A repentina aparição de um objeto voador não identificado nos radares do Aeroporto de Bremen, na Alemanha, obrigou a remarcação do horário de vários voos durante três horas. Apesar de não haver uma confirmação oficial, muitos asseguram que a presença de um objeto voador não identificado nas imediações do aeroporto obrigou as autoridades a desviar os voos.
Na noite desta segunda-feira, durante um período de três horas, um estranho objeto apareceu e desapareceu várias vezes dos radares dos controladores de voo em Bremen até, finalmente, desaparecer sem deixar rastros. Nem mesmo um helicóptero trazido pela polícia foi suficiente para esclarecer o fato.
Uma testemunha ocular do ocorrido, Dominique Höber, disse que o objeto voava entre 100 e 200 metros e passou por sua casa quatro vezes.
Parecia um avião. Tinha luzes mas era muito mais barulhento. disse Dominique
Aeroporto de Breme, na Alemanha
No final, os passageiros foram prejudicados pelo incidente. Um voo proveniente de Frankfurt foi cancelado, um outro avião foi desviado para Hannover e um terceiro, que havia decolado de Paris, sofreu atraso, pois precisou sobrevoar as proximidades até receber autorização para aterrissagem.
Um porta-voz da polícia admitiu não ter como explicar o ocorrido, mas que, definitivamente, alguma coisa havia aparecido ali, interferindo na operação regular do aeroporto. Entre as diferentes hipóteses, discutiu-se a possibilidade do incidente ter sido causado por um drone não tripulado ou um balão de ar perdido.
Sinal descoberto em plantação nas proximidades de Salinas tem origem suspeita e já foi destruído
O estranho agroglifo não se parece com os que têm surgido na Europa e no Brasil
O mundo ufológico foi agitado neste Réveillon pela descoberta de um aparente círculo em uma plantação na localidade de Chualar, nas proximidades da pequena cidade de Salinas, na Califórnia. As notícias dão conta de que uma fotógrafa profissional, Julie Belanger, sobrevoava a região no dia 31 de dezembro com seu marido, e os dois avistaram o agroglifo, filmando e fotografando a formação.
As especulações sobre sua suposta origem alienígena, ou sobre sua semelhança com um chip de computador, logo inundaram a imprensa. Belanger concedeu entrevista para a KSBW, filiada local da rede CNN, dizendo que seu primeiro pensamento foi perguntar o que era aquilo. Ela acrescentou: “Era muito bonito. Acredito que é possível que aliens existam, mas não sei se eles iriam fazer um agroglifo para nos enviar uma mensagem”.
O consultor da Revista UFO Vanderlei D´Agostino descobriu no perfil de Julie Belanger, publicado na rede social Linkedin, que em meio às suas especialidades de fotografia, documentários e vídeos, inclusive para televisão, estão a produção de vídeos, filmes e mídia, propaganda, direção criativa. “Ou seja, a pessoa certa para produzir um vídeo viral que tomasse a Internet, exatamente como os famosos UFOs do Haiti, por exemplo”, sugeriu o consultor. Mas, no entanto, não há nada ainda descoberto estabelecendo a natureza fraudulenta da imagem.O editor da Revista UFO, A. J. Gevaerd, que pesquisou os agroglifos de Santa Catarina (veja links abaixo), ainda diz que é cedo para emitir uma opinião. Como também pode ser tarde. “Cedo porque nenhum ufólogo ou estudioso dos agroglifos esteve no local, até agora, para examinar a figura de Chuluar. E tarde porque o proprietário da terra onde surgiu decidiu colher sua plantação e destruiu a imagem”, diz.
Vídeo suspeito
Em meio à reportagem da CNN a respeito do fenômeno, estão cenas de outro vídeo, intitulado “Descobrimento do agroglifo de Salinas” e publicado no Youtube pelo usuário Cannot Say (não posso dizer). Aparentemente são duas pessoas que, passando pela estrada em um carro observam flashes de luzes verdes a distância e param para investigar. Outra concentração de luzes vista ao fundo em alguns momentos parece ser da cidade próxima. Com a já tradicional técnica da “câmera nervosa”, que treme muito e quase nada mostra, os indivíduos avançam pelo campo, e uma voz diz que é um agroglifo.
É muito evidente a comparação com falsos documentários, ao estilo Bruxa de Blair, Atividade Paranormal e mesmo Contato de Quarto Grau, que alguns ingenuamente continuam a acreditar ser realidade quando não passa de um filme. Criar expectativa com imagens que pouco ou nada mostram é uma antiga técnica cinematográfica para criar tensão na plateia e foi evidentemente usada no vídeo de Cannot Say. Por sinal, além da péssima qualidade, é o único vídeo do canal.
Outras informações têm surgido nas últimas horas, reforçando a possibilidade de ser um viral ou fraude. Uma testemunha de nome Jim Gillott afirmou à KSBW que viu entre 20 e 30 pessoas com escadas aparentemente trabalhando nos campos, nos dias anteriores à descoberta do agroglifo. Jake Gain, outra pessoa entrevistada, afirmou ter visto no mesmo período, dirigindo pela região, indivíduos com seus carros parados próximo ao campo e andando em meio a este. Disse ainda que eles pareciam usar aparelhos portáteis de GPS.
Diferenças para os agroflifos de Ipuaçu
O segundo agroglifo surgido em Ipuaçu em novembro de 2013, muito diferente do de Chuluar.
O proprietário das terras, Scott Anthony, estava fora da cidade na semana anterior à descoberta do sinal e foi alertado por um de seus empregados descrevendo como a fazenda, de 2.000 acres, havia sido invadida por curiosos. O fazendeiro postou seguranças para impedir o acesso ao terreno, onde ele planta brócolis, ervilhas e alface. O campo onde o agroglifo foi feito é de cevada, plantada entre os cultivos comerciais de Anthony para adicionar nutrientes ao campo. O fazendeiro planejava arar o local na quinta-feira, 02 de janeiro, e efetivamente já há um vídeo comprovando que o agroglifo foi desfeito.
As únicas imagens realizadas no que parece ser o interior do sinal são as que aparecem brevemente nos vídeos das reportagens, disponibilizados abaixo. Embora seja difícil afirmar qualquer coisa, a aparência não é a mesma dos agroglifos de Ipuaçu, que voltaram a aparecer em novembro último. Os sinais de Santa Catarina mostram em seu interior um traçado muito regular, com plantas dobradas e não quebradas, além da presença de forte eletromagnetismo nos dois sinais surgidos em 2013. A respeito do suposto agroglifo de Salinas, a Ufologia Mundial ainda aguarda para saber se pesquisas do mesmo nível foram realizadas no local.
Veja a reportagem da CNN sobre o agroglifo de Chualar:
Filmagem aérea de Julie Belanger mostrando o agroglifo:
O estudo feito por um grupo de físicos japoneses obteve provas contundentes. Segundo as experiências realizadas, tudo aquilo que podemos ver e tocar pode ser um gigantesco holograma, assim como no universo simulado do filme Matrix.
A demonstração foi feita com base na revolucionária teoria do físico Juan Maldacena. Em 1997, o argentino propôs um intrigante modelo do universo baseado em cordas mínimas, finas e vibrantes, responsáveis pelo efeito da gravidade que experimentamos na Terra. O modelo de cordas matemáticas propõe uma existência em dez dimensões, sendo a nossa realidade (humanos de carne e osso) formada por um holograma, enquanto a real ocorre em universo plano, mais simples e livre de força gravitacional.
A Teoria de Cordas de Maldacena não teve muita recepção nos meios acadêmicos, especialmente por propor uma conciliação entre a Física Quântica e a Teoria Geral da Gravidade de Einstein. Ou seja, a teoria de Maldacena permite a resolução de problemas em ambas as teorias. Entretanto, ainda não havia sido possível obter uma prova definitiva que validasse a teoria do físico argentino.
Recentemente, o professor Yoshifumi Hyakutake, da Universidade de Ibaraki no Japão, conseguiu aprofundar os estudos da Teoria de Maldacena e concluiu que o físico argentino pode ter razão. Por um lado, calculou com sucesso a energia interna de um buraco negro, sua entropia e outras propriedades, com base na Teoria de Cordas. Por outro, calculou a energia interna do universo correlativo em uma dimensão plana e sem gravidade. Para surpresa geral, ambos os resultados coincidiram completamente.
“Um corpo vivo e um corpo morto contém o mesmo número de partículas. Estruturalmente não há diferença discernível. Vida e morte são abstrações não quantificáveis, por que deveria me importar?” – Dr. Manhatan, Watchmen
Basta olharmos para um corpo “morto” e percebemos de cara duas coisas: ele é exatamente igual a um corpo vivo, não há uma diferença entre alguém que acabou de falecer e alguém vivo; ao mesmo tempo ele é completamente diferente de um corpo vivo, algo estava lá, agora não está mais.
Essa diferença é percebida inclusive por animais, quem já conviveu com bichos sabe como eles lidam com a morte, podem não fazer funerais, ou passar a vida em preces ou homenageando o “colega que se foi”, mas eles sabem dizer quando o companheiro não está mais lá. Existem até mesmo relatos de que os elefantes africanos possuem uma espécie de rito fúnebre no qual se alinham e guardam silêncio frente a um companheiro morto.
Esse tipo de metáforas, inclusive, é curioso. “Não está mais lá”, “Foi desta para uma melhor”, etc. O que não está mais lá? Obviamente um corpo morto não está realmente morto, cabelos e unhas crescem. Ele pode ter convulsões, arrotar, peidar. Você pode massageá-lo e fazer com que ele se mova sozinho, assuma novas posições. O chamado Sinal de Lázaro pode fazer um paciente com morte encefálica mover os braços e o tronco via estímulo medular. Veja o vídeo abaixo:
Segundo a polêmica pesquisadora Mary Roach, o mesmo princípio poderia, ao menos teoricamente, ser usado para dar um orgasmo ao cadáver, embora até hoje nenhum cientesta tenha passado pelo comitê de ética em pesquisa para provar isso experimentalmente. O fato é que o corpo não é como uma fotografia do corpo vivo, ele é dinâmico, continua mudando. Dê tempo e nova vida brota dele, vermes, fungos, etc. Talvez isso tenha sido o que primeiro fez com que as pessoas, muito tempo atrás, pensassem em algo que havia abandonado aquele corpo. Nada tão complexo quanto uma personalidade, ou um conjunto de conhecimento, mas a vida que habitava aquele invólucro de carne e o fazia se mover.
Esse algo foi identificado pela primeira vez pelos egípcios que lhe deram o nome de “Ka”. Mais tarde os hebreus o chamara de “nephesh”, ambos os termos podem ser traduzidos aproximadamente como sopro de vida. Quando perdemos esse sopro, nos tornamos apenas adubo. Esse termo, apesar do que possa parecer, não chegava a ser religioso, já que haviam outras palavras para espírito, como por exemplo “ruah”. Nephesh era algo muito mais etéreo, mais sutil, muito mais fundamental. Os gregos usavam a palavra “psyche”, derivada do verbo soprar, para nomear este princípio que animava os humanos e outros animais. A versão latina da palavra era “anima”. Nos povos de língua barbara a palavra usada era “sáwol”, derivada do gótico “saiwala”, do alemão antigo “sêula”, do antigo saxão “sêola”; os nórdicos diziam “sála” enquanto os lituanos a chamavam “siela”, dando origem ao “soul” moderno em inglês. Os gregos antigos usavam a mesma palavra para indicar algo vivo e algo que possuia uma “alma”, isso já nos mostra que a origem da vida estava ligada de forma inseparável a este “sopro”.
Com a evolução do pensamento a alma não era apenas mais a origem da vida, mas um princípio maior que nos ligava a um mundo do qual estávamos conscientemente separados. O antigo poeta grego Pindarus (522-443 a.C.), afirmou que a alma não tem vida alguma enquanto nossos membros estão ativos, mas quando dormimos, e a alma desperta, nos revela em sonhos, “uma recompensa de alegrias ou tristezas que se aproximam”. Logo que a alma se tornou uma constante na filosofia muitos acreditavam que ela não possuia vida por si própria, era apenas um princípio, assim que abandonava o corpo ia para o sub-mundo, o Hades, onde ficava presa sem chance de retornar ao corpo. Com Sácrates e Platão, ou o que Platão nos diz que Sócrates dizia, a alma se tornou a essência da pessoa, sendo a responsável pela maneira como a a pessoa se comportava, ela era considerada incorpórea e eterna, ocupando nosso ser, quando um corpo morria a alma pulava para outro.
Ainda na Grécia antiga a alma passou a ser, de acordo com Aristóteles, a primeira atualidade de um corpo organizado, o primeiro momento da formação de um corpo e não acreditava que ela tivesse uma existência independente do corpo.
Então a alma fugiu do controle. Passando por mulçumanos, cristãos, filósofos iluministas e psicólogos a alma foi se metamorfoseando, passando de algo real para um mero conceito. Mas será que essa metamorfose tem fundamento?
Basicamente a crença de cada geração é julgar que a geração passada pecava em sua inocência, ignorância e crença. Em qualquer momento presente a regra é acreditar que por sermos mais evoluidos, tecnologicamente ou socialmente, aquilo que sabemos no momento está muito mais próximo dos fatos, da verdadeira Verdade, do que as superstições que nossos antepassados criavam para explicar o que desconheciam. Esse é um comportamente até certo ponto sadio, o próprio Freud afirmava que o assassinato do pai fazia parte do desenvolvimento do filho, algo claramente, ou nem tão claramente assim, mostrado no mito de Édipo. Mas esse “assassinato” é uma fase, não um fim em si mesmo. Devemos avoluir, não enterrar qualquer coisa que não tenha sido defendida em nossa época, temos que ter em mente que seres humanos adora re-inventar a roda.
Com a atual moda de ateismo/agnosticismo/ceticismo mesmo as pessoas de mente mais aberta costuma ficar reticentes quando o assunto passa para o etéreo. Dificilmente alguém colocaria o próprio nome na reta ao se defender algo que não pode ser engarrafado ou não tem nem cheiro. Um peido é o resultado da formação de gases que sai pelo único caminho que tem acesso. E uma alma? De onde vem, onde fica? Para onde vai? Por onde sai?
Na era do animismo a alma era parte real e fundamental do mundo, um ingrediente que permeava não apenas seres vivos, mas tudo o que era real, quando foi substituído pela religião a alma passou a ser um elo com a força criadora do universo, o sopro da vida que nos distinguia de pedras e dos elementos. Quando surgiu a psicologia, a alma passou a ser parte de nossa mente, um aspecto do cérebro. No mundo moderno científico a alma assumiu o posto de mera superstição, mas podemos dizer que isso acontece simplesmente porque, em tese, ela não pode ser detectada. Isso mostra, talvez, mais a incapacidade de nossa tecnologia do que a comprovação da existência ou inexistência de algo, afinal ondas de rádio sempre existiram, mas nós só pudemos comprová-las quando inventamos aparelhos que as captassem e as traduzissem para uma “linguagem” que pudéssemos compreender, quando passamos a vê-las e ouvi-las. Assim talvez o que precisemos para comprovar a existência da alma são engenhocas que a percebam e a mostrem para nós de uma forma que possamos vê-la e ouví-la.
Diga “X”
Hipólito Baraduc, o médico francês do século XIX, afirmava que os campos magnéticos do corpo humano poderiam ser impressos em uma placa fotográfica sem a ajuda de uma câmera. Influenciado pelo Barão Dr. Karl Ludwig von Reichnbach, o típico gênio de época – era químico, geólogo, metalúrgico, naturalista, industrial e filósofo, membro conhecido da Academia Prussiana de Ciências – Baraduc acreditava ter descoberto evidências de uma força vital misteriosa dentro do corpo humano que ele descreveu como um tipo de névoa fluida. Reichnbach, nos seus últimos anos de vida, estava pesquisando um campo de energia que combinava eletricidade, magnetismo e calor, que emanava de todos os seres vivos que ele batizou de força Ódica. Inspirado pelo trabalho de Reichnbach e pelo próprio, Baraduc afirmou ser capaz de detectar cientificamente essa “força sutil” que ele afirmou emanar da alma humana.
Baraduc então criou um biômetro, um aparelho que poderia medir essa radiação causada pela alma. Seu aparelho foi confeccionado de materiais não magnéticos isotérmicos e isolantes, para descartar qualquer influência magnética, elétrica e térmica. Uma linha, dentro de um containar isolado, era ligada a uma agulha, feita de material que não seria afetoda por essas forças, e colocadas sobre uma tábua com graduações. Quando determinada pessoa colocava a mão sobre o container a agulha se movia e ele podia medir a intensidade do campo da alma da pessoa. Mas apenas medir a radiação e vibrações da alma não era o suficiente, por isso ele foi além. Em 1907 sua esposa, Nadine, adoeceu. Ele então passou a colocar chapas fotográficas e câmeras junto ao leito de sua esposa e a registrar o que quer que houvesse para ser registrado. Logo após a morte da esposa ele tirou fotos e conseguiu registrar três aglomerados nevoentos flutuando acima de Nadine. Quinze minutos após, Baraduc tirou outra foto e viu que as três formas de névoa haviam se aglomerado em uma grande bola branca luminosa – que não era visível aos nossos olhos. Logo em seguida a bola não estava mais presente.
Baraduc afirmou então que “não existe razão, a priori, para a alma não ser um corpo que ocupa um lugar no espaço, a não ser na tradição teológica. Até onde sabemos, a alma pode ser um ponto de força, que existe dentro e anima algum tipo de corpo etéreo, que corresponde, em tamanho e forma, a nosso corpo material”. Se Baraduc estivesse certo, ao ocupar um corpo etéreo nossa alma teria ao menos uma certa massa, algo que pudesse ser medida e quantificada, ela poderia, livre do corpo, não ter exatamente nossa forma, seria como um gás que assume o tamanho e a forma do container que o contêm, mas teria um peso. Veremos na próxima seção, que ele estava certo.
Outro médico, desta vez um russo, Dr. Konstantin Korotkov sentiu-se obrigado a desenvolver sua própria tecnologia para estudar a alma, na mesma medida em que Galileu inventou o telescópio para estudar os planetas. As fotos Kirliam já eram amplamente conhecidas, mas ele decidiu que iria examinar suas manifestações em uma linha do tempo. Para isso ele e sua equipe desenvolveram uma câmera e um software que não apenas consegue fotografar campos de energia em plantas e animais, mas faz isso de maneira serial de modo que, segundo ele, pode ser usada como uma ferramenta de e feedback quanto à eficiência de remédios e tratamentos em condições específicas. O Chamado GDV faz as antigas fotos Kirlian parecer uma carroça comparada a uma bicicleta, e realmente foi criado a partir de vinte anos de pesquisa em cima desta tecnologia.
Em suas pesquisas para evitar cair em discussões religiosas, Dr. Karatkov chama o que suas câmeras registram de “Campo Biológico”. Ele os define nos seguintes termos: “Uma estrutura energética e informacional complexa composta por diferentes campos de diferentes naturezas e possivelmente diferentes origens. Incluindo os campos eletro-magnéticos e gravitacionais, assim como campos para os quais não temos nenhum parâmetro conhecido. Assim, o Campo Biológico pode ser definido como uma campo ou aura que envolve as coisas vivas, ele é invisível em sua estrutura e sua atividade é correlata ao comportamento de um sistema vivo único.”
A maior vantagem do sistema GDV sobre os sistemas anteriores, é a possibilidade de fazer registros e medições em tempo real. isso permitiu que o software desenvolvido pelo Dr. Korotkov registra-se em 2010 a primeira evidência em tempo real de uma “alma” ou “campo biológico” sumindo de um corpo no exato momento de sua morte.
Os instantes registrados na foto acima, foram retirados do monitoramento feito pelo sistema DGV e revelam dois momentos distintos: o primeiro imediatamente após a morte clínica do paciente e o segundo cerca de um minuto depois. Em um corpo vivo e saudável a área azul é dominante. No entanto no momento da morte há uma grande perda na região do abdômen. Essa perda súbita é seguida de uma gradual diminuição energética na região cerebral. por fim, o coração e a virilha são as ultimas partes a se apagarem.
Eu Fico Gorda Neste Corpo?
Em 1901 o Dr. Duncan “Om” MacDougall, médico na cidade de Haverhill, Massachusetts EUA, fez uma experiência interessante. Ele pegou uma balança industrial capaz de pesar até os gramas de objetos e sobre ela colocou uma cama. Nesta cama ele colocou pacientes que estavam no estágio final de tuberculose e esperou. Assim que o paciente morreu, a balança registrou uma perda no peso, muito pequena, mas perceptível. MacDougall repetiu o experimento com outro paciente, e novamente, no momento da morte, uma perda ocorreu. Ele repetiu a experiência mais quatro vezes e em todas elas a balança acusava a perda de peso.
O doutor então anotou os resultados, a variação de peso nos seis casos, e desenvolveu a hipótese de que a alma humana de fato tinha uma massa, e essa massa tinha um peso médio de 21 gramas. Ele partiu então para experimentos com animais, ratos e ovelhas, todos mostrando essa perda após a morte. É preciso destacar que está é uma perda súbida, onde o peso cai rapidamente, não podendo portando ser comfundida com a perda lenta e gradual causada pela evaporação que ocorre tanto nos vivos como nos mortos. MacDougall publicou o resultado de seus experimentos no Jornal da Sociedade Americana de Pesquisas Médicas em 1907, seguido por uma publicação no jornal Medicina Americana; não demorou muito até que ele se tornasse notícia no New York Times.
Curiosamente quando repetiu a experiência com cães, incluindo um pesado São Bernardo, a perda de peso não se mafestou, o que o levou a concluir que animais não tem alma. Contudo, pouco depois o professor La V. Twining, chefe do Departamento Científico da Escola Politécnica de Los Angeles, fez experimentos semelhantes com ratos e gatos, que encerrou em frascos de vidro hermeticamente fechados. Suas balanças eram as mais sensíveis de sua época, e comparativamente muito mais precisas que a usada por MacDougall, além disso foram colocadas dentro de uma grande câmara de onde foi extraída toda umidade. Observou-se então que todos os animais perdia peso quando morriam, embora numa escala bem menor que os humanos. Um rato pesando 12,886 gramas perdeu subitamente 3,1 gramas. Um gatinho perdeu 100 miligramas ao agonizar e mais 60 miligramas em seu momento final. Estes experimentos indicariam que a Alma, ou “Corpo Vital” dos animais é proporcionalmente mais leve do que a do ser humano.
Agora, se de fato a alma é um corpo com certa massa e ela “deixa” nosso corpo quando morremos, onde exatamente ela está localizada? Durante eras essa pergunta permaneceu sem resposta. Acreditava-se que a alma ocupava todo o espaço do corpo, ou que existia no coração. Mas com o tempo começaram a se questionar. Se uma pessoa perde um braço, ela perde parte da alma? O coração deixou de ser o receptáculo dos sentimentos e foi rebaixado a mero músculo que bombeia o sangue. E a mente ganhou um súbito destaque dentro do corpo. Logo o cérebro se tornou o lar de tudo o que nos torna únicos, nossa identidade, nossa personalidade, nosso conhecimento… nossa psiquê. Assim como o umbigo é o que nos liga a nossas mães através do cordão umbilical, nossa alma se tornou o umbilical que nos liga, através do cérebro, à vida.
É um Pássaro? Um Avião? Não! É o Último Filho de…
Cripton, ou criptônio é um dos elementos químicos presentes em nossa tabela periódica desde 1898, quando foi descoberto por William Ramsay e Morris Travers em resíduos da evaporação do ar líquido. Seu símbolo químico é Kr, possui 36 prótons, 36 elétrons e tem massa atômica igual a 83,8u. Como todo gás nobre ele possui uma baixa reatividade e não combinam com outros elementos. Também é usado principalmente na fabricação de lâmpadas incandescentes e fluorescentes. Outra característica do criptônio é que foi encontrado dentro do cérebro humano.
No córtex do terceiro ventrículo de nosso cérebro, na região exatamente sob nosso tálamo, forma detectados praticamente por acaso, átomos de criptônio, ao todo foram mapeados 86 conjuntos biatômicos – cada um formado por dois átomos – que giravam em órbitas comuns. Seus planos orbitais dispunham de um eixo comum que descrevia um movimento vibratório harmônico. Em uma temperatura ambiente de 35C graus centígrados, apresentava uma frequência e amplitude de 0,2 megaciclos. Encontrar tal gás no cérebro não é algo absurdo, já que desde que começaram a realizar experimentos de fecundação in vitro, muitos laboratórios encontraram o gás no interior de óvulos, na desoxirribose, nos extremos da cadeia helicoidal do ácido desoxirribonucleico. Assim a presença do gás não foi exatamente surpreendente, mas quando decidiram analisar a distribuição dos elétrons nos átomos as surpresas surgiram.
Para prosseguir vamos a uma brevíssima aula para relembrarmos como átomos funcionam. Elétrons são pequenas partículas atômicas que orbitam ao redor do núcleo do átomo, eles tem massa extremamente menores do que a dos prótons e tem carga elétrica negativa. Não é possível se saber onde os elétrons se encontram com precisão, eles ocupam posições instantâneas cuja função probabilística se rege pelo acaso. Esse é o princípio da incerteza da física quântica, o indeterminismo.
Agora, os átomos de criptônio apresentaram um sincronismo desconcertante.
Até então, tais séries ordenadas de átomos só tinham sido detectadas nas células germinais de homens e animais pluricelulares, embora, com o passar do tempo, a descoberta se alargasse ao resto das células. Os átomos homólogos nas cadeias do criptônio dos vários espermatozóides investigados apresentavam uma distribuição semelhante e sincrônica, como se fossem relógios que funcionassem sincronizados, ligados, aparentemente, por algum tipo de emissão até então não detectadas que estimulassem esse comportamento. Era como se um misterioso fenômeno de ressonância obrigasse todos os elétrons a regerem-se seguindo o mesmo padrão. A princípio pensaram-se que era a proximidade das células em estudo que estavam provocando tal efeito de ressonância. Mas então descobriram, com idêntica surpresa, que todos os seres vivos se comportavam nas suas cadeias de átomos de criptônio de maneira idêntica.
Chega a parecer que este fenômeno é universal e que o código genético encerrado no DNA não é mais que um dos elos dessa cadeia de fatores que explicam o comportamento da matéria animada pela vida. Em um experimento buscando observar possíveis alterações quânticas por prováveis transferências energéticas outra descoberta foi feita. Um dos voluntários estudados jazia numa câmara especialmente preparada da qual tinham sido eliminados todos os resíduos do gás nobre.
Ele tinha uma série de sondas fixadas na zona parietal direita de seu crânio e embora tivesse sido submetido a anestesia local, os seus mecanismos reflexos e conscientes não se encontravam inibidos. Em um computador colunas com cifras e parâmetros com as leituras era mostrada em um monitor. Cada um desses dígitos refletia a situação probabilística de cada elétron. Quando uma cifra saltava de uma coluna para outra registrava-se um salto quântico para outro nível energético. De repente notaram que os dígitos mantinham uma relação sequencial, ou seja, apresentavam-se distribuídos harmonicamente, segundo uma função periódica. Os elétrons que deveriam se localizar nos seus níveis energéticos de um modo anárquico pareciam ultrapassar o teórico e obrigatório caos, regulando a sua função probabilística e rompendo assim com a suposta lei imutável do referido indeterminismo quântico. Repetiram a experiência em inúmeros outros voluntários, o resultado foi sempre o mesmo: os movimentos harmônicos dos elétrons corticais coincidiam com os impulsos nervosos emitidos pelo córtex cerebral dos voluntários, ou seja com os movimentos conscientes dos seus braços, pés, mãos, fala, etc. Por outro lado, o mesmo não acontecia com os movimentos chamados reflexivos ou com os impulsos emitidos pelo sistema neurovegetativo. Um ano mais tarde verificaram uma nova descoberta: aqueles movimentos harmônicos PRECEDIAM a conduta voluntária dos homens e mulheres sujeitos à experiência, o avanço, em questão oscilava à volta de um milionésimo de segundo sobre as reações neurofisiológicas do organismo.
Era como se aqueles elétrons ditassem as ordens e nosso corpo as obedeciam.
Os experimentos foram repetidos então em outros seres orgânicos unicelulares e pluricelulares, incluindo-se vírus e compostos orgânicos auto-reproduzíveis, mas os resultados foram negativos. Detectaram-se átomos isolados de néon e xenonônio em muitos seres vivos e milhões de átomos de gás hélio nos sinais dotados de estruturas nervosas superiores. Mas as suas nuvens, de criptônio moviam-se segundo a função probabilística habitual no resto dos átomos na Natureza.
Quem Enxerga Aquilo que Seus Olhos Vêem?
Os experimentos de Baraduc, Twining e MacDougall – assim como toda a filosofia metafísica sobre a alma – apontam para algo que apesar de estar, de certa forma, preso ao corpo físico, também pode se desprender dele. Se a evidência coletada a partir da observação dos átomos de criptônio do cérebro aponta para o seu cérebro “saber” que você vai fazer algo mesmo antes que você faça não pode indicar que na verdade a alma é apenas algum efeito colateral neurológico? Apenas uma ilusão causada graças ao próprio comportamento do cérebro?
Bem, existem inúmeros relatos de indivíduos em determinadas situações que falam de uma percepção de consciência existindo àparte do cérebro e do corpo físico. Geralmente este tipo de relato está associado com duas experiências distintas as Experiências de Quase-Morte (EQM) e Experiências Fora do Corpo (EFC). A ciência moderna não tem como explicar este tipo de fenômeno e acaba o classificando como delírios, alucinações ou simplesmente como mentiras, o problema é que a ciência moderna também não sabe como explicar a consciência “normal” “dentro” do cérebro. Hoje temos uma compreensão detalhada de como funcionam nossos neurônios e nossas transmições sinápticas relativas a funções cognitivas não relacionadas à conciência, mas nada que diga respeito a uma consciência de nossa consciência ou livre arbítrio ou seja lá como você queira chamar. Não sabemos nada sobre a neurologia das percepções experienciadas, como a vermelhidão, a textura e a fragrância de uma rosa. E é essa incapacidade de encontrar o foco de nossa consciência que faz com que a ciência moderna simplesmente ignore qualquer tipo de experiência que não envolva o corpo, inclusive rejeitando a possibilidade de sua realidade.
Mas a ciência possui algumas ferramentas para medir atividades de nosso cérebro que se correlacionam com a consciência, um exemplo é a eletroencefalografia sincronizada de alta frequência (EEG) do padrão gama (sincronia gama). Um uso desse processo é garantir que um paciente anestesiado não esteja apenas paralisado mas consciente da operação, ou seja, consciente do que estão fazendo com seu corpo. São utilizados monitores “BIS” que registram e processam a eletroencefalografia (EEG) frontal e produzem um “index bi-espectral”, também chamado de número BIS, em uma escala entre 0 e 100. Um BIS 0 significa silêncio no EEG e um BIS 100 é o valor esperado de um adulto completamente alerta e consciente. Os valores recomendados que indicam um bom nível de anestesia geral está entre 40 e 60. Como era de se esperar, recentemente, esses monitores passaram a ser usados para outras coisas além de auxiliar anestesistas. Começaram a ligá-los a pacientes que estavam para morrer ou naqueles que já se encontravam em um processo irreversível de morte. Os resultados foram surpreendentes, para dizer o mínimo.
Em um estudo publicado no Jornal de Medicina Paliativa foram descritos 5 experimentos onde 7 pacientes em estado crítico tiveram seus sistemas de prolongamento artificial de vida desligados, permitindo que morressem em paz. Por causa do protocolo todos eles foram monitorados com um monitor cerebral BIS. Antes do suporte ser desligado os pacientes estavam neurologicamente intactos, mas sob sedação pesada, seus números BIS próximos de 40. Assim que foram desconectados os números BIS dos pacientes caiam, indo para menos de 20 e se mantinham nesse nível por vários minutos, até o momento que a morte cardíaca ocorria – marcada pela completa ausência de pressão sanguínea ou inexistência de batimentos cardíacos. Então após a confirmação da morte cardíaca nos sete pacientes houve uma explosão de atividade no cérebro, fazendo o número BIS pular para 60, 80 e em alguns casos mais. Os períodos desta atividade duravam entre um e vinte minutos e então os números caiam para quase 0.
Em um dos pacientes a análise dos dados coletados revelou que a explosão de atividade cerebral pós morte cardíaca, apresentava sincronia gama, o que indica o surgimento de uma consciência. Isso fez com que os médicos levantassem a possibilidade de que a atividade mental pós morte cardíaca possam se relacionar com as experiências de EQM e EFC. Infelizmente como os pacientes morreram não há como confirmar se eles tiveram consciencia de algo.
Outro estudo, publicado no Jornal de Anestesia e Analgesia, descreve três pacientes que sofreram lesão cerebral que também tiveram o apoio médico removido e suportes artificiais de vida desligados, suas famílias autorizaram a doação de seus órgãos e nesses casos o suporte é removido para que os pacientes morram de morte natural e então tenham os órgãos removidos. Seus cérebros estavam irremediavelmente danificados, mas não estavam mortos. Antes de desligarem os aparelhos, os números BIS dos pacientes estavam abaixo dos 40, um deles próximo de 0. Após a retirada dos equipamentos, quando estavam próximos do momento da morte cardíaca o número BIS disparou para aproximadamente 80, nos três casos, e permaneceram lá por um tempo que variou de 30 a 90 segundos e então abruptamente retornaram para quase 0, quando foram levados para a remoção dos órgãos.
Que conclusões podemos tirar dessas experiências? Não há como afirmar que esse pico de consciência dentro do cérebro tem algo a ver com as EQM e EFC, nem que isso indique que a alma deixou o corpo. Nem mesmo podemos afirmar com que frequência isso ocorre, apesar de ter ocorrido em dez dos dez casos estudados. Mas podemos tentar entender o que dispara essa atividade no cérebro. Como essa atividade de fim-de-vida pode ocorrer em um tecido cerebral que está metabolicamente morto, um tecido que já não recebe mais sangue ou oxigênio. Os números BIS, que indicam o nível de consciência estão próximod do 0 e então uma explosão de atividade bi-frontal cerebral coerente e sincronizada acontece, aparentemente com sincronia gama – um indicador de auto-consciência (perceber conscientemente algo, não apenas estar “desperto”). Os números chegam próximos do 80 ou mais e então, abruptamente, caem para quase 0.
Foi proposto que a atividade de fim da vida cerebral é não funcional, generalizada e despolarizada. O primeiro estudo sugere que o excesso de potássio extra-celular causam o último pico de espasmos dos neurônios através do cérebro. Mas isso não explica a coerência global, a sincronia e a organização. Também foi sugerido que a indução com cálcio de morte dos neurônios poderia causar a disrupção dos micro-túbulos cistoesqueletais dentro dos neurônios e isso seria um dos fatores que causariam o fenômeno. Mas novamente, como explicar a coerência da sincronia bifrontal?
Talvez essa atividade de morte cerebral tenha relação com as EQM e EFC conscientes, uma consciência que habita o nosso corpo mas não está presa a ele, mas nos casos documentados a parte “quase”, de quase morte, foi removida, os pacientes não foram ressuscitados. Assim as descrições de flutuar para longe do corpo, de observar tudo ao redor, túneis de luz, paz interior, presença de entes queridos mortos seriam experiências reais da consciência, que neste caso não puderam ser recontadas. Existem os céticos – sempre existirão – que sugeram que essas experiências são alucinações ou ilusões, manifestação de um cérebro sofrendo isquemia ou hipoxia, o problema é que pacientes isquêmicos ou hipóxicos, se conscientes, se encontram em um estado de confusão, de agito e não conseguem criar memórias.
Algo que deve ser considerado é porque esse tipo de atividade ocorre quando o corpo está morto e o cérebro pára de funcionar. Uma possibilidade é que a consciência humana seja um processo de baixa energia quântica e neste caso uma dinâmica molecular muito baixa pode limitar uma descoerência térmica criando assim uma janela para um aumento de estados quânticos coerentes e uma explosão de consciência aprimorada. E uma base quântica para a nossa consciência cria a possibilidade científica de um pós vida, de uma alma real abandonando o corpo e persistindo como emaranhados de flutuações na geometria do espaço-tempo quântico.
Aumento de idade e morte não têm uma relação necessariamente válida para todos os seres vivos. Esta é a conclusão de um estudo realizado na Dinamarca.
O pólipo de água doce (Hydra magnipapillata) tem uma taxa de mortalidade tão baixa e constante que é efetivamente imortal.
Nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Esta é a sequencia natural na vida de todo ser vivo certo? Talvez não! Na natureza, ao contrário do senso comum, o fenômeno do envelhecimento mostra uma diversidade inesperada de padrões. Um estudo realizado por pesquisadores da Dinamarca demonstrou que nem todas as espécies enfraquecem e se tornam mais propensas a morrer à medida que envelhecem.
Desconexão entre envelhecer e morrer
A mais surpreendente descoberta dos pesquisadores dinamarqueses é que nem todas as espécies enfraquecem e se tornam mais propensas a morrer à medida que envelhecem. Ao contrário, algumas espécies ficam mais fortes e menos propensas a morrer com a idade, enquanto outras não são de forma nenhuma afetadas pela idade.
Ou seja, a diminuição da vitalidade com a idade não é uma lei da natureza.
Os pesquisadores dinamarqueses estudaram o envelhecimento em 46 espécies muito diferentes, incluindo mamíferos, plantas, fungos e algas. Algumas se tornam mais fracas com a idade, o que se aplica a humanos, outros mamíferos e aves. Outras se tornam mais fortes com a idade, o que se aplica a tartarugas e algumas árvores. E, finalmente, algumas espécies não se tornam nem mais fracas e nem mais fortes com a idade, o que se aplica à hidra, por exemplo.
Assim, aumento de idade e morte não têm uma relação necessariamente válida para todos os seres vivos.
Animal imortal
Como esperado segundo a teoria dominante, para várias espécies a taxa de mortalidade aumenta com a idade. Este padrão é visto na maioria das espécies de mamíferos, incluindo os seres humanos e as orcas, mas também em invertebrados como as pulgas da água.
No entanto, outras espécies apresentam uma diminuição da mortalidade com a idade e, em alguns casos, a taxa de mortalidade é decrescente com a idade. Isso se aplica a espécies como a tartaruga do deserto (Gopherus agassizii), que experimenta a maior taxa de mortalidade no início da vida e uma mortalidade em constante declínio à medida que envelhece. Muitas espécies de plantas, por exemplo a árvore do mangue branco (Avicennia marina), seguem o mesmo padrão.
Por incrível que pareça, há também espécies que têm uma mortalidade constante e não são afetadas pelo processo de envelhecimento.
E isto é ainda mais marcante no pólipo de água doce (Hydra magnipapillata) que tem uma taxa de mortalidade baixa e constante. Na verdade, em condições de laboratório, seu risco de morrer a qualquer momento em sua vida é tão baixo que esse animal é efetivamente imortal.
“A extrapolação a partir de dados de laboratório mostram que, mesmo depois de 1.400 anos, 5% de uma população de hidra mantida nestas condições ainda estaria viva,” diz Owen Jones.
O que é envelhecimento?
A mesma falta de padrão foi observada com a fertilidade, que varia de um extremo a outro, desde a fertilidade só existindo no início da vida, em toda a vida ou em trechos dela.
Em suma, não há uma correlação entre os padrões de envelhecimento e a expectativa de vida que seja típica para todas as espécies de seres vivos.
“Não faz sentido considerar que o envelhecimento deve ser baseado em quantos anos uma espécie atingir. Em vez disso, é mais interessante definir o envelhecimento na forma de trajetórias de mortalidade: se as taxas aumentam, diminuem ou permanecem constantes com a idade,” propõe Owen Jones.
Em contraste com os séculos anteriores, as experiências místicas de hoje não são mais exclusivamente ligadas a mosteiros e formas contemplativas de vida em locais afastados.
Em vez disso, formas místicas de experiência são cada vez mais buscadas independentemente das instituições.
O fenômeno tem chamado a atenção de inúmeros pesquisadores.
Tantos que agora eles estão organizando uma conferência internacional na Alemanha, que reunirá especialistas de todo o mundo em um evento chamado “Construções do Misticismo”.
O objetivo do encontro é analisar, através das fronteiras religiosas, as raízes do misticismo desde a Antiguidade, a redescoberta do misticismo no século 20 e os rumos que essa teologia mística está assumindo no século 21.
Fenômenos místicos
Segundo os pesquisadores, o fenômeno do misticismo secular aparece na vida de um número inacreditavelmente grande de pessoas.
“Na pesquisa Religion Monitor 2013, quase a metade dos alemães do oeste e um terço dos alemães do leste afirmaram ter experiências de unidade e totalidade, ou seja, experiências que estão frequentemente relacionadas com o misticismo,” relata a Dra. Annette Wilke, da Universidade de Munique e uma das organizadoras do evento.
“Muitas pessoas se sentem em harmonia com a natureza ou com o universo em tais momentos. Nem sempre a crença em Deus está envolvida com essas experiências,” acrescenta.
“O misticismo atrai muitas pessoas hoje ao oferecer formas intensivas de crença pessoal e uma espiritualidade que é baseada na experiência. Isto está de acordo com a individualização da nossa sociedade,” de acordo com a pesquisadora.
Também está em linha com o afastamento das pessoas em relação às religiões tradicionais e aos seus dogmas e regras, que pouco oferecem em termos de conexão direta com o “algo maior” em que essas pessoas acreditam, geralmente diferente da crença no Deus pessoal antropomorfizado preconizado pelas religiões.
“Isso também explica o apelo de religiões como o budismo e o hinduísmo, que têm a reputação de serem particularmente místicas,” reconhece Wilke.
Teologia mística
Na verdade, mesmo religiões tradicionais, como a Igreja Católica, já se deram conta do fenômeno e possuem grupos de meditação em suas fileiras. Teólogos como John Main e Lawrence Freeman têm uma legião de adeptos no mundo todo, relembrando experiências que remontam a Santa Tereza de Ávila e São João da Cruz.
O Islamismo possui sua própria linhagem mística, essa muito mais antiga e disseminada, por meio do sufismo e dos dervishes.
Mas o que está chamando mais a atenção dos pesquisadores é o renascimento do misticismo, por assim dizer, “doméstico”, em que as pessoas parecem ter descoberto uma maneira de lidar com o mundo moderno sem se tornarem escravas dele.
“Por um lado, isto serviu para a libertação dos ‘grilhões da Igreja’ e, por outro lado, dos grilhões das ciências naturais, como o filósofo Fritz Mauthner disse em 1925,” resumiu Wilke.
Scott Williams e Jason Moore, da Universidade de Dartmouth (EUA), fizeram duas descobertas que deverão mudar a forma como a ciência e o público enxergam a genética em geral, e o papel do DNA em particular.
Em primeiro lugar, eles descobriram que uma pessoa pode ter várias mutações do DNA em diferentes partes do corpo, mantendo seu DNA original no restante do organismo, o que resulta em vários genótipos diferentes em um mesmo indivíduo.
Em segundo lugar, eles verificaram que mutações genéticas idênticas ocorrem em pessoas não aparentadas e sem relação umas com as outras, questionando a noção de que as mutações genéticas são aleatórias.
Esquizofrenia do DNA
Desde a descoberta do DNA, há 60 anos, a ciência tem passado a ideia da chamada “molécula da vida” como se o DNA de cada pessoa fosse único.
Por isso, a descoberta de que uma pessoa pode ter mais de um genótipo altera o próprio conceito que vem sendo construído sobre o que é um ser humano, biologicamente falando.
Isto terá um enorme impacto sobre o uso de análises forenses ou criminais usando o DNA, testes de paternidade, teste de pré-natal ou rastreio genético para o risco de câncer de mama, por exemplo.
Na verdade, esse conceito do DNA como caracterizador do ser humano vem sendo questionado ao longo dos últimos anos.
Hoje já se sabe, por exemplo, que o estilo de vida altera o DNA e influencia o metabolismo. Na parte forense, recentemente um estudo demonstrou o risco dos exames genéticos usando um teste de maternidade para “provar” que uma mãe não era mãe de seus dois filhos.
Mutações genéticas
Os resultados surpreendentes também indicam que as mutações genéticas nem sempre acontecem puramente ao acaso, como os cientistas pensavam e que representa um dos pilares da Teoria da Evolução proposta por Charles Darwin e elaborada ao longo de um século e meio de pesquisas.
As mutações genéticas podem ocorrer nas células que são passados de pai para filho, podendo causar defeitos de nascimento.
Outras mutações genéticas ocorrem depois que o óvulo é fertilizado, durante a infância ou na vida adulta, quando as pessoas são expostas à radiação, a substâncias químicas cancerígenas, vírus ou outros itens que podem danificar o DNA.
Essas mutações posteriores, ou “somáticas”, não afetam as células do esperma ou óvulo, de forma que não são herdadas dos pais ou transmitidas aos filhos. Mutações somáticas podem causar câncer ou outras doenças, mas nem sempre o fazem.
No entanto, se a célula mutante continua a se dividir, a pessoa pode desenvolver um tecido com uma sequência de DNA diferente do resto do seu corpo.
“Nós somos, na realidade, diversos seres, no sentido de que uma única pessoa não é geneticamente uma única entidade. Sendo filosófico em coisas que ainda não compreendemos totalmente, o que significa ser uma pessoa, se nós somos variáveis por dentro?” pondera o Dr. Williams.
“O que faz de você uma pessoa? É a sua memória? Seus genes? Nós sempre pensamos, ‘Seu genoma é o seu genoma’. Os dados sugerem que isso não é completamente verdade,” completa.
Múltiplos DNAs na mesma pessoa
Ter múltiplos genótipos frutos de mutações dentro do mesmo corpo é algo análogo ao quimerismo, uma condição na qual uma pessoa tem células dentro do seu corpo que se originaram de uma outra pessoa, seja por doação de um órgão ou de sangue, ou pela troca de DNA na gravidez envolvendo a mãe e a criança, ou irmãos gêmeos.
Como acreditavam que as alterações somáticas acontecessem de forma aleatória, os cientistas não esperavam que pessoas não relacionadas apresentassem as mesmas mutações.
Contudo, analisando amostras de diferentes tecidos em pessoas não relacionadas, eles encontraram várias mutações idênticas e detectaram estas mutações repetidas apenas no rim, fígado e tecidos do corpo esquelético – nas demais partes do corpo as mutações não coincidiam.
Se o nosso DNA se altera, ou mutaciona, seguindo padrões, em vez de mudar aleatoriamente, se essas mutações ‘coincidem’ entre pessoas não relacionadas, ou se as mudanças genéticas acontecem apenas em partes do corpo de um indivíduo, o que isso significa para a biologia e a medicina?
Como isso poderá afetar os exames técnicos e forenses, o rastreio do câncer ou o tratamento de doenças?
Ainda não se sabe. O que se sabe é que o edifício do DNA, outrora visto como estável, inquestionável e inconfundível na paisagem, está desabando rapidamente.
(Matéria publicada em Scientific American, ano2, no. 17, out. 2003)
A Emissão Magnética Transcraniana (EMT) se baseia no fato de que o cérebro é basicamente um órgão que transmite sinais elétricos de uma célula nervosa para a seguinte. Quando uma bobina Emissão Magnética Transcraniana é ativada próxima ao couro cabeludo, um campo magnético extremamente potente e rapidamente variável atravessa livremente a pele e os ossos. Embora esse campo atinja uma intensidade de 1,5 tesla – dezenas de milhares de vezes a do campo magnético terrestre -, cada pulso dura menos de um milissegundo. O som de pipocar gerado quando está em funcionamento resulta da passagem da corrente através da bobina isolada.
No cérebro, o campo magnético encontra células nervosas inativas e induz nelas um fluxo de pequenas correntes elétricas. Assim, a energia elétrica nos enrolamentos de fios de cobre (geralmente embalada em uma vareta em forma de remo) é convertida em energia magnética, que é então transformada novamente em corrente elétrica nos neurônios do cérebro.
Ao contrário das técnicas puramente elétricas – a Eletroconvulsoterapia (ECT) e outras, que envolvem a fixação de eletrodos no couro cabeludo ou no cérebro e tecidos nervosos -, a Emissão Magnética Transcraniana cria um campo magnético que penetra o cérebro sem nenhuma interferência ou contato direto. Essa técnica pode ser considerada uma estimulação elétrica sem eletrodos. Embora nestes casos o magnetismo não interaja com o tecido biológico, a maior parte dos efeitos da Emissão Magnética Transcraniana decorre não diretamente dos campos magnéticos, mas das correntes elétricas que produzem nos neurônios.
Excitação Magnética
A idéia de usar campos eletromagnéticos para alterar as funções neurais remonta pelo menos ao início do século 20. Os psiquiatras Adrian Pollacsek e Berthold Beer, que seguiram os passos de Sigmund Freud em Viena, conseguiram uma patente para tratar depressão e neuroses com um dispositivo eletromagnético que, surpreendentemente, se parecia muito com um aparelho moderno de Emissão Magnética Transcraniana.
A tecnologia Emissão Magnética Transcraniana atual se firmou em 1985, quando Anthony T. Barker, especialista em física médica, e seus colegas da University of Sheffield na Inglaterra criaram um dispositivo eletromagnético focalizado com energia suficiente para gerar correntes na medula espinal. Eles logo perceberam que o equipamento poderia também estimular o próprio cérebro de forma direta e não-invasiva.
Desde então, o campo de pesquisa da Emissão Magnética Transcraniana explodiu. Infelizmente, todos os dispositivos de Emissão Magnética Transcraniana são capazes de excitar somente a superfície do córtex cerebral porque a intensidade do campo magnético diminui rapidamente com a distância da bobina (alcance máximo: dois a três centímetros).
Um campo magnético capaz de penetrar sem risco e ativar as estruturas centrais do cérebro continua a ser o Santo Graal da pesquisa da Emissão Magnética Transcraniana, porque oferece a possibilidade de tratar condições difíceis como a doença de Parkinson.
Quando os pesquisadores fazem passar um único pulso magnético pelo córtex cerebral de uma pessoa, ele produz uma contração na mão, braço, rosto ou perna, dependendo de onde a bobina foi colocada. Um pulso dirigido para a parte posterior do cérebro pode gerar um flash luminoso nos olhos. Esses são os efeitos imediatos que um pulso único da Estimulação Magnética Transcraniana pode causar. Campos magnéticos pulsados, emitidos em sucessão rítmica, que os neurocientistas chamam de Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva, ou Estimulação Magnética Transcraniana, podem induzir comportamentos que não são percebidos com a utilização da Estimulação Magnética Transcraniana de pulso único. Esses resultados estão sendo estudados exaustivamente. Durante a estimulação, por curtos períodos, a Estimulação Magnética Transcraniana pode bloquear ou inibir uma função cerebral. A aplicação da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva sobre a área de controle da fala, por exemplo, pode deixar a pessoa temporariamente incapaz de falar. Os neurocientistas da cognição empregaram a capacidade de nocaute funcional para reexplorar e confirmar nosso conhecimento sobre que parte do cérebro controla as diversas partes do corpo, informações que têm sido colhidas há décadas através do estudo de pacientes que sofreram derrame.
Aprendizagem com campos
Quando células nervosas isoladas são descarregadas repetidamente, podem transformar-se em circuitos ativos. Os pesquisadores descobriram que estimular um neurônio com um sinal elétrico de baixa freqüência pode causar o que eles chamam de depressão a longo prazo (LTD, na sigla em inglês), que diminui a eficiência das conexões intercelulares. A excitação por altas freqüências pode gerar, ao longo do tempo, um efeito oposto, que é conhecido como potenciação em longo prazo (LTP). Os cientistas acreditam que esses comportamentos, em nível celular, estão envolvidos no aprendizado, na memória e nas alterações dinâmicas cerebrais associadas a redes neurais. A chance de utilizar a estimulação magnética do cérebro para alterar os circuitos cerebrais de modo análogo ao LTD ou LTP entusiasma muitos pesquisadores.
Qual é a velocidade que as interações quânticas acontecem? Mais rápido que a luz – 10.000 vezes mais rápido.
Isso é o que uma equipe de físicos liderada por Juan Yin, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, em Xangai descobriu em um experimento envolvendo fótons emaranhados (que permanecem intimamente ligados), mesmo quando separados por grandes distâncias. Eles queriam calcular a velocidade para o que Einstein chamou de “ação fantasmagórica à distância”.
Ação fantasmagórica à distância
Os físicos quânticos já sabiam que depois que duas partículas – fótons, por exemplo – interagem, às vezes se tornam “emaranhados”. Esse tipo de experimento foi repetido várias vezes, e envolve emaranhar dois fótons e enviá-los para lugares diferentes e distantes entre si.
Quando o fóton A é observado, ele possui uma certa polarização (para cima, por exemplo). O fóton B permanece sempre com a polarização oposta (para baixo). E não importa qual alteração seja realizada no fóton A; ela é sempre refletida no fóton B, instantaneamente.
Isto é o que Albert Einstein chamou de “ação fantasmagórica à distância”. E a correlação entre os estados dos fótons parece acontecer instantaneamente. Mas o que isso significa exatamente? Isso é o que a equipe chinesa queria descobrir.
10 mil vezes mais rápido que a luz
Então os pesquisadores entrelaçaram dois fótons e enviou cada um para um laboratório diferente, separados por 16 quilômetros de distância.
O grupo mediu a velocidade no qual o estado de um fóton é refletido no outro, e descobriu que a velocidade mínima para que isso pudesse acontecer é de 10 mil vezes a velocidade da luz.
O resultado pode soar como uma forma de enviar mensagens mais rápido do que a luz, mas não é. É impossível saber o estado do par de fótons emaranhados antes de ele ser medido, então não há nenhuma maneira de controlar e fazer com que o fóton na outra extremidade assuma determinados estados.
Os pesquisadores acrescentaram que é extremamente improvável que alguém obtenha um valor exato para a velocidade de tais interações quânticas. Mas a descoberta é útil para ver quais são os limites para esclarecer o que queremos dizer quando dizemos “instantâneo”.
A teoria da relatividade de Einstein proíbe que qualquer partícula viaje em uma velocidade superior à da luz. No entanto, essa física não é válida para o mundo subatômico. Na mecânica quântica, reina o estranho mundo do “improvável”.
Os cientistas estão sempre às voltas com suas “evidências atuais” e o desmantelamento das “evidências anteriores”.
Isto está sendo particularmente verdadeiro nos estudos do cérebro, recentemente chamado de um ilustre desconhecido.
Nesta mesma semana, estudos acabaram de lançar uma pedra sobre uma linha de pesquisas muito querida pela academia, mostrando que não se pode atribuir comportamentos a áreas específicas do cérebro.
Mas as coisas estão mudando também no entendimento da própria fisiologia do cérebro.
Durante décadas, os cientistas pensavam que tinham uma compreensão muito clara de como os sinais se movem através do córtex cerebral.
Essa compreensão e essa crença acabam de cair por terra, graças ao trabalho de Christine Constantinopla e Randy Bruno, da Universidade de Colúmbia (EUA).
Dois cérebros
Ao estudar a anatomia dos axônios dos nervos – os “fios” que interligam as células nervosas – os dois pesquisadores perceberam que a informação é transmitida através de uma “coluna” de seis camadas de células nervosas especializadas em uma série de disparos que começam na camada média da córtex, então se move para outras camadas, antes de dar origem a uma resposta comportamental.
Isso significa que os sinais são processados em duas partes do córtex, simultaneamente, em vez de em série – é como se houvesse dois cérebros trabalhando paralelamente.
“Nossos resultados desafiam um dogma”, afirma Bruno. “As camadas superior e inferior formam circuitos separados que fazem coisas distintas.”
A descoberta, afirma ele, “cria uma forma diferente de pensar sobre como o córtex cerebral faz o que ele faz, o que inclui não só o processamento da visão, audição e tato, mas também funções superiores, como a fala, a tomada de decisões e o pensamento abstrato.”
O estudo sugere que as camadas inferiores e superiores do córtex cerebral formam circuitos separados que desempenham papéis distintos no processamento das informações sensoriais.
Os sinais são transmitidos a partir do tálamo para as camadas médias e profundas do córtex simultaneamente, com uma sinalização surpreendentemente forte para a camada mais profunda.
Divisor de cérebros
O ganhador do Prêmio Nobel de Medicina de 1991, o alemão Bert Sakmann, que ganhou o prêmio pelo desenvolvimento do sistema de micropipeta que permite mapear os impulsos nervosos, afirmou que este estudo é um divisor de águas.
“O Dr. Bruno produziu uma obra-prima técnica que agora estabelece firmemente duas correntes de entrada separada para o córtex”, diz ele.
Uma firmeza que talvez dure por décadas, como o conhecimento que ela acabou de derrubar, ou talvez dure menos – até que novas técnicas mais aprimoradas permitam descobrir que as coisas podem ser mais complicadas do que meramente dois circuitos paralelos.
Nunca é demais lembrar que os cientistas, sempre afeitos à precisão dos termos, usam muito mal a palavra evidência, que é uma certeza manifesta, que não comporta nenhum dúvida – o que os cientistas obtêm de seus estudos e experimentos são indícios, sempre prontos a sucumbir vítimas de indícios melhor fundamentados.