Piramidal.net

Pirâmide não é magia. É Tecnologia!

Archive for the ‘Textos relacionados’ Category

Os egípcios e a tecnologia perdida

Posted by luxcuritiba em janeiro 15, 2012

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Relatos sugerem que as primeiras dinastias egípcias sabiam como construir lâmpadas elétricas, baterias e até robôs

O conhecimento egípcio parece ter sido herdado de alguém que existiu à margem dessa civilização

O famoso delta do rio Nilo fascina qualquer visitante por inúmeras razões, tal a quantidade de maravilhas ali concentradas. Toda a história de um povo milenar encontra-se esculpida entre as rochas que contornam cada curva, assim como em quase todos os monumentos encontrados ao longo do seu caminho.

Porém, um dos lugares que mais chama a atenção é, sem dúvida alguma, o Vale dos Reis. Ali, em meio a um grupo de montanhas a poucos quilómetros do Cairo, se encontra uma várzea entre montanhas baixas, a qual parece propositalmente lavrada para criar o efeito de um labirinto. Entre seus contornos, a história tem revelado, pouco a pouco, os túmulos perdidos de antigos faraós e rainhas, assim como ressuscitado a sua memória. Após persistentes e difíceis buscas, lendários arqueólogos e caçadores de tesouros escavaram as encostas e os recantos das pedreiras, deparando-se com fantásticas e inesquecíveis descobertas. Nomes outrora perdidos na vastidão do tempo voltaram à vida na era das grandes descobertas. A sofisticação e riqueza de tempos perdidos retornava, luxuriante, a entorpecer com ouro e pedras preciosas a cobiça do homem moderno. O antigo império do alto e baixo Egito ressurgiu vagarosamente das areias do deserto, trazendo consigo não apenas a grandiosidade de seus ourives e artistas, mas mistérios cada vez mais complexos e difíceis de explicar.

Até 5 mil anos a.C. não foram achados vestígios da civilização egípcia, a não ser escassos restos da passagem e atividade de povos nômades. Pareceria, na verdade, como se, repentinamente, essa civilização tivesse surgido do nada, construindo complexos palácios, incríveis pirâmides e descoberto os profundos segredos da astronomia, da escrita e das matemáticas. Seu aparecimento como civilização é, pois, quase espontâneo. E o que resulta curioso é o fato de que, conforme foi se tornando uma civilização cada vez mais antiga, houve, paradoxalmente, uma involução tecnológica e cultural, pois os prédios assim como as construções mais recentes resultam ser mais imperfeitas, menos sofisticadas e pior acabadas.

Apenas nas primeiras dinastias é possível encontrar exímios artífices da pedra de extrema dureza, como o diorito, assim como construções de rochas cortadas ou trabalhadas com grande precisão. Tanto é verdade que o faraó Niuserre, somente 130 anos posterior a Quéops ou Khufu, conseguiu levantar uma pirâmide com apenas 50 metros de altura. E não somente isso, isto é, com o passar do tempo não só esqueceram como construir pirâmides, mas também a escrita, a ponto que, quando da chegada de Cristo ao mundo, os hieróglifos eram tidos como símbolos mágicos e ninguém sabia mais interpretá-los. Teoricamente, é fácil pressupor que uma civilização de semelhante conhecimento no passado teria buscado aperfeiçoá-la conforme o tempo transcorria, porém, não é isso que os achados apresentam. Dá a impressão de que todo esse conhecimento pertencia a alguém que existiu à margem dessa civilização e, uma vez desaparecido, perderam totalmente o conhecimento, vindo a improvisar. Tal é o caso da famosa e gigantesca estátua de Memnón, isto é, da representação do faraó Amenofis III, levantada ao lado do seu gémeo por volta do ano 1.500 a.C., formando os conhecidos Colossos de Memnón. Segundo narram alguns cronistas, como Estrabão por volta do ano 90 a.C., Germânico por volta do ano 19 d.C., Juvenal por volta do ano 90 d.C., Pausanias e o imperador Adriano por volta do ano 130 d.C., uma das esculturas colossais emitia um som sutil e agudo muito peculiar, semelhante à corda de uma harpa desafinada, unicamente quando o Sol saía de manhã.

E isso ocorreu por vários séculos. Segundo alguns comentários da época, a estátua parecia saudar o Sol a cada ressurgir, sendo que o som original era agradável e melodioso. Cabe relembrar que os Colossos de Memnón foram parcialmente destruídos no ano 524 a.C. por Cambises e danificados por um terremoto no ano 27 a.C.. De acordo com as tradições, foi exatamente durante o reinado do imperador romano Septimio Severo que, após um trabalho de restauração iniciado sob seu comando, as estátuas calaram-se definitivamente.

Robôs na antiguidade

Por outro lado, no conteúdo de um manuscrito árabe chamado Murtadi, traduzido em 1666 em Paris por Pierre Vattier, temos o relato da descoberta de duas estátuas, uma de um homem e a outra de uma mulher, ambas com características étnicas completamente diferentes das egípcias, encontradas no interior da “sala do rei”, na pirâmide de Quéops. Em meio a essas duas figuras, o texto narra a existência de um jarro feito em cristal vermelho que, quando cheio de água, apresentava o mesmo peso que quando vazio. Além do mais, a narrativa dá a entender que o achado parece ser um tipo de robô no interior da pirâmide, pois o texto afirma claramente: “…Num lugar quadrado, como para realizar uma assembléia, havia muitas estátuas e, entre elas, havia a figura de um galo de ouro vermelho. Essa figura era incrível, e estava adornada por pedras preciosas, das quais duas representavam seus olhos, os quais resplandeciam como grandes tochas…Quando os homens se aproximaram, o animal emitiu um urro terrível, começou a bater as asas e, ao mesmo tempo, se ouviram vozes procedentes de todas as direções…”.

Aparentemente, esse relato apresenta a perfeita descrição de um tipo de máquina animada com aspecto de galo, porém, ocorre que esse tipo de tecnologia era totalmente desconhecida a época do relato. Uma outra situação similar ocorreu com duas personalidades famosas. Santo Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno, padre dominicano, mestre de Santo Tomás, filósofo e teólogo do século XIII. Segundo um relato da época, ocorreu que Santo Alberto descobriu, entre escritos antigos e livros perdidos de origem egípcia, os dados para construir um tipo de boneco articulado, capaz de realizar tarefas domésticas sob o comando de seu construtor. De acordo com os contos da época, Santo Alberto decidiu reunir uma série de substâncias e metais desconhecidos, iniciando a construção do boneco com o formato de uma mulher, o qual levou 20 anos para ser finalizado. O resultado foi uma empregada maravilhosa, disposta a realizar um trabalho eficiente e ininterrupto. Porém, a atividade exagerada da doméstica mecânica, assim como uma contínua atitude inquieta e brincalhona fora dos limites, passou a incomodar ambos os teólogos. Dessa forma, irritado pelo barulho e cansado do robô, Santo Tomás pegou um martelo num momento de raiva e acabou completamente com a sua criação. E os relatos desse tipo de tecnologia não acabam por aqui. Até o famoso filósofo grego Platão, discípulo de Sócrates, comenta sobre seus robôs em vários dos seus escritos, inclusive afirmando que eles eram tão perfeitos, que era necessário tomar cuidado com eles, pois podiam chegar a agir por conta própria.

Por outro lado, até os deuses do Olimpo grego possuíam robôs. Segundo as lendas, o deus Hefaisros, forjador ou ferreiro oficial do Olimpo, teria construído para si dois robôs cujas formas eram de duas belas e maravilhosas mulheres, as quais o transportavam nos ombros e corriam a socorrer todo o exército de deuses quando necessário.

Todos esses mitos parecem pura ficção científica, porém, o entendimento deles mudou radicalmente a partir de uma descoberta arqueológica de incríveis proporções. O achado ocorreu em 1900, frente às costas da ilha de Antikythera, no mar Egeu, quando um grupo de pescadores de esponjas, do povoado de Dodecaneso, se encontrava procurando refúgio para o barco contra uma tempestade. Depois de passado o perigo, os pescadores mergulharam no local, achando os restos de um antigo navio grego a 70 metros de profundidade. Do seu interior, retiraram vários objetos entre estátuas de mármore e bronze, ânforas e jarrões, além de outros. Dentre eles, conseguiram levar para a superfície um objeto recoberto de cracas e deforme pela corrosão, que parecia apenas uma peça de bronze deformada, razão pela qual não lhe deram muita importância.

As posteriores pesquisas realizadas pêlos historiadores Solla Price e Valerios Stais, assim como pêlos especialistas Merrit e Jorge Stamires, demonstraram que o navio grego correspondia a um nauírágio ocorrido no século I antes de Cristo, remontando-se a uma antiguidade de 2 mil anos.

Mas, o melhor estava por vir, e isso somente ocorreu quando o misterioso objeto foi limpo, revelando-se uma incrível descoberta. Tratava-se de um tipo de mecanismo, construído em bronze por volta do ano 85 ou 65 a.C., embora alguns acreditem ser mais antigo. A máquina, conservada atualmente no Museu Arqueológico de Atenas, foi construída reunindo um complexo sistema de engrenagens e dispositivos, compreendendo 40 rodas de vários tamanhos, nove escalas móveis, três eixos, uma roda central de 240 dentes, um diferencial e um eixo maior que, provavelmente, serviria para colocar todo o mecanismo em funcionamento, saindo do exterior.

Máscara de ouro de Tutankamon

Conforme pôde ser investigado, a roda central continha uma borda dentada, cujo relevo era de  1,3 milímetro em cada dente. A máquina, como um todo, se encontrava no interior de um tipo de caixa, também de bronze. De acordo com os pesquisadores, podem ser identificadas em seu interior algumas inscrições, sendo que algumas delas fazem menção ao famoso calendário grego de “Geminos de Rodas” (ano 77 a.C.), reproduzindo parte dele, além de aparecerem desenhos representando o Sol, Vénus, as estações, o horário lunar e mais algumas coisas difíceis de definir pela corrosão. Por outro lado, também foi possível identificar reparos que foram realizados na estrutura e nas engrenagens em diversas ocasiões, o que revela que o mecanismo se encontrava em uso havia bastante tempo. O aparelho demonstrou claramente se tratar de um dispositivo de controle do tempo extremamente preciso e sofisticado, além de apresentar um requinte construtivo apenas comparável com a tecnologia atual. Tudo isso indica que a tecnologia existente naquela época era capaz de desenvolver máquinas desse tipo e até outras para diversos fins, embora não exista nenhuma informação histórica a respeito desse processo que chegou até nossos dias.

Isto é, a descoberta da máquina de Antikythera demonstra a existência concreta de uma tecnologia extraordinária um século antes de Cristo, ocorrendo que, até onde essa tecnologia chegou, como surgiu e qual foi seu processo de desenvolvimento jamais chegou ao conhecimento de nossos arqueólogos ou historiadores, representando um grande enigma em relação ao potencial real ao qual a civilização grega realmente chegou.

Ou seja, é bem provável que venhamos a descobrir outras máquinas similares ou até mais complexas, cujos fins poderiam ter sido os mais variados num breve futuro, porém, resulta claro que todo esse conhecimento se perdeu no tempo.

Parece ridículo, pois, observar que foi Leonardo Da Vinci quem no século XVI utilizou a engrenagem pela primeira vez, tornando-se o pai da engenharia mecânica, sendo que, a mais de 1.500 anos antes dele, os gregos já haviam fabricado um computador astronômico. A origem dessa tecnologia está perdida no tempo, mas é bem provável que muitos escritos, documentos e registros sobre essas descobertas, assim como a origem das mesmas, tenham sido destruídos ao longo da história pelo “Santo Ofício”, melhor conhecido pelo nome de Inquisição. Mas, mesmo assim, temos que admitir que, em tempos antigos, aqueles que se perdem na lembrança da humanidade, houve um conhecimento apenas equiparado com o atual, e, talvez, até superior, cuja origem permanece desconhecida ou associada apenas aos deuses.

Outro grande mistério resulta no fato de que os egípcios cavaram seus túmulos, assim como construíram as pirâmides, iluminando seu cenário de trabalho provavelmente apenas com tochas, porém, é difícil acreditar nessa hipótese por várias razões: uma é o fato de não ter-se achado marcas de fuligem nos tetos dos túmulos, profundos ou não; a segunda é a de que os locais eram fundos demais, o que provocaria uma queda do oxigénio pelo fogo. Além do mais, as pinturas encontradas nesses lugares gozam de cores maravilhosamente combinadas e de uma perfeição incrível, o que dificilmente se conseguiria através de uma deficiente iluminação. Por outro lado, a utilização de espelhos para levar a luz solar ao interior está completamente descartada, já que existe uma perda pelo distanciamento, além de que não se conheciam espelhos como os atuais, sendo que os da época não apresentavam uma superfície suficientemente refletiva.

Luz elétrica para os faraós

Tesouro de Tutankamon que pode ter sido feito com o uso da eletricidade.

Alguns relatos têm apontado para a possibilidade de que, naquela época, os egípcios já conhecessem a eletricidade. E isso não é impossível, já que recentes descobertas na Mesopotâmia demonstraram que, por volta do século V a.C., já se conhecia a galvanoplastia, isto é, o banho de estátuas de prata com ouro através da eletrólise. E isso corresponde às estátuas achadas assim como o famoso recipiente encontrado nas escavações das colinas de Radua, no Ira, pelo arqueólogo Wilhelm Konig, em 1958. O recipiente em questão foi feito de argila clara, com a forma de um jarro, em seu interior encontrava-se um cilindro de cobre de 26 mm de diâmetro e 19 cm de altura, e dentro dele havia uma vareta de ferro apresentando os restos de um antigo revestimento de chumbo, sendo que a sua antiguidade foi marcada próxima do ano 227 a.C. Segundo foi apontado pêlos investigadores, o objeto reúne as características de uma bateria elétrica quando acrescentado em seu interior vinho ou algum suco cítrico, provocando de imediato uma carga elétrica pela reação eletrolítica com os metais. Além do mais, outros objetos similares foram também achados em Tell Olar e Ktesifon, na Turquia, datando do século X a.C. Aqui podemos ver que, há mais de 200 anos antes de Cristo, a eletricidade já era conhecida, sendo que somente por volta do século XVIII foi que Alessandra Volta e Luigi Galvani empregaram-na pela primeira vez desde aquela época. O conhecimento da eletricidade em tempos remotos tem cobrado força na explicação de certos fatos, inclusive resulta na única possível resposta para antigos relatos e para a realização de trabalhos artísticos como os encontrados no Egito.

Atualmenre, no Egito, o túmulo de Ramsés VI é um dos mais visitados pelo seu estado de conservação, pela sua beleza e proximidade com o túmulo de Tutankamon, isso sem considerar as famosas e eternas pirâmides de Giza. Grandes monumentos apresentam a implementação de conhecimentos tecnológicos construtivos como ninguém jamais poderia imaginar, assim como a arte de escavar túneis e túmulos na rocha em profundidades realmente impressionantes.

Porém, a beleza presente na terra do Nilo parece ter surgido de um período bastante remoto. Segundo o historiador Manetón, bem antes de ter surgido a primeira dinastia e seu respectivo faraó, Menes, existiu um período de dominação e reinado divino que durou quase 15 mil anos, seguindo o período de 11 mil anos regido pêlos semideuses. O faraó Menes teria herdado o conhecimento e crenças dos tempos antigos, quando o deus Osíris veio dos céus contraindo matrimónio com a sua irmã, a deusa Isis, e dando à luz ao deus Horus. Esse último deus se misturou com o povo, vindo a ter descendência, razão pela qual os egípcios acreditam serem descendentes dos deuses. Fazendo um pequeno paralelo, temos que os gregos tiveram também o deus Cronos, e os romanos Saturno, filho de Urano, os quais também se misturaram com os humanos.

O uso de lâmpadas elétricas explicaria o brilho constante do Farol de Alexandria e como eram feitos os interiores das pirâmides.

O uso de lâmpadas elétricas explicaria o brilho constante do Farol de Alexandria e como eram feitos os interiores das pirâmides.

Os símbolos de Tit e Djed: processo exato da iluminação elétrica.

De qualquer forma, desde a primeira dinastia, os egípcios passavam a representar objetos voadores, os quais transportavam os seus deuses. Fosse através de barcas com asas e depois com discos solares com asas, ou, para mais tarde, apartir da quinta dinastia, as representações serem substituídas pelo símbolo do deus-falcão Horus.

A evolução da barca ao disco solar nos arremete à possibilidade de ser a representação de objetos espaciais, possibilidade que não deveria ser descartada. A presença desse tipo de representação é uma constante em todos os túmulos.

Na maior parte desses túmulos, foram encontrados textos de livros sagrados, em forma de papiros abertos, pêlos tetos e paredes. E é precisamente no túmulo de Ramsés VI, onde o número de textos é maior. Escritos e cenas do Livro das Portas, do Livro das Cavernas (uma variante do Livro de Amduat), capítulos do Livro dos Mortos, do Livro da Vaca Celeste e do Livro do Dia e da Noite podem ser encontrados no interior dos corredores, no salão principal e na sala do sarcófago. E óbvio que as inscrições não foram realizadas especificamente para que os turistas do futuro as apreciassem, mas resultam, em sua maioria, em maldições para os violadores de túmulos e conselhos para ajudar os mortos. Os hieróglifos explicam que as almas dos defuntos viajavam ao distante país de Amenti, situado ao oeste, de onde vieram os deuses ou os primeiros viajantes, e onde ressuscitariam quando chegasse o momento. Mas, dentro de todo esse universo impressionante de desenhos e ilustrações dos textos antigos, dois símbolos, em particular, os denominados Tit e Djed, continuam sendo um curioso e interessante enigma.

Ninguém sabe até hoje o que representam o signo Tit e a coluna Djed, assim como ninguém se atreve oficialmente a pronunciar-se a respeito. A forma da coluna Djed lembra os isolantes de vidro dos postes de iluminação que sustentam cabos de alta tensão. E, se juntarmos o signo Tit, teremos exatamente o efeito que sofre um processo de iluminação. Numa sala subterrânea do templo de Dendera, próximo ao delta do Nilo, existem vários desenhos em baixo-relevo, os quais parecem representar, com luxo de detalhes, lâmpadas ou ampolas de vidro com filamentos internos para iluminação. Em algumas das galerias subterrâneas podemos observar perfeitamente esses desenhos, mostrando ampolas enormes com filamentos internos ao modo de lâmpadas, sendo seguras pelas colunas Djed e atuando como isolante ou fornecedor de energia. No desenho, aparece uma fonte de energia unida à lâmpada, deixando claramente ver-se os filamentos internos, onde o signo Tit parece agir como uma espécie de lanterna, sendo portada por estranhos personagens.

Todos esses desenhos sugerem a possibilidade de que os antigos egípcios tivessem conhecido não somente a eletricidade, mas também a fabricação de lâmpadas muito antes que Thomas Edison as inventasse no século passado. Além do mais, explicaria também como puderam realizar as construções de pirâmides, galerias e pinturas, sem ter deixado marcas de fuligem ou de qualquer imperfeição. O fato de que os egípcios conheciam a eletricidade encontra sustentação nos relatos do famoso Farol de Alexandria, uma extraordinária torre que se levantava no porto da cidade de Alexandria e em cujo topo se encontrava uma luz que brilhava continuamente, orientando as embarcações que até ali aportavam. Mesmo com tempo bom ou ruim, chovendo ou não, a luz do farol guiava o caminho dos navios, sendo uma luz forte e diferente de qualquer tocha, é o que narra o sábio grego Heródoto. Outro achado, que confirma também a utilização da eletricidade por parte dos egípcios, ocorreu por volta da metade do século passado, quando o pesquisador Augusto Mariette encontrou nas redondezas de Giza algumas peças cobertas por uma fina capa de ouro. Esse tipo de tratamento de chapado somente é possível com a utilização de banhos de ouro por eletrólise. Porém, no Egito não foram achados até o momento os aparelhos que serviram para esse tipo de trabalho, embora na Mesopotâmia seja diferente.

Viagem ao espaço

Segundo um relato de Santo Agostinho, existiu uma lâmpada que não podia ser apagada nem pelo vento nem pela chuva, no Egito, e outra em Antioquia, a qual se manteve acesa por mais de 500 anos. De acordo com os relatos de alguns historiadores romanos, o templo de Numa Pompílio, em Roma, ostentava no topo de sua cúpula uma luz mágica, a qual permanecia acesa permanentemente. Na famosa Via Appia, em Roma, foi descoberto um túmulo no qual se encontrava enterrada uma mulher, cujo cadáver foi conservado em perfeitas condições. De acordo com alguns detalhes, esse túmulo se encontrava iluminado por uma luz vermelha, a qual permaneceu durante muitos séculos. O jesuíta Kircher recolheu na sua obra “Edipo Egipcíaco”, de 1562, pedaços de um antigo documento indiano primitivo, o qual dava detalhes da construção de uma bateria elétrica. O texto diz: “…Colocar uma lâmina de cobre, bem limpa, numa vasilha de barro; cobri-la com sulfato de cobre, e em seguida cobri-lo todo com serragem úmida, para evitar a polarização. Depois colocar uma capa de mercúrio amalgamado com zinco por cima da serragem úmida. O contato produzirá uma energia conhecida pelo duplo nome de mitra-varuna. A água será decomposta pela ação dessa corrente em Pranavayu e Udanavayu. Diz-se que uma cadeia de cem vasilhas desse tipo proporciona uma força muito ativa e eficaz.” O que está relatado no texto indiano é a perfeita descrição de uma bateria elétrica com seu respectivo ânodo e seu cátodo, na qual a água é decomposta em seus elementos oxigénio e hidrogénio.

Toda essa tecnologia parece ter sido esquecida por completo pelo mundo logo depois do nascimento de Cristo. Embora no século IV a.C. o sábio Aristarco de Samos já tivesse calculado a circunferência da Terra e confirmado que a mesma era redonda, encontramos o absurdo de que, quando Colombo saiu para descobrir a América, em 1492, a Terra era considerada plana por todos na época. Além do mais, incontáveis relatos apresentam evidências de que, no passado, uma tecnologia extraordinária, tanto construtiva como destrutiva, existiu em nosso mundo.

Para ilustrar melhor essa afirmação, podemos nos reportar a um fragmento do relato contido no Vanaparvan, um épico indiano escrito por volta do século II a.C., que numa passagem diz: “Arjuna ascendeu ao céu para obter dos seres celestiais armas divinas e aprender seu uso…” Como é possível que um lendário príncipe, de uma cultura remotamente antiga, tivesse a facilidade de subir aos céus e ainda adquirir armas para combater seus inimigos? Que tecnologia existia nessa época que permitisse tal feito e que armas eram essas? A narrativa desse curioso texto não acaba aqui. No capítulo 102, do Vanaparvan, podemos ler: “Quando Arjuna retornou do céu com seu indestrutível veículo, descobriu uma maravilhosa cidade entre as estrelas… A cidade aparecia radiante, girando entre as estrelas, cheia de estruturas e com seus acessos fortemente vigiados…” Num outro trecho o texto diz: “…Quando Arjuna foi informado sobre a origem da cidade giratória chamada Hiranyapura (que significa Cidade Dourada), soube que, pouco a pouco, os asuras se haviam apropriado dela, deixando os deuses de lado…” Para uma visão moderna esse relato descreve claramente a viagem ao espaço de um ser chamado Arjuna, que se defronta com uma estação espacial orbitando provavelmente a Terra. Mas, são apenas contos, frutos da imaginação ou fatos reais testemunhados há milhares de anos que, pela ignorância dos que vieram depois, foram tidos por mitos e lendas? Seja qual for a resposta final, teremos que aguardar até que novas descobertas venham a esclarecer o mundo moderno. Porém, resulta surpreendente observar que os relatos antigos descrevem com extraordinária semelhança tecnologias que neste momento preenchem as necessidades da nossa Era. Como pode ser possível que, homens de milhares de anos atrás, cuja ignorância deveria ser enorme em relação a atual, foram capazes de construir cidades que resistiram ao tempo, a terremotos, a conquistas e guerras. Civilizações que impressionaram o tempo a ponto de legar ao futuro seu conhecimento, a ponto de fazer basear o mundo moderno nas estruturas do passado. Resulta, pois, incrível que, com todo o conhecimento atual, passamos a descobrir que não estamos inventando nada novo, pois os deuses do passado já haviam ensinado tudo isso e mais ao homem primitivo. Tanto que o presente se faz em função dos mestres do tempo, dos deuses vindos do céu e das estrelas.

Fonte: Revista “Extraterrestres Entre Nós” – Coleção Planeta – Vol.2

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Posted in Textos relacionados | 2 Comments »

Inscrição em pedra é projeto da Torre de Babel

Posted by luxcuritiba em janeiro 7, 2012

02.01.2012 ]

Reinaldo José Lopes

Especialistas que analisaram uma inscrição de 2.600 anos dizem que ela é uma espécie de placa comemorativa da inauguração da Torre de Babel, com detalhes do projeto celebrizado pela Bíblia.

A conclusão está num novo livro de título indigesto, “Cuneiform Royal Inscriptions and Related Texts in the Schoyen Collection” (“Inscrições Reais em Cuneiforme e Textos Relacionados da Coleção Schoyen”).

Martin Schoyen é um empresário norueguês, dono de uma coleção de antiguidades que inclui, entre outras coisas, inscrições em cuneiforme (difícil sistema de escrita do antigo Oriente Médio) feitas a mando dos reis da Mesopotâmia, no atual Iraque.

Entre essas inscrições está a estela – essencialmente um poste de pedra – erigida quando Nabucodonosor 2º governava a Babilônia, entre 605 a.C. e 562 a.C. Coberta com textos e desenhos, a estela relata a construção de uma obra que, se fosse egípcia, teria porte faraônico.

TERRA E CÉU

Seu nome era Etemenanki. Em sumério, idioma que já era arcaico nos tempos de Nabucodonosor 2º, a palavra significa “templo das fundações da terra e do céu”. E o rei da Babilônia carrega nas tintas propagandísticas ao descrever como construiu a estrutura, cuja altura, segundo relatos posteriores, chegava a mais de 90 m.

“[Para construí-la] mobilizei todos em todo lugar, cada um dos governantes que alcançaram a grandeza entre todos os povos do mundo. Preenchi a base para fazer um terraço elevado. As estruturas construí com betume e tijolo. Completei-a erguendo seu topo até o céu, fazendo-a brilhar como o Sol”, diz a inscrição na pedra.

O templo era dedicado ao deus Marduk, patrono da dinastia de Nabucodonosor.

ZIGURATE

A estrutura, que lembra um pouco uma pirâmide com degraus, encaixa-se na categoria dos zigurates, comum na arquitetura dos templos da antiga Mesopotâmia.

A equipe liderada por Andrew George, especialista em babilônio do University College de Londres, publicou pela primeira vez a descrição detalhada da estela no livro.

Para eles, a probabilidade de que o zigurate gigante tenha sido a inspiração para o relato bíblico da Torre de Babel é considerável. Para começar, já se sabia que “Babel” (“A Porta do Deus”) é apenas o nome dado pelos antigos hebreus à Babilônia.

Em segundo lugar, foi Nabucodonosor 2º o responsável por destruir o último reino israelita independente, o de Judá, arrasando o templo de Jerusalém e deportando milhares de pessoas da terra de Israel para a Babilônia no ano 586 a.C.

Os deportados israelitas, portanto, teriam tido a chance de ver de perto a maior das obras de seu opressor, justamente no período em que, segundo a maior parte dos estudiosos atuais, o texto da Bíblia estava sendo editado e consolidado no exílio.

A inspiração para a história do rei que tentou construir uma torre até o céu, portanto, teria vindo nessa época.

Se a hipótese de George e seus colegas estiver correta, a imagem na estela é a mais antiga representação da Torre de Babel, que acabaria inspirando inúmeros artistas da Idade Média até hoje. Uma identificação definitiva, contudo, é difícil de provar sem evidências mais diretas.

http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/01/02/inscricao-em-pedra-e-projeto-da-torre-de-babel-diz-pesquisador.jhtm

log_pir_47

.

●●● Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47●●● Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Textos relacionados | Etiquetado: , , , , , , , | Leave a Comment »

Seu pior inimigo levanta, come e dorme com você

Posted by luxcuritiba em dezembro 31, 2011

piramidal.net | lojapiramidal.com

reflexo (7)

Mas ele também pode ser seu maior aliado!

Ele lê todos os seus pensamentos e conhece seus mais íntimos desejos, mesmo os mais proibidos e que você insiste em fazer de conta que não tem.

Ele sabe mais sobre você do que você mesmo e está acordado enquanto você dorme, observando seus sonhos sem censura.

Ele não acredita em suas palavras, somente em seus pensamentos.

Ele não se importa com seu cargo, com os amigos que você tem ou com seu currículo.

Ele sabe quando você está dizendo algo porque realmente acredita nisso ou quando está usando de cinismo, mentira ou manipulação. Seus medos estão catalogados por ele e, como um guerrilheiro, ele só ataca você em seus pontos fracos, nunca nos fortes. Ele está à espreita para derrubar você, sempre usando a arma mais mortal que existe: o conhecimento completo do território de batalha e as racionalizações que você cria — nome dado aos motivos aparentemente lógicos, para coisas ilógicas. O único objetivo deste inimigo é derrubar você e fazer com que seu nome seja esquecido logo após sua morte.

Ele não quer que você tenha herdeiros de nenhum tipo e fará o impossível para que você não deixe nenhum legado sobre a Terra.

Ele quer anular você. Primeiro, tentando fazer com que você acredite na falsa idéia de não ter valor, que é desnecessário no mundo e, depois, por meio dos seus atos, convencer as outras pessoas disso.

Ele está lendo isso agora e procurando razões para que você não acredite em sua existência. Seu pior inimigo é uma parte obscura de você. Ele nasceu com você e permanece dentro da sua mente, na escuridão dos seus medos, na claridade de sua bondade e no cinza de seu dia-a-dia.

Se você gosta de ser preguiçoso, mas sabe que isso não é bem visto, seu inimigo procurará diversas razões absolutamente lógicas e publicamente aceitáveis para que você não faça algo de que deve ser feito.

Aos poucos, você não fará nada que seja importante. Assim você será um fracasso profissional, um peão esquecido no jogo de xadrez da vida. Mas, se você gosta de ter uma imagem de qualidade, seu inimigo fará o inverso, tornando você um perfeccionista crônico, do tipo que troca as relações mais importantes da sua vida pelo duvidoso prazer de trabalhar dia e noite. Uma pessoa-máquina que só encontrará gratificação no trabalho, que não pensa em ter filhos ou quer distância dos que já tem, que se viciou em adrenalina causada por stress e para quem amor e compromissos de verdade só atrapalham a agenda. Assim, você se sentirá um fracasso em família e, com o tempo, não terá nenhuma raiz ou fundação que o mantenha feliz.

Se você gosta de comer, seu pior inimigo colocará os mais deliciosos pratos na sua frente, o dia todo, e atrapalhará seus pensamentos lógicos sempre que tiver fome, empanturrando você de todo tipo de alimento engordativo para tirar seu corpo do nível ótimo de funcionamento e acabar com sua auto-estima. Ele também tentará convencer você de que frutas, água, sucos e outros alimentos saudáveis têm gosto ruim, quando uma breve análise da culinária mundial mostrará que nosso cérebro se adapta rapidamente a quase qualquer sabor.

Se você gosta de fumar, se gosta de álcool ou de qualquer tipo de “reforço químico” para se afirmar, ele criará todo tipo de situação para que você associe isso a momentos agradáveis, até que seja essencial para você sentir-se completo somente quando fuma, quando bebe ou usa outros tipos de drogas, ainda mais letais. A única meta de seu inimigo, neste caso, é aniquilar e matar você pela destruição de seu corpo, sua mente, seu território, o mais rápido possível.

Conquistar uma pessoa, um grupo, um país ou o mundo é muito mais fácil do que conquistar sua própria mente. Mas esta deve ser sua meta de vida.

Pergunte sempre se não está exagerando naquilo que você faz, ou não faz. Se sua vida estiver em desequilíbrio, pode ser que você esteja perdendo a batalha para seu pior inimigo pensando que está tendo cada vez mais sucesso. Sua vida pode estar dando todos os sinais de que o desastre se aproxima, mas você racionaliza e acredita que está tudo bem.

Você está em batalha, meu amigo. Todos nós estamos. Uma batalha que terá que ser travada todos os dias de nossa vida. Mas que você só tem que vencer por hoje. Só por hoje. Como diz Sally Kempton, é duro lutar contra um inimigo quando ele tem uma base militar de ataque instalada na sua cabeça. Vencer essa guerra não é possível nem necessário porque, como toda batalha acontece somente durante 1 dia – o hoje – é possível vencer todas as batalhas, uma-a-uma, mesmo que essa guerra jamais termine.

Veja este seu inimigo como aqueles lutadores de boxe contratados para lutar contra grandes campeões durante os treinamentos. Eles batem forte, eles fazem os campeões caírem, eles estão sempre sendo trocados por outros, descansados, mas sem eles os campeões jamais estariam preparados para as lutas verdadeiras, fora do treinamento. Seu inimigo é somente um treinador contratado por você para desafia-lo, ou desafia-la, o dia todo.

Visto assim, ele pode se transformar no seu maior amigo.
Basta que você não seja derrubado HOJE por ele. Somente por HOJE.

Aldo Novak

Posted in Textos relacionados | 1 Comment »

Visões de anjos na Bíblia eram um tipo de “sonho lúcido”

Posted by luxcuritiba em dezembro 29, 2011

Encontro com anjos e outras experiências religiosas podem ter sido apenas “sonhos lúcidos”, sugere um novo estudo que analisa “experiências fora do corpo”.

Um grupo de cientistas americanos fez um teste com 30 voluntários para tentar recriar o relato bíblico em que um profeta foi ajudado por um anjo.

Os pesquisadores da University of California, em Los Angeles, dizem ter uma explicação científica para o relato bíblico.

O Centro de Pesquisas de Experiências Fora do Corpo, com sede em Los Angeles, afirma em seu site que pode ensinar as pessoas a entrar e controlar uma ‘fase’ de separação corporal. Durante quatro finais de semana, 24 dos 30 voluntários afirmaram ter vivido pelo menos um “sonho lúcido” ou “semiacordado”.

Durante esses sonhos, entre 11 de novembro e 11 de dezembro, eles foram instruídos a tentar separar-se do seu corpo físico, e em seguida, procurar conscientemente por anjos em sua casa.

“Se um voluntário tinha êxito em experimentar a projeção para fora do corpo, eles deviam tentar encontrar um anjo em seu quarto, e depois comer alguma coisa, para reproduzir exatamente o relato da Bíblia em 1 Reis 19:4-6?, explicou o coordenador do estudo.

Segundo a Bíblia, o profeta Elias adormeceu sob uma árvore depois de fugir para uma floresta e pediu para morrer, de tão exausto que estava.

Mas foi auxiliado por um anjo que o acordou e ofereceu-lhe pão e água. De acordo com as Escrituras, Elias se alimentou e depois voltou a dormir.

Os voluntários que não conseguiram repetir este fenômeno foram convidados para tentar novamente. Segundo o estudo, 15 dos 24 entrevistados alegam que tiveram êxito. Nove desses 15 sonharam com um anjo e com alimentos. Os outros seis disseram que viram apenas um anjo.

“Pode-se afirmar com muita confiança que a maioria dos acontecimentos bíblicos que ocorrem no ‘limiar do sono’ foi resultado de sonhos lúcidos (falso despertar) espontâneos”, concluiu o estudo a partir dos resultados obtidos.

Uma voluntária identificada como Debbie H. que fez de 15 a 20 tentativas, relata:

“Quando acordei pela segunda vez e estava fazendo aquilo, definitivamente parecia que alguma coisa diferente aconteceu comigo. As vibrações eram muito fortes e eu sei que minha respiração ficou mais pesada e mais profunda. Tentei levitar e consegui me ver fora do meu corpo. Eu pensei: ‘É isso’, e imediatamente foi procurar o anjo… No canto do meu quarto, definitivamente senti que ele estava lá … Eu perguntei ao anjo quem era e ele respondeu que era Gabriel! Era a imagem bastante tradicional um anjo, com grandes asas. Então fui procurar comida, encontrei uma maçã na cozinha e dei uma mordida”.

Originalmente, 100 voluntários se voluntariaram para o estudo, de acordo com seu website. Contudo, a maioria recusou um maior envolvimento ao saber do que se tratava alegando “medo, objeções religiosas ou outras preocupações.” Seis dos 30 voluntários selecionados afirmavam já ter experiência com “projeção astral”.

Um desses voluntários é identificado como Michael R. Ele descreveu assim sua experiência: “Eu acordei tentando retirar os fones de ouvido, mas rapidamente percebi que eu não estava mais ali. Eu me concentrei passei a procurar um anjo atrás da porta. Quando eu abri, não era um anjo, era a minha avó, dormindo em uma cadeira. Virei as costas e tentei imaginar que podia ser um anjo no lugar da vovó. Quando fiquei de frente para a sala de novo, ainda via minha avó dormindo, mas ela tinha grandes asas cinzas. Rapidamente fui para a cozinha e peguei a primeira coisa que apareceu sobre a mesa: um ovo e um pouco de carne. Imediatamente coloquei tudo em minha boca. O ovo estava cozido mas com gosto de podre. Eu quase não consegui engolir “.

Durante a experiência, Michael alega ter ficado um pouco assustado com a transformação de sua avó em um anjo e precisou relaxar para completar sua tarefa antes de voltar para o seu corpo.

Michael Raduga é o idealizador do centro de pesquisa e escreveu um livro sobre experiências fora do corpo.

Ele explica que seu objetivo principal, depois de vários anos pesquisando sobre o domínio dessa técnica, é “acabar com o estereótipo de que viagens fora do corpo são algo fictício ou extremamente difícil”.

Com esse novo estudo, ele tentou “justificar a menção de sonhos lúcidos na Bíblia”, provando que qualquer um pode passar por isso.

O centro de pesquisa afirma que pode ensinar qualquer pessoa a sair do corpo, através de aulas, livros e vídeos. A maioria de seus alunos afirma ter conseguido.

De acordo com um comunicado à imprensa, eles tiveram êxito em 50% das tentativas feitas ao longo de 1 a 3 dias. A taxa de sucesso sobe para 90% quando foram mais de 20 tentativas.

O estudo conclui que a experiência dos voluntários ao ver anjos e alimentos foram causados ??por “interesses ou pensamentos antes de adormecer”. Não eram estímulos externos como uma visita celestial. “Quase todos os indícios e relatos apoiam esta conclusão”.

http://arquivosdoinsolito.blogspot.com/2011/12/visoes-de-anjos-na-biblia-eram-um-tipo.html

log_pir_47

.

●●● Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47●●● Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Textos relacionados | 2 Comments »

Etibar Elchiyev magnetiza no corpo 50 colheres

Posted by luxcuritiba em dezembro 16, 2011

banner

Mais um caso de magnetismo humano.

Etibar Elchiyev é fotografado ao magnetizar no corpo 50 colheres metálicas durante demonstração para entrar no Guinnes Book, o Livro dos Recordes, na cidade de Tbilisi, na Geórgia.

http://noticias.br.msn.com/fotos/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=20833184&page=2

Veja também:

– ‘Menino ímã’ é capaz de transportar até 25 kg de metais presos ao corpo
– ‘Menino Magneto’ perde poderes de imã quando está dormindo

log_pir_47

.

●●● Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47●●● Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Textos relacionados | 1 Comment »

A batalha pela sua mente

Posted by luxcuritiba em novembro 6, 2011

banner

Técnicas de Persuasão e Lavagem Cerebral Sendo Usadas Atualmente No Público

SUMÁRIO

● O nascimento da conversão religiosa/lavagem cerebral no Revivalismo Cristão em 1735.

● A explicação pavloviana das três fases cerebrais.

● Pregadores renascidos: passo a passo, como eles conduzem o reavivamento e os resultados fisiológicos esperados.

● A técnica de “voz ritmada” usada por pregadores, advogados e hipnotizadores. Novas igrejas do êxtase.

● Os seis passos para a conversão.

● O processo de decognição.

● Técnicas de parar o pensamento.

● A técnica “venda com fanatismo”.

● Os verdadeiros crentes e os movimentos de massa.

● Técnicas de persuasão: “sim, sim”, “comandos embutidos”, “choque e confusão” e a “técnica intercalada”.

● Técnicas subliminares.

● Vibrato e ondas ELF [freqüência extremamente baixa]. Indução ao transe com vibrações sonoras.

● Mesmo observadores profissionais serão “possuídos” nas assembléias carismáticas.

● A técnica “única esperança” para assistir e não ser convertido.

● Programação não-detetável com Neurofone, através da pele. O meio de controlar as massas.

Cada uma das coisas que vou relatar apenas exporá a superfície do problema. Eu não sei como o abuso destas técnicas pode ser parado. Eu não penso que seja possível legislar contra algo que freqüentemente não pode ser detectado; e se os próprios legisladores estão usando estas técnicas, há pouca esperança de o governo usar leis assim. Sei que o primeiro passo para iniciar mudanças é gerar interesse. Neste caso, apenas um movimento subterrâneo poderia provocar isto.

Então, para começar, eu quero declarar o que é o fato mais básico de todos acerca de lavagem cerebral: EM TODA A HISTÓRIA DO HOMEM, NINGUÉM QUE TENHA SOFRIDO LAVAGEM CEREBRAL ACREDITARÁ OU ACEITARÁ QUE SOFREU TAL COISA. Todos aqueles que a sofreram, usualmente, defenderão apaixonadamente os seus manipuladores, clamando que simplesmente lhes foi “mostrada a luz”…ou que foram transformados de modo miraculoso.

O Nascimento da Conversão

CONVERSÃO é uma palavra “agradável” para LAVAGEM CEREBRAL…e qualquer estudo de lavagem cerebral tem de começar com o estudo do Revivalismo Cristão no século dezenove, na América. Aparentemente, Jonathan Edwards descobriu acidentalmente as técnicas durante uma cruzada religiosa em 1735, em Northampton, Massachusetts. Induzindo culpa e apreensão aguda e aumentando a tensão, os “pecadores” que compareceram aos seus encontros de reavivamento foram completamente dominados, tornando-se submissos. Tecnicamente, o que Edwards estava fazendo era criar condições que deixavam o cérebro em branco, permitindo a mente aceitar nova programação. O problema era que as novas informações eram negativas. Ele poderia então dizer-lhes, “vocês são pecadores! vocês estão destinados ao inferno!”. Como resultado, uma pessoa tentou e outra cometeu suicídio. E os vizinhos do suicida relataram que eles também foram tão profundamente afetados que, embora tivessem encontrado a “salvação eterna”, eram também obcecados com a idéia diabólica de dar fim às próprias vidas.

Uma vez que um pregador, líder de culto, manipulador ou autoridade atinja a fase de apagamento do cérebro, deixando-o em branco, os sujeitos ficam com as mentes escancaradas, aceitando novas idéias em forma de sugestão. Porque Edwards não tornou sua mensagem positiva até o fim do reavivamento, muitos aceitaram as sugestões negativas e agiram, ou desejaram agir, de acordo com elas.

Charles J. Finney foi outro cristão revivalista que usou as mesmas técnicas quatro anos mais tarde, em conversões religiosas em massa, em Nova Iorque. As técnicas são ainda hoje utilizadas por cristãos revivalistas, cultos, treinadores de potencial humano, algumas reuniões de negócios, e nas forças armadas dos EUA, para citar apenas alguns. Deixem-me acentuar aqui que eu não creio que muitos pregadores revivalistas percebam ou saibam que estão usando técnicas de lavagem cerebral. Edwards simplesmente topou com uma técnica que realmente funcionou, e outros a copiaram e continuam a copiá-la pelos últimos duzentos anos. E o mais sofisticado de nosso conhecimento e tecnologia tornou mais efetiva a conversão. Sinto fortemente que esta é uma das maiores razões para o crescimento do fundamentalismo cristão, especialmente na variedade televisiva, enquanto que muitas das religiões ortodoxas estão declinando.

As Três Fases Cerebrais

Os cristãos podem ter sido os primeiros a formular com sucesso a lavagem cerebral, mas teremos de ir a Pavlov, um cientista russo, para uma explicação técnica. Nos idos de 1900, seu trabalho com animimais abriu a porta para maiores investigações com humanos. Depois da revolução russa, Lênin viu rapidamente o potencial em aplicar as pesquisas de Pavlov para os seus próprios objetivos.

Três distintos e progressivos estados de inibição transmarginal foram identificados por Pavlov. O primeiro é a fase EQUIVALENTE, na qual o cérebro dá a mesma resposta para estímulos fortes e fracos. A segunda é a fase PARADOXAL, na qual o cérebro responde mais ativamente aos estímulos fracos do que aos fortes. E a terceira é a fase ULTRA-PARADOXAL, na qual respostas condicionadas e padrões de comportamento vão de positivo para negativo, ou de negativo para positivo.

Com a progressão por cada fase, o grau de conversão torna-se mais efetivo e completo. São muitos e variados os modos de alcançar a conversão, mas o primeiro passo usual em lavagens cerebrais políticas ou religiosas é trabalhar nas emoções de um indivíduo ou grupo, até eles chegarem a um nível anormal de raiva, medo, excitação ou tensão nervosa.

O resultado progressivo desta condição mental é prejudicar o julgamento e aumentar a sugestibilidade. Quanto mais esta condição é mantida ou intensificada, mais ela se mistura. Uma vez que a catarse, ou a primeira fase cerebral é alcançada, uma completa mudança mental torna-se mais fácil. A programação mental existente pode ser substituída por novos padrões de pensamento e comportamento.

Outras armas fisiológicas freqüentemente utilizadas para modificar as funções normais do cérebro são os jejuns, dietas radicais ou dietas de açúcar, desconforto físico, respiração regulada, canto de mantras em meditação, revelação de mistérios sagrados, efeitos de luzes e sons especiais, e intoxicação por drogas ou por incensos.

Os mesmos resultados podem ser obtidos nos tratamentos psiquiátricos contemporâneos por eletrochoques e mesmo pelo abaixamento proposital do nível de açúcar no sangue, com a aplicação de injeções de insulina.

Antes de falar sobre exatamente como algumas das técnicas são aplicadas, eu quero ressaltar que hipnose e táticas de conversão são duas coisas distintas e diferentes — e que as técnicas de conversão são muito mais poderosas. Contudo, as duas são freqüentemente misturadas … com poderosos resultados.

Como os Pregadores Revivalistas Trabalham

Se você desejar ver um pregador revivalista em ação, há provavelmente vários em sua cidade. Vá para a igreja ou tenda e sente-se acerca de três-quartos da distância ao fundo. Muito provavelmente uma música repetitiva será tocada enquanto o povo vem para o serviço. Uma batida repetitiva, idealmente na faixa de 45 a 72 batidas por minuto (um ritmo próximo às batidas do coração humano) é muito hipnótica e pode gerar um estado alterado de consciência, com olhos abertos, em uma grande porcentagem das pessoas. E, uma vez você esteja em um ritmo alfa, você está pelo menos 25 vezes mais sugestionável do que você estaria, em um ritmo beta, de plena consciência. A música é provavelmente a mesma para cada serviço, ou incorpora a mesma batida, e muitas das pessoas irão para um estado alterado de consciência quase imediatamente após entrarem no santuário. Subconscientemente, eles recordam o estado mental quando em serviços religiosos anteriores, e respondem de acordo com a programação pós-hipnótica.

Observe as pessoas esperando pelo início do serviço religioso. Muitas exibirão sinais exteriores de transe — corpo relaxado e olhos ligeiramente dilatados. Freqüentemente, eles começam a agitar as mãos para diante e para trás no ar, enquanto estão sentadas em suas cadeiras. A seguir, o pastor assistente muito provavelmente virá, e falará usualmente com uma simpática “voz ritmada”.

Técnica da Voz Ritmada

Uma “voz ritmada” é um estilo padronizado, pausado, usado por hipnotizadores quando estão induzindo um transe. É também usado por muitos advogados, vários dos quais são altamente treinados hipnólogos, quando desejam fixar um ponto firmemente na mente dos jurados. Uma voz ritmada pode soar como se o locutor estivesse conversando ao ritmo de um metrônomo, ou pode soar como se ele estivesse enfatizando cada palavra em um estilo monótono e padronizado. As palavras serão usualmente emitidas em um ritmo de 45 a 60 batidas por minuto, maximizando o efeito hipnótico.

Agora, o pastor assistente começa o processo de “acumulação”. Ele induz um estado alterado de consciência e/ou começa a criar excitação e expectativas na audiência. A seguir, um grupo de jovens mulheres vestidas em longos vestidos brancos que lhes dão um ar de pureza, vêm e iniciam um canto. Cantos evangélicos são o máximo, para se conseguir excitação e ENVOLVIMENTO. No meio do canto, uma das garotas pode ser “golpeada por um espírito” e cai, ou reage como se estivesse possuída pelo Espírito Santo. Isto efetivamente aumenta a excitação na sala. Neste ponto, hipnose e táticas de conversão estão sendo misturadas e o resultado é que toda a atenção da audiência está agora tomada, enquanto o ambientte torna-se cada vez mais tenso e excitado.

Exatamente neste momento, quando a indução ao estado mental alfa foi conseguido em massa, eles irão passar o prato ou cesta de coleta. Ao fundo, em uma voz ritmada a 45 batidas por minuto, o pregador assistente poderá exortar, “dê ao Senhor…dê ao Senhor…dê ao Senhor…dê ao Senhor”. E a audiência dá. Deus pode não obter o dinheiro, mas seu já rico representante, sim.

A seguir, vem o pregador fogo-e-enxôfre. Ele induz medo e aumenta a tensão falando sobre “o demônio”, “ir para o inferno”, e sobre o Armageddon próximo.

Na última dessas reuniões que assisti, o pregador falou sobre o sangue que brevemente escorreria de cada torneira na terra. Ele também estava obcecado com um “machado sangrento de Deus”, o qual todos tinham visto suspenso sobre o púlpito, na semana anterior. Eu não tinha nenhuma dúvida de que todos o tinham visto — o poder da sugestão hipnótica em centenas de pessoas assegura que entre 10 a 25 por cento verão o que quer que lhes seja sugerido ver.

Na maioria da assembléias revivalistas, “depoimentos” ou “testemunhos” usualmente seguem-se ao sermão amedrontador. Pessoas da audiência virão ao palco relatar as suas histórias. “Eu estava aleijado e agora posso caminhar!”. “Eu tinha artrite e ela se foi!”. Esta é uma manipulação psicológica que funciona. Depois de ouvir numerosos casos de curas milagrosas, a pessoa comum na audiência com um problema menor está certa de que ela pode ser curada. A sala está carregada de medo, culpa e intensa expectativa e excitação.

Agora, aqueles que querem ser curados são freqüentemente alinhados ao redor da sala, ou lhes é dito para vir à frente. O pregador pode tocá-los na cabeça e gritar “esteja curado!”. Isto libera a energia psíquica, e, para muitos, resulta a catarse. Catarse é a purgação de emoções reprimidas. Indivíduos podem gritar, cair ou mesmo entrar em espasmos. E se a catarse é conseguida, eles possuem uma chance de serem curados. Na catarse (uma das três fases cerebrais anteriormente mencionadas), a lousa do cérebro é temporariamente apagada e novas sugestões são aceitas.

Para alguns, a cura pode ser permanente. Para muitos, irá durar de quatro dias a uma semana, que é, incidentalmente, o tempo que dura normalmente uma sugestão hipnótica dada a uma pessoa. Mesmo que a cura não dure, se eles voltarem na semana seguinte, o poder da sugestão pode continuamente fazer ignorar o problema… ou, algumas vezes, lamentavelmente, pode mascarar um problema físico que pode se mostrar prejudicial ao indivíduo, a longo prazo.

Eu não estou dizendo que curas legítimas não aconteçam. Acontecem. Pode ser que o indivíduo estava pronto para largar a negatividade que causou o problema em primeiro lugar; pode ser obra de Deus. Mas afirmo que isto pode ser explicado com o conhecimento existente acerca das funções cérebro/mente.

As técnicas e encenações variarão de igreja para igreja. Muitos usam “falar línguas” para gerar a catarse em alguns, enquanto o espetáculo cria intensa excitação nos observadores.

O uso de técnicas hipnóticas por religiões é sofisticado, e profissionais asseguram que elas tornaram-se ainda mais efetivas. Um homem em Los Angeles está projetando, construindo e reformando um monte de igrejas por todo o país. Ele diz aos ministros o que eles precisam, e como usá-lo. Sua fita gravada indica que a congregação e a renda dobrarão, se o ministro seguir suas instruções. Ele admite que cerca de 80 por cento de seus esforços são para o sistema de som e de iluminação.

Som potente e o uso apropriado de iluminação são de importância primária em induzir estados alterados de consciência — eu os tenho usado por anos, em meus próprios seminários. Contudo, meus participantes estão plenamente conscientes do processo, e do que eles podem esperar como resultado de sua participação.

Seis Técnicas de Conversão

Cultos e organizações [que ensinam] potencial humano estão sempre procurando por novos convertidos. Para conseguí-los, eles precisam criar uma fase cerebral. E geralmente precisam fazê-lo em um curto espaço de tempo — um fim-de-semana, até mesmo em um dia. O que se segue são as seis técnicas primárias usadas para gerar a conversão.

O encontro ou treinamento tem lugar em uma área onde os participantes estão desligados do resto do mundo. Isto pode ser em qualquer lugar: uma casa isolada, um local remoto ou rural, ou mesmo no salão de um hotel, onde aos participantes só é permitido usar o banheiro, limitadamente. Em treinamentos de potencial humano, os controladores darão uma prolongada conferência acerca da importância de “honrar os compromissos” na vida. Aos participantes é dito que, se eles não honram seus compromissos, sua vida nunca irá melhorar. É uma boa idéia honrar compromissos, mas os controladores estão subvertendo um valor humano positivo, para os seus interesses egoístas. Os participantes juram para si mesmos e para os treinadores que eles honrarão seus compromissos. Qualquer um que não o faça será intimado a um compromisso, ou forçado a deixá-los. O próximo passo é concordar em completar o tre inamento, deste modo assegurando uma alta porcentagem de conversões para as organizações. Eles terão, normalmente, que concordar em não tomar drogas, fumar, e algumas vezes não comer…ou lhes são dados lanches rápidos de modo a criar tensão. A razão real para estes acordos é alterar a química interna, o que gera ansiedade e, espera-se, cause ao menos um ligeiro mal-funcionamento do sistema nervoso, que aumente o potencial de conversão.

Antes que a reunião termine, os compromissos serão lembrados para assegurar que o novo convertido vá procurar novos participantes. Eles são intimidados a concordar em fazê-lo, antes de partirem. Desde que a importância em manter os compromissos é tão grande em sua lista de prioridade, o convertido tentará trazer à força cada um que ele conheça, para assistir a uma futura sessão oferecida pela organização. Os novos convertidos são fanáticos. De fato, o termo confidencial de merchandising nos maiores e mais bem sucedidos treinamentos de potencial humano é “vender com fanatismo!”

Pelo menos muitos milhares de pessoas se graduam, e uma boa porcentagem é programada mentalmente de modo a assegurar sua futura lealdade e colaboração se o guru ou a organização chamar. Pense nas implicações políticas em potencial, de centenas de milhares de fanáticos programados para fazer campanha pelo seu guru.

Fique precavido se uma organização deste tipo oferecer sessões de acompanhamento depois do seminário. Estas podem ser encontros semanais ou seminários baratos dados em uma base regular, nos quais a organização tentará habilmente convencê-lo — ou então será algum evento planejado regularmente, usado para manter o controle. Como os primeiros cristão revivalistas descobriram, um controle de longo prazo é dependente de um bom sistema de acompanhamento.

Muito bem. Agora, vamos ver uma segunda dica, que mostra quando táticas de conversão estão sendo usadas. A manutenção de um horário que causa fadiga física e mental. Isto é primariamente alcançado por longas horas nas quais aos participantes não é dada nenhuma oportunidade para relaxar ou refletir.

A terceira dica: quando notar que são utilizadas técnicas para aumentar a tensão na sala ou meio-ambiente.

Número quatro: incerteza. Eu poderia passar várias horas relatando várias técnicas para aumentar a tensão e gerar incerteza. Basicamente, os participantes estão preocupados quanto a serem notados ou apontados pelos instrutores; sentimentos de culpa se manifestam, e eles são tentados a relatar seus mais íntimos segredos aos outros participantes, ou forçados a tomar parte em atividades que enfatizem a remoção de suas máscaras. Um dos mais bem sucedidos seminários de potencial humano força os participantes a permanecerem em um palco à frente da audiência, enquanto são verbalmente atacados pelos instrutores. Uma pesquisa de opinião pública, conduzida a alguns anos, mostrou que a situação mais atemorizante na qual um indivíduo pode se encontrar, é falar para uma audiência. Isto iguala-se à lavar uma janela externamente, no 85º. andar de um prédio. Então você pode imaginar o medo e a tensão que esta situação gera entre os participantes. Muitos desfalecem, mas muitos enfrentam o stress por uma mudança de mentalidade. Eles literalmente entram em estado alfa, o que automaticamente os torna mais sugestionáveis do que normalmente são. E outra volta da espiral descendente para a conversão é realizada com sucesso.

O quinto indício de que táticas de conversão estão sendo usadas é a introdução de jargão — novos termos que tem significado unicamente para os “iniciados” que participam. Linguagem viciosa é também freqüentemente utilizada, de propósito, para tornar desconfortáveis os participantes.

A dica final é se não há nenhum humor na comunicação…ao menos até que os participantes sejam convertidos. Então, divertimentos e humor são altamente desejáveis, como símbolos da nova alegria que os participantes supostamente “encontraram”.

Não estou dizendo que boas coisas não resultem da participação em tais reuniões. Isto pode ocorrer. Mas afirmo que é importante para as pessoas saberem o que aconteceu, e ficarem prevenidas de que o contínuo envolvimento pode não ser de seu maior interesse.

Através dos anos, tenho conduzido seminários profissionais para ensinar às pessoas a serem hipnotizadores, treinadores e conselheiros. Tive [como alunos] muitos daqueles que conduzem treinamentos e reuniões, que vêm a mim e dizem, “estou aqui porque eu sei que aquilo que faço funciona, mas não sei o por quê”. Depois de mostrar-lhes o como e o por quê, muitos deles tem deixado este negócio, ou decidido abordá-lo diferentemente, de uma maneira mais amorosa e humana.

Muitos destes treinadores tem se tornado meus amigos, e marcou-nos a todos ter experimentado o poder de uma pessoa com um microfone na mão em uma sala cheia de pessoas. Some um pouco de carisma, e você pode contar com uma alta taxa de conversões. A triste verdade é que uma alta porcentagem de pessoas quer ceder o seu poder – eles são verdadeiros “crentes”!

Reuniões de culto e treinamentos de potencial humano são um ambiente ideal para se observar em primeira mão o que é tecnicamente chamado de “Síndrome de Estocolmo”. Esta é uma situação na qual aqueles que são intimidados, cocontrolados e torturados começam a amar, admirar e muitas vezes até desejar sexualmente os seus controladores ou captores.

Mas permitam-me deixar aqui uma palavra de advertência: se você pensa que pode assistir tais reuniões e não ser afetado, você provavelmente está errado. Um exemplo perfeito é o caso de uma mulher que foi ao Haiti com Bolsa de Estudos da Guggenheim para estudar o vudu haitiano. Em seu relatório, ela diz como a música eventualmente induz movimentos incontroláveis do corpo, e um estado alterado de consciência. Embora ela compreendesse o processo e pudesse refletir sobre o mesmo, quando começou a sentir-se vulnerável à música ela tentou lutar e fugir. Raiva ou resistência quase sempre asseguram conversão. Poucos momentos mais tarde ela sentiu-se possuída pela música e começou a dançar, em transe, por todo o local onde se realizava o culto vudu. A fase cerebral tinha sido induzida pela música e pela excitação, e ela acordou sentindo-se renascida. A única esperança de assistir tais reuniões sem sentir-se afetado e ser um Buda, e não se permitir sentimentos positivos ou negativos. Poucas pessoas são capazes de tal neutralidade.

Antes de prosseguir, vamos voltar às seis dicas de conversão. Eu quero mencionar o governo dos Estados Unidos, e os campos de treinamento militar. O Corpo de Fuzileiros Navais (the Marine Corps) afirma que quebra o moral dos homens antes de “reconstruí-los” como novos homens – como fuzileiros (marines)! Bem, isso é exatamente o que eles fazem, da mesma maneira que os cultos vergam o moral das pessoas e as reconstróem como felizes vendedores de flores nas esquinas. Cada uma das seis técnicas de conversão é usada nos campos de treinamento militar. Considerando as necessidades militares, não estou fazendo um julgamento quanto a se isto é bom ou ruim. É UM FATO, que as pessoas efetivamente sofrem lavagem cerebral. Aqueles que não querem se submeter devem ser dispensados, ou passarão muito de seu tempo no quartel.

Processo de Decognição

Uma vez que a conversão inicial é realizada, nos cultos, no treinamento militar, ou em grupos similares, não pode haver dúvidas entre seus membros. Estes devem responder aos comandos, e fazer o que estes lhes disserem. De outra forma, eles seriam perigosos ao controle da organização. Isto é normalmente conseguido pelo Processo de Decognição em três passos.

O primeiro passo é o de REDUÇÃO DA VIGILÂNCIA: os controladores provocam um colapso no sistema nervoso, tornando difícil distinguir entre fantasia e realidade. Isto pode ser conseguido de várias maneiras. DIETA POBRE é uma; muito cuidado com Brownies e com Koolaid. O açúcar `desliga’ o sistema nervoso. Mais sutil é a “DIETA ESPIRITUAL”, usada por muitos cultos. Eles comem somente vegetais e frutas; sem o apoio dos grãos, nozes, sementes, laticínios, peixe ou carne, um indivíduo torna-se mentalmente “aéreo”. Sono inadequado é outro modo fundamental de reduzir a vigilância, especialmente quando combinada com longas horas de intensa atividade física. Também, ser bombardeado com experiências únicas e intensas consegue o mesmo resultado.

O segundo passo é a CONFUSÃO PROGRAMADA: você é mentalmente assaltado enquanto sua vigilância está sendo reduzida conforme o passo um. Isto se consegue com um dilúvio de novas informações, leituras, discussões em grupo, encontros ou tratamento individual, os quais usualmente eqüivalem ao bombardeio do indivíduo com questões, pelo controlador. Durante esta fase de decognição, realidade e ilusão freqüentemente se misturam, e uma lógica pervertida é comumente aceita.

O terceiro passo é PARADA DO PENSAMENTO: técnicas são usadas para causar um “vazio” na mente. Estas são técnicas para alterar o estado de consciência, que inicialmente induzem calma ao dar à mente alguma coisa simples para tratar, com uma atenta concentração. O uso continuado traz um sentimento de exultação e eventualmente alucinação. O resultado é a redução do pensamento, e eventualmente, se usado por muito tempo, a cessação de todo pensamento e a retirada de todo o conteúdo da mente, exceto o que os controladores desejem. O controle é, então, completo. É importante estar atento que quando membros ou participantes são instruídos para usar técnicas de “parar o pensamento, eles são informados de que serão beneficiados: eles se tornarão “melhores soldados”, ou “encontrarão a luz”.

Há três técnicas primárias usadas para parar o pensamento. A primeira é a MARCHA: a batida do tump, tump, tump literalmente gera auto-hipnose, e grande susceptibilidade à sugestão.

A segunda técnica para parar o pensamento é a MEDITAÇÃO. Se você passar de uma hora a uma hora e meia por dia em meditação, depois de poucas semanas há uma grande probabilidade de que você não retornará à consciência plena normal beta. Você permanecerá em um estado fixo alfa tanto mais quanto você continue a meditar. Não estou dizendo que isto é ruim – se você mesmo o faz. Pode então ser benéfico. Mas é um fato que você está levando a sua mente a um estado de vazio. Eu tenho testado quem medita, com máquinas EEG, e o resultado é conclusivo: quanto mais você medita, mais vazia se torna a sua mente, principalmente se usada em excesso ou em combinação com decognição; todos os pensamentos cessam. Alguns grupos espiritualistas vêem isto como nirvana – o que é besteira. Isto é simplesmente um resultado fisiológico previsível. E se o o céu na terra significa não-pensamento e não-envolvimento, eu realmente pergunto por que nós estamos aqui.

A terceira técnica de parar o pensamento é pelo CÂNTICO, e freqüentemente por cânticos em meditação. “Falar em línguas” poderia também ser incluído nesta categoria.

Todas as três técnicas produzem um estado alterado de consciência. Isto pode ser muito bom se VOCÊ está controlando o processo, porque você também controla o que vai usar. Eu pessoalmente use ao menos uma sessão de auto-hipnose cada dia, e eu sei quão benéfico isto é para mim. Mas você precisa saber, se usar estas técnicas a ponto de permanecer continuamente em estado alfa, embora você permaneça em um estado levemente embriagado, você estará também mais sugestionável.

Verdadeiros Crentes & Movimentos de Massa

Antes de terminar esta seção de conversão, eu quero falar sobre as pessoas que são mais susceptíveis a isto, bem como sobre os Movimentos de Massa. Eu estou convencido que pelo menos um terço da população é aquilo que Eric Hoffer chama “verdadeiros crentes”. Eles são sociáveis, e são seguidores… são pessoas que se deixam conduzir por outros. Eles procuram por respostas, significado e por iluminação fora de si mesmos.

Hoffer, que escreveu O VERDADEIRO CRENTE, um clássico em movimentos de massa, diz: “os verdadeiros crentes não estão decididos a apoiar e afagar o seu ego; têm, isto sim, uma ânsia de se livrarem dele. Eles são seguidores, não em virtude de um desejo de auto-aperfeiçoamento, mas porque isto pode satisfazer sua paixão pela auto-renúncia!”. Hoffer também diz que os verdadeiros crentes “são eternamente incompletos e eternamente inseguros”!

Eu sei disto, pela minha própria experiência. Em meus anos de ensino e de condução de treinamentos, eu tenho esbarrado com isto muitas vezes. Tudo que eu quero fazer é tentar mostrar-lhes que a única coisa a ser buscada é a Verdade interior. Suas respostas pessoais deverão ser encontradas lá, e solitariamente. Eu sempre digo que a base da espiritualidade é a auto-responsabilidade e a auto-evolução, mas muitos dos verdadeiros crentes apenas respondem que eu não possuo espiritualidade, e vão em seguida procurar por alguém que lhes dará o dogma e a estrutura que eles desejam.

Nunca subestime o potencial de perigo destas pessoas. Eles podem facilmente ser moldados como fanáticos, que irão com muito prazer trabalhar e até morrer pela sua causa sagrada. Isto é um substituto para a sua fé perdida, e freqüentemente lhes oferece um substituto para a sua esperança individual. A Maioria Moral é feita de verdadeiros crentes. Todos os cultos são compostos de verdadeiros crentes. Você os encontrará na política, nas igrejas, nos negócios e nos grupos de ação social. Eles são os fanáticos nestas organizações.

Os Movimentos de Massa possuem normalmente um líder carismático. Seus seguidores querem converter outros para o seu modo de vida ou impor um novo estilo de vida – se necessário, recorrendo a uma legislação que os force a isto, como evidenciado pelas atividades da Maioria Moral. Isto significa coação pelas armas ou punição, que é o limite em se tratando de coação legal.

Um ódio comum, um inimigo, ou o demônio são essenciais ao sucesso de um movimento de massas. Os Cristão Renascidos tem o próprio Satã, mas isto não é o bastante – a ele se soma o oculto, os pensadores da Nova Era, e mais tarde, todos aqueles que se oponham à integração de igreja e política, como evidenciado pelas suas campanhas políticas contra a reeleição daqueles que se oponham às suas opiniões. Em revoluções, o demônio é usualmente o poder dominante ou a aristocracia. Alguns movimentos de potencial humano são bastantes espertos para pedir a seus graduados para que associem-se a alguma coisa, o que o etiquetaria como um culto – mas, se você olhar mais de perto, descobrirá que o demônio deles é quem quer que não tenha feito o seu treinamento.

Há movimentos de massa sem demônios, mas eles raramente alcançam um maior status. Os Verdadeiros Crentes são mentalmente desequilibrados ou mesmo pessoas inseguras, sem esperança e sem amigos. Pessoas não procuram aliados quando estão amando, mas eles o fazem quando odeiam ou tornam-se obcecados com uma causa. E aqueles que desejam uma nova vida e uma nova ordem sentem que os velhos caminhos devem ser destruídos antes que a nova ordem seja construída.

Técnicas de Persuasão

Persuasão não é uma técnica de lavagem cerebral, mas é a manipulação da mente humana por outro indivíduo, sem que o sujeito manipulado fique consciente do que causou sua mudança de opinião. Eu somente tenho tempo para apresentar umas poucas das centenas de técnicas em uso atualmente, mas a base da persuasão é sempre o acesso ao seu CÉREBRO DIREITO. A metade esquerda de seu cérebro é analítica e racional. O lado direito é criativo e imaginativo. Isto está excessivamente simplificado, mas expressa o que quero dizer. Então, a idéia é desviar a atenção do cérebro esquerdo e mantê-lo ocupado. Idealmente, o agente gera um estado alterado de consciência, provocando uma mudança da consciência beta para a alfa; isto pode ser medido em uma máquina de EEG.

Primeiro, deixem-me dar um exemplo de como distrair o cérebro esquerdo. Políticos usam esta poderosa técnica todo o tempo; advogados usam muitas variações, as quais eles chamam “apertar o laço”.

Assuma por um momento que você está observando um político fazendo um discurso. Primeiro, ele pode suscitar o que é chamado “SIM, SIM”. São declarações que provocarão assentimentos nos ouvintes; eles podem mesmo sem querer balançar suas cabeças em concordância. Em seguida vem os TRUÍSMOS. Estes são, usualmente, fatos que podem ser debatidos, mas uma vez que o político tenha a concordância da audiência, as vantagens são a favor do político, que a audiência não irá parar para pensar a respeito, continuando a concordar. Por último vem a SUGESTÃO. Isto é o que o político quer que você faça, e desde que você tenha estado concordando todo o tempo, você poderá ser persuadido a aceitar a sugestão. Agora, se você ler o discurso político a seguir, você perceberá que as três primeiras sentenças são do tipo “sim, sim”, a três seguintes são truísmos, e a última é a sugestão.

“Senhoras e senhores: vocês estão indignados com os altos preços dos alimentos? Vocês estão cansados dos astronômicos preços dos combustíveis? Estão doentes com a falta de controle da inflação? Bem, vocês sabem que o Outro Partido permitiu uma inflação de 18 por cento no ano passado; vocês sabem que o crime aumentou 50 por cento por todo o país nos últimos 12 meses, e vocês sabem que seu cheque de pagamento dificilmente vem cobrindo os seus gastos. Bem, a solução destes problemas é eleger-me, John Jones, para o Senado dos E.U.A.”

Eu penso que você já ouviu isto antes. Mas você poderia atentar também para os assim chamados Comandos Embutidos. Como exemplo: em palavras chaves, o locutor poderia fazer um gesto com sua mão esquerda, a qual, como os pesquisadores tem mostrado, é mais apta para acessar o seu cérebro direito. Os políticos e os brilhantes oradores de hoje, orientados pela mídia, são com freqüência cuidadosamente treinados por uma classe inteiramente nova de especialistas, os quais estão usando todos os truques – tanto novos quanto antigos – para manipulá-lo a aceitar o candidato deles.

Os conceitos e técnicas da Neuro-Lingüística são tão fortemente protegidos que eu descobri que, mesmo para falar sobre ela publicamente ou em impressos, isto resulta em ameaça de ação legal. Já o treinamento em Neuro-Lingüística está prontamente disponível para qualquer pessoa que queira dedicar o seu tempo e pagar o preço. Esta é uma das mais sutis e poderosas manipulações a que eu já me expus. Uma amiga minha que recentemente assistiu a um seminário de duas semanas em Neuro-Lingüística descobriu que muitos daqueles com quem ela conversou durante os intervalos era pessoal do governo.

Uma outra técnica que eu aprendi há pouco tempo é inacreditavelmente escorregadia; ela é chamada de TÉCNICA INTERCALADA, e a idéia é dizer uma coisa com palavras, mas plantar um impressão inconsciente de alguma outra coisa na mente dos ouvintes e/ou observadores.

Quero dar um exemplo: suponha que você está observando um comentarista da televisão fazer a seguinte declaração: “O SENADOR JOHNSON está ajudando as autoridades locais a esclarecer os estúpidos enganos das companhias que contribuem para aumentar os problemas do lixo nuclear“. Isto soa como uma simples declaração, mas, se o locutor enfatiza a palavra certa, e especialmente se ele faz o gesto de mãos apropriado junto com as palavras chaves, você poderia ficar com a impressão subconsciente de que o senador Johnson é estúpido. Este era o objetivo subliminar da declaração, e o locutor não pode ser chamado para explicar nada.

Técnicas de persuasão são também freqüentemente usadas em pequena escala com muita eficácia. O vendedor de seguro sabe que a sua venda será provavelmente muito mais eficaz se ele conseguir que você visualize alguma coisa em sua mente. É uma comunicação ao cérebro direito. Por exemplo, ele faz uma pausa em sua conversação, olha vagarosamente em volta pela sua sala, e diz, “Você pode imaginar esta linda casa incendiando até virar cinzas?“. Claro que você pode! Este é um de seus medos inconscientes, e quando ele o força a visualizar isto, você está sendo muito provavelmente manipulado a assinar o contrato de seguros.

Os Hare Krishna, ao operarem em um aeroporto, usam o que eu chamo técnicas de CHOQUE E CONFUSÃO para distrair o cérebro esquerdo e comunicarem-se diretamente com o cérebro direito. Enquanto estava esperando no aeroporto, uma vez eu fiquei por uma hora observando um deles operar. A sua técnica era a de saltar na frente de quem passasse. Inicialmente, sua voz era alta; então ele abaixava o tom enquanto pedia para que a pessoa levasse um livro, após o que pedia uma contribuição em dinheiro para a causa. Usualmente, quando as pessoas ficam chocadas, elas imediatamente recuam. Neste caso, eles ficavam chocados pela estranha aparência, pela súbita materialização e pela voz alta do devoto Hare Krishna. Em outras palavras, as pessoas iam para um estado alfa por segurança, porque elas não queriam confrontar-se com a realidade à sua frente. Em alfa, elas ficavam altamente sugestionáveis, e por isto aceitavam a sugestão de levar o livro; no momento em que pegavam o livro, sentiam-se culpadas e respondiam a uma segunda sugestão: dar dinheiro. Nós estamos todos condicionados de tal forma que, se alguém nos dá alguma coisa, nós temos de dar alguma coisa em troca – neste caso, era dinheiro. Enquanto observava este trabalhador incansável, eu estava perto o bastante para perceber que muitas das pessoas que ele parara exibiam um sinal externo de que estavam em alfa – seus olhos estavam dilatados.

Programação Subliminar

Subliminares são sugestões ocultas que somente o nosso subconsciente percebe. Podem ser sonoras, ocultas por entre a música; visuais, disfarçadas em cada quadro e mostrados tão rapidamente na tela que não são vistos; ou espertamente incorporados ao quadro ou desenho.

Muitas fitas de áudio de reprogramação subliminar oferecem sugestões verbais gravadas em baixo volume. Eu questiono a eficácia desta técnica – se as subliminares não são perceptíveis, elas não podem ser efetivas, e subliminares gravadas abaixo do nível de audição são, por esta razão, inúteis. A mais antiga técnica de áudio subliminar usa uma voz que segue o volume da música de tal modo que as subliminares são impossíveis de detectar sem um equalizador paramétrico. Mas esta técnica é patenteada, e, quando eu quis desenvolver minha própria linha de audiocassetes subliminares, negociações com os detentores desta patente provaram ser insatisfatórias. Meu procurador obteve cópias das patentes, as quais eu dei a alguns talentosos engenheiros de som de Hollyhood pedindo-lhes para criarem uma nova técnica. Eles encontraram um modo de modificar psico-acusticamente e sintetizar as subliminares de tal modo que elas fossem projetadas no mesmo acorde e freqüência que a música, assim dando-lhes o efeito de fazerem parte da música. Mas nós descobrimos que usando estas técnica, não há maneira de reduzir as freqüências para detectar os subliminares. Em outras palavras, embora eles possam ser ouvidos pela mente subconsciente, não podem ser monitorados mesmo pelos mais sofisticados equipamentos.

Se nós pudemos criar esta técnica tão facilmente como o fizemos, eu posso somente imaginar quão sofisticada a tecnologia se tornou, com fundos ilimitados do governo e da publicidade. E eu estremeço só de pensar na manipulação dos comerciais de propaganda a que estamos expostos diariamente. Não há simplesmente nenhuma maneira de saber o que há por trás da música que você ouve. E pode mesmo ser possível esconder uma segunda voz por trás da voz que você está ouvindo.

As séries de Wilson Bryan Key, Ph.D., sobre subliminares em publicidade e campanhas políticas documentam bem o abuso em muitas áreas, especialmente na publicidade impressa em jornais, revistas e posters.

A grande questão sobre subliminares é: eles funcionam? Eu garanto que sim. Não somente devido àqueles que usaram minhas fitas, mas também dos resultados de tais programas subliminares por trás das músicas das lojas de departamentos. Supostamente, a única mensagem eram instruções para não roubar: uma cadeia de lojas de departamentos da Costa Leste reportou uma redução de 37 por cento em furtos nos primeiros nove meses do teste.

Um artigo de 1984 no jornal “Brain-Mind Bulletin” declara que até 99 por cento de nossa atividade cognitiva pode ser “não-consciente”, de acordo com o diretor do Laboratório de Psicofisiologia Cognitiva da Universidade de Illinois. O longo relatório termina com a declaração, “estas ferramentas apoiam o uso de abordagens subliminares tais como sugestões gravadas em fita para perder peso, e o uso terapêutico da hipnose e Programação Neuro-Lingüística”.

Abuso das Massas

Eu poderia relatar muitas histórias que apoiam a programação subliminar, mas eu gastaria muito tempo para falar mesmo dos mais sutis usos de tal programação.

Eu experimentei ir pessoalmente, com um grupo, a reuniões no auditório de Los Angeles, onde mais de dez mil pessoas se reúnem para ouvir uma figura carismática. Vinte minutos depois de entrar no auditório eu percebi que estava indo e vindo de um estado alterado de consciência. Todos que me acompanhavam estavam experimentando a mesma coisa. Como este é o nosso negócio, nós percebíamos o que acontecia, mas os que nos rodeavam nada percebiam. Por cuidadosa observação, o que parecia ser uma demonstração expontânea era, de fato, uma astuta manipulação. A única maneira que eu podia imaginar pela qual se poderia fazer a indução ao transe era por meio de uma vibração de 6 a 7 ciclos por segundo que soava juntamente com o som do ar condicionado. Esta vibração em particular gera um ritmo alfa, a qual tornará a audiência altamente susceptível às sugestões. De 10 a 25 por cento da população é capaz de ir para um estado alterado de consciência sonambúlico; para estas pessoas, as sugestões do locutor, se não-ameaçadoras, podem potencialmente ser aceitas como “comandos”.

Vibrato

Isto nos leva a mencionar o VIBRATO. Vibrato é o efeito de trêmulo feito por alguma música instrumental ou vocal, e a sua faixa de freqüências conduz as pessoas a entrarem em um estado alterado de consciência. Em um período da história inglesa, aos cantores cuja voz possuía um vibrato pronunciado não era permitido cantarem em público, porque os ouvintes entravam em um estado alterado de consciência, quando então tinham fantasias, inclusive de ordem sexual.

Pessoas que assistem à ópera ou apreciam ouvir cantores como Mário Lanza estão familiarizados com os estados alterados induzidos pelos cantores.

ELF

Agora, vamos levar esta condição um pouco mais longe. Há também ondas de freqüência extra-baixa (ELFs) inaudíveis. Elas são eletromagnéticas por natureza. Um dos usos básicos das ELFs é a comunicação com nossos submarinos. O dr. Andrija Puharich, um altamente respeitado pesquisador, em uma tentativa de alertar os oficiais americanos acerca do uso pelos russos das ELFs, realizou uma experiência. Voluntários tinham conexões ligadas aos seus cérebros de modo a que as ondas pudessem ser medidas em um EEG. Eles eram isolados em uma sala de metal que era imune à penetração de qualquer sinal normal.

Puharich então irradiou ondas ELF para os voluntários. As ondas ELFs passam direto através da Terra, e, claro, atravessam paredes de metal. Os que estavam isolados não sabiam se o sinal estava ou não sendo enviado, e Puharich observou as reações em um aparelho: 30 por cento dos que estavam na sala acusavam o sinal de ELF em seis ou dez segundos.

Quando eu digo “acusavam”, eu quero dizer que o seu comportamento seguia as mudanças prevista para freqüências muito precisas. Ondas abaixo de seis ciclos por segundo causavam perturbações emocionais e até a interrupção de funções físicas. Para 8.2 ciclos, eles sentiam um bem alto…um elevado sentimento, como se estivessem em uma poderosa meditação, aprendida à custa de muitos anos. Onze até 11,3 ciclos induziam ondas de depressão e agitação, que conduziam a um comportamento turbulento.

O Neurofone

O dr. Patrick Flanagan é um meu amigo pessoal. No início dos anos 60, como um adolescente, Pat foi listado como um dos maiores cientistas do mundo pela revista Life. Entre os seus muitos inventos havia um dispositivo que ele chamou Neurofone – um instrumento eletrônico que podia, com sucesso, transmitir sugestões diretamente através do contato com a pele. Quando ele tentou patentear o dispositivo, o governou demandou para que ele provasse que era dele o invento. Quando ele o fez, a Agência de Segurança Nacional confiscou o neurofone. Pat levou dois anos de batalha legal para ter sua invenção de volta.

Usando o dispositivo, você não ouve ou vê nada; ele é aplicado à pele, a qual Pat afirma que é a fonte de sentidos especiais. A pele contém mais sensores de calor, toque, dor, vibração e campos elétricos do que qualquer outra parte da anatomia humana.

Em um de seus recentes testes, Pat conduziu dois idênticos seminários para uma audiência militar – um seminário em uma noite e outro na seguinte, porque a sala não era bastante grande para acomodar todos ao mesmo tempo. Quando o primeiro grupo provou ser muito pouco receptivo e relutante em responder, Patrick passou o dia seguinte fazendo uma fita de áudio especial para tocar no segundo seminário. A fita instruía a audiência a ser extremamente calorosa, sensível e para que as suas mãos “formigassem”. A fita foi tocada através do neurofone, o qual foi conectado por um fio que ele colocou ao longo do teto da sala. Não havia locutores, e assim nenhum som podia ser ouvido, e ainda assim a mensagem foi transmitida com sucesso através do fio diretamente para a mente dos que assistiam o seminário. Eles foram calorosos e receptivos, suas mãos formigaram e eles responderam à programação, com reações que não posso mencionar aqui.

Quanto mais procuramos descobrir sobre como os seres humanos agem, através da altamente avançada tecnologia de hoje, tanto mais aprendemos a controlá-los. E o que provavelmente mais me assusta é que o meio para dominá-los já está aí! A televisão em sua sala e quarto está fazendo muito mais do que apenas dar-lhe entretenimento.

Antes de continuar, deixem-me ressaltar alguma coisa a mais acerca do estado alterado de consciência. Quando você vai para um estado alterado, você passa a usar o lado direito do cérebro, o que resulta na liberação dos opiáceos internos do corpo: encefalinas e beta-endorfinas, que quimicamente são quase idênticas ao ópio. Em outras palavras, dá uma boa sensação, a qual você sempre irá querer mais.

Testes recentes feitos pelo pesquisador Herbert Krugman mostraram que enquanto as pessoas assistem à TV, a atividade do cérebro direito excede em número a atividade do cérebro esquerdo por uma relação de dois para um. Colocando de maneira mais simples, as pessoas estão em um estado alterado … e muito freqüentemente, em transe. Elas estão conseguindo a sua beta-endorfina “fixa”.

Para medir a extensão da atenção, o psicofisiologista Thomas Mulholland, do Hospital de Veteranos de Bedford, Massachusetts, ligou telespectadores jovens a uma máquina EEG que estava ligada a um fio que interrompia a TV sempre que o cérebro dos jovens produzisse uma maioria de ondas alfa. Embora lhes fosse pedido que se concentrassem, somente uns poucos puderam manter o aparelho ligado por mais do que 30 segundos!

Muitos telespectadores já estão hipnotizados. Aprofundar o transe é fácil. Um modo simples é colocar um quadro preto a cada 32 quadros do filme que está sendo projetado. Isto cria uma pulsação de 45 batidas por minuto, percebida somente pela mente subconsciente – o ritmo ideal para provocar uma hipnose profunda.

Os comerciais ou sugestões apresentados pelas emissoras seguindo esta indução ao transe-alfa são muito mais comumente aceitas pelos telespectadores. A alta porcentagem da audiência que atinge o sonambulismo profundo pode muito bem aceitar as sugestões como comandos – pelo menos enquanto estes não contrariarem suas convicções morais, a religião ou sua auto-preservação.

O meio para dominar está aqui. Até a idade de 16 anos, as crianças terão passado de 10.000 a 15.000 horas vendo televisão – o que é mais tempo do que ele passam na escola! Na média dos lares, o aparelho de TV fica ligado seis horas e 44 minutos por dia – um acréscimo de nove minutos sobre o ano passado, e três vezes a média de crescimento durante os anos 70.

Isto obviamente não está melhorando…nós estamos rapidamente nos movendo para um mundo nível alfa – muito possivelmente o mundo Orwelliano de “1984” – plácido, olhar vítreo e resposta obediente às instruções.

Um projeto de pesquisa de Jacob Jacoby, um psicólogo da Universidade Purdue, descobriu que de 2.700 pessoas testadas, 90 por cento entenderam mal até mesmo simples opiniões mostradas em comerciais e “Barnaby Jones”. Apenas alguns minutos depois, o típico telespectador esquece de 23 a 36 por cento dos assuntos que ele ou ela vê. É claro que eles estavam entrando e saindo do transe! Se você for para um transe profundo, pode ser instruído para relembrar – do contrário, automaticamente esquece tudo.

Eu toquei unicamente a ponta do iceberg. Quando você começa a combinar mensagens subliminares por trás da música, projetar cenas subliminares na tela, produzir efeitos ópticos hipnóticos, ouvir batidas musicais a um ritmo que induz ao transe…você tem uma extremamente eficaz lavagem cerebral. Cada hora que você passa assistindo a TV deixa-o cada vez mais condicionado. E, no caso de você pensar que exista uma lei contra tudo isto, esqueça. Não há! Existem muitas pessoas poderosas que obviamente preferem que as coisas permaneçam exatamente como estão. Será que elas planejam algo?

.:.

Palestra dada em Las Vegas em 1984 por Dick Sutphen. O Original pode ser conferido no link http://www.dicksutphen.com/html/battlemind.html, inclusive com toda a bibliografia usada.

Dick Sutphen é uma mistura de publicitário com “guru da nova era”. É palestrista e autor de diversos livros sobre regressão a vidas passadas e hipnose, o que lhe dá um certo conhecimento de causa.

http://pt.scribd.com/doc/51766426/A-BATALHA-PELA-SUA-MENTE-Tecnicas-de-Persuasao-e-Lavagem-Cerebral-Sendo-Usadas-Atualmente-No-Publico

log_pir_47

.

●●● Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47●●● Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Textos relacionados | Leave a Comment »

Estudo sobre a Pedra da Gávea, parte 3 – A Face do Imperador

Posted by luxcuritiba em outubro 13, 2011

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Este texto faz parte de um estudo sobre a Pedra da Gávea no rio de janeiro, parte 3 – A Face do Imperador.

Face da Pedra da Gávea. Clique para ampliar a imagem.

Muito provavelmente trata-se da representação de uma divindade, e não de uma representação do rei Badezir.

Existem ou existiram outras formações onde se pode ver rostos na montanha. Em Franconia estado de de New Hampshire, nos E.U.A. Havia o chamado ”velho da montanha” (the Old Man of the Mountains). Era um perfil de um rosto com 12 m de altura e 8 de largura, más ao que tudo indica foi efeito da erosão pelas geleiras. Foi famoso e visitado até por presidentes da república. Pensou-se, inclusive, representá-lo na bandeira do estado. Más em 3 de maio de 2003 desabou. Em Ollantaytambo, Peru, há um rosto no paredão da montanha que é atribuído aos incas ou mais apropriadamente aos collas. Parece haver até dois. Um é o de perfil e o outro é de frente como a Pedra da Gávea. Alguns acham que foi obra inconclusa, ficam colado aos armazéns onde estocavam milho. E até maior que a Face do Imperador. Parece que era idéia associá-lo a ritos relacionados com o solstício de inverno, e mesmo assim há quem ache que é natural. Diz-se que seria a representação de Viracocha o deus supremo ou Tunupa, que era o nome dado pelos collas que dominavam o território antes dos incas. Em cima de sua cabeça há um pequeno templo. Provavelmente sua origem é uma tradição anterior que parece remontar a Thiahuanaco. Também devemos frisar que Viracocha tinha um companheiro alado, um pássaro …

Me parece que essa similitude é a dúvida que devemos pesquisar com relação a Face do Imperador. E a”Ibis”, que com certeza não é íbis, no Pão de Açúcar pode fazer parte do contexto.

No entanto se formos dar crédito a algumas pessoas que acham que solucionam tudo com teorias de sala de aula, fica tudo explicado. A formação da face é porque ó gnaiss dessa parte da montanha, sendo mais fraco que o granito do topo, ao desgastar-se pela erosão, formou o buraco dos olhos e outros buracos. E está resolvido o mistério. Genial!

Quer dizer que esta mesma erosão que desgastou os olhos esculpiu o nariz e formou até supercílio e maças no rosto (não devem nem ter observado isso) não desgastou todo o rosto por igual, de maneira caótica. E abriu buracos maiores onde seriam os olhos, e deixou menos desgaste onde haveria um nariz. Fantástico!

Alguns curiosos devem se achar mais apropriados do que os arquitetos para dar veredictos sobre a Face do Imperador, mas não são. Arquitetos tem uma noção um pouco mais apurada sobre forma, volume e detalhe, é evidente. E tenho que fazer mais uma pergunta: Quantas vezes eles olharam, pensaram e repensaram sobre o assunto olhando o local? Isso é básico para elaborar alguma hipótese. É evidente que houve também erosão, e continua havendo.

Face da Pedra da Gávea. Clique para ampliar a imagem.

Quando olho para a Pedra da Gávea, vejo uma cabeça e muito claramente uma face, e não me convenço de que a face não haja sido obra humana. Dizer de tacada que é apenas erosão é muito simplista. É próprio de quem não conhece o lugar ou o viu poucas vezes, por mais geólogo que seja.

Vista de baixo e de São Conrado o que a face nos sugere é muito claro. Trata-se de um homem de barba com uma fisionomia seria olhando em direção a Pedra Bonita, nota-se um barrete cilíndrico (muitos o descrevem como um capacete). Mas eu não vejo um capacete. Também parece ter algo, como prolongamento das sobrancelhas para cima. Num gesto de severidade. E com toda certeza está nessa localização para poder ser iluminado pelo sol em qualquer época do ano. Algumas pessoas vem um outra cara do lado do mar, mas eu nunca percebi isso

Há muitas formações no mundo que parecem rostos vistos de determinado perfil, mas não o são se olhados de vários ângulos. A Pedra da Gávea impressiona de vários ângulos. Mas não há duvida alguma que é uma obra tosca.

Nos dois traços subindo obliquamente dos dois olhos como se fossem ressalto de sobrancelhas (Imperadores chineses ressaltavam as sobrancelhas, alongando-as para cima. Mas não arriscaria a dizer categoricamente que o rosto seja chinês, ainda que seja um rosto bastante achatado. Os chineses teriam feito um acabamento muitíssimo melhor. Mas pode ser que seja achatado por causa das dificuldades de execução. Isto até poderia ser a razão do nariz ser pouco proeminente apesar de que devemos descontar que já foi muito desgastado. E é evidente que um nariz no rosto de uma face em uma montanha é o primeiro que vai ser atacado pela erosão. Portanto esse nariz defeituoso, está desculpado. Podemos também observar, e isso eu o observei, hoje dia 18 de junho de 2011 com o sol bastante deitado, que em baixo do nariz, ou melhor onde estaria o a parte baixa do nariz, as narinas, restam duas cavidades, como se um nariz tivesse sido cortado em 45 graus. Se o nariz tivesse desmoronado ficaria com o mesmo aspecto. Essa observação a fiz estando bem embaixo da Face e junto à Carrasqueira.

Mas quando se olha a face desde a Pedra Bonita e se esquadrinha com atenção e um bom binóculo, surgem muitas dúvidas. Porque de frente não se tem a noção de profundidade dos traços que se vem de perfil. E o nariz que visto de bem embaixo, no caminho da Carrasqueira parece comprido e razoavelmente elegante. Visto de frente, parece um nariz excessivamente largo, o que deforma a avaliação das proporções da face. Os olhos não chamam a atenção, o que se vê é um olho maior, com um buraco a mais dentro dele sem significar nada de especial e o outro formado por dois buracos que não tem muita forma. E se começa a pensar que aquilo não é nada, a não ser acidente da natureza.

No entanto ao olhar para o supercílio vê-se claramente a separação da raiz do nariz e um bem definido supercílio com as já faladas sobrancelhas severas, para cima. E a dúvida volta a se estabelecer. E a única resposta que me vem a cabeça seria de que é uma obra inacabada ou extremamente antiga, uma coisa que foge às nossas referencias históricas ou até pré históricas. Mas haveria uma outra explicação para essa falta de definição e simetria.

No caso de ser de fato um monumento, ele e bem grande e um monumento desses ninguém terá condições de vê-lo como se vê uma escultura normal, onde você gira ou circula e tem a noção da terceira dimensão. Quer dizer, consegue sentir as proporções em 3d. Poderia ter sido feito para ser visto principalmente de um determinado setor. E há que considerar que quem por ventura o tenha feito, também teve extremas dificuldades para executar o trabalho, porque os que dirigiam a obra com certeza não tinham um helicóptero e muito menos um disco voador para andar pelos ares de um lado ao outro dirigindo as proporções, e nem haveria condições excelentes para dirigir o trabalho com boas comunicações, pois tinham que ficar a certa distancia do local.

Mas devemos reparar que o lado mais bem feito, é o lado que pega o sol nascente tanto no solstício de inverno como no de verão. E nesse caso seria lógico dar mais detalhe a esse lado.

Qual é de fato o tamanho daquela face? Se considerarmos desde o supercílio até onde estaria a boca não seria mais do que 80 m de altura. Partindo do principio de que o resto já existiria como formação natural.

Tem gente que diz que a cara é muito grande para ter sido feita, e por isso não seria artificial. Eu perguntaria: Grande para quem? Isso seria outro problema. Em Ollantaytambo, Peru, existe um rosto na montanha do mesmo tamanho, que representa o deus Tunupa, do raio e do trovão, divindade dos collas, e está a mais de 100 m de qualquer ponto de onde possa ter sido colocado algum andaime. No solstício de inverno, 21 de junho, os primeiros raios do sol dão no olho desta face

Na China foi esculpido o Buda de Leshan com 71 metros de altura, com corpo inteiro, num paredão próximo aos rios Ming e Dadu. Sua construção começou em 713 D.C., portanto fazem 1300 anos. Demorou 90 anos para ficar pronto. Motivação: Acalmar as águas dos rios. Simples assim.

E agora depois de desenvolver este raciocínio, me pergunto. Será a face de um asiático? Se bem que muitos povos americanos tem traços fortes de características asiáticas. Na verdade são de origem asiática, nas sua maior parte. Vale a pena lembrar o trabalho dos chineses em certo episodio.

O túmulo do primeiro imperador da China, Chin Shi Huang Di, unificada em 221 A.C., era enorme e demandou trabalhos gigantescos durante 37 anos. Em matéria de área ocupada e elaboração não existe nada parecido a outros túmulos reais no mundo.

O conjunto todo ocupa uma área de 56 km 2. A câmara principal do tumulo não foi aberta até hoje. Foi detectada por sondagens, como tendo 14 m por 170 m, enterrada a 35 m de profundidade. Está em uma elevação com 45 m de altura. Dentro desta câmara entre outras coisas, se sabe que deve haver uma maquete representando toda a China de sua época, onde os mares e rios foram feitos com mercúrio, que é tóxico. Foi detectado mercúrio em vários pontos das encostas da elevação onde esta o túmulo e por isto se presume que a câmara já esteja em parte destruída e vapor de mercúrio está vazando. Tudo isto complica uma intervenção dos técnicos chineses, que estão postergando a escavação. Se quiser saber mais, leia sobre o túmulo deste imperador, que é aquele onde foram encontrados os 10 000 guerreiros de terracota.

Não é que esteja comparando esse tumulo ao trabalho desenvolvido à Pedra da Gávea, se e que de fato foi esculpida, são coisas bem diferentes, mas mostra a determinação férrea de um poder absoluto. Exatamente isto: determinação férrea de um poder absoluto que faz qualquer sacrifício pela auto glorificação, ou a glorificação de uma divindade. A motivação mais provável para a execução da Façe do Imperador pode ter sido religiosa, e portanto seria a representação de alguma divindade, como os tamoios disseram.

Portal da Pedra da Gavea. Clique para ampliar a imagem.

Podemos até especular que se houve uma, ou várias câmaras tumulares na Pedra da Gávea provavelmente elas estão bem destruídas e soterradas até o teto, ou seja, não podem ser detectadas como cavidades dentro da rocha. Mas também pode não haver nenhuma. Esculpir uma face num paredão não implica em ter alguma tecnologia arquitetônica mais sofisticada

Aquela ”expedição de técnicos” em 2009, que levaram 14 horas para subir carregando um GPR (radar de penetração de solo) para procurar câmaras ocas dentro da Pedra da Gávea, foi de uma ingenuidade total. Pior, desmoralizou uma pesquisa que poderia ser séria. E ainda disseram que resolveram alguma coisa. Para mim, não passou de uma brincadeira. Mais uma vez a montanha foi usada de maneira vil. Pergunto se tinham algum plano prévio de onde iriam fazer as sondagens. Qual foi a teoria para fazer a pesquisa? Alguém na “expedição” conhecia bastante a montanha? Qual a profundidade a que esse radar pode chegar? Quem determinava os locais de sondagem? Subiram previamente para planejar as sondagens? Havia algum arqueólogo com eles, que ao menos pudesse aconselhar locais prováveis para pesquisas? Com certeza não. E como ultima pergunta. Foi feito um relatório detalhado com conclusões?

Também me passo a perguntar, se essa ”pesquisa“, não foi uma maneira de desmoralizar a montanha para ir desfazendo toda a mística e a reverencia que o carioca tem por ela, mesmo como monumento natural. De maneira a facilitar futuramente ”alguém” ganhar uma concessão e aproveitar turisticamente o local. Fiquem alertas. Espero que a SPHAN também esteja alerta.

No mínimo teriam que ter feito a experiência de, estando no topo da Cabeça detectar a Gruta da Orelha que como todos sabemos, é oca. Só que haveria um problema. Aquele radar só chegava a detectar algo até 15 m de profundidade, numa camada de granito e até a Gruta da Orelha daria mais de 80 m.

Portal da Pedra da Gavea. Clique para ampliar a imagem.

Mas voltando a Face do Imperador. É muito provável que a montanha já tivesse uma forma propicia para ser aproveitada como monumento, e o trabalho básico pode ter sido concentrado na face. Mas o lugar seria muito difícil de trabalhar, tal como o vemos hoje. Tudo o que estou dizendo, parte do princípio de que a montanha já tinha uma forma propícia para fazer uma face no local onde a vemos, porque logicamente ela foi encaixada no local mais propício e onde a rocha era menos resistente. Quem determinou a localização da face era razoavelmente instruído, com certeza.

Não precisariam de milhares de trabalhadores porque não há como locá-los, teria que ser feito com muito menos gente talvez muito menos de um milhar considerando os que trabalhariam nos andaimes e os que dariam apóio desde abaixo. Esculpir aquela face não tem nada de tão difícil. Mas essa observação vale apenas para o caso de apenas a face ter sido esculpida, se formos considerar que a montanha sofreu intervenções em vários lugares teríamos que admitir um numero muito maior de trabalhadores. As condições de trabalho, concordo, seriam assustadoras e com muitos acidentes.

E como estamos especulando sobre hipóteses devemos fazer algumas outras observações.

Água. Com certeza não era difícil coletar água mesmo no topo da montanha, porque até hoje fazemos isso. E seria extremamente fácil construir reservatórios de capacidade media Inclusive na Chaminé Hungar, do lado da face, corre água até hoje e deve ter corrido muito mais, quando havia mais vegetação. Há muitos outros pontos onde temos água, hoje pouca, mas temos.

Áreas de acampamento. Um pouco mais difícil, mas não impossível. Entre a Carrasqueira e a Praça da Bandeira Há muito lugar para levantar choupanas, razoavelmente abrigadas do vento. No caminho que vem pelo Pico dos quatro, a 500 metros de altura existe uma área semeada de plataformas que são atribuídas a serviços desenvolvidos pela fazenda que tinha sede no fim da estrada Sorimã. Más será que esta fazenda não aproveitou restos de infra-estrutura já existentes? Porque inclusive há muitos caminhos pavimentados e até pontes muito rústicas subindo até se perderem soterrados. Diz-se que plantavam café. De fato, é uma área alta, mais ou menos própria para café. Mas quem anda por lá, e estive hoje dia 2 de julho de 2011 na área, se pergunta, que diabo de café vai dar no meio de blocos de pedra. A área esta semeada de seixos de pedra. Nota-se que houve grandes desmoronamentos sobre o que lá existia. Você vem andando, seguindo um caminho e de repente ele desaparece, soterrado. E porque haveria um caminho empedrado? Sabemos de três coisas que foram retiradas ou cultivadas nessa área: cana de açúcar, café e carvão (queimavam a floresta). É evidente que o carvão foi o último cultivo. E também está claro que quem explorou o carvão foi uma fazenda já decadente. Nunca esta fazenda teria os recursos de escravos e disponibilidade geral para fazer as obras que podemos ver nesta área.

Mas existe uma hipótese a mais. Quando eu já andava investigando esta área falei com outro apaixonado pelas incógnitas desta montanha Carlos Manes Bandeira, ele me comentou que naquela área haveria um fortim. Quer dizer uma pequena fortificação. Pode ter havido a instalação de uma bateria (5 ou 6 canhões), mas também não deixou claro o local provável.

Não entrou em maiores detalhes e infelizmente faleceu pouco depois. Foi lamentável porque ele já tinha se prontificado a ir ao local para analisar a situação. É um pouco difícil que houvesse uma bateria no Pico dos Quatro, mas havia com certeza na entrada da Lagoa de Jacarepaguá. O que poderia haver lá em cima, era um ponto de vigilância, pois a vista é excelente, e em consequência haveria razoável transito por esta trilha.

Seria uma boa explicação para fazer um caminho razoavelmente pavimentado porque com certeza eram usadas mulas para carga. Também é certo que foram usadas mulas para transportar sacos de carvão

Agora voltando do Pico dos Quatro para a Face do Imperador.

Em principio qualquer vestígio de tudo o que possa haver existido foi destruído e soterrado pela floresta em centenas ou milhares de anos (se não foram milhares de anos a deterioração deve ter sido menor). Em terras ácidas e clima tropical, como é o caso, a sucessão de gerações de árvores crescendo e morrendo umas sobre as outras destroem tudo.

Com certeza havia mais solo na base da Barba do Imperador, é possível que até se pudesse chegar à Gruta da Orelha caminhando desde a Carrasqueira. Como já disse anteriormente as chuvas torrenciais estão levando todo o solo ladeira abaixo e considerando isto, podemos calcular e a enorme perda ao longo dos séculos. Quando desenvolver a parte referente à Mesa do topo da Pedra da Gávea, veremos quantos deslizamentos houve levando enormes partes da área que era bastante mais plana que hoje. Inclusive podem ter levado vestígios importantes.

Havia uma enorme floresta a disposição ali mesmo com árvores gigantescas. Alguém duvida? Material básico para fazer andaimes estacas, escadas, etc. Portanto, condições físicas para trabalhar a Face do Imperador existiam. Mas faltam algumas coisas: determinação, poder, os trabalhadores e a motivação. E com relação a estes itens não posso adiantar nada, apenas supor que tenham existido. Mas sigamos enfrente raciocinando.

A face se apresenta ou inacabada ou muito destruída. Se está inacabada poderia também ser o caso de ter sido feita para ser vista de apenas um ângulo, e o resto seria de importância secundária. No entanto parece-me que ninguém se daria tanto trabalho para fazer meia face.

A outra possibilidade é que seja muito mais antiga do que se pensa e esteja sofrendo a intempérie há muitos milhares de anos e por isso já não tem quase nariz. Assim como outras sugestões que parece haver em vários pontos da face estariam muito apagadas. Nesse caso estamos colocando a Pedra da Gávea num contexto totalmente desconhecido para nós. E não ousaria especular mais nada, enquanto outras evidências não se confirmem.

Não temos informação concreta de que tenha existido aqui no Rio de janeiro uma cultura capaz de haver esculpido a Face do Imperador. Mas não esqueçamos que como eu lembrei na Parte 1 destes textos, o litoral do Rio de janeiro já esteve na altura das ilhas Cagárras ou além e pode ter havido centros populacionais que hoje estão abaixo do mar. O que deixa uma lacuna em qualquer conclusão que possamos admitir. Devemos lembrar que no caso da esfinge de Gizé, há dúvidas de que Kefren a tenha feito, e muitos acreditam que ela seja mais antiga e ignoram quem a fez.

E, por favor, não puxem novamente o coringa dos extraterrestres. Se os extraterrestres tivessem um pouco vontade e interesse, já teriam botado esta bagunça, em que vivemos dentro dos eixos, há muito tempo.

Portanto pode ter havido ou passado por aqui uma sociedade humana da qual não tivemos noticia até agora.

Também teríamos a possibilidade da passagem ocasional de uma cultura que aqui chegou de passagem mas não permaneceu, ou de outra população que depois tenha emigrado. Estas migrações são uma constante na historia humana. Portanto seria uma boa explicação. Haveria que achar uma conexão com alguma outra cultura americana. E nesse caso vai ser bem complicado. Porque não temos artefatos (cerâmicas, objetos de pedra etc.), com os quais comparar e fazer uma tipologia. Porque ninguém teve nem interesse nem constância, nem peito para fazer escavações técnicas na área. Só ficaram falando, ou foram brincar com o G.P.R. (Ground Penetrating Radar).

Arqueólogos de verdade ainda não entraram na área. Porque foi transformada em área maldita pelas besteiras que até hoje foram divulgadas sobre o lugar.

Pequenas escavações bem direcionadas poderiam dar elementos para dar identidade a grandes monumentos enigmáticos, como é o caso. A única solução para esclarecer as coisas serão escavações bem objetivas e localizadas, principalmente em locais onde se presume que hajam sido jogados detritos. Será um trabalho pesadíssimo porque haverá que escavar profundamente, removendo muito detrito recente. Não vai ser com excursões domingueiras que o problema será esclarecido. Quando os primeiros escaladores chegaram nos Olhos podem ter encontrado pedaços de pedra que pareceriam naturais, más que podem ter sido ferramentas, nunca vamos a saber ao certo porque para identificar uma pedra que foi ferramenta é preciso conhecimento especifico.

Em alguns artigos na internet dizem que as grutas que formam os olhos são duas profundas cavernas que vão até o interior da pedra. Não é verdade. O olho esquerdo de quem está olhando a face é grande e o direito é pequeno, constituído por dois buracos. Este fato levantaria enormes dúvidas de que a face seja obra humana tudo dá a idéia, de que não tenha sido acabado, e nenhum dos olhos tem grande profundidade. Mas a face tem um supercílio bem definido e uma separação na raiz do nariz que pode ser vista em fotos tiradas bem de baixo da cara, na trilha indo para a Carrasqueira. É desse ângulo se nota até a saliência discreta dos pômulos da face. Também pode ser notado o relevo que sai obliquamente do canto do olho em 45 graus, como se fosse um cílio prolongado. Agora, todos estes detalhes para serem notados, dependem de luz favorável porque muitos estão extremamente desgastados. E isto nos poderia levar a pensar novamente na possibilidade da extrema antiguidade da Face do Imperador. Ou é uma obra inacabada? Ou a intenção seria ser assim mesmo para ser vista em determinada época e incidência dos raios do sol? É preciso fazer observações no dia 21 de junho (solstício de inverno, por aqui), e ver, estando em cima da Cabeça, onde nasce o sol. Também ver, desde mais longe, se há algum efeito especial ao nascer o sol sobre a Face do Imperador. Outra data importante seria dia 21 de dezembro ao nascer do sol. Verificando os primeiros raios de sol que derem na montanha, incidindo pelo lado leste.

Na Face não se nota boca. Mas é claro que uma boca para efeito de representação é constituída de apenas pequenas protuberâncias, que são os lábios, e com certeza foram erodidos há muito tempo. Já vi na internet gente interpretando isto como um sinal de mistério que a montanha não quer falar. Isso é bobagem.

Todos estes sinais de extremo desgaste aumentam a possibilidade de extrema antiguidade do monumento. Não acho lógico que possa ter sido feito por fenícios no ano de 856 A.C., e de novo somos jogados a um contexto totalmente desconhecido. E para falar categoricamente, se os fenícios ou outra cultura do Mediterrâneo tivesse feito este monumento haveriam vestígios de sobra de trabalhos com uso do esquadro e inscrições muito claras. O que é inacreditável é que pessoas que tiveram razoável informação sobre as civilizações clássicas e mediterrâneas, olhem para a Face do Imperador e a achem obra dessas civilizações.

Porque é o caso de usar um pouco a inteligência e ver que não se enquadra nesse padrão.

Alguém conhece uma face parecida na área do Mediterrâneo? Que eu saiba, não. E a esfinge de Gizé não tem nada a ver. Mas na América do sul, sim, há similar.

Porque ainda se insiste na teoria fenícia? Na teoria viking, que é mais absurda ainda, e outras. Não percebem as possibilidades de ser uma obra tipicamente americana? Inclusive com todos os defeitos que uma obra desse tamanho pode ter. Além do mais, porque com certeza os escultores não freqüentaram a oficina de Fídias, nota-se que houve dificuldades de execução, tanto pelas condições de trabalho como pela falta de técnica dos executores. E o resultado não poderia ser diferente. Sem dúvida alguma foi feita para ser vista desde o lado leste, principalmente. E se quisermos jogar um pouco mais de lenha na fogueira poderíamos dizer que é verdade que a montanha toda ”lembra” um touro alado da Assíria, quando vista do leste. E nesse caso não teria nada a ver com uma origem americana. Mas é bom lembrar que na área do Mediterrâneo e Oriente Próximo não existe nenhum monumento dessas dimensões. Portanto não há similar no velho mundo.

Está na cara, literalmente, que temos que achar outras soluções. E muito provavelmente serão autenticamente americanas. Mas muita gente colocou como primeira hipótese teorias esotéricas, extraterrestres civilizações mediterrâneas. E até Von Däniken e Uri Geller deram palpite. Uri Geller diz que sentiu que houve sacrifícios humanos na Pedra da Gávea. É provável que tenha acertado. Os sacrifícios humanos eram bem freqüentes nas culturas americanas mais antigas, infelizmente.

Quando os tamoios disseram que era a “cabeça de um deus” (metaracanga), foram curtos e objetivos, era isso mesmo, pois era o que até eles chegou. E essa explicação deles é muito mais importante do que se pensa. Podem ter resolvido o mistério ali mesmo. Só que eles não tiveram oportunidade de falar muito mais, se é que sabiam muito mais. Inclusive porque, com certeza, era uma obra anterior a chegada deles a estas terras.

Ninguém levou a sério a explicação deles! E era tão simples.

Mesmo que tudo o que vemos na Pedra da Gávea seja natural, o que acho difícil, com certeza inspirou sentimentos de reverência religiosa a todos os povos que aqui viveram.

Falta analisar o que parece ser um relevo no barrete ou testa do imperador que está muito apagado e só pode ser notado com luz rasante. Desde a Pedra Bonita é um bom ponto de observação. Com a luz do fim da tarde em maio ou junho. Estive hoje dia 25 de junho de2011 na Pedra Bonita para ver mais detalhes da face e observei bem esse relevo. Na verdade se nota que está escavado, ou seja é uma reentrância. Parece um hexágono com dois de seus ângulos mais pontudos, um para cima e outro para baixo. Outra pessoa viu um sol. Ainda não pude certificar-me disso, que inclusive faria mais sentido. Mas não está centrado simetricamente sobre o barrete ou a testa, como queiram. Este baixo relevo fica um pouco deslocado para o lado da Barra da Tijuca. Será que é para atender a uma exigência especifica da incidência dos raios do sol? Poderia ser o caso que em determinada época possam ser vistos mais detalhes nesse ”emblema“. Será preciso observar com freqüência durante o ano todo.

Tive a curiosidade de fazer uma série de fotos seguidas da Cabeça do Imperador no dia 21 de dezembro exatamente no momento do solstício de verão e pude observar que no momento exato em que o sol esta no ápice a Cabeça do Imperador está delimitada exatamente pela única sombra que se vê na montanha. Isto acontece porque a testa, ou o barrete está ligeiramente inclinado para frente produzindo este efeito. Terá sido proposital?

Como teria sido a execução da face do imperador?

Agora vamos a voar novamente, porque creio que é um exercício necessário, é como a reconstituição de um crime. Ao fazê-la podemos ter a chance de notar as falhas da teoria.

A verdade é que o crime que está acontecendo é a pouca importância que tem sido dada a esta montanha até agora.

Primeiramente foi preciso tosar a floresta para preparar madeira para escadas e andaimes. Depois foi preciso levantar a estrutura de madeira com os andaimes, quem sabe até que altura, ainda que o terreno estivesse nessa época muito mais alto, ou seja, a distancia entre as sobrancelhas da face do imperador e o sopé do terreno seria muito menor. Mas considerando que as árvores da floresta existente na época deviam ser bem grandes isso não deve ter sido problema, deve ter sido necessário achar alguma maneira de ancorar os andaimes ao paredão. No melhor dos casos estaria amarrado a alguns pontos apenas, o que não deve ter sido muito seguro. Mas considerando que haveria abundância de troncos seria possível escorar os andaimes bem de abaixo, encostando troncos inclinados junto à rocha. Seria um trabalho tremendo, mas não impossível.

Voltando a face do imperador. O primeiro trabalho, já nos andaimes deve ter sido o de furar buracos na vertical, para enfiar estacas de madeira que quando umedecidas iam fraturando a rocha. E nesse processo haveria um grande risco, porque eventuais pedaços de rocha maiores ao se soltarem poderiam destruir parte do andaime. Com certeza morreu muita gente.

Depois do trabalho de desbastar a rocha com a introdução de estacas, deve ter sido usado o sistema de picotamento e polimento de pedra com pedra (parecido com o que foi usado nos moais da ilha de Páscoa e em geral, no Peru). Existem marcas no paredão entre a chaminé Hungar e a têmpora da Face do Imperador, parecendo restos do que sobrou de buracos verticais como de extração de rocha. Más é preciso verificar com muito cuidado sua origem.

Mas fica uma pergunta. Porque fazer um buraco tão grande no olho direito? Seria para colocar outro tipo de material? Isso foi feito em outros lugares, mas aqui provavelmente não. Mais provavelmente foi para dar um bom efeito de sombra com luz rasante no amanhecer de 21 de dezembro. E finalmente volto a lembrar a cara na montanha, existente em Ollantaytambo, Peru. Que é um similar de trabalho de uma cultura americana. E isto não deve ser desprezado.

Seria muito interessante se, a partir de fotos feitas de vários ângulos pudéssemos montar em computador a imagem em 3D, volumétrica, da Face. Então teríamos uma idéia melhor de suas verdadeiras proporções..

Também, acredito que a Pedra Bonita está relacionada com a Face do Imperador, com toda certeza. É preciso investigar mais a Pedra Bonita. Na parte mais ao oeste do topo da Pedra Bonita há um pequeno lago que fica sempre com um pouco de água. O que nos diz que ali há uma depressão na rocha, considerável, conseqüentemente deve haver um acúmulo de material orgânico e possibilidades de escavar. E como última observação devo lembrar que a Ibis do Pão de Açúcar está na mesma orientação que a Face do Imperador, virada sempre para o sol, mesmo no solstício de inverno, o dia em que o sol está mais deitado para o norte. Haveria que observar o nascer e o por do sol durante um ano inteiro para ver se algum dia o contorno da íbis é mais sugestivo. Algum interessado que more na praia do Flamengo poderá fazer este estudo. E não esqueçamos que a tradição diz que Viracocha ou Tunupa era nômade, barbudo e era acompanhado por uma ave divina. Haveria que analisar também se Tunupa e Tupã, foneticamente, não têm a mesma origem. Tanto um quanto o outro eram considerados como deuses do raio e do trovão. De novo penso, se não há uma origem comum dessa tradição. E está montada uma belíssima charada.

É evidente que se admitimos a hipótese de que a Face do Imperador foi trabalhada, teríamos que aceitar que aquela chamada ”íbis” não é acidental. Porque, inclusive os buracos que vemos no Pão de Açúcar e que formam as patas da Ibis, estão exatamente onde deveriam estar. Que erosão bem comportada! Curiosamente é uma tremenda ”erosão” localizada, que deixou intactas as superfícies do lado. Más a idéia para a maioria dos cariocas é de que aquilo é natural, simplesmente. Alguma coisa está errada. Provavelmente essa falta de interesse e curiosidade seja por culpa da falta de informação sobre o passado do Rio de Janeiro. Mas isso não tem lógica? Ela é muito grande! Dirão alguns. Grande para quem? Esses são os mistérios.

E tudo o que foi dito acima, é o que parece, por enquanto, até termos novos dados.

Carlos Pérez Gomar, 19 de junho 2011
pdgavea@ig.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Posted in Textos relacionados | 12 Comments »

Incensos: aromas e suas funções

Posted by luxcuritiba em outubro 7, 2011

16.04.2010 ]

Você pode até não ter o costume de comprar para sua casa, mas com certeza, de vez em quando entra em algum lugar e percebe que alguém acendeu um incenso por ali. Mas você sabe, por exemplo, que cada mistura de substâncias que resulta em cada cheiro tem uma função?

Há relatos do uso de incenso entre diversas civilizações antigas que datam de 3 mil anos antes de cristo.

E os registro são dos mais diferentes povos. Babilônicos, egípcios, gregos, romanos, judeus, árabes, hindus e chineses comprovadamente utilizavam cada qual com a sua forma peculiar e secreta de preparo do incenso. Quando europeus chegaram as Américas, os primitivos indígenas já utilizavam a fumegação de ramos de capim cheiroso em seus rituais de purificação.

O incenso foi a forma primitiva de obter odores agradáveis através da queima de ervas, madeiras raízes e resinas, o que derivou a história do perfume. O material com maior liberação de odores são as resinas como benjoim, mirra e olíbano. O olíbano é conhecido também como incenso que foi largamente comercializado junto a outros valiosos produtos como as especiarias.

Hoje em dia, o processo de fabricação precisa respeitar normas BPF (Boas Práticas de Fabricação) no que diz respeito à higiene e segurança. A representante da empresa Barão Kobo que fabrica incensos, Leandra Fernandes explica que os materiais aprovados pela Anvisa e utilizado na fabricação são: pó de madeira, amido vegetal, óleos essências e corantes cosméticos.

Quando o assunto é aroma e função, a mistura de substância depende de cada empresa, mas algumas substâncias têm certas funções específicas e por isso um incenso pode servir para coisas que nem imaginamos. Leandra citou incensos fabricados pela Barão Kobo e as funções, confira:

Cítrica: feita com óleos essenciais de Laranja, Limão, Lima e Cravo-da-índia. Dá uma sensação de frescor com efeito estimulante. Ajuda a aliviar as tensões e o cansaço físico. Age também como anti-depressivo.

Floral: patchuli, erva-doce, pau-rosa e limão são os óleos. Contra insônia, ansiedade, impaciência e estresse. Relaxa, acalma e equilibra. Ajuda a despertar a sensualidade.

Herbal: de eucalipto, hortelã e cravo-da-índia. Revitaliza as energias, aumentando o “pique”. Ajuda a combater o estresse, proporcionando uma sensação relaxante.

Especiarias: canela, cravo-da-índia, noz-moscada e gengibre. É energizante e estimulante, ativa e refresca os sentidos. Ajuda na digestão e melhora a disposição.

Amadeirada: Feito com Cedro, Pinheiro, Sândalo, Eucalipto, Patchuli, Tomilho. Ajuda a manter a auto-confiança, o bem estar e a alegria. É calmante, refrescante e purificante. Facilita a respiração.

Fogo: mirra, alecrim, pinho, cedro. Para relacionamento e prosperidade.

Terra: usa baunilha, jasmim, rosa e magnólia. Estabilidade, introspecção e auto-confiança.

Metal: feito com lavanda e coentro. Discernimento, seriedade, auto-análise e perfeição.

Água: menta, hortelã-pimenta, eucalipto e cravo. Para flexibilidade, prosperidade, compaixão e honestidade.

Madeira: ginseng, toranja, cedro, patchuli, bergamota, pimenta e olíbano. Verdade e compreensão.

Relaxamento: notas ozônica, melão, violeta, nuances de chá e flor de algodão. É a busca da inspiração nas coisas essenciais da vida.

Entusiasmo: notas mandarina, verde, jasmim muguê e tuberosa. É sentir o corpo gerar energia que melhora o humor e harmonia entre todas as funções.

Equilíbrio: chá verde, floral, cítrico e almiscarado. É estar em total harmonia consigo mesmo, e assim, comunicar-se com o mundo externo.

Anti-stress: notas de frésia, mandarina, flores brancas, especiada e sândalo. É a purificação e limpeza de emoções reprimidas, é trazer aquilo que está oprimido para fora e voltar a viver.

Leandra explica que a maioria dos consumidores escolhe o incenso pelo perfume que mais lhe agrada, aquele que proporciona uma sensação de bem-estar. “O perfume penetra nas narinas e chega ao sistema límbico que é a parte do cérebro responsável pelas emoções. Um perfume pode nos transportar através dos tempos e sob a sua influência, recordamos e revivemos bons momentos.”

Por Larissa Alvarez

http://vilamulher.terra.com.br/incensos-aromas-e-suas-funcoes-12-1-3209-125.html

log_pir_47

.

●●● Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47●●● Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Textos relacionados | Leave a Comment »

Idoso que morreu queimado na Irlanda ‘foi vítima de combustão humana espontânea’

Posted by luxcuritiba em setembro 27, 2011

23 de setembro, 2011 ]

Um médico legista da Irlanda afirmou que um homem que morreu queimado dentro de casa foi vítima de uma combustão espontânea – possivelmente o primeiro caso deste tipo na Irlanda.

Michael Faherty, de 76 anos, morreu em sua casa em Galway no dia 22 de dezembro de 2010. O corpo carbonizado foi encontrado com a cabeça virada para a lareira.

Contra as suspeitas, o legista de West Galway, Ciaran McLoughlin, disse em uma audiência na Justiça do país, que o incêndio não foi a causa do fogo que matou Faherty.

McLoughlin disse também que não há indícios de incêndio criminoso.

O fogo ficou restrito à sala de Faherty e os únicos danos ocorreram no corpo da vítima – que ficou totalmente queimado -, no teto logo acima de onde ele estava e o chão onde o corpo estava.

Parecer raro

O legista afirmou que foi a primeira vez em 25 anos de carreira que deu um parecer de combustão espontânea.

McLoughlin disse ter consultado livros sobre o assunto e feito pesquisas para esclarecer a causa da morte.

O especialista forense afirmou ter encontrado informações sobre combustão espontânea em um livro, e notou que estes casos quase sempre ocorrem perto de uma lareira ou de uma chaminé.

“O incêndio foi totalmente investigado e minha conclusão é de que se encaixa na categoria de combustão humana espontânea, para o qual não há uma explicação adequada”, afirmou.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110923_combustao_irlanda_fn.shtml

log_pir_47

.

●●● Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47●●● Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Textos relacionados | Leave a Comment »

‘Menino ímã’ é capaz de transportar até 25 kg de metais presos ao corpo

Posted by luxcuritiba em setembro 22, 2011

banner

15.05.2011 ]

Segundo pais, Ivan Stoilikovic também teria poderes de cura.
Garoto passou por exames, mas resultados ainda são inconclusivos.

O croata Ivan Stoilikovic, de seis anos, que ganhou fama internacional por causa de seu talento extraordinário e capacidade de atrair objetos metálicos, é capaz de transportar até 25 quilos de metais presos ao seu corpo. Segundo os pais do “menino ímã”, que mora em Heresin, perto de Koprivnica, cerca de 100 quilômetros da capital Zagreb, na Croácia, Ivan também teria poderes de cura. Ele passou por exames médicos, mas, até agora, os resultados são inconclusivos.

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/05/menino-ima-e-capaz-de-transportar-ate-25-kg-de-metais-presos-ao-corpo.html

log_pir_47

.

●●● Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47●●● Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Posted in Textos relacionados | Etiquetado: , | 2 Comments »