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O “Imbroglio” da “pirâmide” de Fazenda Palmeiras

Posted by luxcuritiba em maio 25, 2012

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O “Imbroglio”* da pirâmide de Fazenda Palmeiras, uma tentativa de explicar a trapalhada.

Em 2003 o proprietário do Hotel Fazenda Palmeiras depois de uma viagem a Grécia e ao Egito, se inspirou para fazer uma pequena pirâmide de pedra em sua propriedade. Com certeza escolheu um local onde havia muitos blocos de pedra amontoados, o que facilitaria a construção. É conveniente inicialmente, afirmar que não há nenhuma pedreira no local do sitio em questão como alguns dizem. Este sitio está localizado no inicio de uma encosta suave, que leva ao topo de uma colina baixa que deve ter no máximo 30 m de altura. Quem quiser ter maiores informações pode ver nosso relatório da visita ao local, na internet sob o titulo: “Visita à chamada “pirâmide” da Serra do Mar em Natividade da Serra”.

E quase evidente, e muito provável, que essas pedras amontoadas eram parte de uma antiga construção, parte desmoronada, parte soterrada. É o que podemos concluir considerando tudo o que aconteceu depois. Mas, em um primeiro golpe de vista, para a maioria não seria nada mais do que um monte de pedras.

Começou-se a aplainar o terreno, fazendo uma escavação, ignorando se havia uma ruína ou não. Todo o material escavado foi colocado ladeira abaixo como se pode ver no local, formando outro amontoado de pedras. É também quase certo que muitas pedras estariam sendo preparadas para serem usadas na pequena pirâmide que seria construída, e com certeza algumas já estariam colocadas montadas umas sobre as outras.

Em dado momento começaram a aparecer, enterradas, pedras de corte reto e com sinais de terem sido trabalhadas por mão humana. O proprietário começou a perceber o que parecia serem restos de uma ruína antiga. E fez contato com o IPHAN. Sendo ele uma pessoa instruída e viajada percebeu logo que havia algo de aparente importância. E não vou entrar em maiores detalhes a respeito dele para não expor sua vida pessoal mais do que o necessário para explicar o assunto tema deste texto. Ele também escreveu um romance passado na Grécia e Egito (“Cinirenaica”, editora Nova Aldeia 2010).

Até um leigo desconfia que uma pedra de corte reto pode ser natural ou não, mas apareceu uma pavimentação, ainda que bruta, vários blocos e varias lajes seguindo um padrão parecido. Todos juntos, com certeza não são uma formação natural, além de que os blocos e lajes aparecem em vários pontos encosta acima. Também foi achado um pedaço de cerâmica embaixo de um grande bloco. É de se supor que houvesse outros, mas em uma escavação não arqueológica, muitos restos se perdem ou não são achados.

Estive no local e sei o que vi. Ali houve uma construção, e foi bem enterrada pelo tempo. Se foi colonial ou não é outro assunto. A priori não é possível dizer a que época pertence e menos ainda com os vestígios remexidos. No entanto os blocos e lajes de pedra claramente trabalhadas parecem ser de acabamento mais para o tipo polido, o que as desclassificaria como vestígios coloniais.

E aqui começa a haver dúvidas sobre o que de fato aconteceu. Segundo o proprietário foram dois membros do IPHAN e atestaram através de um laudo que aquelas formações eram naturais. Será que os técnicos do IPHAN viram todas as evidencias ou só algumas?

Há uma dúvida e uma contradição porque ao que tudo indica um dos técnicos que visitou o local em nome do IPHAN seria o arqueólogo Plácido Cali, que trabalha ou trabalhava no IPHAN, e também possui firma de consultoria arqueológica.

Segundo reportagem de jornal este arqueólogo disse o seguinte sobre o sitio de Fazenda Palmeiras, o que não deixa duvida sobre sua opinião:

Para o arqueólogo da Universidade de São Paulo (USP) e especializado nos sítios na costa paulista, Plácido Cali, essa composição é única no País. E esse achado pode revelar a presença de outras culturas, mais avançadas tecnologicamente, que as tradicionais nações indígenas que povoavam essa faixa da América do Sul. “Com certeza isto não é obra dos índios que conhecemos”, comenta o pesquisador.

E em outra noticia, em 2003 foi dito:

Pirâmides da Serra do Mar são colocadas sob proteção

Reportagem da Gazeta do Povo – Área terá tratamento cientifico.

A policia ambiental de Natividade da Serra, município paulista situado no vale do Paraíba , já esta protegendo as ruínas do monumento arqueológico em forma de pirâmide construído na Serra do Mar há milhares de anos e descoberto recentemente. A intenção das autoridades policiais é evitar novas escavações predatórias no sitio, assegurando que a pesquisa cientifica não venha a ser prejudicada. O arqueólogo Plácido Cali, responsável por diversos projetos de pesquisa na região Rio-São Paulo informou ontem que hoje vai comunicar ao IPHAN sobre a urgência de medidas administrativas para transformar o local num espaço restrito á pesquisa cientifica. Uma das preocupações do pesquisador é a própria atividade desenvolvida na Fazenda Palmeiras que abriga um núcleo de esportes radicais muito freqüentado. Além da busca por apoio do órgão federal, Cali pretende mobilizar os ambientalistas da região para acelerar esse processo de proteção ao monumento e seus arredores.”Temos que agir rapidamente para não haver um dano ainda maior”, alerta o arqueólogo.

É preciso fazer algumas retificações nesta noticia. O único esporte radical que acontece no local é a chegada do pessoal do rafting que descem desde São Luiz do Paraitinga e chegam no hotel, tomam banho e vão embora. Nem chegam perto do sitio. Com relação à proteção do local, ninguém está protegendo nada. Muito menos a polícia ambiental de Natividade da Serra. Desde que esta noticia saiu passaram nove anos e não aconteceu mais nada.

Afinal, o local não é sitio arqueológico para alguns elementos do IPHAN, mas para outros é um caso muito especial? E o tal laudo feito pelo IPHAN, na realidade diz o que?

Alguém tem que explicar esta contradição. O problema é que o proprietário ficou numa situação difícil, receoso de ser acusado de ter depredado patrimônio arqueológico, como de fato foi acusado por alguns. E agora interpreta o laudo do IPHAN como uma proibição de pesquisar o local.

Ora, se o IPHAN disse oficialmente que aquilo não é sitio arqueológico, e porque encerrou suas responsabilidades legais sobre o assunto. Considerou que ali não há nada a proteger. Mas o proprietário está bastante confuso e em suas próprias palavras diz:

“Fui informado por laudo oficial que aquelas pedras são de formação natural, motivo pelo qual qualquer pesquisa a respeito foge às determinações oficiais. (Por que?) Sei que pareço injusto para quem está interessado em aprofundar o conhecimento do assunto, porém mais injusta foi aquela carta que recebi e que me acusou de práticas de destruição de um sítio arqueológico. Primeiro, se soubesse de antemão que era um sítio arqueológico, segundo, se tivesse mesmo a intenção consciente de que o estávamos depredando, então sim, eu poderia ser alvo de críticas. No entanto no ponto em que estão as pedras, foi fruto de remoção de terra para outras finalidades e não a intencional visando um sítio arqueológico. Diante desse fato, acho que qualquer pesquisa no local vai contra o laudo oficial de que são pedras de origem natural e portanto, qualquer pesquisa, que não reconhece esse laudo, torna-se não bem-vinda (para não dizer contrária à lei)” (A pesquisa então estaria proibida!?).

Está claro que o proprietário, com muito receio, ficou intimidado e interpreta o laudo erradamente. Quanto ao fato de que inicialmente possa ter sido atingido um sitio arqueológico, ninguém pode ser acusado de crime algum porque muitos sítios arqueológicos são encontrados por acidente, sendo impossível evitar um impacto inicial. Na verdade devemos a revelação deste sitio a iniciativa do proprietário ao querer fazer sua construção.

Mas o resultado foi que o proprietário foi anulado, o sitio ficou ao deus dará e quem quiser investigar o assunto estaria fora da lei (?!) Se alguém entender algo desta situação ridícula, explique. O sitio parece ter-se tornado maldito. Só falta salgar o terreno e impedir qualquer um de circular no local.

Seria o cúmulo, que o IPHAN, além de dizer que aquilo não é sitio arqueológico ainda proibisse alguém de investigar o assunto. Seria a consagração da ignorância. Poderíamos dizer que seria mais um atentado contra a memória nacional. A perdurar esta situação, é no mínimo uma aberração. Estaríamos no mesmo nível da época da inquisição.

Vamos a deixar claro que a única pirâmide que acabou existindo no local é a estrutura de madeira que balizava o local da futura construção. Existe de fato uma ruína soterrada no local estendendo-se pela encosta da colina. Sem duvida é um sitio arqueológico.

Estou dizendo isso porque sou arquiteto há 40 anos e a maior parte do tempo trabalhei com patrimônio cultural e também arqueologia. Mas para ter certeza do que haja ou não no local é preciso ampliar a pesquisa, ao menos de superfície. Discutir o assunto sem tomar essas medidas é perder tempo.

Toda esta confusão está prejudicando uma pesquisa que deveria ser feita. Parte da desmoralização do assunto se deve a expectativa das pessoas em geral por assuntos sensacionalistas e mal explicados que acabam desvirtuando sua essência.

Ninguém saiu ganhando com isso. Mas ainda há tempo de retomar o caminho certo. Os interessados em esclarecer o assunto devem se mexer. Existe um toque de ridículo e absurdo no caso. E vai ficar assim mesmo?

Aqui estão algumas fotos do local, julgue por si.

Arquiteto Carlos Perez Gomar.

[*] Imbróglio: confusão, trapalhada, bagunça, rolo, desentendimento, engano, mentira, enrascada, complicação.

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3 Respostas to “O “Imbroglio” da “pirâmide” de Fazenda Palmeiras”

  1. Em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa, pois as informações levantadas somam vestígios, ao que “aparentemente” pode ser uma construção extremamente antiga.
    Qualquer iniciativa a ser tomada, depende de um tremendo esforço, dada a burocracia administrativa existente em nosso país. Mas diante de fatos incontestáveis e da flagrante emergência em tomarmos atitudes que possibilitem a mudança de curso desta estória que pode reescrever páginas da história do nosso país, devemos nos mobilizar o mais rápido possível.
    Tomei a iniciativa de solicitar apoio ao Instituto “Sapiens Arqueologia” -“A Sapiens Arqueologia é uma empresa especializada na Gestão do Patrimônio Arqueológico e Cultural Brasileiro e juntamente com uma equipe experiente e multidisciplinar trabalha com o objetivo de preservar, resgatar e valorizar os vários Patrimônios que possuímos.”

    Email de contato enviado à empresa:

    “É com muita satisfação que passo a conhecer o “Sapiens Arqueologia”, sabemos que o nosso país carece de incentivos à pesquisa em todas as áreas do conhecimento, mas em particular à arqueologia.
    O país possui dimensões continentais e isto, possivelmente seja um dos fatores que mais dificultem a atuação de arqueólogos que buscam a verdade oculta de nossa história.
    As implicações de novas descobertas mudam o presente e moldam uma nova visão de futuro.

    Hoje o meu contato está focado em obter informações, sobre uma notícia veiculada em 2009 pelo Jornal Gazeta do Povo de Curitiba, intitulada “Descoberta Pirâmide no Brasil”, dava conta da descoberta de uma estrutura piramidal, construída na região de Natividade da Serra em São Paulo. Vários especialistas visitaram o local e o que constataram foi a total depredação do sítio arqueológico, a história literalmente sendo furtada, como poderá ser visto nos links que encaminho abaixo e no relatório do Geólogo do INPE, Paulo Roberto Martini que enviarei através do meu email pessoal em seguida. O citado relatório chegou a ser enviado pelo Geólogo, em 2009 para o Ministério Público Federal-Procuradoria da República em Taubaté. No entanto não existem informações sobre qualquer iniciativa de proteção ou condução de estudos que possam dar início à elucidação histórica daquela construção piramidal.
    Abaixo nos links poderão ser vistos os relatórios do Arquiteto Carlos Perez Gomar, que também visitou o local e pode constatar a importância do que está sendo negligenciado pelas autoridades.

    Solicito o apoio do Sapiens Arqueologia, na mobilização em prol da proteção e imediata deflagração dos estudos acadêmicos, científicos e áreas afins, na região do supra citado sítio.

    Em breve encaminharei o relatório do Sr. Paulo Roberto Martini.

    Aguardo retorno.
    https://piramidal.net/2012/03/30/visita-a-chamada-piramide-da-serra-do-mar-em-natividade-da-serra/
    https://piramidal.net/2012/05/25/o-imbroglio-da-piramide-de-fazenda-palmeiras/

    Então prezado Carlos, minha opinião está em perfeita consonância com a sua, não podemos tomar conhecimento de determinados fatos, achá-los interessantes, “legais” e ficar apenas olhando a espera de que algum dia outra novidade ou notícia apareça.

    Devemos pressionar as autoridades competentes, a exemplo do Ministério Publico Federal Procuradoria da Republica em Taubaté, para onde o Geólogo do INPE Paulo Roberto Martini encaminhou o seu relatório.

    Acreditamos que a “Feição Anômala do Bairro Palmeiras” merece novos e aprofundados estudos.

    Abraço.

    • Carlos Péerez gomar said

      Fico mais tranqüilo ao ver que outros estão se mobilizando para esclarecer o caso de Fazenda Palmeiras.
      E preciso não assustar o proprietário com supostos problemas legais, que não vejo existirem, e muito menos que ele possa ser acusado de depredar patrimônio histórico conscientemente. Pois como o IPHAN afirmou ,certo ou errado , não é o caso do sitio, melhor assim. Devemos começar tudo de novo, tomando o caminho correto de pesquisa superficial , inicialmente, e então chegar a novos resultados e nesse caso colocar os organismos oficiais na questão , mas de maneira responsável e indiscutível, somando forças. Todos serão beneficiados.
      Quero ressaltar que o sitio tem tudo para ser feita uma pesquisa com facilidades. Vejamos.
      O hotel fazenda tem toda a infra- estrutura básica para uma equipe se instalar. Desde que o proprietário não se indisponha, portanto não seria necessário montar maiores instalações. E nesse caso creio que seria positivo até para o hotel como instalação comercial.
      Por curiosidade lembro que até eletricidade tem no local do sitio, pois uma linha de transmissão passa no topo da colina do sitio.
      Espero que o proprietário aos poucos perceba a oportunidade que tem na mão, de contribuir para o conhecimento publico desta incógnita que o acaso lhe destinou.
      Esqueçamos as confusões do passado. Por incrível que possa parecer, as coisas aconteceram com poderiam acontecer, do contrario talvez nem soubéssemos que ali havia algo.
      Seja quem for que conseguir pesquisar o sitio, estarei torcendo, a favor. Se conseguir voltar ao local em breve farei outro relatório e o colocarei a disposição de todos .
      Abraços. Carlos Pérez Gomar

  2. […] Veja fotos do local, algumas do arquivo pessoal do arquiteto, e outras retiradas do site Piramidal. […]

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