele que deter-mina o destino, fez com que naquele dia a pedra Gug fosse tirada de seu buraco e esmagada”.

Para ter certeza de que ninguém jamais tentaria restabelecer as funções de “determinar direção” da pirâmide, Ninurta também ordenou a remoção das três portas levadiças. As primeiras a ser arrancadas foram a Pedra SU (“Vertical”) e a KA.SHUR (“Impressio-nante, Pura que se Abre”). Depois “o herói aproximou-se da Pedra SAG.KAL (‘Pedra Robusta que Fica na Frente’)”. “Reunindo todas as suas forças”, ele a sacudiu, fazendo-a sair de seus sulcos, cortou as cordas que a seguravam “e para o chão determinou seu curso”.

Chegou a vez das pedras e cristais colocados embutidos sobre as rampas da Grande Galeria. Enquanto descia, Ninurta ia parando diante de cada um, decidindo seu destino. Se não fosse por quebras nas plaquinhas de argila em que estão o texto, teríamos os 27 nomes das pedras, mas no estado em que estão conseguimos ler 22 deles. Ninurta ordenou que vários desses cristais ou aparelhos fossem esmagados ou pulverizados; outros, que seriam úteis no novo Centro de Controle da Missão, mandou entregar a Shamash. Os restantes foram transportados para a Mesopotâmia, onde ficariam em exibição no templo dedicado a ele, em Nippur e em outros locais, como provas permanentes da grande vitória dos enlilitas sobre os deuses-Enki.

E tudo isso, afirmou Ninurta, ele fazia não apenas por interes-se próprio, mas também pelas gerações futuras. Dirigindo-se à Grande Pirâmide, disse: “Que o medo de ti seja retirado de meus descendentes; que a paz seja ordenada para eles”.

Restava o ápice da pirâmide, a Pedra UL (“Alta como o Céu”). Ninurta ordenou: “Que os filhos de mulheres não a vejam mais”. E, enquanto a pedra caía, ele gritou: “Que todos se afastem!”. As “Pedras”, que eram um “anátema” para o vencedor da guerra, não existiam mais.

Quando tudo terminou, os camaradas de Ninurta o exortaram a deixar o campo de batalha e voltar para casa. Elogiando-o, disseram: “AN DIM DIM.MA (como Anu tu és feito); A Casa Radiante, onde começa a medição com cordões, a Casa na terra que vieste a co-nhecer – rejubile-se por nela ter entrado. Agora volte para teu lar, onde tua esposa e filho te esperam. Na cidade que amas, em tua morada em Nippur, que teu coração possa repousar… que teu coração se tranqüilize”.

A Segunda Guerra da Pirâmide estava terminada, mas seus feitos, sua ferocidade e a vitória final de Ninurta nas pirâmides de Gizé foram recordados por muito tempo em poemas épicos e can-ções – e num notável desenho gravado num escudo cilíndrico, em que se vê o Pássaro Divino de Ninurta dentro de uma guirlanda de vitória, planando triunfante sobre as duas grandes pirâmides.

E a Grande Pirâmide, nua e vazia, e sem a pedra do ápice, foi deixada intacta ali, como uma testemunha muda da derrota de seus defensores.

Fonte: As Guerras de Deuses e Homens – Zecharia Sitchin

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