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A possibilidade inca e a Pedra da Gávea

Posted by luxcuritiba em outubro 19, 2011

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Para entender o sentido deste texto é preciso conhecer certos monumentos no Peru. No mínimo a face de Wiracocha em Ollaytaytambo e o Portal de Hayumarca, entre outros.

Ollantay Tambo (Clique para ampliar a imagem)

Pode parecer uma idéia extremamente ousada, mas depois de descartar a batida hipótese dos fenícios do rei Badezir, pode não ser. Na realidade seriam duas hipóteses. Uma, os fenícios como visitantes destas plagas, coisa bastante viável. Mas a segunda hipótese,do rei Badezir é muito mal fundamentada, alem de ser desmentida por testemunho de autores antigos.

E o que também esta baseada num fato totalmente falso, como é o caso da “inscrição”, no paredão leste, que nunca foi inscrição, e que passou como tal porque nenhum dos que se envolveram com ela esteve no local, ou a viu de perto.

E vamos descartar outras hipóteses que já foram levantadas com total desconhecimento de contextos culturais e cronologias.

A hipótese inca apesar de parecer excessivamente ousada, não é. Desde que a premissa de que a face da Pedra da Gávea e a Íbis do Pão de Açúcar sejam obras humanas, esteja certa. Esses dois prováveis monumentos,se foram feitos, como parece, aproveitaram superfícies que já os insinuavam. Parece descabida a hipótese de atribuir sua forma a um trabalho total na montanha, que seria um pouco fora da lógica.

Face da Gávea (Clique para ampliar a imagem)

Seguindo um raciocínio possível, por proximidade e semelhança, a hipótese de uma origem andina para face da Pedra da Gávea é a mais provável, por incrível que pareça. E se excluirmos essa hipótese a seguinte,com certeza, seria a de que aquilo é natural. E algumas pessoas que não conhecem nem observaram a face da Pedra da Gávea o suficiente afirmam que é apenas natural.E para dizer que é ou não é obra humana é preciso ter estado no local, observar e refletir sobre detalhes que só serão percebidos aos poucos. O leigo não tem capacidade de opinar objetivamente sobre o assunto, por não ter feito as observações necessárias. Também poderia dizer que se a montanha sugeria uma cabeça, já naturalmente, sem interferência humana e alguém colocou um esboço de face no lugar certo e preciso, isto denota inteligência. Seria muito diferente que se em vez de uma face naquele lugar Houvesse algo parecido a dois glúteos ou outra parte anatômica.Nesse caso estou de acordo que aquilo não seria nada.Creio que fui bem claro.

O que muitos não percebem é que um trabalho em pedra com 80m de extensão, não pode ser visualizado nem assimilado na sua forma total olhando de um ângulo apenas. E muito menos de longe.E e se considerarmos o jogo de luz e sombra variável ao longo do dia, sua forma muda muito. Se excluirmos as sombras não vamos ver muito, considerando que o relevo desta face não é muito grande. E como a maioria das pessoas não tem muito conhecimento deste monumento nem muito senso de detalhe,volume e forma, tendem a descartá-lo como algo feito por mão humana.A falta de detalhamento sofisticado também decepciona o leigo, que acaba comparando-o à esfinge de Gizé.,o que é absurdo. Vêm esfinges, sarcófagos e coisas que demonstram a colonização intelectual causada pela arqueologia clássica.

Que olhando de longe, desde São Conrado a Pedra da Gávea lembra um touro alado da Assíria estou de acordo. Mas devemos primeiro procurar soluções mais próximas.

As peças desse quebra–cabeças parecem se encaixar muito bem, ao menos para mim que venho estudando o assunto há muito tempo.Tudo foi tomando forma devagar. E já neste momento não vejo outra hipótese mais viável. Ainda que possamos sentir ou pareça ter algumas falhas. E que pode também estar errada.

O que me surpreende e que esta hipótese não tenha sido levantada anteriormente. Atribuo isso à pouca divulgação da pré história sul americana tanto no ensino como na população em geral. Me lembro que no ginásio comecei a estudar história de America, o que para mim era interessantíssimo. Mas para a maioria da sala era uma chatice. Mas pré historia sul americana era difícil ate de ouvir falar. E os livros que circulavam e que despertavam maior interesse eram os de idealistas porem pouco fundamentados em fatos comprovados, com os de Marcel Homet, Ludwig Schwenhagen e mesmo Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, autores que sempre achavam culturas de outros continentes para explicar as coisas.

Face da Gávea (Clique para ampliar a imagem)

Com relação aos incas não havia muito interesse provavelmente porque eram passado de povos “subdesenvolvidos”. Era mais bonito ler “Deuses Túmulos e Sábios” de C. W. Ceram e “A Bíblia tinha razão”.

Se houve, por aqui, interferência de culturas do velho mundo num passado mais remoto, é uma questão perfeitamente admissível. Mas nem tudo deve ser lançado a esse passado não muito claro. Por outro lado eventuais vestígios que possam ter subsistido nos últimos 500 anos em áreas rurais do Rio de Janeiro com certeza foram destruídos pela população sem ter a menor noção do que seriam. Os primeiros habitantes de origem européia que andaram por estes sertões com certeza nem sabiam ler, nem tinha a menor instrução para discernir nada,além de serem quase todos analfabetos e estarem totalmente isolados do mundo um pouco mais instruído. Ou alguém acha que seriam mestres em antropologia ou arqueologia? Muito vestígio importante deve ter sido perdido.Inclusive porque muitos fatos se perderam por falta de comunicação

Muitos anos depois com a retomada do orgulho e dignidade dos povos sul americanos a situação começou a mudar, e passou a haver maior interesse nas culturas autóctones.

O quadro do que nos vemos na Pedra da Gávea e diria também no Pão de Açúcar com sua Íbis, que não deve ser Íbis, se enquadra muito bem num determinado, período do estado incaico, a fase de expansão de1438 ate a queda de Atahualpa em 1533. Para ser mais exato deveríamos nos limitar ao fim do governo de Huayna Capac em 1525.É um período de menos de 100 anos.

No livro Ethnologia Brasileira (1888), Sílvio Romero refere-se a um machado de bronze, descoberto na Ilha da Ribeira, em São Paulo. O arqueólogo Luis Galdino no seu livro Os Incas no Brasil (2002), acredita que estes e incontáveis outros machados de cobre, bronze e prata descobertos de São Paulo ao Paraná, são de origem inca, cujo império teria estendido seus domínios ao Brasil antigo.Os incas usavam o machado tanto ceremonialmente como arma de guerra. Chefes usavam o de prata e ate de ouro,mas evidentemente não eram para lutar, especificamente.

Portanto já há bastantes desconfianças de que pode ter havido uma presença inca no Brasil ate na região sudeste. Também foi achada uma construção em cantaria de granito em Natividade da Serra, São Paulo que não pode ser identificada como colonial, infelizmente foi em parte destruída. Mas quem quiser ver as fotos pode entrar no site “Jornalismo Ciência e Cia do jornalista Julio Ottoboni. E na minha opinião de arquiteto pelo que pude ver nessas fotos a cantaria e o tipo de alvenaria que se vê se não for colonial,quase certamente e parecidíssima com métodos de culturas andinas.inclusive porque a mistura de duas técnicas de construção que se pode notar é encontrada em Machu Pichu.

Considero importantíssimo elucidar esse mistério. Seria um pucará incaico? Pucará era um tipo de unidade fortificada, administrativa e ceremonial que os incas estabeleciam nas frentes de avanço. E seguia mais ou menos um padrão que vinha instruído desde Cuzco, com as variações que o terreno exigia.

Geralmente ficava num morro mais ou menos isolado que era cercado inicialmente por um fosso com uns 4 m de largura e 3 de profundidade, depois muros que iam subindo deixando terraplenos naturais no meio deles podendo ter de 3 a 5 níveis. É evidente que um conjunto destes quando destruído pelo tempo, pelas raízes das árvores e a erosão se transformava em algo parecido a uma pirâmide.

Ollantay Tambo e a Face da Gávea (Clique para ampliar a imagem)

Acho importante fazer algumas observações sobre este fato. Nas primeiras noticias veiculadas sobre as ruínas de Natividade da Serra foi dito que era uma pirâmide. Isso já assustou muita gente séria. Depois varias pessoas de diferentes especialidades deram opiniões que não esclareceram nada e finalmente ninguém chegou a fazer escavações técnicas para concluir algo. As fotos que podemos ver são intrigantes Só se poderá concluir algo definitivo se forem feitas escavações.

“No centro ou no topo destas fortalezas existe uma plataforma ou tronco de pirâmide ceremonial com seu núcleo de aterro e revestida de pedra e cujo acesso se faz por uma rampa escalonada situada do lado sul”.Informação do Dr. Antonio Fresco, autor de “Pucaracuna Arquitectura Militar” (titulo equatoriano).

Faço esta referência porque pode dar alguma pista.

Se os incas chegaram ate o litoral de São Paulo nada os impediria de navegar em balsas a vela pelo litoral do Rio de Janeiro e inclusive seguir para o norte o que seria muito mais prático do que fazer mais marchas forçadas em território provavelmente hostil e difícil. Mas por enquanto seria apenas uma suposição.Natividade da serras esta pertíssimo do litoral entre Caraguatatuba e Ubatuba. Daí pelo mar chegar ao Rio de Janeiro é um pulo.

Para dar melhor idéia das cronologias,abaixo esta a lista dos soberanos incas e seu período de reinado aproximado.

O que me parece ate o momento, é que, a face na Pedra da Gávea é uma obra começada, mas não acabada, talvez o chamado Portal esteja no mesmo caso. Já a chamada Íbis (E claro que para muitos é mais charmoso atribuir tudo aos egípcios, da mais status que os incas. Não para mim), parece que a intenção teria sido deixá-la assim como esta. Provavelmente bastou fazer os buracos dando forma às patas da ave.

Caras monumentais na montanha são incas e pré-incas, portais monumentais esculpidos nos paredões das montanhas, são também incas e pré–incas. Pássaros monumentais esculpidos ou desenhados fazem parte de seu universo místico.

Machu Pichu tem a forma de um condor, ou assim foi considerado. Da mesma maneira que Cusco teria a forma de um puma. A representação de uma serpente também fazia parte desse universo místico.

A motivação para fazer estas obras gigantescas seria muito própria dos incas e das culturas pré incas. E com certeza no caso de que alguma expedição tenha chegado ate aqui não teria todos os recursos para fazer as coisas no mesmo padrão exercido no Peru. Estaria claro que não viriam artesãos e sim soldados que eventualmente teriam alguma experiência construtiva ou ate de trabalho em pedra,mas não seriam suas qualidades principais. Mesmo assim é muito mais provável do que viagens transoceânicas desde o Mediterrâneo. Inclusive porque as culturas mediterrâneas não faziam este tipo de obra.

A face na Pedra da Gávea poderia ser uma homenagem a Wiracocha, a divindade, não confundi-lo com o inca que adotou este nome que reinou entre 1400 e 1438. O pássaro no Pão de Açúcar poderia ser a representação da ave que o acompanhava que também representa o sol ou o principio criador, Inti. E eu não conheço totalmente o universo religioso inca para explicar mais.

Qual seria o porque da escolha do morro do Pão de Açúcar e da Pedra da Gávea para deixar estas quase esculturas?

Provavelmente porque metade do trabalho a natureza já o havia feito em ambos casos. Bastou fazer algumas depressões,literalmente cavidades. E seria uma forma de declarar a presença do estado incaico por aqui.Uma tomada de posse oficial.

A superfície do paredão no Pão de Açúcar onde esta a Íbis parece estar rasante com o nascimento do sol no dia 21 de junho, solstício de inverno. A superfície da face da Pedra da Gávea parece estar rasante com o nascimento do sol no dia 21 de dezembro, solstício de verão.

E digo “parece” porque ainda precisaria fazer observações exatas nesse dias específicos. Os buracos que formam as patas da Íbis e os olhos da face da Gávea são similares, são escavações arredondadas, seguidas. No caso dos olhos da Gávea nota-se que o olho direito dela e bem escavado mas há mais um buraco no fundo com se a escavação fosse seguir. já no olho esquerdo que é muito menor há dois pequenos buracos dando a idéia de que a escavação estaria começando. E todos estes buracos são arredondados, não são formados por fraturas da rocha que se desprenderam e que deixaram arestas vivas. Por outro lado se percebe uma economia de trabalho ao tentar dar a forma aproveitando um local favorável. É preciso levar em conta que em uma obra desse tamanho não é possível dar grande relevo, porque se assim fosse, para, por exemplo, fazer um nariz suficientemente definido teríamos que rebaixar tremendamente o resto da superfície circundante.No caso da Face da Pedra da Gávea observe-se que o paredão que vem desde a testa tangencia a ponta do nariz o que nos indica que essa era a superfície original do paredão que se prolongava desde o topo ate a barba.Para dar mais relevo a esse nariz haveria que escavar imensas superfícies a mais.E trabalhar nesse local inibe muitas possibilidades técnicas que eventualmente podem ser usadas no nível do chão. No dia 23 de outubro deste ano observei que com o sol das quatro da tarde(horário de verão) incidindo rente à face da Pedra da Gávea notavam-se no que seria a” bochecha” da face infinitas marcas de traços suaves verticais como feitos por talhadeiras, justamente na superfície que obrigatoriamente teria que ser desbastada par dar algum relevo ao nariz.Esta superfície é de cor mais clara que outras partes, assim como todas as partes aparentemente escavadas. Também concluo que esse nariz nunca foi maior do que o que esta lá.

O problema é que, o que estou dizendo só pode ser observado de perto e de baixo olhando desde a Carrasqueira. Seja quem forem os autores destas obras tiveram os mesmos problemas.

Para fazer estas figuras não seriam necessários muitos milhares de homens ainda que uma expedição deste tipo em território dos tamoios precisaria ser forte. Essas colunas militares incas eram acompanhadas ate por mulheres dos soldados. Esses soldados poderiam ser de varias etnias do altiplano e também parte deles eram civis convocados, a rigor era uma comunidade em marcha, e não devia ser menor do que 10.000 homens inicialmente.

Mas a tática inca não era de partir para a conquista violenta, de início. Chegavam de maneira pomposa e com efetivo que impressiona-se o adversário e com certeza ostentando vestes e apetrechos vistosos, além das armas. O comandante viria em uma liteira, em grande vestimenta. E com sons dos tuturutu(trompa feita de um caracol marinho) e Huancar(grandes tambores) além de vários tipos de flauta. Conclamava-se o adversário a aceitar unir-se e submeter-se ao estado incaico. Se aceita-se estava tudo resolvido, caso contrario partiam para usar argumentos mais contundentes como huaracas(fundas), chambis (macanas) e cunca cuchunas(machados) fora arcos, lanças e mais algumas coisas. Mesmo assim as vezes as coisas não davam certo porque o adversário também tinha fortes argumentos.

Pachacutec, o Sapa inca, pai de Amaru e Tupac pediu aos filhos que estendessem o império e se sabe que o fizeram em varias direções.Houve exércitos mobilizados,ate com 200 000 homens, segundo cronistas espanhóis.Esse numero me parece que já é exagero porque mobilizar 200 000 homens em terreno montanhoso é pouco eficiente. Tropas bem menores são mais manobráveis.

Se alguma coluna chegou aqui com certeza houve atritos ou ate violentas escaramuças. O pássaro do Pão de Açúcar esta na mesma área onde os portugueses 100 anos depois se sentiram protegidos..Isto não diz nada? O local era praticamente uma ilha. A Urca não existia como a vemos hoje.Para quem não sabe, Urca quer dizer Urbanizadora Carioca,que foi a empresa que ganhou a concessão em 1908 para aterrar essa área.

Quero frisar que tanto a Urca quanto a Pedra da Gávea eram dois locais defensáveis, sendo que a Pedra da Gávea no seu topo é uma verdadeira fortaleza natural. No caso do topo da Gávea, se alguém tenta-se subi-la com intenções agressivas, quem estivesse na defesa bastaria arremessar grandes pedras ladeira abaixo, e colocar pequenas guarnições em pontos chaves.

Todos sabemos os problemas que os portugueses enfrentaram com os tamoios e como acabou isso.No caso da hipótese da incursão inca, tudo teria acontecido algumas décadas antes de Cabral chegar ao Brasil. A situação deve ter sido similar a que os portugueses enfrentaram quando iniciaram seu estabelecimento por aqui,se de fato aconteceu. Existe uma versão de que a palavra carioca vem de “acari oca”, que é traduzida como” casa dos brancos”. Mas a palavra “acari “seria o nome que os tamoios davam aos portugueses por causa de suas armaduras que os faziam ficar parecidos ao peixe acari que chamavam de” cascudo”.

Portanto a rigor seria “casa dos cascudos”. Mas por coincidência os incas também usavam uma grossa malha de algodão muito eficiente como armadura, e para um tamoio nu, eles poderiam também parecer “cascudos”. Os portugueses também usaram esse tipo de proteção e posteriormente os bandeirantes.

A Pedra da Gávea é uma fortaleza natural com o local perfeito para fazer a cara em homenagem ao deus supremo dos incas, ainda que estivessem pressionados pelos tamoios.Nesse lugar existem excelentes condições de defesa.

Entre a Pedra da Gávea e o Pico dos Quatro em direção ao mar há um vale semeado de plataformas e contenções feitas de pedra assim como trilhas empedradas que sobem ate uns 550 m em direção a ao topo. Sempre foram consideradas como obras coloniais, mas será que são? Ou foram aproveitadas posteriormente.Muitas estão soterradas inclusive por grandes desmoronamentos

Que foram usadas pelas fazendas coloniais é certo, mas foram feitas nessa ocasião ou já existiam?. Somente escavações poderiam dar certeza disto tudo.É um vale razoavelmente abrigado apesar de estar voltado par o oeste suas condições de defesa são bastante boas tem água e acesso ao topo da Pedra da Gávea e está a um passo do mar que seria fonte de pescado e alguns recursos mais. Esse local merece uma pesquisa. Pelo menos com o objetivo de levantar dados sobre as fazendas da área.

Essa dúvida de que se os restos ou as ruínas de algum caminho ou fundação de construção aqui no Brasil é colonial ou inca tem sido uma constante. Acontece com o chamado Peabirú. Acontece com as ruínas de Xique Xique do Igatu, acontece com as recentes ruínas em Natividade da Serra, e outras. Na realidade as técnicas de construção são parecidas.Não nas construções mais sofisticadas incaicas que são insuperáveis. Mas nas menos elaboradas há uma similitude que pode confundir a quem não é especialista.E para confundir mais as coisas as épocas de construção são próximas. É bom ter isso em mente.

Pelas áreas onde poderíamos supor que um invasor se instalou poderíamos aventar que não haveria grande domínio territorial e nem poderia haver. Pela falta de outras evidencia arquitetônicas ou culturais podemos presumir que essa ocupação durou pouco tempo. Como não há registro aparente desta presumida expedição inca poderíamos aventar a hipótese de que eles nunca voltaram a sua terra natal. Ou pelo menos se algum voltou achou melhor não dizer nada por receio ao castigo pelo fracasso. Ou então simplesmente por aqui ficaram e se misturaram ou foram exterminados. Haveria outra hipótese. Quando voltaram o estado inca, já não existia.

Não se deve esquecer que desde o ano de 1527, logo após a morte de Huayna Capac(que se diz que faleceu de varíola, porque já havia incursões dos espanhóis no norte da America do sul) aconteceu muita coisa que tumultuou e destruiu o estado incaico, guerra civil, invasão espanhola e a revolta de Manco Inca. Todos estes fatos devem ter paralisado e tumultuado qualquer estabelecimento incaico em pontos extremos do território e áreas em exploração. Isto deve ter causado seu abandono e decadência. E para ter uma cronologia paralela,lembremos que o Rio de Janeiro foi fundado em 1565.

E se algum grupo ficou em território brasileiro com o passar das gerações suas características devem ter ido adaptando-se as condições locais, ate mudarem radicalmente. Também é preciso lembrar que uma expedição inca era constituída de etnias que nem sempre eram do vale de Cuzco, ou do coração do império, onde as tradições seriam mais características de sua cultura. Poderíamos supor que uma expedição que penetrasse no território brasileiro na altura do Paraná poderia vir com grande proporção de gente de etnias do sul da Bolívia ou do Chile e que já estivessem integradas ao estado incaico, porque era assim que o exército era constituído na fase final de expansão.O núcleo de elite e o comando com certeza seriam da região de Cuzco.

E que fique bem claro que estou fazendo um exercício de imaginação com elementos reais mas que poderiam ser colocados nessa situação obedecendo a cronologia real e a possibilidades materiais reais. O que nos falta são dados históricos comprovados.E isso não quer dizer que eles não existam.Nos não os temos.

Essas colunas que por acaso tivessem penetrado em território brasileiro, poderiam ser menos disciplinadas culturalmente, sendo mais suscetíveis, no caso de interrupção do contato com a metrópole, de regredirem socialmente e politicamente a padrões similares aos habitantes locais,em poucos anos.

O fato e que os tamoios disseram que a Face da Gávea era a cabeça de um Deus, além de a chamarem de Cabeça Enfeitada.

O que sempre intrigou a todos os que estudaram o caso da Pedra da Gávea, é que não achavam relação com nada das culturas que aqui haviam existido.E para muitos tudo era apenas natural.E a primeira conclusão era e é de que quem a fez veio de fora. E temos 90 % de chance de estar certos. Onde a coisa se complica é de onde vieram seus executores. Resta mais uma análise a fazer. Se ninguém veio de fora e a face da Pedra da Gávea e a Íbis foram obras de comunidades locais teríamos que internar-nos num passado imemorial e nebuloso, onde não teríamos referencias,E nesse caso pouco podemos especular. Seria o caso de uma cultura megalítica.

Finalmente puxaram da manga a carta dos fenícios, ignorando totalmente qualquer contexto cultural religioso e lógico. Volto a dizer : Os fenícios teriam feito algo muito mais definido e teriam escrito bem claro se quisessem. Mas nunca fizeram nada disso na Fenícia, não era o perfil deles. E atribuir aqueles buracos na face leste da Pedra da Gávea, a eles, é insultar os inventores do alfabeto.

Aceito como grande probabilidade que os fenícios chegaram ate aqui, mas se aconteceu foi 2000 anos antes dos incas. E um rei fenício não tinha a aura tão divinizada quanto o próprio “filho do deus sol”, o inca, para querer fazer esculturas gigantescas em montanhas, por motivações religiosas.

Na realidade o Inca tinha muito mais poder do que qualquer rei fenício. Atahualpa disse para Pizarro :”- No meu reino não cai uma folha de árvore se eu não der ordem“. E ele se referia a 2 000 0000 de km 2. Não é preciso dizer mais nada, e Atahualpa já era um soberano em franca decadência, desgastado pela disputa com Huáscar. Mesmo assim quando ele deu ordem, foi trazido ouro ate da Colômbia, para pagar seu resgate. Já foram descritas estradas incas ate Roraima. Os tucanos contam que por um determinado caminho na terra deles passava um numeroso exército carregando caixas com objetos de ouro, para que o sol não se apaga-se (para que Atahualpa não fosse morto).

Para localizar as coisa que estamos imaginando seria preciso estar em um determinado contexto político, religioso e cultural.

Político: estar em um estado expansionista e extremamente autoritário, muito forte,e obediência cega às instituições do estado.A fase final do império incaico foi exatamente assim.

Religioso: fazer parte de uma religião com crenças muito fortes na própria divindade e direito divino do chefe de estado. Uma religião extremamente ligada às forças da natureza.

Cultural: as obras mencionadas estão em perfeita sintonia com antecedentes no estado incaico.O trabalho em granito em grande escala era brincadeira para as culturas andinas. A face de Tunupa em Ollanytatambo é um exemplo similar a face da Pedra da Gávea, tanto em tamanho, localização, como provavelmente em simbologia representando um personagem com barba, e inclusive sobre sua cabeça foi construído um pequeno templo.Portais imitando uma entrada montanha adentro são comuns nos Andes.

A lenda de Sumé dos tamoios é a mesma de Tunupa ou Wiracocha se bem que os missionários católicos sempre adaptavam as versões ouvidas e conscientemente ou inconscientemente as alteravam para ficar mais enquadradas nas crenças católicas e dai saia o São Tomé em vez de Sumé. Essa historia de São tome merece um pouco mais de reflexão.Os religiosos católicos mais uma vez deturparam a lenda indígena para justificar suas crenças e enfiá-las goela abaixo dos indígenas tanto aqui como no Peru e essa lenda provavelmente esta bastante deturpada.

Se diz que São Tome saiu pelo mundo pregando a palavra de Cristo e chegou a America onde ensinou aos indígenas muitas coisas.São Tomé já devia ter muito trabalho a fazer dentro do Império Romano. E se se aventura-se demais pela Ásia e America teria sido morto a pauladas na primeira virada de esquina. Ou ele andava com escolta? Por outro lado os indígenas americanos já sabiam fazer muita coisa muito antes de Cristo, inclusive conheciam a agricultura, provavelmente porque uns povos transmitiram aos outros. Só um ingênuo total pode presumir que incas e outra culturas andinas e indígenas brasileiros não tinham contatos. Esse é um ponto.

O outro ponto é que a lenda de Tunupa e Sumé é a mesma,com certeza, e tem uma origem comum ou foi transmitida nesses contatos.Se esta baseada em algum acontecimento real e onde aconteceu é um pouco difícil de presumir. Pode ter acontecido que algum povo mais adiantado chegou a estas costas do Atlântico ou do Pacifico e iniciou uma migração.Se eram fenícios, cartagineses ou extraterrestres,não entro no mérito da questão, nem posso. Mas algo deve ter acontecido.

Os caminhos chamados de Peabiru não tem nada a ver com São Tomé, com certeza. O mais provável é que são trilhas indígenas que eram viabilizadas pela lógica de achar o melhor trajeto entre os pontos de interesse É muito possível que algumas tenham sido pavimentadas na época colonial mas outras é possível que possam ser ate de origem incaica. E muito difícil determinar a origem exata a não ser por um super especialista no assunto. Vamos a colocar as coisas dentro de uma certa lógica, e sem medo.

Nosso humilde portal na Pedra da Gávea pode ser uma obra iniciada apenas com a retirada dos blocos iniciais, mas vai ao encontro da simbologia inca e pré–inca de entrar na mãe terra.E digo humilde porque parece que não houve tempo de sofisticá-lo. Desde que de fato tenha sido intencional fazê-lo, e que não tenha sido formado pela queda acidental de um bloco. Na verdade parece-me que seria muito difícil que um bloco,apesar de solto tivesse se projetado para o vazio, sozinho. Para acontecer isso o bloco teria que ter a maior parte em balanço sobre o vazio, e os outros blocos que estão ao seu lado não mostram essa característica.Ha outra observação a fazer. Os blocos laterais estão bem soldados ao topo onde há uma marquise gigante. Porque o bloco central que inclusive estaria parcialmente atritado contra os dois laterais caiu? Era o que menos poderia cair. E quer dizer que esse bloco estava solto em cima enquanto os outros não?

Vejo indícios muito fortes de intervenção humana, num inicio de trabalho para fazer um portal no estilo das culturas andinas. Mas para as duas fissuras que separam a parte do hipotético portal das duas imensas rochas laterais,não tenho explicação por agora.

Mas quando teria acontecido tudo isso?

Sendo um pouco mais ousado diria que isto só pode ter acontecido nos governos de Pachacutec e Tupac Inca Yupanqui, entre1438 e 1493. Amaru Inca Yupanqui só governou um ano porque Pachacutec seu pai o considerou muito fraco e como ainda detinha autoridade achou melhor substituí-lo pelo seu irmão Tupac Inca Yupanqui. Devemos lembrar que Amaru liderou uma expedição contra os guaranis,mas foi derrotado. Amaru Yupanqui era chamado de” o bondoso”. É evidentemente que esse tipo de qualidade não é apropriada para grandes conquistas. Essa expedição precisaria de maiores explicações. Sabe-se que houve lutas no oeste paraguaio, ou seja muito perto do Estado do Paraná.

De Tupac Inca Yupanqui sabe-se que cruzou a linha do equador duas vezes e chegou abaixo do trópico de Capricórnio, ate a cidade de Constitución, abaixo de Santiago quatro vezes, ou seja esteve abaixo da latitude do Rio de Janeiro, chega-se a contar que foi ate a Terra do Fogo. Sabe-se que mesmo não indo pessoalmente, as vezes, mandou expedições a outros locais. Foi executada uma campanha na floresta amazônica com as tropas divididas em três comandos coordenados e entregues aos seus dois irmãos Amaru Yupanqui e Chalco Yupanqui e ao general Otorongo Achachi. Houve expedições militares ao interior da floresta amazônica em que apenas 1000 homens voltaram. Foi ate executada uma operação anfíbia mobilizando 10 000 homens em balsas, nas vertentes do rio Amarumayo, já na selva amazônica. Houve expedições nas quais ninguém voltou. Alguns cronistas citam a Tupac Yupanqui como um Alexandre da America do sul, sempre curioso por ir mais longe.

Ainda príncipe, o inca Tupac Yupanqui, jovem com 25 anos, depois de conquistar o atual Equador desceu ate a costa e fez uma expedição marítima que chegou ate Mangareva na Polinésia e na volta passou pela ilha da Pasqua. Diz–se que levou um exercito com ele. Fala-se em 2 000 homens, alguns dizem que eram 20 000, mas seria demais, pois cada balsa poderia transportar no máximo 15 homens. Fala-se em 200 balsas. E se alguém duvida que os incas estiveram na ilha de Pasqua, veja a arquitetura do muro de Ahu Vinapu, não tem nenhuma diferença com a de Cusco ou Machu pichu, além de que os moai tem as clássica orelhas alongadas típicas das classes mais elevadas do estado incaico. E nas ilhas Novas Hébridas também havia esse costume.Em Mangareva ate hoje existe uma dança tradicional chamada “a dança do rei Tupa” que conta a historia do filho do sol que os visitou vindo do leste e para onde voltou, mas trouxe tecidos cerâmica e coisas que eles não conheciam. Quem escreveu um livro ultimamente sobre esta viagem foi o Dr. Antonio A. Del Busto, escritor peruano.

Mas esse impulso de conhecer e explorar dos incas chegou muito tarde porque menos de 100 anos depois, os espanhóis os estariam invadindo, e desmontando qualquer iniciativa.

Devemos lembrar que quando os incas encontravam populações excessivamente selvagens desistiam de integrá-las ao seu estado.

Vamos falar francamente, o estado incaico foi tão eficiente na America do sul quanto os romanos no Mediterrâneo e operavam da mesma maneira, para bem ou para mal. Eles também tiveram suas derrotas na “Floresta Negra”. Mas o que os derrotou de fato foi que quando os espanhóis chegaram encontraram o império dividido entre Atahualpa e Huascar, numa verdadeira guerra civil. E com ressentimentos tais que a múmia de Tupac Yupanqui foi queimada em Cuzco por partidários de Atahualpa.Tambem fizeram sua parte o sarampo e outras doenças trazidas pelos espanhóis, provavelmente incluindo sífilis de alta qualidade.

O ódio a Tupac Yupanqui se explica por ele ter sido o conquistador da região de Quito. Huáscar, o irmão por parte de pai de Atahualpa, foi mantido prisioneiro com uma corda amarrada a sua clavícula ate morrer. Atahualpa era filho de uma princesa de Quito e Huascar de uma de Cusco.

Athaualpa de bonzinho não tinha nada e se tivesse tido chance teria feito em pedaços a Francisco Pizzarro e seu grupo, que também,santos não eram.

Os espanhóis como todos os europeus viam o ouro como fonte de riqueza e poder. Os incas e as culturas andinas chamavam o ouro de”suor do sol”e o usavam como ornamento e material artístico, inclusive por ser muito maleável. Alguém disse que no império inca havia ruas calçadas com ouro e telhados de ouro. Não é verdade. Os telhados eram feitos de palha que ficava dourada quando vista de longe. Mas no Q’oricancha, o templo principal em Cusco certas paredes eram recobertas de prata ou ouro. Do lado de fora todo o perímetro do templo tinha no muro, um friso de ouro com 80 cm de largura. Dentro do templo havia um jardim com representação de plantas flores, aves,animais e ate árvores feitas de ouro e prata, alem de objetos em ouro e prata oferecidos pelos povos que faziam parte do império.Também havia a representação do deus sol, um disco de ouro maciço. Na realidade o que se conta sobre o ouro inca, e em parte deve ser verdade, é para deixar delirante a qualquer homem moderno. Pois se fala de tesouros que estariam escondidos em diversos lugares por ocasião da morte de Atahualpa, e que não caíram nas mãos dos espanhóis, entre eles o trono de Atahualpa todo em ouro.

E evidente que o grupo que veio com Pizarro não era o melhor que a Espanha tinha. E não devemos julgar a Espanha por eles. Alem disso por trás da Espanha estava o Vaticano, a fortíssima igreja católica e outros interesses com aos quais a Espanha tinha que conviver.

Podemos presumir que esta hipotética incursão inca a esta região deve ter durado poucos anos.

E nesse caso poderíamos dizer que a Face da Pedra da Gávea tem menos de 600 anos. O que estaria de acordo com a textura mais clara que vemos ali.em contraste com a cor do.resto da montanha, que com certeza já a forma básica há milhares de anos. Forma que pode ser natural, o que seria mais lógico ou ter sido parcialmente esculpida, hipótese pouco provável. Nesse último caso seria algo totalmente fora de nosso mais básico conhecimento, e não me arriscaria a fazer outras especulações, nem poderia.

Devemos lembrar também a possibilidade de que se os incas chegaram ate o litoral de São Paulo, Santa Catarina ou Paraná, a partir daí poderiam navegar par o norte em balsas com vela que eles sabiam usar muito bem. O que eu não poderia especular é qual o tipo de madeira que poderiam usar aqui pois a madeira melhor para suas balsas era obtida nas florestas do norte do Peru

Atribuir as obras a que nos referimos a culturas antediluvianas ou a Atlântida é uma aberração e falta de discernimento lógico. Se houve alguma intervenção anterior, e pode ter havido. Não posso nem tentar entrar no mérito dessa questão porque não tenho como, ver indícios claros, pelo menos a flor da terra. Só estou tentando achar um contexto lógico e possível para a Pedra da Gávea e por similitude e proximidade também à “Íbis” do Pão de Açúcar.Não posso envolver na questão o chamado” Índio do Corcovado”por não ter pesquisado o assunto em campo.

E ainda temos os que atribuem tudo a extraterrestres que teriam feito tudo com raios laser. Ou ainda dizer que os extraterrestres teriam uma base dentro da Pedra da Gávea. Os extraterrestres não precisam da Pedra da Gávea nem de base dentro dela, eles devem ter seus problemas, como nos temos os nossos, e devem ter muito que fazer. Alem de coisas mais interessantes onde aplicar sua tecnologia. Desde que eles existam.

Se perguntarão de onde tirei essa hipótese.Baseado em que ?

Tudo o que eu disse esta baseado em 47 anos de observações no local e 443 subidas à Pedra da Gávea, mas mesmo assim não poderia ser categórico, sem pesquisas que comprovem os fatos.Somente escavações bem direcionadas vão responder categoricamente.

O toque engraçado disso tudo e que muitos anos atrás dois montanhistas disseram ter visto ou ter tido a visão de que subindo de noite na Pedra da Gávea teriam sido perseguidos por um índio diferente que parecia um inca. Quem sabe, eles estavam certos…

Se a premissa de uma origem incaica para os monumentos citados for aceita. Será mais fácil determinar que tipo de pesquisas em campo deverão ser feitas.E nesse caso o topo da cabeça do imperador deveria ser pesquisado. pois se o local foi freqüentado por eles devem estar enterradas as três pedras em forma cônica dispostas em forma piramidal que eram colocadas nos topos das montanhas importantes para eles geralmente numa plataforma mais ou menos aplainada, e que tinham uma grande simbologia,tanto política como religiosa.

E considerando tudo que analisei poderia levantar a hipótese que de fato tenha havido uma incursão provavelmente incaica por esta região assim como por outras próximas sempre em busca de ouro, que para eles era metal sagrado. Como não acharam nada aqui,não permaneceram. E possivelmente isso aconteceu no fim do estado incaico, não podendo haver continuidade. Devem existir ruínas de pontos de passagem e fortificações(pucarás) em alguns lugares ainda não identificados, como é o caso de lugares no estado de São Paulo.

Essas pucarás existem em quantidade no Equador, no Chile e na Argentina e são perfeitamente identificadas porque lá já existe a cultura e a certeza de que são de fato de origem inca. O problema é que no Brasil não há nem pesquisa voltada para esse assunto e uma ruína desse tipo é atribuída a construções coloniais, sem mais análises e muito menos pesquisas ou então são solenemente ignoradas como o caso de Natividade da Serra.

Parece uma hipótese viável e espero que inspire discussões e pesquisas.E se minhas observações não servirem para nada. Sugiro que alguém escreva um romance, porque acredito ter dado um bom argumento, e poderá dar uma narrativa interessante. E reivindico o direito de sugerir o nome:

“A Face de Wiracocha “. Que tal?

Poderia ate dar um filme bem melhor do que os que foram feitos sobre a Pedra da Gávea, ate agora.

Creio que devo fazer mais uma reflexão. Tudo o que especulei acima pode estar errado. Mas não consigo achar dentro de um raciocínio lógico e razoavelmente realista hipóteses mais apropriadas. Todas as outras que aventei não tem um mínimo de dados nem para fazer especulações. Mas as reflexões e pesquisas devem continuar ate a verdade sair a tona.

Arquiteto Carlos Perez Gomar

Outubro 2011

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4 Respostas to “A possibilidade inca e a Pedra da Gávea”

  1. claudio brasil said

    Que bom encontrar uma pesquisa tão aprofundada e rica em detalhes, onde na internet há tantas cópias de mesmos artigos atribuindas aos Fenícios( ainda aceitos) essas grande obras deixadas no RIO de JANEIRO, e em outras partes do litoral brasileiro. A participação de pesquisadores Peruanos daria grande consolidação desta pesquisa, e deveria ser apoiada por nossa Prefeitura e Estado do Rio de Janeiro, objetivando a pesquisa científica e principalmente ao turismo, porque não arqueológico. congratulações pela excelente pesquisa e sucesso aos participantes desta empreitada.

    • Carlos Perez Gomar said

      Claudio :
      :
      Estou tentando através de um amigo meu , arquiteto peruano, de Arequipa, fazer contato com algum arqueólogo peruano que esteja familiarizado com o tema. Não há nenhuma duvida que é essencial trocar idéias com eles. Porque por enquanto a hipótese é temerária.
      Além do que, os posicionamentos anteriores, fazem há muito tempo, parte do imaginário carioca. E será preciso vencer essa resistência. Mas não se preocupe que o assunto não vai esmorecer , se depender de mim.Tambem será preciso achar, em campo, fatos mais contundentes para criar maior interesse.

      Abraços . Carlos Perez Gomar

  2. Prezado Carlos Perez

    Meu nome é Ricardo Stumpf, e como você sou arquiteto e me interesso pela pré-história americana.
    Li o pequeno livro Sumé e Peabirú, que fala sobre o caminho Inca que ligava o Perú, através do Paraguai, ao Brasil, mais especificamente à São Paulo e Paraná. A lenda de Sumé está lá, mas mais importante do que isso, me parece lógica a suposição do autor de que esse caminho não significava que os incas tivessem tomado posse de terras no Brasil, mas que esta seria uma via aberta para comerciar com nossos índios do atlântico. Seria uma espécie de caminho avançado, fora dos domínios do império, apenas para manter contato com os povos do lado de cá. Daí não haver construções mais significativas.
    Gostaria de dizer que fiz o que você sugere, e na falta de informações confiáveis, escrevi uma pequena novela de ficção, intitulada Estação Paraíso (Ed. Novo Século, São Paulo- 2007), onde brinco com algumas especulações em torno da pré-história sul americana.
    Minhas preocupações, no entanto, estão voltadas para uma época mais remota, qual seja, o fim da última glaciação, que terminou a cerca de 12.000 anos atrás, quando o mar teria subido muito e ocultado sinais de outras civilizações, que hoje estariam submersas.
    De qualquer forma, suas observações sobre a Pedra da Gávea são as mais pertinentes que pude ler até agora. Não há dúvida de que falta pesquisa arqueológica científica para avançar. Sugiro, caso vc não conheça, os trabalhos da arqueóloga americana Ana Roosevelt, sobre os índios da Amazônia e sobre a importância do Rio Amazonas como uma espécie de “grande estrada” onde se encontravam todos os povos indígenas das Americas.

    Abraço e parabéns

  3. Carlos Perez Gomar said

    Ricardo:; Meu computador pifou e estou vendo seu comentário pelo de outra pessoa.amanhã (dia 23 defevreiro) desenvolvo a resposta,.pois acho interessante falar mais do tema.
    abraços Carlos

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