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As dez pirâmides do Egito

Posted by luxcuritiba em março 18, 2012

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Segundo a geometria, uma pirâmide é um objeto sólido com base poligonal, geralmente um quadrado, cujos quatro lados formam as bases das superfícies triangulares que se encontram num vértice comum. Na realidade, há apenas dez pirâmides verdadeiras.* Construídas durante a terceira e a quarta dinastias (2650-2467 AEC), encontram-se todas num raio de 80 km uma das outras, próximas ao Delta do Nilo. As pirâmides posteriores foram construídas de cascalho e areia, imprensados por paredes de pedra, a maioria das quais encontra-se em ruínas. Uma vez que o revestimento de pedra desse tipo de construção é danificado ou removido, a estrutura se deteriora rapidamente.

Afora a primeira pirâmide, erguida por Djoser, as nove seguintes possuíam um total combinado de quatorze câmaras não decoradas, que continham três grandes caixas de pedra, sem inscrições, que se presumiu serem sarcófagos. Contudo, elas não contem inscrições religiosas, aposentos de oferendas, ou outras características funerárias encontradas nos túmulos anteriores ou posteriores. Ainda mais interessante: Seneferu, o primeiro faraó da quarta dinastia, construiu três pirâmides, duas em Dahchur e uma em Meidum. Ignora-se a razão disso. Por que ele encomendaria três túmulos para si?

A pirâmide de Djoser começou como uma mastaba com dois poços verticais. Um deles levava a um aposento de armazenagem e o outro, a uma câmara mortuária. Mais tarde, porém, uma pequena pirâmide em degraus foi expandida ainda mais, tornando-se a primeira pirâmide genuína do Egito.

A pirâmide de Sekhemket, que agora está em ruínas, continha uma passagem descendente, um poço vertical, e um aposento subterrâneo. A evidencia sugere que essa estrutura foi concebida como uma pirâmide durante seu planejamento. Uma grande caixa de pedra, esculpida em alabastro, com uma tampa deslizante e selada com cimento, foi encontrada nesse aposento subterrâneo. Em 1954, a caixa foi aberta e constatou-se que estava vazia. Nenhuma inscrição foi achada na câmera, nem em suas passagens.

Figura 6.1. Pirâmide escalonada de Djoser.

A pirâmide de Kha-ba, da qual hoje também só restam escombros, foi construída com um poço vertical que ligava duas passagens horizontais, terminando em um único aposento subterrâneo. Do mesmo modo que a segunda, ela também foi concebida como uma pirâmide verdadeira: maciça e com camadas internas. Ela também foi encontrada vazia, sem inscrições no aposento subterrâneo ou nas passagens.

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A pirâmide de Senefeu, em Meidum, encontra-se em ruínas, mas seu miolo eleva-se como uma torre por entre os escombros. Ela possui uma passagem descendente, que se torna horizontal perto do seu centro. Um poço vertical, medindo 1,15 x 0,85 metros, liga-a a um aposento vazio e angulado. E composta por sete degraus, idêntica, no planejamento, a galeria principal, foi convertida, mais tarde, em uma pirâmide genuína, com laterais lisas. Também foi encontrada vazia e sem inscrições.

A segunda pirâmide de Senefeu, conhecida como a Pirâmide Torta, tem o perfil com dois ângulos diferentes de inclinação nas arestas e dois conjuntos diferentes de aposentos. Uma entrada é pelo costumeiro lado norte e, a segunda, pelo lado oeste. A passagem descendente da entrada norte tem 1,07 metros de altura, muito baixa para uma pessoa passar de pé. Ela conduz a dois aposentos internos de tetos chanfrados. Ambos foram encontrados vazios. Uma segunda passagem, com a mesma altura da outra, liga a aposento superior a uma abertura do alto da face oeste da pirâmide.

A terceira pirâmide de Senefeu, popularmente conhecida como Pirâmide Vermelha, devido ao tom avermelhado das pedras de seu miolo, encontra-se em boas condições. Ainda conserva grandes áreas do revestimento original de pedra, e é o mais antigo monumento completo em forma de pirâmide. De novo, não há inscrições em seu interior ou exterior.

A inclinação de suas laterais é idêntica á da parte superior da Pirâmide Torta. A entrada, uma diagonal de um retângulo de proporções 1:2, conduz a um corredor de 1,21 metros, longo e íngreme, até a rocha-mãe; uma curta passagem vai dar num terceiro aposento, maior. A altura do teto chanfrado desse terceiro aposento chega a 15 metros.

Durante o reinado de Quéops, a atenção se voltou para o planalto de Gizé, e a pirâmide seguinte a ser construída foi a Grande Pirâmide, a de interior mais complexo. Conforme iremos investigar na seção seguinte, ela é evidencia e algo espetacular, porém desconcertante.

Em Abu Rawash, 8 km a noroeste de Gizé, Djedfré construiu a oitava pirâmide, que hoje se encontra completamente destruída, em um local desolado e inacessível, cerca de 150 metros acima do vale do Nilo. E consideravelmente menor do que a pirâmide escalonada de Djoser, e, em um significado rompimento com a tradição, possui uma única passagem descendente que dá num aposento vazio. Nenhuma inscrição foi encontrada em seu interior ou no que sobrou do seu exterior.

Quéfren sucedeu Djedfré e a ele é atribuída à construção da nova pirâmide, a segunda erguida no planalto de Gizé. E a mais bem conservado entre as pirâmides do grupo de Gizé, e fica próxima a de Quéops. Em tamanho, é quase tão grande esta, mas aparenta ser maior porque foi construída em um terreno mais elevado, e ainda traz intacto seu vértice (a pirâmide de Quéops perdeu 10 metros do seu corpo). Sua estrutura interna é simples, se comparada a da pirâmide de Quéops. Há duas entradas, uma diretamente acima da outra. A mais alta está a 15 metros do chão e dá para uma passagem estreita, revestida de granito vermelho. Ela desce até a rocha-mãe, onde se nivela e continua horizontalmente até um grande aposento (14,17 x 5,02 x 6,85 m), lavrado na rocha calcária. O teto do aposento é revestido por blocos de calcário posicionados no mesmo ângulo das faces da pirâmide.

Na extremidade oeste desse aposento há uma caixa de granito polido de 2,6 metros de comprimento, por 1,0 metros de largura, por 1,0 metros de profundidade, vazia e sem inscrições. Está enfiada no chão até a altura da tampa, que jaz ali perto, quebrada em dias. Em 1818, o aventureiro italiano Giambattista Belzoni a descobriu nessas condições.

A segunda entrada é escavada na rocha-mãe. No fundo da passagem existe uma câmera subterrânea grande, vazia e sem inscrições.

A terceira pirâmide de Gizé é atribuída a Miquerinos e, como as outras nove pirâmides, não possui marcas ou inscrições. Apenas o relato de Heródoto, e referencias ao nome do faraó nas mastabas em volta, fazem dele seu provável construtor. E muito menor do que as outras duas pirâmides de Gizé – tem 7% do tamanho da pirâmide de Quéops. A metade inferior dos blocos de revestimento é feita de granito bruto. A face norte, a parte em torno da entrada e a uma área na face leste são feitas de granito polido. A metade superior da pirâmide era totalmente revestida com calcário polido.

O aposento subterrâneo principal é escavado na rocha-mãe, revestido com granito vermelho, e sem quaisquer inscrições. O teto parece ser abobadado, mas em um exame mais atento mais atento descobre-se que é, na realidade, formado por grandes lajes de granito muito bem ajustadas, dispostas frente a frente, em ângulo, como um telhado, mas cuja parte inferior foi escavada para formar um falso arco. Um caixão esculpido em basalto foi encontrado na câmera, mas foi removido no começo do século XX por aventureiros britânicos. Infelizmente, perdeu-se no mar, na costa da Espanha.

Fonte: O Egito antes do Faraós, Edward F. Malkowski, Editora Cultrix, São Paulo-SP, 2010, pp. 134-138.

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