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Estudo sobre a Pedra da Gávea, parte 3 – A Face do Imperador

Posted by luxcuritiba em outubro 13, 2011

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Este texto faz parte de um estudo sobre a Pedra da Gávea no rio de janeiro, parte 3 – A Face do Imperador.

Face da Pedra da Gávea. Clique para ampliar a imagem.

Muito provavelmente trata-se da representação de uma divindade, e não de uma representação do rei Badezir.

Existem ou existiram outras formações onde se pode ver rostos na montanha. Em Franconia estado de de New Hampshire, nos E.U.A. Havia o chamado ”velho da montanha” (the Old Man of the Mountains). Era um perfil de um rosto com 12 m de altura e 8 de largura, más ao que tudo indica foi efeito da erosão pelas geleiras. Foi famoso e visitado até por presidentes da república. Pensou-se, inclusive, representá-lo na bandeira do estado. Más em 3 de maio de 2003 desabou. Em Ollantaytambo, Peru, há um rosto no paredão da montanha que é atribuído aos incas ou mais apropriadamente aos collas. Parece haver até dois. Um é o de perfil e o outro é de frente como a Pedra da Gávea. Alguns acham que foi obra inconclusa, ficam colado aos armazéns onde estocavam milho. E até maior que a Face do Imperador. Parece que era idéia associá-lo a ritos relacionados com o solstício de inverno, e mesmo assim há quem ache que é natural. Diz-se que seria a representação de Viracocha o deus supremo ou Tunupa, que era o nome dado pelos collas que dominavam o território antes dos incas. Em cima de sua cabeça há um pequeno templo. Provavelmente sua origem é uma tradição anterior que parece remontar a Thiahuanaco. Também devemos frisar que Viracocha tinha um companheiro alado, um pássaro …

Me parece que essa similitude é a dúvida que devemos pesquisar com relação a Face do Imperador. E a”Ibis”, que com certeza não é íbis, no Pão de Açúcar pode fazer parte do contexto.

No entanto se formos dar crédito a algumas pessoas que acham que solucionam tudo com teorias de sala de aula, fica tudo explicado. A formação da face é porque ó gnaiss dessa parte da montanha, sendo mais fraco que o granito do topo, ao desgastar-se pela erosão, formou o buraco dos olhos e outros buracos. E está resolvido o mistério. Genial!

Quer dizer que esta mesma erosão que desgastou os olhos esculpiu o nariz e formou até supercílio e maças no rosto (não devem nem ter observado isso) não desgastou todo o rosto por igual, de maneira caótica. E abriu buracos maiores onde seriam os olhos, e deixou menos desgaste onde haveria um nariz. Fantástico!

Alguns curiosos devem se achar mais apropriados do que os arquitetos para dar veredictos sobre a Face do Imperador, mas não são. Arquitetos tem uma noção um pouco mais apurada sobre forma, volume e detalhe, é evidente. E tenho que fazer mais uma pergunta: Quantas vezes eles olharam, pensaram e repensaram sobre o assunto olhando o local? Isso é básico para elaborar alguma hipótese. É evidente que houve também erosão, e continua havendo.

Face da Pedra da Gávea. Clique para ampliar a imagem.

Quando olho para a Pedra da Gávea, vejo uma cabeça e muito claramente uma face, e não me convenço de que a face não haja sido obra humana. Dizer de tacada que é apenas erosão é muito simplista. É próprio de quem não conhece o lugar ou o viu poucas vezes, por mais geólogo que seja.

Vista de baixo e de São Conrado o que a face nos sugere é muito claro. Trata-se de um homem de barba com uma fisionomia seria olhando em direção a Pedra Bonita, nota-se um barrete cilíndrico (muitos o descrevem como um capacete). Mas eu não vejo um capacete. Também parece ter algo, como prolongamento das sobrancelhas para cima. Num gesto de severidade. E com toda certeza está nessa localização para poder ser iluminado pelo sol em qualquer época do ano. Algumas pessoas vem um outra cara do lado do mar, mas eu nunca percebi isso

Há muitas formações no mundo que parecem rostos vistos de determinado perfil, mas não o são se olhados de vários ângulos. A Pedra da Gávea impressiona de vários ângulos. Mas não há duvida alguma que é uma obra tosca.

Nos dois traços subindo obliquamente dos dois olhos como se fossem ressalto de sobrancelhas (Imperadores chineses ressaltavam as sobrancelhas, alongando-as para cima. Mas não arriscaria a dizer categoricamente que o rosto seja chinês, ainda que seja um rosto bastante achatado. Os chineses teriam feito um acabamento muitíssimo melhor. Mas pode ser que seja achatado por causa das dificuldades de execução. Isto até poderia ser a razão do nariz ser pouco proeminente apesar de que devemos descontar que já foi muito desgastado. E é evidente que um nariz no rosto de uma face em uma montanha é o primeiro que vai ser atacado pela erosão. Portanto esse nariz defeituoso, está desculpado. Podemos também observar, e isso eu o observei, hoje dia 18 de junho de 2011 com o sol bastante deitado, que em baixo do nariz, ou melhor onde estaria o a parte baixa do nariz, as narinas, restam duas cavidades, como se um nariz tivesse sido cortado em 45 graus. Se o nariz tivesse desmoronado ficaria com o mesmo aspecto. Essa observação a fiz estando bem embaixo da Face e junto à Carrasqueira.

Mas quando se olha a face desde a Pedra Bonita e se esquadrinha com atenção e um bom binóculo, surgem muitas dúvidas. Porque de frente não se tem a noção de profundidade dos traços que se vem de perfil. E o nariz que visto de bem embaixo, no caminho da Carrasqueira parece comprido e razoavelmente elegante. Visto de frente, parece um nariz excessivamente largo, o que deforma a avaliação das proporções da face. Os olhos não chamam a atenção, o que se vê é um olho maior, com um buraco a mais dentro dele sem significar nada de especial e o outro formado por dois buracos que não tem muita forma. E se começa a pensar que aquilo não é nada, a não ser acidente da natureza.

No entanto ao olhar para o supercílio vê-se claramente a separação da raiz do nariz e um bem definido supercílio com as já faladas sobrancelhas severas, para cima. E a dúvida volta a se estabelecer. E a única resposta que me vem a cabeça seria de que é uma obra inacabada ou extremamente antiga, uma coisa que foge às nossas referencias históricas ou até pré históricas. Mas haveria uma outra explicação para essa falta de definição e simetria.

No caso de ser de fato um monumento, ele e bem grande e um monumento desses ninguém terá condições de vê-lo como se vê uma escultura normal, onde você gira ou circula e tem a noção da terceira dimensão. Quer dizer, consegue sentir as proporções em 3d. Poderia ter sido feito para ser visto principalmente de um determinado setor. E há que considerar que quem por ventura o tenha feito, também teve extremas dificuldades para executar o trabalho, porque os que dirigiam a obra com certeza não tinham um helicóptero e muito menos um disco voador para andar pelos ares de um lado ao outro dirigindo as proporções, e nem haveria condições excelentes para dirigir o trabalho com boas comunicações, pois tinham que ficar a certa distancia do local.

Mas devemos reparar que o lado mais bem feito, é o lado que pega o sol nascente tanto no solstício de inverno como no de verão. E nesse caso seria lógico dar mais detalhe a esse lado.

Qual é de fato o tamanho daquela face? Se considerarmos desde o supercílio até onde estaria a boca não seria mais do que 80 m de altura. Partindo do principio de que o resto já existiria como formação natural.

Tem gente que diz que a cara é muito grande para ter sido feita, e por isso não seria artificial. Eu perguntaria: Grande para quem? Isso seria outro problema. Em Ollantaytambo, Peru, existe um rosto na montanha do mesmo tamanho, que representa o deus Tunupa, do raio e do trovão, divindade dos collas, e está a mais de 100 m de qualquer ponto de onde possa ter sido colocado algum andaime. No solstício de inverno, 21 de junho, os primeiros raios do sol dão no olho desta face

Na China foi esculpido o Buda de Leshan com 71 metros de altura, com corpo inteiro, num paredão próximo aos rios Ming e Dadu. Sua construção começou em 713 D.C., portanto fazem 1300 anos. Demorou 90 anos para ficar pronto. Motivação: Acalmar as águas dos rios. Simples assim.

E agora depois de desenvolver este raciocínio, me pergunto. Será a face de um asiático? Se bem que muitos povos americanos tem traços fortes de características asiáticas. Na verdade são de origem asiática, nas sua maior parte. Vale a pena lembrar o trabalho dos chineses em certo episodio.

O túmulo do primeiro imperador da China, Chin Shi Huang Di, unificada em 221 A.C., era enorme e demandou trabalhos gigantescos durante 37 anos. Em matéria de área ocupada e elaboração não existe nada parecido a outros túmulos reais no mundo.

O conjunto todo ocupa uma área de 56 km 2. A câmara principal do tumulo não foi aberta até hoje. Foi detectada por sondagens, como tendo 14 m por 170 m, enterrada a 35 m de profundidade. Está em uma elevação com 45 m de altura. Dentro desta câmara entre outras coisas, se sabe que deve haver uma maquete representando toda a China de sua época, onde os mares e rios foram feitos com mercúrio, que é tóxico. Foi detectado mercúrio em vários pontos das encostas da elevação onde esta o túmulo e por isto se presume que a câmara já esteja em parte destruída e vapor de mercúrio está vazando. Tudo isto complica uma intervenção dos técnicos chineses, que estão postergando a escavação. Se quiser saber mais, leia sobre o túmulo deste imperador, que é aquele onde foram encontrados os 10 000 guerreiros de terracota.

Não é que esteja comparando esse tumulo ao trabalho desenvolvido à Pedra da Gávea, se e que de fato foi esculpida, são coisas bem diferentes, mas mostra a determinação férrea de um poder absoluto. Exatamente isto: determinação férrea de um poder absoluto que faz qualquer sacrifício pela auto glorificação, ou a glorificação de uma divindade. A motivação mais provável para a execução da Façe do Imperador pode ter sido religiosa, e portanto seria a representação de alguma divindade, como os tamoios disseram.

Portal da Pedra da Gavea. Clique para ampliar a imagem.

Podemos até especular que se houve uma, ou várias câmaras tumulares na Pedra da Gávea provavelmente elas estão bem destruídas e soterradas até o teto, ou seja, não podem ser detectadas como cavidades dentro da rocha. Mas também pode não haver nenhuma. Esculpir uma face num paredão não implica em ter alguma tecnologia arquitetônica mais sofisticada

Aquela ”expedição de técnicos” em 2009, que levaram 14 horas para subir carregando um GPR (radar de penetração de solo) para procurar câmaras ocas dentro da Pedra da Gávea, foi de uma ingenuidade total. Pior, desmoralizou uma pesquisa que poderia ser séria. E ainda disseram que resolveram alguma coisa. Para mim, não passou de uma brincadeira. Mais uma vez a montanha foi usada de maneira vil. Pergunto se tinham algum plano prévio de onde iriam fazer as sondagens. Qual foi a teoria para fazer a pesquisa? Alguém na “expedição” conhecia bastante a montanha? Qual a profundidade a que esse radar pode chegar? Quem determinava os locais de sondagem? Subiram previamente para planejar as sondagens? Havia algum arqueólogo com eles, que ao menos pudesse aconselhar locais prováveis para pesquisas? Com certeza não. E como ultima pergunta. Foi feito um relatório detalhado com conclusões?

Também me passo a perguntar, se essa ”pesquisa“, não foi uma maneira de desmoralizar a montanha para ir desfazendo toda a mística e a reverencia que o carioca tem por ela, mesmo como monumento natural. De maneira a facilitar futuramente ”alguém” ganhar uma concessão e aproveitar turisticamente o local. Fiquem alertas. Espero que a SPHAN também esteja alerta.

No mínimo teriam que ter feito a experiência de, estando no topo da Cabeça detectar a Gruta da Orelha que como todos sabemos, é oca. Só que haveria um problema. Aquele radar só chegava a detectar algo até 15 m de profundidade, numa camada de granito e até a Gruta da Orelha daria mais de 80 m.

Portal da Pedra da Gavea. Clique para ampliar a imagem.

Mas voltando a Face do Imperador. É muito provável que a montanha já tivesse uma forma propicia para ser aproveitada como monumento, e o trabalho básico pode ter sido concentrado na face. Mas o lugar seria muito difícil de trabalhar, tal como o vemos hoje. Tudo o que estou dizendo, parte do princípio de que a montanha já tinha uma forma propícia para fazer uma face no local onde a vemos, porque logicamente ela foi encaixada no local mais propício e onde a rocha era menos resistente. Quem determinou a localização da face era razoavelmente instruído, com certeza.

Não precisariam de milhares de trabalhadores porque não há como locá-los, teria que ser feito com muito menos gente talvez muito menos de um milhar considerando os que trabalhariam nos andaimes e os que dariam apóio desde abaixo. Esculpir aquela face não tem nada de tão difícil. Mas essa observação vale apenas para o caso de apenas a face ter sido esculpida, se formos considerar que a montanha sofreu intervenções em vários lugares teríamos que admitir um numero muito maior de trabalhadores. As condições de trabalho, concordo, seriam assustadoras e com muitos acidentes.

E como estamos especulando sobre hipóteses devemos fazer algumas outras observações.

Água. Com certeza não era difícil coletar água mesmo no topo da montanha, porque até hoje fazemos isso. E seria extremamente fácil construir reservatórios de capacidade media Inclusive na Chaminé Hungar, do lado da face, corre água até hoje e deve ter corrido muito mais, quando havia mais vegetação. Há muitos outros pontos onde temos água, hoje pouca, mas temos.

Áreas de acampamento. Um pouco mais difícil, mas não impossível. Entre a Carrasqueira e a Praça da Bandeira Há muito lugar para levantar choupanas, razoavelmente abrigadas do vento. No caminho que vem pelo Pico dos quatro, a 500 metros de altura existe uma área semeada de plataformas que são atribuídas a serviços desenvolvidos pela fazenda que tinha sede no fim da estrada Sorimã. Más será que esta fazenda não aproveitou restos de infra-estrutura já existentes? Porque inclusive há muitos caminhos pavimentados e até pontes muito rústicas subindo até se perderem soterrados. Diz-se que plantavam café. De fato, é uma área alta, mais ou menos própria para café. Mas quem anda por lá, e estive hoje dia 2 de julho de 2011 na área, se pergunta, que diabo de café vai dar no meio de blocos de pedra. A área esta semeada de seixos de pedra. Nota-se que houve grandes desmoronamentos sobre o que lá existia. Você vem andando, seguindo um caminho e de repente ele desaparece, soterrado. E porque haveria um caminho empedrado? Sabemos de três coisas que foram retiradas ou cultivadas nessa área: cana de açúcar, café e carvão (queimavam a floresta). É evidente que o carvão foi o último cultivo. E também está claro que quem explorou o carvão foi uma fazenda já decadente. Nunca esta fazenda teria os recursos de escravos e disponibilidade geral para fazer as obras que podemos ver nesta área.

Mas existe uma hipótese a mais. Quando eu já andava investigando esta área falei com outro apaixonado pelas incógnitas desta montanha Carlos Manes Bandeira, ele me comentou que naquela área haveria um fortim. Quer dizer uma pequena fortificação. Pode ter havido a instalação de uma bateria (5 ou 6 canhões), mas também não deixou claro o local provável.

Não entrou em maiores detalhes e infelizmente faleceu pouco depois. Foi lamentável porque ele já tinha se prontificado a ir ao local para analisar a situação. É um pouco difícil que houvesse uma bateria no Pico dos Quatro, mas havia com certeza na entrada da Lagoa de Jacarepaguá. O que poderia haver lá em cima, era um ponto de vigilância, pois a vista é excelente, e em consequência haveria razoável transito por esta trilha.

Seria uma boa explicação para fazer um caminho razoavelmente pavimentado porque com certeza eram usadas mulas para carga. Também é certo que foram usadas mulas para transportar sacos de carvão

Agora voltando do Pico dos Quatro para a Face do Imperador.

Em principio qualquer vestígio de tudo o que possa haver existido foi destruído e soterrado pela floresta em centenas ou milhares de anos (se não foram milhares de anos a deterioração deve ter sido menor). Em terras ácidas e clima tropical, como é o caso, a sucessão de gerações de árvores crescendo e morrendo umas sobre as outras destroem tudo.

Com certeza havia mais solo na base da Barba do Imperador, é possível que até se pudesse chegar à Gruta da Orelha caminhando desde a Carrasqueira. Como já disse anteriormente as chuvas torrenciais estão levando todo o solo ladeira abaixo e considerando isto, podemos calcular e a enorme perda ao longo dos séculos. Quando desenvolver a parte referente à Mesa do topo da Pedra da Gávea, veremos quantos deslizamentos houve levando enormes partes da área que era bastante mais plana que hoje. Inclusive podem ter levado vestígios importantes.

Havia uma enorme floresta a disposição ali mesmo com árvores gigantescas. Alguém duvida? Material básico para fazer andaimes estacas, escadas, etc. Portanto, condições físicas para trabalhar a Face do Imperador existiam. Mas faltam algumas coisas: determinação, poder, os trabalhadores e a motivação. E com relação a estes itens não posso adiantar nada, apenas supor que tenham existido. Mas sigamos enfrente raciocinando.

A face se apresenta ou inacabada ou muito destruída. Se está inacabada poderia também ser o caso de ter sido feita para ser vista de apenas um ângulo, e o resto seria de importância secundária. No entanto parece-me que ninguém se daria tanto trabalho para fazer meia face.

A outra possibilidade é que seja muito mais antiga do que se pensa e esteja sofrendo a intempérie há muitos milhares de anos e por isso já não tem quase nariz. Assim como outras sugestões que parece haver em vários pontos da face estariam muito apagadas. Nesse caso estamos colocando a Pedra da Gávea num contexto totalmente desconhecido para nós. E não ousaria especular mais nada, enquanto outras evidências não se confirmem.

Não temos informação concreta de que tenha existido aqui no Rio de janeiro uma cultura capaz de haver esculpido a Face do Imperador. Mas não esqueçamos que como eu lembrei na Parte 1 destes textos, o litoral do Rio de janeiro já esteve na altura das ilhas Cagárras ou além e pode ter havido centros populacionais que hoje estão abaixo do mar. O que deixa uma lacuna em qualquer conclusão que possamos admitir. Devemos lembrar que no caso da esfinge de Gizé, há dúvidas de que Kefren a tenha feito, e muitos acreditam que ela seja mais antiga e ignoram quem a fez.

E, por favor, não puxem novamente o coringa dos extraterrestres. Se os extraterrestres tivessem um pouco vontade e interesse, já teriam botado esta bagunça, em que vivemos dentro dos eixos, há muito tempo.

Portanto pode ter havido ou passado por aqui uma sociedade humana da qual não tivemos noticia até agora.

Também teríamos a possibilidade da passagem ocasional de uma cultura que aqui chegou de passagem mas não permaneceu, ou de outra população que depois tenha emigrado. Estas migrações são uma constante na historia humana. Portanto seria uma boa explicação. Haveria que achar uma conexão com alguma outra cultura americana. E nesse caso vai ser bem complicado. Porque não temos artefatos (cerâmicas, objetos de pedra etc.), com os quais comparar e fazer uma tipologia. Porque ninguém teve nem interesse nem constância, nem peito para fazer escavações técnicas na área. Só ficaram falando, ou foram brincar com o G.P.R. (Ground Penetrating Radar).

Arqueólogos de verdade ainda não entraram na área. Porque foi transformada em área maldita pelas besteiras que até hoje foram divulgadas sobre o lugar.

Pequenas escavações bem direcionadas poderiam dar elementos para dar identidade a grandes monumentos enigmáticos, como é o caso. A única solução para esclarecer as coisas serão escavações bem objetivas e localizadas, principalmente em locais onde se presume que hajam sido jogados detritos. Será um trabalho pesadíssimo porque haverá que escavar profundamente, removendo muito detrito recente. Não vai ser com excursões domingueiras que o problema será esclarecido. Quando os primeiros escaladores chegaram nos Olhos podem ter encontrado pedaços de pedra que pareceriam naturais, más que podem ter sido ferramentas, nunca vamos a saber ao certo porque para identificar uma pedra que foi ferramenta é preciso conhecimento especifico.

Em alguns artigos na internet dizem que as grutas que formam os olhos são duas profundas cavernas que vão até o interior da pedra. Não é verdade. O olho esquerdo de quem está olhando a face é grande e o direito é pequeno, constituído por dois buracos. Este fato levantaria enormes dúvidas de que a face seja obra humana tudo dá a idéia, de que não tenha sido acabado, e nenhum dos olhos tem grande profundidade. Mas a face tem um supercílio bem definido e uma separação na raiz do nariz que pode ser vista em fotos tiradas bem de baixo da cara, na trilha indo para a Carrasqueira. É desse ângulo se nota até a saliência discreta dos pômulos da face. Também pode ser notado o relevo que sai obliquamente do canto do olho em 45 graus, como se fosse um cílio prolongado. Agora, todos estes detalhes para serem notados, dependem de luz favorável porque muitos estão extremamente desgastados. E isto nos poderia levar a pensar novamente na possibilidade da extrema antiguidade da Face do Imperador. Ou é uma obra inacabada? Ou a intenção seria ser assim mesmo para ser vista em determinada época e incidência dos raios do sol? É preciso fazer observações no dia 21 de junho (solstício de inverno, por aqui), e ver, estando em cima da Cabeça, onde nasce o sol. Também ver, desde mais longe, se há algum efeito especial ao nascer o sol sobre a Face do Imperador. Outra data importante seria dia 21 de dezembro ao nascer do sol. Verificando os primeiros raios de sol que derem na montanha, incidindo pelo lado leste.

Na Face não se nota boca. Mas é claro que uma boca para efeito de representação é constituída de apenas pequenas protuberâncias, que são os lábios, e com certeza foram erodidos há muito tempo. Já vi na internet gente interpretando isto como um sinal de mistério que a montanha não quer falar. Isso é bobagem.

Todos estes sinais de extremo desgaste aumentam a possibilidade de extrema antiguidade do monumento. Não acho lógico que possa ter sido feito por fenícios no ano de 856 A.C., e de novo somos jogados a um contexto totalmente desconhecido. E para falar categoricamente, se os fenícios ou outra cultura do Mediterrâneo tivesse feito este monumento haveriam vestígios de sobra de trabalhos com uso do esquadro e inscrições muito claras. O que é inacreditável é que pessoas que tiveram razoável informação sobre as civilizações clássicas e mediterrâneas, olhem para a Face do Imperador e a achem obra dessas civilizações.

Porque é o caso de usar um pouco a inteligência e ver que não se enquadra nesse padrão.

Alguém conhece uma face parecida na área do Mediterrâneo? Que eu saiba, não. E a esfinge de Gizé não tem nada a ver. Mas na América do sul, sim, há similar.

Porque ainda se insiste na teoria fenícia? Na teoria viking, que é mais absurda ainda, e outras. Não percebem as possibilidades de ser uma obra tipicamente americana? Inclusive com todos os defeitos que uma obra desse tamanho pode ter. Além do mais, porque com certeza os escultores não freqüentaram a oficina de Fídias, nota-se que houve dificuldades de execução, tanto pelas condições de trabalho como pela falta de técnica dos executores. E o resultado não poderia ser diferente. Sem dúvida alguma foi feita para ser vista desde o lado leste, principalmente. E se quisermos jogar um pouco mais de lenha na fogueira poderíamos dizer que é verdade que a montanha toda ”lembra” um touro alado da Assíria, quando vista do leste. E nesse caso não teria nada a ver com uma origem americana. Mas é bom lembrar que na área do Mediterrâneo e Oriente Próximo não existe nenhum monumento dessas dimensões. Portanto não há similar no velho mundo.

Está na cara, literalmente, que temos que achar outras soluções. E muito provavelmente serão autenticamente americanas. Mas muita gente colocou como primeira hipótese teorias esotéricas, extraterrestres civilizações mediterrâneas. E até Von Däniken e Uri Geller deram palpite. Uri Geller diz que sentiu que houve sacrifícios humanos na Pedra da Gávea. É provável que tenha acertado. Os sacrifícios humanos eram bem freqüentes nas culturas americanas mais antigas, infelizmente.

Quando os tamoios disseram que era a “cabeça de um deus” (metaracanga), foram curtos e objetivos, era isso mesmo, pois era o que até eles chegou. E essa explicação deles é muito mais importante do que se pensa. Podem ter resolvido o mistério ali mesmo. Só que eles não tiveram oportunidade de falar muito mais, se é que sabiam muito mais. Inclusive porque, com certeza, era uma obra anterior a chegada deles a estas terras.

Ninguém levou a sério a explicação deles! E era tão simples.

Mesmo que tudo o que vemos na Pedra da Gávea seja natural, o que acho difícil, com certeza inspirou sentimentos de reverência religiosa a todos os povos que aqui viveram.

Falta analisar o que parece ser um relevo no barrete ou testa do imperador que está muito apagado e só pode ser notado com luz rasante. Desde a Pedra Bonita é um bom ponto de observação. Com a luz do fim da tarde em maio ou junho. Estive hoje dia 25 de junho de2011 na Pedra Bonita para ver mais detalhes da face e observei bem esse relevo. Na verdade se nota que está escavado, ou seja é uma reentrância. Parece um hexágono com dois de seus ângulos mais pontudos, um para cima e outro para baixo. Outra pessoa viu um sol. Ainda não pude certificar-me disso, que inclusive faria mais sentido. Mas não está centrado simetricamente sobre o barrete ou a testa, como queiram. Este baixo relevo fica um pouco deslocado para o lado da Barra da Tijuca. Será que é para atender a uma exigência especifica da incidência dos raios do sol? Poderia ser o caso que em determinada época possam ser vistos mais detalhes nesse ”emblema“. Será preciso observar com freqüência durante o ano todo.

Tive a curiosidade de fazer uma série de fotos seguidas da Cabeça do Imperador no dia 21 de dezembro exatamente no momento do solstício de verão e pude observar que no momento exato em que o sol esta no ápice a Cabeça do Imperador está delimitada exatamente pela única sombra que se vê na montanha. Isto acontece porque a testa, ou o barrete está ligeiramente inclinado para frente produzindo este efeito. Terá sido proposital?

Como teria sido a execução da face do imperador?

Agora vamos a voar novamente, porque creio que é um exercício necessário, é como a reconstituição de um crime. Ao fazê-la podemos ter a chance de notar as falhas da teoria.

A verdade é que o crime que está acontecendo é a pouca importância que tem sido dada a esta montanha até agora.

Primeiramente foi preciso tosar a floresta para preparar madeira para escadas e andaimes. Depois foi preciso levantar a estrutura de madeira com os andaimes, quem sabe até que altura, ainda que o terreno estivesse nessa época muito mais alto, ou seja, a distancia entre as sobrancelhas da face do imperador e o sopé do terreno seria muito menor. Mas considerando que as árvores da floresta existente na época deviam ser bem grandes isso não deve ter sido problema, deve ter sido necessário achar alguma maneira de ancorar os andaimes ao paredão. No melhor dos casos estaria amarrado a alguns pontos apenas, o que não deve ter sido muito seguro. Mas considerando que haveria abundância de troncos seria possível escorar os andaimes bem de abaixo, encostando troncos inclinados junto à rocha. Seria um trabalho tremendo, mas não impossível.

Voltando a face do imperador. O primeiro trabalho, já nos andaimes deve ter sido o de furar buracos na vertical, para enfiar estacas de madeira que quando umedecidas iam fraturando a rocha. E nesse processo haveria um grande risco, porque eventuais pedaços de rocha maiores ao se soltarem poderiam destruir parte do andaime. Com certeza morreu muita gente.

Depois do trabalho de desbastar a rocha com a introdução de estacas, deve ter sido usado o sistema de picotamento e polimento de pedra com pedra (parecido com o que foi usado nos moais da ilha de Páscoa e em geral, no Peru). Existem marcas no paredão entre a chaminé Hungar e a têmpora da Face do Imperador, parecendo restos do que sobrou de buracos verticais como de extração de rocha. Más é preciso verificar com muito cuidado sua origem.

Mas fica uma pergunta. Porque fazer um buraco tão grande no olho direito? Seria para colocar outro tipo de material? Isso foi feito em outros lugares, mas aqui provavelmente não. Mais provavelmente foi para dar um bom efeito de sombra com luz rasante no amanhecer de 21 de dezembro. E finalmente volto a lembrar a cara na montanha, existente em Ollantaytambo, Peru. Que é um similar de trabalho de uma cultura americana. E isto não deve ser desprezado.

Seria muito interessante se, a partir de fotos feitas de vários ângulos pudéssemos montar em computador a imagem em 3D, volumétrica, da Face. Então teríamos uma idéia melhor de suas verdadeiras proporções..

Também, acredito que a Pedra Bonita está relacionada com a Face do Imperador, com toda certeza. É preciso investigar mais a Pedra Bonita. Na parte mais ao oeste do topo da Pedra Bonita há um pequeno lago que fica sempre com um pouco de água. O que nos diz que ali há uma depressão na rocha, considerável, conseqüentemente deve haver um acúmulo de material orgânico e possibilidades de escavar. E como última observação devo lembrar que a Ibis do Pão de Açúcar está na mesma orientação que a Face do Imperador, virada sempre para o sol, mesmo no solstício de inverno, o dia em que o sol está mais deitado para o norte. Haveria que observar o nascer e o por do sol durante um ano inteiro para ver se algum dia o contorno da íbis é mais sugestivo. Algum interessado que more na praia do Flamengo poderá fazer este estudo. E não esqueçamos que a tradição diz que Viracocha ou Tunupa era nômade, barbudo e era acompanhado por uma ave divina. Haveria que analisar também se Tunupa e Tupã, foneticamente, não têm a mesma origem. Tanto um quanto o outro eram considerados como deuses do raio e do trovão. De novo penso, se não há uma origem comum dessa tradição. E está montada uma belíssima charada.

É evidente que se admitimos a hipótese de que a Face do Imperador foi trabalhada, teríamos que aceitar que aquela chamada ”íbis” não é acidental. Porque, inclusive os buracos que vemos no Pão de Açúcar e que formam as patas da Ibis, estão exatamente onde deveriam estar. Que erosão bem comportada! Curiosamente é uma tremenda ”erosão” localizada, que deixou intactas as superfícies do lado. Más a idéia para a maioria dos cariocas é de que aquilo é natural, simplesmente. Alguma coisa está errada. Provavelmente essa falta de interesse e curiosidade seja por culpa da falta de informação sobre o passado do Rio de Janeiro. Mas isso não tem lógica? Ela é muito grande! Dirão alguns. Grande para quem? Esses são os mistérios.

E tudo o que foi dito acima, é o que parece, por enquanto, até termos novos dados.

Carlos Pérez Gomar, 19 de junho 2011
pdgavea@ig.com.br

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11 Respostas to “Estudo sobre a Pedra da Gávea, parte 3 – A Face do Imperador”

  1. Wilson Denis said

    Caro Carlos,

    Sou apaixonado pelos mistérios que envolvem a Pedra da Gávea, Ibis do Pão de açúcar e demais mistérios.
    Tenho uma vontade imensa de ir conhecer de perto, mas provavelmente só iria até onde é possível caminhar, pois pelas imagens que vi da “carrasqueira”, não teria coragem pra subir lá. Ficaria travado de medo de cair. Mas só de chegar lá pertinho já ficaria satisfeito. Sou de São Bernardo do Campo – SP.

    Gostaria de saber se você tem fotos, ou alguma filmagem do interior da gruta da orelha, e também lí que no topo da cabeça há uma descida com algum degrau para outra gruta, procede esta informação?

    Também lí que no interior de uma destas grutas há uma pedra como se fosse uma mesa.

    Se você tiver imagens destes locais e puder me indicar um link para vê-las, agradeço desde já.

  2. Juliana said

    Olá,parabens pela reportagem!Gostaria que você visse um vídeo que está disponível no You Tube:programa Vida Inteligente – Pedra da Gávea,onde há muitas explicações ocultas sobre a esfinge.Abraços fraternos
    Juliana

    Resposta:
    Oi Juliana

    Agradeço sua visita e sua indicação. Porém não consegui encontrar no Youtube o vídeo que você falou. Se puderes me passar o link agradeço.

    Abraço
    Zhannko

  3. Esse programa de que a Juliana fala, no You Tube é muito chato. Estudo a Pedra da Gávea há 50 anos. Sim, moro no Rio. Há 37 anos escrevi um livro sobre ela http://www.mensagemdosdeuses.com mas como está esgotado estou reescrevendo de forma ROMANCEADA. A cada dia aprendo mais sobre a Pedra da Gávea e em especial sobre o GIGANTE (do qual descobri coisas sozinho, é verdade) e só posso dizer que sempre me surpreendo. http://www.umahistoriamalcontada.com. edu7777@gmail.com

  4. Wilson said

    Eu encontrei o livro do Eduardo, Mensagem dos Deuses, no sebo virtual
    www .estantevirtual . com . br , já até estou com ele, há vários exemplares em diferentes sebos, pra quem quiser comprar. O que eu comprei está em condições perfeitas, já comecei a ler e estou achando muito fascinante.

  5. Luh Costa said

    Ola, estudo a pedra da gavea tem uns 25 anos. Estive com o Marco Aurelio, que fez a pesquisa com o GPR. Fiz a mesma pergunta a ele sobre a profundidade de penetraçao do aparelho e ele mesmo me respondeu que alcançava a penetraçao na rocha de 40 metros de profundidade. Fizeram a mediçao apenas na parte denominada mesa, não levaram o aparelho para a cabeça, ou seja não fizeram nada. Mesmo que o aparelho tivesse sido levado para cabeça não detectaria a caverna da orelha, nem a reentrancia do olho direito. Tive a oportunidade de conversar com ele durante horas, ele é geólogo apenas, e tudo para ele é obra da natureza o que eu discordo piamente. Existem desenhos no dolmen sul que representa uma ave e um sol, está bastante desgastado. Acredito sim em teoria inca, pois temos a historia da igrejinha de copacabana que nos remete ao estado incaico. A igreja que se localizava no atual lugar onde temos o forte de copacabana. E muito mais coisas, que ficaria escrevendo a noite toda. Abraço Luh Costa

  6. geraldo lage said

    gostaria de me juntar a todos que em a mesma admiração que eu tenho pela pedra , todos os dias passo ao lado dela e todos os dias a admiro quando form fazer escursões a mesma me contatem pos favor tenho detector de metais . obrigado

  7. Regiane said

    Olá gente! Gosto muito de temas assim. Estava vendo algumas fotos no google do tal portal, tiradas por amadores, e pude perceber uma mancha azulada na parte inferior do lado esquerdo em várias fotos, tentei aproximar algumas para saber se era algum tipo de vandalismo, mas fica desconfigurado, outras em outros ângulos a mancha modifica e alguns casos ela some, não sei se realmente é vandalismo ou se naquela área da pedra produz algum efeito de luz nas fotos. Uma outra observação, a marca da água que aparece na pedra(porta) também parece que veio da parte interna e não da parte superior que é meio desnivelada apontando um pouco mais para frente. Enfim, se alguém tiver alguma observação a fazer ficarei grata.

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