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Vida inteligente além do cérebro – EQM e um Caso de Cura Inexplicável

Posted by luxcuritiba em abril 16, 2013

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documentario-vida-apos-morte(EQM – Experiência de Quase Morte)

Penny Sartori, R.G.N., Ph.D.
Morriston Hospital, Swansea, South Wales
Paul Badham, Ph.D.
Alister Hardy Religious Experience Research Centre,
University of Wales, Lampeter
Peter Fenwick, M.B.B.Chir., D.P.M.
Department of Mental Health, Southampton
Institute of Psychiatry, Kings College, London

Traduzido por Francisco Mozart Rolim e Vitor Moura Visoni

Resumo: Existem relatos de experiências fora-do-corpo (OBE) e cura verídicas ocorrendo durante experiências de quase-morte (NDEs). Nós relatamos um caso no qual havia forte evidência tanto para cura quanto para uma OBE verídica. A experiência do paciente foi pensada ter ocorrido enquanto ele estava inconsciente numa unidade de terapia intensiva (UTI). O relato do paciente de uma OBE continha muitos elementos verídicos que foram corroborados pela equipe médica que atendia a sua emergência. Ele sofria de uma mão atrofiada, em forma de garra, e dificuldades para andar devido a uma hemiplegia, desde o nascimento. Após a experiência, ele foi capaz de abrir sua mão e seu modo de andar teve uma melhora notável.

Palavras-chave: experiência de quase-morte; experiência fora-do-corpo; estudo prospectivo; cura.

Um número de estudos descobriu que alguns pacientes que relatam a experiência de quase-morte (NDEs) durante a parada cardíaca experimentam a sensação de sair-do-corpo (Greyson, 2003; Lawrence, 1995, 1997; Sabom 1982, 1998; Schwaninger, Eisenberg, Schechtman, e Weiss, 2002; Van Lommel, Van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001). Classicamente, na parte inicial da experiência, o paciente relata deixar seu corpo e vê-lo de uma posição superior perto do teto, observando o processo da ressuscitação. Alguns estudos investigaram a possibilidade de que as percepções durante a experiência fora-do-corpo (OBE) sejam de fato verídicas, correlacionando os eventos que ocorreram durante a ressuscitação, quando o paciente estava inconsciente, com o relatório do mesmo (Sabom 1982, 1998; van Lommel, van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001). O criticismo deste método centra-se, geralmente, em torno da observação de que muitos pacientes terão os conhecimentos sobre os procedimentos ressuscitadores e podem assim descrever o processo da ressuscitação em algum detalhe (Blackmore, 1993).

Há igualmente relatos de pacientes que são curados durante a sua experiência de quase-morte (Fenwick e Fenwick, 1995; Grey, 1985; Morse e Perry, 1992; Ring e Valarino, 1998; Roud, 1990). Muitos destes relatos foram pobremente documentados e vêm de estudos retrospectivos, que os tornam difíceis de avaliar. Os estudos prospectivos são conseqüentemente importantes para testar tanto a natureza verídica das OBEs, assim como as mudanças que ocorrem durante a cura.

A autora sênior (P.S.) conduziu um estudo prospectivo de cinco anos sobre NDEs na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Morriston em Swansea, South Wales. Ela tentou verificar o componente fora-do-corpo da NDE colocando símbolos escondidos sobre cada monitor cardíaco dos pacientes, unido à parede ao lado da cama e acima da altura da cabeça. Os símbolos e os retratos foram colocados sobre um papel brilhantemente colorido para atrair a atenção e escondidos atrás de saliências nos monitores para assegurar-se de que a única forma de vê-los fosse de cima. Igualmente gravou os resultados da amostra de sangue arterial tomados durante o período de inconsciência quando se assumiu que a NDE acontecia e de todas as drogas administradas. Isto era para verificar as sugestões de que NDEs são devidas à anoxia, à hipoxia, à hipercarbia ou à administração de drogas. O levantamento de dados no primeiro ano do estudo incluiu a amostra total de pacientes que sobreviveram à sua admissão à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A coleção de dados pelos quatro anos seguintes se concentrou em sobreviventes de parada cardíaca e naqueles que espontaneamente reportaram NDEs.

Resultados e Relato de Caso

Os resultados gerais deste estudo prospectivo de cinco anos de NDEs estão relatados em outra parte (Sartori, 2004, 2006). Nós apresentamos aqui um relato detalhado de um dos casos mais interessantes ocorridos durante o estudo. A autora sênior era a enfermeira do paciente no momento em que sua NDE ocorreu e o paciente afirmou ter visto suas ações, bem como as do médico e as do fisioterapeuta, de uma perspectiva fora-do-corpo, acima de onde seu corpo descansava na cama. Sua experiência igualmente incorporou muitos elementos clássicos de NDEs, incluindo uma “cura” inexplicável de uma anomalia congênita. A contagem na escala de NDE (Greyson, 1983) foi de 20 de 32 pontos possíveis. O paciente forneceu um relato extremamente exato dos eventos que ocorreram durante a suposta OBE e os eventos relatados aconteceram num momento em que o paciente estava profundamente inconsciente e com seus olhos fechados. Estes eventos foram verificados pela enfermeira e pelo fisioterapeuta que estava presentes e foram documentados igualmente nas notas médicas do paciente pelo consultante que o reviu à época de sua experiência. Entretanto, esse paciente não recordou ver o símbolo escondido.

Relato de Caso

O paciente era um homem caucasiano de 60 anos de idade que se recuperava de uma cirurgia da emergência para câncer no intestino, e que em seguida ficou muito doente e desenvolveu sepsia e falência múltipla de órgãos. Após cinco dias já não precisava de drogas inotrópicas para manter sua pressão sanguínea, seus rins recuperaram a função normal e a terapia renal foi interrompida. Embora fosse ainda dependente do ventilador para auxiliar a sua respiração, ele estava fazendo uma boa recuperação. Então, planejou-se que o paciente se sentaria em uma cadeira para ajudar a recompor o tônus muscular. A enfermeira, o fisioterapeuta e a irmã responsável tranqüilizaram o paciente de que seria em seu melhor interesse sair da cama. Em aproximadamente cinco minutos sentado na cadeira, a enfermeira notou que a taxa respiratória do paciente tinha aumentado bem e seu seus níveis de saturação de oxigênio caíram para 70 a 86 por cento, do seu nível normal precedente de 96 por cento ou mais. A autora sênior (P.S.) então ventilou manualmente o paciente com 100 por cento de oxigênio fornecido por meio de uma bolsa Ambu e a queda de oxigênio foi retificada. Embora sua oxigenação permanecesse estável acima de 94 por cento, a pressão sanguínea do paciente caiu para 85/50 milímetros de mercúrio, sua pele ficou muito fria e úmida e suas condições deterioraram rapidamente. Houve um breve episódio de taquicardia supraventricular que se reverteu espontaneamente sem qualquer medicação. Mais pessoal foi chamado e o paciente foi imediatamente reacomodado na cama por medo de uma parada cardíaca subsequente. No momento em que foi colocado na cama ele estava profundamente inconsciente, seus olhos estavam fechados e ele não estava respondendo a comandos verbais ou estímulos de dor profunda.

Um doutor júnior reviu momentaneamente o paciente e prescreveu algum fluido, retornando então para atender a outro paciente. A condição do paciente continuou a se deteriorar, assim o anestesista do consultante, que havia acabado de chegar na unidade, foi chamado e executou uma completa avaliação do paciente. Líquidos extra foram prescritos e administrados para melhorar sua pressão sanguínea. Nesse momento, doutor júnior retornava. O consultante inquiriu se as pupilas do paciente tinham sido verificadas para ver se havia a resposta e imediatamente piscou uma luz em cada olho. Observou-se que ambos reagiam, mas que a pupila direita estava mais dilatada do que a esquerda. A condição do paciente foi estabilizada e o consultante retornou ao seu escritório.

Durante este tempo, a fisioterapeuta foi referida como se ela fosse a culpada pelo episódio, persuadindo o paciente a sentar-se na cadeira. Ela permaneceu do lado de fora das telas à beira da cama, nervosa e intermitentemente cutucando a cabeça dela, examinando o paciente. Uma vez estável, foi observado que saía saliva de sua boca, e a enfermeira o limpou, primeiramente usando um cateter longo de sucção e então uma esponja oral cor-de-rosa embebida com água. Após aproximadamente 30 minutos, o paciente começou a piscar suas pálpebras e a mover seus membros, embora estivesse ainda incapaz de responder ao comando verbal. Ele recuperou a consciência aproximadamente três horas após o evento.

Uma vez inteiramente consciente, a equipe médica que o cercava chegou até sua cabeceira e ele excitadamente tentou comunicar algo aos médicos. Estava incapaz de falar, porque ainda estava conectado ao ventilador. O fisioterapeuta forneceu-o uma lousa, na qual soletrou: “Eu morri e assisti tudo de cima.” Isto foi testemunhado pelos médicos e pelas enfermeiras que estavam presentes nas redondezas do setor.

A autora sênior explicou então sua pesquisa em detalhe ao paciente e convidou-o a participar e este último deu o consentimento escrito. Uma vez que já não estava dependente do ventilador e recuperara sua voz, a autora sênior entrevistou-o detalhadamente. Isto é o que o paciente relatou, tomado dos trechos da primeira entrevista e de duas entrevistas posteriores:

Eles queriam me tirar da cama, com todos os meus tubos dentro de mim e sentar-me na cadeira. Eles insistiram, especialmente uma irmã. Eu não queria porque eu me sentia muito fraco; então num dado momento eu apaguei. Tudo o que eu posso recordar é estar olhando de cima no ar e flutuando em um quarto cor-de-rosa brilhante. Eu não podia ver qualquer coisa; eu apenas estava indo para cima e não havia nenhuma dor. Eu olhei uma segunda vez e eu pude ver meu pai e minha sogra estando ao lado de um cavalheiro com cabelo longo, preto, que precisava ser penteado. Eu vi meu pai – definitivamente – e eu vi este sujeito. Eu não sei quem era, talvez Jesus, mas este indivíduo tinha um cabelo longo, preto e desalinhado que precisava ser penteado. A única coisa agradável dele eram seus olhos que te atraíam para ele; os olhos eram penetrantes; assim eram seus olhos. Quando eu fui olhar meu pai, ele estava me atraindo com seus olhos também, como se eu pudesse ver ambos ao mesmo tempo. E eu não sentia dor nenhuma. Havia uma conversa entre mim e meu pai; não com palavras, comunicávamos de outras maneiras – não me pergunte como, mas nós estávamos realmente falando. Eu estava falando com meu pai… não com as palavras através de minha boca, mas com minha mente.

Pareceu durar de quatro a cinco segundos! Era estranho; eu subia. … Era tão indolor; não havia nenhuma dor. … Eu estava tão feliz. … Eu estava me deliciando. Mas olhando para trás, eu pude ver outros pacientes também abaixo de mim. Isso é o que eu não podia entender: eu podia ver a todos. Eu estava feliz, nenhuma dor, até que eu senti alguém ir ao meu olho. Eu olhei para trás e pude ver minha cama, meu corpo na cama. Eu podia ver tudo que estava acontecendo no chão. Eu vi os médicos quando estava lá em cima; eu olhei para baixo e pude ver os médicos e mesmo irmã, o que ela fazia de fato na divisão. Era maravilhoso; eu podia ver enfermeiras em torno de mim e dos médicos. Eu ainda estava subindo no ar e eu pude sentir alguém indo assim no meu olho. [Levantou seu dedo até seu olho.] Eu olhei para trás e pude ver um dos médicos abrindo meu olho, para o quê eu não sabia. Um médico dizia: “Há vida no olho.”

Eu podia ver todos se apavorarem em torno de mim. A senhora loira, terapeuta-chefe, estava apavorada; ela parecia nervosa por ter sido a pessoa que me colocou na cadeira. Ela escondeu-se atrás das cortinas, mas continuou por lá colocando sua cabeça para me observar. Eu podia ver Penny também, que era uma enfermeira. Ela removia algo da minha boca, o que me pareceu como um longo pirulito cor-de-rosa, como uma coisa longa, uma varinha cor-de-rosa – eu não sabia mesmo o que era aquilo. Eu ainda estava indo para cima e o cavalheiro disse ao meu pai e à minha sogra: “Ele tem que voltar; ele ainda não está pronto.” Eu estava calmo, sem dor, ainda olhando para cima, e eu senti isto… pude ouvir este sujeito dizer ao meu pai: “Desculpe, ele não está pronto ainda, ele tem que voltar”. Eu olhei e vi que Mam (sua sogra) e papai disseram algumas palavras. Eventualmente, eu me senti voltando vagarosamente ao meu corpo. Eu fui até o meu corpo e eu estava com uma dor terrível; a dor estava pior do que nunca havia estado antes. Todos aqueles cabos estavam em mim, como eles estavam antes de eu subir. Eu não podia falar porque eu tinha tubos em minha garganta e nariz. Então (a fisioterapeuta) veio falar comigo e foi uma frustração realmente, porque eles estavam todos me perguntando o que aconteceu, como eu estava me sentindo. Hum… algo errado… eu não podia falar, era mais frustrante quando eu não podia falar. A fisioterapeuta queria saber o que havia acontecido. Eu não podia falar, então ela trouxe um livro com palavras e frases. Eventualmente, ela veio a uma página que eu reconheci, apontei e disse: “Eu estava morto”. Quando (a fisioterapeuta) me perguntou, eu disse que estava morto e eu estava morto, realmente morto – eu posso lhe dizer.

Penny: Sobre o monitor próximo à sua cama havia algo escondido. Você pôde ver o que era?

Não, serei honesto com você, Pen, eu não olhei. Eu não mexi minha cabeça naquela direção; eu estava apenas olhando para o meu lado. Eu pude ver você e o médico e duas a três outras pessoas em volta de mim. Pen, se aquilo for a morte, é maravilhoso, não há dor alguma.

Penny: Você se recorda de ouvir qualquer coisa enquanto esteve nesse estado?

Apenas as palavras que meu pai disse e o cavalheiro falando “Ele não está pronto ainda” Voltando…. eu ouvi vozes abaixo mas não podia entender o que estavam dizendo. Exceto uma coisa… algo sobre meu olho, vida lá… eu não sei o que ele quis dizer com isso.

Penny: Eu lembro disso. Foi o médico, na verdade, e ele olhou em seu olho, acendeu uma lanterna e disse “Sim, eles estão reagindo, mas desigualmente.”

Sim, algo parecido e então meu pai disse: “Ele não está pronto ainda; ele tem que voltar.” Eventualmente… eu não queria voltar; eu estava feliz. Mas eu voltei ao meu corpo e então, de súbito, percebi que eu devia ter morrido, algo assim. E a primeira coisa que veio em minha cabeça foi minha esposa. Quem iria olhar por ela, porque ela depende de mim?

Por que eu vi minha sogra eu não tenho idéia. Eu quero perguntar às pessoas, eu vi meu pai e minha sogra, por que não poderia minha mãe estar lá? Entende o que eu digo? Eu não conheço minha sogra (ela morreu um ano antes dele conhecer sua esposa) eu não havia conhecido minha sogra antes.

Penny: Como você sabia que era sua sogra?

Fotografias. Eu tenho fotografias… e minha esposa também, logo eu conhecia todos. Eu sabia que minha sogra morrera de câncer e nós não havíamos nos casado ainda.

Penny: Então você havia se encontrado com ela antes?

Não… Isso é o que é eu não podia entender. Por que ela estava lá com meu pai?

Penny: Então ela mencionou sua esposa, o que ela disse?

É tudo, é tudo.

Penny: Apenas disse seu nome, foi isso?

[O paciente disse descompromissadamente disse “algo parecido”. Ele foi muito vago sobre isto e não tinha mencionado antes sua sogra. Quando inquirido sobre isto, disse que não sabia quem ela era naquele momento, mas a reconheceu mais tarde pelas suas fotos. Ele não foi estava realmente preocupado com ela durante a experiência, porque ele não sabia realmente quem ela era.]

Penny: Você ouviu algum som incomum?

Não realmente… somente… não. Eu podia ver um telefone, mas eu não podia ouvi-lo; eu podia apenas ver alguém falar ao telefone, mas eu não podia ouvir o que diziam. Eu estava olhando para baixo e eu podia ver quem estava em torno de mim – você, Penny; outros dois ou três médicos; a irmã estava lá, a fisioterapeuta e mais dois outros.

Eu estive numa sala indo em direção ao meu pai e a um cavalheiro com cabelo desalinhado e longo, que precisava pentear. Quem o cavalheiro era eu não faço idéia. Eu poderia dizer que era Jesus, poderia dizer que era Deus, mas quem sou eu para saber disso? Ele não me disse que era Jesus, mas eu sei que era meu pai. … Meu pai estava lá.

Penny: Ele parecia como retratos típicos que você viu de Jesus?

Tipo, sim, mas nos retratos Jesus está vestido em branco, como um casaco branco, considerando que poderia ter sido uma camisa branca, predominantemente branca. Meu pai estava em seus trajes de trabalho… os quais ele costumava vestir para trabalhar, sempre esperto; ele sempre foi um cavalheiro muito esperto. Colar e laço, estas eram seus equipamentos de trabalho. Eu não sei porque eu o retratei dessa maneira. Jesus vestia uma camisa. Eu não podia vê-lo inteiro, somente da cintura acima que eu podia ver. Como você vê na TV, eliminam a metade.

Penny: O mesmo para seu pai, ele estava pela metade?

Sim, sim, ambos estavam daquele jeito. Não estavam de pé e vindo em direção a mim; eu estava indo para eles.

Penny: Você diria que você estava à altura do teto quando esteve fora de seu corpo?

Não havia nenhum teto.

Penny: Você poderia ter estado mais elevado do que o teto?

Oh, sim, não havia nenhum teto. Isso é o que eu quero dizer, era apenas um quarto… o que eu pensava ser um quarto. Poderia ter sido um túnel quadrado subindo em direção ao meu pai, mas sem nenhuma barreira me impedindo de subir, nenhum teto; era uma entrada totalmente desobstruída.

Penny: Assim quando você estava olhando abaixo para seu corpo, quão elevado no ar você pensava estar?

Oh, Deus, é duro para eu dizer. … Um… bem, eu sou um carpinteiro, então eu já estive em cima de telhados. Digo, um edifício de três andares, de dois andares. Mais ou menos isso, olhando para baixo. Uma casa de grande altura – eu podia ver meu corpo e podia ver o que estava acontecendo. Eu não estava tão elevado que parecessem formigas. Eu trabalhei no relógio do Guild Hall; eu estava acima lá e as pessoas pareciam formigas. Não, não tão alto assim, digo, um edifício de três andares ou dois.

Penny: Neste estado fora-do-corpo, você tentou comunicar-se com algumas das enfermeiras em torno de você?

A única coisa que eu sei é o que o médico disse, “Há vida no olho”. Eu olhei para cima, estava feliz e o cavalheiro dizia ao meu pai, “Ele não está pronto ainda”; ele tem que voltar.” Eu não sabia o que estava acontecendo, mas eu voltei gradualmente para baixo ao meu corpo e foi quando a dor começou a acontecer outra vez.

Penny: Quando você voltou, seu pai e o homem apenas desapareciam a distância?

Yeah, quando eu voltei ao meu corpo. Eu devo ter visto meu pai quando voltei ao meu corpo, dito então adeus ou qualquer outra coisa semelhante, e eventualmente despertado, mas eu recordo de ter ficado com uma dor terrível outra vez. Você estava lá, Penny, e dois médicos. Mas você com o pirulito, esponja, sim, como uma limpeza bucal.

Penny: Eu posso recordar de ter feito isso, mas então você estava completamente inconsciente e seus olhos estavam fechados.

Bem, eu podia ver aquilo, tão claramente quanto eu posso ver você agora [inflexível].

Penny: Você ouviu-me dizer que eu estava indo limpar sua boca?

Não, eu não ouvi qualquer coisa. Eu apenas estava olhando para trás e podia ver você fazendo algo com minha boca e que vendo esta coisa longa, cor-de-rosa.

Penny: Houve alguma parte desta experiência que o amedrontasse?

Não, de modo nenhum. De fato foi linda; foi maravilhosa.

Penny: A experiência ainda é muito clara em sua mente?

Oh, sim, sim. É como se tivesse acontecido ontem; eu nunca a esquecerei. Não como as alucinações.

Penny: Que você recorda sobre as alucinações?

Oh, costumavam acontecer cada vez que eu pressionava minha tecla da morfina, você sabe, o PAC ou o APC [analgesia controlada pelo paciente].

Penny: Sim, o APC.

[O APC da morfina tinha sido interrompido alguns dias antes de sua NDE e nenhuma droga similar foi administrada no dia de sua NDE.]

Cada vez que eu pressionava essa tecla, as alucinações começavam. O quarto girava, as paredes se moviam e eu via coisas estúpidas que não estavam lá.

Penny: Como você sabia que era alucinação?

Eu sabia que não eram reais; eram um pouco como, como que similares a sonhos, mas piores.

Penny: Eram similares à outra experiência que você recordou?

Oh, não. Eram muito diferentes. Que a experiência de quase-morte era real; não há nenhuma dúvida em minha mente. As alucinações, bem, elas não eram reais; eram como um sonho ruim indo mal. Coisas estúpidas aconteciam, você sabe? Não, eram ambas as experiências muito diferentes.

Penny: Você sente como você se tivesse aprendido qualquer coisa da experiência?

Bem… nenhum medo da morte.

[Um outro aspecto notável desta NDE era o fato de que o paciente pôde mais tarde abrir sua mão previamente contraída. Isto foi estabelecido durante uma entrevista de continuação quando ele entendeu mal uma das perguntas. Quando nascido, o paciente teve paralisia cerebral, que resultou em uma contração de sua mão direita. Ele tinha previamente um usado uma tala sobre sua mão e nunca mais havia conseguido abrí-la.]

Penny: Quando você estava neste estado e não em seu corpo, havia coisas que você podia fazer que você não pode em seu corpo físico?

Bem, sim, é o que eu quero dizer; quando eu voltei, eu podia abrir minha mão. [Interpretou mal a pergunta.] Esta mão [esquerda] tem sempre sido forte mas esta mão [direita] costumava ser assim [punho cerrado e contraído para baixo]. Toda minha vida, por 60 anos, meu braço sempre foi assim; eu nunca pude abri-lo. Meu pai costumava dizer “O macaco está na gaiola.” Agora eu posso abri-lo. Disseram-me que meus rins não estavam trabalhando corretamente e agora eles estão trabalhando perfeitamente, assim eu não sei o que era. Também, eu sei que eu perdi muito peso. Meus tornozelos costumavam ficar muito inchados e agora estão como de dois anos de idade; são finos. Mesmo minha irmã ficou surpresa com minha mão. Eu tenho paralisia cerebral e minha mão era para ser assim [apertada e torcida para baixo]; agora eu posso abri-la. Parece um bocado firme, mas eu a abro.

Penny: Você nunca pôde abri-la assim antes?

Não, eu nunca pude abri-la assim, Penny. Nunca; somente um pouco.

Penny: Isso foi somente desde a experiência? Ou foi de antes?

Desde a experiência. Eu posso fazer tudo com ela, toda a comida. Disseram a minha irmã que eu não tive que passar pelo tratamento do rim porque estava tudo funcionando… e minha mão estava estranha. Também, o que eu observei desde que vim para casa, é que eu costumava girar meu pé para dentro; eu não posso compreender, mas não faço mais isso. Eu estou andando em linha reta como um cubo, não sei por que; eu fiquei mais alto – não mais alto, mas eu ando mais reto. Também, eles curaram minha mão e meu rim, mas me deram um pé que vira, mas agora esse problema no meu pé tem sumido. Eu não sei porque… dizem que isso não desaparece; está prestes a sumir em alguns casos.

Discussão

Terá sido a experiência do paciente apenas um modelo mental construído por sua visão, audição e seu tato residuais? Este paciente esteve na UTI por oito dias antes da experiência e estava muito familiarizado com a disposição da unidade e da rotina diária. Neste momento, é pertinente examinar separadamente as características de sua OBE.

Características Verídicas de sua OBE

1. O médico piscando a luz em seus olhos. O médico que verificou suas pupilas foi o anestesista consultante, que entrou na UTI pela primeira vez naquele dia, tão logo a condição do paciente se deteriorou. Os médicos juniores estavam indisponíveis; subseqüentemente o consultante revisou o paciente. Quando a condição do paciente estabilizou após a administração do líquido para aumentar a pressão sanguínea, os médicos juniores chegaram e o consultante retornou a seu escritório até que ele começou a ronda no setor posteriormente naquela tarde. O consultante certificou-se de que as pupilas do paciente estavam reagindo piscando uma luz neles. Ele observou, “Sim, elas estão reagindo, mas de forma desigual.” O paciente relatou ter ouvido o médico dizer: “Há vida no olho” ou “coisa semelhante.” Isto foi impreciso, embora isto realçasse sua interpretação do que foi dito e era uma boa compreensão do que o médico disse.

O paciente estava inconsciente antes que o consultante o revisse e permaneceu inconsciente quando o consultante deixou a cabeceira. Foi somente enquanto os plantonistas do setor aproximaram-se da área da cama do paciente, quatro horas mais tarde, que ele recobrou plenamente a consciência e excitadamente tentou comunicar o que tinha experimentado. O paciente corretamente identificou o consultante como tendo piscado a luz em seus olhos, assim como um dos médicos juniores que lhe era familiar. O paciente estava profundamente inconsciente naquele momento e não tinha visto antes o consultante naquela manhã, embora tivesse visto os outros médicos juniores. Entretanto, é possível que ele tivesse ouvido a voz do consultante quando estava inconsciente, o que pode ter contribuído para a construção de um modelo mental.

2. A enfermeira limpando sua boca. Quando o paciente havia sido posto de volta à cama, saía saliva do lado de sua boca. Uma vez que sua condição estava estável, a enfermeira limpou sua boca. Ele sabia quem era sua enfermeira naqueles dias, e estava familiar com os procedimentos a serem executados. Ele sabia que sua boca era limpa usando uma esponja cor-de-rosa mergulhada na água. Ao executar alguns procedimentos de enfermagem, a enfermeira sempre explica suas ações, mesmo se o paciente está inconsciente. Ele poderia, conseqüentemente, ter ouvido a enfermeira explicar suas ações, embora negasse inflexivelmente ter feito isso, e poderia igualmente ter sentido a limpeza de sua boca. Entretanto, porque salivava, um cateter de sucção longo, usado normalmente para a sucção endotraqueal, foi usado para limpar as secreções orofaríngeas da parte posterior de sua garganta. Este cateter longo foi usado em preferência ao mais curto, duro, plástico sugador de Yankauer, porque é mais macio e mais confortável para o paciente; este não é o procedimento usual, pois a maioria das enfermeiras usa o sugador Yankauer. Depois que sua boca foi limpa, uma esponja cor-de-rosa úmida foi posta em sua boca para refrescar. A esponja cor-de-rosa não é longa, como o paciente relatou, mas o cateter da sucção que foi usado primeiramente era longo. Ele podia conseqüentemente ter visto ambas as partes de equipamento. Também, as secreções limpas eram cor-de-rosa.

3. A fisioterapeuta “pondo sua cabeça através das cortinas.” O paciente igualmente relatou ver a fisioterapeuta olhar muito nervosa e “pondo sua cabeça através das cortinas” para ver se sua condição estava melhorando. A mesma fisioterapeuta estava nas redondezas da divisão no momento em que ele (o paciente) relatou a experiência. Ela tinha estado em serviço o dia inteiro e o paciente estava ciente deste fato. É possível, mas não confirmado, que ela tenha inquirido verbalmente sobre a condição do paciente, pois estava pondo sua cabeça pelas das cortinas. Assim o paciente poderia tê-la ouvido perguntar, o que teria contribuído para a construção de um modelo mental. Os olhos do paciente estavam fechados ao longo do período em que a fisioterapeuta estivera verificando em sua condição. Entretanto, se sua OBE fosse uma reconstrução mental, surpreende que o paciente a pudesse relatar como “pondo sua cabeça pelas cortinas, parecendo muito nervosa”. Seria mais provável que ele pudesse construir um relato dela estando mais perto da cabeceira, sem a necessidade de “pôr sua cabeça pelas cortinas.’”

Seria sua OBE uma Reconstrução Mental?

Poderia um modelo mental ter sido construído durante as quatro horas que o paciente levou para recobrar a consciência ? Poderia ter sido tentativa do seu cérebro de dar significado ao que tinha ocorrido através das sensações, especialmente a visão, som, e estimulação tátil residuais? A discrepância entre o que o consultante disse (“Sim, está reagindo, mas de forma desigual”) e o que o paciente relatou (“Há vida no olho”) poderia ser esclarecido pela possibilidade que ele estava confuso e incapaz de prestar atenção plena às sugestões verbais. Isto sugeriria que a “visão” da situação com tal claridade não seria possível caso esta fosse devida somente a um modelo mental reconstruído daquilo que ele pudesse ouvir e sentir. Se a reconstrução mental foi baseada no que pudesse ouvir então esperar-se-ia que ele relatasse exatamente as sugestões verbais que tinha ouvido.

Apesar destas discrepâncias, a descrição do paciente do que havia acontecido quando estava inconsciente foi extremamente exata e relatada imediatamente assim que o paciente recobrou completamente a consciência. É possível que alguma das informações pudesse ter sido obtida dos sentidos, mas esta é uma explanação incompleta para os eventos detalhados descritos pelo paciente e testemunhados pela autora sênior. A experiência permaneceu vívida e acurada quando recordada em várias ocasiões seguintes, de um ano a cinco anos após a experiência.

A NDE aconteceu enquanto o paciente estava recobrando a consciência?

Embora seja impossível especular sobre o sincronismo da experiência do “encontro” do paciente com pai e sogra falecidos, é possível dizer que a experiência de observar a enfermeira limpando sua boca com o que pareceu com um pirulito cor-de-rosa e do médico piscar uma luz em seus olhos deve ter acontecido pelo menos três horas antes do paciente recobrar consciência plena. Como os relatos médicos mostram, o paciente estava profundamente inconsciente e com seus olhos fechados no momento em que aqueles eventos ocorreram, e a experiência de vivenciar aqueles eventos deve ter sido contemporânea com sua ocorrência em vez de acontecendo quatro horas mais tarde enquanto o paciente recobrava a consciência.

Seria a NDE atribuível a gases anormais do sangue arterial?

Antes da perda de consciência, o nível da saturação de oxigênio do sangue do paciente diminuiu de 96 por cento para cerca de 70 a 86 por cento. Esta diminuição foi retificada prontamente por ventilação manual com 100 por cento do oxigênio. Os níveis do oxigênio diminuíram momentaneamente outra vez, mas por outro lado aumentaram em seguida e permaneceram em 94 por cento ou mais. Ele ainda estava consciente quando os níveis do oxigênio foram normalizados. Uma amostra de gás do sangue arterial foi extraída até aproximadamente uma hora após o evento, na qual a condição do paciente estava estável. Os resultados foram os seguintes: a pressão parcial do oxigênio (pO2) era 10.2 kilopascals (kPa), dentro da escala normal de 10 a 13 kPa; a pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2) era o 10,6 kPa, acima do valor normal de 4 a 6 kPa; e a acidez (pH) era 7.176, mais ácido do que o valor normal de 7.35 a 7.45.

Embora o nível do oxigênio estivesse normal, o de dióxido de carbono estava elevado. Os efeitos dos altos níveis de dióxido de carbono (hipercarbia) podem incluir algumas características similares aos componentes das NDEs, como sentimentos de inefabilidade, sensação de destacamento corporal, uma comunicação telepática com uma figura religiosa, percepção de uma luz brilhante, memórias do passado e sentimentos de importância cósmica. Outros efeitos da hipercarbia incluem ver objetos animados, compulsão para resolver problemas matemáticos, a percepção de figuras geométricas ou padrões como vidro manchado, e percepções assustadores de “horror desproporcional e sem propósito”. Alguns mesmo descreveram a sensação da hipercarbia como um “sonho real” (Meduna, 1950).

Este paciente não relatou nenhuma qualidade similar a sonhos, nem reportou padrões geométricos ou aspectos assustadores, nem compulsão para resolver problemas matemáticos. Sua OBE não foi meramente um sentido de destacamento corporal, como pode ser relatado na hipercarbia, mas um sentimento definitivo da existência independente de seu corpo e visão acurada dos eventos que foram verificados mais tarde pela equipe presente. Muitos dos que passaram por uma NDE estão convictos de que a experiência não foi um sonho. Em adição, outros dois pacientes neste estudo que relataram uma NDE ou OBE tiveram níveis de dióxido de carbono dentro da escala normal à época de suas experiências.

Deve-se igualmente enfatizar que as análises do sangue deste paciente podem atuar somente como um guia, porque não se sabe se a NDE estava ocorrendo naquele intervalo no qual o sangue foi extraído. De fato, o sangue foi extraído aproximadamente uma hora após os eventos vistos pelo paciente de uma perspectiva fora-do-corpo, o que pode indicar que os níveis tinham aumentado gradualmente após a hora e não refletissem exatamente o nível no instante da OBE. O tempo decorrido quando o paciente estava consciente na cadeira até quando foi posto de volta à cama e percebido os eventos de uma perspectiva fora-do-corpo foi de aproximadamente de 10 a 15 minutos. É improvável que os níveis de dióxido de carbono tivessem aumentado em tal nível elevado em tão curto período de tempo.

Seria a Experiência Atribuível às Drogas Administradas?

Durante a experiência, não houve infusões intravenosas de drogas e nenhuma droga foi administrada. Ele foi medicado apenas com fluido para elevar a sua pressão sanguínea.

O Paciente Construiu a NDE para Ajudar a Enfermeira que Estava Encarregada Dele?

Antes da experiência do paciente, a pesquisa sobre NDEs da enfermeira fora estivera relacionada somente com os pacientes que tinham sobrevivido à parada cardíaca. A pesquisa não tinha sido discutida anteriormente com o paciente e este não teve nenhum conhecimento de que tal pesquisa estivesse sendo conduzida. De fato, se o paciente não tivesse relatado sua NDE, não lhe seria perguntado sobre o que recordou durante o tempo em que estava inconsciente e não seria incluído na pesquisa.

O fato de que ele relatou a experiência imediatamente após recobrar a consciência torna altamente improvável que tivesse feito o proposto acima. Depois de um período de inconsciência, os pacientes estão, em geral, completamente confusos e construir uma encenação elaborada para satisfazer a enfermeira seria bem difícil. Além disso, a enfermeira não estava presente naquele momento em que ele recobrou plenamente a consciência e relatou a experiência aos médicos do setor.

A “cura” incomum de sua mão contraída

Foi documentada na admissão médica do paciente que ele teve paralisia cerebral com uma hemiparesia espástica direita. O paciente indicou que sua mão era do formato de uma garra e tinha sido assim por toda a sua vida; isto foi confirmado pelo testemunho de sua irmã. A extensão da contração não havia sido avaliada, nem tinha sido documentada formalmente antes da NDE. Entretanto, uma tala tinha sido feita para a mão do paciente pelo departamento de utensílios do hospital vários anos antes da atual admissão hospitalar. O paciente indicou que a tala não tinha sido eficaz e que sua mão permanecia contraída. As notas médicas e fisioterápicas foram examinadas para verificar se fisioterapia extensiva havia sido realizada em sua mão; não havia. Entretanto, documentou-se nas notas da fisioterapia que havia um tônus muscular aumentado em seu mão contraída antes da soltura. Isto foi discutido com o fisioterapeuta, que explicou que a mão não deveria poder abrir sem uma operação para liberar os tendões que tinham estado em uma posição contraída por 60 anos. Nenhuma operação havia sido executada. Permanece inexplicado como é possível para o paciente poder agora abrir e usar sua mão antes contraída.

Não há razões para desacreditar as afirmações do paciente e de sua irmã a respeito da extensão de sua contratura anteriormente à sua NDE. Na verdade, o fato de que sua contratura foi resolvida foi mencionado apenas quando o paciente interpretou mal uma das perguntas feitas durante a entrevista aprofundada. Não tivesse ele compreendido mal a pergunta, o fato de que ele agora é capaz de abrir sua mão permaneceria desconhecido.

Conclusão

Há muitos aspectos deste caso que nossos modelos atuais de mente/cérebro não podem fornecer uma explanação adequada. Apesar de não identificar o símbolo escondido, o paciente relatou exatamente as ações do pessoal médico presente durante um período em que estava profundamente inconsciente e com os seus olhos fechados. O fato de que pôde abrir sua mão antes contraída desafia explicações. Os detalhes verídicos deste caso são corroborados pelas notas médicas e os testemunhos do paciente, de sua enfermeira e da fisioterapeuta, que estavam presentes naquele momento em que a experiência ocorreu. Este estudo confirma que casos de interesse que não podem ser dispensados ou ignorados podem ser documentados durante um estudo prospectivo.

Este interessante caso foi obtido de um pequeno estudo prospectivo, conduzido em um hospital. Mais pesquisa prospectiva em uma escala muito maior é necessária a fim de fornecer uma compreensão mais larga da NDE e, certamente, da consciência. Embora este seja somente um caso, reforça a experiência cumulativa derivada de muitos outros exemplos de casos individuais (Sabom, 1998, Cook, Greyson, e Stevenson, 1998; Sabom, 1998; Van Lommel, Van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001) que sugerem que nossos modelos atuais da consciência devam se expandir a fim fornecer uma explanação adequada das NDEs.

Referências

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Cook, E. W., Greyson, B., and Stevenson, I. (1998). Do any near-death experiences provide evidence for the survival of human personality after death? Relevant features and illustrative case reports. Journal of Scientific Exploration, 12, 377–406.

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Artigo publicado originalmente como A Prospectively Studied Near-Death Experience with Corroborated Out-of-Body Perceptions and Unexplained Healing Penny Sartori, R.G.N, Ph.D., Paul Badham, Ph.D., and Peter Fenwick, M.B.B.Chir., D.P.M. Journal of Near-Death Studies, 25(2), Winter 2006, pp. 69-84.

http://parapsi.blogspot.com.br/2009/05/penny-sartori-r.html

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