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O controverso Planeta Nove, novo integrante do Sistema Solar que ninguém nunca viu

Publicado por: luxcuritiba em dezembro 17, 2017

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Concepção artística de como seria o suposto planeta 9.

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Ele tem dez vezes o tamanho da Terra e, por se encontrar 20 vezes mais distante do Sol que Netuno, precisa de 10 mil a 20 mil anos para completar sua órbita.

Seu nome, ainda que provisório, é “Planeta Nove”, porque se trata nada menos que do nono membro do Sistema Solar. O problema é que ninguém o viu.

O astro foi descrito pela primeira vez há dois anos em uma pesquisa publicada na revista científica The Astronomical Journal e, desde então, divide a comunidade científica.

Mas os autores do estudo, Michael Brown e Konstantin Batygin, ambos especialistas do prestigiado Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), estão acostumados com a controvérsia: eles fazem parte também da equipe de pesquisadores que rebaixou Plutão à categoria de planeta anão.

Michael Brown disse que ‘incrivelmente’ ninguém conseguiu provar que sua hipótese sobre o nono integrante do Sistema Solar está errada.

Embora muitos cientistas critiquem a falta de evidências definitivas sobre a existência do Planeta Nove, os pesquisadores preferem se concentrar na metade do copo que está cheia.

É que, em todo esse tempo, nenhuma evidência surgiu para refutar a existência do planeta de forma conclusiva.

“Nos últimos 170 anos, muitos afirmaram ter descoberto novos planetas e sempre estiveram errados”, disse Brown à revista The Atlantic na semana passada.

O astrônomo afirmou que, “incrivelmente”, ninguém conseguiu provar que seus cálculos para o nono planeta estejam errados.

Batygin, por sua vez, compartilhou em sua conta no Twitter o artigo da revista, intitulado “O Planeta Nove é real?” com o acréscimo do comentário: “A resposta curta é: sim”.

É que, segundo os cientistas, é mais difícil imaginar o Sistema Solar sem esse astro do que com ele.

Indícios para o ‘sim’

Para descrever a existência deste gigante planeta congelado, os pesquisadores basearam-se principalmente em dados indiretos, como seus supostos traços gravitacionais.

Em particular, estudaram seis objetos localizados no chamado Cinturão de Kuiper, uma região que se estende da órbita de Netuno até o espaço interestelar.

Esses corpos gelados têm órbitas elípticas que apontam na mesma direção, algo que é tão improvável que só poderia ser explicado pela presença de um corpo como o Planeta Nove, segundo defenderam Brown e Batygin em seu estudo original.

Planeta Nove estaria no Cinturão de Kuiper, uma região que se estende da órbita de Netuno ao espaço interestelar.

Em outubro, Batygin deu uma entrevista ao site de notícias da Nasa, agência espacial americana, em que disse:

“Neste momento, existem cinco linhas diferentes de estudos com evidências observacionais que apontam para a existência do Planeta Nove”.

De acordo com o astrofísico, “se você decidir eliminar essa explicação e imaginar que o Planeta Nove não existe, você geraria mais problemas do que soluções. De repente, você teria cinco enigmas diferentes e você deveria ter que desenvolver cinco teorias diferentes para explicá-los”.

No mês passado, o próprio Batygin publicou um estudo que aumentaria as evidências defendidas por ele, em que afirma que o Planeta Nove até conseguiu mudar o sentido da órbita de objetos distantes do Sistema Solar.

Indícios para o ‘não’

Nestes dois anos, astrônomos de diferentes partes do mundo apresentaram explicações alternativas ao nono planeta.

De acordo com um projeto chamado “Outer Solar System Origins Survey” (“Pesquisas sobre as origens para além do Sistema Solar”), por exemplo, que descobriu mais de 800 novos objetos transneptunianos (aqueles que orbitam o Sol a uma distância média superior à de Netuno), a distribuição desses corpos é realmente aleatória.

Michael Brown e Konstantin Batygin fazem parte também da equipe de pesquisadores que reibaxou Plutão à categoria de planeta anão.

Eles até chegaram a dizer que os dados sobre os quais Brown e Batygin estão se baseando têm erros causados por fatores climáticos – assim, todos os cálculos seriam tendenciosos.

Christopher Smeenk, filósofo da ciência da Universidade do Oeste de Ontário, nos Estados Unidos, foi além.

“Os cientistas muitas vezes são bons em desenvolver conclusões por contrastes, ao estilo de Sherlock Holmes”, disse ele à revista The Atlantic.

O famoso detetive, acrescentou, era capaz de elaborar probabilidades de culpa entre uma série de suspeitos.

http://www.bbc.com/portuguese/geral-42347805?ocid=socialflow_twitter

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A ‘Robin Hood da ciência’ contra o império editorial

Publicado por: luxcuritiba em dezembro 8, 2017

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Jovem programadora do Cazajistão resiste com Sci-Hub, site pirata de artigos científicos, a processos sem precedentes das editoras de grandes revistas

“Se consegui ver mais longe, foi porque subi nos ombros de gigantes”, escrevia Isaac Newton,em uma carta ao seu rival, o físico britânico Robert Hooke, em 1675. Hoje em dia, os cientistas podem subir apenas metaforicamente nos ombros de pesquisadores, cujos estudos entram no pacote de inscrição das suas universidades. Dado o incrível custo para centros de pesquisa manterem cada revista científica, as instituições não podem proporcionar a seus empregados acesso livre a toda a literatura acadêmica que necessitam para trabalhar. É ainda pior para os estudantes ou cientistas não filiados a uma boa biblioteca: o preço médio de um paper ronda os 25 euros (96 reais) para um particular. E isso apesar de muitos estudos se financiarem com dinheiro público.

Insatisfeita com o modelo de publicação, a programadora do Cazajistão Alexandra Elbakyan fundou, em 2011, quando tinha só 23 anos, o site Sci-Hub, que proporciona aos internautas livre acesso a milhões de publicações científicas que, legalmente, deveriam ser pagas. “Quando eu era estudante na universidade do Cazaquistão, não tive acesso a nenhum documento de pesquisa, documentos que precisava para meu projeto. É loucura pagar 32 dólares [por estudo] quando você precisa ler ou navegar por centenas de documentos para fazer uma pesquisa”, declarava, em uma carta aberta, no tribunal de Nova York, em 2015.

O motivo pelo qual Elbakyan escrevia a um juiz de Nova York era que Reed-Elsevier, a editora que mais gera renda com publicações acadêmicas, processou o Sci-Hub e sua criadora por infração de direitos autorais. Ela argumentou que sua página proporciona um serviço público que não é comparável com a pirataria de música ou de filmes, já que os cientistas não cobram direitos autorais pelas vendas de seus artigos. Neste mesmo ano, um juiz ordenou o fechamento do domínio sci-hub.org, cujo registrador — a empresa que aluga o domínio .org — está baseado nos Estados Unidos. Ainda assim, a página permaneceu ativa sob outros nomes registrados no exterior, que Elbakyan anunciou em seu Facebook. O pleito da Elsevier só foi concluído em junho de 2017, quando o juiz ordenou uma indenização de 15 milhões de dólares (49 milhões de reais) a favor da editora. Elbakyan não compareceu ao julgamento.

Golpe legal sem precedentes

Até semana passada, era possível acessar o portal pirata por meio do sci-hub.cc, sci-hub.io, sci-hub.ac e sci-hub.bz. Agora, apenas o último endereço, registrado em Belize, está ativo. O motivo é um novo litígio, apresentado pela American Chemical Society (ACS), em um tribunal no estado da Virgínia. Esta editora é menor que a Elsevier, mas seu processo resultou em maiores consequências. De início, o juiz também havia concedido uma indenização aos requerentes, desta vez de 4,8 milhões de dólares (15 milhões de reais). No entanto, além disso, a última sentença — divulgada em novembro — é excepcional ao ordenar o fim da cooperação dos serviços de internet com o Sci-Hub, o que, neste caso, inclui não apenas as empresas que registram os domínios, mas também provedores de conexão de internet e sites de busca. Essas são entidades jurídicas alheias à organização do Sci-Hub e não estavam envolvidas no julgamento.

“Não sabemos como podem tentar cumpri-la”, afirma o estudante de doutorado Stephen McLaughlin, especialista em estudos da informação na Universidade do Texas, que acompanhou de perto o caso do Sci-Hub. “Acredito que a tentativa aparente da ACS de conseguir bloquear sites de busca e provedores de serviços de internet provavelmente não seja legal sob o modelo norte-americano”, acrescenta.

O diretor de comunicações da American Chemical Society, Glenn Ruskin, confirmou ao EL PAÍS que a ACS enviou uma ordem judicial a vários provedores de internet e registradores de domínios do Sci-Hub, para que acatassem a decisão. Isso explica a queda repentina de três domínios de internet na quarta-feira da semana passada (um deles registrado nos Estados Unidos, os outros dois no Reino Unido). “A ACS continuará seu esforço para impor o cumprimento da ordem judicial”, afirma Ruskin.

Da sua parte, Elbakyan não pagou um centavo, já que opera o site da Rússia, fora da jurisdição norte-americana. O tribunal da Virgínia também não tem o poder de confiscar os servidores do Sci-Hub. Eles devem conter 70 terabytes de documentos, segundo Daniel Himmelstein, cientista de dados da Universidade da Pensilvânia, que publicou uma análise do conteúdo do Sci-Hub. “As empresas de tecnologia não estão muito contentes com a ordem judicial. Consideram-se fornecedoras de um serviço neutro e que não são responsáveis pelo que fazem os seus usuários. Têm um interesse muito forte em parar essas ordens judiciais tão amplas e sem precedentes”, explica.

O futuro das publicações científicas

Apesar da novidade do caso, e do zelo das editoras por defender seus negócios, os usuários do Sci-Hub não esperam que a sentença mude muita coisa; a demanda por acesso livre ao conhecimento científico é grande demais e será difícil impor leis regionais em uma internet descentralizada. O mais provável é que se fechar um site, aparecerá outro

Mesmo fechando todos os domínios do Sci-Hub, seria difícil para as editoras bloquearem completamente o acesso à página. O portal pirata conta com uma direção alternativa na internet profunda Tor, formada por um grupo de servidores que criptografam o tráfego para ocultar sua origem. “Esta rede é imune a qualquer tipo de censura, salvo a apreensão física dos servidores”, afirma Himmelstein.

O entusiasmo gerado pelo caso do Sci-Hub mostra a insatisfação profunda com o modelo de publicação cientifica que envolve pesquisadores de todas as disciplinas. Existem revistas de reputação que não cobram assinaturas, mas taxas de publicação. Himmelstein tem uma visão para o modelo ideal: “Eu quero que toda a literatura acadêmica financiada com dinheiro público seja de livre acesso e leitura. Não apenas grátis, mas também livre de barreiras de permissão, ou seja, com uma licença pública que permita a mineração de dados e textos. Muita gente compartilha dessa visão, a do movimento open acess”.

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/29/ciencia/1511971491_929151.html?id_externo_rsoc=FB_CC

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Cientistas comprovam que andar descalço pode curar doenças

Publicado por: luxcuritiba em dezembro 2, 2017

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Por Karlla Patrícia

Se você é cheio de frescuras para andar descalço, pode ir mudando seus pensamentos. No texto “Está estressado? Vai para o mato!”, mostramos alguns estudos científicos que comprovam que um passeio na mata pode curar doenças. Agora, um estudo publicado no site científico NCBI, andar descalço pode curar doenças, melhorar nossa saúde e garantir o bem-estar.

A explicação é simples: de acordo com o autor do estudo, Dr. James Oschman, biólogo especialista em medicina energética, a carga rica em elétrons presentes no solo, pode fazer milagres com nossa saúde. Ele diz que ao andarmos descalços, esses elétrons entram em nosso corpo e funcionam como importantes antioxidantes, varrendo os radicais livres.

Andar descalço pode memso curar doenças

Para chegarem a essa conclusão, acompanharam lesões experimentais muscular. Essas lesões foram usadas para monitorar a resposta imune sob condições de ter contato dos pés ou não com o solo. A ligação à terra reduz ou mesmo impede a inflamação após lesão. Este contato, segundo o estudo, reduz a vermelhidão, o calor, o inchaço, a dor e a perda de função. A cura de inflamações crônicas dolorosas foi confirmada em 20 estudos de caso.

O estudo diz que o contato dos pés com a terra pode reduzir a dor e alterar o sistema imunológico. “O número de neutrófilos e linfócitos circulantes é aumentado e afeta vários fatores químicos relacionados à inflamação”, diz um trecho do artigo.

Além deste, outro estudo demonstrou que doenças como estresse crônico e disfunção no Sistema Nervoso Autônomo podem se curaras. Também, inflamações, dores, sono fraco e insônia, sangue hiper-coagulável e disritmia foram comprovadamente atenuados. Isso significa que o simples ato de caminhar descalço sobre a terra pode funcionar como um potente tratamento.

Tente, a partir de agora, passar alguns minutos do dia com os pés no chão. De qualquer forma, segundo especialistas, não precisa necessariamente ficar descalço na terra. Pisar na grama, areia, concreto e até telhas de cerâmica também funciona.

http://diariodebiologia.com/2017/11/andar-descalco-pode-curar-doencas/

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Eletricidade sem fio. E sem mistérios!

Publicado por: luxcuritiba em novembro 22, 2017

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A transmissão de energia sem fio é uma tecnologia que já existe há mais de 100 anos, desenvolvida por Nikola Tesla e outros grandes pesquisadores da sua época. Devido a interesses comerciais esta tecnologia foi praticamente banida e após a morte de Tesla ficou esquecida no passado. Somente recentemente, há uns 5 anos mais ou menos, as informações sobre a transmissão de energia sem fio voltaram a se tornar populares graças a internet e dezenas ou milhares de pessoas mundo a fora tem reproduzido, em projetos caseiros, os projetos originalmente desenvolvidos por Tesla e outros grandes cientistas do passado. Grandes empresas também tem trabalhado ativamente no desenvolvimento de sistemas de transmissão de energia sem fio de alta eficiência.

O sistema de energia sem fio baseado na famosa Bobina de Tesla é um sistema relativamente simples de reproduzir e qualquer pessoa com um pouco de habilidade e conhecimentos básicos em elétrica/eletrônica pode montar em casa, com custo bastante reduzido. Que tal desenvolver seu próprio sistema de energia sem fio? Veja algumas dicas:

Será que estamos finalmente perto de realizar o sonho de Tesla? ter eletricidade sem fio em todas as partes do planeta?

Gostou? Compartilhe com os amigos ;)

Links úteis:
https://www.youtube.com/channel/UCop2ybGsiTYo1iyttgjNo8g/videos
http://www.spigellab.com
https://www.google.ch/patents/US20090206675

O circuito oscilador utilizado nesta montagem você encontra nesta página:
http://www.spigellab.com/2016/05/27/100w-wireless-and-single-wire-power-transmission-with-high-power-double-slayer-exciter/

Detalhes sobre o funcionamento de uma Bobina de Tesla, ressonância, superposição de ondas e cálculos para projetos de bobinas:
https://www.youtube.com/watch?v=oyODF8FWs_8

Veja também:
http://www.recursosrenovaveis.com

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Onde estão os alienígenas afinal?

Publicado por: luxcuritiba em outubro 14, 2017

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Queremos encontrá-los, mas eles podem não nos querer.

Todos sabemos que é possível estar em várias formas biológicas além de todos os seres vivos que vivem no planeta Terra, com o qual queremos conversar com a palavra “estrangeiro”, ” vida extraterrestre “.

Quando pensamos que não podemos estar sozinhos neste universo tão imenso, a Equação de Drake pode ser usada para estimar o número de civilizações que poderiam existir, em teoria [1]:

Os valores para cada um desses elementos são os seguintes:

R* = A taxa de formação de estrelas adequadas para o desenvolvimento da vida inteligente.
fp = fração de estrelas com sistemas planetários.
ne = Número de planetas por sistema solar com uma natureza favorável para a vida.
fl = Fração de planetas adequados onde a vida realmente pode existir.
fi = Fração de planetas que têm vida na superfície, e vida inteligente.
fc = fração de civilizações que desenvolvem uma tecnologia que pode enviar sinais perceptíveis de sua existência.
L = A duração dessas civilizações espalhando sinais perceptíveis.

Claro, precisamos de uma subestrutura tecnológica para procurar dados que corresponderão a esses valores. A Equação de Drake é uma equação simples e efetiva que nos ajuda a entender como somos parte desse universo, sabendo que a vida é um produto natural do desenvolvimento cósmico, movendo a curiosidade intelectual sobre o universo, além de esclarecer os fatores envolvidos nessa pesquisa. O principal objetivo da SETI Extraterrestrial Intelligence é fazer uma pesquisa de melhor qualidade que fornecerá informações adicionais sobre qualquer um dos fatores dessa equação fascinante.[1]

Se há tantas civilizações, onde estão? Há décadas temos a tecnologia para receber sinais de rádio à distância, mas raramente recebemos qualquer sinal que possamos afirmar que se trata de uma possível mensagem de outra civilização fora da Terra. Isso foi repudiado muitas vezes, como no caso em que os pulsares foram descobertos. Embora alguns sinais sejam promissores, a descoberta da vida extraterrestre ainda continua sendo um evento futuro.

Paradoxo de Fermi [2]

Enrico Fermi (1901-1954) postulou que qualquer civilização com tecnologia de foguete adequada e até mesmo civilizações menos desenvolvidas (como nós…) poderia colonizar toda a galáxia. Dentro de dez milhões de anos, todo um sistema de estrelas poderia ser tomado sob as asas do um império. Dez milhões de anos pode parecer um longo tempo, mas a nossa galáxia é bastante pequena em comparação com sua idade. Portanto, a colonização da Via Láctea deve ter sido rápida (a Via Láctea tem cerca de 13,2 bilhões de anos, com um limite mínimo determinado pela idade da estrela chamada HE 1523-0901 , que deveria ser a primeira estrela em nossa galáxia [3]).

Então, a ideia principal de Fermi era que, seria apenas uma questão de tempo até que encontrássemos nossos irmãos galáticos. Mas quando ele olhou em volta, não havia nada; Fermi perguntou-se: “Onde está todo mundo?”

Essa incompatibilidade, que Enrico Fermi apresentou, é chamada de “Paradoxo de Fermi”.

“Onde esta a vida extraterrestre que deveria existir? Por que eles não colonizaram toda a galáxia até este momento, se eles existem?”

É um pouco estranho no começo, ok. Aparentemente, nada se move em torno de nosso planeta ou em partes da nossa galáxia que podemos identificar como movido por inteligência extraterrestre. Muitos pesquisadores acreditam que essa simples observação seria um resultado muito radical. Claro que o Paradoxo de Fermi tem uma explicação.

A primeira coisa a notar é que o Paradoxo de Fermi é um argumento muito poderoso. Quanto a velocidade da nave espacial extraterrestre, você pode dizer que pode mover-se a 1% da velocidade da luz ou 10% da velocidade da luz. Não importa. Você também pode discutir quanto tempo levará um novo berço de estrelas para formar suas próprias colônias. Ainda não importa. Qualquer suposição razoável sobre a rapidez com que a colonização pode ocorrer ainda resultará em uma escala de tempo menor do que a idade da galáxia. É como entrar em um debate acalorado sobre se os navios espanhóis do século 16 poderiam ir com dois ou vinte mar mares. De um jeito ou de outro, eles rapidamente colonizaram a América de ponta a ponta.

De acordo com Brian Cox , não se pode esperar que uma civilização com capacidade de se comunicar pelo espaço tenha uma vida necessariamente longa – porque essa civilização também terá a capacidade de se autodestruir. Ao mesmo tempo, ele explica que a evolução da ciência e da tecnologia ultrapassará rapidamente as instituições de desenvolvimento que as podem controlar e, ao longo do tempo, isso pode levar as civilizações à autodestruição.[4]

“Eu não acho que vamos sobreviver mil anos, se não conseguirmos ir para fora de nosso planeta”, diz Stephen Hawking, que tem a mesma ideia que Cox.

Essa é uma das respostas mais conhecidas, mas como humanidade, ainda não gostamos de pensar nisso.

Ao mesmo tempo, Hawking vem chamando atenção do público, desde 2010, sobre os temores de encontrar uma civilização extraterrestre avançada, e o risco de nossa civilização ser destruída por ela[5].

É claro que existem outras soluções possíveis também. A vida civilizada pode ser muito mais rara do que pensamos, ou o universo é raro no que somos. Talvez eles não tenham tecnologia ou em forma biológica que possa se comunicar conosco. Não menos importante, como diz a história da HP Space Lovers The Color, outras formas de vida no cosmos podem ser tão “alienígenas” que nem podemos notar.

Há a hipótese de que, caso haja uma civilização galática super desenvolvida ela pode, deliberadamente, barrar o desenvolvimento tecnológico de grupos menos evoluídos, por questão de segurança, ou outra razão qualquer.

Também há a possibilidade de que civilizações com super desenvolvimento tecnológico (comparado com nosso atual estágio de desenvolvimento), simplesmente não tenham interesse em grupos menos desenvolvidos, como geralmente as pessoas de nossa civilização não tem interesse em grupos menos desenvolvidos de nosso próprio planeta, que em pleno século XXI ainda vivem de forma selvagem em locais afastados e pouco conhecidos, como os aborígenes australianos.

A humanidade conseguiu deixar a Terra pela primeira vez apenas recentemente, em 1969, indo até o objeto mais próximo (a Lua), e o Ford Modelo T foi construído há cerca de 108 anos. Cosmicamente falando, nossa civilização ainda está na infância. Mesmo que os extraterrestres possam nos encontrar, eles podem não gostar de nós. Talvez nós sejamos apenas tema de estudos para eles, algo curioso e interessante, e nada mais. Ou algo simplesmente, desinteressante.

De acordo com Neil deGrasse Tyson, nosso planeta poderia até ser um zoológico criado por alienígenas que desejam estudar os seres humanos, como nós estudamos os animais consideramos por nós irracionais [6].

A civilização está destinada a se destruir? Ou o Paradoxo de Fermi está apontando para outra coisa? Talvez a compreensão de quanto tempo dura o universo também seja falsa e estamos condenados apenas à solidão cósmica. De qualquer forma, muitos cenários podem ser imaginados, permitam-nos ouvir o conselho que Hawking nos deu: “Olhe para as estrelas; não para baixo, não para os pés “.

Além disso, no âmbito dos estudos recentes, as seguintes notícias sobre últimas pesquisas são uma esperança:

6 novos sinais de rádio extraterrestre detectados
http://www.fizikist.com/6-yeni-dunya-disi-radyo-sinyali-bespit-edildi/

Stephen Hawking Aliens Exploração Projeto 234 Sinais das estrelas Estranho examina
http://www.fizikist.com/stephen-hawkingin-uzayli-arama-projesi-234-yildizdan-gelen-garip-sinyalleri-inceliyor/

Sinal extraordinário gera controvérsia
http://www.fizikist.com/uzaydan-gelen-sinyal-tartisma-yaratti/

Publique para Polar Star
http://www.fizikist.com/kutup-yildizina-mesaj-yollandi/

Dois planetas descobertos podem ter vida
http://www.fizikist.com/yasam-formunun-olabilecegi-iki-gezegen-kesfedildi/

Pela primeira vez foi descoberta no espaço uma molécula orgânica
http://www.fizikist.com/uzayda-ilk-kez-organik-bir-kiral-molekul-kesfedildi/

Um enorme planeta foi encontrado na “zona habitável”
http://www.fizikist.com/yasama-elverisli-bolge-icinde-yer-alan-devasa-gezegen-bulundu/

Será enviado sinal de rádio para 20 mil estrelas
http://www.fizikist.com/20-bin-yildiza-radyo-sinyali-gonderilecek/

Referências

[1] http://www.seti.org/drakeequatio’s
[2] http://www.seti.org/seti-institute/project/details/fermi-paradox
[3] https://arxiv.org/abs/astro-ph/0703414
[4] http://www.huffingtonpost.co.uk/entry/brian-cox-explains-why-he-thinks-well-never-find-aliens_uk_57fb5688e4b02213e95446f1
[5] http: // http://www.space.com/29999-stephen-hawking-intelligent-alien-life-danger.html
[6] http://www.independent.co.uk/news/science/we-might-live-in-a-zoo-for-aliens-Neil-Grasse-tyson-número-e-que-s-por-brexit-and-estranha-política-a7109421.html

Notas

http://bigthink.com/scotty-hendricks/where-are-all-the-aliens-a-famous-physicist-gives-an-answer-you-might-not-lik para

Imagem de capa de fontes visuais : http://img11.deviantart.net/01ea/i/2014/169/3/a/man_alone_on_planet_by_dkelly1957-d7mwio4.jpg
[*] http://www.atomicheritage.org/article/manhattan-project-spotlight-enrico-fermi
[**] http://astronoteen.org/wp-content/uploads/2014/08/astro.jpg

fonte original: https://www.fizikist.com/nerede-bu-uzaylilar (texto adaptado para o português)

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Entenda por que sentimos que o tempo está passando mais rápido

Publicado por: luxcuritiba em setembro 26, 2017

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Sensação da passagem do tempo é determinada também pela idade. Outro fator é a quantidade de informações que recebemos.

Estamos na primeira semana de janeiro de 2014 (*), mas até parece que o tempo está passando mais rápido. Segundo os físicos, isso é só aparência mesmo. Tudo ficou muito rápido, em pouco tempo.

Na Guerra do Vietnã, nos anos 70, as imagens iam de avião para serem exibidas no dia seguinte. As cartas demoravam para chegar. Para telefonar era preciso estar em casa ou no trabalho. As notícias, os filmes de Hollywood, tudo demorava a nos alcançar.

Hoje a vida é transmitida ao vivo, temos acesso às informações no exato momento em que elas acontecem. Tanta rapidez e ainda assim nos falta tempo. Ou será que estamos muito acelerados?

A idade é um dos fatores que determinam a sensação da passagem do tempo. Um ano na vida de uma criança de 10 anos significa 10% da sua vida. Para quem tem 40 anos, representa apenas 2,5%. Por isso um ano para um adulto é pouco tempo, comparado com um ano para uma criança.

Além da idade, o físico da USP Claudio Furukawa diz que outras questões aceleram nossa percepção do tempo.

“A quantidade de informações que a gente tem é internet, é celular, é televisão, é rádio e são muitas informações ao mesmo tempo e muitas atividades ao mesmo tempo, então muitas vezes não dá conta de fazer todas as atividades que você queria fazer durante o dia, então pra você falta tempo. Então a questão de faltar tempo é como se o tempo ficasse mais curto”, explica.

Passar um tempo num parque, contemplando a natureza é como voltar para casa, é pulsar no ritmo natural do ciclo da vida. Passar o mesmo tempo dentro de um carro, conversando com 2 ou 3 amigos pela rede social, ouvindo música e prestando atenção no trânsito para não bater o carro são experiências de tempo completamente diferentes. No parque, o tempo passa mais devagar, quem faz várias coisas todas juntas, sente que o tempo voa.

“O homem é capaz de modificar sua relação com o tempo, ele é capaz de encompridar ou diminuir sua sensação de tempo, se você for pro meio da mata sem celular, o tempo vai mudar, você começa a viver o tempo da natureza, um dia será um dia diferentemente do dia numa cidade como São Paulo”, comenta Ari Rehfeld, psicólogo.

Apesar de toda rapidez do mundo moderno as sementes ainda caem no chão, brotam, crescem, dão frutos, geram novas sementes e cada etapa precisa de um tempo certo para que o ciclo da vida continue.

http://g1.globo.com (* Publicado originalmente em 2014)

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Como fechar o cérebro contra distrações

Publicado por: luxcuritiba em setembro 25, 2017

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Entrar em alfa

“Entrar em alfa” é uma expressão bem conhecida, significando atingir um estado mental de tranquilidade e paz. Mas o fato é que as ondas alfa têm sido praticamente ignoradas pelos cientistas.

Só muito recentemente é que os neurologistas passaram novamente a dar atenção a essas “emissões” específicas do cérebro. Isso porque, além da concentração, essas ondas parecem ter importância crucial nas formas como lidamos com o estresse e com a ansiedade.

Frequências das ondas cerebrais

A atividade elétrica dos grupos de células cerebrais resulta na emissão de ondas cerebrais de diferentes frequências, ou amplitudes.

As chamadas ondas alfa – uma onda cerebral lenta, com um ciclo de 100 milissegundos (ms) – desempenha um papel fundamental na atividade cerebral. Seu principal papel parece ser suprimir atividades irrelevantes.

A hipótese mais aceita atualmente é que as ondas alfa estão associadas com impulsos de inibição no cérebro – em contraposição aos impulsos de ativação – emitidos a cada 100 ms.

Prevendo e evitando as distrações

O que não se sabia é que, quando informações que causam distração podem ser previstas antecipadamente, há um aumento na potência das ondas alfa pouco antes do acontecimento efetivo desse elemento de distração.

A descoberta foi feita por Mathilde Bonnefond e Ole Jensen, da Universidade Radboud Nijmegen, na Holanda.

Mais do que isso, eles descobriram que o cérebro é capaz de controlar precisamente a emissão das ondas alfa de modo que o impulso de inibição esteja na potência máxima quando o fenômeno de distração ocorre.

Ou seja, quando a pessoa espera a ocorrência de algo que tende a tirar sua concentração, seu próprio cérebro se encarrega de emitir ondas de “tranquilização”, para evitar a distração.

“É como se uma porta se abrisse rapidamente para permitir ver o que está acontecendo lá fora. Isso nos permite detectar um evento inesperado, mas importante ou perigoso. Mas, para evitar ser distraído por uma informação completamente irrelevante, é melhor se a inibição estiver ativa apenas quando um distrator surge. Isso pode ser visto como um mecanismo de fechar a porta do cérebro para intrusos,” afirmam os pesquisadores.

Fechando o cérebro

Os pesquisadores projetaram uma experiência em que a precisão na capacidade de suprimir informações irrelevantes era crucial para o desempenho dos voluntários.

Os indivíduos foram treinados para fazer uma tarefa de memória em um ritmo muito rigoroso.

No experimento, os intervalos entre os distratores eram sempre os mesmos, de modo que os participantes podiam antecipar o momento em que eles surgiriam.

Aqueles que foram capazes de sincronizar a sua atividade alfa com o ritmo em que elementos de distração irrelevantes surgiam tiveram a maior pontuação na tarefa.

Mas tudo ocorre por um processo que é totalmente inconsciente.

Os pesquisadores presumem que a capacidade de ajustar a atividade alfa para uma distração iminente pode desempenhar um papel importante quando nós avaliamos ativamente o meio ambiente.

As ondas alfa eram mais fortes antes dos distratores fortes do que antes dos distratores fracos, confirmando que estas ondas “fecham” nosso cérebro para informação perturbadoras.

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Sol explode de novo e pode aquecer alta atmosfera e causar apagões

Publicado por: luxcuritiba em setembro 9, 2017

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Surto magnético está provocando várias explosões solares

O Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM) da Universidade Presbiteriana Mackenzie registrou entre os dias 4 e 6 de setembro um período de atividade importante do sol. Se trata do crescimento rápido do tamanho e da complexidade magnética de uma das regiões ativas presentes na superfície solar.

De acordo com o cientista Jean Pierre Raulin, uma região do sol decuplicou o seu tamanho nas últimas 48 horas, o que causou uma série de surtos solares. O primeiro surto ocorreu na terça-feira, 4/09, quando uma grande quantidade de massa solar foi ejetada. A massa irá viajar pelo meio interplanetário até atingir a Terra entre os dias 6 a 8 de setembro, quando poderá acontecer os efeitos na nossa atmosfera terrestre. Essa atividade afetará nosso cotidiano?

“Depende da estrutura e da configuração magnética da nuvem ejetada. No pior dos casos, poderá haver uma tempestade geomagnética com potencial para afetar redes de distribuição de energia elétrica localizadas em altas latitudes. No Brasil, por exemplo, o risco é um pouco menor, podendo trazer apagões e perturbações nas telecomunicações”, conta o cientista da CRAAM Jean Pierre Raulin.

Um outro evento 50 vezes maior, oriundo da mesma região ativa solar, ocorreu em 6/09, às 12h02 (Tempo Universal). Nesse caso, o efeito da radiação que chega a Terra em 8 minutos é quase imediato. Efeitos adicionais, retardados entre 1 e algumas horas, podem acontecer devido a prótons energéticos acelerados no Sol e viajando na direção ao nosso Planeta.

Possíveis efeitos incluem o aquecimento da alta atmosfera, o que dificulta o controle da trajetória de satélites, e falhas ou blecautes nas comunicações na banda HF. Os eventos foram registrados pelos instrumentos do Observatório Solar Mackenzie na sede do CRAAM, e pelo Telescópio Solar para ondas Submilimétricas (SST) operando na Argentina e controlado em tempo real desde a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Além do SST, os instrumentos responsáveis pela detecção são o telescópio solar H-alpha, que registrou um clarão intenso e brilhante na região 12673, e a câmera infravermelha em 30 THz Jean Pierre Raulin é doutor em Física, professor e pesquisador de radioastronomia e explosões solares da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), da Royal Astronomical Society (RAS) e da International Astronomical Union (IAU).

Lembre das outras vezes nas quais o Sol teve um surto de explosões:

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11 dores ligadas ao seu estado emocional

Publicado por: luxcuritiba em setembro 6, 2017

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Especialistas explicam porque as inseguranças, medos e sobrecargas do dia a dia podem deixar o corpo cheio de dores

Você já parou para pensar se aquela dor nas costas ou a dor de cabeça persistente possa ter origem no seu estado emocional? Sim, isso é possível acontecer, como explica a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo:

“Nosso corpo é um sistema único – a parte física e a emocional não estão desassociadas uma da outra – o que afeta o corpo mexe na emoção, o que afeta a emoção, mexe no corpo”.

A dor funciona como um mecanismo do corpo para passar uma mensagem, mostrar que algo não vai bem.

“Sem a dor, nós prejudicaríamos muito mais nosso organismo pelo simples descuido. Imagine as luzes do painel do carro que mostram quando a gasolina chegou na reserva, quando o motor está superaquecido, o óleo baixo, etc. Esse recurso mostra a tempo o que deve ser corrigido antes de nos colocarmos em risco. A dor é o nosso ‘sinal luminoso’ para prestarmos atenção”, conta Rita.

Quando a causa de uma dor é investigada, o especialista avalia vários sistemas que podem influenciar no seu surgimento. Por meio de exames, as possibilidades vão sendo descartadas até que se chegue ao diagnóstico.

“Doenças podem ter diversas origens: vírus, bactérias, hereditariedade, processos inflamatórios, acidentes, alergias, poluição, má alimentação, mau uso de medicações e também estados emocionais nocivos. Somente uma boa consulta médica irá diagnosticar a causa da dor com segurança”, reforça a psicóloga.

Como o estado emocional pode influenciar na saúde?

Na presença do estresse, os músculos ficam tensos, causando dores específicas. A tensão, por sua vez, aumenta o cortisol no sangue, alterando o ritmo cardíaco. “Tudo isso altera o organismo de uma forma geral, inclusive a musculatura, ficando tensionada e refletindo-se em dor. Além disso, a pessoa com alteração emocional e deprimida tende a manter uma postura errada e acaba não realizando exercícios, ocasionando assim dores musculares”, ressalta Carlos Górios, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

O processo inflamatório desse tipo de dor é diferente da reação do corpo após um trauma físico.

“O processo inflamatório causado por fatores emocionais está relacionado a alterações hormonais e erro de postura, enquanto que no outro caso pós-traumático ocorre uma resposta fisiológica do organismo ao dano tecidual ou alguma outra situação, como infecção. Esse envolve células do sistema imune, levando a vasodilatação como resposta vascular, aumento da permeabilidade vascular levando à edema, aumento da pressão do tecido causando dor”, explica Górios.

Como essas dores se manifestam

A região cervical, torácica e principalmente a lombar são as mais afetadas. Isso se dá porque a coluna é responsável pela sustentação do corpo e por isso as costas acabam recebendo uma carga maior em situações de estresse e alterações do emocional.

“Outro músculo que pode ser afetado é o músculo psoas, que liga a coluna vertebral às pernas. Em situação de alteração emocional, com descarga de adrenalina, esse músculo é tensionado, dificultando a postura e causando dor nas costas. Essa região é chamada de ‘músculo da alma’, segundo a medicina oriental”, revela ele.

A psicóloga destaca que a tensão emocional pode ser provocada pelos mais diversos âmbitos da vida, como trabalho, casamento, família, entre outros. “Alterações no ciclo vital, como mudanças nas fases comuns da vida, mas que acarretam sofrimento, como a morte de alguém querido, também são capazes de criar essas dores”, conta Rita. Confira algumas dores que podem surgir por causa do seu estado emocional e os motivos comuns que podem desencadeá-las, de acordo com a psicóloga:

1. Dor de cabeça
Tensão emocional e muitas preocupações. Pessoas que pensam demais e realizam pouco. Amargura com alguma recordação de eventos passados, entre outros.

2. Dor no pescoço/nuca
Forte tensão emocional, conflitos entre a razão e os sentimentos, entre outros.

3. Dor nos ombros
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, timidez, medo, insegurança, entre outros

4. Dor nas costas
Medo, desamparo, insegurança, sobrecarga de tarefas, tensão emocional, entre outros.

5. Dor na lombar
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

6. Dor nas mãos
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

7. Dor nas articulações
Sentimento de impotência, grande tensão emocional, medo e tristeza. Rigidez de pensamentos, inflexibilidade, entre outros.

8. Dor muscular
Tensão, energia acumulada, tristeza, medo, raiva, conflitos existenciais, entre outros.

9. Dor de estômago
Tensão, irritabilidade, conflitos insolúveis, mágoa, raiva, nervoso, entre outros.

10. Dor nos quadris
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

11. Dor nos joelhos
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.
Formas de tratamento

A terapia desse tipo de dor deve contar com uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir médico, psicólogo, fisioterapeuta, educador físico, além de outros profissionais.

“O tratamento medicamentoso inclui analgésicos e anti-inflamatórios, ‘antidepressivos’ (que na verdade seriam melhor denominados como moduladores de serotonina e noradrenalina), anticonvulsivantes e opióides”, conta a psiquiatra Milene Busoli.

Ela também destaca a atividade física como um fator essencial para a recuperação.

“Em geral, atividades na água, pilates ou atividades mais intensas, desde que supervisionadas. Outros tratamentos incluem fisioterapia, acupuntura e massagem. A terapia em geral visa a adaptação e aceitação do quadro, e enfrentamento dos medos relacionados a atividade, retorno ao trabalho, bem como a sensação de culpa e inadequação”, finaliza.

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Tetrahedron, o super iate que pode flutuar acima do nível da água

Publicado por: luxcuritiba em setembro 3, 2017

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O protótipo foi desenvolvido pelo arquiteto britânico Jonathan Schwinge

O arquiteto britânico Jonathan Schwinge projetou um super iate capaz de flutuar acima do nível da água com extrema facilidade. A embarcação, que mais parece uma nave alienígena de uma galáxia distante, tem potencial para revolucionar a navegação em todo o mundo.

Cansado da arquitetura naval tradicional, Schwinge buscou inspirações na geometria para projetar o Tetrahedron. O nome se origina do tetraedro, um poliedro composto por quatro faces triangulares, sendo três delas encontradas em cada vértice. Simplificando: uma pirâmide triangular.

Tetrahedron, o iate flutuante

A forma do tetraedro produz um “telhado” puro, preciso, lógico e matemático que se conecta diretamente ao casco. Como resultado desta configuração, o super iate é capaz de desafiar a gravidade e flutuar sobre as águas, alcançando uma velocidade superior à da maioria de seus pares.


Enquanto os iates mais velozes do mundo conseguem chegar a 27 nós, o Tetrahedron poderia navegar com uma velocidade máxima de 30 nós (em torno de 55 km/h). A embarcação possui ainda uma autonomia para até 3.000 milhas náuticas (em torno de 5.556 km).

Quando está parado ou em baixa velocidade, o Tetrahedron flutua em três cascos inferiores. Já quando está em alta velocidade, a embarcação se levanta da água graças a um conjunto profundamente submerso de hidroplanos anexados a um pilar central.


A tecnologia envolvida na elevação do iate é chamada de HYSWAS (Hydrofoil Small Waterplane Area Ship), integrando um suporte vertical retrátil fixo ao casco de torpedo submerso. A técnica permite que o Tetrahedron elimine as batidas em águas turvas e acabe, inclusive, com o enjoo dos passageiros.

A técnica não é nova e vem sendo utilizada por diversas empresas, como a construtura naval americana Maritime Applied Physics Corporation, sediada em Baltimore, no estado de Maryland. Contudo, Jonathan Schwinge conseguiu ressignificar o conceito e elevá-lo para um novo patamar.

O super iate futurista tem também um sistema de piloto automático. O mecanismo controla a arfagem (pitch, em inglês), que consiste no movimento em torno do eixo horizontal – semelhante ao “levantar e abaixar o nariz” dos aviões – e o afundamento do barco (heave, em inglês).

O arquiteto britânico Jonathan Schwinge está trabalhando nos detalhes do projeto para torná-lo uma realidade em breve. Ele pretende se dedicar integralmente para aprimorar tanto o design quanto as funcionalidades do super iate.
Será Tetrahedron o futuro da navegação nos lagos, rios, mares e o oceanos de todo o mundo?

https://futuroexponencial.com/tetrahedron-super-iate/

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